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Vídeo encantador flagra gambá com seus filhotes atravessando parque em SP

Confundidas, muitas vezes, com ratazanas, mamães gambás são mortas a pauladas ou por envenenamento, além de sofrerem atropelamentos e ataque de cães em busca de comida em casas próximas aos parques

Foto daynaw/Pixabay

Entre os meses de outubro e novembro nascem muitos gambás (ou saruês) nos parques de SP. Os gambás são do mesmo grupo que os cangurus e coalas. E são inofensivos: a fêmea sequer exala aquele odor forte utilizado como defesa (presente apenas nos machos).

No Brasil os mais comuns são o gambá-de-orelha-preta e o gambá-de orelha-branca que acabam interagindo nas grandes cidades em busca de alimento. Mas a vida em perímetro urbano tem seu preço. Além de correrem risco de atropelamentos e ataques de cachorros em condomínios, casas e estabelecimentos comerciais, muita gente confunde os gambás com ratazanas causando-lhes mortes brutais via espancamento ou envenenamento.

Nesse encantador vídeo, gravado em novembro por frequentadores do Parque da Aclimação (SP), é possível acompanhar o trajeto de uma “mamãe gambá” com seus filhotes:

“Os saruês sempre habitaram o Parque da Aclimação e muitas vezes presenciei eles em cima da pérgola que existe próximo a concha acústica, olhando lá de cima para os frequentadores e em troncos de árvores (espécie de toca ou ninho) protegendo seus filhotes recém-nascidos. Os saruês são atração turística no Parque da Aclimação e jamais, sob nenhuma hipótese podem ser confundidos como ratos, além de exercerem uma nobre função afastando e exterminando escorpiões”, comenta Luciano De Paoli, advogado, especialista em Direito Animal.

“Vários deles vêm comer aqui em casa. Eles comem frutas, cascas de frutas e ração que coloco na frente de casa, em potes, para os gatos da rua. Percebo que tomam muita água e gostam de entrar nos potes de água também. Fazem uma bagunça (risos). Mas tenho dó deles. Uma saruê, inclusive, resolveu dar cria dentro da casinha dos gatos, na porta de entrada da minha casa”, diz a advogada Alexandra Takazono, que mora bem próxima ao Parque da Aclimação.

Filhotes de saruê recém-nascidos. Foto Alexandra Takazono

A casa da desenhista Luzia Urbes também virou uma espécie de maternidade para os saruês: “A Juanita vem ter bebê aqui em casa. Depois leva todos os filhotes embora aos poucos. Na outra cria, pegou uma camiseta e um lençol, mais um monte de folhas, para fazer o ninho”.

Já a funcionária pública Denise Scalamandre tem uma história triste: “Um saruê saiu do parque e foi parar em uma rua bem distante. Disseram que tinha que ligar para a GCM, que viriam resgatar. Liguei em vários lugares, mas ninguém me ajudou. Ele desceu da árvore e assustado atravessou a rua. Foi atropelado – o motorista viu que ele estava atravessando, mesmo assim não parou. Morreu sem socorro. Mesmo depois de morto pedi ajuda para que fosse levado para algum lugar, mas nada. Os próprios moradores da rua colocaram em um saco e deixaram para o lixeiro levar. Fiquei indignada”.

Gambá mirando a rua. Foto de frequentadores do Parque da Aclimação

Protegendo os filhotes com a própria vida

Em 2015 a ANDA cobriu a triste notícia de uma gambá  brutalmente assassinada a pauladas por moradores de um condomínio em Osasco (SP). Antes de morrer, porém, ela protegeu com todas as suas forças oito filhotes que se mantiveram intactos dentro de sua “bolsa” ou marsúpio (local onde marsupiais carregam a cria por meses até completarem seu desenvolvimento).

Enquanto apanhava de forma brutal ela se posicionou de bruços para salvar os filhotes e, resgatada ainda viva, na manhã seguinte, continuou protegendo os filhotes com o corpo, mantendo-os aquecidos e alimentados, até vir a óbito. Os filhotes também não puderam ser salvos apesar de terem sido resgatados por órgão especializado em vida silvestre.

