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Ativistas mancham em Paris pedindo o fechamento de todos os matadouros

Foto: Instagram
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Ativistas pelos direitos animais marcharam pela cidade de Paris, na França, para pedir o fechamento completo de todos os matadouros.

Organizado pelo grupo L214, relatos afirmam que o protesto atraiu entre 3 mil e 4 mil pessoas, que trouxe cartazes e faixas com mensagens como “Murder King”(Rei Assassino, um trocadilho com Burguer King/Rei do Hsmbúrguer) e “Por trás de cada pedaço de carne há um ser sensível”.

Muitos dos manifestantes, vestidos de vermelho, também participaram de uma “morte encenada” – cobrindo a área toda deitados no chão.

Também é alegado que a polícia francesa prendeu um pequeno grupo de ativistas por cobrir a estátua de Marianne com sangue falso.

Abolir as piores práticas

Hugo Bouxom do grupo responsável pela organização do evento L214 disse à AFP: “Estamos aqui para dizer que não é porque um indivíduo é diferente de nós que tem menos valor”.

Bouxom acrescentou: “Agora é a hora de legislar, e começar por abolir as piores práticas, como a criação de galinhas em gaiolas ou os longos períodos de transporte de animais em barcos, em caminhões”.

Gentileza, respeito e solidariedade

No Instagram, o L214 disse que o objetivo da manifestação era conseguir um mundo “baseado na gentileza, respeito e solidariedade” – alegando que um dia os matadouros deixarão de existir.

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Jornalismo cultural

Alemanha fecha sua última fazenda de extração de peles de animais

De acordo com informações da organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA), a Alemanha fechou a sua última fazenda de extração de peles de animais. A propriedade situada em Rahden, no estado da Renânia do Norte-Vestfália, agora não abriga mais nenhum animal com essa finalidade.

Oposição à indústria de peles está crescendo no mundo todo (Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals)

Embora a Alemanha tenha proibido a criação de animais para a indústria de peles em 2017, o governo deu um prazo para quem atuava nesse ramo migrar para outra atividade até 2022. No entanto a maioria dos produtores de peles do país decidiu se antecipar em decorrência da intensificação da fiscalização e da pressão de grupos em defesa dos animais.

A proibição do uso de peles tem se tornado cada vez mais comum na Europa. No início deste ano a Sérvia anunciou que a criação de animais para a extração de peles está definitivamente banida do país.

A decisão já era bastante esperada, considerando que a Lei de Bem-Estar Animal criada em 2009 deu um prazo de dez anos de transição para quem atua ou atuava nesse ramo. Agora, quem for flagrado insistindo nesse mercado vai responder criminalmente.

“A imposição da proibição é o resultado bem-sucedido de uma década de luta decisiva e persistente de cidadãos, especialistas e ativistas dos direitos animais”, informou a organização Fur Free Alliance, lembrando que a indústria de peles fez lobby para reverter a proibição, mas ainda assim foi derrotada.

Esta semana a fotojornalista Jo-Anne McArthur lançou o documentário “The Farm in My Backyard”. Com duração de pouco mais de 15 minutos, o filme mostra os impactos éticos e ambientais da criação de animais silvestres com a finalidade de extrair suas peles e comercializá-las.

Segundo o documentário, é importante que o público saiba que além do mal causado aos animais, a cadeia que envolve a produção de artigos baseados em peles também prejudica os ecossistemas ao interferir no ciclo de vida dos animais silvestres.

“The Farm in My Backyard” tem como mote a realidade da Nova Escócia, no Canadá, onde quem atua no mercado de peles se recusa a migrar para outra atividade. E para piorar, a prática tem o apoio do governo da província.

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Notícias

Ilha vai fechar para turistas após dragão-de-komodo serem sequestrados

A ilha de Komodo, na Indonésia, vai fechar para turistas a partir de janeiro de 2020. Os sequestros de dragões-de-komodo, que vivem no local, foi o que motivou a decisão de fechar as portas no próximo ano. A ilha se tornou um ponto turístico famoso devido à presença do dragão, que é raro e sofre ameaça de extinção.

