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Ovelha que fugiu do cativeiro vive há cinco anos sozinha e saudável na floresta

A ovelha Maggie é retratada descansando nas florestas do vale de Jonas, no estado alemão central da Turíngia | Foto: CEN/jonastalschaf
A ovelha Maggie é retratada descansando nas florestas do vale de Jonas, no estado alemão central da Turíngia | Foto: CEN/jonastalschaf

Esta corajosa e decidida ovelha fugitiva que vive sozinha na floresta há cinco anos acumulou cerca de 24 kg de lã fedorenta nas costas que a ajuda a manter lobos e predadores afastados.

A ovelha Maggie é frequentemente vista andando pela floresta por caminhantes no Vale de Jonas, situado no distrito de Ilm-Kreis, localizado no estado alemão central da Turíngia.

A andarilha coberta de lã costuma chegar à beira da estrada para surpreender os motoristas, mas sempre volta correndo para a floresta para se manter segura.

Foto: CEN/jonastalschaf
Foto: CEN/jonastalschaf

A ovelha tornou-se uma sensação mundial e agora tem sua própria página no Facebook.

Maggie encontra comida na floresta e muitas vezes é vista pacificamente passando o tempo no local que escolheu para viver.

Acredita-se que a massa de lã da ovelha seja agora tão espessa e fedida que mantém os lobos e outros predadores da floresta afastados.

Foto: CEN/jonastalschaf
Foto: CEN/jonastalschaf

O pastor local Gerhard Schuh, 59, disse: “As ovelhas realmente precisam ser cortadas. A lã absorve muita água e o animal pode ficar doente”.

O pelo do animal também pode ficar embaraçado na vegetação rasteira e prendê-la, fazendo com que possa morrer de fome.

“Quem se importa com a ovelha deve realmente ajudar a capturá-la”, acredita ele.
Christin Bayer, que fundou a página do Facebook e nomeou a ovelha Maggie, disse: “Viajo para trabalhar todos os dias nessa estrada. Chamei a ovelha de Maggie por achar que lhe servia bem. Eu presumi que ela é mulher”.

Foto: CEN/jonastalschaf
Foto: CEN/jonastalschaf

“Decidi criar uma página no Facebook para as pessoas enviarem fotos dela. Não demorou muito para que os usuários começassem a enviar diversas fotos”.

“Uma vez a vi deitada ao sol. Ela é frequentemente vista passeando ao lado da estrada”.

Foto: CEN/jonastalschaf
Foto: CEN/jonastalschaf

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Histórias Felizes

Tartaruga centenária foge e é encontrada a quase 2 km de casa

Uma tartaruga de 100 anos de idade foi encontrada uma semana após ter fugido de casa em Hampshire, na Inglaterra. Ela andou cerca de 1,6 quilômetros a uma velocidade média de apenas 0,001 km/h.

Fred, como é conhecido o animal, foi visto em uma estrada por um motorista que o resgatou depois de quase atropelá-lo. O condutor do veículo o levou para casa antes de ver um artigo no jornal local sobre uma tartaruga desaparecida.

O homem então devolveu Fred aos tutores, Terry Phelps, 86, e a esposa dele, Sue, de 73 anos. O casal pensou que o animal tivesse sido sequestrado, e ficaram preocupados durante todo tempo que Fred ficou fora – incríveis sete dias.

A tartaruga ficou desparecida por uma semana
Terry Phelps, de 86 anos, vive com seu companheiro há mais de 30 anos.

A tartaruga já havia fugido anteriormente, mas nunca percorrido uma distância tão grande, disseram Terry e Sue.

Phelps, um líder de escoteiros, tem Fred como companheiro há mais de 30 anos. “Eu não posso agradecer o salvador de Fred o suficiente. Eu não tive uma noite inteira de sono desde que ele desapareceu”, disse.

“Ele estava bem no meio da estrada e quase o atropelei. Estou muito feliz por tê-lo pego e não o deixado lá”, afirmou o motorista.

