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Projeto recupera saúde mental e física de galos explorados em rinhas

Galos explorados em rinhas estão sendo reabilitados em Formiga (MG). O projeto traz esperança para esses animais que, após serem resgatados, são frequentemente mortos, sem que tenham qualquer chance de viver em paz.

Foto: Pixabay/Ilustrativa

A promotora de Justiça Luciana Imaculada de Paula, responsável pela Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna (Cedef), explica que a destinação dos galos costuma ser um desafio para os órgãos públicos que combatem as rinhas.

O projeto, que apresenta uma opção ética para esses animais, é realizado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Cedef e da 4ª Promotoria de Justiça de Formiga, em parceria com o Centro Universitário de Formiga (Unifor) e a Associação Regional de Proteção Ambiental (Arpa II) de Divinópolis. As informações são do G1.

O protocolo usado no projeto foi desenvolvido e testado, com sucesso, pelo professor da Unifor, Dênio Garcia. Após o resgate, os galos ficam em quarentena. Eles são submetidos à triagem, ressocialização e readaptação antes de serem reintegrados ao meio ambiente.

Ao final do processo, as aves recebem chips e anilhas e são doadas a proprietários rurais selecionados através de programas de agricultura familiar cadastrados na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Pessoas que assinem termo de adoção no qual sejam inseridos dados de identificação da ave e da pessoa, assim como as obrigações no cuidado com o animal, também podem adotar os animais.

Além do trabalho feito com os galos, o projeto promove educação ambiental ao debater com as comunidades sobre a importância das ações de ressocialização, reintrodução e reabilitação. Durante um ano, as aves serão monitoradas para que a eficiência da técnica e o subsídio ao aprimoramento dela sejam avaliados.

Os responsáveis pelo projeto têm a expectativa de que pelos 50% dos galos sejam reabilitados.

Exploração e crueldade

Os galos são submetidos a inúmeros abusos para que se tornem violentos e sejam explorados nas rinhas. É o que afirma um levantamento feito pela Central de Apoio Técnico do MPMG.

O estudo mostrou que as aves são mantidas em gaiolas pequenas e individuais, em más condições de conforto, sem água e alimento. Esse cenário aumenta o estresse dos galos, deixando-os bravos como forma de defesa.

Como consequência das rinhas, os galos ficam feridos, mutilados e sem penas em regiões do corpo.


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Formiga (MG) passa a resgatar animais de médio e grande porte

O município de Formiga, em Minas Gerais, começou a realizar o serviço de resgate de animais de médio e grande porte, como cavalos, porcos e bois, que estejam abandonados.

(Foto: Reprodução/TV Mirante)

O serviço será realizado por uma empresa contratada e os tutores só poderão buscar os animais mediante pagamento de multa e custos com estadia. De acordo com a Prefeitura, a decisão de resgatar os animais surgiu devido ao grande número de animais de grande porte soltos na cidade.

Após o resgate, os animais serão levados para a Fazenda Laboratório do Centro Universitário de Formiga (Unifor-MG), onde permanecerão por no máximo 10 dias. Ao final do prazo, eles serão doados ou leiloados. As informações são do portal G1.

“Quando o animal é apreendido, o tutor deve pagar uma multa de aproximadamente R$ 239 para resgatá-lo. Além disso, ele pode ter que arcar com despesas de transporte, que variam entre 22% e 44%, de acordo com a espécie do animal, de alimentação, de 12%, e de assistência veterinária, que soma mais 13%”, explicou a veterinária Fernanda Pinheiro.

Sempre que um animal for resgatado, segundo a Prefeitura, um boletim de ocorrência de perturbação da ordem e abandono de animal em via pública será registrado na delegacia.

O serviço de resgate pode ser solicitado pelo telefone (37) 99839-8650.

Nota da Redação: a ANDA repudia veementemente o leilão de animais e reforça que é inadmissível que um animal, independentemente de espécie, seja tratado como um objeto a ser leiloado. É importante salientar que apenas bens de consumo devem fazer parte de leilões e, em hipótese alguma, animais, que devem ser respeitados enquanto seres vivos e não podem ser comercializados de nenhuma forma.