(Don Arnold / WireImage/Getty Images)

A maior parte dos animais vive protegida dentro do parque nacional da ilha. Isso, no entanto, não impediu que muitos deles fossem levados por visitantes para, depois, serem traficados em outros países a preços altos. As informações são do portal EXAME.

A decisão de fechar o local veio após 41 dragões terem sido levados da ilha no último mês por caçadores que visam apenas o lucro em detrimento do bem-estar desses animais e da conservação da espécie.

Os lagartos, no entanto, não foram os únicos a serem retirados do local por visitantes. Ursos e catatuas também já foram vítimas, tendo sido resgatados pela polícia, assim como cinco dragões-de-komodo, encontrados após uma pessoa tentar vendê-los através do Facebook.

Considerados lagartos gigantes, os dragões podem pesar entre 68 e 91 quilos. Após serem capturados por caçadores e vendidos, muitos deles são mortos para fabricação de peças com seu couro, usado em roupas e móveis, e para a fabricação de joias e talismãs com seus dentes e garras.

Quando as atividades da ilha voltadas para o público forem encerradas em 2020, as autoridades locais vão implementar um programa de conservação para aumentar a população do dragão-de-komodo, que conta atualmente com 5,7 mil animais, e para preservação do habitat da espécie.

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Destaques, Notícias

Coréia do Sul fecha o maior matadouro de cachorros do país

Um matadouro de cachorros localizado na Coréia do Sul teve suas portas fechadas.

O complexo Taepyeong-dong, na cidade de Seongnam, ao sul de Seul, abrigava pelo menos seis matadouros com centenas de animais. O local fornecia carne de cachorro para restaurantes em todo o país.

O maior matadouro da Coréia do Sul, agora fechado, fornecia carne de cachorro para todo o país (Foto: Humane Society)

Cães eram eletrocutados antes de serem assassinados no local. Animais ficavam enjaulados e viam seus companheiros sendo mortos.

De acordo com autoridades da cidade de Seongnam, o local será limpo em dois dias e transformado em um parque público.

Os animais eram colocados em máquinas de remoção de pelos (Foto: Humane Society)

“Como cidadã coreana e ativista em defesa dos direitos animais, foi incrivelmente comovente para mim o fechamento histórico desse notório matadouro de cães”, afirmou a ativista da EUA Humane Society International (HSI), Nara Kim.

“Estremeço ao pensar em quantos milhões de lindos cães terão encontrado seu terrível destino neste lugar ao longo dos anos. Foi uma mancha na cidade de Seongnam e estamos tão satisfeitos em vê-la terminada”.

Ativistas saudaram o fechamento como “um momento marcante no desaparecimento da indústria de carne de cachorro” (Foto: Humane Society)

“Isso realmente parece um momento marcante no desaparecimento da indústria de carne de cachorro na Coréia do Sul, e envia a mensagem clara de que a indústria de carne de cachorro é cada vez mais indesejável na sociedade coreana”, ela completa.

Ativistas encontraram equipamentos de eletrocussão, uma pilha de cães mortos e facas manchadas de sangue (Foto: Humane Society)

Os defensores dos direitos animais coreanos (KARA) também realizaram um pronunciamento, publicado em seu blog.

“Este é um momento histórico”, eles escreveram. “Isso abrirá as portas para mais fechamentos de matadouros de carne de cães em todo o país, acelerando o declínio da indústria global de carne de cachorro”.

Pilhas de cães mortos foram encontradas (Foto: Humane Society)

Cerca de um milhão de cães são comidos por ano na Coréia do Sul, muitas vezes como uma iguaria de verão com a carne vermelha oleosa, que se acredita aumentar a energia.

Entretanto, a tradição recebeu críticas de todo o mundo e o consumo tem sido menor no país, com muitos jovens sul-coreanos enxergando a prática como um tabu.

