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Fotojornalista registra tamanduá cego fugindo de queimada na Amazônia

Foto: Aranquém Alcântara

O fotojornalista Aranquém Alcântara realiza um importante trabalho de denúncia social e suas lentes têm sido usadas como importante fonte de conscientização sobre a destruição ambiental da Amazônia. Recentemente, ele divulgou em suas redes sociais um registro feito em 2011, mas que traduz em imagem o drama atual dos animais afetados pelas queimadas e pelo desmatamento: um pequeno tamanduá-mirim luta para sobreviver em meio as chamas.

A foto foi postada no perfil do fotógrafo no Facebook e rapidamente viralizou. Cego e com grande parte do corpo queimado, o frágil mamífero evidencia o sofrimento silencioso a que são submetidas milhões de espécies que têm na Amazônia seu lar ancestral e habitat. Após a repercussão da imagem, Aranquém fez um vídeo explicando como foi o encontro com o animal.

“Esse tamanduá estava na beira da estrada Cuiabá – Santarém (BR-163). Eu o vi de longe, mas não conseguia identificar. Eu pulei a cerca, fui até ele e vi ele saindo da queimada cego e já queimado na frente, na região frontal, e quando ele me sentiu aproximar, tentou se defender. Essa é uma atitude de defesa dos tamanduás (ficar sob duas patas com os braços abertos). Eu fiquei comovido com a luta dele pela sobrevivência”, disse o fotógrafo.

Assista abaixo o vídeo completo:

Além da foto do tamanduá, Aranquém também publicou uma série de fotos intitulada “Amazônia. Sem palavras”, onde retrata grandes áreas atingidas por queimadas e regiões devastadas para a extração de minérios. “Briguem, xinguem, deblaterem, revoltem-se. Mas, falem da nossa Amazônia. Acho que a chance de salvá-la está aí. A Amazônia é nossa e pode ser salva, mas temos que botar a boca no mundo. As riquezas que ela possui em seu ventre bem podem acabar com a fome deste país”, afirma em uma postagem.

O trabalho do fotojornalista suscita reflexões sobre a importância da preservação o meio ambiente para a sobrevivência de toda a humanidade, como demonstra alguns comentários na página de Aranquém no Facebook. “Os madeireiros entram e ‘pegam’ as árvores que ‘interessam’ e deixam o caminho aberto para o agronegócio. A crueldade animal e a destruição do meio ambiente estão associadas. Para frear essa engrenagem mortal, uma das principais atitudes é desapegar de toda e qualquer ação ou produto que transforme os animais em coisas. Na sociedade em que vivemos não tem como fazer isso de forma total (100%), mas podemos sim, fazer muito, se fizermos o que estiver ao nosso alcance”, disse uma internauta.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

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Notícias

Fotojornalista cria projeto para celebrar mulheres que lutam pelos direitos animais

Foto: Reprodução/Unbound Project

O Unbound Projet é um projeto de livro e multimídia da aclamada fotojornalista Jo-Anne McArthur (criadora da série fotográfica “We Animals” e do documentário “The Ghosts in Our Machine”) e Keri Cronin (do Departamento de Artes Visuais d Brock University). Seu objetivo é reconhecer e celebrar as mulheres na vanguarda da defesa animal, em um contexto contemporâneo e histórico. O projeto vai evoluir ao longo de alguns anos, conforme as responsáveis pelo projeto conversam, fotografam e entrevistam mulheres no mundo todo.

Além de honrar as muitas mulheres que lutaram pelos animais, o projeto visa inspirar o público a “fazer o que puder para tornar o mundo um lugar mais gentil, mais suave para todas as espécies. Muitas vezes as pessoas acreditam que não têm tempo, dinheiro ou experiência suficientes para se envolverem na defesa dos animais. Muitos de nós também entendem mal o que significa ser um “ativista”. Unbound tem como objetivo desafiar essas noções e demonstrar através desses exemplos inspiradores como todos nós podemos fazer a diferença para os animais com quem compartilhamos este planeta.”

O site do projeto disponibiliza as histórias de dezenas de mulheres de épocas passadas cujos esforços em nome dos animais são em grande parte esquecidos hoje.

Também é possível indicar mulheres para o projeto através do site. Para isso, basta citar seu nome e e-mail, bem como o nome e e-mail da indicada e os motivos pelos quais você acredita que ela merece ser destacada pelo projeto. As candidatas podem ser de qualquer período de tempo, idade, país e trabalhar em diversas áreas (por exemplo, membros de organizações, cientistas, jornalistas, artistas, advogados, estudantes etc.)

