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Cães sofrem de cegueira, surdez e problemas cardíacos em fábricas de filhotes

As imagens que mostram cães girando em círculos freneticamente e confinados em gaiolas imundas e estreitas foram capturadas quando as testemunhas oculares da PETA visitaram fábricas de filhotes em todo o país.

Foto: PETA

Eles encontraram animais vivendo em condições miseráveis em todos os locais, sendo que “os cães colocavam seus narizes nos arames da gaiola tentando escapar do mau odor dos próprios dejetos”.

Em uma fazenda na província de Guandong, um investigador conheceu Nutmeg, um cachorro com displasia grave que só conseguia se mover arrastando as patas traseiras. Em Xangai, um ativista ouviu latidos de cães em uma sala tão escura que não era possível enxergar nada ali dentro.

Um funcionário confirmou que era o local onde as mães e os metais eram mantidos.

A PETA declarou: “A criação de traços específicos, assim como a consanguinidade – ambas práticas comuns em fábricas de filhotes – prejudicam a saúde dos cães. Cães de raça pura como Nutmeg frequentemente sofrem de defeitos genéticos agonizantes e risco de morte, incluindo cegueira, surdez, problemas cardíacos, problemas de pele e epilepsia. Muitos buldogues, pekingese e outros cães de face plana mal conseguem respirar e muito menos andar ou ir atrás de uma bola, sem ofegar devido às suas vias respiratórias naturalmente curtas. Os cães criados para terem colunas vertebrais longas e não naturais podem sofrer de doença do disco invertebral e graves problemas nas costas”.

Foto: PETA

A organização pediu que os amantes de animais adotem cães resgatados ao invés de comprá-los desses locais e acrescentou: “As fábricas de filhotes são instalações infernais de criação em massa nas quais as cadelas são tratadas como máquinas produtoras de cãezinhos e nunca recebem amor, atenção ou mesmo a chance de rolar na grama. A última investigação da PETA descobriu que, como no resto do mundo, cães adultos e filhotes [que vivem] nas fábricas da China são presos em gaiolas imundas que são um pouco maiores do que seus próprios corpos, gerando um grande sofrimento aos animais”.

Segundo a organização, aproximadamente 700 mil cães nascem anualmente no Reino Unido e até um terço deles é proveniente desses estabelecimentos, revelou o Express.

“Neste Ano do Cão, a PETA pede que todos se recordem dos gritos dos cães aprisionados e prometam nunca comprar um animal de uma loja de animais ou de um criador”, observou a diretora do grupo, Elisa Allen.

O governo do Reino Unido anunciou que deve proibir as vendas de cães em lojas de animais como parte de suas reformas de bem-estar animal. O secretário do Meio Ambiente, Michael Gove, destacou: “Precisamos fazer tudo o que pudermos para assegurar que os animais domésticos muito amados da nação tenham o início certo na vida”.

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Notícias

Califórnia proíbe venda de animais criados em fábricas de filhotes

O governador Jerry Brown anunciou que assinou uma lei que exige que as lojas de animais trabalhem com abrigos ou operações de resgate se quiserem vender cães, gatos ou coelhos. A venda de criadores privados ainda é permitida.

Foto: Reprodução, 10News

Apesar o avanço, qualquer comércio de animais deve ser banido. Esses seres inocentes não devem ser tratados como mercadorias que podem ser compradas.

De acordo com o 10News, 36 cidades dos EUA, incluindo Los Angeles e San Francisco, possuem proibições semelhantes quanto às fábricas de filhotes.

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Cão é espancado até a morte depois de pegar comida de mercado
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Milhares de cães são abandonados depois de serem explorados por fábricas de filhotes

Em vez de serem realocados, os cães foram abandonados nas ruas e nas montanhas e tornaram-se cada vez mais agressivos por terem que competir com outras espécies selvagens, como os leopardos. Esses antigos animais agora são considerados uma ameaça para os humanos que vivem na região.

Cão é espancado até a morte depois de pegar comida de mercado
Cão é espancado até a morte depois de pegar comida de mercado/ Foto: Reuters

A raça ganhou mais popularidade em 2000 e ficou cada vez mais cobiçada, particularmente na China e em outros países vizinhos onde os cães são vistos como símbolos de status.