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Destaques, Notícias

Procura-se: justiça expede mandado de prisão contra a serial killer de animais Dalva Lina

A Justiça de São Paulo decretou nesta sexta-feira (10) a prisão de Dalva Lina da Silva, 48 anos, conhecida como “a matadora de animais” por ter assassinado 37 cães e gatos em 2012.

Em 2015, Dalva foi sentenciada a 12 anos, 6 meses e 14 dias de prisão pela morte dos animais. Mas ela estava cumprindo a pena em liberdade.

O Ministério Público Estadual recorreu da decisão solicitando a progressão da pena e obteve decisão favorável da 10ª Câmara Criminal de Justiça de São Paulo. A pena para os crimes cometidos por Dalva foi aumentada para 17 anos, 6 meses e 26 dias de reclusão em regime semiaberto. A maior sentença já proferida envolvendo crime de maus-tratos a animais.

“Essa decisão é uma grande vitória, e a maior do mundo. No ano passado uma pessoa foi condenada a 15 anos nos Estados Unidos por maus-tratos contra animais. Com a sentença reformada, creio que essa condenação é a maior pena que se tem notícia no mundo”, disse a promotora Vania Tuglio, do Grupo Especial de Combate aos Crimes Ambientais (Gecap).

A promotora Vania, juntamente com delegados da Delegacia de Meio Ambiente, realizou uma diligência nos quatro endereços informados à justiça, mas em nenhum deles Dalva Lina foi encontrada. Ela já é considerada foragida pela justiça.

Relembre o caso

Dalva Lina da Silva, que ficou conhecida como “a matadora de animais” por ter assassinado 37 animais entre cães e gatos de forma dolorosa e lenta em SP dois anos atrás, recebeu na data de 18 de junho a pena de 12 anos, seis meses e 14 dias de prisão, além de uma multa referente a cada um dos animais mortos.

Na sentença proferida pela juíza Patrícia Álvarez Cruz afirma que a ré recebia os animais em sua casa já determinada a matá-los porque sabia que não teria condições de encaminhá-los à doação. “A ré tem todas as características de uma assassina em série, com uma diferença: as suas vítimas são animais domésticos. De resto, os crimes foram praticados seguindo o mesmo ritual, com uma determinada assinatura, com traços peculiares e comuns entre si, contra diversos animais com qualidades semelhantes e em ocasiões distintas. E o que é bastante revelador: não há motivo objetivo para os crimes. O assassino em série, como o próprio nome diz, é um matador habitual”, afirma.

A sentença proferida em 87 páginas cita, inclusive, a senciência dos animais. A juíza afirma ainda que diante das evidências “não é demasiado afirmar que centenas de animais foram mortos pela acusada”. Um mandado de prisão preventiva contra Dalva já foi expedido e ela pode ser presa a qualquer momento. Veja trecho da sentença abaixo:

“18/06/2015 Sentença Registrada 18/06/2015 Condenação à Pena Privativa de Liberdade e Multa COM Decretação da Prisão Ante o exposto, julgo parcialmente procedente a ação, para: I. Condenar DALVA LINA DA SILVA, portadora do R.G./I.I.R.G.D. nº 20.735.577, filha de José Firmino da Silva e Dalvina Gonçalves Leite, à pena de doze anos, seis meses e quatorze dias de detenção, e ao pagamento de quatrocentos e quarenta e quatro dias-multa, cada um destes fixado em 1/10 do valor do salário mínimo vigente à época dos fatos, a ser atualizado em execução, como incursa, por trinta e sete vezes, nas penas cominadas no artigo 32, §2º, da Lei 9.605/98, na forma do artigo 69 do Código Penal; II. Absolver a mesma ré das imputações que lhe são formuladas no aditamento da denúncia, nos termos do artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal.11/06/2015 Conclusos para Sentença 27/05/2015”