A Coréia do Sul fechou seu maior matadouro de carne de cachorro (Foto: Humane Society)

Segundo uma pesquisa no ano passado, 70% dos sul-coreanos não comem cães, mas muito menos – cerca de 40% – acreditam que a prática deveria ser proibida.

Embora os agricultores tenham incitado Seul a incluir cães sob os regulamentos de bem-estar animal, os grupos de defesa dos direitos dos animais se opõem a fazê-lo, buscando a abolição completa da atividade.

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Ativista caminha 3 mil km descalço na Nova Zelândia pelos animais

O dono de um café prometeu andar 3 mil km descalço em toda a extensão da Nova Zelândia e arrecadar dinheiro para a causa vegana. Morgan Redfern-Hardisty realizará a ação “para aqueles que não podem falar”.

A caminhada é uma resposta ao encerramento forçado de sua cafeteria, Cool Beans Cafe, devido à sua recusa em servir leite lácteo. Em julho, Redfern-Hardisty atualizou seu menu, retirando o leite animal e oferecendo em troca seis opções de leite sem laticínios, incluindo soja, aveia, centeio, coco, avelã e leite de amêndoa caseiro.

“Minha intenção era puramente reduzir o impacto do café no meio ambiente, fornecer alternativas saudáveis ​​e não usar e explorar animais de qualquer maneira”, disse ele.

A Cool Beans Cafe foi obrigada a fechar devido a decisão de tirar leite animal do cardápio (Foto: Plant Based News)

No entanto, o Charity Trust Mangawhai Activity Zone (MAZ), que detém as instalações e paga os custos gerais do café em troca de uma porcentagem dos lucros, exigiu que o cardápio incluísse opções lácteas e, após alegadas reclamações de nove clientes, encerrasse o negócio.

“Há uma tendência acontecendo em todo o mundo em relação a produtos mais ecológicos, éticos e conscientes. Quando as pessoas viram um pequeno café como o meu fazer essa mudança, eles deram muito apoio”, disse Redfern-Hardisty.

Ele anunciou que infelizmente fechará seu negócio em 22 de outubro. Uma petição online, que foi lançada para convencer a MAZ a reconsiderar sua decisão de rescindir o acordo comercial, já recebeu mais de 15 mil assinaturas em duas semanas.

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Animais precisarão esperar até outubro para serem protegidos.
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Circo na Flórida encerra as atividades após anos de abuso

O Circus Pages, localizado em Myakka City, na Flórida (EUA), anunciou que encerrará suas atividades após 25 anos de funcionamento – e exploração. Durante todo esse tempo, diversas gravações revelaram o tratamento violento e abusivo dado aos animais explorados pelo circo. O local também violou a Lei Federal de Bem-Estar Animal, pois não possuía registros de cuidados veterinários e falharam em fornecer aos animais espaço suficiente e alimentos apropriados.

O Circus Pages, localizado em Myakka City, na Flórida (EUA), anunciou que encerrará suas atividades após 25 anos de funcionamento - e exploração.
O Circus Page, assim como a maioria dos lugares que exploram animais em busca de lucro, privava os animais de espaço, cuidados médicos e alimentação adequada, e também os violentava para que eles se apresentassem em shows. (Foto: Naturally Glam)

Em 2016, um vídeo divulgado revelou treinadores da Circus Pages chicoteando e batendo em um tigre após o animal agarrar e arrastar um adestrador. No início deste ano, os treinadores do circo também foram flagrados chicoteando um leão, forçando um elefante manco a carregar pessoas e também sacudindo vigorosamente um cão forçado a usar uma fantasia de elefante.

“O Circus Pages optou por encerrar suas atividades ao invés de evoluir para um circo livre de animais que atrairia o público moderno e compassivo”, disse a Diretora Associada da Fundação Animal em Cativeiro, Rachel Mathews, em comunicado.

“O fim deste circo pode ser o começo de uma nova vida para os elefantes, tigres e outros animais que já foram explorados ​​em seus shows”, afirmou a ONG Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA). A organização também se disse pronta para para ajudar a realocar os animais do circo em santuários confiáveis.

