Ativistas protestam nas ruas pelo fim do comércio de peles no Reino Unido | Foto: PETA UK
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Ativistas e membros do Parlamento se unem na luta para acabar com o comércio de peles no Reino Unido

Ativistas protestam nas ruas pelo fim do comércio de peles no Reino Unido | Foto: PETA UK
Ativistas divulgam a campanha #FurFreeBritain, pelo fim do comércio de peles na Grã-Bretanha | Foto: PETA UK

A proibição definitiva do comércio de peles de animais, realizado por meio de importações, uma vez que as fazendas de pele já são proibidas no Reino Unido, estará em debate dia 04 de junho. Duas organizações de defesa dos direitos animais, a Humane Society International (HSI, na sigla em inglês) e a Open Cages acompanhadas de alguns membros do Parlamento britânico, David Drew, Kerry McCarthy e Roger Gale, se reuniram em Westminster, agora em maio para discutir o assunto, unir esforços e divulgar a campanha pelo fim definitivo desse tipo de comércio.

O argumento utilizado pelas ONGs se apoia na proibição, em vigor a quase vinte anos no Reino Unido, das fazendas de comércio de pele. Isso tornaria a importação de peles eticamente inconsistente, defendem as ONGs. O argumento do bem-estar animal, acima de qualquer outro interesse comercial, é mais do que suficiente e fundamentado o bastante para sustentar o pleito, acreditam as Organizações envolvidas.

No encontro foram circuladas várias imagens e fotos de diversas fazendas onde são extraídas peles de animais para venda. “Evidências claras de sofrimento animal foram descobertas e compiladas dessas investigações em centenas de fazendas de pele, em diferentes países, em mais de três continentes, desde 2008”, denuncia a ONG.

Os membros do Parlamento aproveitaram a ocasião para tirar fotos com banners da campanha #FurFreeBritain (Grã-Bretanha livre de pele, na tradução livre). A campanha foi criada pelas duas ONGs presentes no encontro com o objetivo de divulgar a ação e acabar definitivamente com todo o comércio de peles no país.

David Drew membro do Parlamento no Reino Unido adere a campanha para o fim do comercio de peles

Segundo Claire Bass, diretora executiva da HSI, a campanha ganhou força com a presença dos membros do Parlamento, que enxergam mais do que apenas o aspecto político desse comércio cruel, como também uma representação genuína dos interesses do povo Bretão, que em sua vasta maioria, apoia o fim dessa atividade.

“Esta na hora do Reino Unido assumir uma posição definitiva com relação ao comércio de peles de animais no país” cobra a ativista apontando para os cartazes presentes no evento.

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O que pode ser banido hoje! Produção de Peles

Diversas questões relacionadas ao bem estar animal precisam ser revistas, pois estão completamente ultrapassadas, e remete-se a uma época em que os homens viviam em cavernas e possuíam pouquíssimos recursos para sobreviver.

A produção de peles de animais para a indústria da moda é uma dessas questões. As peles, coincidentemente, começaram a serem usadas na época primitiva para aquecer os homens que viviam em cavernas frias e sombrias e não possuíam outros recursos para sobreviver do frio. Essa prática ainda se mantém nos dias de hoje.

Entretanto, a criação de animais selvagens e domésticos apenas para o uso de sua pele em prol da luxúria humana, tem encontrado grande repúdio do público em geral.

A indústria da moda que alimenta o cruel comércio de peles já não tem tanto espaço no mundo atual. Mesmo assim, alguns designers insistem em utilizar este tipo de produto.

O uso de casacos de pele, infelizmente, já foi fator que significava riqueza, bom gosto e luxo, com certeza os consumidores de peles se negam a ver a realidade da produção. Hoje usar pele significa vergonha e ignorância.

Vergonha por incentivar atos de intensa crueldade contra outros seres indefesos e ignorância por viver em um mundo onde o debate sobre as questões ambientais é intenso, e o indivíduo dando o péssimo exemplo de carregar peles de cadáveres sobre o corpo.