Fonte: Veggie & Tal

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Fotos tocantes revelam angústia de animais aprisionados para entretenimento

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto; Jo-Anne McArthur / Born Free Foundation

A fotojornalista Jo-Anne McArthur compreende o poder de uma imagem. Por mais de uma década, ela tem lutado para aumentar a conscientização sobre a situação dos animais em cativeiro, usando sua câmera para capturar fotos poderosas que revelam o quão triste a vida desses seres vivos é.

Zoos e aquários, que são muitas vezes considerados como lugares onde os seres humanos podem aprender sobre os animais, não são locais felizes.

Nessas instalações, os animais são obrigados a suportar climas inadequados em recintos que são uma péssima substituição do que desfrutariam na natureza ou em um santuário. Muitas vezes, eles mostram sinais de uma condição mental conhecida como zoochosis.

McArthur também é autora de “We Animals”, um livro que “investiga animais no ambiente humano: se eles são usados para alimentos, moda e entretenimento ou pesquisas ou se têm sido resgatados para passar os seus anos restantes em santuários” por meio de fotografias impressionantes.

Em 2016, o livro de McArther, “Captive”, que pretende lançar luz sobre como seres humanos não conseguem ver a dor dos animais em zoológicos e aquários, foi totalmente financiado pelo Indiegogo e está programado para ser lançado no final deste ano.
Para acompanhar o lançamento, McArther divulgou o “A Year of Captivity”, um projeto de mídia social que completa “Captive”.

Esta campanha de mídia social dirigida por imagens, que pode ser encontrada no Facebook e no Instagram, visa promover o livro enquanto aumenta a sensibilidade do público em relação a animais cativos, mostrando fotos de animais em zoos e aquários em todo o mundo.

Estas são algumas das imagens notáveis que têm sido compartilhadas em plataformas sociais. Um urso pardo da Croácia pressiona-se contra as barras de uma jaula pequena, de concreto, extremamente angustiado. Muitos animais em zoológicos têm pouco ou nenhum enriquecimento. Imagine passar sua vida em um recinto minúsculo com nada para ocupar sua mente.

Foto: Jo-Anne McArthur / Born Free Foundation

Enquanto um leão confinado grita de frustração, um turista tira uma foto, inconsciente de como estes animais sofrem.

Foto; Jo-Anne McArthur / Born Free Foundation

De acordo com o “A Year of Captivity”, “este foi o quarto bebê de uma elefanta que rejeitou todos os seus filhotes”. Infelizmente, os quatro bebês elefantes faleceram como resultado da rejeição pela mãe. Mortes e doenças são muito comuns em populações de elefantes em cativeiro.

Foto: Jo-Anne McArthur / Born Free Foundation

Durante todos os dias de 2017, o “A Year of Captivity” irá divulgar fotos para mostrar como esses animais merecem ser livres, segundo o One Green Planet.

Por meio de suas fotos, como esta de flamingos mantidos em cativeiro justapostos contra um fundo de um ambiente exuberante, McArthur destaca o quão inconscientes somos a respeito da diferença entre o cativeiro e a vida na natureza.

Foto: Jo-Anne McArthur / Born Free Foundation

O primeiro passo para acabar com a cruel prática de manter os animais em cativeiro é a educação. Usando imagens poderosas, McArthur procura confrontar os seres humanos com o lado infeliz e desolador do cativeiro. Para acompanhar a campanha, siga o Facebook e Instagram.

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Fotojornalista luta para salvar os animais mais vulneráveis do planeta

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Paul Hilton/Instagram

O estado perturbador do meio ambiente alarma qualquer um que se preocupa com a existência contínua da vida neste planeta. Previsões apontam que os oceanos estarão desprovidos de qualquer vida até 2048 devido à pesca e ao impacto da poluição plástica.

Uma taxa surpreendente de 58% da vida selvagem do planeta desapareceu ao longo dos últimos 42 anos. A Terra está no meio de seu sexto evento de extinção em massa.No entanto, questões como a crueldade animal, desmatamento e perda de espécies podem parecer remotas e irrelevantes para nossas vidas.

Felizmente, este sentimento de apatia muitas vezes desaparece quando somos confrontados com uma imagem, retrato ou documentário que lança luz sobre a verdadeira extensão deste problema. É por isso que é tão importante prestarmos muita atenção no trabalho de artistas pioneiros, cineastas e fotógrafos que se concentram nos direitos animais e em questões ambientais.