A PETA também pontuou que outro grande circo conhecido por suas crueldades animais, o Ringling Bros, encerrou suas atividades recentemente, e o Kelly Miller Circus anunciou que não realizaria mais shows que envolvessem animais. As cidades norte-americanas de Nova York e Illinois proibiram apresentações com elefantes, e cada vez mais cidades em todo o país estão proibindo ou restringindo espetáculos com animais selvagens.

A decisão é uma grande vitória para os direitos animais, tendo em vista que diversos animais que passaram grande parte de sua vida sendo explorados, violentados e privados de espaço, alimento e liberdade, poderão conhecer a vida fora das jaulas.

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Elefanta explorada em circo
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Fechamento do circo Ringling Bros. simboliza luta de ativistas para acabar com exploração animal

No próximo domingo (21), o Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus realizará seu último show no Coliseu de Nassau em Long Island, nos Estados Unidos. Pela última vez, leões, tigres, camelos e outros animais aprisionados no circo serão forçados a realizar truques degradantes e não naturais.

Elefanta explorada em circo
Foto: Mark A Large / Associated Press

Este é uma conquista simbólica alcançada após mais de três décadas de lutas de ativistas pelos direitos animais.
Conforme o clamor dos ativistas e organizações de proteção animal cresceram desde 1980, o Ringling Bros. os ignorou. Em vez de optar por usar exclusivamente artistas humanos, o circo de 146 anos continuou abusando de animais e esta foi a razão de sua derrocada.

A razão é simples: quando se trata de direitos animais, ocorreram muitas transformações na opinião pública. Uma pesquisa feita em 2015 pela Gallup descobriu que 62% dos norte-americanos acredita que os animais merecem proteção e 32% acredita que os animais devem ter os mesmos direitos que as pessoas. Nos últimos anos, muitas empresas foram forçadas a mudar suas práticas.

O SeaWorld anunciou que encerraria seu programa de reprodução de orcas em março de 2016 e o estado da Califórnia proibiu programas similares alguns meses depois.

Há anos, a Câmara Municipal de Los Angeles votou com unanimidade para proibir o uso de bullhooks em elefantes, e a cidade de West Hollywood proibiu a venda de produtos de peles. Muitas lojas de animais pararam de vender cães originários fábricas de filhotes.

“Enquanto o fim do Ringling é uma vitória para cada ativista que escreveu uma carta, assinou uma petição ou protestou em frente ao circo, a luta para libertar os animais da crueldade, incluindo da indústria do entretenimento, está longe de acabar. Outros circos continuam explorando animais em nome do lucro, assim como zoológicos, aquários e rodeios”, diz Chris DeRose, presidente e fundador da organização Last Chance For Animals, em artigo no Los Angeles Times.

Segundo ele, em 2002, um investigador da organização capturou imagens de treinamento de elefantes no Carson & Barnes Circus, em Oklahoma. O vídeo mostrou métodos de treinamento violento e abusos de elefantes com bullhooks, choques elétricos e maçaricos.

Um instrutor gritou: “faça-os gritar!” As imagens abalaram a terrível indústria. Porém, o Carson & Barnes Circus ainda faz apresentações com animais.

“A verdade simples é que os animais não devem ser usados para o divertimento humano. O processo muitas vezes é antinatural e cruel do início ao fim. Muitos são arrancados da natureza ainda bebês e veem seus pais serem mortos”, destaca DeRose.

“Outros nascem em instalações de criação e nunca conhecem a liberdade. A vida para estes animais é de isolamento, tédio e trauma – é por isso que eles muitas vezes exibem comportamentos anormais, como arrancar a própria pele, balançar incessante e morder barras”, acrescenta.

Conforme observado com o fim do Ringling, o poder do ativismo é forte, mas a legislação pode ajudar a acelerar e fortalecer esse progresso duramente conquistado.

