Foto de representantes do G20
De olho no planeta

G20 critica decisão de Donald Trump sobre Acordo Climático de Paris

O comunicado observou que todos os países, além dos EUA, reconhecem que o acordo de Paris é “irreversível”, reafirmou seu “forte compromisso” e se deslocará “rapidamente para sua plena implementação conforme o princípio de responsabilidades comuns, mas distintas e respectivas capacidades”.

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Foto: Bundesregierung / Güngör

O mercado foi outro ponto importante de divergência, já que os países discutiram visões conflitantes para o futuro da política comercial. O comunicado sobre o comércio não mencionou a necessidade de mudar as políticas comerciais para alinhá-las com as metas climáticas. Ao invés disso, Trump anunciou planos para um acordo comercial “muito grande” com o Reino Unido que será feito  “muito rapidamente”.

As 19 nações – Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Coréia do Sul, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Turquia, Reino Unido e União Européia – representam a maior parte da produção econômica mundial e da população. O G20 foi a primeira grande cúpula internacional de Trump desde o anúncio de que ele retiraria os EUA do Acordo Climático de Paris.

Donald Trump está aprendendo da maneira mais difícil que ele não pode prejudicar todo o mundo inteiro e esperar continuar com os negócios como de costume. A decisão historicamente irresponsável de Trump de retirar os EUA do acordo deixou o país isolado no cenário mundial, segundo o Ecowatch.

Os outros 19 líderes das maiores economias do mundo mostraram seu apoio à medida. Nenhum líder mundial decidiu endossar Trump. Isso não tem  precedentes e mostra a gravidade da decisão  de Trump sobre o acordo de Paris foi e os danos causados por ele no que se refere à credibilidade e à posição dos EUA no mundo.

Uma questão estava marcadamente ausente do debate: como podemos passar das regras comerciais escritas por e para poluidores corporativos para aquelas que apoiam a ação climática? São necessários acordos comerciais que assegurem o cumprimento do Acordo Climático de Paris.

Por isso, o mundo  não pode se dar ao luxo de esperar por Trump. Em vez de repensar do comércio, o presidente anunciou planos para um acordo comercial com o Reino Unido. Não se pode expandir o modelo de comércio antigo, que asseguram a continuidade da dependência de combustível fóssil.

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Notícias

Ursos são criados em cativeiro na Coreia do Sul para extração da bílis

A poucos dias da reunião do G20 na Coreia do Sul, os ativistas dos direitos dos animais preparam-se para aproveitar a ocasião para denunciar algo que mancha a imagem de modernidade do país: a criação de ursos em quintas para extração da bilis. A vesícula biliar desses animais é muito utilizada na medicina tradicional chinesa para o tratamento de várias doenças, afirma a BBC News.

(Foto: Reprodução)

A bílis tornou-se uma mercadoria cara, razão pela qual, desde a década de 80, a criação de ursos tornou-se mais rentável do que a sua caça. Agricultores contactados pela BBC News garantem que todos os animais criados em cativeiro são bem tratados.

Uma opinião contrária à dos ativistas dos direitos dos animais. “Mantê-los em gaiolas fá-los sentirem-se estressados, porque são animais selvagens”, referiu Kim Mi-young, membro do Green Korea United. “Há muito sofrimento nestes ursos. É fácil observar sinais de estresse, como são, por exemplo, os movimentos repetitivos. O fato de estarem em jaulas apertadas torna-os agressivos e chegam a agredir-se seriamente”, alerta a mesma jovem.

Os ursos asiáticos integram a lista de espécies ameaçadas e o seu comércio internacional é proibido. Muitos países industriais estão a ser forçados a adotar medidas. O Vietnã, por exemplo, interditou o seu comércio, embora a lei praticamente não esteja sendoaplicada, e até a China decidiu implementar um sistema de monitoração dessas explorações.

Mas a Coreia do Sul continua a autorizar a criação de ursos em cativeiro e até apressou uma legislação que existia. A extração da bílis com recurso a seringas ou cateteres em ursos sedados é proibida, mas imagens captadas clandestinamente e divulgadas por um canal de televisão coreano provam que esta é ainda uma prática corrente.

Fonte: Jornal de Notícias

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