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Abandono de animais nas festas de final de ano preocupa ONGs

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Um especialista em proteção animal alertou que alguns australianos estão abandonando seus animais domésticos nas vésperas das férias de Natal e Reveillon para evitar pagar por seus cuidados (hospedagem) enquanto estão fora.

A vice-presidente da Sociedade Australiana de Proteção Animal, Sue Thompson, disse ao The Age que as pessoas estão evitando o custo de colocar seus animais domésticos em canis, deixando os animais soltos na esperança de que eles sejam levados para um abrigo.

Alguns tutores até tentam adotar seus animais domésticos de volta depois que as férias terminam, revelou Thompson.

“Muitas vezes as pessoas vão para o exterior nas férias de Natal e, porque elas consideram que custa caropagar hotel, preferem se livrar dos animais “, disse Thompson.

Abrigos de animais em Melbourne notaram recentemente um aumento expressivo de animais domésticos a sua porta.

Alguns tutores até deixam portões e portas abertos de propósito para permitir que animais escapem para as ruas.

Foto: Shutterstock/Tom Feist
Foto: Shutterstock/Tom Feist

“Uma minoria até tenta levar o animal de volta para casa depois de voltar das férias” conta a protetora.

Thompson disse que os abrigos “nunca permitiriam isso” e enfatizou que os animais deveriam ser incluídos nos planos de Natal das famílias, por mais caro que fosse.

“Algumas pessoas deixam uma enorme sacola de comida e o que acham que seja suficiente de água no quintal para o cachorro, e viajam, mas isso pode acabar mal”, acrescentou.

Fae Pawley, do abrigo Lost Dogs Home, disse que essa é “definitivamente uma tendência com a chegada das férias”, e centro de cuidados que também funciona como hotel de animais baseado no norte de Melbourne está atualmente superlotado de gatos e cães porque os tutores não tiram os seus animais de estimação.

Os tutores de animais levados à justiça por abandono podem ser cobrados no mesmo valor que pagariam se colocassem seu animal doméstico em um hotel.

Tutores de cães processados judicialmente por abandono e condenados são cobrados em 65 dólares pelo primeiro dia e 15 dólares por dia depois disso desde que o animal esteve nas ruas.

Já tutores de gatos são cobrados 30 dólares no primeiro dia e 15 dólares por dia depois disso – ambos podem ser condenados ao pagamento de multas de até 330 dólares por deixar o animal doméstico em liberdade, solto nas ruas.

Os animais só são devolvidos aos seus tutores após a microchipagem. As informações são do Daily Mail.

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Jornalismo cultural

Três brasileiros estão entre finalistas de premiação global sobre meio ambiente e empreendedorismo

Três brasileiros estão entre os cinco finalistas regionais da premiação Jovens Campeões da Terra, promovida pela ONU Meio Ambiente para viabilizar soluções inovadoras para problemas ambientais. Os vencedores vão receber consultorias técnicas e uma verba de 15 mil dólares para tirar suas ideias do papel. Ganhadores serão anunciados em setembro durante evento das Nações Unidas em Nova York.

(Foto: Pixabay)

Em 2019, a iniciativa da agência das Nações Unidas recebeu mais de 900 inscrições de empreendedores de todo o planeta engajados com a preservação da natureza e a sustentabilidade. Os concorrentes foram divididos por sua região de origem. A organização do prêmio escolheu cinco finalistas para cada uma das sete regiões contempladas.