Muitas fábricas de filhotes  foram criadas por pessoas em busca de lucro e os cães eram comercializados por milhares de dólares. Um deles teria sido vendido por cerca de US$ 1,5 milhão.

Porém, o negócio revelou-se muito difícil para alguns criadores e milhares deles decidiram fechar suas portas, abandonando os cães na região selvagem. Em apenas cinco anos, o valor do mercado dos animais passou de 200 milhões de ienes para menos de 50 milhões de ienes.

Um documentário de 20 minutos  chamado “Mascotes Tibetanos Abandonados”, revela a situação desoladora na qual esses belos cães foram deixados, depois de as fêmeas serem forçadas a ter inúmeras ninhadas antes de serem cruelmente abandonadas, abusadas ou até mortas.  No filme, um ex-criador, Samdrup, explica que ele, assim como milhares de outros, iniciou seu negócio com a esperança de enriquecer.

Milhares de cães abandonados
Foto: The Paper

Ele rapidamente percebeu que os cães não estavam destinados a uma vida feliz com famílias amorosas. Um empresário que comprou cinco animais de Samdrup contou-lhe que a maioria deles era brutalmente morta por sua carne.

Ao visitar uma grande cidade, ele até viu um cão ser agredido com um martelo, pendurado em um gancho e esfolado vivo. Traumatizado por suas experiências, ele deixou o comércio e agora trabalha com organizações de resgate de animais, salvando cães. Segundo o The Holidog Times, ele cuida de 40 deles, assegurando que sejam esterilizados e castrados.

As pessoas que vivem perto das matilhas também temem por suas seguranças. Como estão adaptados a uma vida selvagem, os animais mostram sinais de agressividade tanto com humanos como com outras espécies. Infelizmente, os ataques a pessoas e rebanhos em fazendas são  comuns.

A maior parte da população local é budista e considera todos os seres vivos sagrados; por isso, matar os animais para tentar diminuir a quantidade de cães selvagens está fora de cogitação.

Na província de Yushu, o templo budista Surmang Namgyaltse Mosteiro tem tentado ajudar esses cães. Graças à sua determinação e à generosidade das pessoas que vive nas redondezas, eles conseguiram arrecadar mais de US$ 70 mil para construir um grande abrigo onde atualmente residem mais de mil filhotes afortunados.

Para tentar melhorar a situação e manter os cães vivos, Zhou Yi, secretário geral da Qinghai Tibetan Mastiffs Association, também aconselhou que cada residência da região adote um mastim tibetano.

Porém, este projeto tem um longo caminho a percorrer entre os moradores locais, que ainda se sentem ameaçados pelos caninos mais agressivos, e os fazendeiros, que veem os animais que exploram serem mortos pelos cães.  Se uma solução for encontrada, será preciso algum tempo antes de observarmos seus efeitos.

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De olho nas leis

Projeto de Lei de Certificado de Origem dos Animais vence mais uma etapa

Divulgação

Canis clandestinos que tratam animais como meros objetos podem estar com os dias contados. A Comissão dos Direitos do Consumidor da Alesp – Assembleia Legislativa de SP aprovou nesta terça-feira, dia 29, o PL 372/2015 do deputado estadual Feliciano Filho (PSC), que exige a emissão de certificado de origem dos animais, no ato da venda, pelos estabelecimentos comerciais de SP. O PL agora aguardará para ser pautado e votado pelos deputados antes de seguir para o governador.

Feliciano Filho já tem um projeto de mesmo teor aprovado em Campinas (SP), na época em que foi vereador naquela cidade. “Já é um sucesso absoluto em Campinas. O PL 372 é contra os criadores de fundo de quintal que com total irresponsabilidade cruzam mães com filhos e irmão com irmão sem qualquer assistência veterinária. Em decorrência disso nascem filhotes com má formação, acarretando muito sofrimento as famílias que se afeiçoam aos bichinhos, mas os perdem em poucos meses. É um prejuízo no bolso e no amor que dedicam aos seus amiguinhos”, comenta o deputado.

Divulgação

Outro problema advindo dos canis clandestinos é o abandono das matrizes (fêmeas selecionadas para a procriação) após estarem exauridas de tanto dar cria. Muitas vezes elas são sacrificadas. Isso sem falar no processo de escravidão no qual são inseridas sem direito a passeio, banho de sol e carinho. Muitas vezes, é concedido apenas um breve contato com os filhotes na hora da amamentação. Não se permite o convívio da mãe com os filhotes gerando ainda mais angústia para essas pobres fêmeas.

