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Não há interesse da polícia em combater crimes ambientais, diz policial

GLady/Pixabay

A explicação para a facilidade encontrada por traficantes para comercializar animais silvestres em feiras livres no Rio de Janeiro, sem que o poder público combata o crime, está na falta de interesse da polícia em proteger os animais. A denúncia é de um policial militar.

O agente, que preferiu não se identificar para se proteger, afirmou ao G1 que a polícia não se interessa em coibir práticas criminosas contra animais.

“Não tem interesse da própria polícia, que não considera o crime ambiental tão importante quanto os outros tipos de crime. Basta ver que uma pessoa telefona para uma delegacia denunciando maus-tratos ou denunciando que tem um animal à venda, a resposta é sempre que não tem policial e tem outros crimes mais importantes para resolver”, disse o PM.

No Rio de Janeiro, feiras como a de Acari, na Zona Norte, e de Caxias, na Baixada Fluminense, são realizadas sem qualquer interferência da polícia. Nelas, animais são traficados livremente.

Antes da venda, porém, esses animais silvestres vivem outras formas de exploração e maus-tratos. Retirados abruptamente da natureza, eles são condenados a um transporte miserável, feito de maneira inadequada. Muitos morrem durante o trajeto por conta das condições as quais são expostos.

Em Caxias, em uma rara operação realizada pela polícia, mais de 200 pássaros foram resgatados. Ninguém, no entanto, foi detido. E caso seja, surge mais um entrave: a lei, que considera o tráfico de silvestres crime de menor potencial ofensivo, livrando os criminosos de punição severa e dando espaço à impunidade.

O diretor do Instituto Vida Livre, que reintroduz animais na natureza em parceria com o Ibama, reforçou ao G1 que aqueles que compram animais silvestres em feiras são coniventes com o crime.

Ao serem questionadas sobre a falta de fiscalização, as polícias Militar e Civil se posicionaram. A primeira afirmou que resgatou 1,5 animais no primeiro semestre de 2020. A Polícia Civil, por sua vez, disse que está investigando o caso. O Inea informou que promove ações de repressão ao tráfico de aves na feira de Acari.

Terceira maior atividade ilícita do mundo, o tráfico condena 38 milhões de animais ao sofrimento todos os anos no Brasil.


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Quase 120 aves silvestres são apreendidas em duas feiras livres

Quase 120 aves silvestres são apreendidas em duas feiras livres (Foto: Pelotão Ambiental / Divulgação)
Quase 120 aves silvestres são apreendidas em duas feiras livres (Foto: Pelotão Ambiental / Divulgação)

Quase 120 aves silvestres foram apreendidas pela Polícia Militar, através do Pelotão de Polícia Ambiental (PPAmb), no último domingo (2), em duas feiras livres da capital sergipana. O primeiro flagrante ocorreu na feira das trocas do bairro Lamarão, onde 70 pássaros foram apreendidos.

O local, que funciona como uma espécie de feira de produtos usados e clandestinos, é conhecido pelo tráfico de animais silvestres, vindos do interior do estado, e também da Bahia, e pela venda de mercadoria de origem ilegal. A operação, desencadeada teve como objetivo evitar a fuga dos traficantes, que chegam logo cedo para descarregar os animais.

Apesar do flagrante, os suspeitos conseguiram fugir pelo manguezal que margeia a feira ou misturando-se aos transeuntes, abandonando as aves silvestres. Os animais foram capturados, sendo a maioria periquitos, azulões, cabeças e papa-capins.

Na sequência, a guarnição seguiu até à feira livre do bairro Santa Maria, onde apreendeu mais 49 aves entre pequenos cumbúculos, dando a entender que eram recém capturados.

As aves foram levadas à sede do Pelotão Ambiental e depois foram soltas no seu habitat natural.

Contato: G1

 

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Ações de fiscalização e conscientização coibem maus-tratos contra animais


Nas feiras livres do Interior, é comum os animais serem vendidos em condições precárias. Eles passam fome e sede. (Foto: Miguel Portela)

Os órgãos ambientais no Cariri (CE) estão fortalecendo o trabalho de fiscalização para coibir os maus-tratos contra os animais. As ações incluem desde prisões a um trabalho de conscientização. Somente este ano, foram 11 ações realizadas pela Companhia de Polícia Militar Ambiental (CPMA), oito das quais estiveram relacionadas a crimes contra a fauna.

