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Após navio tombar, 60 ovelhas são resgatadas com vida na Romênia

Ativistas pelos direitos animais afirmaram que as embarcações que transportam ovelhas são “navios da morte”


Após um navio com 14,6 mil ovelhas tombar no domingo (24) na Romênia, equipes de resgate conseguiram retirar 60 animais com vida da embarcação.

Foto: Claboo Media/Reuters

A operação de resgate continua, segundo a agência de notícias romena Agerpress. “Os animais são removidos do navio e transportados à costa, de onde são levados por veterinários e avaliados em tendas aquecidas”, informou.

O navio Queen Hind saiu da costa da Romênia através do porto de Midia e tinha como destino a Arábia Saudita. As causas do tombamento da embarcação ainda não foram apontadas.

Para ativistas pelos direitos animais, as embarcações que transportam ovelhas são “navios da morte” que não só estão sujeitos a tombamentos, como também condenam os animais a suportar temperaturas quentes no verão, fazendo-os sofrer.

O diretor da Animals International, Gabriel Paun, afirmou que a ONG suspeita que “excesso de carga no navio e má distribuição de peso levaram à inclinação decisiva do navio e, finalmente, à emborcação”.

De acordo com a entidade, o motor do Queen Hind quebrou no Mar de Mármara, em dezembro de 2018, deixando a embarcação à deriva por dias. Após esse episódio, transportes de animais vivos foram feitos pelo navio saindo da Romênia com destino à Jordânia, Arábia Saudita, Dubai, nos Emirados Árabes, e Catar.

Foto: Animals International / amateur sources

A Romênia é o terceiro maior criador de ovelhas da União Europeia, ficando atrás apenas do Reino Unido e da Espanha. O país é também um dos principais exportadores. Os animais são transportados principalmente para o Oriente Médio.

Em julho, o então comissário europeu Vytenis Andriukaitis, encarregado da saúde e segurança alimentar, exigiu que Bucareste suspendesse a exportação de 70 mil ovelhas para países do Golfo Persa por motivos de bem-estar animal.

Para que sejam exportados, os animais suportam viagens longas e estressantes, em ambientes superlotados, sem espaço para que possam se locomover e descansar, e muitas vezes em local insalubre, no qual viajam envoltos nos próprios excrementos.


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Jornalismo cultural, Notícias

Tereza Cristina diz que exportação de “gado em pé” para o Vietnã é um mercado novo que se abre

Por David Arioch

Eles querem a carne brasileira. É um mercado novo que se abre, um país que tem 100 milhões de pessoas”, destacou (Fotos: Mapa/Save Movement)

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, que se reuniu com o primeiro-ministro do Vietnã, Nguyen Xuân Phúc, disse ontem que o país asiático está disposto a abrir o mercado de carne bovina para o Brasil no segundo semestre deste ano.

De acordo com a ministra, os vietnamitas demonstraram grande interesse na compra de “boi em pé”. “Eles querem a carne brasileira. É um mercado novo que se abre, um país que tem 100 milhões de pessoas”, destacou.

Em contrapartida à compra de “gado em pé”, o Vietnã quer exportar camarão e ampliar a venda de peixe da espécie panga no Brasil.

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Ativistas russos se unem para fiscalizar caça e exportação de baleias

Caçadores russos motivados pela oportunidade de obter lucros capturam e comercializam dúzias de baleias para a China todos os anos. Como essa prática é ilegal no país, eles têm camuflado o negócio, retirando as baleias de seus habitats naturais sob o disfarce de “fins científicos e educacionais”. O que comprova que a fiscalização é branda, e as várias brechas deixadas pelo governo têm sido muito bem aproveitadas pelos criminosos.

Nos últimos cinco anos, estima-se que pelo menos 15 orcas e mais de 200 baleias-beluga foram capturadas na Rússia e vendidas para os oceanários chineses que as utilizam para entretenimento humano. Em contrapartida, não há dados que comprovem pesquisas significativas sendo conduzidas sobre cetáceos – para justificar a retirada dos animais para “fins educacionais”.