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Crueldade no prato: formigas são mortas para consumo em doceria

Um brigadeiro feito com saúvas mortas tem sido comercializado pela doceria Sablé Diamant Patisserie, em Fortaleza, no Ceará.

Brigadeiro de jambu com formiga é vendido em doceria (Foto: Sablé Diamant Patisserie)

Questionada por uma moradora da cidade, que se indignou ao descobrir que o local promovia a prática antiética de tirar a vida de formigas para elaborar receitas com elas, a empresa optou por desconsiderar a exploração e o sofrimento animal e respondeu apenas que agia dentro da lei.

“Nós entendemos a ideologia de vida vegana. Entretanto, utilizamos uma formiga (saúva), que compramos em uma empresa localizada em São Paulo, para finalizar nosso brigadeiro de jambu. Essa formiga é bastante utilizada nos restaurantes de Alex Atala em pratos salgados. Não fazemos nada de forma irregular”, respondeu a doceria.

O chef Alex Atala é, de fato, conhecido por elaborar cardápios nos quais formigas são frequentemente utilizadas como ingredientes nos pratos. E não só ele. O chef paraense Leandro Nunes, de 29 anos, contou ao G1 em 2015 que utilizava formigas em suas receitas após aprender a prática cruel na Dinamarca, com o chef René Redzepi, que foi eleito quatro vezes o melhor do mundo, mas, lamentavelmente, nunca teve a pretensão de ser o melhor para os animais, para os quais ele proporciona, assim como a maior parte dos profissionais da área, apenas sofrimento.

Ter renomados profissionais da área que trabalham matando formigas não é, entretanto, razão para defender a prática, como supõe a doceria de Fortaleza. Isso porque optar pelo sofrimento animal não é algo que depõe à favor de alguém, mas o contrário. Alex Atala ou qualquer outro chef que prepare pratos utilizando formigas e outros animais ou derivados deles apenas provam que exercem suas funções pautados na falta de ética e de compaixão.

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Grupo realiza oficinas sobre controle populacional ético de cães e gatos em Formiga (MG)

O Grupo Especial de Defesa da Fauna (GEDEF) realizará nos dias 29 e 30 de setembro “Oficinas de Capacitação de Profissionais para Implantação e Atuação no Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos”.

O evento pretende contribuir para a formação de gestores públicos, protetores de animais e médicos-veterinários que atuam no serviço público ou no terceiro setor em manejo humanitário e efetivo de cães e gatos.

Inscrições e mais informações poderão ser obtidas com Girlei pelo telefone (31) 3330.9911 ou pelo e-mail: faunampmg@mpmg.mp.br.

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Associação protetora de animais instala comedouros em Formiga (MG)

Por Sophia Portes / Redação ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais)

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A Associação Protetora dos Animais de Formiga (Apaf) instalou um comedor para animais que moram nas ruas em Balneário Furnastur, em Formiga, Minas Gerais. Este é o quarto comedouro que a Apaf instala na cidade, sendo o primeiro colocado na praça São Vicente Férrer no ano passado.

De acordo com a presidente da associação, Márcia Alves, o objetivo da iniciativa é dar aos animais que moram nas ruas o que beber e comer. “Com a colocação dos comedouros não há aumento dos animais, ao contrário, como os animais são territorialistas não deixam aproximar animais do local. Ou seja, os animais passam, comem e vão embora”, explica a presidente.

Márcia conta que a ideia surgiu aos assistir uma reportagem que viu na Internet sobre como adaptar uma geladeira usada para se tornar um comedouro.

O projeto conta com pessoas voluntárias para fazer a manutenção dos aparatos, assim como a reposição dos alimentos e líquidos. Pelo fato da associação não ter fins lucrativos, os comedouros precisam de doações de ração para se manter. Por isso, quem tiver interesse em doar pode contatar a associação através da página do Facebook.

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Protetores instalam comedouro para animais em situação de rua em Formiga (MG)

Márcia Alves
malvesfor@gmail.com

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A APAF (Associação Protetora dos Animais de Formiga) inaugurou, no último sábado (9), no município de Formiga (MG), um comedouro/bebedouro para cães e gatos que vivem em situação de rua.

