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Foto de focas em cima de gelo flutuante gera debate sobre mudanças climáticas

Nature TTL Photographer of the Year 2020/Florian Ledoux

Uma foto de focas descansando em cima de um gelo flutuante deu origem a um debate a respeito do efeito das mudanças climáticas sobre a natureza. A imagem, feita com um drone pelo renomado fotógrafo francês Florian Ledoux, foi premiada na edição 2020 do Nature TTL Photographer of the Year 2020.

Fotógrafos de todo o mundo foram premiados na competição em três categorias: Paisagem, Vida Selvagem e Macro. Mais de 7 mil imagens foram analisadas.

“Para mim, é muito importante mostrar o estado das regiões ártica e antártica, e ter uma imagem de lá ganhando esse prêmio é uma exposição importante. É importante que qualquer pessoa inspirada nesse estilo de imagem de drone entenda a importância da vida selvagem e seja ética em sua abordagem. Garanta que seu drone não assuste animais”, afirmou Ledoux.

A camada de gelo do Ártico nunca esteve tão perto de desaparecer. Previsões indicam que ela pode sumir por completo em 5 anos, destruindo o habitat de diversos animais e colocando a existência dele em risco. As informações, divulgadas pelo portal Hypeness, integram um relatório publicado em 2019 pelo National Snow and Ice Data Center (NSIDC), órgão dos Estados Unidos que estuda regiões polares.


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Fotógrafo registra família de ursos polares brincando na neve

Foto: Brian Matthews

Uma família de ursos polares foi fotografada em um momento de pura fofura enquanto brincava na neve. Em uma das imagens, um dos ursinhos parece até mesmo acenar para a câmera.

O registro fofo e que certamente aquece nossos corações, foram registrados pelo fotógrafo de vida selvagem Brian Matthews, no Wapusk National Park, em Manitoba, Canadá, no início desta semana.

Era a primeira visita dos filhotes que, segundo o fotógrafo, tinham cerca de 12 semanas de idade ao mundo exterior. “Foi incrível ver isso. Os filhotes tinham apenas 12 semanas de idade. Eram cautelosos com o mundo, mas quando não estavam dormindo ou comendo, estavam brincando e brigando”, conta o fotógrafo.

Foto: Brian Matthews

Brian, que é de Hartlepool, em County Durham, no Reino Unido, estava no Canadá havia três semanas quando avistou a família de ursos polares. Segundo ele a mamãe e os filhotes estavam na toca há cerca de quatro meses.

Apesar do tamanho, a mamãe ursa não conseguia impedir os animados filhotes de explorarem a neve e, após muita diversão, os ursinhos aninharam-se nos pelos dela e descansaram, exaustos. “Isso não só os protege de qualquer predador, mas também do vento frio, já que os filhotes não possuem tanto pelos quanto ela. O pelo de um urso polar adulto pode ter cerca de 20 cm de espessura”, explica Brian.

Foto: Brian Matthews

Apesar dos riscos que os ursos polares podem representar, o fotógrafo disse que não sentiu medo de ficar tão perto deles. “No dia em que vi essa família, eles sabiam que eu estava lá. Às vezes, olhavam diretamente para mim e cheiravam o ar. Eles não se incomodaram. Em nenhum momento me senti assustado”, concluí o fotógrafo.


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Destaques, Notícias

Fotógrafo captura retratos intimistas de animais resgatados de matadouros

Ao contrário de cães e gatos, muitos animais de fazenda são destinados ao matadouro. A maioria de suas espécies vive e morre em fazendas industriais, onde nunca sai para respirar ar fresco; frequentemente, eles são mantidos em condições tão confinantes que nem conseguem se virar.

O fotógrafo Traer Scott contempla em seu novo livro Radiant: Farm Animals Up-Close and Personal um outro olhar desta história: os animais que foram resgatados do sofrimento e são acolhidos e respeitados.

Foto: Traer Scott

Uma nova vida

Igual a todos os animais domésticos, os animais de fazenda têm personalidades, sentimentos e desejos. Alguns dos animais apresentados no Radiant são tímidos, possivelmente devido à crueldade no passado, mas outros são extrovertidos e curiosos.

