Notícias

Luta contra extinção dos elefantes "vira moda" entre famosos

Leonardo DiCaprio em uma reserva na África - Reprodução/Instagram
Leonardo DiCaprio em uma reserva na África – Reprodução/Instagram

Lutar pela preservação do animais e seus santuários na África está cada vez mais na moda entre artistas e celebridades. A hastag #SaveTheElephants tornou-se um grito de guerra na classe artística. A pedido do governo do Quênia, a atriz Elizabeth Hurley viajou para Nairobi, há alguns dias, onde presenciou a destruição de 105 toneladas de marfim proveniente da caça de elefantes e rinocerontes.

A vencedora do Oscar, Lupita Nyong’o posou com um bebê elefante resgatado de uma armadilha de caçadores. Na legenda da foto, postada no Instagram, a atriz escreveu: “Por ano, 33 mil elefantes são assassinados para que as pessoas possam usar joias e acessórios com o marfim extraído desses animais”.

Especialistas acreditam que sem a preservação dos santuários e proteção dos elefantes, os animais podem desaparecer. Segundo a organização Elephant Database, em 1979 a população de elefantes na África era de cerca de 1,300 milhão de animais. Em 2013, esse número já tinha caído para 400 mil.

Ferrenho defensor dos animais e do planeta, Leonardo DiCaprio postou uma foto cercado por dois elefantes de Sumatra, raça quase extinta. Em 2013, o ator entregou documento com mais de 1,5 milhão de assinaturas pedindo ao primeiro-ministro tailandês a proibição do uso de marfim, que, na Ásia, é símbolo de status.

Arnold Schwarzenegger gravou um vídeo para a Wildlife Conservation Society. Na filmagem, o ex-governador da Califórnia diz: “parem de matar 96 elefantes por dia por causa do marfim”.

O vídeo de Schwarzenegger teve mais de 1,4 milhões de visualizações em vários canais do Youtube. Edward Norton também gravou em apoio à causa para a instituição.

Jared Leto, Kate Middleton, Susan Sarandon, Kathryn Bigelow, Kristin Davis e outros diretores e empresários participam de ações de filantropia pró preservação do elefantes.

“Os artistas são ímãs, e eles atraem outras estrelas e outros milionários para apoiar a causa”, disse Laura Fredricks, uma professora da Universidade de Nova York ao “The New York Times”.

Fonte: O Globo

​Read More
Notícias

Contaminação humana está levando os urubus à extinção

16
Divulgação

A notícia obviamente não está causando tanta comoção como quando o assunto são pandas, baleias ou micos-leões. Mas é grave: os urubus estão desaparecendo. Das 22 espécies dessa lúgubre ave, 4 estão quase ameaçadas de extinção, 3 estão ameaçadas e 9, em situação crítica. É o grupo mais ameaçado de desaparecer entre todas as aves do mundo.

A situação vinha intrigando os biólogos, porque a maioria das aves que comem carniça, como corvos, cegonhas e gaivotas, estão indo muito bem obrigado: sua população está crescendo, em parte graças aos desequilíbrios causados pela humanidade em outras populações animais. Foi com isso em mente que um time de pesquisadores da Universidade de Utah, nos EUA, resolveu fazer um grande estudo para entender as razões da crise entre os urubus.

O que eles descobriram é que os “carniceiros opcionais” estão se dando bem, mas os “carniceiros obrigatórios” não. Corvos, cegonhas e gaivotas são onívoros com uma dieta diversa: até gostam de um cadáver, mas comem de tudo. Já os urubus não têm opção: sem um mortinho, passam fome.

Justamente por isso, estão ingerindo doses extremamente altas de medicamentos e venenos dados por humanos a outros animais. O maior problema parece ser a droga veterinária diclofenac, um anti-inflamatório bovino que causa sérios problemas hepáticos em aves, quando elas comem as vacas contaminadas. Mas, além disso, há urubus morrendo por comer hienas e leões envenenados por criadores de gado, e por intoxicação por inseticidas, raticidas e chumbo de munição. Os pesquisadores descobriram que, em 2007, uma única carcaça envenenada de elefante matou pelo menos 600 aves carniceiras de uma vez, na Namíbia.