Foto: Paul Hilton/Instagram

Um fotojornalista premiado chamado Paul Hilton mostrou uma dedicação verdadeiramente incrível para salvar as espécies animais mais vulneráveis do nosso planeta e seus habitats naturais.

Hilton nasceu no Reino Unido antes de se mudar para a Austrália ainda jovem. Seu interesse em ajudar espécies ameaçadas começou em uma idade adiantada, graças a sua mãe compassiva. Hilton explicou em uma entrevista dada ao Discovery: “Eu me lembro de quando tinha cinco anos, minha mãe escreveu ao governo australiano pedindo-lhes para acabar com a caça comercial de baleias”.

Em 1978, a Austrália encerrou toda a caça com o fechamento de sua última estação baleeira. Em 1979, foi adotada uma política contra a caça de baleias, permanentemente proibindo a caça de baleias nas águas da região. Ao mesmo tempo, a Austrália começou a concentrar-se fortemente em trabalhar para a proteção internacional e conservação das baleias. Essa carta foi um catalisador para mim. Foi um ato simples com uma mensagem poderosa”, adicionou.

Hilton se concentra em uma ampla gama de questões ambientais urgentes, incluindo a extinção de espécies, o comércio de animais selvagens, a conservação do oceano e a devastação das florestas tropicais de Sumatra para alimentar a indústria de óleo de palma.

Foto: Paul Hilton/Instagram

O poder de suas fotografias reside em sua abordagem única que visa evocar uma resposta emocional no espectador, incentivando-o a sentir empatia pelos animais afetados. Ele acredita que é urgente que consumidores em todos os lugares do mundo comecem a relacionar suas escolhas diárias com a situação destes animais.

Os elefantes de Sumatra – que lutam pela sobrevivência no belo, mas assolado Ecosistema de Leuser na ilha de Sumatra (Indonésia) – são muitas vezes destacados em seu trabalho.

A sensibilização para a necessidade de preservação dos animais marinhos é também uma de suas prioridades. A situação dos pangolins – um tipo de mamífero pequeno e escamoso, que é procurado extensamente por sua carne e escamas – é outra preocupação.

Frequentemente, Hilton também destaca o longo processo de reabilitação de orangotangos órfãos ou feridos em preparação para sua eventual liberação na natureza cada vez mais restrita.

Foto: Paul Hilton/Instagram

O trabalho do fotojornalista é impulsionado por uma forte crença de que os seres humanos precisam urgentemente perceber que, ao proteger outras espécies e os ecossistemas mais vulneráveis do planeta, estamos finalmente salvaguardando nosso próprio futuro.

“Precisamos da vida selvagem e da biodiversidade para que os ecossistemas do planeta funcionem adequadamente. Todas essas espécies desempenham funções valiosas para o ecossistema, para o planeta e para nós. Necessitamos delas mais do que elas de nós, para manter um planeta saudável, sustentar toda a vida como a conhecemos”, explicou em entrevista ao Discovery.

“Toda vez que perdemos uma espécie, estamos perdendo uma parte de nós mesmos. Estamos todos ligados a tudo. Precisamos dos golfinhos vaquitas, do grande tubarão branco, dos pangolins, das raias, dos orangotangos e do atum azul, todos eles estão em apuros e perto da extinção”, completou.

Foto; Paul Hilton/Instagram

Um dos esforços mais recentes de Hilton é uma campanha do GoFundMe dedicada a proteger os elefantes de Sumatra de ameaças como intoxicação, eletrocussão e conflito com seres humanos. A campanha é executada em parceria com a Wildlife Asia e espera arrecadar US$ 100 mil para estabelecer uma patrulha confiável de elefantes e unidades de monitoramento em áreas-chave do habitat desses animais.

Hilton espera que suas fotografias espalhem a mensagem de que, como consumidores, cada um de nós tem o poder de fazer uma diferença real na luta contra a extinção de outras espécies.

Uma das frases inspiradoras que o leva a continuar seu difícil trabalho é uma citação do teórico político do século XVIII Edmund Burke: “Ninguém poderia cometer um erro maior do que aquele que não fez nada porque só podia fazer um pouco”.

Esse conselho pode servir a todos nós conforme nos empenhamos para nos alimentar, fazer compras, trabalhar e viver de uma forma mais favorável ao planeta, reportou o One Green Planet.

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