Jornalismo cultural, Notícias

Histórias de animais que escaparam do matadouro em 2019

São histórias com potencial para estimular reflexão sobre a forma como tratamos milhões e até bilhões de criaturas não humanas


Neste final de 2019, selecionamos histórias de animais que lutaram por suas vidas ao longo do ano para não serem mortos e reduzidos a alimentos ou a qualquer meio para um fim que envolva condicionamento, privação, sofrimento e/ou morte. Alguns tiveram apoio humano, outros nem tanto.

O desejo de cada um em não sofrer em decorrência da má intervenção humana, aliado à busca pela liberdade, traz à tona uma clara manifestação da vontade de viver e de não ser submetido a interesses que envolvem privá-los de suas próprias vidas.

Sem dúvida, são histórias com potencial para estimular reflexão sobre a forma como tratamos milhões e até bilhões de criaturas não humanas tão subjugadas às arbitrárias e substituíveis vontades humanas.

Vaca fugiu quando estava sendo transportada para um matadouro em Valley Center, no Kansas (EUA) (Foto: AFP/Getty Images)

A vaca de Valley Center

Em março, uma vaca fugiu quando estava sendo transportada para um matadouro em Valley Center, no Kansas (EUA). Durante a fuga, a polícia foi acionada e o animal correu para o norte da cidade, em direção aos trilhos de trem.

Enquanto tentavam capturá-la, um dos policiais atirou contra a vaca, alegando mais tarde que o animal tentou atacá-lo. Ainda que houvesse confirmação, tal tentativa é uma reação baseada em um instinto de autopreservação.

Após o disparo, a vaca ainda percorreu mais de um quilômetro na luta pela sobrevivência e pela liberdade. Mas acabou capturada na região oeste de Valley Center, e de lá foi enviada para o matadouro da Richards Cold Storage, mesmo depois de se esforçar tanto para não morrer.

Encantados com o animal, os policiais deram a ele o nome de Josh e revezaram para pegá-lo nos braços e agradá-lo (Imagens: NYPD)

O Bode Josh

Em abril, a Polícia de Nova York resgatou um bode pigmeu que vagueava pelas ruas do Queens. Encantados com o animal, os policiais deram a ele o nome de Josh e revezaram para pegá-lo nos braços e agradá-lo. Depois de ser alimentado no Centro de cuidados Animais, Josh foi enviado para viver no santuário de animais Skylands, em Nova Jersey.

O local é administrado pelo caminhoneiro Mike Stura, que há cinco anos decidiu transformar uma fazenda em um abrigo para animais resgatados dos matadouros, fazendas, feiras, sacrifícios religiosos e dos mais diversos tipos de situações de abusos ou abandono.

Histórias de fugas de animais têm se tornado cada vez mais comuns em Nova York, e inclusive de animais escapando dos matadouros. Segundo o Centro de Cuidados Animais, é difícil explicar o que está acontecendo, mas parece que os animais estão se antecipando ao triste destino planejado para eles.

Vídeo mostra o animal lutando pela vida em Bloomsfield, Connecticut (Imagem: Reprodução)

A bezerra de Bloomfield

Em julho, uma bezerra escapou de um matadouro em Bloomfield, no estado de Connecticut (EUA), quando foi perseguida por funcionários da empresa Saba Halal Life Poultry.

No vídeo disponibilizado pela emissora WFSB 3 que mostra o jovem animal lutando pela vida enquanto percorre um estacionamento, três funcionários o capturaram para cortar sua garganta. Um deles antes tentou matar a bezerra com arco e flecha.

Um policial reprovou a cena e a classificou como “um problema, algo que não poderia ser feito”, alegando que havia crianças por perto.

Em reação ao vídeo, a organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) instalou um painel perto de onde a bezerra foi morta para incentivar as pessoas a refletirem sobre a realidade dos animais criados para consumo.

“A tentativa desesperada pela liberdade é um lembrete de que os animais são indivíduos que valorizam suas próprias vidas e não merecem morrer violentamente pelo efêmero prazer da carne”, comentou a vice-presidente executiva da PETA, Tracy Reiman.

Animal escapou de um matadouro em Tierras Altas no último dia 27 (Imagens: Reprodução/Twitter

O novilho de Buenos Aires

Em agosto, um novilho escapou de um matadouro em Tierras Altas, na província de Buenos Aires, na Argentina, e atravessou ruas e atingiu pessoas que estavam em seu caminho.

Uma mulher chamada Claudia Tarrida, que saiu para buscar carne para preparar um churrasco, foi derrubada pelo animal e ficou inconsciente, embora tenha se recuperado rapidamente.

Um vídeo que mostra o momento da fuga do animal foi publicado pelo Crónica Virales no Twitter. “Ainda estou com muito medo. Não consigo dormir porque continuo vendo a face do animal”, disse a mulher.

No vídeo é possível perceber que o novilho, que, sem dúvida, não queria morrer, estava bastante agitado, provavelmente em decorrência da situação vivenciada no matadouro pouco antes da fuga, quando o nível de estresse dos animais pode aumentar bastante. Mais tarde, o animal foi capturado.

“A maioria dos animais estava levando uma vida miserável em gaiolas de arame, enquanto outros eram mantidos acorrentados” (Fotos: HSI)

Os 90 cães de Gyeonggi-do

Em setembro, 90 cães escaparam de um triste fim em um matadouro na Coreia do Sul. Os animais foram resgatados de uma fazenda na província de Gyeonggi-do, que está abandonando o mercado de carne de cachorro.

Segundo a organização Humane Society International (HSI), esta foi a 15ª fazenda de criação de cães com fins de consumo que eles ajudaram a fechar na Coreia do Sul. “A maioria dos animais estava levando uma vida miserável em gaiolas de arame, enquanto outros eram mantidos acorrentados”, informou.