Reprodução | One Green Planet

No mês passado, o Gabinete do Procurador-Geral da Federação Russa lançou uma investigação criminal sobre as operações responsáveis por capturar ilegalmente sete orcas de águas russas e vendê-las a parques marinhos na China. Mesmo assim, o governo russo ainda está dando novas permissões para captura e planeja permitir que um total de 26 orcas e 225 belugas sejam retiradas do mar nos próximos dois anos.

Atualmente, não há dados oficiais sobre o número de baleias selvagens que vivem em águas russas. Isso torna a prática de capturar esses animais aquáticos e colocá-los em cativeiro ainda mais irresponsável, pois poderia muito bem dizimar suas populações e levar à sua extinção no futuro próximo.

Reprodução | One Green Planet

Determinado a pôr um fim a essa prática imprudente e desnecessária, uma equipe de voluntários altruístas da organização russa Ocean Friends assumiu a missão de monitorar os navios de caça às baleias para que eles possam descobrir quantas das criaturas estão sendo capturadas e tentar intervir. Ao longo do caminho, a equipe tem tirado fotos e filmagens e as compartilha nas mídias sociais para conscientizar o público sobre a captura sem sentido de orcas, belugas e outras baleias.

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PL que proíbe exportação de animais em SP pode ser votado nesta terça-feira

O projeto de lei 31/2018, que proíbe a exportação de animais vivos através dos portos do estado de São Paulo, tem sofrido vários impedimentos, devido a manobras políticas, no que se refere à votação. A expectativa, no entanto, é de que a proposta seja votada na próxima terça-feira (17).

(Foto: Divulgação / Fátima ChuEcco)

No último sábado (14), um grupo de ativistas protestou em frente ao porto de São Sebastião, no litoral de São Paulo. Os defensores dos direitos animais, que estavam no local desde a noite anterior, tendo feito vigília durante a madrugada, pedem a votação e aprovação do PL 31. Eles fizeram registros, durante a manifestação, do navio Barder III, que no momento do ato já estava atracado no porto com bois nas dependências, conforme foi exposto em imagens feitas pelos ativistas, que, inclusive, alugaram um barco para que pudessem se aproximar mais do navio.

O Barder III tem como destino final a Turquia. Para chegar até o país, os animais são submetidos a uma viagem extremamente longa e exaustiva, que dura cerca de 15 dias. Em ambiente superlotado, no qual os bois se amontoam um sob os outros, e repleto de fezes e urina, esses animais são transportados. De acordo com informações divulgadas pelo portal Tamoios News, até o próximo dia 25 cerca de 27 mil animais devem ser exportados através do porto de São Sebastião.

O fim da exportação de animais vivos é amplamente defendido no Brasil. O governador de São Paulo, Márcio França (PSB), posicionou-se contra a atividade e se comprometeu a sancionar o PL que proíbe a exportação de animais vivos pelos portos do estado de São Paulo, caso ele seja aprovado pela Alesp. O município de Santos, no litoral paulista, também se colocou contrário aos embarques de animais ao proibir, através de uma lei, a entrada de caminhões com animais vivos na cidade. A legislação foi sancionada pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), mas foi derrubada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. A Prefeitura afirmou que iria recorrer da decisão.

O Ministério Público Federal (MPF) também afirmou ser contra a exportação de animais. O órgão tenta derrubar uma liminar concedida pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) que permitiu que os embarques de animais vivos continuassem a ocorrer nos portos brasileiros. A determinação do TRF-3, tomada a pedido da União, veio para derrubar uma decisão anterior que proibia as exportações de animais em todo território nacional.

De acordo com o MPF, exportar animais vivos para fins de consumo viola a Constituição Federal, já que é um ato cruel e submeter os animais à crueldade é proibido pela Constituição.

Apoio internacional

O posicionamento contrário à exportação de animais vivos não se restringe aos brasileiros. A comunidade internacional também tem apoiado a campanha contra os embarques.

Em Portugal, entidades realizaram um protesto em Lisboa e em Israel, ambientalistas têm questionado empresas que atuam na exportação de animais. No país, recentemente foi aprovado, pelo Comitê Ministerial de Legislação de Israel, um projeto de lei que propõe a eliminação progressiva da importação de animais vivos.