Vida de gambá – com informações do Blog Ecoloja

Os Gambás podem se reproduzir até 3 vezes ao ano. A fêmea possui 13 mamas, a gestação dura de 12 a 14 dias e o número de filhotes varia de 4 a 12. Ao invés de nascerem filhotes, nascem embriões com aproximadamente 1 cm de comprimento que se dirigem para o marsúpio, por meio da pelagem da mãe, para encontrar as duas carreiras de mamas, em forma de ferradura, onde ficarão agarrados aos mamilos por até quatro meses, tornando-se muitas vezes, grandes demais, para permanecer em seu interior. Quando a bolsa não consegue mais contê-los, são transportados pela mãe em seu dorso.

Gambá se escondendo embaixo de carro. Foto de frequentadores do Parque da Aclimação

A espécie tem hábito noturno e se refugia em ocos de árvores, onde constrói ninhos com folhas e galhos secos. Acostumou-se a viver em centros urbanos, fazendo seus ninhos dentro de forros de casas e instalações de edifícios.
É onívoro, alimenta-se praticamente de tudo, como raízes, frutas, vermes, insetos, moluscos, crustáceos (caranguejos encontrados em zonas de manguezais), anfíbios, lagartos, aves e serpentes, pois é imune ao veneno de cobras. Em locais urbanos pode alimentar-se resíduos orgânicos (sobras da alimentação humana e de animais domésticos).

O Gambá apresenta dois comportamentos interessantes de defesa: costuma fingir-se de morto ou, no caso dos machos, exalar um odor forte e fétido, na intenção do atacante desistir.

Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal

 

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Ambientalistas acusam empresa Dersa de falta de proteção a animais

( Foto Flavio Pereira)
( Foto Flavio Pereira)

Ambientalistas da região apontam descumprimento de parecer técnico da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) por parte da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) nas obras de duplicação do trecho de planalto da Rodovia dos Tamoios.

O documento da Cetesb obriga a Dersa a construir, primeiro de forma provisória e depois definitiva, um Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres) na região de São José dos Campos.

Segundo ambientalistas, a empresa, ligada ao governo estadual, ainda não fez uma coisa nem outra. “Não sabemos nem em que área a Dersa pretende construir esse centro, nem se fez um lugar provisório”, disse o biólogo Marcelo Godoy, presidente do Iepa (Instituto Ecológico e de Proteção aos Animais), de São José.

O parecer técnico da Cetesb determina que a Dersa construa o centro para recebimento, tratamento e destinação de animais silvestres resgatados durante as atividades de duplicação e ampliação da Tamoios.

A construção e os equipamentos do Cetas estão avaliados em R$ 1,2 milhão, com mais R$ 100 mil por mês para a manutenção e operação.

“A Serra do Mar e a Mata Atlântica são remanescentes de fauna e flora da região. E ainda não há um lugar adequado para colocar esses animais”, afirmou Jeferson Oliveira, presidente do Instituto Eco-Solidário.

Estrada terá via para passagem de animal

O trecho de planalto da Rodovia dos Tamoios terá passarelas para a passagem de animais sob a pista, evitando que eles tenham que cruzar a rodovia. A meta é diminuir a quantidade de animais mortos e feridos por atropelamento. As passagens estão distribuídas pelos 48,9 km de planalto que foram duplicados. A entrega de todo o trecho está marcada para 16 de dezembro.

fonte: O Vale

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Turismo e pesca ameaçam população de aves em Galápagos

De dia, os albatrozes de Galápagos voam até mil km para a costa peruana. (VFGIS)

Enquanto a população aumenta no famoso arquipélago, o turismo e a pesca industrial reduzem de maneira alarmante o número de indivíduos das espécies nativas.

Na Suíça, a Associação de Amigos das ilhas Galápagos nada contra a corrente num esforço para salvar essa riqueza natural que inspirou a teoria da evolução.