A maioria de nós nunca terá a chance de conhecer e nutrir um búfalo – ou vaca, ovelha, porco, lhama, galinha, pato ou peru -, mas através do Radiant podemos dar um passo mais perto para entender esses animais esquecidos.

Foto: Traer Scott
Foto: Traer Scott

Traer comenta sobre a intenção de seu mais novo trabalho:
“É impossível falar sobre animais de fazenda sem ter uma discussão sobre o que comemos, e a agricultura industrial é o elefante (ou, neste caso, a vaca) na sala. No entanto, Radiant não pressupõe ou exige que o leitor seja vegetariano ou vegano, atual ou aspirante. Estes são simplesmente retratos de criaturas que são frequentemente negligenciadas no escopo da expressão “eu amo animais” e geralmente vistas como um número e não como um indivíduo. Eles podem não ser tão emotivos externamente quanto os cães, tão fofinhos quanto os gatos, ou tão humanos quanto os humanos, mas qualquer fazendeiro pode dizer que eles têm tanta personalidade, mesmo que sejam um pouco menos portáteis e talvez um ácaro mais fedido.”


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Fotógrafo registra crueldade imposta aos animais em matadouros

“Não importa onde vivemos, os animais são tratados da mesma forma em todo o mundo e eu quero dizer ao mundo que não temos o direito de ser tão cruéis”, afirmou o fotógrafo


O fotógrafo Andrew Skowron, de 43 anos, que desistiu da carreira de fotojornalista num dos maiores jornais na Polônia para se tornar ativista, registrou diversas situações de maus-tratos impostas aos animais em matadouros.

“O fato de nós, enquanto humanidade, permitirmos que todo o sistema de criação intensiva de animais sequer exista” é o que mais choca o ativista. As informações são do portal Público.

Foto: Andrew Skowron

Criado em uma família que o ensinou a comer muita carne, o fotógrafo afirma que “o ambiente em que nos inserimos traça a nossa identidade e ajuda-nos a escolher um caminho”.

“Decidi não me sentar em frente à televisão com um jornal no colo. Decidi não plantar uma árvore, nem ser pai. Decidi, isso sim, tornar-me um ativista, agir contra a crueldade que é a exploração animal”, disse.

“Todos os anos, cerca de 150 mil milhões de porcos são mortos em todo o mundo. Para fazer um casaco, entre 120 a 200 chinchilas são mortas. Para a matança ser eficiente e para evitar o risco de contaminação da carne, os animais podem estar até 12 horas sem comer, antes de serem mortos”, afirmou.

Para registrar o que acontece dentro dos matadouros, o ativista presenciou cenas terríveis. “Vi porquinhos sendo castrados, patos transportados em temperaturas de 40 graus Celsius, porcos massacrados em matadouros na Tailândia, bezerros ficando órfãos no primeiro dia das suas vidas, galinhas poedeiras tratadas como máquinas de ovos”, disse.

Foto: Andrew Skowron

As fotos feitas por Andrew são publicadas em seu site. Ele também trabalha em uma das maiores instituições de direitos animais da Polônia, denominada Otwarte Klatki.

O fotógrafo entra legalmente nos matadouros, com autorização dos proprietários, que conhecem o trabalho dele. “Na opinião deles, os sistemas de produção acontecem dentro dos trâmites legais”, disse Andrew, ao explicar a razão para conseguir entrar nesses locais. “Como o material é recebido, depende de quem o está a ver”, afirmou.

“Os produtores são, normalmente, boas pessoas. Podemos dizer que, de alguma forma, também eles são vítimas deste sistema de consumismo. É difícil para eles saírem, o mundo gira à volta do dinheiro”, afirmou.

Mudar a sociedade, porém, é uma tarefa difícil, segundo o fotógrafo. “A intensidade do consumo é aterradora”, lamentou. Segundo ele, as pessoas preferem “não saber que a exploração animal existe, porque isso dá-lhes a melhor desculpa” para não mudar seus hábitos. “A nossa sociedade trata os animais como bens — os exploramos até morrerem, privando-os do direito de morrer com dignidade”, completou.

Foto: Andrew Skowron

O objetivo de Andrew com seu trabalho é “despertar a empatia” das pessoas. “Quero mostrar a realidade e protestar contra ela”, disse.

