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Menina de oito anos pede ração de presente de Natal para ajudar os animais necessitados

Foto: Abrigo de animais Tri-Cities Animal Shelter
Foto: Abrigo de animais Tri-Cities Animal Shelter

Uma menina de oito anos foi presenteada com doações que resultaram em cerca de 270 kg de ração neste Natal depois de demonstrar seu desejo de ajudar os animais necessitados.

Em vez de brinquedos, Landyn Wadsworth, pediu dinheiro para comprar ração para cães e gatos sem teto do Abrigo de Animais das Tri-Cities que fica na cidade de Pasco, no estado de Washington (Estados Unidos).

O abrigo de animais postou uma foto de Landyn em sua página no Facebook, mostrando a pilha de sacos de ração para animais que se erguia ao lado da jovem.

Com o dinheiro que recebeu ela conseguiu comprar cerca de 270 quilos de comida para os moradores do abrigo.

Foto: Abrigo de animais Tri-Cities Animal Shelter
Foto: Abrigo de animais Tri-Cities Animal Shelter

“O desejo de Landyn para o Natal era doar comida para o abrigo e parece que seu pedido se tornou realidade! Somos muito gratos por sua gentileza e tenho certeza de que os cães e gatos também são!”, dizia o post.

A mãe de Landyn, Alisha, disse à afiliada da CNN KEPR que a jovem caridosa começou a fazer essas doações desde 2016, tornando este ano o terceiro em que ela repete o gesto.

Segundo a mãe ela começou a doar ração depois de visitar o abrigo e ficar chateada com tantos animais de rua que permaneciam lá durante o período festivo.

Landyn já começou a coletar valores para sua doação de 2020.

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ONG inglesa pede o fim da exploração de renas em decorações com trenós no Natal

Getty Images/Istockphoto
Getty Images/Istockphoto

Renas não devem ser usadas nos trenós de Papai Noel porque ficam estressadas demais, alerta a Sociedade Real para a Prevenção da Crueldade aos Animais (RSPCA), a maior e mais antiga ONG do Reino Unido.

Durante o período festivo, pessoas de todo os lugares planejam visitar as atrações de Natal em feiras e shopping centers locais, muitos dos quais mantêm rebanhos de renas como parte das atrações do feriado.

De acordo com a RSPCA, existem cerca de 1.500 renas vivas usadas em atrações festivas apenas no Reino Unido, e pode parecer um tratamento inocente, mas a ONG afirma que a prática pode fazer muito mal aos animais, levando-os a se estressarem, ficarem indispostos e perderem peso.

A ONG afirma que as renas são frequentemente mantidas em pequenas cercas, o que as deixa ansiosas e pode levar a vários problemas de saúde, como chifres deformados, baixa fertilidade e alta mortalidade de filhotes.

“Entendemos que deve parecer mágico para as pessoas verem uma rena no Natal, mas a realidade é que as renas não são enfeites de Natal e precisam de cuidados especializados, elas se estressam muito facilmente e são muito suscetíveis a uma série de problemas de saúde e bem-estar”. disse o Dr. Ros Clubb, gerente da RSPCA.

“Na natureza, elas estão inseridas em sua própria cadeia alimentar, então escondem naturalmente suas doenças, e estamos preocupados que muitos tutores não percebam que suas renas – que estão participando de eventos festivos estressantes e lotados – estejam fracas ou eles podem não ser capazes de identificar os problemas até que seja tarde demais”.

O especialista acrescentou que o estresse experimentado por renas importadas de outros países pode deixá-las vulneráveis a doenças, acrescentando que “elas não são devem ser mantidas em grupos muito pequenos em espaços confinados”.

“Também existe a preocupação de que aqueles que mantêm um pequeno número de renas nas pequenas propriedades para ganhar dinheiro com elas em eventos sazonais provavelmente não tenham o conhecimento especializado necessário para cuidar adequadamente desses animais”, explicou Clubb.

A RSPCA não é a única organização de direitos animais a considerar o assunto, a PETA vem pedindo boicotes a eventos que “tratam animais como decorações de Natal”.

“O que poderia arruinar a magia da temporada de festas natalinas mais do que ver animais estressados confinados em currais apertados, amarrados ou explorados e forçados a puxar pessoas em trenós?”, disse Elisa Allen, diretora da PETA.

