Notícias

Estudo aponta sofrimento de animais explorados por redes de fast-food

A ONG World Animal Protection avaliou o tratamento dado aos frangos por redes de fast-food e concluiu que nenhuma delas assumiu compromissos globais de bem-estar animal


Um estudo feito pela World Animal Protection (Proteção Animal Mundial, em tradução livre), com base em dados públicos de nove redes internacionais de fast-food, mostrou que nenhuma delas assumiu compromissos globais de bem-estar animal. A conclusão apresentada pelo levantamento, no entanto, revela uma realidade da qual é impossível fugir: a exploração e a matança de animais para consumo humano será sempre repleta de muito sofrimento.

(Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)

De acordo com o relatório, apenas a rede KFC, conhecida por explorar e matar frangos para comercializar pratos à base de sua carne frita, apresentou melhora no quesito bem-estar animal quando são comparados dados atuais com os do ano anterior. As informações são do Globo Rural.

O Mc Donald’s, o Burguer King e a Pizza Hut perderam pontos no ranking desde 2019 por não assumirem compromissos globais de bem-estar animal ou por não reafirmá-los.

(Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)

Em resposta, a Pizza Hut afirmou ter adotado tais compromissos na Europa e o Burguer King disse que tem parceria com empresas que criam frangos livres de gaiolas ou sistema multiníveis – isso, no entanto, não significa que esses animais não sofram.

O estresse gerado aos animais é tamanho que comprometem seu sistema imunológico, levando as empresas a oferecer a eles doses de antibióticos maiores. Ao final do processo, as consequências negativas de toda crueldade imposta aos animais é repassada aos consumidores, que se alimentam de produtos contaminados por medicamentos.

(Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)

Nota da Redação: o termo “bem-estar” é uma falácia na indústria de produção de alimentos de origem animal. Isso porque é impossível promover bem-estar a seres que, após serem privados de viver suas vidas livres, são mortos. Exploração e morte serão sempre práticas extremamente cruéis que condenam os animais a sofrimento físico e psicológico. A aplicação de métodos de “bem-estar” pode minimizar os danos aos quais os animais são submetidos, mas jamais será capaz de colocar fim a eles. A única saída para garantir uma vida digna aos animais é parar de matá-los. Considerando que vivemos em uma sociedade que seguirá matando-os, pelo menos por várias décadas, o caminho é mudar hábitos individualmente, parando de consumir produtos de origem animal.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Lewis Hamilton investe em empresa de hambúrgueres veganos

O campeão de Fórmula 1 Lewis Hamilton está colaborando com a organização The Cream Group e seus investidores no lançamento do “Neat Burger”, a primeira rede fast food de hambúrgueres sustentáveis baseada em vegetais.

O logo do Neat Burger, verde e branco
Foto: Neat Burger

O Neat Burger, que irá inaugurar seu primeiro site no dia 2 de setembro, prometeu mudar a forma que as pessoas enxergam as comidas baseadas em vegetais. A rede espera alcançar também o público não vegano.

“A indústria da carne é a maior contribuinte para as emissões dos gases de efeito estufa na atmosfera e não é sustentável. O Neat Burger espera combater a indústria de alimentos não sustentável e se tornar uma força do bem”, afirmou Tommaso Chiabra, primeiro patrocinador da Beyond Meat, em entrevista ao Plant Based News.

Lewis Hamilton declarou que adora ser gentil com o mundo e apoia o Neat Burger. “Respeito o compromisso do Neat Burger com práticas mais éticas, tendo o apoio de pequenas empresas, então é algo que tenho muito orgulho em apoiar”, disse ele.

Completando, o piloto afirmou que também apoia o produto por ser bom. “Como alguém que segue uma dieta baseada em vegetais, acredito que precisamos de opções saudáveis na rua, com um sabor incrível e que ofereça algo interessante para aqueles que não querem comer carne”, concluiu.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


​Read More
Notícias

Rede de fast food vegana decide doar parte dos lucros para a limpeza dos oceanos

Por David Arioch

“Se deixar circular, o plástico terá impacto em nossos ecossistemas, saúde e economia”, informa a Ocean Cleanup (Fotos: Copper Branch/Getty)

Ontem (8), no Dia Mundial dos Oceanos, a rede de fast food vegana Copper Branch, sediada em Montreal, no Canadá, decidiu doar parte dos lucros com a venda do Crab Cake Burger para a organização The Ocean Cleanup, que realiza ações de limpeza dos oceanos.

Segundo o Copper Branch, a conservação oceânica é de suma importância para a sobrevivência do planeta e de seus habitantes, humanos ou não.

