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Feira IRIS de ciências da Índia diz não aos testes com animais

Por Walkyria Rocha (da Redação)

A Feira de Ciência IRIS, uma das maiores competições estudantis de ciência, não permitirá mais nenhum experimento em animais a partir de 2014, conforme decisão de seus organizadores que pretendem banir seu uso.

A decisão de alterar as regras da competição pela Iniciativa de Pesquisa e Inovação em Ciência (IRIS) e a Intel Tecnologia Privada da Índia Ltda. Aconteceu após os debates com o grupo Pessoas por um Tratamento Ético Animal (PETA), na Índia.

A IRIS é um esforço de cooperação entre a Intel, a Confederação da Indústria Indiana e o Departamento de Ciência e Tecnologia do governo indiano.

Embora o relatório da IRIS afirme que o uso animal é raro, as regras atuais permitem uma variedade de experiências em animais com 49% de chances de serem mortos durante o experimento.

Como reconhecimento da medida adotada, a PETA entregará o prêmio de Ação Compassiva à Intel e a IRIS .

“Proibindo os experimentos em animais, a Intel e a IRIS estarão assegurando que nenhum camundongo, ratos ou outros animais sofreram ou morrerão devido a um projeto de estudo, afirmou Chaitanya Koduri, Assessor de Política Científica da PETA na Índia.

“A PETA continuará a ajudar a garantir que os jovens cientistas de todo o mundo usem os métodos de investigação mais modernos e humanos disponíveis”, disse ele.

Após discussões com a PETA nos Estados Unidos no ano passado, a Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel – a maior competição científica internacional pré-universitária do mundo, da qual a IRIS é uma precursora – alterou suas regras para proibir experimentos mortais em animais e apoiou veementemente o não uso de métodos de pesquisa animal.

As regras da popular Feira de Ciência do Google também proibiram todas as experiências com animais, estipulando que somente podem ser usados dados recolhidos em experiências passadas ou de observações de animais em seu ambiente natural.

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