“As renas são animais inteligentes e gentis que devem andar livremente por vastas áreas – não podem ser transportados de um lado para o outro do país como se fossem meros objetos para serem exibidos e admirados em centros comerciais movimentados”.

Tor Bailey, um ativista da ONG Animal Aid, concordou, acrescentando que existem “maneiras muito mais criativas de espalhar a alegria do Natal, sem causar danos aos animais”.

“As crianças não precisam perder nada da diversão. Vamos estender boa vontade e amor incitados pela época natalina a todos, incluindo animais “, disse ela. As informações são do Independent.

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Ativistas protestam fazendo um funeral pelos perus mortos no Natal

Foto: Direct Action Everywhere/PA
Foto: Direct Action Everywhere/PA

Ativistas pelos direitos animais realizaram um funeral para todos os perus mortos no Natal em um corredor de carne de um supermercado.

Os clientes de uma filial da rede de mercados Sainsbury’s em Brighton, East Sussex, Inglaterra foram confrontados com uma cena extraordinariamente sombria de pessoas enlutados vestidos de preto que revestiam o corredor do estabelecimento na quarta-feira (11).

Os manifestantes estavam silenciosamente carregando cartazes com frases como “10 milhões de perus são mortos no Natal só no Reino Unido” para destacar a “violência de uma refeição tradicional de Natal”.

Foto: Direct Action Everywhere/PA
Foto: Direct Action Everywhere/PA

A manifestação foi organizada pelo grupo de direitos animais Direct Action Everywhere (DxE), que anteriormente realizou um protesto envolvendo ativistas que se fecharam em gaiolas para destacar o sofrimento dos animais em testes de laboratório.

Em uma página do Facebook para o evento, DxE escreveu: “Natal, para os humanos, pode ser um momento de alegria, mas para outras espécies, pode ser um período de horror”.

Um porta-voz da Sainsbury’s confirmou que o grupo visitou a loja em Brighton por um breve tempo e seguiu em frente pacificamente.

“Usamos o método de interrupção para chamar atenção imediata para os seres que foram mortos apenas para que seus corpos pudessem estar à venda em uma prateleira”, disse um porta-voz do DxE.
“Estamos atacando o sistema contaminado pelo especismo e lutando por mudanças sistemáticas em vez de mirar apenas em indivíduos”.

O “especismo” é uma forma de discriminação que envolve o tratamento de membros de uma espécie, como os humanos, como moralmente mais importantes que outras.

Foto: Direct Action Everywhere/PA
Foto: Direct Action Everywhere/PA

Em setembro, um ativista do DxE levou um soco no rosto de um cliente da rede de fast food, Pizza Express, quando o grupo invadiu o restaurante da cadeia para protestar.

Um grupo separado de ativistas, não afiliado ao DxE, realizou uma vigília à luz de velas do lado de fora da fazenda de St. Werburgh, em Bristol, na quarta-feira (11), para lamentar a morte de nove perus mortos para jantares de Natal.

“Há muita raiva pelos perus estarem mortos, mas nós apenas queremos que as pessoas tenham uma forma pacífica de extravasar seu sofrimento”, disse Sarah Nicol, organizadora da vigília à BristolLive.

A fazenda foi pressionada a cancelar um evento de leilão na Turquia na semana passada, após protestos e mensagens de ativistas. As informações são do Independent.

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Confira dicas para proteger os animais do barulho dos fogos no Ano Novo

As festas de final de ano são repletas de fogos de artifício. O barulho provocado pelos explosivos causa verdadeiro terror nos animais, gerando casos de fuga, desaparecimento, atropelamento e morte, além de outros acidentes – como cães que acabam presos em portões, perfurados por hastes de metal, ao tentar fugir para se proteger do ruído.

Para tentar solucionar ou, ao menos, amenizar o problema, a bióloga e especialista em comportamento animal Luiza Cervenka de Assis publicou em seu blog no Estadão dicas de como proteger animais no barulho dos explosivos. Confira abaixo.