A verdadeira realidade a que são submetidos os animais na indústria de peles é aterrorizante, por isso, tem existido grande controvérsias nas últimas décadas sobre o seu uso, as evidências sobre o nível de crueldade e sofrimento envolvido tem tornado claro que a criação e o abatimento de animais selvagens e domésticos para a utilização de sua pele é completamente antiético. Os animais criados em fazendas de produção intensiva de peles sofrem terrivelmente, com vidas curtas e miseráveis dentro de gaiolas nojentas, cheios de medo e stress, com machucados, infecções e deformidades.

Os designers, que ditam a moda com peles precisam pegar sua parcela de responsabilidade pelo sofrimento desnecessário que estes animais são submetidos.

Não há desculpas para aceitar as garantias da indústria da moda referente aos valores financeiros movimentados, este é um assunto de responsabilidade pessoal, os designers têm criado a demanda para um produto que causa sofrimento extremo em milhões de animais.

Na atualidade existe a defesa intensa do meio ambiente, em que temas como a continuação de vida no planeta terra, a necessidade de economizar água, de proteger espécies em extinção, do consumo ético, e outros temas de suma importância apresentam-se no topo das listas de prioridades de governos e nações, por isso, práticas antiéticas e primitivas como a produção de peles precisa ser extinta.

Por esses motivos disseminam-se mundialmente movimentos contra tais práticas, já existe um movimento mundial ‘a sexta sem pele’, que já completa três anos e em todos os anos mais países aderem a esta manifestação.

Constantemente protestos e repúdios contra essa prática e as pessoas que alimentam tal prática se tornam frequentes e frequentes nas mídias em todo o mundo.

Esses protestos já têm conseguido atingir méritos, a União Européia proibiu a importação, exportação e venda de peles de cães e gatos, em que a China é o produtor mundial.

Inúmeras investigações já foram feitas para demonstrar o trato desumano reservado a esses animais. Em 2010 a Animal Defenders International lançou a campanha “Colheita Sangrenta”, na qual desmascarou a indústria de produção de peles na Finlândia, pois a mesma mantinha animais doentes e mortos dentro das gaiolas, demonstrando o nenhum cuidado que era reservado a estes animais.

A investigação secreta durou sete meses e estudou as condições das fazendas de produção de pele de raposas e visons, em trinta lugares na Finlândia.

O Governo Finlandês assegurou que estas fazendas possuíam registro e funcionavam de acordo com padrões éticos de bem estar e saúde desses animais, entretanto, não foi o encontrado pela investigação. Mais de sete horas de filmagens e mais de 1500 fotografias demonstraram a terrível realidade desses animais, descaso e crueldade.

A conclusão da investigação é que nenhuns dos trinta lugares observados possuíam um padrão razoável que deveria ser assegurado pela Associação Finlandesa de Produção de peles, e muitos animais possuíam lesões graves. Além disso, o confinamento desses animais resulta em sérios problemas, como comportamentos estereotipados, dentre eles o canibalismo.

Esses animais além de sofrerem com técnicas bárbaras de apreensão, confinamento e descaso, sofrem intensamente com as formas de abate, sendo a mais comum a eletrocussão anal, na qual um cabo e colocado em seu ânus e boca fritando seus órgãos internos, muito animais acordam desta eletrocussão ou não são completamente mortos, no meio da depelação, isto significa que muitos animais são depelados vivos. Também existem outros métodos de abatimento: animais são retirados de suas jaulas e golpeados contra o chão, outros são esmagados com enormes marretas de metal, gás, quebra de pescoço, entre outras formas.

Entretanto o nosso país, que nem possui um clima propício para o uso de roupas tão quentes como casacos de pele, é o maior exportador de peles de chinchila. É algo muito terrível, porque a confecção de um casaco de pele de chinchila utiliza aproximadamente 200 animais.

Para banir tal prática existe um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados – PL 5956/2009. Este projeto tramita em caráter conclusivo, isto significa que não precisa ir a plenário, apenas precisa ser aprovado nas comissões pertinentes da casa. É uma ótima notícia, pois tem um regime de tramitação, que pode ser mais curto, entretanto o ponto negativo, é que a criação de chinchila no Brasil para a comercialização de sua pele é um mercado em ascensão, principalmente por o Brasil ser o principal fornecedor. Os criadores do Rio Grande do Sul apresentam-se muito entusiasmados com a atividade e todos querem aumentar a produção, o que é uma lástima.