O proprietário da fazenda, Kwon Tae-young, disse que investir em carne de cachorro hoje é mau investimento no país, porque a demanda é cada vez menor. Ele está recebendo ajuda da HSI para fazer uma transição para outra atividade, e assumindo um compromisso firmado em contrato de 20 anos sem se envolver com a atividade, além de demolir todas as gaiolas onde os animais eram mantidos confinados.

“Em vez de vendê-los para os comerciantes, pensei que seria muito melhor se pudessem viver sua vidas e não serem reduzidos à carne ou utilizados em luta de cães”, enfatizou. Uma das colaboradoras da HSI na Coreia do Sul, Nara Kim, declarou que mais coreanos do que nunca estão se posicionando contra a indústria de carne de cachorro.  Os 90 cães resgatados foram enviados para abrigos nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.

Animal ficou gravemente ferido após o acidente e acabou não resistindo (Acervo: NBC)

O iaque de Buckingham

Também em setembro, depois de algumas semanas em liberdade, Meteor, um iaque que escapou do matadouro, morreu atropelado no Condado de Nelson, na Virgínia (EUA). O animal ficou gravemente ferido após o acidente e acabou não resistindo.

Segundo informações da rede NBC, quem o atropelou apenas o abandonou agonizando e seguiu viagem. O motorista também não avisou nenhuma autoridade sobre o acontecido.

Meteor tinha nascido no Condado de Buckingham, também na Virgínia, e conquistou popularidade nacional pela sua história de fuga e vontade de viver ao saltar de um veículo a caminho do matadouro. No entanto, ainda assim sua vida foi interrompida de forma precoce, já que o seu corpo foi encontrado na Rota 29.

Infelizmente a polícia do Condado de Nelson disse que não sabe quem foi o responsável pelo atropelamento seguido de morte. Em homenagem a Meteor, a sede administrativa do condado hasteou uma bandeira a meio mastro.

O que é um iaque?

De acordo com a Enciclopédia Britannica, iaque é um bovino grande e peludo com ombros protuberantes e que pode chegar a 2,2 metros de comprimento. Ele vive em terras altas, principalmente no Tibete. É da mesma família do boi, do búfalo e do bisão. Embora ainda exista em estado selvagem, o iaque passou a ser domesticado há muito tempo no contexto da agropecuária.

Boi que recebeu o nome de Jerry escapou duas vezes do matadouro na Croácia (Foto: CEN)

O boi Jerry

Em outubro, um boi que recebeu o nome de Jerry escapou duas vezes do matadouro na Croácia. Foi o suficiente para que muitas pessoas se unissem e se manifestassem pela preservação da vida do animal que seria morto em Split, na costa dálmata do país.

Pesando cerca de 650 quilos, o bovino marrom começou a receber apoio nas mídias sociais enquanto policiais e veterinários tentavam capturá-lo. Já o nome, surgiu só à época da captura, e como referência ao ratinho do desenho “Tom e Jerry”.

A comoção impediu que Jerry fosse enviado mais uma vez ao matadouro, e o compromisso de não matá-lo foi assumido por Ivan Bozic, proprietário do animal que se responsabilizou em preservar sua vida e garantiu que ele viverá em paz.

O proprietário do matadouro onde aconteceu a fuga disse que até hoje não entendeu como o animal conseguiu fugir. “Simplesmente não sei como aconteceu. Aparentemente, a força pura derrotou a tecnologia”, comentou Petar Skejo.

Por dias, Jerry se manteve distante das pessoas e foi visto em uma floresta e nas imediações de uma colina, provando que mesmo animais normalmente reduzidos a alimentos e produtos lutam por suas vidas e podem ser capazes de reconhecer quando a morte está próxima.

Boi que escapou do matadouro estava vagando pelo distrito de Ilha Verde quando foi encontrado por um grupo de pessoas (Foto: Macau News)

Em dezembro, um boi que escapou do matadouro em Macau, na região autônoma da China continental, estava vagando pelo distrito de Ilha Verde quando foi encontrado por um grupo de pessoas.

Quando veterinários a serviço da Secretaria de Assuntos Municipais de Macau chegaram ao local, o boi estava visivelmente assustado e incomodado, provavelmente porque temia pelo próprio destino.

Segundo o Macau News e o Macau Post Daily, quase 30 pessoas participaram da ação de captura do animal – episódio que movimentou também policiais, bombeiros e funcionários do matadouro de onde fugiu.

Depois de avaliar a situação, os veterinários usaram tranquilizantes para levá-lo até outro local. O secretário de Assuntos Municipais de Macau, José Maria da Fonseca Tavares, disse que eles entraram em contato com a Nam Kwong Group Co., que era a proprietária do animal.

A empresa concordou com a adoção do boi pela Secretaria de Assuntos Municipais. Embora ninguém saiba como o bovino conseguiu escapar do matadouro, Tavares destacou que o animal deve ganhar um nome e viver até os seus últimos dias em paz, além de ser um exemplo para mostrar à população a origem da carne.

O motivo é que a maioria dos residentes locais nunca viu um bovino vivo, já que quase toda a carne que chega a Macau é importada, já que a região autônoma, embora tenha matadouro, não tem a tradição da criação de gado para consumo.

Mesmo depois de horas de perseguição, a polícia não conseguiu capturá-lo, e o animal só não foi morto a tiros porque o “seu valor como touro reprodutor é considerado inestimável” (Foto: Baltimore Sun/Jerry Jackson)O touro de Frederick (bônus)

Em outubro, um touro Angus estava retornando para a fazenda Hedgeapple, no condado de Frederick, em Maryland, quando decidiu correr em busca da liberdade. Utilizado como “reprodutor”, o animal iniciou a fuga quando o veículo que o transportava parou em um semáforo e ele saltou para fora.

Mesmo depois de horas de perseguição, a polícia não conseguiu capturá-lo, e o animal só não foi morto a tiros porque o “seu valor como touro reprodutor é considerado inestimável” – o que significa que o seu “direito de não morrer” está diretamente atrelado à sua função como meio de geração de renda.