(Foto: Wavebreakmedia Ltd/Thinkstock)

Aromaterapia

A lavanda é uma essência relaxante para cachorros e gatos e tem um efeito semelhante ao rivotril, porém de forma natural. O óleo essencial pode ser comprado em farmácias e diluído em álcool de cereal. Ele deve ser passado apenas na caminha e locais onde o animal vai ficar, jamais diretamente nele. Confira como fazer no vídeo abaixo.

Musica relaxante 

No YouTube e no aplicativo Spotify há playlists específicas para cães, denominadas “Relax my dog”. Colocadas em alto volume, elas podem ajudar a criar um clima mais relaxante para o animal. Há a mesma opção para gatos, com o nome “Relax my cat”.

Alimento preferido

Dar ao animal a comida favorita dele pode ajudá-lo a relaxar, mudando o foco dele dos fogos para o alimento. Além de colocar a refeição num comedouro, é possível também comprar bolas nas quais se coloca ração e entregar para o animal brincar. Se o animal passar a comer enquanto os explosivos são soltos, ele pode começar a relacionar os estampidos com algo positivo, o que aliviaria o medo dele.

Ambiente adequado

Preparar um espaço adequado para o animal, com uma casinha na qual ele possa se abrigar, é uma boa opção. É interessante que a casinha seja colocada num ambiente em que seja possível fechar portas e janelas para abafar o som externo. Tire objetos de vidro ou de qualquer outro material que represente perigo e cubra quinas de móveis para evitar acidentes. Esteja atento, já que é comum animais tentarem fugir por portas e janelas de vidro.

Amarração de tellington touch ou colete contra medo

Tellington touch é uma técnica baseada em pontos específicos do corpo do animal e que, se treinada com antecedência, pode funcionar e relaxar o animal. Amarrar o animal apenas na hora dos fogos não resolve. Isso porque ele pode associar o pano a coisas negativas e reforçar o medo. Há, também, coletes contra o medo à venda, que fazem o animal se sentir abraçado e protegido, mas que não pode ser usado em animais que odeiam roupas.

Companhia

Sair de casa para comemorar a virada do ano, deixando o animal sozinho, não é uma boa opção. Levá-lo para ambientes externos, como a rua ou a praia, também não é adequado, pois ele se sentirá desprotegido e pode fugir. O ideal é que o tutor esteja em casa com o animal, já que sozinho ele sentirá ainda mais medo. Se for para sair, o indicado é que a família saia quando os fogos já tiveram acabado e o animal estiver calmo.

Acalme o animal com a sua respiração

O tutor deve respirar profundamente para que seu coração bata mais devagar. Com isso, o cachorro deve regular com o estado do tutor e se acalmar. Se o animal permitir, é indicado colocá-lo próximo ao peito do tutor para que ele sinta as batidas do coração. No entanto, se ele não quiser, não se deve forçá-lo.

Sem sedativos

Sedar o animal não é uma opção. Ele não irá aprender a lidar com a situação e, numa próxima vez, só ficará pior. O sedativo pode também não funcionar, fazer efeito reverso e excitar ainda mais o animal ou, em caso de animais predispostos a isso, pode até mesmo levar a uma parada cardíaca. Além disso, o animal pode acordar durante a soltura dos fogos e ficar ainda pior do que estava antes de tomar a medicação.

Plaquinha de identificação

Assustados, muitos animais fogem de casa no final do ano. Por isso, identificá-los para permitir que seja mais fácil encontrá-los é necessário. A identificação pode ser feita por microchip, em clínicas veterinárias, ou através de plaquinhas de identificação – método mais rápido e barato, com custo médio de R$ 30. Mesmo em caso de animais que vivem em apartamentos ou casas que não aparentam ter rotas de fuga, é importante fazer a identificação por precaução, já que imprevistos e acidentes podem ocorrer.

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Vanguarda Abolicionista

O agradecimento dos animais pelo Natal ou ‘Hoje eu sou uma estrela’

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Esqueça o oba-oba das lojas, os empurrões no trânsito e a expectativa de folga, bebida e comilança. Somente o olhar dos animais não humanos é verdadeiro, dentre o furacão que os engole com mais força, no final de cada ano. Os animais da pecuária encaram o fim de suas vidas – ‘eles nasceram para isso’ – enquanto contemplam o traseiro de um clone seu, nos bretes e corredores de concreto que antecedem a mesa farta preparada com tanto esmero pelas famílias de bom coração.