O Instituto Brasileiro do Direito à Vida dos Animais e Meio Ambiente (Ibdvama), com sede no Crato, atua com agentes voluntários. A entidade mantém parcerias e convênios com vários órgãos. Segundo o coordenador nacional do Ibdvama, João Viana, já foram instaladas mais duas coordenadorias municipais nos municípios de Brejo Santo e Caririaçu. Ele afirma que a atuação dos agentes está mais restrita à conscientização.

Os animais são seres sencientes, ou seja, têm capacidade de sentir dor e prazer da mesma forma que os seres humanos, mas expressam de formas diferentes.

No transporte de caprinos e outras espécies, são comuns os maus-tratos(Fotos: Elizângela Santos/ Alex Pimentel/ Miguel Portela)

São frequentes as inspeções pelo grupo às áreas da Floresta Nacional do Araripe para combater as caças aos animais silvestres. “Isso tem diminuído de forma significativa”, diz Francisco Pereira da Silva, diretor-presidente do Ibdvama. Ele afirma que as denúncias são constantes, principalmente relacionadas ao abandono de cães e gatos. “As pessoas deixam esses animais nas ruas, com fome e sede. As ninhadas de gatos são abandonadas no Centro”, afirma ele. Quando isto acontece, os animais são levados para o Centro de Zoonoses do Município, para serem examinados.

Os animais apreendidos são examinados e grande parte deles doados, quando não estão com enfermidades mais graves, a exemplo do calazar, quando são encaminhados para serem sacrificados. No caso de caçadores, Francisco Pereira diz que, normalmente, quando há a primeira apreensão das caças, essas pessoas são conscientizadas de que não poderão reincidir nos casos. “Muitas vezes, são pessoas que caçam para alimentar a família, mas, mesmo assim, procuramos educar para a questão do crime ambiental que estão cometendo”, ressalta.

A venda descontrolada de filhotes de cães em feiras como a da Parangaba, em Fortaleza, causa sofrimento para os bichos. Muitos têm menos de 30 dias de nascidos, não são vacinados e estão vulneráveis a todo tipo de doença.

Morte de jumenta

Um dos casos que chamou a atenção da população está relacionado à prisão em flagrante do agricultor Francisco de Assis, na Vila Pelo Sinal, na periferia de Juazeiro do Norte, no último dia 21. O acusado continua preso por ter maltratado com pauladas, pedradas e facadas, até a morte, uma jumenta prenhe. Por meio de denúncias da população, a Polícia Ambiental foi até o local e constatou o crime, levando o acusado para a prisão. De acordo com a Polícia, esse não foi o primeiro caso de maus-tratos cometido pelo acusado. O autor justificou a atitude, afirmando que o animal o derrubou da carroça e, com uma raiva brutal, cometeu o ato de selvageria contra aquele animal. A vizinhança, revoltada, disse que este não é o primeiro animal que ele mutila e mata.

A composição da CPMA conduziu o infrator à Delegacia Regional de Polícia Civil de Juazeiro do Norte. Ele cometeu a infração relacionada ao artigo 32, da Lei nº 9.605/98 (Lei dos Crimes Ambientais). Segundo o artigo, quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, terá pena de detenção, de três meses a um ano, e multa. Quando ocorre morte do animal, a pena é aumentada de um sexto a um terço.

Animais de carga são maltratados pelos carroceiros. Apanham durante o trabalho e, muitas vezes, carregam peso acima de sua capacidade.

Esta semana, foi realizado um trabalho no intuito de inibir a pesca predatória de peixes nas cidades de Caririaçu, Aurora e Missão Velha. Cinco tarrafas de pesca foram apreendidas, utilizadas na captura dos peixes. A ação da CPMA teve a orientação do Ministério Público, já que essas cidades da região desenvolvem projetos na área da piscicultura. A apreensão de pássaros silvestres também foi intensificada este início de ano, com a apreensão de várias aves nas cidades de Jardim e em Aurora. Cerca de 50 pássaros foram encontrados na casa de um agricultor. Os animais silvestres incluem desde galos campina, golas, azulões, sabiás, cancão e até pássaros desconhecidos pela equipe da CPMA. No Crato, ano passado, foi fechada uma rinha de galo no Bairro Seminário, e vários animais foram apreendidos.