Muita gente não sabe o que acontece nos bastidores das “fábricas de filhotes”, mas a realidade é um cenário de sofrimento.

Consta da justifica do PL:

“A partir do momento em que estes estabelecimentos estão obrigados a emitir um certificado de origem do animal vendido – com o respectivo número de inscrição do criador nos órgãos competentes – a comercialização de animais certamente tornar-se-á mais transparente, diminuindo-se, consequentemente, o número de problemas advindos da comercialização de animais originários de estabelecimentos com pouco ou nenhum critério, que costumeiramente lançam no mercado inúmeros animais sem sequer dar ao consumidor qualquer garantia de sua origem, causando-lhe, consequentemente, sérios prejuízos, seja de origem financeira, seja de ordem moral”.

Acesse o PL 372 na íntegra aqui.

*Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal

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Cães vítimas do comércio de animais
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Investigações secretas revelam a extrema crueldade do comércio de animais

Porém, isso apenas alimenta a cruel indústria de fábricas de filhotes que condena os pais dos filhotes a uma vida miserável.

Cães vítimas do comércio de animais
Foto: HSUS/Facebook

As lojas de animais dizem aos clientes que todos os cães provêm de criadores pequenos, usando o termo “licenciada pelo USDA”. Porém isso ser não significa necessariamente que eles venham de uma pequena instalação e não é uma garantia de que os animais recebem os cuidados necessários.

Na realidade, muitas das instalações licenciadas pelo USDA são locais de reprodução comercial em grande escala, também conhecidos como fábricas de filhotes.

Em um vídeo divulgado pela Companion Animal Protection Society (CAPS), o proprietário do Pet’s Delight, no Sul de Pasadena (EUA) disse a um investigador secreto que os cães não eram dessas fábricas.

Porém, a pesquisa dos nomes dos criadores revelou que os cães vinham exatamente desses locais terríveis e mais de um deles havia violado o USDA. O Pet’s Delight permaneceu aberto após a investigação, mas uma regulamentação da loja, que entrou em vigor em Julho deste ano, exigiu o fim da venda de cães e gatos de instalações de criação comercial.

Em 2008, uma investigação de oito meses feita pela Humane Society of the States (HSUS) analisou os registros de 76 locais da Petland, uma grande rede com lojas em todo o EUA.

Após a revisão dos relatórios de inspeção do USDA sobre os fornecedores da rede, os pesquisadores “descobriram que mais de 60% dos relatórios exibiam violações graves dos regulamentos básicos de cuidados com animais”.

A HSUS também visitou diversas instalações de reprodução usadas pelas lojas e testemunhou animais “vivendo em gaiolas imundas e estéreis que cheiravam a urina, com cuidados e socialização inadequados”. Embora os problemas associados à Petland tenham sido abordados, parece que todos os locais foram autorizados a permanecer em operação, de acordo com o One Green Planet.

A desonestidade da Barkworks, uma rede de lojas de animais na Califórnia, também foi descoberta quando investigadores secretos da CAPS questionaram sobre a origem dos animais.

Eles foram informados de que os animais eram de criadores pequenos quando, na realidade, eles eram originários de algumas das piores fábricas de filhotes dos EUA. Posteriormente, os clientes compraram cachorros que mais tarde ficaram doentes, mesmo que tenham sido informados que os animais eram saudáveis.

A Best Friends Animal Society e outras organizações também investigaram a Barkworks e a soma de seus esforços resultou em uma ação coletiva contra a rede. O tribunal decidiu que a Barkworks devia reembolsar os clientes que compraram animais doentes e exigiu que o local fosse mais transparente sobre a origem dos cães, fornecendo aos clientes o nome e a localização do criador.

A HSUS realizou recentemente uma investigação secreta de dois meses no Chelsea Kennel Club, uma loja de animais de luxo em Manhattan. Além dos maus-tratos sofridos pelos cães que eram cometidos pelos funcionários da loja, havia animais doentes mantidos em uma sala de isolamento e privados de cuidados veterinários adequados.