Representando a América Latina e Caribe, estão três brasileiros com propostas de negócio distintas:

Anna Luisa Santos, que desenvolveu uma tecnologia de purificação e desinfetação da água por meio da energia solar. A Aqualuz é uma ferramenta que permite transformar a água da chuva em água potável. O dispositivo já beneficiou 150 pessoas em regiões do semiárido brasileiro;

Bernado Andrade, idealizador da Casa do Semiárido, um projeto de habitação que visa construir residências mais adequadas à realidade dessas regiões secas do Brasil. O empreendimento propõe um modelo de habitação que acompanha as oscilações do meio ambiente e utiliza matérias-primas naturais na construção. As instalações também são projetadas para garantir o reuso de água e a produção, em casa, da própria comida;

Barbara Schorchit, criadora da iniciativa Genecoin, que promove práticas de blockchain para rastrear o uso da biodiversidade brasileira em cadeias de produção. O objetivo do projeto é mapear a utilização de recursos naturais a fim de garantir compensações justas e equitativas dos ganhos obtidos com a sua exploração.

Fonte: Vegazeta


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Montagem, cadela Lana infeliz ao ser rejeitada e depois recebendo carinho
Notícias

História de “cadela mais triste do mundo” ganha um final feliz

Recentemente publicamos aqui a história da “cadela mais triste do mundo”. Porém, felizmente, temos uma boa notícia: a cadelinha Lana encontrou um novo lar depois de ter sido rejeitada por duas famílias.

Montagem, cadela Lana infeliz ao ser rejeitada e depois recebendo carinho
Reprodução/Facebook/Veja SP

A adoção ocorreu quando a história dela viralizou nas redes sociais e comoveu vários internautas.

Lana chamou atenção na internet pela primeira em 2015 quando, após ser abandonada por sua primeira família, ela foi vista muito triste no canil que a acolheu. Após mais de quatro mil inscrições para adoção e US$ 15 mil (cerca de R$ 47 mil reais) em doações, a cadela, na época com dois anos de idade, finalmente encontrou um novo lar em janeiro de 2016, mas foi novamente rejeitada pelos tutores.

Agora, a cachorra foi adotada novamente e terá  ajuda para lidar com seu temperamento defensivo: “Nós estamos felizes de informar que Lana encontrou uma nova família e um novo programa de treinamento. Gostaríamos de agradecer todos por sua preocupação e apoio e nós continuaremos atualizando-os“, escreveu a ONG canadense Rescue Dogs Match em seu site oficial.

A organização não revelou quem foi responsável por salvar a vida da cadelinha, que teria a morte induzida no dia 20 de maio se não fosse adotada.

Fonte: Veja SP

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Porco e carneiro fogem de exploração em fazenda e encontram um final feliz

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Farm Sanctuary
Foto: Farm Sanctuary

O Farm Sanctuary recentemente acolheu um porco e um carneiro em seu abrigo no sul da Califórnia (EUA) chamados Ponyboy e Johnny respectivamente. No início de novembro, Ponyboy e Johnny (apropriadamente nomeados por causa do livro “The Outsiders”) fugiram da propriedade onde eram explorados, pois provavelmente seriam mortos por sua carne, embora suas origens permaneçam desconhecidas.

Algum tempo depois de sua grande fuga, eles foram encontrados vagando juntos pelas ruas por oficiais de controle de animais. Embora ninguém saiba com certeza como os dois saríam de sua casa anterior, sabemos que os porcos são animais inteligentes. O Farm Sanctuary supõe que Ponyboy provavelmente levantou a corrente de seu recinto e Johnny o seguiu.

Foto: Farm Sanctuary
Foto: Farm Sanctuary

Oficiais resgataram a dupla e o abrigo local felizmente permitiu que o Farm Sanctuary  os acolhesse. Uma vez seguros no santuário, Ponyboy e Johnny encantaram muitos funcionários com sua doce e improvável amizade.

Quando chegaram ao local, eles precisavam de muita atenção. Ponyboy estava abaixo peso, cheio de lombrigas. Para piorar as coisas, ele tinha sarna e uma condição na pele que lhe dava coceira. Johnny sofria de uma infecção respiratória e tinha cascos muito grandes.