Em março, uma lei federal foi introduzida na Câmara para proibir a exploração de animais selvagens e “exóticos” em circos e exibições itinerantes. Os ativistas têm pressionado para que o Congresso a aprove.

Em abril, a Câmara Municipal de Los Angeles votou por unanimidade para redigir uma proibição do uso de animais em circos e outros shows ao vivo, incluindo festas privadas. É fundamental que o conselho escreva uma versão final do projeto de lei e o aprove.

“Foram necessárias mais de três décadas para o movimento dos direitos animais acabarem com a crueldade que o Ringling Bros. e Barnum & Bailey Circus infligiram aos animais. Não devem ser necessárias mais três décadas para eliminar abusos semelhantes a animais em outros lugares”, conclui o ativista.

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Dois frigoríficos alvos da Operação Carne Fraca decidem fechar as portas definitivamente

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Citados na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, dois frigoríficos de pequeno porte da Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná, resolveram baixar as portas. As duas empresas pertencem ao grupo Central de Carnes Paranaense.

As empresas fechadas, Souza Ramos e Master Carnes – este segundo estava aberto há mais de 60 anos –, são acusadas de vender salsicha de frango como se fosse de peru e de injetar água na carne de frango, um truque para aumentar o peso do produto final.

Cerca de 300 funcionários foram demitidos e precisarão se recolocar no mercado de trabalho. A questão das demissões em massa que devem acontecer nas próximas semanas é algo negativo, mas inevitável. Esperamos que os funcionários consigam se recolocar no mercado o quanto antes, preferencialmente em um emprego que não envolva matar animais.

Fonte: Vista-se

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Organizações defendem fechamanto de parque zoológico nos Açores

“Foi com profunda consternação que tomámos conhecimento que a Câmara Municipal, não só pretende investir cerca de 250 mil euros na remodelação [do parque zoológico], mas também fazer rotações de animais para diversificar a oferta”, refere o manifesto pelo encerramento do parque zoológico da Povoação, na ilha de São Miguel.

Propriedade da autarquia, o parque zoológico, localizado no centro da vila, foi criado há mais de 20 anos, tendo vários animais, como macacos, pavões, perus, pombos, mandarins, papagaios e periquitos.

O manifesto considera que o município deve “abandonar definitivamente qualquer projeto irrealista de manter o parque zoológico aberto ou de proceder à sua reformulação, uma vez que não existe quaisquer condições para o necessário cumprimento da legislação”, recomendando que o espaço seja reconvertido em área de lazer.

O documento alerta, ainda, que a manutenção de animais selvagens em cativeiro, por razões éticas e ecológicas, é “contestada em todo o mundo”, e o caso da Povoação tem sido denunciado por várias organizações, “havendo mesmo guias turísticos que não param no centro da vila para que os seus clientes não tenham a possibilidade de ver a situação deplorável dos animais”.

Quanto aos animais, os subscritores entendem que devem ser “de imediato e definitivamente resgatados”, e reencaminhados para outros destinos “onde tenham as devidas condições e cumpram as exigências legais”.

“Caso o Governo Regional tivesse cumprido a promessa de construção na ilha de São Miguel de um Centro de Acolhimento para Animais Exóticos, feita em 2010, era para lá que os animais do parque zoológico da Povoação deveriam ir”, adianta o manifesto.

À agência Lusa, o presidente da Câmara da Povoação, Pedro Melo, disse compreender a opinião dos contestatários, mas “as obras de reformulação do parque zoológico na vila são para avançar”, porque “cumprem a legislação em vigor e visam criar melhores condições para todos os animais”.

“Este parque tem mais de 20 anos. É um dos maiores pontos de atração da vila e merecia melhores condições. O projeto foi encomendado a um gabinete de engenharia e está a ser acompanhado por veterinários”, afirmou Pedro Melo, acrescentando “tudo será feito cumprindo a lei”.

O autarca socialista manifestou o desejo de iniciar a obra ainda este ano, admitindo que caso desistisse do projeto “os munícipes não iam ficar satisfeitos”, pois trata-se de um “local emblemático e muito visitado”.