Além dos matadouros, o ativista fotografa também santuários que oferecem vidas dignas aos animais. Como é o caso de Maciek, uma raposa resgatada de uma fábrica que produz peças com o pelo desses animais. Foi salva quando desenvolveu, aos quatro meses, uma infecção na pata.

“Maciek não recebeu tratamento quando estava na fábrica porque isso simplesmente não dá lucro aos produtores. A ideia era que fosse morta algumas semanas depois”, contou. A raposa teve que passar por uma amputação, mas vive bem mesmo sem uma pata e se diverte com sua melhor amiga, chamada Klara. “Nunca mais vai ter que experienciar o horror de uma fábrica outra vez”, lembrou.

O fotógrafo afirma que continuará documentando e expondo “os segredos da indústria animal” porque, segundo ele, “não importa onde vivemos, os animais são tratados da mesma forma em todo o mundo e eu quero dizer ao mundo que não temos o direito de ser tão cruéis”.

Foto: Andrew Skowron

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Foto que flagra interação entre raposa e marmota vence concurso de fotografia internacional

“The Moment” (O Momento) foto vencedora do Concurso de Fotografia da Vida Selvagem do Ano de 2019 | Foto: Yongqing Bao/PA
“The Moment” (O Momento) foto vencedora do Concurso de Fotografia da Vida Selvagem do Ano de 2019 | Foto: Yongqing Bao/PA

O flagrante raro de um intenso momento intenso mostrando a “batalha pela sobrevivência” entre uma raposa tibetana e uma marmota venceu o concurso de Fotógrafo da Vida Selvagem do Ano.

A imagem vencedora, intitulada The Moment (O Momento), que captura um impasse dramático entre os dois animais em um prado alpino, foi feita por Yongqing Bao, um tibetano nativo da província chinesa de Qinghai.

O fotógrafo e ecologista da vida selvagem venceu mais de 48 mil inscritos de 100 países diferentes para conquistar o prêmio máximo na prestigiada competição internacional realizada pelo Museu de História Natural.

A presidente do painel de juízes Roz Kidman Cox disse que a foto da raposa e da marmota no platô Qinghai-Tibet foi fotograficamente “o momento perfeito”: “A intensidade expressiva das posturas mantém você paralisado, e o fio de energia entre as patas levantadas parece manter os protagonistas em perfeito equilíbrio. As imagens do platô Qinghai-Tibet são raras o suficiente, mas capturar uma interação tão poderosa entre a raposa tibetana e uma marmota – duas espécies essenciais para a ecologia dessa região de pastagem de mato alto – é extraordinária”.

Foto intitulada Land of the eagle (Terra da águia), de autoria de Audun Rikardsen venceu na categoria pássaros da competição | Foto: Audun Rikardsen/PA
Foto intitulada Land of the eagle (Terra da águia), de autoria de Audun Rikardsen venceu na categoria pássaros da competição | Foto: Audun Rikardsen/PA

Sir Michael Dixon, diretor do Museu de História Natural, disse: “Essa imagem belíssima captura o maior desafio da natureza – sua batalha pela sobrevivência. A área em que foi tirada, muitas vezes referida como o “terceiro pólo” por causa das enormes reservas de água mantidas por seus campos de gelo, está ameaçada por aumentos dramáticos de temperatura como os vistos no Ártico”.

Uma coleção das melhores fotografias será exibido no Museu de História Natural de Londres, antes da exposição viajar pelo Reino Unido e internacionalmente.

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Foto de ave alimentando filhote com bituca de cigarro viraliza na internet

Uma foto de uma ave alimentando seu filhote com uma bituca de cigarro viralizou na internet. A imagem foi feita pela norte-americana Karen Manson, em uma praia na Flórida (EUA), e serve de alerta sobre a destinação do lixo produzido pela sociedade, que devido ao descarte irregular e à falta de tratamento adequado, polui a natureza e afeta os animais.

© Reprodução/Karen Manson

“Se é fumante, por favor não deixe as bitucas de cigarro para trás”, escreveu Karen ao publicar a fotografia. Ela sugeriu ainda que a população limpe as praias e deixem de fazer delas um gigantesco cinzeiro. As informações são do portal Notícias ao Minuto.