“Se deixar circular, o plástico terá impacto em nossos ecossistemas, saúde e economia. Resolver esse problema exige fechar a fonte de acúmulo do lixo e limpar o que já se acumulou no oceano”, destaca a Ocean Cleanup.

O Copper Branch, que conta com mais de 40 restaurantes no Canadá, iniciou no começo do ano um projeto de expansão para abrir 230 filiais até o final de 2020. Por enquanto, as prioridades são Canadá, Estados Unidos e França, países que tem experimentando um crescimento bastante significativo do veganismo.

A cadeia oferece café da manhã, almoço e jantar. Além de pratos completos, há opções como veggie burgers, sanduíches, wraps, saladas, sopas, aperitivos, sobremesas e smoothies.

Diferente das redes de fast food mais tradicionais, o Copper Branch destaca que tem uma preocupação em oferecer comida de qualidade, que não é baseada em calorias vazias ou rica em gorduras ruins.

Recentemente, o presidente da cadeia de restaurantes, Rio Infantino, explicou que outra prioridade é atrair clientes que não sejam veganos ou vegetarianos, até para inspirarem boas mudanças de hábitos.

​Read More
Jornalismo cultural, Notícias

Rede de fast food sueca lança a sua própria imitação de carne

David Arioch

“Desenvolvemos o nosso próprio hambúrguer à base de vegetais para conquistar os amantes da carne” (Foto: Divulgação/Max Burgers)

Com 135 unidades na Escandinávia, a rede de fast food sueca Max Burgers lançou recentemente sua própria imitação de carne baseada em vegetais. O produto que recebeu o nome de “Delifresh Plant Beef” foi desenvolvido ao longo de três anos pelo chef Jonas Mårtensson.

“Começamos a buscar por uma opção que se encaixasse no cardápio do Max, mas rapidamente percebemos que nenhum dos produtos que encontramos poderia atender aos nossos requisitos de bom gosto. Então desenvolvemos o nosso próprio hambúrguer à base de vegetais para conquistar os amantes da carne”, informou Mårtensson em comunicado da Max Burgers enviado à imprensa.

Segundo o chef, a prova de que o resultado foi satisfatório é que seu filho que gosta muito de carne não foi capaz de perceber a diferença. A opção está disponível como substituta de carne em qualquer lanche disponível no cardápio do Max Burgers.

A diretora de inovação e desenvolvimento da rede, Claes Petersson, disse que a proteína à base de vegetais é a proteína do futuro. “Nosso objetivo é mostrar a todos os consumidores de carne que eles podem ter um bom hambúrguer sem carne”, disse Claes.

O Max Burgers começou a oferecer opções sem carne em 2016, e desde então viu suas vendas quadruplicarem em apenas um ano. Hoje há opções de lanches e milk-shakes sem ingredientes de origem animal. A meta é alcançar 50% de vendas em 2022 baseadas em opções sem carne.

​Read More
Notícias

Pesquisas comprovam aumento da demanda por comida fast-food vegana

Foto: Domino´s Pizza
Foto: Domino´s Pizza

Chapéu: Estados Unidos

Título: Pesquisas comprovam aumento da demanda por comida fast-food vegana

Olho: Dados fornecidos por mecanismos de busca online confirmam que a procura por opções a base de vegetais, nas redes de comida mais conhecidas, tem crescido a cada dia

As redes de fast-food dos EUA que retornam como resposta aos dados dos mecanismos de busca puxados pelo software de análise de tendências de marketing, o SEMrush; mostram que mais e mais pessoas estão procurando por opções baseadas em vegetais quando pedem fast-food. Todos os meses, dezenas de milhares de pessoas pesquisam opções sem o uso de animais.

A Business Insider informou neste mês que a indústria de fast-food está finalmente trabalhando para conquistar clientes vegetarianos e veganos.

Foto: Starbucks/Reprodução
Foto: Starbucks/Reprodução

A Taco Bell é a líder absoluta neste relatório, com mais de 31 mil pessoas por mês pesquisando opções a base de vegetas em seu site. A Taco Bell está respondendo a esse demanda com o teste de um cardápio 100% vegetariano em Dallas, além de já possuir opções livres de animais em seu menu regular.

O Burger King está servindo um Impossible Whopper a base de vegetais em mais de 50 lojas. E a Chipotle recentemente adicionou itens vegetarianos e veganos ao seu cardápio.