A polícia então recorreu ao Zoológico de Maryland, em Baltimore, e o animal acabou sendo alvejado com dardos tranquilizantes em um campo nas imediações da Universidade Estadual de Coppin.

Ele resistiu, e somente após o terceiro dardo sua busca pela liberdade foi interrompida. Ainda assim, demorou para adormecer. Só este ano três animais atravessaram a West Baltimore em busca da liberdade, segundo o jornal Baltimore Sun.    

Outros bovinos foram mortos a tiros na região quando escaparam a caminho do matadouro ou quando eram transportados de uma fazenda até outra propriedade.


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Câmara discute maus-tratos e morte de jumentos para consumo na terça

“A matança de jumentos no Brasil visa atender um anseio meramente comercial e acaba negligenciando questões sanitárias e o bem-estar desses animais”


Na terça-feira (3), às 14h, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados realiza audiência pública no Plenário 8 para discutir maus-tratos e morte de jumentos para consumo.

Foto: Mmarchin/Divulgação/Agência Câmara

Solicitado pelo deputado Célio Studart (PV-CE), o debate é considerado de grande importância em um momento em que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região derrubou liminar que proibia a matança de jumentos na Bahia, assim como a exportação da carne desses animais.

“A matança de jumentos no Brasil visa atender um anseio meramente comercial e acaba negligenciando questões sanitárias e o bem-estar desses animais. Em janeiro de 2019, por meio de denúncia anônima, descobriu-se o estado de insalubridade e calamidade a que vêm sendo submetidos, quando, em Canudos, na Bahia, revelou-se a morte de 200 animais por falta de água e comida”, argumenta o deputado no requerimento.

Segundo Studart, os jumentos que seriam exportados para a China morreram em decorrência de fraqueza e inanição. “Além destes, outros 800 animais foram encontrados na região. Meses antes, em Itapetinga, dezenas de outros jumentos estavam em situação semelhante”, informa.

Vale lembrar também que o consumo da carne de jumento não faz parte dos hábitos dos brasileiros, até porque há uma relação de familiaridade e consideração que se perpetuou culturalmente em relação aos jumentos a partir do século 16.

No entanto, a China que mata cerca de 1,5 milhão de jumentos por ano, seja para o consumo de carne ou para a utilização na medicina chinesa, tem dialogado com o Brasil desde 2015, onde a criação de jumentos é uma tradição, para intensificar a exportação desses animais.

Para discutir sobre o assunto, foram convidados representantes do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, da Frente Nacional de Defesa dos Jumentos, ONG Donkey Sanctuary, Agência de Defesa Agropecuária da Bahia, Ministério da Agricultura e da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Ceará.


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Países onde os gatos são os preferidos registram também altos índices de extermínio desses animais

Enquanto os gatos adentram cada vez mais os lares, inclusive no Brasil, o que tem acontecido com aqueles em situação de rua? Cidades como Los Angeles e Paris, por exemplo, escolhem o extermínio para diminuir a população felina urbana

Cresce o número de gatos nos lares, mas muitos ainda sofrem abandono. Foto site ONG Best Friends

Os gatos vão dominar o mundo. É o que dizem várias pesquisas e tendências, já que a falta de espaço (verticalização das cidades com apartamentos cada vez menores) e a escassez de tempo nos grandes centros urbanos se encaixam melhor com a adoção dos pequenos felinos.

Segundo o site “Statista” especializado em estatísticas, “os cães se destacaram como o principal animal de estimação em todo o mundo em 2018: eram 471 milhões de cães e 373 milhões de gatos”. No entanto, os gatos são maioria nos EUA, Brasil, Rússia, Alemanha, França e Japão. Mas qual será o tratamento dado aos gatos em situação de rua nesses países?

Extermínio de “gatinhos” em Los Angeles

De acordo com a Pesquisa Nacional de Proprietários de Animais de Estimação 2017-2018 da American Pet Products Association são aproximadamente 95,6 milhões de gatos vivendo em domicílios nos Estados Unidos contra 89,7 cães.

Filhotes de gato são induzidos à morte em Los Angeles (EUA). Foto site ONG Best Friends

Mas embora os números apontem que os gatos estão “reinando” mais que os cães nos lares americanos, 860 mil deles são mortos todos os anos naquele país sendo a maioria animais perdidos, ou seja, que já tiveram um lar. Anualmente, 1,5 milhão de animais são induzidos à morte nos EUA sendo 670 mil cães. Em alguns locais ainda se usa câmaras de gás do tamanho de um frigobar onde são colocados até 3 animais.

Como se não bastasse, a turística Los Angeles tem um lado bem obscuro: o extermínio de gatinhos no período entre março e outubro que é quando há maior incidência de cios e nascimento de filhotes.

E o pior: o extermínio é feito, inclusive, por alguns abrigos privados que alegam não ter recursos e nem mão de obra para alimentar os filhotes com mamadeira.

ONGs procuram salvar filhotes condenados à morte, mas milhares não escapam ao triste destino. Foto site ONG Best Friends

Segundo estimativa da ASPCA – American Society for the Prevention of Cruelty to Animals (Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra Animais) são 34 mil gatinhos que entram em abrigos de Los Angeles anualmente, sendo 90% no período de extermínio.

Por isso, toda sexta-feira, a ASPCA salva 30 filhotes levando-os para abrigos de Seattle e Portland. O trabalho de resgate de gatinhos é também feito pela ONG Best Friends (Melhores Amigos) em abrigos com voluntários encarregados da alimentação com mamadeira. Um vídeo da ONG mostra esse trabalho:

A Michelson Found Animals Foundation (Fundação de Animais Encontrados em Michelson) em Culver City (cidade no Condado de Los Angeles) também tem um programa voltado para o resgate de filhotes que certamente seriam mortos entre a primavera e o verão dos EUA.

Paris, a cidade luz, também mata gatos

A França tem várias leis em defesa dos animais, mas um cenário muito triste e cruel ainda persiste por lá em pleno século XXI, principalmente em Paris: o governo ainda mata os animais que não são adotados dentro de um prazo.