Agora, Johnny está em bom estado de saúde enquanto Ponyboy ainda está em recuperação. Mas, felizmente, a pele do porco continua a melhorar a cada dia.Os dois passam o tempo juntos. Aonde quer que Ponyboy vá, Johnny o segue. Se Ponyboy correr, Johnny fará o mesmo.

Foto: Farm Sanctuary
Foto: Farm Sanctuary

De acordo com Farm Sanctuary, eles correm para cima e para baixo em seu recinto, dormem juntos, se aninham  no celeiro e estão amando a sua nova vida.

Ponyboy e Johnny são a definição da amizade. Em breve, Ponyboy irá morar com sua nova família assim que for liberado pelos veterinários. Ele será amado e estimado ao longo de sua vida e terá um amigo porco em sua nova casa.

Johnny permanecerá no abrigo do Farm Sanctuary, no sul da Califórnia. Uma vez que estiver totalmente recuperado de sua cirurgia  e não houver nenhum risco de ele engravidar uma ovelha, Johnny será apresentado ao rebanho onde poderá encontrar novos amigos.

Apesar de estarem a centenas de quilômetros de distância em casas diferentes, temos a certeza de que Ponyboy e Johnny vão se lembrar um do outro ao longo dos anos. Por isso, é fundamental  educar as pessoas sobre os milhares de animais menos afortunados que não possuem a mesma chance destes companheiros, reportou o One Green Planet.

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Final feliz: ovelhas são salvas de matadouro por defensores de animais

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Farm Sanctuary
Farm Sanctuary

O Farm Sanctuary acolheu recentemente duas novas residentes do seu abrigo localizado no sul da Califórnia (EUA): Kelley e Nina. As duas ovelhas muito afortunadas encontraram um abrigo seguro depois que um salvador anônimo alertou a organização.

Elas são sobreviventes do que o santuário tem chamado de uma epidemia crescente tanto no ocidente quanto na costa Leste. Embora ovelhas e cordeiros não sejam normalmente criados sob as mesmas condições miseráveis de outros animais que vivem em fazendas, suas carnes são populares na agricultura caseira.

Farm Sanctuary
Farm Sanctuary

A maioria das ovelhas nesta indústria é assassinada antes mesmo de atingir um ano de idade e às vezes até mais cedo. Mas, felizmente, este não foi o caso de Kelley e Nina.

Os dois filhotes muito inteligente e brincalhões foram encontrados graças ao Farm Sanctuary. Infelizmente, eles estavam com a saúde debilitada.

Farm Sanctuary
Farm Sanctuary

Kelley foi levada às pressas para o hospital veterinário e mal conseguia se sustentar Ambas estão muito mais saudáveis desde que chegaram ao santuário e têm conquistado o carinho dos funcionários e de visitantes.

Farm Sanctuary
Farm Sanctuary

Prematura, Kelley pode ter alguns possíveis sintomas neurológicos. Recentemente, ela realizou testes de diagnóstico e, felizmente, seu prognóstico melhorou.

As duas ovelhas irão ajudar o santuário a despertar as pessoas para a situação dos animais explorados e mortos em fazendas. Agora, elas nunca saberão o que é esta crueldade e irão passar seus dias brincando e explorando os arredores, informou o One Green Planet.

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Momento de ternura entre urso e cão tem final trágico

Divulgação
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A vida selvagem oferece momentos incríveis e um deles foi registado por um guia turístico no Canadá. David De Meulles, de Manitoba, captou o momento em que um enorme urso polar selvagem acaricia a cabeça de um cão.

Contudo, o que parecia um momento de carinho entre dois amigos improváveis terminou, afinal, de uma forma fatal. Depois de milhares de pessoas terem partilhado o vídeo de David De Meulles, o tutor do cão vem agora revelar à CBC News que o urso matou o cão, que as imagens foram editadas e, que por isso, não se vê toda a história.