Para que as importações possam ser gradualmente eliminadas, o projeto estabeleceu que, na primeira etapa, as operações de transporte de animais com destino à Israel sejam submetidas a quotas fixadas pelo Ministério da Agricultura. A quota de 2019 deve 75% do número de animais importados em 2017. Nos anos seguintes, uma redução de 25% ao ano será aplicada. Em três anos, as importações serão totalmente eliminadas.

Ainda sobre as manifestações realizadas no mundo, ativistas também têm feito pressão contra a exportação de animais na Austrália, país que conta com o apoio da influente médica veterinária Dra. Lynn Simpson, que já acompanhou mais de 50 viagens dentro de navios boiadeiros.

“É comum ver os animais com as línguas de fora, tentando respirar sem conseguir, já ficando azuis com a falta de oxigênio. Animais mais fortes sobem em cima dos mais fracos, em busca de ar, esmagando-os. Alguns caem já espumando pelo nariz. Quando tentamos puxar os animais mortos, as pernas se soltam facilmente e vemos os músculos já sem cor, a gordura translúcida – sinais indicativos de cozimento. Os bois são cozidos vivos”, afirmou a veterinária.

Lynn acredita que a corrida pela civilidade em respeito ao bem-estar animal está sendo liderada por Israel e pede que o Brasil e a Austrália sigam o mesmo caminho.

“É um comércio que está morrendo, que pertence à Idade Média”, concluiu.

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Governo congolês pretende exportar animais ameaçados de extinção para zoos na China

Gorilas-das-montanhas e outras espécies ameaçadas da República Democrática do Congo correm o risco de serem retiradas da natureza e exportadas para zoológicos chineses, segundo grupos conservacionistas.

Animais ameaçados de extinção no Congo correm o risco de serem retiradas da natureza e exportadas para zoológicos chineses.
A República Democrática do Congo é lar de diversas espécies que correm risco de extinção. (Foto: Michele Sibiloni/AFP)

Uma carta do ministro do Meio Ambiente do Congo para uma empresa chinesa, aparentemente referindo-se a um pedido de várias espécies raras, foi vazada e provocou indignação da ONG protetora da vida selvagem, Born Free, e de outras organizações defensoras dos direitos animais.

A correspondência, postada no Twitter por um ativista ambiental, refere-se a um pedido de uma dúzia de gorilas-da-montanha, 16 bonobos, 16 chimpanzés, oito peixes-boi africanos e 20 ocapis.

Os animais, todos pertencentes a espécies ameaçadas de extinção, foram solicitados pelo zoo de Taiyuan, na província chinesa de Shanxi no norte do país, e ao zoo Anji Zhongnan, no leste da China.

O país não possui programas de reprodução em cativeiro, portanto, entende-se que qualquer acordo exigiria que os animais fossem retirados da natureza. Estima-se que apenas 200 gorilas das montanhas ainda habitem o Congo, enquanto os bonobos são endêmicos no país, ou seja, exclusivos da área.

O presidente da Born Free, Will Travers, disse: “Estamos profundamente desanimados com essas propostas e tememos pelo bem-estar desses animais. Retirá-los da vida selvagem colocará diversas vidas em risco e, em nossa opinião especializada, os zoológicos envolvidos claramente não conseguirão atender às complexas necessidades de saúde, sociais e emocionais desses animais, caso sobrevivam à captura e ao transporte. ”

A carta, datada de 8 de junho de 2018 e assinada pelo ministro do Meio Ambiente do Congo, Amy Ambatobe Nyongolo, parece concordar com a exportação dos animais.

A correspondência é dirigida a Liu Min Heng, CEO da Corporação de Comércio Internacional Tianjing Junheng, e cita um suposto acordo entre os zoos chineses e o Instituto do Congo para a Conservação da Natureza (ICCN), órgão responsável pela proteção da fauna e flora do país.

Adams Cassinga, um jornalista investigativo que se tornou ambientalista e fundador da organização Conserv Congo, recebeu a carta de uma fonte. Ele a postou no Twitter e lançou uma petição para impedir a exportação dos animais, que até agora, foi assinada por quase 3.000 pessoas.

Cassinga disse: “Fiquei completamente chocado quando vi a carta. Todos esses animais são altamente protegidos e ameaçados. Um grande esforço de organizações locais e internacionais tem sido feito para preservá-los, e então esse cara [ Amy Ambatobe] vem do nada e decide enviar esses animais para a China sem consenso.”

