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Ursos fisicamente e mentalmente frágeis são abusados em circo

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: skeeze/Pixabay

O Great Bear Show em Sioux Falls, South Dakota (EUA), pode vender-se como um show educativo, mas ativistas pelos direitos animais em todo o mundo sabem que isso está muito distante da realidade.

O circo pode parecer algo bom para quem está sentado na plateia. Como espectadoras, tudo o que as pessoas veem é um desempenho perfeitamente orquestrado com animais fazendo truques incríveis – é muito fácil ser conquistado pelo show. Porém, se você der uma olhada nos bastidores dessas apresentações, não existe nada de mágico.

O Great Bear Show é dirigido por Bob Steele, um expositor com uma longa história de violações da Lei Federal de Bem-Estar Animal.

De acordo com a PETA, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) acusou Steele duas vezes por não ter fornecido cuidados veterinários adequados a um urso chamado Barney. Isso aconteceu depois que duas inspeções revelaram que o animal estava perdendo grandes maços de cabelo e tinha arranhado a pele excessivamente.

Foto: skeeze/Pixabay

Além disso, Steele também explora um urso com artrite chamado Andy, que possui um andar silencioso e, aparentemente, é muitas vezes confinado em cercas de concreto e sem acolchoamento, segundo informações do One Green Planet.

O USDA também alertou Steele por não ter mantido os ursos sob seu controle direto, não usar trelas e não dispor de barreiras suficientes para separá-los dos observadores. O Great Bear Show é também uma ameaça para a segurança do público.

Para piorar, a administração do River’s Edge Convention Center, em St. Cloud, Minnesota, parece se movimentar para assegurar seus planos de sediar o show. Uma petição foi realizada para pressionar o River’s Edge Convention Center a cancelar Great Bear Show.

Os animais podem não ser iguais a nós, mas isso não significa que eles merecem ser tratados como se tivessem menos valor. É fundamental deixar de frequentar estes estabelecimentos gananciosos que abusam de ursos e outros animais em cativeiro.

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Notícias

Por que animais não são presentes?

Por Adriane R. de O. Grey  (da Redação – Austrália)

Como nós, os animais precisam de amor e cuidado adequado para viver. Embora as pessoas que queiram presentear outras com animais de estimação possam ter boas intenções, não é justo simplesmente dar um bichinho para alguém sem saber com certeza se o possível receptor do “presente” realmente quer aquele animal em particular para ser parte de sua vida e sem avaliar se esta pessoa é alguém capaz de comprometer-se seriamente a longo prazo.

Pense antes de presentear

Adicionar um animalzinho à família é uma decisão importante que significa um compromisso permanente com sua saúde física e psicológica, com seu bem-estar e com todo o cuidado que deve ser dado a um animal de estimação para que se alcancem estas condições. Significa igualmente querer disponibilizar seu tempo para dividi-lo com qualidade com seu bichinho.

Antes de tornar-se tutor de um animal de estimação, deve-se considerar o tempo e o dinheiro envolvidos no cuidado de que ele irá necessitar por toda sua vida, que pode durar até 20 anos. É importante fazer a si mesmo algumas perguntas: se você é casado, o seu parceiro ou parceira também quer ter um animal de estimação? Ele ou ela teria tempo e paciência para exercitar e ensinar-lhe maneiras de conviver melhor com a família? E você teria tempo e paciência? Você está preparado para gastar com comida, acessórios (brinquedos, utensílios para banho e escovação, coleiras, peiteiras, caminhas), vacinas e consultas ao veterinário, incluindo castração, tratamento para pulgas, desvermifugação, além de cuidados de emergência?

Se uma família decide ter um animal de estimação como parte de sua vida, todos os seus membros devem participar deste processo para que todos assumam as responsabilidades que esta opção traz. Se a família resolve adotar um bichinho, todos devem ir juntos ao abrigo local para escolhê-lo, depois de terem discutido as obrigações e os compromisso de longo prazo envolvidos em sua tutela.

