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Novas iniciativas governamentais protegem baleias-francas da extinção

Por Vinicius Siqueira (da Redação)

O governo dos Estados Unidos decidiu reajustar os limites de velocidade para barcos pesqueiros em algumas áreas ecologicamente sensíveis, visando proteger baleias-francas. As informações são do Care2.

Foto: Care2
Foto: Care2

A regulação não salva a vida das milhares de vítimas da pesca, entretanto reduz o risco de colisões de barcos com baleias-francas, atualmente um do principais problemas para sua sobrevivência (o outro é a caça), já que essas criaturas marinhas são frequentemente vítimas de incidentes com barcos.

Tomando esta iniciativa, a administração do governo dá um passo a frente para baleias e manda uma grande mensagem sobre a necessidade de pensar na vida animal, mesmo se for necessário enfrentar pressões do mercado.

A regulamentação obriga barcos próximos à determinadas zonas onde se sabe que baleias-francas frequentam a diminuírem sua velocidade. Isto se aplica para todas as embarcações com mais de 65 pés de comprimento.

Nos cinco anos desde a regulamentação original teve início (esta é uma extensão da original, que estava com o prazo terminando), nenhuma morte ocorreu nas áreas designadas, demonstrando que pedir para que barcos naveguem numa velocidade menor que 10 nós é uma medida efetiva para resolver este problema.

A redução forçada permite que os barcos tenham mais tempo para parar e modificar seus caminhos, desviando de qualquer baleia que encontrarem, e ainda possibilita que baleias mudem seu trajeto e também tenham tempo para qualquer tipo de desvio.

Em adição ao limite de velocidade, algumas outras mudanças também foram feitas para controlar mais efetivamente o tráfego de navios. Essas mudanças colocam toda a movimentação de navios para longe das áreas de convivência de baleias – já que baleias não seguem lei marítimas, é obrigação do governo desenvolver regulamentações para protegê-las dentro das linhas de tráfego que elas próprios traçaram para si.

Após constante estudo e observação, oficiais podem determinar se é necessário mover, modificar ou realizar qualquer outro ajuste nos trajetos de barcos, com objetivo de acomodar as peregrinações de baleias.

A regulamentação renovada não tem prazo de validade. Ela está ativa para sempre – ou até outro presidente resolver modificá-la.

Foto: Reprodução/G1
Foto: Reprodução/G1

Extinção

Estima-se que há menos de 500 baleias-francas no mundo, o que as coloca em uma posição de vulnerabilidade extrema. Essas criaturas que, uma vez, eram abundantes, se tornaram vítimas do avanço tecnológico e da pesca. Elas se situam muito próximas à costa e são alvos fáceis para a pesca, já que permanecem muito tempo na superfície das águas.

Tragicamente, isso significa que elas são raras e simbolizam a preciosidade de nossa vida animal. Perdê-las para barcos de pesca, que assassinam milhares de animais diariamente, é escolher a crueldade em detrimento da vida.

A situação dessas baleias nos proporciona um interessante dilema. Para a pesca, é crítico ter que se mover adequadamente para conseguir capturar e matar diversos peixes diariamente e alimentar um mercado de animais mortos estabelecido há anos. Já para as baleias, também é importantíssimo conseguir se mover para procurar comida e lugares seguros para darem cria. Qual lado escolheremos?

Esta decisão do governo americano, apesar de negligenciar muitos outros animais que ainda serão capturados e mortos no cotidiano da pesca, protege as baleias de serem dizimadas de nosso planeta e, talvez em um futuro próximo, ela poderão deixar as listas de animais em extinção.

Nota da Redação: A pesca já é abominável. Retirar um espaço de barcos pesqueiros para manter a sobrevivência de uma espécie de baleias é uma boa iniciativa, entretanto, não se deve esquecer das milhares de vidas que são sacrificadas para o consumo humano em práticas da indústria da pesca.