O olhar de quem não sabe chorar, já que a reza na hora do desespero é exclusividade na lista da racionalidade – essa qualidade que separa a humanidade das bestas-feras. O olhar de quem viu o filhote ser puxado para longe de si pelos funcionários da fazenda, esse lugar bucólico onde os animais são tratados como reis, já que optaram por isso em troca de suas liberdades.

O olhar do frango que está encaixotado, empilhado em um caminhão que passa na nossa frente quando estamos na estrada, rumo às férias. Perdemos um segundo, apenas, pensando nisso. Não há espaço para que ele nos dê um tchauzinho, talvez agradecendo pelo doce toque da morte que o aliviará e abreviará sua existência marcada pela ausência de mãe, confinamento, horários alterados para ditar o ritmo da engorda e opressão no dia a dia.

‘Obrigado, Papai Noel ou menino Jesus, por me tirar de um aviário com outras milhares de aves. Obrigado pela ração e água que mantiveram este corpo vivo, pois ele vale pelo preço que alguém paga. Não tem o valor que minha mãe, animal como eu, instintivamente perceberia, e por isso me defenderia, em condições normais. Aqui sou um entre milhares, e não parece fazer muita diferença se eu morrer agora ou esperar o caminhão dos caixotes. Nasci de uma máquina de ovos, mas espero encontrar minha mãe, ciscando a meu lado, algum dia.

Obrigado, Deus humano, pela corrente que sempre existiu em torno do meu pescoço, que não me permite caminhar até o horizonte. Ou até o ponto onde há sombra, onde a água da chuva não está empoçada. Agradeço pelos dias que lembraram da minha existência, e sobras de comida chegaram até onde esta corrente permitiu alcançar. Obrigado, Papai Noel, por ter sido escolhido como animal de estimação por uma família de humanos.

Obrigado, espírito natalino, por eu ter puxado tanta carroça em meio à fumaça de óleo diesel, fraco, assustado e sedento, que enfim eu tombei no asfalto. A última surra que tomei do carroceiro, para que eu me levantasse, permitiu que enfim meu espírito pudesse cavalgar livre naquelas campos verdes onde quadrúpedes iguais a mim, porém belos e com longas crinas, correm sentindo o vento da natureza. Acho que o esforço que fiz diariamente para tirar meu condutor da miséria, ou pelo menos diminuir sua pobreza, foi menos do que eu poderia, entao eu aceito meu castigo.

Obrigado, família do presépio, por eu ter sido o escolhido para, ainda bebê, estar na mesa de tantas residências, para ter meu pequeno corpo saboreado em uma bonita bandeja, assado e servido à meia-noite. Ainda não entendi por que nasci e morri tão rápido, se fiz algo errado a ponto de não poder crescer um pouco mais em um lugar que, onde vi, havia outros como eu, alguns bem gordos. Mal lembro da minha mãe, mas lembro que ela não podia se virar, cercada em um gradeado enquanto mamávamos. Talvez tenha sido azar, talvez tenha sido sorte.

Obrigado, meu Deus, por eu poder ajudar tanta gente a usar um xampu que não irrite os olhos, uma maquiagem que não cause problemas, um produto qualquer a ser dado de presente neste Natal, que nunca vou saber direito, que atendeu os humanos em suas expectativas mais simples. Estive em um laboratório, cercado de pessoas de jaleco branco, durante tempo suficiente para saber que sou parte importante do progresso, que a Ciência evoluiu graças à minha dor, meu aprisionamento e tudo aquilo que os produtos geraram nos meus olhos e no meu corpo. Fico grato por ter ajudado.

Obrigado, Maria, mãe de todas as mães que, zelosas como eu, dão leite a seus filhos durante anos, mesmo após o fim de sua amamentação natural. Minha vida neste estábulo, com úberes gigantes e doloridos, plugados em uma máquina, é o sacrifício que faço para a saúde humana. Não percebi, ainda, em minha mentalidade abaixo da humana, porque o leite de meus filhos vai para os filhos de outra espécie, e até quando já são adultos. Meu filhote não está mais ao alcance de minha vista, foi retirado cedo de meu lado, mas sei que o papel dele, como vitelo, ocupa espaço de respeito junto aos humanos. É alvo de muitos comentários e elogios. Pelo menos é o que imagino, pois o sacrifício é doloroso o suficiente para, respeitosamente, ousar questionar o porquê de minha existência. Mas agradeço mesmo assim, Papai Noel.