Hendrix Hoeck, presidente da ASAIG, evita dar uma resposta direta. “As espécies que dependem dos recursos marinhos estão diminuindo”, explica Hoeck.  “Nos últimos dez anos a população da ilha passou de 15 mil para 50 mil habitantes, mesmo se o número oficial é de 25 mil. A maioria reside em Santa Cruz, base do turismo. Inicialmente 97% da superfície das ilhas era parque nacional e 3% de assentamento humano.”

No entanto, no ano passado o governo equatoriano destinou 70 hectares de parque à nova urbanização El Mirador “porque em  Porto Ayora não havia mais espaço”, afirma Hoeck à swissinfo.ch.

A população aumenta exponencialmente porque os equatorianos do continente vão para Galápagos em busca de trabalho. O arquipélago é o destino turístico mais importante do Equador. “Recebe mais de 170 mil turistas por ano e com eles entram plantas e animais exóticos, doenças e lixo que colocam em perigo as espécies nativas.”

“As espécies que dependem dos recursos marinos estão diminuindo”, explica Hoeck.  “Nos últimos dez anos a população da ilha passou de 15 mil para 50 mil habitantes, mesmo se o número oficial é de 25 mil. A maioria reside em Santa Cruz, base do turismo. Inicialmente 97% da superfície das ilhas era parque nacional e 3% de assentamento humano.”

No entanto, no ano passado o governo equatoriano destinou 70 hectares de parque à nova urbanização El Mirador “porque em  Porto Ayora não havia mais espaço”, afirma Hoeck à swissinfo.ch.

Emblemática tartaruga gigante com un GPS na carapaça. (VFGIS)

A população aumenta exponencialmente porque os equatorianos do continente vão para Galápagos em busca de trabalho. O arquipélago é o destino turístico mais importante do Equador. “Recebe mais de 170 mil turistas por ano e com eles entram plantas e animais exóticos, doenças e lixo que colocam em perigo as espécies nativas.”

Pesca industrial e tráfico de cocaína na reserva

Segundo Hoeck, o maior perigo para a reserva é a pesca industrial, “que acaba com todas as espécies, pois os barcos usam redes de até 60 km de comprimento, é um desastre.”

Ele também critica a União Europeia. “Suas restrições fizeram com a maior frota pesqueira da Europa, a espanhola, pesque no Pacífico graças a convênios duvidosos, sob bandeira equatoriana.”

Hoje, acrescenta, todos sabem que há pesca industrial dentro dos 130 mil km quadrados da reserva marinha.  Como controlar esse espaço com embarcações precárias, com autoridades que fecham os olhos o autorizam barcos industriais?

A corrupção, prossegue Hoeck, também transformou a reserva em rota do narcotráfico. “A cocaína destinada ao México e aos Estados Unidos também passa por Galápagos. Barcos que pescam tubarão para tirar as barbatanas também transportam drogas. Já foram encontrados carregamentos de cocaína camuflados entre as barbatanas.”

Por outro lado, Estados Unidos e União Europeia proibiram a importação de barbatanas de tubarão proveniente das ilhas Galápagos, mas não das costas do Equador continental. Como distinguir uma da outra?, questiona o biólogo suíço.

A viagem do albatroz, cheia de riscos

Ante tal situação, as declarações no Ano Internacional da Biodiversidade, em 2010, foram apenas palavras. “Mas é preciso seguir batalhando”, afirma Hoeck.

Em sua opinião, uma maneira de preservar Galápagos em seu estado atual, já bastante degradado, é conscientizar também na Suíça, de seu valor cultural e científico. Para isso criou a ASAG que, além de conscientizar, realiza e financia projetos no arquipélago.

“Temos colocado GPS em vários animais, como nos albatrozes.  Observamos que eles fazem ninhos na ilha Espanhola e dali os casais voam durante o dia até a costa peruana, a mais de mil quilômetros ao sul. Ali se alimentam e ao entardecer voltam a Galápagos, posando na água e deixando-se levar pela corrente de Humboldt”, relata Hoeck, fascinado pela descoberta.

No entanto, a viagem noturna dos albatrozes é cheia de riscos: os  pescadores peruanos consideram sua carne uma delícia gastronômica e ainda há o perigo das redes dos barcos industriais. “Essas práticas provocam uma mortalidade muito alta, deixando órfãos os filhotes, sem esquecer que a espécie é muito frágil porque só tem um filhote por ano.”