O material do equipamento é todo reciclável, feito de geladeira velha e vários outros materiais recicláveis. A geladeira serve apenas como reservatório de comida e água. O comedouro foi instalado em uma das principais praças centrais da cidade, conhecida como Praça da Matriz São Vicente Férrer. Na cidade de Formiga-MG, existem cerca de 9 mil animais em situação de rua, bem como cerca de 3 mil gatos.

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A APAF trabalha com castrações de animais em situação de abandono, bem como tratamentos de animais doentes, que, depois de castrados ou tratados retornam para as ruas. A ONG não possui canil ou abrigo, pois ao visitarem outras cidades, os membros da ONGs observaram que o que “controla” os animais em situação de rua, são castrações, incentivo à adoção e denúncias de maus-tratos.

Já foram castrados na cidade mais de 3 mil animais entre cães e gatos, machos e fêmeas. E também foram tratados quase mil animais, desde o ano de 2011 até a presente data.

Como os animais necessitam de comida e bebida, o modelo do comedouro foi uma ideia atrativa, e após encontrarem na internet formas para a elaboração de um, resolveram implantar no município.

Nas próximas semanas serão inaugurados mais dois aparelhos em duas praças centrais, e, após, as geladeiras/depósitos serão instaladas em vários pontos da cidade, ajudando assim a matar a fome dos animais em situação de rua. O aparelho é mantido por doações e a manutenção é feita por protetores.

No dia da inauguração várias pessoas aproveitaram o evento para protestarem em decorrência de uma série de envenenamentos, que vêm ocorrendo na cidade, inclusive na praça que foi instalada o comedouro.

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Secretaria de Gestão Ambiental e APAF castraram 434 cães e gatos até o mês de junho em Formiga (MG)

equipe

A Secretaria Municipal de Gestão Ambiental e a Associação de Proteção aos Animais de Formiga (APAF) realizaram, até junho deste ano, a castração de 434 animais, entre cães e gatos. Essa ação foi realizada por meio do Centro de Defesa à Vida Animal (CODEVIDA), órgão daquela secretaria responsável pelo controle de zoonoses no município. As esterilizações foram realizadas sob a coordenação da médica veterinária Fernanda Pinheiro Lima, diretora do CODEVIDA, e contou com os serviços prestados pela VET CARE, sob a direção do médico veterinário Awilson Viana, especialista em clínica e cirurgia em pequenos animais. O objetivo desse trabalho é o controle populacional de cães e gatos da área urbana e rural do município.

Os recursos financeiros foram oriundos do Conselho Estadual de Defesa de Direitos Difusos (CEDIF), gerido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SEDESE). O conselho é responsável pela destinação dos recursos e possui representantes da SEDESE, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), das secretarias de Estado da Fazenda, Meio Ambiente, Planejamento e Cultura e de entidades civis com sede e área de atuação em Minas Gerais. Esses recursos foram obtidos por meio de um projeto apresentado pela APAF e cobrirão os custos com 500 esterilizações cirúrgicas (castração) de caninos e felinos do município de Formiga.

“O apoio da APAF tem sido fundamental na consecução deste projeto, pois o controle da superpopulação de cães em uma cidade é um desafio muito grande para a Administração Municipal e a parceria firmada com a entidade facilita esse trabalho e propicia a manutenção de um programa contínuo que propõe a adoção de procedimentos eficazes que objetivam alcançar, no contexto final, o controle ético da população de cães e gatos em área urbana. Trata-se de uma forma de reduzir os problemas causados ao meio ambiente urbano que decorrem da presença de animais abandonados em vias públicas, assegurar o respeito ao bem-estar animal, bem como a profilaxia de zoonoses”, comentou a veterinária Fernanda.

Fernanda destacou ainda a existência de outros parceiros muito importantes neste programa, como o Centro Universitário de Formiga (UNIFOR), a clínica Veterinária VET CARE, o Ministério Público de Minas Gerais, por meio da 4ª Promotoria de Justiça, a Polícia Militar de Meio Ambiente e a Associação Regional de Proteção Ambiental (ARPA-II). Doze municípios da região Centro-Oeste e Sul de Minas já realizaram visitas técnicas ao CODEVIDA, a fim de implementar essa política pública de controle populacional de cães e gatos em suas áreas de atuação.