Foto: Business Wire
Foto: Business Wire

O relatório mostra que estas são as dez maiores lojas de fast food nos EUA, onde as pessoas estão procurando por opções veganas e vegetarianas:

1. Taco Bell – taxa de pesquisas mensais: 31.622

2. Starbucks – taxa de pesquisas mensais: 11.329

3. McDonald’s – taxa de pesquisas mensais: 10.621

4. Subway – taxa de pesquisas mensais: 7.514

5. Pizza Hut – taxa de pesquisas mensais: 6.367

6. Dunkin’ Donuts – taxa de pesquisas mensais: 5.844

7. Chick-fil-A – taxa de pesquisas mensais: 5.800

8. Domino’s – taxa de pesquisas mensais: 5.450

9. Chipotle – taxa de pesquisas mensais: 5.392

10. Burger King – taxa de pesquisas mensais: 4.216

​Read More
O urso foi obrigado a ser levado em uma van a uma rede de fast food, onde gravaram o animal recebendo sorvete de um funcionário (Foto: Reprodução)
Notícias

Urso é alimentado com sorvete industrializado em zoo no Canadá

Um urso de apenas um ano nomeado Berkley foi gravado pelo zoológico onde está em cativeiro recebendo sorvete em uma rede de fast food no Canadá. A irresponsabilidade registrada mostra o urso na janela de uma van recebendo sorvete em colheradas de um funcionário da rede de fast food Dairy Queen.

O animal vive no pequeno zoológico Discovery Wildlife Park, em Alberta, no Canadá. O vídeo, de acordo com o proprietário do zoo Doug Bos, tinha como intuito promover o zoo e educar o público para não interagir com ursos selvagens. As imagens foram publicadas no Facebook e, após críticas, foram deletadas.

Em entrevista ao The Dodo, Bos disse: “Qualquer um que assistiu o vídeo inteiro em nossa página no Facebook, a mensagem não era alimentar os ursos na natureza. A coisa toda era para chamar a atenção das pessoas”.

O público, reagindo ao vídeo nas redes sociais, comentou que a mensagem pretendida certamente não foi a mesma mensagem que acabou sendo transmitida pelas imagens absurdas de um urso cativo sendo alimentado por industrializados em uma van dentro de uma rede de fast foods.

“Parece uma maneira louca e contraproducente de tentar transmitir essa mensagem”, disse Rob Laidlaw, diretor executivo da Zoocheck, uma organização de proteção da vida selvagem, ao The Dodo. “A coisa toda foi equivocada e ridícula. Para levar um urso para fora em um veículo para um drive-thru local para tomar sorvete – para mim, isso me dizia: ‘Ei, esses são apenas animais bonitinhos e fofinhos. Eles podem ser tratados como animais domésticos e não precisamos ficar muito preocupados com eles’ ”.

O urso foi obrigado a ser levado em uma van a uma rede de fast food, onde gravaram o animal recebendo sorvete de um funcionário (Foto: Reprodução)
O urso foi obrigado a ser levado em uma van a uma rede de fast food, onde gravaram o animal recebendo sorvete de um funcionário (Foto: Reprodução)

Animais selvagens não são domesticáveis

Em 2005, o famoso tratador de animais Roy Horn quase morreu quando seu tigre de Bengala de 380 quilos o atacou durante uma apresentação em Las Vegas, mesmo o animal tendo sido criado com Roy e treinado há anos.

Bos explicou que o Discovery Wildlife Park é o lar de 10 ursos órfãos, incluindo Berkley, e todos foram treinados para fazer coisas em prol do entretenimento humano. Porém não deve se normalizar o comportamento ‘humanizado’ que é ensinado aos animais selvagens.

A lei em Alberta, no Canadá, também tem restrições sobre quando e como você pode levar animais selvagens para o público, e o zoológico Discovery Wildlife Park não seguiu as regras neste caso, explicou Laidlaw. “Se houvesse uma fuga, o urso acabaria sendo traumatizado, fisicamente ou psicologicamente, ou até mesmo morto”, disse ele. “A situação foi ruim a toda a volta”.

​Read More
Pizza vegana
Notícias

Fast food vegano inaugura primeira unidade em Manchester, na Inglaterra

O cardápio do Zad’s oferece pizzas veganas (feitas com queijos sem laticínios e carne sem glúten), hambúrgueres de tempeh e entradas como nuggets e cupcakes como sobremesa.

Pizza vegana
Foto: Reprodução/ Zad’s Kitchen

Os proprietários do Zad’s planejam “preencher uma lacuna que existe no mercado de fast food de Manchester”. Eles identificaram a necessidade de alimentos sem crueldade, rápidos e saborosos que não prejudicam a Terra, informa a VegNews.