Todavia, a movimentação mundial é totalmente o contrário. Cada dia mais Governos aderem ao movimento de proibição de tal prática, devido às evidências antiéticas desta atividade, como também o público tem respondido veemente contra a crueldade aos animais e aos danos ambientais oriundos da produção de peles.

A Áustria foi o primeiro membro da União Européia a proibir as fazendas de produção de peles, quando nove regiões do estado introduziram proibições nos anos 1990. A última fazenda de visons foi fechada em 1998.

A Inglaterra e Países de Gales estabeleceram a proibição de fazendas de produção de peles em novembro de 2000, seguido da proibição da Escócia em 2001.

Na Holanda as fazendas de raposas e chinchilas foram proibidas desde 1995. Em junho de 2009 o Parlamento Holandês introduziu a proibição para visons, mas ainda está em tramitação. Em 2006 um ato de proteção animal da Croácia proibiu a criação de animais para a produção de peles.

Em Israel uma proposta para estender a lei contra a produção, importação, exportação e venda de peles incluindo todos os animais foi recentemente aprovada, seguindo uma decisão anterior que proibiu peles de cachorros e gatos, entretanto, possui algumas exceções religiosas.

A União Européia baniu o uso de armadilhas para captura de animais selvagens, como também a importação de peles de animais que foram capturados desta maneira.

Como já foi exposto a produção de peles custa um grande sofrimento de animais indefesos para alimentar a indústria da moda, que possui alternativas sintéticas para a utilização de produtos similares. Em contrapartida existe um forte movimento mundial para a sua proibição, pois com a consciência e os recursos existentes na sociedade contemporânea, não há justificativa capaz de defender tal atividade. O Brasil apesar de possuir um mercado ascendente na produção de peles, também adere o movimento mundial para o seu completo banimento.

Escreva aos parlamentares de seus estados explicando a realidade da indústria de produção de peles e pedindo apoio ao projeto de lei que proíbe tal pratica em todo território nacional.

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Destaques, Notícias

Organização finlandesa publica investigação em fazendas de peles

Por Lobo Pasolini (da Redação)

Imagem: Oikeutta Eläimille

A organização finlandesa de direitos animais Oikeutta Eläimille publicou uma investigação detalhada da indústria de peles naquele país, a maior já realizada até hoje. Ela cobriu fazendas em 35 municipalidades em toda a Finlândia, principalmente na parte ocidental, onde elas se concentram.

O time de investigação visitou 80 fazendas de peles entre a primavera e o inverno de 2010. O que eles encontraram é chocante: raposas com pernas faltando, filhotes comendo seus irmãos mortos, feridas abertas, machucados, canibalismo, animais mancos, infecções oculares e na gengiva, animais em decomposição na jaula com animais vivos.

Cerca de 30% das fazendas investigadas são certificadas. A certificação é administrada pelos próprios fazendeiros para melhorar sua imagem pública. Eles dizem que isso garante o bem-estar dos animais.

Na realidade, as fazendas certificadas têm exatamente os mesmos problemas que as não certificadas, às vezes até piores. Uma fazenda certificada foi visitada pelo time investigativo três vezes em três meses, onde eles documentaram que alguns dos animais, doentes com severa infecção da gengiva, ficaram sem tratamento durante todo o período de tempo.

Doença e sofrimento

Mais de 90% das fazendas investigadas tinham animais com infecções oculares. Muitos dos animais não conseguiam sequer abrir seus olhos. Mais da metade das fazendas tinham animais com feridas nos ouvidos. Mais de 30% das fazendas tinham animais com feridas abertas.

“Feridas e outras formas de lesão são chocantes. Mas o pior sofrimento não é tão fácil de ver. Animais silvestres são trancados em pequenas jaulas durante todas as suas curtas vidas, sem a possibilidade de agir de acordo com o seu comportamento natural. Isso causa estresse e sofrimento mental para os animais. Esses problemas não podem ser resolvidos com inspeções ou controle oficiais. Fazendas de raposas já foram proibidas na Suécia, por exemplo, porque a lei exige que as raposas possam cavar e viver em grupos sociais”, disse Anne Nieminen do Oikeutta Eläimille.