“Em 2013, foram castrados pela secretaria 355 animais. Neste ano, até junho, já castramos 79 a mais e o ano ainda não terminou”, explicou o secretário da pasta Jorge Zaidam.

Dos 434 animais castrados até o momento, 100 deles são da zona rural, por meio de parceria com a ARPA-II.

Fonte: Portal Arcos

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A dor pela morte da formiguinha

Este vídeo caseiro mostra a dor de uma garotinho, que deve ter uns dois anos de idade, diante da morte de uma formiguinha. Seu irmão gêmeo mata a formiga e ele chora expressando grande sofrimento pela perda de uma vida. Uma criança pequena e absolutamente sensível e compassiva. Lindo. Um exemplo.

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Estudo sugere que formigas são mais espertas do que crianças da quinta série

Quando se trata de matemática, um novo estudo publicado na revista Comportamento sugere que as formigas são mais inteligentes do que muitas crianças de escola primária. Os testes mostram que os insetos têm propensão para a matemática e até podem realizar operações aritméticas simples.

“As formigas são mais inteligentes do que um aluno de quinta série, elas conseguem fazer cálculos!”, empolga-se Els van Egmond do editor da revista.

Para o estudos, os cientistas Zhanna Reznikova e Boris Ryabko pesquisaram em uma grande variedade de espécies diferentes sua capacidade de contar e realizar tarefas matemáticas básicas. Os pesquisadores afirmam que espécies de formigas conseguem comunicar informações sobre números para membros da colônia e também realizar operações aritméticas simples.

Reznikova, da Univesidade Estadual de Novosibirsk, Rússia, e Ryabko, do Universidade Estadual de Telecomunicações e Ciência da Computação da Sibéria têm estudado as habilidades matemática da formiga já há algum tempo.

Para algumas de suas experiências anteriores sobre as formigas, os pesquisadores montaram várias estruturas em forma de labirinto e esconderam comida em lugares específicos.

Os experimentos foram feitos com o objetivo de impossibilitar a comunicação entre as formigas, não abrindo margem para elas deixarem uma trilha de cheiro para trás. “A fim de alertar outras formigas sobre a localização do alimento, os insetos provavelmente enviam mensagens informando seus companheiros não sobre o lugar exato da comida, mas sobre a distância ou o número de passos e assim por diante”, escrevem os cientistas.

“Mesmo que seja assim”, acrescentam, “isso mostra que formigas são capazes de utilizar valores quantitativos e passar informações sobre eles”. Outra pesquisa mostra que tanto formigas quanto abelhas executam tarefas de “abstração e extrapolação”, além de outras habilidades matemáticas, afirmam os investigadores.

As formigas, elas continuam, conseguem realizar operações aritméticas simples com números pequenos. “Acreditamos que aplicar ideias de teoria da informação e usar sistemas de comunicação natural dos animais altamente sociais pode abrir novos horizontes no estudo da cognição numérica”, defendem.

Os cientistas ainda destacam outros estudos que demonstraram as habilidades matemáticas de vários animais. Aves são normalmente ases na matemática. Pombos, corvos e os papagaios são particularmente bons em quebra-cabeças relacionados a números. Os primatas não humanos, tais como os chimpanzés, são ótimos em matemática, mas perdem feio para as minúsculas formigas. Se ao menos pudéssemos usá-las para calcular nosso imposto de renda…

Fonte: Hypescience

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Formiga é fotografada caminhando em cobra-cipó

Yuri Cortez/AFP

Uma cena curiosa foi flagrada pelo fotógrafo Yuri Cortez na quarta-feira (1) no parque Nacional de Ostional, a cerca de 300 quilômetros da capital San José, na Costa Rica. Uma formiga foi vista caminhando em uma cobra-cipó ou bicuda como se o réptil fosse um galho.

Fonte: G1

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Livro mostra 150 insetos mais surpreendentes do mundo

O entomologista Richard Jones reuniu no livro Extreme Insects 150 insetos com características especiais, entre eles o mais brilhante, o mais pontual, o mais cabeludo, o mais empanturrado e o mais afrodisíaco.

Os insetos representam três quartos de todas os animais identificados na Terra e, apesar do tamanho pequeno, tem uma enorme importância. Com exceção das calotas polares, todos os ecossistemas terrestres são colonizados por eles.