Mas e daí? Quem se importa?
Segundo os pesquisadores, é melhor nos preocuparmos. A redução brusca na população de urubus está levando a uma explosão populacional de outros animais que curtem lambiscar uma carcacinha, como ratos e cães selvagens. Ao contrário dos urubus, essas espécies não vêm equipadas com estômagos especializados em matar micróbios letais: por isso, elas transmitem doenças. O fim dos urubus fatalmente levaria a pragas e epidemias, além de piorar muito o cheiro do mundo.

Os pesquisadores de Utah concluem que o problema poderia ser resolvido facilmente: bastaria banir o comércio de certas substâncias perigosas aos urubus. Difícil é convencer governos e ambientalistas a se mobilizarem para salvar uma ave tão impopular.

Fonte: Super Interessante

​Read More
Notícias

MPF move ações por morte de tartarugas em Angra dos Reis (RJ)

Green turtle
Divulgação

Não são só sacos plásticos e redes de pescadores lançados no mar de Angra dos Reis, na Costa Verde, que ameaçam a vida das tartarugas marinhas da região. Entre julho de 2010 e março de 2013, constatou-se que 120 tartarugas-verdes marinhas (Chelonia mydas) e uma tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), espécies com risco de extinção, entraram pelo canal de captação de água da Usina Nuclear Angra 2 e não conseguiram voltar sozinhas, devido à força da corrente do mar. O equipamento, que fica na Enseada de Itaorna, é usado no resfriamento das turbinas. Os animais ficaram grudados na grade de entrada e, ao tentarem nadar contra a maré, 68 morreram e outras 53 ficaram com fraturas no casco e nas vértebras do pescoço.

Por causa do acidente com as tartarugas marinhas, o Ministério Público Federal (MPF) de Angra dos Reis denunciou, no mês passado, a Eletronuclear, o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em duas ações: uma civil pública e outra criminal. Além de requerer à Justiça Federal que paguem multa de R$ 1 milhão pelo dano ambiental coletivo, a procuradora da região, Monique Cheker, pede a condenação delas e de sete dirigentes pelas mortes e traumas nos animais, de acordo com a Lei de Crimes Ambientais (9.605/98).

“A soma das penas para os dirigentes ultrapassa quatro anos de prisão em regime semiaberto, podendo chegar ao fechado, dependendo do juiz. Eles já são réus, pois a Justiça Federal aceitou as denúncias. A Eletronuclear montou um laboratório de lesões e mortes de tartarugas marinhas em extinção e outros animais marinhos, com conivência do Ibama e do ICMBio. Eles levaram mais de três anos para tomar uma providência, mesmo assim, pressionados pela Justiça” disse a procuradora, referindo-se a seis grades e a uma rede instaladas pela Eletronuclear para evitar a entrada dos animais, após a empresa ter sido autuada pelo Ibama, em março de 2013, pressionada pelo MPF.

Mortes detectadas em 2010
Ainda segundo a ação civil pública do MPF, o ICMBio não fez um laudo nem autuou a Eletronuclear por danos à Estação Ecológica de Tamoios (ESEC). Embora as usinas nucleares não fiquem dentro da unidade, estão muito próximas da chamada zona de amortecimento, que também é submetida à legislação ambiental. Uma nota técnica feita por especialista do Projeto Tamar (de preservação das tartarugas marinhas), e usada na ação, atesta que os animais mortos frequentavam a estação ecológica. A procuradora também cobra dos réus os danos à unidade de conservação.

O problema envolvendo as tartarugas começou a ser investigado em 2010, mas a procuradora desconfia que a mortandade, inclusive de outros animais marinhos, ocorra desde que a Usina Angra 1 entrou em operação, na década de 1980.

A primeira informação sobre a morte das tartarugas no sistema de captação de água de Angra 2 surgiu por meio de denúncia anônima de um funcionário da Eletronuclear, em julho de 2010. O ex-chefe do escritório regional do Ibama em Angra, José Olimpio Morelli, em depoimento à Polícia Federal, disse que sugeriu à Eletronuclear a instalação de uma rede na entrada do canal, para evitar a entrada dos animais. A Eletronuclear, no entanto, não pôs a proteção.