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Baleias francas proporcionam espetáculo no litoral de Santa Catarina

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O mar é uma fonte inesgotável de belezas e algumas delas podem ser apreciadas de perto em determinadas épocas, e você nem precisa ser um mergulhador. É o caso das baleias, que podem ser vistas entre os meses de julho e novembro no litoral catarinense. Neste período, as baleias francas migram do do Polo Sul em busca de águas calmas e quentes para se reproduzir e, embora possa ser observada desde o Rio Grande do Sul até o sul da Bahia, é no litoral de Santa Catarina – com suas inúmeras baías e enseadas de águas calmas – que a espécie encontra o habitat ideal para fêmeas acompanhadas de filhotes.

Neste período elas podem ser facilmente avistadas em uma área de aproximadamente 130 km de extensão na costa catarinense abrangendo Florianópolis, Palhoça, Garopaba, Imbituba e Farol de Santa Marta em Laguna. Geralmente pares de mãe e filhote são vistos, nadando em paralelo à costa, e muitas vezes expondo a enorme nadadeira peitoral ou a cauda, ou dando impressionantes saltos fora d´água – tudo isso muito perto da praia!

Qual é a melhor época?
A temporada reprodutiva das baleias Francas no Brasil é de julho a novembro, mas o melhor período para observação na principal área de concentração, a APA da Baleia Franca, é entre a segunda quinzena de agosto e primeira quinzena de outubro, quando um maior número de baleias costuma estar na região, permanecendo por vários dias nas enseadas.

A baleia
Existem relatos de animais com mais de 18 metros de comprimento e cerca de 60 toneladas. Antes de serem praticamente dizimadas, em 1973, as baleias Francas foram uma das espécies de baleia mais abundantes em águas brasileiras. Mas, com a caça desde o século XVII, elas quase foram totalmente extintas. No passado, era comum baleeiros pegarem o filhote e aprisionarem para atrair a mãe e matá-la com golpes de barra de ferro na cabeça. O Brasil só ganhou uma lei proibindo a caça às baleias em 1986. Hoje, cerca de 100 baleias vão para o litoral catarinense a cada temporada.

Apesar da lei, as baleias Francas ainda sofrem risco de extinção. Sua população tem voltado a crescer graças ao trabalho do projeto Baleia Franca que conseguiu transformar grande parte da costa catarinense em Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca. O Projeto é mantido pela Coalizão Internacional da Vida Silvestre – IWC/Brasil com patrocínio da Petrobras e dedica-se ao estudo e proteção desta espécie de baleia e do ambiente marinho no Brasil.

O Projeto tem sede na praia de Itapirubá em Imbituba, onde recebe visitantes e orienta interessados em observar as baleias da faixa de areia.

A baleia Franca tem como característica o corpo negro e arredondado e manchas brancas irregulares na barriga e “verrugas” geralmente acinzentadas ou branco-amareladas na cabeça. Essas “verrugas” de nascença são diferentes em cada baleia, permitindo aos pesquisadores conhecê-las individualmente e assim preservar a espécie.

Jornada exaustiva

Um dos espetáculos mais apreciados pelos turistas – e que pode ser conferido a distância – são os saltos das baleias para fora d’água, eventualmente com a fêmea e o filhote em sincronia, porque os bebês repetem os movimentos maternos. Parece diversão, mas é um aprendizado bastante sério. O filhote precisa ganhar força e desenvolver a musculatura a fim de enfrentar a monumental jornada de volta ao Hemisfério Sul. Uma viagem de milhares de quilômetros com risco de tormentas, predadores, navios, redes de pesca e encalhes pelo caminho.

Além do treinamento do filhote, a cópula, o parto, a amamentação e o jejum prolongado (elas se alimentam somente na Antártida de crustáceos chamados krill) também exaurem a baleia, tanto que as mães recentes só terão energia para retornar ao sul do Brasil daqui a três anos.