O livro publicado pela editora Harper Collins traz fotos impressionantes e informações curiosas sobre espécies como a mariposa Stauropus fagi, cuja lagarta parece uma lagosta e é considerada o inseto mais feio do mundo.

O besouro fantasma Asbolus verrucosus é descrito pelo entomologista como o objeto mais branco encontrado na natureza, muito mais branco que dentes ou leite. A cor do besouro serviria de camuflagem quando o inseto está sobre o fungo do qual se alimenta.

Outro besouro que ganhou espaço no livro foi o Lytta vesicatoria, conhecido por suas características afrodisíacas desde os tempos da Grécia e Roma antigas. Suas secreções contém a substância cataridina, que causa ereções prolongadas, mas também pode levar à morte. Uma dose fatal pode ser extraída de um único espécime.

Na publicação, o inseto classificado como o mais empanturrado do mundo é a formiga pote-de-mel. Ela acumula néctar no abdômen, que incha de forma impressionante. A reserva de alimento é uma forma de lidar com as dificuldades de se viver no deserto.

O livro também dá destaque para o inseto com a mais incomum forma de expansão de território: o mosquito Aedes albopictus, transmissor da dengue. Ele se espalhou do Sudeste Asiático para a América do Sul e África através do comércio de pneus usados. Os pneus acumulam água da chuva, onde os mosquitos se procriam.

O autor buscou identificar as estranhas maneiras em que a forma e a função dos insetos se adaptam para lidar com as pressões extremas da luta pela sobrevivência em um mundo perigoso e competitivo.

O livro 'Extreme Insects', de Richard Jones, traz dados e fotos de 150 das mais engenhosas criaturas da natureza. Entre elas, está a lagarta da mariposa 'Stauropus fagi', que parece uma lagosta e é considerada o inseto mais feio do mundo. Foto" NPL
O inseto mais branco: O besouro fantasma 'Asbolus verrucosus' é o objeto mais branco encontrado na natureza. A cor serviria de camuflagem quando o inseto está sobre o fungo do qual se alimenta. Foto: Peter Vukusic/University of Exeter
O inseto mais empanturrado: As formigas pote-de-mel acumulam néctar no abdomen, que incha de forma impressionante. É uma forma de explorar suas imprevisíveis fontes de alimento. Foto: NHPA
O inseto com o mais longo período larval: O besouro 'Buprestis aurulenta' fica nesse estágio, em geral, por dois a quatro anos, mas já foi encontrada uma larva deste besouro com 51 anos. Foto: James Carmichael Jr/NHPA
O inseto com o maior pescoço: O macho do besouro girafa ('Trachelophorus giraffa') usa seu longo pescoço em rituais de acasalamento. Já a fêmea usa o pescoço para cortar e enrolar folhas em forma de charuto, para então colocar ovos dentro dele. Foto: Chris Mattison/www.photolibrary.com
O inseto com a maior geração de luz: O besouro 'Pyrophorus noctilucus' gera luz comparável à de uma vela, mas apenas 1-80 mil avos do calor gerado por uma vela. Foto: NPL
O inseto mais peludo: As abelhas 'Bombus terrestris' tremem para criar calor metabólico suficiente para voar, mas uma vez no ar, a cobertura 'peluda' destes insetos ajuda a protegê-los do frio. Foto: Barry Turner/Alamy
O inseto com as asas mais transparentes: As borboletas com asas de vidro são encontradas em todo o mundo, mas nas florestas tropicais, suas asas fazem com que elas pareçam invisíveis quando estão pousadas em folhas ou flores. Foto: ImageBroker/FLPA
O inseto com a mais incomum forma de expansão de território: o mosquito 'Aedes albopictus', transmissor da dengue, se espalhou do sudeste asiático para a América do Sul e África através do comércio de pneus usados. Os pneus acumulam água da chuva, onde os mosquitos se procriam. Foto: Roger Eritja/www.photolibrary.com
O inseto com o mais poderoso afrodisíaco humano: O besouro 'Lytta vesicatoria' tem secreções que contêm a substância cataridina, que causa ereções prolongadas, mas também pode levar à morte. Foto: blickwinkel/Alamy
O inseto mais explosivo: O besouro bombardeiro armazena substâncias químicas instáveis em glândulas abdominais. Se ameçado, ele pode liberar até 20 nuvens quentes e ardentes. Foto: Stephen Dalton/NHPA
O inseto com o melhor exemplo de evolução: As traças da espécie 'Biston betularia' são mais escuras em áreas poluídas e mais claras em florestas com ar mais puro. Foto: Andrew Darrington/Alamy
O inseto mais reverenciado: Os escaravelhos sagrados, adorados no Egito antigo, fazem uma bola de excremento, na qual põem o ovo, e a enterram. Os filhotes se alimentam dela quando nascem. Foto: Arco Images/Alamy
O inseto mais confundido: A borboleta 'Junonia villida' intrigou e confundiu naturalistas por 200 anos. Ela é original da Oceania, mas teria sido capturada diversas vezes no Hampstead Heath, em Londres. A confusão foi causada por erros na identificação da espécie. Foto: Neil Bowman/FLPA
O inseto mais comido por humanos: O pigmento produzido pela fêmeas da cochonilha ('Dactylopius coccus') é usado para colorir alimentos, cosméticos e roupas desde os tempos dos impérios Maia e Asteca. Foto: Bruce Coleman/Alamy
O inseto mais raro: O 'Megadytes ducalis', com 5 cm de comprimento, é o maior besouro-de-água já encontrado. No entanto, há um único espécime no mundo, que está no Museu de História Natural de Londres. Foto: Natural History Museum
O livro 'Extreme Insects', publicado pela Harper Collins, mostra que apesar de seu tamanho, os insetos tem um poder enorme, já que representam três quartos de todos os animais na Terra, com pelo menos um milhão de diferentes espécies.