O Zad’s se junta a uma série de novos restaurantes abertos recentemente – incluindo o Temple of Hackney (também conhecido de Temple of Seitan), a única loja de frango frito vegano do mundo – que visa atender à crescente população vegana no Reino Unido. Em 2016, a Vegan Society determinou que o número de veganos aumentou em 360% desde 2006.

​Read More
Propagandas

Fast-food da crueldade

Milhões de animais são mortos e reproduzidos em grande escala para atender as demandas do mercado explorador e cruel de fast food.

​Read More
Notícias

Pesquisa revela presença de coliformes fecais em bebidas de fast foods

Pesquisa encontrou substâncias nocivas a saúde humana
Coliformes fecais foram encontrados em bebidas de Fast Foods

O consumo de carne além de promover a morte em grande escala de animais prejudica a saúde de pessoas que ficam vulneráveis ao nem sempre ético mercado de alimentação.

Recentemente um estudo feito por pesquisadores do Reino Unido detectou a presença de coliformes fecais no gelo usado em bebidas de restaurantes dos famosos fast foods como McDonald’s, KFC e Burger King do país.

O estudo analisou cerca de dez amostras aleatórias do Mcdonald’s que detectou a presença dos coliformes em 3 bebidas. Com relação ao Burguer King, foram encontrados 6 em cada 10 bebidas e cerca de um a mais no KFC. As amostras do KFC e do Burger King foram as que tiveram níveis significativos de presença de coliformes fecais.

O dado é alarmante, pois mostra como as empresas visam apenas o lucro e não medem esforços para matar milhares de animais e pouco se preocupam com substâncias nocivas à saúde humana, que podem infectar os alimentos disponibilizados. Cada vez mais é preciso ter consciência do que se come e ter compaixão com os animais, pois eles são vítimas constantes da exploração e ação humana que visa única e exclusivamente o benefício próprio.

​Read More
Home [Destaque N2], Notícias

Drive thru vegano será aberto nos Estados Unidos

(da Redação)

Foto: Amy's Drive Thru
Foto: Amy’s Drive Thru

Mais uma rede de fast food com sistema de “drive thru” totalmente vegetariana estará sendo inaugurada nos Estados Unidos no próximo mês. A Amy’s Kitchen, uma companhia conhecida por seus pratos de conveniência vegetarianos e comida congelada, irá abrir o seu primeiro restaurante em Rohnert Park, na Califórnia, uma cidade no norte de San Francisco. As informações são do Huffington Post.

Segundo a reportagem, o restaurante oferecerá hambúrgueres veganos, burritos, massas, pizzas, saladas, bem como milkshakes e shakes veganos. Cada item do menu terá a opção de ser pedido sem gluten, e todos os ingredientes serão livres de transgênicos. Mais de 95 % dos produtos serão orgânicos, e muitos deles serão obtidos a partir de fontes locais.

Embora a empresa afirme que todos os pratos serão preparados no local, os preços estão programados para serem competitivos. Um hambúrguer simples, por exemplo, deverá custar em torno de 3 dólares; pizzas, a partir de 6 dólares, e saladas com itens da estação, a partir de 4 dólares.

Foto: Amy's Drive Thru
Foto: Amy’s Drive Thru

A Amy’s Drive Thru também será diferenciada em sua infraestrutura. As mesas do restaurante serão feitas de madeira reciclada, assim como as embalagens e até mesmo as tintas que serão utilizadas serão feitas de produtos reciclados e livres de transgênicos.

A notícia é mais uma vitória para vegetarianos e defensores de direitos animais. O número de vegetarianos nos Estados Unidos mais que dobrou nos últimos cinco anos – 16 milhões de pessoas no país são agora vegetarianas ou veganas. A Amy’s Drive Thru, que segue o exemplo de empresas de fast food vegetarianas como a Evolution em San Diego, é parte de uma tendência vegetariana em ascensão. Opções vegetarianas e veganas têm aparecido cada vez mais em menus de restaurantes americanos, e mais indivíduos do que nunca estão incluindo pratos livres de carne em suas dietas.

Foto: Amy's Drive Thru
Foto: Amy’s Drive Thru

Conforme comenta a reportagem, o movimento é um passo na direção certa para o planeta. Como Ezra Klein escreveu no Vox, há um enorme processo ambiental em defesa da alimentação vegetariana pois os produtos livres de ingredientes animais requerem muito menos água para serem produzidos, um fato que pode ajudar a mitigar os danos da seca – que já assola o mundo todo.