Obrigado pelas palmas cada vez que apareço no picadeiro. O olhar das crianças me faz esquecer a minha vida de tédio e imobilidade, viajando de cidade a cidade. Quem sabe um dia eu e os demais animais cheguemos ao lugar de onde viemos, que deverá ter muitas árvores, rios e espaços para correr. Enquanto isso, eu repito as manobras noite após noite, mostro os mesmos truques que, pela minha teimosia, eu custei a decorar. Quem sabe neste Natal eu ganhe uma última viagem, de volta ao habitat que jamais conheci em vida.

Obrigado, Natal, por eu poder aquecer tanta gente elegante em momentos de frio. Nasci peludo tal como minha mãe, e como ela pude participar da indústria humana, essa coisa que traz tanto progresso, dando de bom grado minha própria pele para que maridos mostrem afeto à esposa, presenteando-as com belos casacos. Muita gente famosa e rica usa a pele que pode ter sido minha. Isso me enche de orgulho e faz valer o tempo que morei em uma gaiola pouco maior que meu próprio corpo. Já estava cansado de andar em círculos, lembrando dos bosques que um dia corri de cima a baixo. Mas um dia veio a dor que, por pior que tenha sido, me libertou finalmente. Ainda relutei alguns minutos, já sem pele, mas vi que a liberdade me abraçava e escurecia minhas vistas. Acho que valeu a pena, pois sou fotografado e até apareço na televisão, durante o inverno – pelo menos acredito que aquelas partes sejam minhas, cobrindo o corpo de pessoas tão bonitas e famosas. Obrigado aos responsáveis.

Obrigado a todos que vieram me assistir nesta arena. Ainda estou zonzo e ofuscado pela luz após dias de escuridão, mas já entendi que, aqui, eu sou a atração. Há um semelhante a mim, porém sem chifres e mais magro, e nele está montado um humano, com roupas garbosas e armas tão afiadas como as que já furaram tantos iguais a mim. Eu espero que tudo isto termine logo, pois o cansaço está vencendo a euforia, há tanto sangue que já não sei se é meu ou de alguém antes de mim, e está difícil fazer levantar a plateia tantas vezes. Que a morte venha me tocar com a mesma doçura da última vez que fui tocado pela minha mãe. Ela deve estar orgulhosa de um filho que resistiu até o fim, cercado de espadas, aplaudido, sangrando ajoelhado, língua de fora mas fazendo questão de participar do show até o fim. Acho que os aplausos são para mim, já que os olhares convergem para onde estou. E eu não sei onde estou.

Obrigado, menino Jesus, por ter nascido e feito seus iguais perceberem a necessidade de haver uma festa em seu nome, para redenção e paz, onde eu seria assado em espeto e saboreado por tantas pessoas felizes, sorridentes e em clima de fraternidade. Jamais imaginei que, sem saber falar, sem ter tido escolhas, seria eu o ponto central dos churrascos de de final de ano de tantas empresas, entidades, famílias e grupos a confraternizar. Aguardei este momento sempre em espaços com arame farpado, tal como a coroa que um dia finalmente lhe puseram na cabeça, e usei argola no nariz para que um filho seu, fiel e devoto, me conduzisse para o lugar certo. Apanhei da vida, mas quem não apanhou? Sempre soube que uma vida de aperto, confinamento, marcação a ferro quente, castração a frio e morte sobre o concreto teriam um sentido maior. Obrigado por dar um norte a minha vida. Hoje, eu sou uma estrela.

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Desobediência Vegana

A festa macabra ou ‘No final deste ano, verta uma lágrima’

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“É pela paz que eu não quero seguir admitindo” – O Rappa

Chegam os últimos dias do ano de 2013, aqueles que todos nós esperamos para celebrar uma festa macabra. São momentos de correr para cumprir tarefas e comprar presentes, despedidas vazias de chefes e de escolas, sinceramente, e pode crer, sou sincera nisso, detesto e não vivo esse tipo de situação. Que bom. O fim de ano como o ápice de tudo o que a humanidade não consegue superar.