Na ação, o MPF argumenta que a empresa “tinha ciência da necessidade de se colocar uma rede para paralisar imediatamente a captura de tartarugas, e não fez”. Só em 7 de abril de 2013, após o incidente com as 120 tartarugas, as necrópsias dos animais foram feitas por uma veterinária contratada pela Eletronuclear, que analisava exclusivamente tartarugas.

“O laudo da PF apontou que, além das tartarugas, morreram arraias e pinguins, que foram parar no lixo. Nem o Ibama, nem o ICMBio autuaram ou advertiram a Eletronuclear por este crime”, diz a procuradora de Angra dos Reis.

Empresa nega que tenha ocultado mortes
A Eletronuclear nega que tenha ocultado as mortes dos animais. Segundo sua assessoria de imprensa, a empresa, “por espontânea vontade, informou aos órgãos ambientais a ocorrência de todas as tartarugas marinhas que entraram na captação de água de Angra 2”, ressaltando que nunca houve a captura incidental delas antes de 2010.

Tanto o Ibama como o ICMBio informaram que as providências foram tomadas, assim que souberam dos incidentes com as tartarugas.

Depois de autuada, a Eletronuclear contratou biólogos da Uerj para fazerem o monitoramento das tartarugas, batizado de Projeto Promontar. Responsável pela ação, a bióloga Gisele Lobo Hajdu explica que há cerca de 200 tartarugas na Baía de Angra. Segundo a pesquisadora, elas se alimentam de algas no entorno da usina.

Atualmente, as tartarugas passam por exames para saber se estão sofrendo algum impacto provocado por mudanças ambientais. Elas podem chegar até 100 anos de vida.

Fonte: Extra Globo

​Read More
Notícias

Galápagos promove extermínio de cabras e outras espécies

Em Galápagos, para acabar com os ratos que ameaçam a fauna nativa local, o jeito foi gastar mais de R$ 1 milhão para alugar um helicóptero e despejar veneno sobre uma ilha.

Essa gigantesca desratização promovida pelos pesquisadores no arquipélago, que se localiza no oceano Pacífico, tem justificativa.
A população de ratos está crescendo de forma descontrolada, e a mania dos bichos de comer ovos de tartarugas e aves nativas de região está levando espécies típicas de Galápagos ao colapso.

Os pesquisadores vinculados à administração do Parque Nacional de Galápagos, situado a cerca de mil quilômetros da costas do Equador (o arquipélago é parte do país) cuja fauna inspirou Charles Darwin (1809-1892), garantem que a substância será terrível contra os ratos, só contra os ratos.

Não se trata de um veneno líquido: os pesquisadores vinculados ao Parque Nacional de Galápagos jogam uma isca envenenada, parecida com um pequeno biscoito cilíndrico, que os ratos confundem com comida.

Cabras

Entre 2004 e 2009, quase 100 mil cabras foram fuziladas em Galápagos.

O número e o método de ação são chocantes, admitem os cientistas, mas o objetivo é evitar que as ilhas, cheguem ao colapso ecológico.

“As cabras são extremamente eficazes em criar uma paisagem similar ao deserto, em razão de sua explosão demográfica e do vigor para se alimentarem. As tartarugas terrestres e outras espécies não eram páreo para elas”, disse há dois anos Felipe Cruz, um dos diretores da Fundação Charles Darwin. Deu certo: as cabras, que tinham se tornado selvagens, foram eliminadas em quase todas as ilhas pelos atiradores em solo e em helicópteros. O custo também ficou na casa dos milhões.

Ainda há um bocado de espécies causando problemas nas ilhas. Entre os mamíferos, porcos e gatos, por exemplo. Além disso, há 748 espécies de plantas introduzidas, inclusive amora e goiaba, em comparação a 500 espécies de plantas nativas.

Ao menos 490 espécies de insetos também foram introduzidas, como vespas e formigas. Esses animais ou plantas encontraram um ambiente com poucos predadores, onde puderam expandir a sua população até começar a ofuscar as espécies nativas.


​Read More