“São mais de 11 milhões de gatos vadios! Muitas vezes abusados e frequentemente capturados e sacrificados. Nosso objetivo é interromper a reprodução descontrolada, criando uma campanha nacional de esterilização para frustrar as operações de captura para fins de eutanásia, ainda muito comuns em nosso país”, diz a atriz e ativista Brigitte Bardot no site de sua Fundação.

Em alguns países vigoram leis de proteção animal e, ao mesmo tempo, animais saudáveis são mortos em canis municipais. Foto site Fundação de Animais Encontrados em Michelson

A atriz conseguiu alterar o Código Rural para que gatos vadios esterilizados possam ser liberados em seu local de captura. Além disso, a FBB – Fundação Brigitte Bardot, em 2018, ajudou associações, protetores independentes e municípios esterilizando 11 mil gatos. Este ano as castrações continuaram.

Dois pesos e duas medidas para os gatos no Brasil

De acordo com o IBGE em 2018 havia no país 54,2 milhões de cães e 23,9 milhões de gatos. Segundo a pesquisa, o gato foi o animal que mais cresceu nos lares brasileiros com alta de 8,1% desde 2013. A maior concentração de gatos está em São Paulo (21,6%), Rio de Janeiro (9,1%), Minas Gerais (7,2%) e Rio Grande do Sul (7,2%).

Matéria de capa da mais recente edição da Veja São Paulo fala dessa tendência e de como o comércio tem se voltado para esse novo nicho, afinal, 1,25 milhão dos gatos está em SP. São serviços, eventos e produtos cada vez mais especializados em gatos para atender uma demanda que cresce sem parar.

Os gatos estão tão em evidência que até foram parar na capa de importante revista brasileira

Embora os gatos estejam dominando os lares, para os que vivem em situação de rua o cenário não é dos melhores. Salvo iniciativas de controle populacional por meio do método de CED – Captura, Esterilização e Devolução ao lugar de origem – recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) –  os gatos são vítimas de envenenamento em massa em praticamente todos os bairros de SP (talvez do Brasil).

Além disso, colônias de gatos de cemitérios são frequentemente alvo de crueldade extrema. A situação só não é pior em SP porque desde 2008 a Lei 12.916 passou a proibir a matança de animais em situação de rua e instituiu proteção ao “animal comunitário” – categoria na qual gatos de praças, parques, cemitérios e outros locais públicos se encaixam, embora nem sempre sejam respeitados conforme a lei.

Países com mais gatos domiciliados

Como dito acima, os EUA disparam como país com maior número de gatos domiciliados: 95,6 milhões. O Brasil atingiu a segunda posição com 23,9 milhões. Em terceiro lugar a Rússia cuja população de gatos era de 22,5 milhões em 2018.

De acordo com o site “Statista” em seguida vem a Alemanha com 14, 5 milhões e depois a França com 13, 5 milhões de gatos. O Reino Unido tem 7, 5 milhões, a Itália 7, 3 milhões, a Polônia 6, 4 milhões, a Romênia 4, 3 milhões e a Espanha pouco mais de 3 milhões.

EUA, Brasil, Rússia, Alemanha, França e Japão são os países com maior número de gatos. Foto Site Best Friends

Conforme levantamento da Japan Pet Food Association, são cerca de 9,6 milhões de gatos domesticados no Japão – conhecido como um país amante dos felinos e com diversas ilhas dominadas por gatos.

Mas vale ressaltar: em todos os países citados existem iniciativas de CED para controle populacional de gatos em situação de rua e comunitários (que é uma tendência mundial por ser o método mais eficaz e ético), mas em nenhum deles existe “lei” proibindo que os gatos sejam mortos em canis municipais, muitas vezes levados pelos próprios tutores.

No Brasil existem leis proibindo o extermínio de animais em situação de rua em diversos estados e, em 2018, passou a vigorar em Portugal, onde existe 1, 5 milhão de gatos domiciliados, uma lei federal com essa mesma proibição.

Que os gatos estão ganhando os lares é fato, resta saber se o respeito a eles acompanhará o mesmo ritmo.

Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal.

 

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Notícias

Vereador de Itajaí (SC) sugere matar capivaras para controle populacional

A sugestão cruel foi dada durante a aprovação de requerimento de outro vereador (Paulinho Amândio), que acusa as capivaras de transmitirem graves doenças aos humanos


O vereador Vanderley Dalmolin (MDB), de Itajaí (SC), sugeriu na terça, dia 29 de outubro, que as capivaras sejam mortas como forma de controlar o aumento populacional da espécie.

 

A sugestão se baseia nas justificativas  do requerimento nº 240/2019, do vereador Paulinho Amândio (PDT):  “Os riscos que a espécie traz à saúde dos munícipes por ser hospedeiro do carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa, situação em que é relatado que mais da metade dos casos de infecção levam as pessoas a óbito”.

O vereador Vanderley disse: “A gente não consegue plantar mais, tem que ser tudo com cerca elétrica. Como no Rio Grande do Sul tem problema de invasão do javali, aqui podia trazer um projeto também para redução da capivara, sou a favor sim da matança. Desculpa o que estou falando para vocês aí, mas também está exagerado. Quer ver capivara tomando banho de piscina, vai lá na casa do meu pai, à noite elas vão tomar banho de piscina. Acho que tem que dar um fim nisso daí sim, um basta. Não matar tudo, porque tem que ter um pouco, mas redução, sim. Acredito que vai melhorar porque invasão de carrapato é grande”.

Vanderley disse ainda que pretende elaborar uma proposta de extermínio das capivaras semelhante a que determina a matança de javalis.

O vereador disse ainda que “não quer exterminar” a espécie e que defende os animais. Essa defesa, no entanto, é bastante contraditória, já que não assume qualquer compromisso com a garantia do bem-estar desses animais.

“Vou correr atrás do Ima (Instituto do Meio Ambiente de SC), do instituto ambiental de Itajaí para ver o que é possível, propor essa lei de castração ou tirar do habitat”, disse o vereador ao G1.