O tratamento não ético dos animais nas fazendas de pele da Finlândia foi trazido à atenção do público um ano atrás quando Oikeutta Eläimille publicou uma investigação parecida. As investigações revelam que o sofrimento é  parte inseparável da indústria de peles, e uma consequência direta das condições da jaula.

“Esta indústria, que viola o bem-estar animal descaradamente, já foi condenada pelo público. Agora nós precisamos de ação direta dos políticos e das pessoas de modo que possamos por um fim a essa prática cruel”, completou Anne Nieminen.

A Oikeutta Eläimille exige uma proibição total das fazendas de peles.

Imagens da investigação podem ser vistas no website: www.tarhauskielto.fi

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Jennifer Lopez promove a crueldade da indústria de peles

Por Danielle Bohnen (da Redação)

Todos conhecemos como canta Jennifer Lopez, mas muitos desconhecem a crueldade escondida atrás de sua beleza

Investigadores da Suiss Animals Protection East/International fizeram uma denúncia em 2004 na província de Hebei, na China, onde encontraram muitos animais, incluindo cães e raposas, lutando por suas vidas desesperadamente enquanto são pendurados pelas patas e rabo para serem despelados vivos.

Quando os trabalhadores das fazendas de peles começam a cortar a pele do animal desde sua pata, eles ainda estão se movendo. Os trabalhadores cruéis golpeiam sua cabeça para que tenham um chamado “corte limpo”. A pele do animal é retirada a partir da cabeça, como se estivesse tirando uma blusa, seus corpos sangrando são jogados formando pilhas de centenas de animais vivos, ainda movendo-se de dor e morrendo lentamente. Muitos ficam vivos até 10 minutos depois de terem suas peles arrancadas.

Um dos vídeos da organização mostra um cão que ainda tinha forças suficientes para levantar a cabeça e olhar para a câmera, enquanto seu corpo sangrava em carne viva, com pelos apenas de seus cílios. Antes de serem despelados, os animais são retirados de suas jaulas e golpeados contra o chão. Alguns são esmagados com enormes marretas de metal, tendo seus ossos quebrados, provocando morte imediata. Os outros animais assistem desesperadamente esperando por sua vez.

Jennifer Lopez sabe que os animais são cruelmente assassinados para que suas peles sejam arrancadas, pois centenas de cartas e vídeos são enviados a ela todos os dias. J. Lo pode tentar convencer seus fãs que seus casacos de pele são indispensáveis, mas o que ela omite é que esses mesmos casacos são resultado de peles arrancadas de animais ainda vivos e conscientes.

Os animais utilizados para abastecerem as fazendas de peles sofrem muito antes de morrer. Mesmo assim, há anos Jennifer Lopez vem usando casacos feitos de todos os tipos de animais, que são golpeados até a morte ou são despelados vivos.

As pequenas chinchilas são mortas eletrificadas ou simplesmente tiram um pedaço de pele de seu pescoço para que lhes caia a pressão. São necessários 100 indivíduos para a confecção de um só casaco.

Como se não fosse suficiente vestir milhares de casacos feitos de sofrimento e agonia, Jennifer Lopez lançou uma grife, Sweetface, como se fosse angelical vÊ-la entre peles de raposas brancos e mink, deixando totalmente de lado a dor e agonia que sofreram os verdadeiros donos dessas peles.

Foto do catálogo da Sweetface by Jennifer Lopez. Coleção Outono 2009 http://jlofashionco.com/adslook-books

A China é o maior produtor de peles do mundo e sua provisão tem como maior destino os EUA. A maioria das pessoas é contra o uso de peles, porém apóiam pessoas como J. Lo que se veste dos pés a cabeça dessa forma e promove esse negócio de crueldade e dor.

Muitos estilistas, como Stella McCartney, Vivienne Westwood, Todd Oldham, Marc Bouwer e tantos outros já criam alternativas ecológicas e sintéticas na confecção de diversos tipos de trajes, que já estão disponíveis no mercado e não transforma os animais em vítimas da moda.

Para escrever para Jennifer Lopez sobre o assunto, o endereço é c/o BWR 9100 Wilshire Blvd., 6th Fl. W. Beverly Hills, CA 90212

As informação são do site Globedia.

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