Outras evidências mostraram os funcionários do estabelecimento removendo dos arquivos a documentação relacionada à saúde dos cães, fazendo com que os consumidores acreditassem que os animais não tinham quaisquer problemas médicos.

As descobertas foram encaminhadas às autoridades, mas não se sabe se uma investigação formal foi iniciada. O Chelsea Kennel Club ainda está aberto, mas diversos protestos ocorreram em frente à loja após a divulgação dos dados pela HSUS.

Esses casos são reveladores, mas, infelizmente, só representam apenas uma parcela do comércio de animais. Enquanto as pessoas continuarem comprando cães e gatos de lojas de animais, a crueldade das fábricas de filhotes continuará e os animais enfrentarão um grande sofrimento. Por isso, é fundamental adotar animais que vivem em abrigos e centros de resgate.

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Cachorro sofre transformação 4 dias após ser resgatado

Foto: National Mill Dog Rescue/Facebook

Alguns cães têm vida incríveis. Eles têm a oportunidade de viver em lares confortáveis, independente da situação financeira de seus tutores, podem brincar, descansar e comer lanches saborosos, mas, infelizmente, nem todos os cães do mundo têm a mesma sorte, especialmente cães explorados em fábricas de filhotes. Nestes locais animais são aprisionados e vivem em condições terríveis única e exclusivamente com o objetivo de procriarem para que seus algozes obtenham lucro.

Quem já passou em frente a uma pet shop já viu lindos filhotes ansiosos por um pouco de atenção e existe uma boa chance deles terem vindo de uma “fábrica de filhotes”. Existe uma grande possibilidade também dos pais desses filhotes serem um dos animais que vivem em gaiolas minúsculas, sujas, sem alimentação adequada ou atendimento veterinário. Banho, cuidados, amor e carinho são apenas sonhos para esses animais que nunca conheceram outra face humana, além da ganância e do desrespeito à vida. Infelizmente, esta é uma indústria movida apenas pelo egoísmo humano. Enquanto existir alguém que queira uma animal de raça, esta crueldade está longe do fim.

Atendendo a reivindicações de ativistas, muitas cidades dos Estados Unidos aprovaram leis que proíbem a venda de animais e sugere que animais oriundos de canis sejam substituídos por cães resgatados ou abandonados em abrigos. O trabalho de grupos de proteção animal têm sido crucial para a transformação na vida destes animais, um grande exemplo dessa iniciativa é o grupo National Mill Dog Rescue, responsável pela resgate do cãozinho Tommy Pickles. O nome do cachorrinho é uma homenagem a um personagem da animação Rugrats, que no Brasil recebeu o nome de “Os Anjinhos”.

Na rede social Facebook, a nova tutora de Tomy escreveu uma relato emocionante. “Eu adotei o Tomy no domingo. Ele tem sido a mais incrível adição à minha vida. Apenas uma olhar de seus doces olhos ou o ressonar de seu ronco suave me fazem sorrir”, conta.

Apenas alguns dias após a adoção do cachorrinho, a vida dele e de sua nova família mudaram completamente para melhor. Ela continua: “Tomy e eu vamos a todos os lugares juntos. Ele é o melhor amigo que eu poderia ter sonhado. Ele será mimado até o fim de sua vida”, diz.

A nova fase da vida de Tomy é o tipo de chance que todos os cães merecem e todos nós podemos ser esse agente de transformação fazendo uma escolha simples: optando por adotar.

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Governo dos EUA acoberta realidade sombria das fábricas de filhotes

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Companion Animal Protection Society (CAPS)

A luta para salvar cães de fábricas de filhotes sofreu um grande revés depois que informações relacionadas à Lei de Bem-Estar Animal (AWA) anteriormente disponibilizadas online desapareceram de um site do governo norte-americano.

Os relatórios de inspeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) – a agência governamental que supervisiona a execução da AWA – não estão mais disponíveis para o público. Esses relatórios detalham infrações contra o bem-estar animal em todos os tipos de instalações – incluindo fábricas de filhotes, zoológicos e circos – e estavam acessíveis há mais de uma década.

Ativistas pelos direitos animais estão profundamente preocupados sobre como isso vai afetar seu trabalho para tornar a vida dos cães melhor. Alguns já estão planejando maneiras de resistir à ordem.