O PETA pede a seus afiliados e simpatizantes que não comprem animais de criadores ou em pet shops (https://www.anda.jor.br/?p=8574) e que os novos tutores pratiquem o ABC (animal birth control): controle de natalidade de animais. Para cada animal comprado de um criador ou em um pet shop, um bichinho abandonado em um abrigo ou CCZ perde a chance de ganhar um lar, além de o consumidor estar sustentando uma das mais cruéis indústrias conhecidas (https://www.anda.jor.br/?p=37198).

Crianças podem não estar preparadas

Pequenas crianças podem causar acidentes com filhotes, machucando-os e, em muitos casos, quebrando seus ossinho frágeis ou causando outros tipos de ferimentos que podem ser fatais. Filhotes de cães, gatos, coelhos, pintinhos, patinhos e outros animais jovens são especialmente os mais vulneráveis.

É comum ouvir histórias sobre famílias em que a criança perde o interesse pelo bichinho de estimação e o adulto sente-se compelido a resolver o “problema” – e geralmente o faz livrando-se do animalzinho. No Brasil, infelizmente, a atitude mais comum ainda é o abandono do animal em estradas ou em lugares distantes, além da tradicional “doação” dos bichinhos para a primeira pessoa que se mostrar interessada nele, submetendo-o, inúmeras vezes, a uma série de lares temporários e estabelecendo uma situação que causa traumas, marcas psicológicas e problemas comportamentais posteriores. Em outros países é comum o encaminhamento a abrigos e CCZs que, embora não sejam tão cruéis quanto o abandono nas ruas, também causam ao animal um sofrimento desnecessário.

Poucos finais felizes

Abrigos são entidades que normalmente estão superlotadas de animais sem lar, dentre os quais muitos já estiveram com alguém em cujo estilo de vida, por uma razão ou outra, não se encaixaram. Mesmo que os tutores tenham desejado a companhia do bichinho de estimação, muitas pessoas que os ganham como presente descobrem que não estão aptas a comprometer-se a cuidar dele pelos próximos 20 anos. E, infelizmente, muitas dessas pessoas acabam por abandoná-los.

O que fazer:

■ Nunca dê um animal de estimação de presente. Se você já discutiu previamente com os potenciais receptores do bichinho e tem certeza de que eles terão tempo, vontade, capacidade e recursos para cuidar do animalzinho responsável e adequadamente, além de julgá-los capazes de comprometerem-se com seriedade, você pode encaminhá-los a um abrigo de animais ou CCZ para que escolham seu animalzinho. Eles também devem se comprometer a arcar com algumas despesas básicas como desvermifugação, vacinas e uma primeira consulta ao veterinário.

■ Se você for a uma feira ou outro evento em que haja doação de filhotes, converse com os responsáveis. Explique que cães e gatos oferecidos de graça a pessoas desconhecidas podem ter os mais obscuros destinos ‒ alguns são vendidos a laboratórios ou ao mercado clandestino, outros são maltratados, negligenciados e abandonados.

■ Assine o compromisso proposto pelo PETA de jamais comprar um animal de um criador ou de um pet shop e de praticar o ABC, castrando seu animalzinho.

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Sete brasileiros com 300 canários são presos no aeroporto de Guarulhos, em SP

Sete brasileiros foram presos nesta terça-feira (24) no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, acusados de maus-tratos contra animais. Com eles, a Polícia Federal apreendeu cerca de 300 canários-belgas, que estavam em caixas nos fundos das malas. Os acusados haviam chegado de viagem na Itália. Mais de cem animais morreram na viagem, que durou mais de 10 horas. Os outros animais estão frágeis e estressados e serão encaminhados para o Ibama.

Os presos disseram à polícia que trouxeram os pássaros para criar e não para vender, mas a polícia vai investigar o caso. Eles também foram acusados de falsidade ideológica, pois estavam com um documento de autoridades italianas que seria falsificado.

Fonte: O Globo

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