Tudo o que vimos durante o ano inteiro, aqui triplicado, misturado a bebida e acidentes de trânsito, choro e lágrimas. Os animais entram em cena para ‘pagar o pato’.

A protagonista da festa comanda a coisa toda em nome de um nascimento. Ela acontece por isso, mas é a morte que ela festeja. Como tenho visto gente ‘religiosa’, ‘espiritualizada’, cheia de ‘paz e amor’, cometer os mais estúpidos disparates à luz do dia, contra clientes, funcionários, sem suportar conviver com o próximo, não suportar uma crítica ou se magoar com qualquer coisa, ser louco por dinheiro, vacilar, trair, estigmatizar, concorrer, etc. Não seriam esses a pelo menos dar algum exemplo? O que é isso, companheiro?

Nós, ateus, descrentes, sem futuro, é que acabamos sendo os que temos que ir lá dizer ‘pé no chão, meu amigo’, acredite em algo melhor. Remendar as feridas que cometem mundo afora. Jesus fez isso e deixou esse exemplo – “vim trazer a espada”. E até hoje as religiões silenciam quanto a essas palavras, por que não a entendem ou não querem falar sobre elas.

É preciso desenvolver a nossa forma de ver os problemas, ou seja, precisamos sim olhar para eles, olhar para o lado, falar deles.

No final deste ano, verta uma lágrima pelos outros animais, e outra pelo humano.

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Com festas de fim de ano e rojões, aumenta o número de cachorros perdidos

Mario Persico: em busca de uma lar para Cleyde (Créditos: Erick Pinheiro)

Depois das festas de fim de ano e com a chegada do período em que as famílias saem de férias não é difícil encontrar cães perdidos pelas ruas da cidade de Sorocaba, em SP, perambulando sem rumo e sob o risco de atropelamento. Isso porque muitos fogem durante a queima de fogos ou são abandonados por tutores que saem para viajar.

Alguns acabam tendo a sorte de serem abrigados, mesmo que provisoriamente, em lares de pessoas que se sensibilizam com a situação. É o caso do diretor de teatro Mario Persico, que na noite de 27 de dezembro encontrou uma cadela de porte grande, com traços da raça Labrador, na Vila Jardini. Cleyde, como passou a ser chamada, despertou a atenção do artista por interagir com as pessoas que passavam pela rua, como se estivesse pedindo atenção. Um guardador de carros que estava no local comentou que ela quase tinha sido atropelada por um táxi e realmente percebemos que ela tem muito medo de carros, explicou. Persico acredita que a cadela não seja de rua, pois estava com coleira e bem cuidada, apesar de um pouco magra. De acordo com a avaliação de um veterinário, ela tem aproximadamente três anos, é castrada e tem boa saúde. A expectativa é de que Cleyde encontre um lar definitivo ou seja devolvida ao tutor, no caso de ter fugido. “Ela se estranhou com os gatos aqui de casa e o espaço é muito pequeno. Devo levá-la em feiras de adoção”, concluiu.

A empresária Bruna Rolim passou por situação semelhante. Na última segunda-feira, dirigia da avenida Antônio Carlos Comitre para a Washington Luiz quando avistou um pastor alemão preto quase ser atropelado ao tentar atravessar a pista. Comovida com a situação, retornou para levá-lo. Precisou de uma coleira emprestada de um pet-shop e da ajuda de outras pessoas para colocá-lo dentro do carro. Parece que tinha dono, está bem cuidado, sem pulgas e é muito manso, inclusive com crianças, declarou. Até ser adotado por um novo dono, o cachorro está sendo mantido na loja de Bruna.

Enquanto alguns já encontraram, a família da cozinheira Lucinda Maria Fomaroli ainda está à procura. A tutora de uma poodle de quatro anos conta que a cadelinha escapou pelo vão do portão enquanto todos da casa comemoravam o Réveillon com a queima de fogos, no Parque Manchester. Desde a noite da virada do ano, Lucinda e o esposo percorrem de moto os bairros próximos na tentativa de encontrá-la. Durante esse tempo passamos por vários bairros, entre eles, o Jardim Ipiranga, Wanel Ville e Júlio de Mesquita. Temos visto muitos cachorros abandonados, mas ainda não encontramos a nossa, afirmou.