Com informações do Swiss Info

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Unesp Botucatu (SP) terá hospital para animais silvestres

No dia 1º de dezembro,foram liberados  2 milhões de reais para a construção, na FMVZ/Unesp/ Botucatu, de um hospital veterinário inteiramente voltado para o atendimento de animais silvestres.

Os recursos para a construção do novo hospital foram obtidos através do FID – Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos – criado pela Secretaria destinado ao ressarcimento à coletividade dos danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico no âmbito do Estado de São Paulo.

A equipe do Centro de Medicina e Pesquisa de Animais Selvagens (Cempas) da Faculdade Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp/ Botucatu, sob a coordenação do professor Carlos Teixeira encaminhou um projeto ao FID mostrando a importância do hospital na reconstituição, reparação e preservação da fauna nativa. Os responsáveis pelo Fundo entenderam o valor da iniciativa e destinaram a verba que será utilizada para as obras estruturais do hospital.

O projeto contará também com a colaboração da instituição com outro montante de quase dois milhões que será utilizado para a compra de mobiliários e aparelhos.

O empreendimento é algo único desse porte no Brasil e vai contar com aparelhos de diagnóstico por imagem, centro cirúrgico, laboratórios, alojamento para estagiários ou residentes, anfiteatro para cem pessoas, cozinha industrial, recintos adequados para várias espécies de animais.

A destinação específica do hospital para animais silvestres deve diminuir o risco de que eles sejam contagiados por doenças típicas de animais domésticos. Além disso, a obra deve ser a primeira a ser construída em área da Fazenda Experimental Lageado, dando início ao projeto de transferir para lá toda a estrutura da FMVZ.

A previsão para o início das obras é no primeiro semestre de 2011.

Com informações da Universia

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Rondônia terá o maior Centro de Triagem de Animais Silvestres do país

Porto Velho, 29 de setembro de 2009: o maior centro de triagem, diagnóstico, tratamento, reabilitação e soltura de animais silvestres do país está sendo construído pelo Consórcio Santo Antônio Energia em terreno cedido pela Universidade Federal de Rondônia – UNIR e seu término está previsto ainda para este ano. O Centro de Triagem de Animais Silvestres – CETAS de Rondônia é construído para atender uma das condicionantes, que objetivam minimizar os impactos ambientais causados pela instalação da usina, sobre as populações de fauna nativa.

Até 2012, ou enquanto durar o resgate de fauna referente à construção da Usina de Santo Antônio, toda a administração do Cetas ficará a cargo do consórcio. A partir de 2012, as instalações e a coordenação passarão para o Ibama, que pretende firmar parcerias junto às instituições de pesquisa, ensino e outras instituições afins. Na localidade já está em funcionamento um centro de triagem provisório que atende a demanda da empresa e recebe, inclusive, os animais apreendidos pelo Ibama (RO).

O centro conta com: um laboratório de sanidade animal, no qual são feitos os exames e diagnósticos de doenças e saúde dos animais antes da soltura; um centro de triagem que faz o recebimento, triagem e alojamento provisório até a destinação dos animais; uma quarentena toda climatizada – a climatização, além de manter o bem-estar animal, oferece o isolamento necessário para o período de quarentena para evitar a contaminação de outros animais e mesmo das pessoas que trabalham no centro; sala de raios X, utilizada para diagnosticar fraturas para mobilização e recuperação das partes afetadas; viveiros para treinamento de voo das aves antes de serem soltas na natureza; recinto para felinos, que servirá para hospedar felinos até sua destinação final, além de um alojamento para os técnicos, pesquisadores e funcionários que atuarão no Cetas. A área cedida pela Unir é de um hectare, em uma área cercada de 2,5 hectares.

Segundo César Guimarães, superintendente do Ibama de Rondônia, este empreendimento foi o maior ganho ambiental, até a presente data, no que se refere aos grandes empreendimentos que estão ocorrendo no estado.