A Amy’s Drive Thru ainda planeja ter um “terraço vivo”, com plantas nativas e resistentes à seca e que, de acordo com um comunicado, “pode reduzir as necessidades de energia elétrica do prédio e expandir significativamente a vida útil do telhado”. O estabelecimento também terá um sistema de coleta e tratamento de água da chuva, que canalizará a água do telhado, e um sistema de reuso de água para irrigação e paisagismo, e para enviar água de drenagem para valas no local.

Foto: Amy's Drive Thru
Foto: Amy’s Drive Thru
​Read More
Home [Destaque N2], Notícias

McDonald’s fechará pelo menos 900 lojas no mundo inteiro

Por Fernanda Franco (da Redação)

Já foram fechadas 25 lojas no Reino Unido, 4 na Rússia, e na Bolívia o McDonald’s já não existe mais. No Japão, EUA e China, já totalizam 350 lojas fechadas.

Na foto, imagem de campanha de uma ONG internacional denunciando as crueldades ocultas no cardápio do Mc Donald's (Foto: Reprodução/PETA)
Na foto, imagem de campanha de uma ONG internacional denunciando as crueldades ocultas no cardápio do McDonald’s (Foto: Reprodução/PETA)

O McDonald’s pode estar com os dias contados. A empresa enfrenta atualmente uma de suas maiores crises em função da queda nas vendas. A notícia, segundo veículos internacionais como o canal Fox6, é que mais de 900 lojas já estejam em processo de fechamento.

A rede de lanchonetes, espalhada em suas 31 mil lojas no mundo inteiro, está entre as empresas que mais matam animais no mundo. Além disso, o McDonald’s é conhecido por tratar muito mal seus funcionários, normalmente jovens entre 18 e 24 anos. É preciso estar mesmo em alguma condição de vulnerabilidade – física ou mental – para aceitar as péssimas e desumanas condições de trabalho oferecidas pela empresa, como jornadas de trabalho excessivas e salários miseráveis.

Tudo que existe e cuja principal natureza é o lucro, aliás, não se interessa por quais vidas serão escravizadas, se humanas ou animais ou alienígenas. O que interessa às coisas que visam o lucro? O lucro em si, e não os meios, muito menos os efeitos dos meios utilizados – no caso do McDonald’s, os meios são diversos: alimentos com péssima ou nenhuma qualidade nutricional; funcionários muito produtivos, trabalhando em regime de escravidão; e, finalmente, sua matéria-prima principal:  corpos de milhares de animais, obtidos por uma cadeia de exploração, tortura e morte.

Quanto aos efeitos, só para citarmos um deles (no caso, sobre o reino humano), conforme publicado na ANDA, em 2004, o cineasta americano Morgan Spurlock passou 30 dias só comendo no McDonald’s para realizar o documentário Super Size Me. No final do período, ele havia engordado 11,1 quilos, seu índice de massa corporal se elevara de 23,2 para 27 (grande aumento de gordura), sofreu problemas como mudanças de humor (um começo de depressão) e disfunção sexual, além de danos ao fígado.

Em uma cena do fantástico filme argentino Relatos Selvagens, o personagem vivido por Ricardo Darín, cansado de ser enganado e usurpado por um sistema perverso, faz a seguinte pergunta para um funcionário que o atende: “Mas se você trabalha para um delinquente, você não é também um delinquente?”. Já falamos por aqui sobre isso: vamos nos tornando exatamente aquilo em que investimos nossas forças. Seja pelo consumo, seja trabalhando-para. Se você ocupa um desses lados, você então não é vítima, você é apoiador desse esquema todo de morte e rebaixamento da vida.

Enquanto houver quem compactue com os McDonald’s-da-vida, que lucram e enriquecem às custas da morte de milhares de animais, da escravização de milhares de jovens, e da produção e venda de comidas-lixo – a vida ficará mais pobre. Até secar de vez.

Talvez seja cedo para afirmar, mas o fechamento de tantas lojas pode ser um sinal, um efeito de alguma mudança que venha atravessando as pessoas em um nível coletivo: parece que, talvez mais pela percepção dos efeitos do que dos meios, as pessoas não queiram mais ver secar a vida em si mesmas compactuando com esse tipo de delinquência lucrativa. Inocência também tem limite.

Diante de uma crise como essa, a rede de lanchonetes poderia então ver diante de si uma oportunidade: como saída, o McDonald’s poderia experimentar fazer diferente, investindo na qualidade nutricional de seus alimentos, oferecendo cardápios saudáveis e sustentáveis, à base de vegetais, banindo dos seus ingredientes a exploração animal e humana. Mas isso seria um delírio: empresas assim dificilmente mudam suas bases. O McDonald’s, ao meu ver, não tem volta: tem que morrer completamente.

​Read More