ONG vai intensificar campanha

Para Cristina Tagliassachi, responsável pela Organização Não Governamental Salve se Puder, que estimula e promove a adoção de cães e gatos em Sorocaba, o aumento na quantidade de animais abandonados nos últimos dias é perceptível. Além da fuga de cães assustados pelos fogos, os motivos, segundo ela, podem estar ligados à falta de responsabilidade do dono, como nos casos de famílias que simplesmente colocam seus cachorros na rua para não incomodar as visitas durante as festas de final de ano.

Com o objetivo de minimizar o problema dos cães nas ruas, ela deve retomar no próximo mês as feiras de adoção, desta vez com reforço na campanha educativa de posse responsável. Evitamos realizar as feiras em dezembro e janeiro justamente porque as pessoas adotam e, em seguida, abandonam ou querem devolver por não terem com quem deixar nas férias. Vamos intensificar a conscientização, pois não adianta adotar se a pessoa não estiver ciente de que o animal precisa de cuidados, declarou. Segundo Cristina, a ideia é que a feira seja o último recurso de quem não pode mais manter um animal em casa. Muita gente sabe que gostamos de animais e, por isso, querem passar a responsabilidade. Em vez de cuidar bem e dar um destino apropriado, tentam transferir o trabalho e custo gerados pelos animais para a ONG, contou.

Aos tutores de cães fugitivos, Cristina recomenda que a procura seja em locais distantes do ponto de partida. Quando o cachorro consegue escapar, corre até não aguentar mais ou quando acaba o barulho. No momento em que ele para, está tão longe de casa que não consegue voltar. Acreditamos que chega a correr até 4 quilômetros, explicou.

Zoonoses doou 1.374 animais em 2010

A Secretaria da Saúde de Sorocaba, por meio da Seção de Controle de Zoonoses, informou que não tem um controle sobre o número de animais abandonados na cidade porque o recolhimento feito pela seção é realizado somente em casos de agressão, invasão comprovada a instituições públicas ou em locais em situações de risco, animais em estado de sofrimento e com suspeita de transmissão de doenças.

A Secretaria ainda ressaltou que o município possui um programa permanente de posse responsável. Além das atividades como as feiras de doação de animais e os mutirões de castrações, são realizadas ações educativas em escolas, feiras e eventos, com a distribuição de material informativo.

Dados parciais contabilizados até o mês de novembro, apontam que em 2010 o Centro de Castração registrou mais 1700 esterilizações de cães e gatos de famílias carentes. E, entre 1º de janeiro e 30 de dezembro do ano passado, a Zoonoses doou nas feirinhas de adoção e na Unidade de Controle Animal (UCA) 1.374 animais.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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Cardápios oferecem opções de ceias vegetarianas

Quem pensa que uma farta ceia de Natal precisa ter peru, pernil ou tender como carros-chefe está enganado. Para as pessoas que optam pela alimentação vegetariana, é possível participar da festa e comemorar a data com as peculiaridades que ela oferece. Com criatividade, as receitas festivas de final de ano ganham outros ingredientes característicos.

Proprietária do restaurante vegetariano Avis Rara, em Campinas (SP), Catarina Menucci, 54 anos, oferece saborosas opções para quem prefere deixar de lado a carne no Natal. “Estamos trabalhando com ceias de Natal por encomenda e temos tido uma ótima saída. As pessoas escolhem pelo cardápio, vêm buscar e depois é só servir, não têm trabalho nenhum.”

Segundo ela, que é vegetariana há 30 anos, a ceia feita com comidas como moqueca de palmito, alga na moranga e arroz com raiz de lótus e castanhas já se tornaram tradição. “Na minha casa, eu, meu marido e meus quatro filhos somos vegetarianos e estamos acostumados a comer essas coisas nas festas de final de ano. E quem passa as festas conosco acaba experimentando a nossa farta mesa, com muitas opções gostosas, mas sem peru” , contou.

Há seis anos, a arquiteta Joana Ribeiro, de 26 anos, aboliu a carne do seu cardápio e nunca deixou de comemorar o Natal em família em grande estilo. “Nunca fui muito fã de carne, então não foi difícil ficar sem. No Natal sempre preparamos ótimas saladas ou massas, sempre utilizando ingredientes tipicamente natalinos, como noz, castanha e lentilhas. Tendo uma boa imaginação, é sempre muito fácil e gostoso fazer pratos vegetarianos”, disse.