Fonte: Rondoniadinamica

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Fotógrafo reúne flagrantes das aves em seu livro “Pássaros da Liberdade”

O fotógrafo Marcelo Prates lança esta noite (28), na galeria de arte da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, em Minas Gerais, um deslumbrante ensaio sobre uma certa população de Belo Horizonte com que todos convivem. Como o nome indica, Pássaros da liberdade reúne imagens de aves, em contexto surpreendente: na agitação da cidade, em meio ao caos urbano. Isso mesmo: uma família de quero-queros vendo jogo no Mineirão, andorinhas e corujas no alto dos postes, canarinhos e outras espécies em sinais de trânsito, pousados em espelhos retrovisores de automóveis. E por aí vai.

“Belo Horizonte tem muitos pássaros. Muita gente gosta que se cuide deles”, explica Marcelo Prates. Para ele, isso se deve a vários motivos, como o desmatamento no entorno da cidade, obrigando os bichos a se aproximar da cidade. Depois por ser cidade que, desde os anos 1930, tem árvores  como fícus, ipês, magnólias, que oferecem frutos que passarinhos adoram. E ainda devido à poluição – “principalmente na Pampulha”, diz –, locais que acabam juntando lixo orgânico, que também serve de comida para os pássaros. “Meu livro mostra esta faceta muito bonita da cidade, que é ser novo hábitat de quem vem de fora”, brinca.

Paciência

O fotógrafo continua. “Gostaria que as fotos fossem estímulo para que as pessoas observassem e ouvissem os cantos dos pássaros. São melodias impressionantes”, afirma, avisando que é turma musical só não mais percebida devido ao barulho da cidade. Um local onde se pode ver (e ouvir) muitos deles o dia inteiro? “Na Praça da Liberdade”, recomenda, contando que fazer este trabalho foi experiência impactante. São imagens, explica, voltadas para captar o momento e que, trabalhando a composição, trazem o contexto da situação. Que cobraram plantões, monitoramentos, atenção para chegar aos resultados.

Na origem do livro está uma série que Marcelo Prates fez para o Estado de Minas, sobre o acasalamento de um canarinho, morador justamente da Praça da Liberdade, que ganhou fêmea, solta no local por um cidadão. “Foi acontecimento que ampliou minha visão, e continuei fotografando pássaros no ambiente urbano”, acrescenta. E o projeto teve resultados surpreendentes. Além de pardais, bem-te-vis e pombas, o fotógrafo identificou habitantes inesperados: viu carcará cruzando a Avenida Brasil, tucano passeando na Rua Padre Rolim e pica-pau, com ninho, morando na Rua Rio Grande do Norte.

Marcelo Prates explica que considera muito importante, não só para a fotografia, mas para o Brasil, a dedicação ampla e irrestrita de muitos fotógrafos ao registro da fauna nativa, o que vem gerando uma bibliografia exuberante. “É produção que quantifica e mapeia as espécies, colaborando para que não sejam extintas. Meio ambiente, a preservação da mata atlântica, do cerrado, são temas fundamentais no país”, afirma. “Meu livro é carbono zero”, completa, vaidoso, informando que o CO2 emitido pela produção do livro foi compensado com o plantio de 13 árvores.

Detalhe curioso: as primeiras imagens de pássaros realizadas por Marcelo Prates flagraram um bando de urubus, no início dos anos 1980. “As pessoas têm preconceito com eles, mas é um pássaro bacana”, protesta. “É ave cantada em prosa e verso”, acrescenta, lembrando que Tom Jobim tem disco chamado Urubu e que João Guimarães Rosa tem um conto sobre o bicho que voa mais alto que avião.

Reflexos

Entre os fotógrafos que admira, Marcelo Prates cita três: Sebastião Salgado (“tem relação forte com gente, cultura e contexto social”), Henri Cartier-Bresson (“ele está presente no momento certo na hora certa”) e Araquém Alcântara (“são imagens que comovem pela beleza”).

Pássaros da liberdade

Lançamento do livro do fotógrafo Marcelo Prates, hoje, às 20h, na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa (Praça da Liberdade, 21, Funcionários). O volume custa R$ 80.

Fonte: UAI

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