Nesses casos, conforme Francisco Pereira, os animais são levados para uma área de preservação e liberados. Ele afirma que alguns têm que passar por um processo de readaptação. Segundo o comandante da CPMA, 2º Batalhão, em Juazeiro, major Marcos Antônio dos Santos, atualmente são destacados para esse trabalho 46 homens, em várias cidades da região. Ele disse que um alerta feito de forma constante está sobre o transporte de carga por animais. O sacrifício imposto aos animais faz com que a maioria dos carroceiros ainda esqueça de colocar o apoio para as situações em que o animal fique parado e com o peso. A situação justifica maus-tratos, e se inclui na lei de crimes ambientais.

Mais informações

Instituto Brasileiro do Direito à Vida dos Animais (Ibdvama),
(88) 9908.7896/ 9683.8193
Policiamento Ambiental, (88) 3102.1126

Fonte: Diário do Nordeste


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BPA apreende mais de 100 pássaros em feiras livres em Maceió (AL)

Policiais militares pertencentes ao Batalhão Ambiental apreenderam ontem (13) mais de 100 pássaros que estavam sendo comercializados nas feiras livres de Marechal Deodoro e do bairro da Levada, em Maceió (AL). A operação do BPA começou por volta das 3 horas da madrugada e se estendeu durante todo o domingo. Enoque Martins Santana foi autuado pelos policiais.
Foto: Ascom PMAL

Segundo o tenente Anderson Barros, que comandou a operação, ele é o responsável pelo tráfico de animais silvestres na região de Marechal Deodoro. “Com ele, foram encontrados 42 pássaros silvestres em péssimas condições, três deles já em óbito”, informou o oficial.

A PM lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelos crimes de comércio de animais silvestres e maus-tratos de animais (artigos 29 e 32 da Lei nº 9605 dos Crimes Ambientais).

Os animais foram levados para o Ibama, onde estão recebendo os cuidados de veterinários e biólogos. “Após a triagem, eles serão inseridos na natureza”, acrescentou o tenente Anderson.

Fonte: 24 Horas

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Consumo de cação pode levar espécie à extinção

Com a intenção de alertar a população brasileira quanto à ameaça de extinção de várias espécies brasileiras de tubarões, devido à pesca e consumo dos cações, os integrantes do Projeto de Tubarões no Brasil (Protuba), do Instituto Ecológico Aqualung, realizaram a Pesquisa Nacional de Comportamento e Percepção do Consumidor de Cação.

Foto: Reprodução/EPTV
Foto: Reprodução/EPTV

A pesquisa tinha como objetivo traçar não só o perfil dos consumidores de tubarão, como também a maneira como estes veem o consumo e a pesca desses animais. A divulgação dos resultados na mídia deve trazer maior destaque à silenciosa ação que tanto afeta o meio ambiente.

Foram entrevistadas 1.400 pessoas em todo o território nacional, principalmente em feiras livres (9%), peixarias (11%), supermercados (37%) e restaurantes (8%), outros locais (35%); dos entrevistados 37% disseram consumir carne de tubarão.

A maioria, 58%, diz consumir a carne de tubarão ou cação em casa, mensalmente (19%) e eventualmente (58%). Estes costumam comprar mais em peixarias (42%) e em supermercados (32%).

Um destaque na pesquisa foi a grande diferença entre paulistas e cariocas em relação ao consumo, já que apenas 6% dos cariocas afirmam consumir a carne de cação, contra 69% dos paulistas. Esta diferença pode ser sinalizada devido ao fato de o paulista ter em sua alimentação a culinária oriental como referência, que utiliza não só a carne de cação, mas também a barbatana e cápsula de cartil.

Fonte: EPTV


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Polícia apreende 2,5 mil caranguejos e 75 pássaros no Rio

Policiais militares do Batalhão Florestal apreenderam neste domingo (01) 2.500 caranguejos e 75 pássaros silvestres em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio. Os animais estavam sendo comercializados em feiras livres.