“Estranho que durante 20 anos ninguém tenha dito nada e agora apareçam vozes contra”, acrescentou Pedro Melo.

Em novembro último, a Associação Vegana dos Açores defendeu o encerramento do parque zoológico da Povoação, a única infraestrutura do género na ilha de São Miguel, por entender que os animais vivem em sofrimento, apoiando na ocasião uma petição pública.

Numa mensagem eletrónica enviada ao presidente da Câmara da Povoação, aquela associação manifestou indignação com o “aprisionamento animal” feito no parque zoológico da vila e solicitou que seja repensado o investimento público de remodelação da infraestrutura.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Notícias ao Minuto

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Presidente da Comissão de Direito Animais alega sonhar com fechamento de zoológico

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Em audiência pública, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Sergipe – OAB/SE, colocou em discussão nesta quarta-feira (4), as condições ambientais do zoológico do Parque da Cidade. Segundo a Comissão de Direito Animais da Ordem, o zoológico é retrato do abandono e do descaso do poder público. Nele, 456 animais resistem à condição de crueldade e sofrimento.

Em reivindicação de que os animais devem ser respeitados, Renata Mezzarano, defendeu que o zoológico não está em condições legalmente e moralmente justificáveis. “Os maus-tratos vão muito além de privação de comida. Nós, que vamos ao zoológico, vemos a tristeza e o estresse nos animais. Não existem condições favoráveis que justifiquem o encarceramento”, afirmou.

De acordo com a Constituição Federal, incumbe ao poder público proteger a fauna e a flora, sendo vedadas as práticas que colocam em risco sua função ecológica, provocam a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade. No entanto, segundo a presidente da ONG Educação e Legislação Animal, Nazaré Moraes, os seres do zoológico estão sendo friamente maltratados.

“Vi macacos presos em jaulas de cerca de 1 metro e as jaulas repletas de fezes. Nós vimos um homem embriagado provocando o leão com um gadanho, sem a intervenção de qualquer funcionário. E eu me pergunto: em um Estado em que o Governo admite que não paga seus funcionários porque não tem dinheiro, o que está sendo feito aos animais que estão lá?”.

Segundo a militante, além de irregularidades cruéis e exacerbantes, o zoológico tem 31 anos de funcionamento, mas não tem licença para tal. A única provisória para funcionamento do lugar, de acordo com ela, expirou em 2007. O representante da organização responsável pela administração do zoológico, Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe, Sérgio Guerra, alega que, apesar das dificuldades, o lugar oferece total condição aos animais.

Além disso, Sérgio afirmou que o aspecto financeiro impede o zoológico de avançar. “Até para soltar os animais, nós precisamos de dinheiro para fazer transporte, mas não há orçamento. Além do custo de remessa para santuários, ainda precisaríamos de recursos para mantê-los”.

No entanto, para o presidente da OAB/SE, Henri Clay Andrade, a situação é grave e vem se desdobrando há algum tempo. De acordo com ele, a entidade envidará todos os esforços para defender e garantir os direitos dos animais. “Nós levantamos a defesa à vida como bandeira prioritária e nós queremos sensibilizar toda a sociedade nessa tão importante causa”, afirmou.

Após a audiência, ficou definido que um grupo multidisciplinar será montado para encontrar soluções e levá-las ao poder público. “Queremos que a visitação ao lugar acabe. Nós sonhamos com o fechamento do zoológico”, afirma a presidente da Comissão de Direito dos Animais.

Fonte: OAB Sergipe

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Pelo fechamento do Zoológico Municipal do Parque do Sabiá em MG

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O prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado, que ainda tem seis meses no exercício do mandato, se quiser, poderá praticar um ato de bondade que, certamente, ficará na história desta cidade. Como? Fechar o Zoológico Municipal do Parque do Sabiá. O que é um zoológico? É um confinamento de animais. Animais da floresta que são escravizados e passam o resto da vida sem liberdade.