Dono do restaurante vegetariano Nutrir, também em Campinas, e adepto da culinária há 15 anos, o empresário Sérgio Menezello, 49 anos, disse que nunca teve problema com a ceia de Natal na sua família. “Como não é todo mundo que não come carne, sempre temos de tudo para todos os gostos. Mas o que percebo é que, a cada ano, a família vem ficando cada vez mais à vontade com os pratos naturais e até preferindo. É possível fazer receitas deliciosas com grãos, cereais e legumes, como risotos e massas, sem utilizar carne” , afirmou.

Uma preocupação sempre muito presente, segundo Menezello, é com a saúde de quem abdica do alimento rico em proteína. “Tem como ser vegetariano e também ser saudável. As proteínas do bife que eu deixo de comer eu substituo pelo arroz integral com feijão. É muito gostoso e trás a mesma quantidade de benefícios que o meu corpo precisa. É só você saber como e pelo que substituir os alimentos que você não come.”

Consumo consciente evita o desperdício e traz economia

Uma das grandes preocupações das festas de final de ano, e que sempre acabam acontecendo na maioria dos lares brasileiros, é o desperdício. Seja de comida, de água ou até mesmo de copos e pratos descartáveis que viram lixo depois. Praticar o consumo consciente é uma maneira de ajudar o planeta e também de economizar.

A médica especializada em qualidade de vida Elisabete Almeida afirma que a melhor maneira de afastar o desperdício é a conscientização. “Principalmente nas festas de final de ano, quando muitos têm o benefício do 13º salário e ficam com um dinheiro extra, costumam exagerar na fartura das ceias. É possível comer bem sem que depois precise jogar toda aquela comida que sobrou no lixo. Usar copos e pratos de vidro, no lugar dos descartáveis, também é uma maneira de colaborar com o mundo em que vivemos” , disse Elisabete, para quem é preciso rever esses gastos. “É uma questão que envolve tudo e todos. E, claro, nós só temos a ganhar com isso. O meio ambiente, a saúde das pessoas e o bolso também.”

Fonte: Gazeta de Ribeirão

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Dr. Pet recomenda cuidados com animais nas festas de final de ano

Um bichinho de estimação pode fazer companhia e alegrar a casa. Apesar dessas qualidades, um animal não pode ser presente de Natal, alerta o zootecnista e especialista em comportamento animal Alexandre Rossi, conhecido como Dr. Pet. E nas festas de final de ano, ele recomenda alguns cuidados para os animais mais sensíveis aos rojões. Dr. Pet – nome de seu programa na Rede Record – esteve em Bauru (SP) no domingo (22) para ministrar a palestra “Como lidar com animais agressivos”, voltada a profissionais da área, como médicos veterinários e proprietários de pet shops.

Pouco antes da palestra, ele recebeu a imprensa, junto de sua famosa cachorrinha de estimação, Estopinha. Questionado sobre o fato de algumas pessoas presentearem amigos e familiares com bichos de estimação, Rossi recomendou bom senso. “O animal é um ser vivo. Não é um presente que, se a pessoa não gostou, pode trocar ou deixar num canto. Ele requer cuidados, atenção e carinho”, explica.

Outra preocupação no final de ano são os rojões. As tradicionais queimas de fogos podem causar sérios problemas aos animais, especialmente os cães, que ficam bastante estressados. O barulho provocado pelas explosões pode causar pânico nos animais, que chegam até a se machucar. Para evitar essas situações, Rossi recomenda manter o cachorro em algum lugar que ele conheça e tenha segurança na hora dos fogos. “Por isso, muitas vezes é melhor deixá-lo dentro de casa do que no quintal”, explica.

Com informações de Jornal da Cidade de Bauru

Nota da Redação: Existem milhares de animais abandonados, esperando por um novo lar. Recomenda-se a adoção de animais de estimação, jamais a compra. Não é ético comprar animais, fomentando uma indústria cruel que submete os animais a péssimas condições e maus-tratos, visando apenas ao lucro.

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