Seis pessoas foram detidas e liberadas depois de prestar depoimento na delegacia. Elas vão responder pelo crime de tráfico de animais e, se condenadas, poderão cumprir pena de seis meses a um ano de prisão.

Os pássaros, todos de pequeno porte, estavam amontoados em caixas de madeira, e foram levados para o Jardim Zoológico de Niterói. Já os caranguejos foram soltos na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim, também na região metropolitana do Rio.

Fonte: Terra

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Operação apreende 57 pássaros e 11 espécies de fauna silvestre

Uma operação realizada pelo Batalhão Ambiental apreendeu, durante este domingo (04), 57 pássaros e 11 espécies da fauna silvestre. Os animais estavam sendo comercializados nas feiras livres dos conjuntos Village Campestre 2 e Benedito Bentes 1, no Tabuleiro do Martins, em Maceió (AL).

Entre as espécies, existiam canários-belgas, galo-de-campina, patativa e azulão. Uma pessoa foi levada à delegacia, onde foi lavrado termo circunstanciado de ocorrência. Os pássaros foram encaminhados para o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama).

Fonte: Gazeta Web

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Tráfico de pássaros silvestres em Alagoas triplicou em relação ao ano passado

Mais de 300 animais silvestres foram apreendidos pelo Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) durante o mês de agosto, aproximadamente o triplo em relação ao mesmo mês do ano passado. As feiras livres localizadas nos bairros Benedito Bentes, Jacintinho e Levada, em Alagoas, foram os locais onde os policiais fizeram maior número de autuações e apreensões. A informação foi prestada pelo tenente Anderson, oficial de operações do BPA. O oficial informou que serão ampliadas as ações também nas feiras livres do interior do estado no combate ao tráfico de animais da fauna silvestre.

Foto: Cicero Santana
Foto: Cicero Santana

Esclareceu o oficial que os animais apreendidos, após serem catalogados naquele batalhão, foram encaminhados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), onde são assistidos por veterinários e os que não apresentam nenhum tipo de doença ou ferimentos são devolvidos à Mata Atlântica. Na pesquisa feita em vários locais indicados pelo Batalhão de Polícia Ambiental, surgiu a informação de que algunss animais silvestres chegam traficados de São Paulo para Maceió via Sedex. Uma denúncia que está sendo investigada pelo tenente Anderson, do BPA.

Prisão

“A lei federal número 9.605/98 (Lei da Vida) prevê, por exemplo, no inciso III, parágrafo 1º do artigo 29, pena de seis meses a um ano de detenção para o crime do tráfico de animais silvestres”, destaca o tenente, acrescentando que “muitas vezes, devido a más condições de transportes no acondicionamento, muitos desses animais já chegam mortos”.

Apesar da penalidade e da ação contínua de fiscalização, várias pessoas já foram autuadas por reincidência. “Além do crime decorrente da venda, no tráfico de animais, tem também o crime de maus-tratos; ambos previstos na lei 9605 – Lei da Vida. Além da pena que vária de 6 meses a 1 ano, o infrator também está sujeito a multa que varia de R$ 500,00 a R$ 5.000,00 por pássaro devido ao comércio ilegal e de R$ 700,00 a R$ 3.000,00 por pássaro pelo crime de maus-tratos.

Quem tiver conhecimento de crimes contra a natureza pode denunciá-los pelos telefones 8833-5879 (oficial de operações do BPA) e o 3332-1201 (sede), conforme orienta o tenente.

Com informações do Alagoas em Tempo Real

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Policiais apreendem aves silvestres comercializadas em Alagoas

Neste sábado (15), policiais militares do 2º Batalhão e de Polícia Ambiental (BPA) em inspeção a feiras livres, em União dos Palmares, zona da Mata, recolheram 11 aves silvestres que seriam comercializadas ilicitamente. O que caracteriza o tráfico.

“Nós tínhamos vários objetivos, inclusive de descobrir armas e drogas, mas nos deparamos com as aves e procedemos conforme manda a lei”- explica o tenente PM Venâncio.

Elas foram levadas para o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) em Maceió (AL).

Fonte: Gazeta Web

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