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Cavalo atropelado leva 12 dias para ser atendido e fica com danos irreversíveis

Durante 12 dias sem assistência a uma pata quebrada , o desfecho do cavalo atropelado em Évora não poderia ser outro. O animal já não pode ser operado e vai mancar para o resto da vida. O tutor do cavalo já o resgatou do canil municipal.

Como a fratura na pata traseira esquerda do “Mala Cara” não foi tratada, os ossos calcificaram e uma operação não iria surtir efeito.

O cavalo ficou ferido num acidente de viação no dia 1, perto do aeródromo. Transportava uma família de etnia cigana numa carroça, atingida por um carro. Uma jovem de 23 anos, grávida, morreu e várias pessoas ficaram feridas, entre elas o tutor do equino. “Mala Cara” foi levado para o Canil Municipal de Évora (CME) e ficou a cargo de António Flor Ferreira, o veterinário acusado de abater cães e gatos com processos de adoção em curso e ainda de fornecer animais vivos para utilização como cobaias no Hospital Veterinário da Universidade de Évora.

Acabaria por ser uma veterinária privada a tomar as “rédeas” do caso, divulgado pelo JN. Na semana passada e após vários dias de insistência, conseguiu finalmente consultar o “Mala Cara”, acompanhada de um criador de cavalos e de um colega com um aparelho de raio X móvel.

O tutor – conhecido por “Quito Cigano” – estava já identificado, mas depois de ter tido alta hospitalar esteve fugido com medo de represálias pela morte da sobrinha.

Os exames, no entanto, revelaram que a operação de nada valeria. “A fratura ficou por tratar demasiado tempo”, revelou Alexandra Moreira, uma advogada a quem “Quito Cigano” recorreu para conseguir resgatar o animal, o que só aconteceu anteontem. Depois de verificar que o tutor tinha condições para acolhê-lo, Flor Ferreira autorizou a entrega. “A veterinária quis de imediato colocar gesso para estabilizar a pata, mas Flor Ferreira não permitiu que o fizesse dentro do canil”, acusa a advogada, que garante que o animal foi para ali transportado após o acidente “numa carrinha camarária de caixa aberta, destinada à recolha de lixo, o que é ilegal”.

Apesar das tentativas, não foi possível contactar Flor Ferreira.

Fonte: Jornal de Notícias 

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Cavalo com pata quebrada é recolhido por canil de Évora, mas não recebe socorro

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No seguimento da denúncia feita ao veterinário municipal de Évora, Flor Ferreira, no passado dia 11 de novembro, por praticar o abate ilegal de 7 cães, surge agora uma nova situação de crueldade e negligência animal.


 “Este cavalo encontra-se desde ontem no Canil Municipal de Évora (Portugal). É vítima de um acidente de viação, onde infelizmente vitimou uma mulher grávida de uma família de etnia cigana. O cavalo ficou com a pata traseira partida, foi recolhido pelo canil, mas o veterinário municipal, Flor Ferreira, encontra-se de férias. As duas veterinárias estão impedidas de prestar tratamento ou cuidados ao animal, para aliviar assim o seu sofrimento, dado que estão proibidas de praticar qualquer tipo de assistência aos animais que lá se encontram. Ordens dadas por Flor Ferreira, na sequência da denúncia feita a 11 de novembro por praticar o abate ilegal de 7 cães.”

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