Em Portugal, uma proposta do partido político PAN, que prevê multas para quem jogar bitucas de cigarro no chão, foi aprovada pelo Parlamento.

Segundo o deputado André Silva, “estima-se que em Portugal são atiradas no chão cerca de 7.000 bitucas a cada minuto”.

Para ilustrar a situação, o deputado apresentou uma garrafa cheia de bitucas e explicou que se tratava da quantidade de bitucas de cigarro apanhadas em 20 minutos por três pessoas em apenas 100 metros da Avenida Almirante Reis, em Lisboa. Segundo ele, havia na garrafa entre 1.000 e 1.500 bitucas.


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Fotógrafo flagra em imagem a triste situação dos elefantes mortos por caçadores de marfim

Foto: Justin Sullivan
Foto: Justin Sullivan

O fotógrafo Justin Sullivan tirou recentemente uma fotografia que deixou o mundo atordoado. A imagem forte e chocante captada pelo talentoso fotógrafo, mostra um elefante africano morto por caçadores que buscavam o marfim de suas presas no norte de Botsuana. A foto expõe de forma inequívoca a situação desses paquidermes gigantes, gentis e inteligentes e como seu número tem diminuído de forma acentuada devido à caça.

Segundo o autor da foto, intitulada de “Desconexão” a imagem “não mostra apenas o quão isolado e desconectado o elefante esta naquele momento comovente, mas como nós todos estamos da situação como um todo”.

“Mantive essa imagem por meses, aguardando a oportunidade certa para compartilhá-la. É um processo emocional para mim, mas ter minha foto de “Desconexão “anunciada como finalista no Concurso Stenin é emocionante e ao mesmo tempo desolador. É emocionante ver que uma questão importante será manchete em todo o mundo e despertará interesse novo nas conversas em torno da caça a elefantes. Também é algo que parte o coração, um lembrete da perda ecológica que enfrentamos atualmente. Esse elefante específico foi morto de uma maneira extremamente desumana não é uma imagem fácil de ser digerida”, disse Sullivan.

“Espero que esta imagem e a publicidade que ela esta recebendo do Stenin Contest World Tour reacenderão as conversas de que tanto precisamos, para evoluir nessa questão”, diz.

Justin Sullivan nasceu na pequena cidade de Eshowe, na África do Sul. O fotógrafo é formado em Geografia e Estudos Ambientais, Gestão Pública e Desenvolvimento, e mestre em Sociologia.

Justin tem explorado a fotografia nos últimos 3 anos, ampliando sua especialização em fotografia documental e se especializando em incêndios florestais no Cabo.

O foco de seu trabalho é destacar questões contemporâneas na África do Sul, usando a fotografia para exibir insights sobre um mundo muitas vezes “invisível”, segundo ele.

O fotógrafo se descreve como um apaixonado pelo meio ambiente e por estar ao ar livre. Os planos de Justin incluem fotos que documentem incêndios florestais em todo o mundo para aumentar a conscientização sobre as mudanças climáticas e os impactos socioeconômicos desses desastres.

Na imagem finalista do concurso, os caçadores usavam uma motosserra para cortar a tromba e as presas, a apenas 20 minutos de distância de um acampamento nas proximidades. A caça em Botswana está aumentando rapidamente, com um aumento estimado de cadáveres em 593% nas regiões do norte do país entre 2014 e 2018.

Ameaçados e perseguidos

Uma pesquisa realizada por cientistas das universidades de Freiburg, York e da Convenção para o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), revela um declínio na taxa anual de mortalidade de elefantes proveniente da caça saindo de um pico estimado de mais de 10% em 2011 para menos de 4% em 2017.

Estima-se que haja cerca de 350 mil elefantes restantes na África, mas aproximadamente de 10 a 15 mil são mortos a cada ano por caçadores.

Nas atuais taxas de caça, os elefantes correm o risco de serem praticamente eliminados do continente, sobrevivendo apenas em bolsões pequenos e fortemente protegidos.

Um dos autores do estudo, o Dr. Colin Beale, do Departamento de Biologia da Universidade de York, disse: “Estamos vendo uma queda na caça, que é obviamente uma notícia positiva, mas o número de mortes ainda está acima do que pensamos ser sustentável, então as populações de elefante populações estão em declínio”.