A Câmara deve solicitar informações sobre o controle populacional da capivara ao Instituto Cidade Sustentável (ICS), ao prefeito Volnei Morastoni (MDB), ao Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Nota da Redação: a castração é a única via correta que deve ser considerada frente à necessidade de realizar o controle populacional de uma espécie. Matar capivaras, javalis ou qualquer outro animal é uma prática cruel e antiética que fere os direitos animais.


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Destaques

Populações de leões caem pela metade nos últimos 25 anos

Foto: Suzi Eszterhas
Foto: Suzi Eszterhas

O recente lançamento de um livro atraiu atenção para a situação das populações de leões na savana africana. A publicação adverte que o rei da selva pode ser deposto e desaparecer da natureza para sempre, a menos que sejam tomadas medidas urgentes para interromper a extinção desse belíssimo animal.

O alerta vem de fotógrafos da vida selvagem que capturaram mais de 70 imagens dos animais majestosos em parques e reservas nacionais no Quênia, Tanzânia e África do Sul.

“Remembering Lions” (Recordações dos leões, na tradução livre) foi idealizado pela fotógrafa britânica Margot Raggett e tem como objetivo arrecadar dinheiro e conscientizar o público da necessidade de proteger a espécie.

Foto: Marlon du Toit
Foto: Marlon du Toit

Uma foto mostra 10 jovens leões desesperados por comida depois de perderem seus protetores adultos do sexo masculino. O leão mais famoso da África, batizado de Scar (Cicatriz) faz pose em outra imagem e um momento de ternura entre leoa e filhote é pego em uma terceira fotografia.

E na mesma reserva, Maasai Mara do Quênia, um filhote conhece seu pai pela primeira vez.

O número de leões diminuiu pela metade em 25 anos, restando 20 mil representantes da espécie na África e um pequeno grupo na Índia. Margot disse: “A redução rápida é uma das histórias menos conhecidas em conservação, porque a morte desses animais acontece fora da vista. Caçadas e criação em cativeiro podem ter impactos catastróficos nas populações de leões”.

Foto: Margot Raggett
Foto: Margot Raggett

Jonathan Scott, zoólogo e apresentador do Big Cat Live da BBC1, acrescentou: “Não pode haver desculpas, apenas vergonha se permitirmos que o grande e mais icônico felino desapareça do nosso planeta”.

“Precisamos agir agora para que as gerações futuras possam apreciar o som de leões selvagens rugindo ao amanhecer”.

Ameaças e fazendas de criação em cativeiro

Perseguidos e mortos por partes de seus corpos, caçados por troféus, criados para serem vendidos e explorados pela indústria do turismo, os leões enfrentam ameaças sérias à sua sobrevivência.

O leão enfrenta muitas ameaças à sua sobrevivência, uma delas é o crescimento da presença humana em habitats selvagens, que causa o aumento da urbanização e em consequência disso, o número de animais selvagens diminui.

Foto: Chad Cocking
Foto: Chad Cocking

As “caçadas enlatadas”, vendidas como entretenimento para caçadores de troféus que pagam fortunas pela oportunidade de matar um leão, representam outra ameaça grave à espécie.

Movidas pelas possibilidade de lucro, fazendas de criação de leão tem surgido e se espalhado por toda a África do Sul. Nesses verdadeiros antros de crueldade os animais são forçados a se reproduzir, muitas vezes entre irmãos, com o risco de causar endogamia, ocasionando o nascimento de animais com defeitos congênitos sérios e irreversíveis.

Além de serem vendidos para caçadas cruéis onde o único destino possível é a morte, os leões mantidos nessas instalações muitas vezes são explorados pela indústria do turismo, que cobra valores dos visitantes ávidos por fotos, em troca da “oportunidade” de poder acariciar ou dar mamadeira a um filhote de leão.

Apesar da caça de grandes felinos ser proibida no país, a África do Sul permite a exportação de esqueletos provenientes de cativeiros | Foto: WAP
Apesar da caça de grandes felinos ser proibida no país, a África do Sul permite a exportação de esqueletos provenientes de cativeiros | Foto: WAP

O tráfico de partes de leão (ossos, pele, garras, cabeça) e a venda de animais também movimenta um mercado ativo e cuja demanda estimula a criação, caça e morte dos grandes felinos.

Embora o comércio internacional de partes de corpos de leões seja proibido pela CITES, a África do Sul tem permissão para estabelecer sua própria cota de exportação para leões cativos, cujos ossos são indistinguíveis de indivíduos selvagens. Quase duplicando desde 2017. Ano passado o governo aprovou uma cota de exportação de 1.500 esqueletos de leão em cativeiro.

A atual situação do leão, é a de uma espécie ameaçada de extinção, medidas urgentes precisam ser tomadas para a preservação da espécie, tanto pelo governo da África do Sul em prol da conservação e inibição de atividades que ameacem a sobrevivência da espécie, como as fazendas de criação e caçadas por troféus e a exportação de partes do corpo do animal, quanto pelos demais países que contribuem para que os números das populações do grande felino declinem, com o Reino Unido e os Estados Unidos como campeões de importação de troféus.

Dados sobre os leões

Os leões foram extintos em 12 países nas últimas décadas e agora ocupam apenas 8% do seu alcance histórico.

Foto: World Animal Protection
Foto: World Animal Protection

Na maioria das áreas onde eles são encontrados, as populações selvagens caíram cerca de 60% em pouco mais de 20 anos. Populações na África Ocidental são classificadas como Criticamente Ameaçadas.

Cerca de 20 mil leões permanecem em estado selvagem, em toda a África.

Desde 2008, 6 mil esqueletos de leões foram enviados para o leste da Ásia do Sudeste, provavelmente derivado de instalações de reprodução em cativeiro.

Em 2017, os EUA importaram mais de 230 troféus de leão, incluindo crânios, ossos, pele e garras (no Reino Unido, 20).

