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Cadelinha é levada a hospital para se despedir de tutor em fase terminal

Em um quarto de hospital, no estado norte-americano do Missouri, David King realizou um de seus últimos desejos: se despedir de uma cadela tutelada por ele. O homem sofre de câncer em fase terminal e, ao saber que não voltaria mais para casa, pediu para ver Lil Fee pela última vez.

(Foto: Reprodução / Twitter @elliemigueel)

A neta de David, Ellie Miguel, conta que seu avô luta contra o câncer há cerca de dois anos. Nos últimos meses, porém, a doença se agravou e ele teve que ser internado, ficando longe da cadela, de quem nunca se afastava.

Ellie afirma que a cadela e seu avô eram inseparáveis. Para onde um ia, o outro estava junto.

“Meu vovô lutou contra o câncer nos últimos dois anos, mas na semana passada a doença assumiu todo o seu corpo. Ele passou cerca de uma semana no hospital e minha avó trouxe fotos do cachorro para ele se despedir”, disse Ellie.

Ao notar que havia uma forte ligação de afeto entre o homem e a cadela, as enfermeiras incentivaram Cindy, esposa de David, a trazer Lil Fee escondida para o hospital. O local não permitia a entrada de animais, mas não era possível negar uma despedida tão especial. A cadela, então, entrou no hospital dentro de uma bolsa. As informações são do Portal do Dog.

(Foto: Reprodução / Twitter @elliemigueel)

“Meu avô está perdendo sua batalha contra o câncer, então as enfermeiras ajudaram minha avó a levar a cadela para o hospital”, escreveu Ellien em publicação feita por ela nas redes sociais, na qual publicou as fotos que fez do encontro entre seu avô e a cadela.

Segundo Ellie, despedir-se de quem foi sua fiel companheira durante a vida foi emocionante para David, que ficou feliz ao poder ver a cadela antes de partir.

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CCZ Santarém (PA) só receberá animais com laudo que ateste ‘fase terminal’

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O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Divisão de Vigilância em Saúde (Divisa), em Santarém, oeste do Pará, afirmou em entrevista a TV Tapajós na tarde de terça-feira (19), que passará a receber animais somente com apresentação de laudo veterinário que comprove fase terminal. A informação foi repassada pelo diretor da Divisa, João Alberto Coelho.

Segundo Coelho, a decisão foi tomada a partir de interpelações do Ministério Público Estado (MPE) e ONGs por causa da prática de induzir animais a morte. “Só recebemos animais e só vamos buscar na residência se tiver laudo veterinário comprovando que tem prognóstico desfavorável, que é terminal (…). Agora os resgates serão feitas com muito critério, os veterinários vão ter que avaliar e dizer se será preciso induzir a morte”.

O diretor da Divisa declara ainda que a demanda de animais entregues e resgatados sem constatação de doenças terminais que chega ao CCZ é muito grande. O órgão recebe diariamente animais doentes que precisam ser mortos imediatamente quando o teste de calazar é positivo. Outros casos que são avaliados recebem imunização. Após este procedimento os animais ficam disponíveis para adoção. Ele ressalta que a prática de adotar animais no órgão não é exercida pela população o que gera acúmulo de animais.

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Protetores dos animais
A mudança gera preocupação em ONGs protetoras animais que temem aumento da população de animais em situação de abandono em vias públicas. De acordo com a presidente da ONG Filhos de Pêlo, Neila Braga, “antes dessa determinação a demanda já era grande, então agora provavelmente irá dobrar. Os animais saudáveis e não saudáveis eram deixados no CCZ e agora provavelmente eles serão deixados nas ruas como já era feito na maioria das vezes”.

Neila destacou que a entidade realiza trabalho de resgate de animais em situação de ruas da cidade, mas argumenta que nenhuma ONG no município tem uma estrutura que possa comportar toda a demanda.

Apesar da decisão, Coelho também se mostrou preocupado com o que os novos critérios de recebimento de animais podem provocar. “Semana passada perdemos uma criança com calazar, tem outro internado. Esse controle de programa de calazar tem que acontecer. No tripé: homem, vetor e animal se ninguém fizer eutanásia e quebrar um desses elos eu tenho impressão que o calazar vai crescer na região”.

O médico veterinário, Thanael Azevedo, reforça a preocupação com a saúde pública. “Os animais podem ter contraído zoonoses e por estarem soltos nas ruas podem transmitir doenças para os humanos”. O profissional ressalta ainda que esses animais soltos nas ruas podem provocar algum tipo de acidente, principalmente envolvendo motos.

Em nota, o Ministério Público em Santarém, por meio da promotoria de justiça do meio ambiente informou que está em processo de apuração de notícias relatadas ao órgão em relação ao destino dado aos animais. O MPE ressaltou que já realizou vistoria no local e declarou que não houve determinação ou recomendação ao CCZ em relação aos procedimentos adotados. Apenas algumas orientações relacionadas à documentação utilizada pelo órgão ao receber os animais.

Fonte: G1

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