“As taxas de caça parecem responder principalmente aos preços do marfim no sudeste da Ásia e não podemos esperar ter sucesso sem atacar a demanda naquela região.”
A equipe de pesquisa diz que é impossível dizer se a proibição do comércio de marfim introduzida na China 2017 está tendo um impacto nos números, já que os preços do marfim começaram a cair antes da proibição e podem refletir uma desaceleração mais ampla na economia chinesa.

“Precisamos reduzir a demanda na Ásia e melhorar o sustento das pessoas que convivem com elefantes na África; esses são os dois maiores alvos para garantir a sobrevivência dos elefantes a longo prazo”, acrescentou Beale.

“Embora não possamos esquecer o combate à caça e a aplicação da lei, melhorar apenas esses pontos isoladamente não resolverá o problema da caça em si”, acrescentou Beale.

Os cientistas analisaram dados do programa MIKE (Monitoramento do Abate Ilegal de Elefantes), que registra dados de cadáveres fornecidos por guardas florestais em 53 locais protegidos em toda a África.

O Dr. Beale acrescentou: “Os elefantes são a própria definição da megafauna carismática, mas também são importantes engenheiros do cerrado africano e dos ecossistemas florestais e desempenham um papel vital na atração do ecoturismo para que a sua conservação seja uma preocupação real”.

Lisa Rolls Hagelberg, diretora de Relações com a Vida Silvestre e Relações com Embaixadores da ONU, disse: “Garantir um futuro que conte elefantes selvagens e uma série de outras espécies exigirá leis e esforços mais rigorosos e envolvimento genuíno da comunidade; no entanto, desde que haja demanda as pessoas vão encontrar uma maneira de supri-la.

“Apenas cerca de 6% do financiamento atual para combater o comércio de animais selvagens é direcionado para a comunicação.

Para o sucesso a longo prazo, os governos precisam priorizar intervenções abrangentes de mudança social e comportamental para prevenir e reduzir a demanda. Nós temos o know how (como fazer), agora precisamos investir para realmente influenciar a consciência ambiental”.

Severin Hauenstein, da Universidade de Freiburg, acrescentou: “Esta é uma tendência positiva, mas não devemos ver isso como um fim para a crise da caça”.

“Depois de algumas mudanças no ambiente político, o número total de elefantes mortos na África parece estar caindo, mas para avaliar possíveis medidas de proteção, precisamos entender os processos locais e globais que impulsionam a caça de elefantes”.

O estudo foi publicado na Nature Communications.

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Apaixone-se por gatos de uma maneira que você nunca viu


O trabalho de Burba, de 26 anos, da Lituânia, foi apresentado em uma exposição de gatos, em Kaunas, para o criativo projeto “Debaixo dos Gatos”.

As fotos foram feitas posicionando os animais em uma mesa de vidro contra um pano de fundo colorido. As imagens mostram gatos sorrindo, bocejando e até mesmo tentando lamber a lente da câmera. No total, são 3.840 fotografias.

“Este método de fotografar animais sempre surpreende com resultados engraçados e fofos, que não podem ser feitos de forma alguma além de tirar as fotos de baixo.”

“Eu tenho um estúdio portátil, o que significa que posso fotografar em qualquer lugar, então a primeira coisa que faço é construir meu estúdio. Uso uma mesa de vidro, coloco o fundo, preparo o raio e coloco a câmera no chão, embaixo da mesa de vidro, mas conecto a um computador para poder ver as fotos.”

“Eu brinco com os gatos, acaricio-os e tento enganá-los para que olhem para baixo. Às vezes funciona e às vezes não, mas as fotos finais ficam ótimas à sua maneira.”

“Eu gosto de olhar para as formas e poses estranhas que o animal pode criar no vidro.”

“Para mim, todas as sessões de fotos que eu faço têm um propósito – ver como os animais ficam por baixo. Eu amo o quão interessante os resultados sempre acabam sendo.”

Confira o resultado incrível do trabalho de Andrius Burba.

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Notícias

Exposição retrata força e superação de animais especiais no RJ

Divulgação

Quem acompanha o trabalho incrível do fotógrafo Jayme Rocha em suas redes sociais sabe o quanto ele adora o que faz e principalmente o quanto ele ama os animais que registra brilhantemente em belos cliques eternos.