Cerca de 84% das instalações de leões em cativeiro na África do Sul estão envolvidas na venda de leões vivos e 72% venderam intencionalmente partes de corpos de leões.

Foto: Getty
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Mais de 750 mil animais foram mortos na iminência da Segunda Guerra Mundial

Na iminência da Segunda Guerra Mundial, o governo britânico criou o Comitê Nacional de Precauções Contra Ataques Aéreos na Grã-Bretanha – que foi responsável, entre outras ações, pelo extermínio de mais de 750 mil animais domésticos.

Mais de 750 mil animais foram mortos antes da Segunda Guerra (Foto: Reprodução/Portal Aventuras na História)

O governo concluiu que o gasto com a alimentação dos animais seria prejudicial para a economia do país durante a guerra e, por isso, elaborou panfletos intitulados “Conselhos para os donos de animais” e os encaminhou para as famílias. As informações são do portal Aventuras na História.

“Se possível, leve seus animais domésticos para fora do país antes de uma emergência. Se não for possível, é melhor que sejam exterminados”, diziam os panfletos, que tiveram seus conteúdos publicados pela BBC e por jornais.

O pedido foi aceito e mais de 750 mil animais foram mortos em apenas uma semana. Os domésticos, no entanto, não foram os únicos. Isso porque os animais explorados para entretenimento humano pelo zoológico de Londres também foram exterminados.

Panfleto entregue às famílias (Monumento em homenagem aos animais mortos (Foto: Reprodução/Portal Aventuras na História)

Em 1939, quando a guerra foi declarada, clínicas veterinárias ficaram lotadas de tutores à procura de profissionais para sacrificar os animais.

A morte direta de animais não foi, porém, o único horror promovido na época. Isso porque 6 mil cachorros foram explorados pelo exército da Grã-Bretanha e muitos perderam a vida.

“As pessoas estavam preocupadas com a ameaça de bombardeios e escassez de alimentos, e achavam inadequado ter o ‘luxo’ de um animal durante a guerra”, explicou Pip Dodd, curador sênior do Museu Nacional do Exército.

Monumento em homenagem aos animais mortos (Foto: Reprodução/Portal Aventuras na História)

“Era uma das coisas que as pessoas tinham que fazer – evacuar as crianças, colocar as cortinas de blecaute e matar o gato”, contou a historiadora britânica Hilda Kean.

Em Hyde Park, Londres, foi construído um memorial a todos os animais que morreram por causa da Segunda Guerra Mundial. “Eles não tiveram escolha”, diz uma das frases do memorial.

Alemanha nazista

Os animais tutelados pelos judeus, perseguidos e mortos pelo nazismo na Alemanha, também não foram poupados. Cães e gatos foram executados na frente dos judeus, abandonados dentro das casas, escondidos em porões, levados para morte induzida e, com alguma sorte, clandestinamente acolhidos por famílias não-judias. É provável ainda que cães e gatos tenham servido para testar as câmaras de gás antes do genocídio ter início e que também tenham servido a experimentos médico-científicos pelos nazistas.

Uma reportagem especial feita com exclusividade pela Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) traz mais detalhes dos horrores promovidos pelos nazistas contra os animais tutelados por judeus e apresenta, inclusive, relatos de judeus sobreviventes residentes no Brasil. Confira na íntegra clicando aqui.


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Governo Trump aprova permissão para importar troféu de caça de rinoceronte negro

O animal pertence a uma espécie criticamente ameaçada de extinção, o caçador Chris Peyerk pagou 400 mil dólares para matar o rinoceronte na Namíbia


 

Foto: ABC News/Reprodução
Foto: ABC News/Reprodução

O pedido de permissão solicitada por um caçador de troféus de Michigan (EUA) para trazer o crânio, a pele e os chifres de um rinoceronte negro criticamente ameaçado de extinção morto por ele na África para os Estados Unidos, será aprovada pelo governo Trump, de acordo com um relatório feito pela Associated Press.

Chris Peyerk, de Shelby Township, localizada no estado no Michigan, solicitou a permissão de importação em abril. “O requerente solicita uma permissão para importar o troféu esportivo de caça de um rinoceronte negro (Diceros bicornis) do sexo masculino da Namíbia com o objetivo de melhorar a propagação ou sobrevivência da espécie”, diz o texto do documentos do departamento de Serviços de Pesca e Vida Selvagem dos EUA.

Peyerk teria pago 400 mil dólares a um programa de combate à caça para que pudesse obter permissão para caçar “espécies criticamente ameaçadas” dentro de um parque nacional da Namíbia, informou a AP (Associated Press).

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) diz que restam cerca de apenas 5.500 rinocerontes negros na natureza.

As notícias da aprovação pelo governo Trump foram recebidas com uma reação de indignação e revolta por grupos de defesa dos direitos animais em todo o mundo, que acusam os EUA de incentivar a matança de animais em extinção com essa medida.

“Pedimos ao governo federal americano que encerre esse esquema de pagamento para matar, que permite que rinocerontes criticamente ameaçados sejam mortos por americanos ricos, enquanto desfere um golpe devastador à conservação dos rinocerontes”, disse Kitty Block, presidente e CEO da Humane Society em um comunicado. “Embora não possamos atrasar o relógio para salvar esse animal, o governo pode impedir que os EUA contribuam ainda mais para o fim dessa espécie, recusando futuras licenças de importação de troféus de rinocerontes negros. Rinocerontes negros devem estar fora dos limites para caçadores de troféus”.

“O governo Trump deu outro golpe na proteção da vida selvagem ao conceder sua terceira permissão para importar um troféu de rinoceronte negro, uma espécie criticamente ameaçada”, disse Sara Amundson, presidente do Fundo Legislativo da Humane Society, em um comunicado.

O rinoceronte negro, que pode pesar entre 1.760 e 3.080 libras, é uma espécie em risco de extinção. No entanto, a tendência atual da população é de crescimento, de acordo com a National Geographic.