New Jersey “irá contrariar a remoção de informações do USDA, proibindo qualquer loja de animais de exibir mais vítimas a menos que o criador renuncie ao seu direito de privacidade e tenha seus relatórios de inspeção no site do USDA “, disse Raymond Lesniak, que trabalha para acabar com esses criadouros desumanos que fornecem cães para lojas de animais na região.

Embora o USDA continue suas inspeções em instalações em todo o país, as pessoas temem que, devido a esta nova política, o público pode nunca saber o que os inspetores irão encontrar. Isso significa que as condições de vida esquálidas de cadelas mães e filhotes em criadouros em massa podem nunca vir à tona.

“Temos sido o cão de guarda do USDA há 20 anos. Uma maneira de usar relatórios de inspeção é para que possamos monitorar as inspeções do USDA”, disse Deborah Howard, presidente da Companion Animal Protection Society (CAPS) ao The Dodo. A CAPS envia investigadores para estas instalações de reprodução e observa atenciosamente o que o USDA reporta.

Em alguns lugares, como Nova York, as lojas de animais são obrigadas a fornecer os relatórios de inspeção às pessoas que compram cães, disse Howard. Agora não está claro se isso será possível. “Eles colocaram os relatórios online sob o governo Obama e foi muito útil para todos, comparamos nossas descobertas com os inspetores, se não tivéssemos esses relatórios, não poderíamos fazer nossas inspeções”, apontou Howard.

Agora, se as pessoas quiserem ter informação sobre grandes fábricas de filhotes – juntamente com qualquer outro tipo de instalação que usa animais e está sob o USDA – elas terão que emitir um pedido através da Lei de Liberdade à Informação (FOIA), o que poderia envolver longas esperas.

Howard, em suas duas décadas de trabalho, testemunhou em primeira mão como os pedidos de informação eram arquivados no passado. Às vezes, demorava um ano e meio para obter os documentos de que ela precisava. Outras vezes “demorou tanto tempo, acabamos por desistir”, disse.

Para os repórteres preocupados com o bem-estar animal, por exemplo, isso torna qualquer reportagem sobre maus-tratos de animais  – em cerca de nove mil instalações supervisionadas pelo USDA – muito mais difícil.

Foto: Vimeo/CAPS

“Todas as informações foram removidas, incluindo relatórios de inspeção para criadores, expositores e instalações de pesquisa”, afirmou Tanya Espinosa, especialista em assuntos públicos para assuntos legislativos e públicos no USDA-APHIS.

No anúncio na página onde esses registros já foram acessíveis, o USDA disse que a decisão foi “baseada em nosso compromisso de ser transparente…e manter os direitos de privacidade dos indivíduos”. Alguns observaram que muito pouca informação sobre indivíduos foi divulgada nesses relatórios.

Muitos defensores do bem-estar dos animais estão chocados em ver que a transparência que ajudou a proteger os animais transformou-se rapidamente em uma questão politizada.

“Esta ação do USDA serve apenas para proteger as fábricas de filhotes que são pegas abusando ou negligenciando animais. No ano passado, esses relatórios de inspeção expuseram criadores que ameaçaram agredir fisicamente os inspetores, permitiram que os cães sofressem com lesões dolorosas e não tratadas e, em um caso, até atiraram em um cachorro na cabeça. O USDA deve trabalhar para parar esta crueldade em vez de acobertá-la”, declarou John Goodwin, diretor sênior da Humane Society da campanha Stop Puppy Mills dos EUA.

“Esta parece ser uma situação em que o USDA age conforme interesses especiais em detrimento da transparência e do bem-estar animal. Esta é uma informação pública e está sujeita à FOIA, por isso é espantoso que o USDA tome medidas para dificultar ainda mais o acesso a estes dados. Estamos profundamente preocupados, pois este é um esforço para proteger aqueles que estão fazendo mal aos animais” completou Nancy Perry, vice-presidente sênior das relações do governo para a ASPCA.

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Humane Society inicia campanha contra fábricas de filhotes

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Don'tBuyIntoPuppyMills
Reprodução/Don’tBuyIntoPuppyMills

A Humane Society dos Estados Unidos, em parceria com a agência publicitária Rokkan, lançou uma nova campanha para combater as terríveis fábricas de filhotes que exploram animais para comercializá-los.