Talvez o que muitos não saibam, é que o fotógrafo é um importante voluntário da causa animal que através de suas lentes ajuda a empoderar cães e gatos especiais que esperam pela chance de encontrar uma família.

Um pouco desse trabalho exclusivamente voltado à compaixão animal pode ser conferido na exposição “Pets Especiais”, que está em cartaz no 2º piso do Top Shopping, em Nova Iguaçu, Região Metropolitana do RJ, durante o mês de março.

Em entrevista à ANDA, Jayme conta um pouco sobre o evento e a sua inspiração. “Estão sendo expostas fotos que fiz de cães e gatos especiais, com algum tipo de deficiência física. Alguns estão para adoção, outros já tiveram a sorte de serem adotados por uma família. O enfoque carinhoso do trabalho promove um primeiro impacto no visitante por causa da deficiência, em seguida, a contemplação ao ver na expressão do animal, felicidade ou ternura”, disse.

O fotógrafo e voluntário conta também que sua meta é destacar a força e resiliência desses animais. “O objetivo sempre é mostrar o animal como um serzinho diferenciado, nunca sob o olhar de pena”, concluiu.

O Top Shopping fica na Av. Gov. Roberto Silveira, 540, Centro, Nova Iguaçu /RJ.

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De olho no planeta, Notícias

Imagem de uma tartaruga enrolada em rede de pesca ganha o prêmio de fotografia subaquática 2019

Acevedo ganhou na categoria marinha ‘fotógrafo da conservação do ano 2019’ com a imagem capturada na Espanha.

A tartaruga Caretta-Caretta ficou presa em uma rede e impossível escapar, mas neste dia ela teve muita sorte e foi libertada graças à ajuda de dois fotógrafos subaquáticos que nadavam perto dela.

A poluição no oceano

Segundo a Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA), o número de animais mortos ou feridos por lixo plástico não para de cresce e atingiu a maior alta de todos os tempos. Focas, baleias, golfinhos, tartarugas, peixes e cisnes estão entre as vítimas dos resíduos plásticos.

A ANDA já mostrou diversos casos de animais, incluindo focas e baleias feridas ou mortas em consequência da poluição nos oceanos.

Na parte mais profunda dos mares é encontrada na Fossa das Marianas, localizada no oeste do Oceano Pacífico, a leste das Ilhas Marianas que estende-se a quase 11.000 metros abaixo da superfície.

Um saco plástico foi encontrado a 10.858 metros abaixo da superfície nesta região, a parte mais profunda conhecida de poluição humana no mundo. Este pedaço de plástico descartável foi encontrado mais profundo do que 33 torres Eiffel, colocadas ponta a ponta, alcançaria.

Enquanto a poluição está afundando rapidamente, ela também está se espalhando para o meio dos oceanos. Um pedaço de plástico foi encontrado a mais de 620 milhas (mil milhas) da costa mais próxima – mais do que a extensão da França.

O Centro de Dados Oceanográficos Globais (Godac) da Agência do Japão para Ciência e Tecnologia da Terra Marinha (Jamstec) foi lançado para uso público em março de 2017.

Nesta base de dados, existem os registros de 5.010 mergulhos diferentes. De todos esses diferentes mergulhos, 3.425 itens de detritos feitos pelo homem foram contados.

Mais de 33% dos detritos eram de plástico, seguidos de metais (26%), borracha (1,8%), utensílios de pesca (1,7%), vidro (1,4%), tecido / papel / madeira (1,3%) e “outros” itens antropogênicos (35%).

Também foi descoberto que, de todos os resíduos encontrados, 89% eram descartáveis. Isso é definido como sacos plásticos, garrafas e pacotes. Quanto mais aprofundado o estudo, maior a quantidade de plástico que eles encontraram.

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Notícias

Leopardo negro é fotografado pela 1ª vez em mais de 100 anos

Um leopardo negro foi fotografado por biólogos no Quênia, na África. O registro é o primeiro a ser feito no país desde 1909.

De acordo com o cientista Nick Pilford, a foto foi feita após meses de observação. Câmeras foram colocadas para rastrear a população de leopardos no condado de Laikipia, em 2018, após relatos sobre a presença do animal no local terem sido ouvidos.