O cinismo de alguns humanos indica que os zoológicos servem para promover reprodução biológica de espécies ameadas de extinção. Este é um argumento cínico de pseudo defensores de confinamento de animais.

Mantidos em cativeiro por muito tempo, os animais e aves perdem o contado com o ambiente natural e os que nascerem em cativeiro não saberão viver em ambiente natural destinado à espécie. Um zoológico pode guardar um patrimônio genético, mas não a condição de um animal nascido para ser livre.

Os nascidos em zoológico não sobrevivem numa mata. Já li que os zoos foram inventados por invasores europeus que sequestravam animais nas matas e a eles impunham um domínio tirânico para expô-los a olhares curiosos nos centros urbanos europeus.

Hoje, o costume de ver animais confinados em zoos está superado do ponto de vista científico e ético. “Jardim Zoológico” é uma aberração que depõem contra a população de uma cidade civilizada. O prefeito Gilmar Machado é um educador que dará uma bela lição se mandar fechar o zoológico local.

Dever ético

Educadores e pesquisadores de cursos universitários conscientes do dever ético e de conhecimentos científicos e tecnológicos que estudam a vida dos animais em cativeiro, devem entender que não se justifica moralmente manter animais em zoológicos para preservar sua espécie. Uma cidade educadora que mantém animais confinados no século 21 precisa refletir.

Os zoos só fariam sentido hoje se transformados em hospitais de custódia para animais feridos ou ameaçados que poderiam ser protegidos por tempo determinado. Depois de tratados e curados, deverão ser devolvidos ao habitat natural de cada um. Para esta finalidade, um zoológico não deveria ser aberto à curiosidade natural ou centro de visitação pública.
Modernidade

Quem tem curiosidade de conhecer como determinada espécie animal vive, se move, se alimenta e se reproduz, a Secretaria de Educação ou a de Turismo poderia exibir filmes produzidos por cientistas que abandonaram a vida em cidades e se dedicaram integralmente à vida animal em a natureza. Zoológico em uma cidade educadora como Uberlândia, deseduca, com certeza.

Fonte: Correio de Uberlândia

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Fazendas de laticínios fecham devido à crise no Reino Unido

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/MartinPope,TheTelegraph
Reprodução/MartinPope,TheTelegraph

Uma em cada cinco das 10 mil fazendas leiteiras do Reino Unido pode ser forçada a fechar neste ano devido à queda dos preços do leite e à crise de débitos que atinge os agricultores em todo o país, segundo informações da própria indústria.

A União Nacional de Agricultores (NFU) disse que muitos produtores de leite estão operando com perdas e não irão receber mais financiamento dos bancos, diz o The Telegraph.

“Até o final deste ano, esperamos uma grande evasão dessa indústria, pois os agricultores terão utilizado suas poupanças”, disse o presidente da organização Rob Harrison, que também dirige sua própria fazenda de gado leiteiro que teve uma perda de 150 mil libras na renda obtida no último ano.

Atualmente, existem cerca de 10,5 mil explorações leiteiras em toda a Inglaterra, na Escócia e no País de Gales. Dez anos atrás, esse número estava próximo de 21 mil.

O analista do setor Ian Potter antecipa que, em 10 anos, existirão menos de cinco mil fazendas leiteiras no Reino Unido.
Nick Adames, proprietário do Black Farm Barn, em West Sussex, disse que gerações de sua família trabalham nessa indústria desde 1895 e a perspectiva nunca foi tão terrível.

“Nenhuma outra indústria poderia continuar com essa baixa rentabilidade. O planejamento para os próximos dois anos tem que ser feito com antecedência e não há renda para financiamentos. Como os bancos nos consideram sem credibilidade para pagá-los isso irá gerar um enorme êxodo”.

Enquanto isso, o consumo de leite diminui e as mentiras da indústria de laticínios são desmascaradas, ao mesmo tempo em que cresce o consumo de leites vegetais – uma alternativa saudável e livre de crueldade.

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