Os rinocerontes negros são conhecidos por seus dois chifres, que podem crescer até 5 pés de comprimento, o NatGeo diz que esses chifres são a razão pela qual suas vidas estão em risco.

“Muitos animais foram mortos pelos seus chifres, que são usados na medicina tradicional na China, Taiwan, Hong Kong e Cingapura. O chifre também é valorizado no norte da África e no Oriente Médio para ser usado na confecção de adagas ornamentais”, de acordo com o National Geographic. “O rinoceronte negro já percorreu a maior parte da África subsaariana, mas hoje está à beira da extinção devido à caça, impulsionada pela demanda comercial por seu chifre”.

O departamento de Serviços de Pesca e Vida Selvagem dos EUA, que é a agência que recebe as licenças de caça de troféus, defendem esse tipo de “caça de conservação”, dizendo que realmente beneficia as espécies a longo prazo.

Sob o governo presidente Barack Obama, o departamento de Serviços de Pesca e Vida Selvagem emitiu a primeira permissão de importação de troféu de rinoceronte preto criticamente ameaçada em 33 anos.

A ABC News, fonte original da matéria, não recebeu imediatamente uma resposta do governo Trump ou do Departamento do Interior para comentar o assunto.

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Galos explorados em rinha são mortos na Bahia após decisão judicial

Galos resgatados após serem explorados em uma rinha em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, foram mortos na sexta-feira (9). Noventa aves tiveram suas vidas tiradas por determinação da Justiça. Eles foram resgatados no dia 26 de julho e desde então estavam sendo mantidos no antigo pátio da delegacia do município.

A autorização para matá-los foi solicitada sob a justificativa de que não havia condição de mantê-los no pátio. Apesar de existir a possibilidade de buscar lares para eles, inclusive em santuários, optou-se por retirar deles o direito à vida.

Foto: Blogbraga

O juiz Flávio Ferrari justificou que tentou de várias formas evitar que os galos fossem mortos, mas que órgãos como o Ibama e a Secretaria do Meio Ambiente não tinham onde colocá-los. As informações são do G1.

O Ministério Público havia solicitado que os animais fossem levados para uma comunidade terapêutica da cidade para que eles fossem mortos e consumidos no local. No entanto, um parecer técnico apresentado por um veterinário concluiu que isso não poderia ser feito porque a carne dos animais não estava apta para consumo devido ao estresse continuado, traumas, ferimentos e procedimentos veterinários inapropriados aos quais eles foram submetidos e os hormônios que receberam. Todo esse sofrimento, porém, não impediu que a Justiça impedisse que esses animais tivessem um final feliz. Na decisão judicial, foi usada o argumento injustificável de que os galos não poderiam ser doados para ONGs porque foram treinados para matar.

O delegado Leonardo Mendes, titular da delegacia do município, afirmou inicialmente que cerca de 200 galos foram resgatados na ação policial. No entanto, posteriormente o delegado Rivaldo Luz, coordenador da Polícia Civil na região disse que não se sabe o número exato de animais.

Foto: Blogbraga

Outros galos resgatados na ação foram entregues para ONGs. Não há informações, porém, da quantidade de aves salvas.

No dia do resgate, cerca de 150 pessoas foram presas na rinha. Os policiais apreenderam R$ 30 mil no local, além de biqueiras de metal, esporas e medicamentos para os animais – como anti-inflamatórios e hormônios injetáveis.

Os tutores dos galos e o dono da rinha respondem em liberdade por abuso e maus-tratos contra animais.


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Moradores encontram mais três gatos mortos com suspeita de envenenamento em Arraial do Cabo (RJ)

Moradores encontraram mais três corpos de gatos na manhã deste sábado (29) em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. No dia anterior, outros oito animais também morreram com suspeita de envenenamento. O grupo vivia em um pesqueiro na Praia Grande.

Foto: Projeto Animal de Arraial / Divulgação

Uma gata conseguiu sobreviver e, segundo o Projeto Animal, ela tem um quadro de rinotraqueite grave e está sob cuidados médicos. Agora, sete felinos continuam desaparecidos.

O Projeto informou ao G1 que encaminhou um dos corpos dos gatos para fazer uma autópsia em uma clinica veterinária de Cabo Frio.

Na segunda-feira (1º), os integrantes do projeto pretendem se reunir com representantes da OAB para que o caso seja levado ao Ministério Público.

A principal suspeita da associação é que os animais tenham sido envenenados, devido a sintomas como tremores, salivação e coordenação motora altamente danificada. Para Ramon Amorim, vice-presidente do Projeto Animal, é quase certo que se trata de chumbinho. “Não sei quem faria tamanha maldade”, revelou.

Gatos foram encontrados mortos (Foto: Projeto Animal de Arraial do Cabo / Divulgação)

Em relação aos corpos encontrados, a Prefeitura de Arraial do Cabo informou, por meio de nota, que “a princípio, a Prefeitura vai acompanhar a apuração do caso”.

Sobrevivente

A gatinha encontrada viva na última sexta-feira (28) segue em observação. Segundo a clínica veterinária que cuida do animal, ela está no soro e aparenta uma leve melhora.

Uma amostra de sangue foi coletada neste sábado para exame.

Gata sobrevivente está internada em clínica veterinária (Foto: Projeto Animal de Arraial do Cabo / Divulgação)

Fonte: G1


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Mais de 50 gatos são encontrados mortos em um ano e moradores suspeitam de envenenamento

Moradores do centro de Palmas (TO) estão assustados com a quantidade de gatos que estão sendo encontrados mortos. Com o aumento dos casos, os moradores suspeitam que os animais estejam sendo envenenados. Dentro de um ano pelo menos 50 morreram.

A pedagoga Monique Vermuth cria gatos e esta semana soube que um deles foi envenenado. “Três casas depois da minha ela estava lá morta. É horrível porque o bichinho a gente tem como se fosse da família”, lamenta.

Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A vizinhança está amedrontada e acredita que o autor dos crimes de maus-tratos seja a mesma pessoa.