“A maioria de nós aqui nunca viu esses animais raros. Eu, por exemplo, nunca vi um peixe-boi na República Democrática do Congo. Eu gostaria que os chineses estivessem envolvidos na conservação de nossa vida selvagem, mas eles estão entre aqueles que a estão destruindo. Nós não temos pandas em nossos zoológicos. Por que nossas espécies raras devem aparecer nos zoos deles?

De acordo com as fontes de Cassinga, o acordo entre o governo e a empresa chinesa estipula que qualquer descendência dos animais deve ser devolvida à natureza na RDC. Cassinga, no entanto, lançou dúvidas sobre a praticidade de tal plano.

Ele disse: “Isso é algo que é improvável devido a muitos desafios, principalmente a falta de recursos do estado congolês”.

O ICCN publicou uma declaração distanciando-se da proposta de exportar animais, instando o governo a respeitar a convenção sobre o comércio internacional de espécies da fauna e flora silvestres ameaçadas de extinção (CITES).

No entanto, o governo do Congo, desde então, emitiu uma declaração alegando que nenhum acordo foi alcançado e que a convenção ainda está sendo avaliada.

Em carta à Cites, Born Free e outros 15 grupos da sociedade civil levantaram preocupações e pediram medidas para impedir exportações potencialmente fraudulentas. As organizações afirmam que qualquer remoção de grandes primatas da natureza seria ilegal sob a lei nacional.

Travers admitiu que o investimento chinês pode ser atraente para as economias africanas em dificuldades, mas disse que isso não deve ocorrer às custas da fauna e flora exclusivas do continente.

Capturar grandes símios vivos da natureza geralmente envolve a interrupção de grupos sociais inteiros e a morte de outros membros da família, com consequências devastadoras, alertou a instituição de caridade.

“Com sua enorme capacidade de investimento, a China tem uma grande responsabilidade para garantir que suas atividades internacionais não prejudiquem a vida selvagem do mundo”, disse Travers.

Amy Ambatobe, que negou ter concordado em exportar os animais, disse que havia encaminhado o pedido aos especialistas em conservação do país. Ele disse que os animais não seriam trocados por dinheiro sob nenhuma circunstância.

A Born Free afirma que uma empresa com o mesmo nome que aparece na correspondência do ministro do Meio Ambiente estava anteriormente envolvida na exportação de oito chimpanzés vivos da Guiné para a China sete anos atrás.

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Ativistas em Israel manifestaram contra a continuação de exportações de cargas vivas de animais da Austrália para Israel (Foto: Adi Avikzer)
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Manifestação em Israel pede o fim da exportação de animais vivos

Ativistas em defesa dos direitos animais marcharam em Israel contra as exportações de cargas vivas de animais realizadas pela Austrália, procurando pressionar os dois governos para que acabem com a indústria apontada como ‘cruel e agonizante’.

Milhares de pessoas marcharam pela cidade de Tel Aviv na noite do último sábado (28), protestando contra a continuação das exportações de animais vivos para Israel. Informações da Animals Australia afirmam que cerca de 3 mil pessoas compareceram para protestar.

Israelenses consideram as exportações de animais um transporte 'cruel' (Foto: David Crosling/EPA)
Israelenses consideram as exportações de animais um transporte ‘cruel’ (Foto: David Crosling/EPA)

Em 2017, quase meio milhão de animais vivos foram trazidos para Israel da Austrália e da Europa, de acordo com informações do The Times of Israel. Um grande aumento no número de animais importados em 2018 e a crueldade intrínseca ao translado foram as razões do protesto.

No mesmo dia, manifestantes em Melbourne, na Austrália se reuniram em frente a um navio carregado com milhares de ovelhas e bois, que partia para Israel. O protesto não foi especificamente voltado para as exportações de cargas vivas, mas procurou esclarecer o abuso de animais utilizados na indústria de forma geral.

Vídeo postado na página do Facebook da Israel Against Live Shipments (Israel Contra Exportações de Cargas Vivas) mostra manifestantes marchando nas ruas. Além disso, uma campanha de publicidade anti-exportação de cargas vivas foi lançada em ônibus e pontos de ônibus em Tel Aviv e Jerusalém.