O responsável pela propriedade revelou ainda que esta não é a primeira vez que um dos seus cães é morto por um urso polar.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Correio da Manhã

Nota da Redação: Ursos polares selvagens sofrem atualmente com o declínio de seus habitats. Sendo um animal carnívoro, ele precisa se alimentar e na busca implacável por sobrevivência, seguiu seus instintos. Animais não matam por prazer ou egoísmo. Deixar o cão em um ambiente inóspito, em vulnerabilidade, além de cruel, foi condená-lo à morte. Apesar de todos terem vibrado com a matéria publicada no dia 18 de novembro, que mostrava cenas de carinho entre os animais, seu desfecho revelou um final trágico e triste.

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Bebê morcego encontrado agarrado ao corpo da mãe morta tem final feliz

Por Ana Luiza Yoneda / Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Sarah Curran
Foto: Sarah Curran

Quando o filhote de morcego da imagem foi encontrado, ele estava agarrado ao corpo morto de sua mãe, eletrocutada no subúrbio de Sydney, na Austrália. Ela ficou pendurada em fios elétricos por muitas horas, mas eventualmente caiu no chão.

Morcegos (também conhecidos na Austrália como raposas voadoras) são mamíferos placentários que dão à luz um filhote por ano. Os bebês dependem completamente da mãe nas cinco primeiras semanas de vida e são carregados por todos os lugares que elas vão. Mas diferentemente dos marsupiais, os morcegos não possuem bolsas especiais para carregar seus bebês, que precisam abocanhar os mamilos de suas mães para se segurarem enquanto elas voam.

Alguém percebeu o morcego caído no chão e chamou a Sydney Wildlife, uma organização de resgate que cuida de animais doentes, feridos ou órfãos. Quando os ativistas chegaram ao local, o filhote ainda segurava o mamilo de sua mãe com a boca apesar de ela ter morrido há horas.

Foto: Sarah Curran
Foto: Sarah Curran

“Eu o segurei  e o soltei  de sua mãe com muita delicadeza. Rapidamente tentei substituir o mamilo da mãe com uma chupeta de tamanho proporcional, o envolvi com cuidado e o deixei ficar aquecido e calmo antes de fazer uma avaliação mais detalhada”, disse Sarah Curran, uma voluntária da Sydney Wildlife.

Como o bebê do sexo feminino ficou agarrado à mãe nos fios de eletricidade — provavelmente por muitas horas — ele ficou desidratado e exausto. Curran também notou que seu pulso estava inchado e sangrando. A primeira coisa que ela fez na manhã seguinte foi levá-lo ao veterinário.

Um raio-x mostrou que o filhote — batizado de Zyggi — possuía uma fratura no pulso. O veterinário enfaixou o pulso de Zyggi e Curran a enrolou em uma meia para ajudá-la.

Foto: Sarah Curran
Foto: Sarah Curran

Então Curran embrulhou Zyggi em um cobertor rosa. “Nós a enrolamos com o que chamamos de ‘rolos da mamãe’, o que simula o corpo da mãe, envolto em suas asas, como seria na natureza,” ela disse.

Ela também colocou uma chupeta na boca do morcego para imitar a sensação do mamilo da mãe. Zyggi está sob os cuidados de Curran há apenas duas semanas, mas  já demonstra bastante melhora. Curran acredita que ela irá se recuperar completamente e será solta na natureza assim que crescer e aprender a voar, segundo o The Dodo.

Foto: Sarah Curran
Foto: Sarah Curran

“Ela parece estar tolerando bem o tratamento, também é ótima para alimentar, termina a mamadeira como um aspirador!”, disse Curran.

Após Ziggy tomar seu leite, ela cai no sono. Embora Curran seja muito grata à pessoa que ligou para a Sydney Wildlife para avisar sobre Zyggi e sua mãe, ela adverte que apenas profissionais de resgate licenciados devem resgatar esses animais.