Estima-se que milhares de gatos tenham sido mortos pela Dalva. (Foto: Reprodução/ Folha)

Diante de tantas atrocidades cometidas contra os animais no Brasil sem qualquer punição aos criminosos, a sentença de Dalva é uma grande vitória que faz história no judiciário brasileiro e na causa dos direitos animais. Dalva foi processada pelo Ministério Público pelo crime previsto no artigo 32, parágrafo 2º, da Lei Federal de Crimes Ambientais – 9605/98, por maus-tratos seguido de morte dos animais, mas na última audiência, ocorrida em 20 de maio, acrescentou-se mais uma acusação, a de uso de substância proibida – crime previsto no artigo 56 da mesma lei e cuja pena mínima é de um ano de detenção. Isso porque ela usou quetamina, um produto anestésico que só pode ser administrado por veterinários.

Mortos com alto grau de crueldade

De acordo com o perito que necropsiou os corpos dos 37 animais, eles foram assassinados de uma maneira extremamente cruel, o que provocou grande sofrimento e extrema dor em cada um deles por até 30 minutos. Dalva injetava a droga no peito dos animais por meio de várias agulhadas numa tentativa insana de tentar atingir o coração deles. Todos foram encontrados com várias perfurações no peito e morreram, por conta disso, de hemorragia interna. Uma cachorrinha entregue nas mãos de Dalva poucas horas antes de ser morta foi o caso mais chocante: tinha 18 perfurações.

Foto feita por detetive contratado por ativistas: cadela com gravatinha sendo entregue para Dalva e a mesma cadela morta encontrada no lixo no dia seguinte (Foto: Edson Criado)

Vânia Tuglio, promotora de Justiça do Ministério Público/GECAP – Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Ambientais e de Parcelamento do Solo Urbano, e colunista da ANDA, que esteve à frente do caso, conta que a quetamina, ao ser administrada de forma errada por uma leiga e em animais de pequeno porte, causou efeito contrário ao invés de anestesiar: “O perito que examinou os corpos disse que os animais tiveram taquicardia e ficaram agitados. Eles sentiram agonia e dor por cerca de 20 a 30 minutos até morrerem”. Assim, a droga injetada potencializou o sofrimento dos animais. “Essa sentença é histórica porque faz justiça ao assassinato de 37 cães e gatos. Ao expedir o mandado de prisão preventiva, a juíza não apenas cumpre a lei, mas resguarda a sociedade de uma pessoa extremamente perigosa”, comenta a promotora.

Os animais sabiam que estavam sendo mortos

Em frente à casa de Dalva ativistas deixaram homenagem aos animais assassinados

Presente na última audiência, o perito Paulo Cesar Mayorca, professor do departamento de patologia da faculdade de medicina veterinária da USP, fez pelo menos duas declarações estarrecedoras. Disse que para matar os animais daquela forma sozinha, Dalva teria que amarrá-los em provável posição de crucificação, com pernas juntas e braços abertos.

E, além disso, eles sabiam que estavam morrendo. A juíza do caso, segundo a promotora Vânia, se interessou por esse aspecto do julgamento e quis saber mais: “Ela perguntou se os animais tinham consciência que estavam sendo mortos e o perito respondeu que sim, que o tempo todo eles estiveram conscientes do que estava acontecendo”.

Mayorca constatou também que nenhum dos animais apresentava doença terminal ou lesão que comprometesse a saúde deles. Eram saudáveis e alguns, inclusive, castrados e prontos para adoção. O laudo cadavérico, portanto, desmentiu a alegação de Dalva que dizia ter matado apenas seis dos 37 animais por estarem em “estado terminal”.

Dalva disse que adquiria a droga de um veterinário amigo da família que já morreu. Também alegou que todas as centenas de animais que recebeu ao longo de anos foram doados, mas ela não fez nenhum registro das adoções e não se lembra para quem doou. Os seis gatos encontrados vivos em sua casa na noite do flagrante foram entregues à ONG Adote um Gatinho que teve autorização judicial para doá-los.

