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Leões desnutridos e esqueléticos são flagrados em zoo Chinês

O casal de animais foi fotografado por visitantes que postaram as fotos nas redes sociais causando revolta. Ossos à mostra, prostração e maus-tratos causaram uma denúncia e posterior inspeção das autoridades


 

Foto: Asia Wire
Foto: Asia Wire

Dois leões mantidos em condições deploráveis, ambos famintos e fragilizados, mal conseguindo se mover, foram flagrados em um zoológico chinês esquecidos em seus cativeiros.

Acredita-se que o casal de animais vítimas de maus-tratos no zoológico de Liaoyang, na província de Liaoning, nordeste da China, foram comprados de um fornecedor de circo.

Os visitantes ficaram preocupados com as condições em que os animais estavam, ambos pareciam desnutridos e seus ossos estavam a mostra, consequência do descaso dos detentores dos animais.

Foto: Asia Wire
Foto: Asia Wire

As fotos tiradas do cativeiro dos felinos, mostram os leões com aparência doentia, caídos na grama do recinto ao ar livre, enquanto outras imagens mostram o macho apático, extremamente magro com a caixa torácica claramente visível sob a pele.

Um dos animais estava tão magro que sua omoplata estava saltada sobre a parte superior do corpo, enquanto ele permanecia deitado no chão.

As imagens comoventes foram publicadas nas redes sociais e tiveram mais de 25 milhões de visualizações.

Um porta-voz do zoológico negou que eles estivessem maltratando os grandes felinos, acrescentou que o casal havia sido comprado recentemente de uma empresa que fornece animais de circo e entretenimento.

A Companhia de Turismo e Desempenho Sanya Guqianqing, sediada na província de Hainan, no sul da China, enviou os leões em 7 de setembro após a aprovação da venda.

Foto: Asia Wire
Foto: Asia Wire

Os felinos chegaram após uma longa jornada em 11 de setembro, disse o porta-voz do Zoológico de Liaoyang.

Os animais idosos, com cerca de 15 ou 16 anos de idade, foram mantidos em recintos fechados nos últimos seis meses e diagnosticados pelos veterinários do zoológico como altamente desnutridos.

O zoológico disse que estava em processo de iniciar o tratamento de ambos os leões até que recuperassem completamente a saúde.

Respondendo às preocupações do público, o departamento de Liaoyang da Administração Estadual de Florestas e Pastagens disse na terça-feira última (17) que havia enviado funcionários para inspecionar os leões.

Os veterinários da instituição afirmaram que os animais estavam se movendo e comendo “normalmente”, apesar de sua estruturas óssea aparente e magreza extrema.

Os responsáveis pela inspeção alegaram que os leões não estavam doentes e não foram encontradas evidências de maus-tratos ou abusos.

Foto: Our Planet/Reprodução
Foto: Our Planet/Reprodução

Adorados como deuses na cultura egípcia por sua força, poder e ferocidade, os leões são animais inteligentes, que vivem em grupos, constroem vínculos familiares, são caçadores natos, ocupam o topo da cadeia alimentar, capazes de alcançar grandes velocidades, são acostumados a correr pelas savanas, de onde são originários e percorrer enormes distâncias.

Condenar um animal dessa magnitude a uma vida de enclausuramento em um cativeiro insalubre e solitário é um ataque fatal à sua dignidade e vontade de viver. Não há palavras para descrever a crueldade em podar a liberdade de um animal, é quase o mesmo que tirar sua vida, só que lentamente e não com um tiro, como nas caçadas por troféus.

As imagens são claras, o estados dos animais é explícito e revoltante. Sem energia até para se movimentar, os leões se mantinham deitados, inertes, resignados ao destino de cativeiro a que foram submetidos.

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Notícias

Fornecedor da JBS nos EUA é denunciado por maus-tratos de porcos

Animais machucados, leitões gritando e porcas em celas tão apertadas em que sequer conseguem se mover. Essas cenas fazem parte de um vídeo gravado por investigadores da ONG Mercy For Animals (misericórdia para os animais, em inglês) dentro de um criadouro de porcos da Tosh Animals, em Tennessee, nos Estados Unidos.

A Tosh Animals é a maior produtora de carne suína do Tennessee – possui 30 mil porcas matrizes e produzem ao ano 725 mil porcos. Um dos clientes da Tosh Animals é a fabricante brasileira de alimentos JBS, de acordo com o site da companhia e de dados obtidos pela ONG. A JBS é a maior empresa de carnes do mundo e uma das maiores processadoras de carne dos Estados Unidos.

(Foto: Paulo Whitaker/Reuters/Reuters)

Em uma gravação, o caminhão que sai da Tosh Animals se dirige a um matadouro da JBS Swift, em Louisville, Kentucky, onde a carne será processada. É um dos três matadouros de carne suína que a JBS tem no país. Veja a investigação completa aqui.

A ONG afirma que os vídeos foram feitos entre janeiro e março deste ano, mas não dá detalhes sobre como os vídeos foram obtidos para preservar a segurança de seus integrantes. A organização existe desde 1999 e foi criada na Califórnia, nos Estados Unidos. No Brasil desde 2015, ela denunciou práticas abusivas na criação de animais em países como Canadá, México e Brasil.

Maus-tratos

Entre as práticas vistas no vídeo, estão o confinamento gestacional de porcas em gaiolas muito pequenas, em que elas não podem se virar ou movimentar. Apenas as fêmeas são mantidas dessa forma, já que os machos são criados para serem mortos após apenas alguns meses.

Essa forma de criação ainda é permitida no estado do Tennessee, onde fica a fábrica da Tosh Farms, mas 12 estados já adotaram legislações para acabar com a prática.

No Brasil, a JBS assinou em 2015 um termo para eliminar o confinamento até 2025.

Funcionários também são registrados chutando a batendo na cabeça dos animais, removendo os dentes e castrando leitões sem nenhum tipo de anestesia. Animais doentes e com feridas também são vistos. Em um caso, um funcionário pisa em um leitão para matá-lo.

“São violências absolutamente desnecessárias”, diz Lucas Alvarenga, vice-presidente da Mercy For Animals no Brasil.

Não há uma legislação que abranja todo o território dos Estados Unidos que condene essas práticas. “Mas, quando nós expomos essas práticas, levamos a sociedade e outras ONGs a pressionarem por mudanças legislativas e pelo comprometimento das empresas”, afirma ele.

De acordo com Alvarenga, a ONG já levou a denúncia a órgãos responsáveis e à JBS nos Estados Unidos, que teria se comprometido a responsabilizar os indivíduos que aparecem no vídeo.

A JBS afirmou que, depois de tomar conhecimento do vídeo, cancelou o contrato com esse fornecedor.

Veja o vídeo completo abaixo. Cuidado, as imagens são fortes.

Fonte: EXAME

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