“Qualquer morcego que estiver só durante o dia ou impossibilitado de sair voando quando alguém se aproximar dele, está com sérios problemas. Porém, nunca manuseie um morcego vivo. Sempre contate alguma organização que lide com vida selvagem”, ressaltou.

É possível acompanhar o progresso de Zyggi na página do Facebook de Curran e em seu Instagram.

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Casal de idosos oferece final de vida feliz para cão com câncer terminal

Divulgação
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Um casal fofo de velhinhos está fazendo uma boa ação pra lá de carinhosa com um cão de 12 anos de idade que está em seu final de vida. Nesta reta final do cão, o casal está provendo a ele dias intensos de amor e felicidade.

Em For Mitchell, Kentucky, chegou ao abrigo Kenton County a cadela Marcie, por volta de 1 mês. Ela foi retirada das ruas já sem a visão, surda e com a pele infestada por pulgas. Nessas terríveis condições e sozinha, ela passou um período indeterminado e bem difícil até ser levada ao abrigo.

Chegando no abrigo, os veterinários descobriram que além de tudo, Marcie havia contraído câncer terminal.

Divulgação
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Já com sua idade bem avançada, o diagnóstico de câncer de Marcie a tornou quase impossível de ser adotada. No entanto, sua sorte mudou quando o amor de um antigo voluntário venceu qualquer dessas barreiras e provou que todo cão merece um lar oficial. Bill Baker e sua esposa, Libby, resolveram adotar Marcie e a levaram para casa

“Quando eles trouxeram esta probrezinha, eu logo tive um amor pro ela”, disse Bill Baker ao Cincinnati.com. “Nós pensamos em dar-lhe algum conforto em seus últimos dias. Porém, ela fez ainda mais por nós, ela nos lembrou o que é ser humano. Ela é uma alegria”.

Há seis semanas cuidando da cadela, o casal tem a regado de muito carinho, proteção e amor. Ela usa um largo curativo especial em uma de suas patas para tapar uma ferida aberta, mas está tendo todo cuidado especial que merece por sua nova família.

Além do mais, o bondoso casal está homenageando Marcie com um book de fotos clicadas em uma especial e comovente sessão fotografada por Lisa Binns, do Shelter Dog Photography.

“Esta é a adoção mais bonita e especial, o fato de que eles estavam dispostos a levá-la atendendo a suas necessidades e dar-lhe um final de vida feliz”, disse a diretora do abrigo Kenton County, Elizabeth Cochran, ao Cincinnati.com. “É o tipo de adoção que raramente acontece”.

Esse tipo raro de adoção tem um significado muito profundo. Não se sabe quanto tempo mais Marcie tem de vida, mas seus últimos momentos estão sendo vividos intensamente e regados a amor e felicidade.

Fonte: Tudo sobre Cachorros

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Tao do Bicho

Porquinhos em fuga: a história com final feliz dos “Tamworth Two”

O título acima se refere à história verídica de dois porquinhos da raça tamworth que driblaram a morte no momento em que estavam sendo descarregados num abatedouro na cidade inglesa de Malmesbury, condado de Wiltshire, em 8 de janeiro de 1998. Os porquinhos, depois chamados de Butch Cassidy e Sundance Kid, permaneceram “foragidos” por mais de uma semana. A procura por eles causou sensação na mídia, além de ter despertado um grande interesse por parte do público, tanto na Grã-Bretanha quanto fora dela.

Butch – uma fêmea – e Sundance – um macho – eram irmãos e tinham cinco meses de idade quando foram levados de caminhão, pelo seu proprietário, para o abatedouro. Assim que foram descarregados do caminhão os dois conseguiram se “espremer” através de uma cerca e, depois de cruzarem a nado o rio Avon, se refugiaram em jardins da região. Eles passaram a maior parte de seu tempo de liberdade num denso matagal próximo a Tetbury Hill e, nesse meio tempo, apesar de haverem se tornado celebridades, o proprietário deles declarou que ainda tinha intenção de mandá-los para o matadouro, caso fossem recapturados.