Fonte: Bonde

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Baleias francas já podem ser vistas na região de Laguna, em Santa Catarina

No último final de semana, populares avistaram ao menos sete baleias francas no trajeto entre a Praia do Iró, Praia do Gi e Praia do Sol (cerca de 10 quilômetros), em Santa Catarina. Se o mar estiver calmo e sem vento, a possibilidade de encontrá-las é grande. A temporada de observação de baleias francas começou em junho e segue até novembro. Elas se concentram em maior número, segundo os fiscais da Área de Preservação Ambiental da Baleia Franca (APA), entre a segunda quinzena de agosto e primeira quinzena de outubro.

O turismo de observação de baleias francas por embarcações está proibido nesta temporada 2013. A decisão foi proferida pela Vara da Justiça Federal de Laguna, após uma ação civil pública, movida pelo Ministério Público Federal, a partir de denuncia feita pela Sea Sheperd Brasil – Instituto Guardiões do Mar.

A suspensão ocorreu em 17 de maio, após a decisão da juíza Daniela Tocchetto Cavalheiro, motivada por suposta “falta de estrutura de organismos federais para garantir monitoramento e fiscalização” da atividade, podendo causar riscos a espécie.

O Instituto Chico Mendes (ICMBio) recorreu, mas o Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª região negou o agravo de instrumento e manteve proibido o turismo de observação de baleias através de embarcações, com ou sem motor, para Laguna, Imbituba e Garopaba.

Baseado no monitoramento que vem sendo realizado nos últimos dez anos, a bióloga do Instituto da Baleia Franca, Karina Kroch, afirma que entre 100 e 120 baleias devem chegar ao litoral sul (área que compreende a APA da Baleia Franca) nesta temporada e podem ser vistas da faixa de areia.

Fonte: Engeplus

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Tribunal mantém a suspensão do turismo de observação de baleias francas no litoral de Santa Catarina

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Considerando a preservação das baleias franca a finalidade preponderante da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APA), o Tribunal Regional Federal 4ª Região confirmou a suspensão do Turismo de Observação de Baleias determinado pela Justiça Federal de Laguna em maio. Na ação civil pública movida pelo Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) em 2012 contra o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) ficou comprovado que não existem estudos sobre a viabilidade ambiental da atividade, mesmo que a APA tenha sido fundada há treze anos.

Para Luiz André Albuquerque, coordenador jurídico do ISSB, nenhuma ação que prejudique o desenvolvimento e preservação da espécie pode ser justificada. “(…) a preocupação em não só estimular a educação ambiental, como menciona o ICMBio, e em proteger a atividade econômica dos trabalhadores que dela dependem mas, principalmente, a necessidade de se preservar a espécie em unidade de conservação em que é imprescindível o devido licenciamento ambiental. As fotos juntadas pelo peticionante ISSB demonstram que a ação antrópica pode colocar em risco a reprodução dos cetáceos”, fundamenta o Desembargador Federal Fernando Quadros da Silva na decisão que negou o pedido de retorno da atividade pelo ICMBio.

As baleias franca constam no Livro Vermelho das Espécies Ameaçadas de Extinção do IBAMA, sendo esta a condição mundial desses cetáceos o que levou diversos países a proibirem a utilização de barcos para a sua observação. Dois fatores justificam essa proibição, a espécie possui o hábito de permanecer a menos de 20 metros da faixa terrestre, e procuram as enseadas para constituir seus berçários, tornando-se mais vulneráveis ao molestamento.

“Eu não imaginava outra decisão do Tribunal. Desde o momento em que o ICMBio admitiu na ação judicial de que não existem estudos sobre essa atividade que gera impactos direitos nas baleias franca que a situação não se alterou, mesmo que a APA siga afirmando que eles existem”, comenta a advogada do ISSB Renata Fortes, e conclui “A necessidade de análise da viabilidade não parte de uma exigência do ISSB, mas do cumprimento da legislação e, para quem realmente se importa com as baleias, exigir o esclarecimento dos impactos é uma questão de coerência. Antes de serem consideradas recursos financeiros, as baleias são seres vivos.”

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A decisão foi da Vara da Justiça Federal de Laguna e foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal (TRF), de Porto Alegre. O Tribunal entende que a atividade precisa de um licenciamento específico para ser executado. A decisão destacou que o objetivo é preservar a área e evitar impactos ambientais pela prática desregulada da atividade.