A dona de casa Jucilene Soares tem uma cadela e conta que vai redobrar os cuidados. “Não vou mais andar com ela por aí, porque ela anda cheirando as coisas. Eu não sei quem vai botar veneno, quem está fazendo isso”.

“Sempre tinham animais ou pessoas andando com eles, agora a gente só vê as pessoas com os seus animais próprios na coleira”, disse um morador.

Maus-tratos é crime

A lei nº 2.468 de 10 de junho de 2019, que consta no Diário Oficial de Palmas, define como maus-tratos o abandono de animais, seja em vias públicas, residências fechadas ou inacabadas. Agressões diretas ou indiretas como espancamento ou uso de instrumentos cortantes ou uso de substâncias químicas, tóxicas, escaldantes e fogo também são crimes.

Os casos precisam ser denunciados na delegacia do Meio Ambiente para que os suspeitos sejam procurados, identificados e punidos. “O que deve fazer é filmar, gravar. Devem ter provas”, disse a advogada Vanielle Paiva.

Fonte: G1


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Mais de 25 cães e gatos são mortos em uma semana em Campo Novo (RS)

Na última semana, foram encontrados 28 animais, entre cachorros e gatos, mortos na cidade de Campo Novo, no Rio Grande do Sul. Seis deles foram mortos na última quinta-feira (27). O caso, que revoltou a população, está sendo investigado pela Polícia Civil.

Foto: Pixabay

Há um suspeito de ter praticado a matança, segundo o delegado de Polícia Vilmar Schaefer. “Estamos dando prioridade para este caso, pois existe a efetiva possibilidade que tenha sido utilizado o pesticida estricnina, que é altamente tóxico e tem sua venda proibida”, disse ao portal Correio do Povo. “Se for confirmada que a morte é em decorrência do uso de estricnina, nota-se que é um psicopata que está fazendo isso”, completou.

De acordo com Schaefer, se o envenenamento for comprovado, o criminoso seja indiciado pelo crime de maus-tratos a animais, com pena de detenção de até um ano, além de multa. Em caso de morte do animal, a penalidade pode aumentar de um sexto a um terço.

Um laudo pericial sobre a morte de um dos cães está sendo elaborado pelo laboratório da Unijuí, em Ijuí, segundo o secretário do Meio Ambiente de Campo Novo, Leandro Dorneles. “O resultado dos exames deve ser conhecido na próxima semana”, afirmou.

A presidente da ONG Olhos que Falam, de Campo Novo, Tamara Correa Gonzatto, espera que o trabalho da polícia evite novas mortes. Segundo ela, animais em situação de rua e outros, que possuem lares, foram mortos. “É inadmissível que pessoas façam uma coisa dessas”, disse Tamara.


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Autorização para extermínio de capivaras gera críticas em Itatiba (SP)

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente autorizou o extermínio de capivaras que vivem em um condomínio de Itatiba, no interior de São Paulo, após um morador morrer por febre maculosa – doença transmitida pelo carrapato-estrela, que tem a capivara como hospedeira. A medida cruel, no entanto, gerou críticas de moradores e levou órgãos de proteção animal a recorrerem ao Ministério Público.

“Em função deste óbito que ocorreu, em janeiro do ano passado, os órgãos estaduais determinaram que a gente, por ser agora uma área de transmissão de febre maculosa, fizéssemos o sacrifício de todas as capivaras do condomínio”, explicou à TV TEM o síndico José Augusto da Silva. Das cerca de 40 capivaras que viviam no local, 13 já foram mortas.

Foto: Reprodução/TV TEM

Uma das pessoas que é crítica da decisão da secretaria é a aposentada Sueli Fassio, que mora no condomínio há 22 anos. “Quando não tiver mais nenhuma capivara, os carrapatos vão continuar. Aí não vão poder jogar veneno nessa grama, porque vão matar os peixes e os gansos que temos aqui”, disse.

A castração e a esterilização são as práticas mais adequadas para solucionar o problema, segundo o médico veterinário Paulo Anselmo Felippe, que estuda manejos de capivaras. O especialista explicou que a bactéria permanece por apenas 15 dias no organismo do animal e, depois, não aparece nunca mais no sangue.

“Porque o sistema imunológico dela se organiza e ela não vai ter mais essa riquetsemia, essa bactéria circulando. Então, ela não infecta novos carrapatos. Sempre que a riquétsia circulou naquela população, você retira os animais e vêm novos, vai acontecer riquetsemia nesses novos, porque eles não tiveram contato anterior com a bactéria”, afirmou.

A diretora da Secretaria do Meio Ambiente,Vila Geraldi, discorda do veterinário e afirma que após a capivara ficar imune, os carrapatos infectados vão continuar transmitindo a doença pela picada.

Capivaras já foram mortas em condomínios fechados de outras sete cidades, segundo a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. O órgão argumenta que não é viável levar as capivaras para outros locais porque isso só mudaria a área de transmissão da doença.

“O critério é o do risco da saúde pública e esse critério é previsto na constituição federal e estadual. Embora ele seja um animal silvestre, que tem toda a proteção, se ele tem essa condição de risco à saúde pública, nós temos que analisar a situação e ver o que temos que fazer para que esse risco deixe de existir. Não podemos ignorar esse risco”, concluiu a diretora da Secretaria do Meio Ambiente.

Nota da Redação: com o crescimento urbano, seres humanos têm habitado, cada vez mais, regiões que eram originalmente ocupadas apenas por animais, como frequentemente acontece com condomínios fechados construídos em áreas verdes. Não é justo, portanto, que o animal, que já teve que se adaptar a um habitat desfragmentado graças à presença humana, tenha sua vida tirada. Além disso, o argumento de que transportar as capivaras para outros locais é inviável devido à mudança da área de transmissão da doença não se sustenta, já que basta levar esses animais para locais de mata, afastados de regiões urbanas. Matar esses animais é uma prática cruel, antiética e injustificável. 


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