Depois dessa declaração o proprietário recebeu generosas ofertas em dinheiro, por parte da mídia e militantes da causa animal, para salvar os dois porquinhos da mesa de jantar. O jornal Daily Mail chegou a comprar os porquinhos de Dijulio (o proprietário) em troca de direitos exclusivos para contar sua história. Butch foi finalmente encontrada, na noite de 15 de janeiro, quando ela e Sundance foram vistos se alimentando num jardim. E Sundance, embora houvesse fugido mais uma vez para dentro do mato, foi apontado no dia seguinte por dois cães da raça springer spaniel e alvejado com um dardo contendo tranqüilizante. Depois disso, os dois passaram a viver num santuário para animais, em Kent. Há quem afirme que durante a sua fuga passaram, inclusive, por um policial vegetariano que teria fingido que não os viu…
Mas milhares de outros porquinhos não têm a mesma sorte de Butch e Sundance…

A história dos tamworth two revela um sentimento humano assaz contraditório: animais que normalmente são vistos como comida, repentinamente, se tornam pets e passam, de forma muito incômoda, do estômago para o “coração” dos humanos. É patético pensar que a idade em que os irmãos menos afortunados de Butch e Sundance são abatidos é a mesma época em que – em outras condições – esses mamíferos inteligentes estariam brincando como fazem todos os filhotes, sejam de estimação ou não.

Muito triste ainda é pensar que, antes disso, viveram confinados em espaços mal ventilados, tiveram seus rabos cortados para evitar o canibalismo, seus dentes cerrados e foram castrados sem anestesia. De fato, o tratamento tido como “normal” ou “aceitável” para muitos animais que servem de alimento aos humanos é considerado cruel e suficiente para dar voz de prisão, quando aplicado aos animais de estimação. Há denúncias de que animais como porcos e bois são sangrados ainda conscientes. São confinados em áreas apertadas, sofrem com fome, doenças e maus-tratos, como apanhar.

Porcas gestantes são forçadas a parir atadas a uma fivela na baia e uma porca reprodutora, em toda a sua vida, terá uma média de quatro a seis gestações, com 10 a 12 filhotes cada, até ser morta mais ou menos aos três anos de idade por falta de saúde, ou falhas reprodutivas. Os filhotes são separados delas com um mês e abatidos com cerca de seis meses.

Porcas confinadas têm maior incidência de ferimentos nos pés, inflamações nas juntas e lesões abrasivas na pele do que animais criados soltos. Tais injúrias físicas e muitos outros sofrimentos psicológicos são causados pelo fato de os animais viverem confinados em espaços mínimos e sobre pisos de cimento ou concreto. O sistema de confinamento também frustra os instintos dos animais, como fuçar o solo, construir seus ninhos e ter contato físico, social, com outros animais. Isso causa comportamentos anormais, típicos de estresse, como mastigar o ar, ou morder as barras de ferro de suas instalações.

Mais da metade das porcas reprodutoras na Europa é criada nessas condições, em baias tão pequenas que não permitem que o animal sequer se vire. Dessa forma os animais têm que se deitar sobre seu próprio excremento. A situação aqui é basicamente a mesma.

Os porcos, além de sofrerem tudo isso para que sua carne chegue às mesas dos humanos a um baixo custo, são ainda alvo de pesquisas em xenotransplantes, pois alega-se que são fáceis de criar e que seus órgãos têm tamanho semelhante aos dos humanos. Mas, além de extremamente cruéis e ineficazes, os xenotransplantes podem criar novas doenças como a AIDS, porque as transferências de órgãos, de uma espécie para outra, podem permitir que retrovírus de uma espécie se recombinem com vírus humanos (e de outras espécies) e mutem para formas infecciosas após um transplante. Mas seria digressivo discorrer sobre isso aqui. Deixo o assunto para uma outra coluna.

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