Chamada “Don’t Buy Into Puppy Mills” (Não compre em moinhos de filhotes), a campanha visa mostrar a crueldade oculta por trás dos filhotes disponíveis para a venda em lojas de animais ou na internet.

O trabalho é composto de três filmes de 30 segundos e um filme um pouco mais longo, que ilustram as respostas imaginativas das crianças para a pergunta: “De onde os filhotes vêm?” As crianças dão respostas otimistas e criativas que mostram equívocos comuns sobre a origem da maioria dos filhotes.

Conforme os filmes continuam, as animações se transformam e revelam as realidades devastadoras desta indústria. Além de trazer essas imagens à tona, as animações querem maximizar o impacto da mensagem ‘Não compre em moinhos do filhote’ e incentivar um maior engajamento do público no combate a esta crueldade contra os animais.

“Durante a longa história da organização, fizemos uma série de campanhas de sensibilização para o horror das fábricas de filhotes “, disse John Goodwin, membro da Humane Society e diretor sênior do trabalho.

“Obtivemos grande sucesso em muitos dos nossos esforços anteriores, mas a verdade é que estas fábricas ainda estão operando graças ao apoio de compradores bem-intencionados e ingênuos. Esta última campanha quer desmascarar esta indústria”, completa.

Segundo ele, o trabalho centra-se em sites e em lojas que vendem animais, pois estes são dois dos estabelecimentos mais enganosos. Estes locais não permitem que o comprador tenha a oportunidade de ver como os cães e gatos foram criados antes de comprá-los, contribuindo para dissimular as condições desumanas que os animais são obrigados a suportar.

A Humane Society e a Rokkan desenvolveram também um site específico para a campanha.

“Os consumidores tornaram-se muito conscientes sobre a origem de seus alimentos e roupas, mas e quanto aos animais domésticos? É muito difícil acreditar que a maioria dos compradores de cães não sabe que está financiando estas fábricas. O amor dos filhotes nos deixa cegos para enxergar a verdade. Ao fazer este questionamento, esperamos estimular as pessoas a pensar mais criticamente sobre de onde estes animais realmente vêm”, completa Sean Miller, da Rokkan.

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Investigadores descobrem fábricas de filhotes de gatos na Austrália e nos EUA

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Facebook, RescueMeOhio
Reprodução/Facebook, RescueMeOhio

Um homem acabou de ser preso na Austrália por gerenciar uma fábrica de filhotes de gato, onde os animais estavam repletos de infecções e vivendo em péssimas condições sanitárias.

Segundo o The Dodo, 30 dos 72 gatos resgatados estavam tão doentes que tiveram suas mortes induzidas.

O homem irá pagar 32 mil dólares em multas e foi proibido de criar animais por uma década, mas várias pessoas criticaram a punição por acharem muito branda.

“Este é o pior exemplo de uma fábrica de filhotes de gato que Wyndham já viu”, disse Steven Lambert, diretor da transformação urbana de Wyndham.

A triste realidade é que estas fábricas – também chamadas de fazendas/moinhos de filhotes de gato – são um grande problema mundial, porque são, frequentemente, mais facilmente escondidas do que fábricas de filhotes de cachorro.

De acordo com o Animals Australia, a combinação da “falta de transparência, supervisão regulamentar e ações dos criadores inescrupulosos resultam no que pode ser, na melhor das hipóteses, uma vida de privações e de tédio crônico para gatos adultos e seus filhotes ou, na pior das hipóteses, uma vida que parece um pesadelo”.

Os criadouros de filhotes de gatos também estão espalhados por todos os Estados Unidos e são tão ruins como os criadouros de cães.

Reprodução/CAPS
Reprodução/CAPS

A Sociedade de Proteção Animal de Animais Domésticos (CAPS) é uma organização sem fins lucrativos dedicada a proteger animais domésticos da crueldade em lojas de animais e fábricas de filhote de cachorro e gatos por meio de investigações, legislação e resgate.

“Nós já investigamos criadores que têm fábricas de filhotes de cães sem saber que exploravam gatos. Se não temos acesso à toda instalação, os gatos são os mais difíceis de encontrar porque ficam em ambientes completamente fechados”, afirmou Deborah Howard, presidente do CAPS.