“O Poder Judiciário está atento às causas ambientais e a decisão vem corroborar a crescente preocupação na proteção do meio ambiente, um direito de todos. Neste caso específico, a alegação de prejuízos econômicos não pode se sobrepor a preservação de uma espécie ameaçada de extinção, principalmente, pela possibilidade da realização do turismo de avistamento de baleias franca por terra, em vários pontos da região, bem como a execução de monitoramento aéreo e também terrestre, para fins de censo de identificação visual”, pondera Luiz André Albuquerque.

Nadadeiras peitorais e o borrifo quente dos pulmões do mamífero que, em contato com a temperatura exterior, torna-se vapor d’água. Essa é a visão que já foi registrada fotograficamente (nítido) de uma das mais ilustres visitantes do litoral Sul catarinense, as Baleias Francas. As fotografias foram capturadas no município de Laguna, via observação aérea. Nas fotos, postadas pelo fotógrafo Júlio Cesar Vicente e compartilhadas pelo Projeto Baleia Franca no Facebook, é possível ver o animal por diversos ângulos.

Com informações de Sea Shepherd

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Costa atlântica da Patagônia argentina tem recorde de mortandade de baleias francas

Uma mortalidade recorde de baleias francas foi registrada na costa atlântica da Patagônia argentina (sul), o índice mais elevado já registrado de mortes desta espécie no mundo, informou a ONG Instituto de Conservação de Baleias (ICB) esta terça-feira.

“No ano de 2012 ocorreram 116 mortes de baleias, inclusive 113 filhotes”, informou o ICB em um informe no qual detalhou que este número é quase o dobro do reportado em 2011, quando morreram 61.

A cada ano, a partir de junho, centenas de baleias francas, de 14 metros de comprimento e até 50 toneladas, chegam às baías da Península de Valdés (1.400 km ao sul de Buenos Aires), declarada patrimônio mundial da Humanidade pela Unesco, para dar à luz e criar seus filhotes.

Este espetáculo atrai para a região do sul da Argentina 100.000 turistas ao ano, dos quais 25% são estrangeiros.

Sem dar detalhes, os cientistas trabalham com três hipóteses sobre o fenômeno da alta mortalidade: os encalhamentos, a exposição ao sol e o ataque de gaivotas, que bicam as baleias constantemente causando-lhes ferimentos no dorso.

A mortandade de baleias na temporada 2012 representa 3% da população total do cetáceo no Atlântico Sul, estimada em 4.000 animais.

Fonte: Terra

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Baleias francas são vistas no litoral sul de Santa Catarina

As baleias francas continuam mostrando sua graça no litoral de Santa Catarina. Na manhã desta quarta-feira (18), cerca de 12 animais e três filhotes foram avistados na Praia da Gamboa, em Paulo Lopes, na Grande Florianópolis (SC). O turista George Nelzo Pereira, que está passando alguns dias na localidade, foi um dos primeiros a ver as baleias no início desta manhã.

—  Logo que acordei vi o grupo no mar. Uma delas estava muito perto da praia, a uns 500 metros. É muito emocionante vê-las — conta.

A temporada de observação começou no mês de julho e se estende até outubro, período escolhido pelos animais para acasalamento, parto e amamentação dos filhotes em águas mais quentes. No resto do ano, os mamíferos ficam nas águas geladas da Antartida, no Hemisfério Sul, onde se alimentam e juntam energia para as longas viagens que fazem para cuidar das crias.

De acordo com a diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca, Karina Groch, Santa Catarina é o Estado mais frequentado pelas baleias por causa das águas mornas, preferida dos cetáceos. O aparecimento na costa ocorre, principalmente, entre o Sul da Ilha de Santa Catarina, e o Balneário Rincão, no Sul do Estado.

A franca é a segunda espécie mais ameaçada de extinção no planeta. O principal objetivo da caça é a camada de gordura, matéria-prima para produção, especialmente, de óleo.

Fonte: Diário Catarinense

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