Fonte: BBC

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Na savana africana, elefantes veem pequenas formigas como ameaça

Que elefante tem medo de rato, nossa cultura de desenho animado permite saber. Agora, medo de formiga? Pois é, tamanho não é mesmo documento. Os zoólogos Jacob Goheen e Todd Palmer acabaram de demonstrar, em estudo publicado na revista americana Current Biology, como, nas savanas africanas, os maiores elefantes do mundo (Loxodonta africana) não comem as acácias em que vivem formigas.

“Parece que elefantes simplesmente não gostam de formigas passeando por dentro de suas trombas, e eu não posso dizer que os condeno por isso”, brinca Palmer, do Centro de Pesquisa Mpala, no Quênia, e da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, que estuda o assunto há 15 anos.

Segundo ele, por mais que a pele desses animais seja bastante dura, o interior das trombas é bem frágil. Como é com seus compridos ‘focinhos’ que esses mamíferos se alimentam, eles se tornam vulneráveis a insetos. “É o calcanhar de aquiles deles”, completa o biólogo.

É raro encontrar um predador digno de um elefante africano. Recentemente, o documentário Planeta Terra, da BBC, mostrou como apenas os leões Savuti são especialistas em atacá-los.

O estudo dos zoólogos americanos foi elaborado quando eles notaram que, entre todas as plantas da savana, coalhada de elefantes, as únicas das quais os enormes mamíferos não chegavam perto era as Acacia drepanolobium (em inglês, Whistling Thorn, algo como espinho assobiante).

A hipótese levantada pelos dois era de que as formigas que ali habitavam – dos tipos Crematogaster mimosae, C. nigriceps, C. sjostedti e Tetraponera penzigi – tinham algo a ver com a história. Elas são espécies bastante agressivas e não podem se encontrar sem que uma destrua a outra.

Para comprovar a suposição ao estilo Davi e Golias, Palmer e Goheen retiraram as formigas das árvores. Sem as guardiãs, que pesam apenas 5 mg, os maiores animais terrestres do mundo atual – que podem ter entre seis e nove toneladas – passaram a degustar livremente a nova iguaria da savana.

A experiência contrária também foi testada. Quando colocadas em plantas que normalmente fariam parte da dieta dos elefantes, as formigas mais uma vez estragaram a festa.

“Os elefantes as evitaram como crianças evitam brócolis”, comentou Palmer sobre o experimento, ressaltando que isso não ocorre com outros herbívoros gigantes – como a girafa.

Manuela Andreoni

Fonte: Ciência Hoje On-line

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