Atitude suspeita

O comportamento de Dalva causava estranheza entre alguns moradores da rua. Segundo relato de uma vizinha, que preferiu não se identificar, ela descartava entre 6 e 7 sacos de 100 litros, três vezes por semana (às terças, quintas e sábados), exatamente na hora em que o caminhão de lixo passava. “Era muito lixo para uma casa só”, disse ela.

“Uma casa com três pessoas adultas e uma criança descartar cerca de 2 mil litros de lixo por semana é algo inconcebível. Isto só comprova a prática cruel que ela vinha exercendo todos esses anos”, afirma a ativista Marli Delucca.

“Sabendo que ela recebia centenas de gatos e cães por mês e com base nessas informações, estimamos que cerca de 30 mil animais possam ter sido mortos pelas mãos de Dalva nos últimos oito anos”, contabiliza Marli Delucca. “A Dalva recebia animais para encaminhar para adoção há cerca de 8, 10 anos. É só fazer as contas”, reforça a protetora Raquel Rignani.

Suspeita-se ainda que ela descartasse mais corpos de animais por caçambas espalhadas pela cidade.

Assassinos cruéis

Dalva: condenada por matar 37 animais (Foto: Reprodução)

Indignada com um caso tão bárbaro, a promotora pediu à juíza que Dalva fosse condenada pela morte de todos os 37 animais somando-se as penas de cada um – como se faz no caso de assassinato de várias pessoas por um mesmo criminoso. Ela lamenta que as leis brasileiras ainda não permitam punições condizentes com a gravidade dos crimes praticados contra animais, mas está confiante que o cenário deve mudar a partir da condenação de Dalva. Em muitos países crueldade animal leva os criminosos para a cadeia e sem que sejam necessários longos processos.

Além disso, em alguns países se entende que deter pessoas que torturam e matam animais é uma maneira eficaz de proteger também a população humana já que esses indivíduos são naturalmente violentos e, muitas vezes, psicopatas. À propósito, estudos feitos pelo FBI apontam que uma esmagadora parcela de psicopatas começa sua trajetória torturando e matando animais, às vezes na adolescência ou até mesmo na infância. Por isso, a partir do próximo ano, quem maltratar e matar animais nos EUA terá um julgamento igual ao de qualquer outro criminoso.

Pesquisa que consta do livro “Maus tratos aos animais e violência contra as pessoas”, de Marcelo Robis Nassaro, capitão do Comando de Policiamento Ambiental de SP, chegou à mesma conclusão do FBI. Indivíduos autuados por maus-tratos em SP, em geral, já tinham outras acusações criminais, especialmente de lesão corporal contra pessoas. Em todo o Brasil chovem denúncias de atrocidades cometidas contra animais e a população se sente cada vez mais impotente. Juntam-se provas, a comunidade se une, protesta, exige justiça, mas as leis brasileiras ainda não enxergam que quem maltrata e mata animais é um criminoso em potencial, capaz de matar também pessoas.

Quem ajudou Dalva a cometer os crimes?

Fica aqui um alerta para quem “doa” animais. É preciso acompanhar as adoções. Ter endereço e telefone dessas pessoas, pedir fotos recentes e até fazer visitas esporádicas. De que adianta resgatar, gastar com medicamentos, veterinários, cirurgias, castrações e, por fim, jogar o animal nas mãos de uma assassina? Dalva conseguiu matar muitos animais graças a irresponsabilidade de muitas pessoas que apenas descartaram os animais nas mãos dela e nunca mais quiseram saber dos bichos. Embora ela própria pegasse animais nas ruas, também recebeu dezenas de animais, principalmente gatos, cujo paradeiro ela não quis informar. Inclusive, entre os 37 animais mortos descobertos pelo detetive do caso, a maioria era filhotes de gatos.

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