Os moinhos de gato licenciados podem vender os animais para lojas de animais domésticos. E mesmo nessas instalações, os gatos “são amontoados em gaiolas sujas, cobertas de pelo e dormem em caixas de areia cheias”, disse ela.

Nos moinhos de gato, as mães também são utilizadas para reprodução até ficarem exaustas e os filhotes ficam doentes e sujos. Os gatos são mantidos em gaiolas com fezes, sem estimulação física ou mental.

A CAPS fez uma investigação secreta em um moinho de gato licenciado administrado por uma mulher em Nebraska e o que eles encontraram foi terrível.

“Quando eu estava lá, vi 25 gatos adultos e 15 filhotes vivendo em pequenas gaiolas e compartimentos”, escreveu um investigador particular dessas instalações que atende pelo nome de Pete.

“Os compartimentos tinham caixas de alimentos, de água e de areia, mas as caixas de areia transbordavam com fezes e a urina deixava um rastro no chão. Havia sujeira por toda parte”, completou.

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Você é o Repórter

Ativistas vegetarianos realizam neste domingo ato contra contra exploração de cães, em Belém (PA)

Vegetarianos em Movimento – VEM ‪
vegetarianosemmovimento@gmail.com‬

É neste  domingo (27),  a partir das 8h, com concentração na Barraca do VEM (Vegetarianos em Movimento), na praça da República, em Belém do Pará,   que ocorrerá a ação sócio-educativa/artística  cujo objetivo é alertar a  sociedade sobreo que está por trás dos bastidores das chamadas fábricas de filhotes.

Paraquem não sabe, os animais são subjugados a condições de mercadorias(reprodução massiva das fêmeas de modo ininterrupto, incontáveis maus-tratos, falta de comida, de água, exposição por horas ao sol, ausência de cuidados veterinários, etc.)

No ato teremos:
• Representação teatral da exploração de animais em fabricas de filhotes!
• Venda de Camisas da Campanha “NÃO COMPRE, ADOTE”
• Recolhimento de assinaturas em abaixo assinado!
• Panfletagem

Participe conosco. Leve faixas e cartazes.

Concentração:
ONDE: Praça da República, na barraca do VEM
QUANDO: DOMINGO 27/03 -às 9:00 horas

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Notícias

Referendos nas legislativas americanas tratarão entre outras coisas da criminalização das “fábricas de filhotes”

(da Redação)

Os americanos decidirão, em referendos locais nesta terça-feira (02), paralelamente às eleições legislativas, temas variados entre eles a proibição de criadouros de cães.

As legislativas de meio de mandato estarão acompanhadas de 160 referendos organizados em 50 estados do país, sem contar com as centenas de consultas previstas em condados e comunidades. Quarenta referendos estaduais surgiram de “iniciativas cidadãs”.

Foi o caso da proposta de criminalizar “a crueldade nas fábricas de filhotes”, apresentada por defensores de animais do estado do Missouri.

Consultas popular

Arizona: NÃO! Proposição 109
Proposição 109 é uma tomada de poder por políticos e interesses especiais que querem despojar do direito de voto no Arizona e negar ao povo uma oportunidade para apresentar algumas iniciativas de proteção animal. Esta medida entrega todo o poder sobre a política da vida selvagem para os legisladores estaduais, que geralmente são muito obcecados com armas, caça. A Proposição 109 foi escrita de forma tão abrangente que poderia até mesmo revogar medidas anteriores aprovadas pelo eleitor, como o plebiscito de 1994, que proibiu armadilhas de mandíbulas de aço e outras armadilhas cruéis em terras públicas. Para obter mais informações, visite NoOn109.com.

Califórnia: SIM!  Proposição 21
Proposição 21 irá proteger parques e vida selvagem, criando uma fonte adequada e estável de financiamento para manter os parques estaduais e praias, e promover a conservação da vida selvagem e proteção dos habitats. Para obter mais informações, visite YesForStateParks.com.

Missouri: SIM!  Proposição B
Missouri é a capital das fábriacsde filhotes de cães dos Estados Unidos. Nessas fábricas, os cães são amontoados em gaiolas pequenas e sujas, negado atendimento veterinário, expostos a condições extremas de calor e frio, e não existe qualquer forma de afeição humana. A proposição B vai acabar com os abusos desses criadouros no Missouri.  Para obter mais informações, visite YesonPropB.com.

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