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Audiência realizada na Câmara discute exploração de cães em testes para fungicida

Os testes, feitos em cachorros da raça beagle, para fungicida foram tema de uma audiência realizada na terça-feira (11) na Câmara. O assunto foi debatido na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Um ativista pelos direitos animais, que luta contra a crueldade promovida por esses experimentos, participou do evento usando uma fantasia de cachorro.

Foto: Beagle Freedom Project

O debate foi feito a pedido do deputado Fred Costa (Patriota-MG). Ele usou como base para a discussão uma reportagem da Rede Brasil Atual na qual a organização de defesa dos direitos animais Humane Society, dos Estados Unidos, denunciou o envenenamento de um cachorro em laboratório.

“A Humane Society afirmou que os testes são para um fungicida fabricado pela Dow AgroSciences que será vendido no Brasil”, afirmou o parlamentar à revista Exame.

Através de um comunicado, a Dow AgroSciencesc reconheceu que existem outras formas de conseguir os dados necessários para o estudo e disse que está trabalhando “em estreita colaboração com a Humane Society para incentivar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa] a alterar seus requisitos de testes em animais para pesticidas”. Os ativistas, no entanto, deixam claro que a solução é por fim aos testes que exploram animais.

Contra a caça

Um manifesto contra a caça no Brasil foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também nesta terça-feira (11). A entrega, feita por um grupo de organizações da sociedade civil, parlamentares e artistas, fez parte do evento “Um Dia Animal!”, outra iniciativa do deputado Fred Costa, segundo informações do portal WWF.

Mais de 700 mil assinaturas constam no manifesto, além de uma pesquisa encomendada pelo WWF-Brasil ao Ibope, que concluiu que 93% dos brasileiros são contra a caça de animais silvestres. O Ibope entrevistou 2002 pessoas em 142 municípios.

Atualmente, quatro projetos de lei (PLs) que visam a liberação da caça no Brasil estão em tramitação. Atualmente, a lei 5.197/1967 (Código de Fauna) proíbe essa prática no país. Os PLs que querem liberar a exploração e a crueldade cometida através da caça contra animais são: PL 6.268/2016, de autoria de Valdir Colatto (MDB/SC), que cria “fazendas de caça”; PL 7.136/2010, de Onix Lorenzoni (DEM-RS), que passa para os municípios a função de deliberar sobre a caça local; PLP 436/2014, de Rogério Peninha Mendonça (MDB/SC), para que a “caça, a apanha e o manejo de fauna” possam ser promovidas por ação administrativa dos Estados, retirando a exclusividade da União e o PL 1.019/2019, de Alexandre Leite (DEM/SP), que implementa o Estatuto dos CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores), que aborda atividades de colecionamento, de tiro desportivo e de CAÇA, em todo o país.

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Fungicida agrícola mais usado no mundo ameaça organismos aquáticos

Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), o estudo, liderada por Elsa Teresa Rodrigues, do Centro de Ecologia Funcional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC, pretendeu dar resposta a uma lacuna identificada, em 2010, pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA, na sigla original em inglês).

Foto: Reprodução, Estudo Prático

Na sequência do alerta, então lançado pela EFSA à comunidade científica, para a falta de dados sobre os efeitos deste pesticida nos organismos aquáticos, Elsa Rodrigues, que se preparava para “efetuar a sua tese de doutoramento, viu aqui uma oportunidade para responder ao desafio” e, sob orientação de Miguel Pardal, “escolheu estudar a ocorrência, o destino e o efeito da azoxistrobina nos ecossistemas aquáticos”.

Para caracterizar o risco ecológico da azoxistrobina nos sistemas aquáticos, a investigadora contou com a colaboração do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da UC, das universidades de Aveiro e do Algarve, e do Instituto da Água da Região do Norte (IAREN).

Este trabalho “permitiu ainda determinar e validar a concentração máxima sem efeitos para os organismos aquáticos, parâmetro fundamental para a caracterização do risco”, acrescenta a investigadora.

Os resultados do estudo “concluem que existe a possibilidade de haver efeitos adversos no compartimento água resultantes da aplicação agrícola da azoxistrobina”, refere Elsa Rodrigues, adiantando que “o conhecimento agora obtido é um contributo importante para a próxima revisão da EFSA”, em 2021,” auxiliando a decidir se este fungicida deve ou não continuar a ser comercializado”, sublinha a investigadora da Faculdade de Ciências e Tecnologia de Coimbra.

O estudo foi recentemente distinguido com uma menção honrosa na primeira edição do Prémio de Doutoramento em Ecologia — Fundação Amadeu Dias, promovido pela Sociedade Portuguesa de Ecologia.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: DN

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