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Hospital Veterinário em PE não consegue suprir demanda por atendimento

Após um mês na inauguração do aguardado Hospital Veterinário do Recife (HVR), a população ainda enfrenta problemas de atendimento.

Tutores reclamam das filas de longa espera no hospital (Foto: Manuela Cavalcanti/Esp. DP)

A estudante Isabely Cavalcanti é uma das tutoras aflitas que teve que enfrentar as longas filas para conseguir atendimento para sua gatinha, nesta terça-feira (11). O animal sofria com febre após ter sido mordido por um cão e ter acabado com a visão prejudicada por conta de um sangramento na retina.

“Meu medo é ela ficar cega”, confessa a tutora que aguardou quase três horas pelo atendimento. Diante da situação, a tutora não teve outra escolha para sanar com o sofrimento do animal: teve que automedicar.

Gatinha teve que ser automedicada por tutora após ser atacada
Gatinha foi atacada por cão e não conseguiu atendimento no hospital (Foto: Manuela Cavalcanti/Esp. DP)

O nervosismo com a falta de atendimento também foi sentida pela manicure Analice Silva. “Minha cadela estava quase entrando em convulsão. Eles me orientaram a esperar e, se os sintomas se agravassem, pediram que eu segurasse a cabeça dela para que não batesse em nenhum lugar”, lamentou.

Já Juliana Kelen ficou tão indignada que decidiu procurar o Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon) para denunciar os problemas da unidade. “Estou chocada com esta situação. Estou esperando quatro horas para que minha cadela receba uma simples vacinação contra raiva”, comenta.

Cadela esperou horas por vacina no hospital
Tutora e cadela esperaram mais de 4 horas por vacinação contra raiva (Foto: Manuela Cavalcanti/Esp. DP)

A Secretaria Executiva dos Direitos dos Animais (Seda) explica que como a inauguração do hospital é recente, alguns serviços ainda não foram iniciados e por conta da alta procura, os casos emergenciais estão sendo priorizados. “Chega muito atendimento que nem sempre é emergencial. Diarreia e desidratação não são, mas, caso o animal chegue desmaiado, de fato, é emergência e atendemos”, explica o veterinário João Marcelo Figueiredo.

Quando a unidade foi aberta para atendimentos, ela se comprometeu a fazer 100 procedimentos diários, incluindo vacinas, o que totalizaria 2 mil atendimentos por mês. Três consultórios e uma equipe de nove veterinários foram disponibilizados para o serviço.

Contudo, um balanço das atividades, divulgado pela Seda nesse primeiro mês, registrou 3.190 atendimentos, sendo 2.648 procedimentos gerais, 424 procedimentos cirúrgicos e 118 vacinações. Somente nesta quarta-feira (12), 110 animais receberam atendimento no local.

Pelo fato da procura ser muito alta pelos atendimentos, a Seda abriu um processo seletivo para contratar mais nove veterinários que darão suporte aos atendimentos. O plano é contratos mais 15 profissionais da área nos próximos meses.

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Lotado, hospital público para animais forma fila de madrugada em Tatuapé (SP)

Tutores de animais domésticos doentes precisam chegar de madrugada no Hospital Público Veterinário de São Paulo, no Tatuapé (zona leste), para garantir uma consulta. A cada dia são distribuídas apenas 30 senhas para atendimentos. Quem tem retorno ou consulta marcados não precisa aguardar.

(Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)
(Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)

Para evitar tumulto, uma lista com o nome dos tutores dos animais é organizada todas as noites. Os que chegam depois da lista preenchida voltam para casa. Já os “sortudos” têm de passam a noite na sala do hospital até a triagem dos casos e atendimento, que começam às 7h.

Primeira da fila, a dona de casa Milena Rodrigues, 32, chegou anteontem às 23h50. “É a segunda vez que venho. Na segunda-feira, cheguei às 4h30 e já não tinha mais vaga”, afirma. O gato dela, Pingo, foi atropelado na última quinta-feira.

Pingo passou pela triagem e ficou internado, à espera de uma possível cirurgia. Milena foi embora às 10h30.

(Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)
(Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)

Mais demorado foi o atendimento da gata Belinha, que estava com dificuldades para andar. Ela e a tutora, Agmar Ferreira, 44, entraram na fila à meia-noite de ontem. Mas como o ortopedista só começava a trabalhar às 14h, aguardaram quase 15 horas. “Esperei tanto e o veterinário disse que ela tem que contar com a sorte para sobreviver.”

Muitos elogiam o serviço oferecido pela prefeitura. “Vale a pena esperar, o atendimento é ótimo”, disse a psicóloga Ana Paula Kuller, 27 anos. Ela levou o pit bull Costela para passar no dermatologista.

Fonte: Folha de S. Paulo

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