(Foto: Will Burrard-Lucas)

“Nós intensificamos o número de câmeras na área em que os relatórios foram feitos”, disse Pilford ao jornal americano CNN. “Em alguns meses, fomos recompensados”, completou.

Descrito como “criticamente ameaçado de extinção” na International Union for Conservation of Nature’s Red List of Threatened Species (Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza, em tradução livre), o leopardo negro tem sofrido com a caça, a perda de habitat, a competição por presas e os conflitos com fazendeiros. As informações são do F5, da Folha de S. Paulo.

De acordo com Pilard, a cor da pelagem do animal é resultado de uma mutação genética e o oposto do albinismo. “Esse melanismo ocorre em cerca de 11% dos leopardos em todo o mundo, mas a maioria deles vive no sudeste da Ásia”, explicou. “Leopardos negros na África são extremamente raros e a última observação confirmada foi em 1909 na Etiópia”, acrescentou.

O cientista faz parte de uma equipe que monitora populações de leopardos e trabalha pela preservação da espécie. Ele afirma ter ficado impressionado com a coincidência da localização do animal, que é referência no filme “Pantera Negra”, da Marvel.

“Coincidentemente, nossas observações estão muito próximas de onde a fantasia do país da Marvel, Wakanda, está localizada”, finalizou.

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Histórias Felizes

Fotógrafa faz registros fascinantes das aventuras de seu gato sem olhos

Quando uma organização local de resgate de animais na Áustria encontrou Kazou na rua, com apenas oito semanas, o gato já não tinha um dos olhos. O outro estava infectado e pouco tempo depois teve também de ser retirado cirurgicamente. Para prevenir mais infecções, as pálpebras do gato foram costuradas.

Foto: Sabine Fallend

Em novembro de 2014, ele foi adotado por Sabine Fallend, que era amiga de sua mãe adotiva. “Eu tenho que conhecê-lo lá. Eu estava preocupado com sua deficiência no início, mas como eu o conheci, todos os medos e preocupações se foram e meu marido e eu decidimos adotá-lo. Após sua recuperação, ele se mudou conosco,” disse Fallend.

Foto: Sabine Fallend

“Sua mãe adotiva o descreveu como um gato muito calmo para mim – mas depois de sua cirurgia ocular, ele se tornou um gato muito ativo e aventureiro.

Foto: Sabine Fallend

“O que estou tentando dizer é que ter seus olhos removidos foi como uma liberação para ele. Toda a dor se foi e ele começou a ‘florescer’.”

Foto: Sabine Fallend

“Eu suponho que ele nunca foi capaz de ver de uma maneira boa, então ele cresceu com essa desvantagem.”

Foto: Sabine Fallend

“Ele age como qualquer outro gato, não há nada que ele não possa fazer.”

Foto: Sabine Fallend

“A única diferença está em descer dos lugares. Ele precisa de algo para tocar com suas patas dianteiras para encontrar o caminho para baixo.”

Foto: Sabine Fallend

“Quando ele está estressado (por causa de ruídos altos e estranhos), você percebe que é mais difícil para ele navegar pelos objetos.”

Foto: Sabine Fallend

Apesar de sua deficiência, Kazou, de quatro anos, é um gato que abraça a vida.

Foto: Sabine Fallend

Sabine acrescentou: “Ele é um gato muito autoconfiante. Ele sabe exatamente o que ele quer (e o que não quer) e ele é um pouco teimoso e atrevido, mas de uma forma encantadora e fascinante.”

Foto: Sabine Fallend

“Ele é curioso e gosta de explorar e aprender coisas novas.”

Foto: Sabine Fallend

Kazou criou uma página no Facebook com fotos de todas as coisas que ele faz e ela disse que espera que ajude outros animais.

Foto: Sabine Fallend

Ela disse: “Ele é muito inspirador para muitas pessoas e, claro, para mim. Ele teve um grande efeito na minha vida e no meu modo de pensar. Essa também é a razão pela qual criei esta página e continuo falando sobre ele.”

Foto: Sabine Fallend

“Minha expectativa é que ele se torne um embaixador para animais com necessidades especiais – para mostrar ao mundo como eles são incríveis e quanto eles têm para dar. Eles merecem uma chance.”

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