Imagens chocantes

Os protestos mostram o impacto causado pelas imagens de denúncia capturadas em um navio de exportação de ovelhas que partiu de Fremantle para o Oriente Médio, em 2017.

Vídeos transmitidos pela TV australiana ‘60 Minutes’ mostraram a superlotação a bordo, com animais lotados de forma tão agonizante que muitos não conseguiam alcançar comida e água, e estavam incapazes de se sentar ou deitar-se, além de cobertos por seus próprios excrementos. Além disso, as temperaturas escaldantes tornaram os animais ofegantes e foram a principal causa da morte das ovelhas. Posteriormente, os corpos dos 2,4 animais mortos foram jogados ao mar.

“Não deixem esse navio sair despercebido”, incitou a Animals Australia aos manifestantes em um post no Facebook. “Devemos manter o foco neste exportador e nesta indústria cruel pelo tempo que for necessário”, lutando contra a violência deste tipo de transporte.

Os protestos públicos continuam pressionando os governos em todo o mundo para que ações contra as exportações de cargas vivas de animais sejam tomadas.

Ativistas em Israel manifestaram contra a continuação de exportações de cargas vivas de animais da Austrália para Israel (Foto: Adi Avikzer)
Ativistas em Israel manifestaram contra a continuação de exportações de cargas vivas de animais da Austrália para Israel (Foto: Adi Avikzer)

Comércio entre Israel e Austrália

Israel importou quase 120 mil ovelhas australianas em 2016. Sara Netanyahu, esposa do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que estava “chocada” com as condições a bordo dos navios de exportação de animais vivos.

“Isso realmente quebra meu coração”, disse Sara em comunicado no Facebook. “Eu me voltei para meu marido, que fará tudo o que puder para acabar com essa tremenda crueldade. Também falei com o ministro da agricultura, Uri Ariel, e não tenho dúvidas de que ele fará tudo o que puder ”.

O ministro da agricultura em Israel disse no Facebook que havia expressado sua preocupação com seu colega australiano e ministro da agricultura na Austrália, David Littleproud. “Expliquei que há intenção de reduzir significativamente o transporte de animais da Austrália para Israel”, escreveu Ariel.

Contradição governamental

Em relação à morte de 2,4 mil ovelhas no ano passado, mesmo com imagens chocantes denunciando o absurdo da situação dos animais explorados, ainda nenhuma punição foi aplicada pelas autoridades federais da Austrália.

Mais de 70 relatórios de investigação de mortalidade apontaram números de casos em que as condições eram contrárias aos padrões de exportação, e nenhuma iniciativa de penalidade às empresas de exportações foram tomadas.

Grupos de bem-estar animal dizem que o departamento de agricultura da Austrália está em conflito devido às funções concorrentes de promover os negócios australianos e regular o setor de forma a ser prezado o bem-estar animal.

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O navio Emmanuel Exports pretende sair com uma nova carga viva de ovelhas, da Austrália rumo ao Oriente Médio, mas foi impedido de partir devido às péssimas condições do translado.
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Austrália proíbe exportação de ovelhas devido a maus-tratos

Outra carga viva de 65 mil ovelhas iria partir em um navio de exportação para o Oriente Médio na próxima semana, mas o governo federal da Austrália proibiu a saída do navio por conta das péssimas condições das ovelhas a bordo.

De acordo com o governo australiano, “a menos que sejam feitas ‘melhorias sérias’ nas condições e no bem-estar das ovelhas a bordo”, o navio continuará proibido de sair do país.

Em agosto de 2017, mais de 2 mil ovelhas australianas morreram em um navio Emanuel Exports que iria de Fremantle, oeste da Austrália, para o Oriente Médio. As mortes foram consequência de estresse térmico.

O ministro da Agricultura, David Littleproud, iniciou uma investigação urgente em seu departamento depois de ver imagens filmadas em um navio Emanuel Exports. O ministro considerou “perturbadoras” as imagens fornecidas a ele através da Animals Australia”.

Cerca de 2,4 mil ovelhas australianas foram mortas pelo calor e más condições no embarque para o Oriente Médio. (Foto: Andrew Sheargold/AP)
Cerca de 2,4 mil ovelhas australianas foram mortas pelo calor e más condições em embarque que partiu em agosto de 2017. (Foto: Andrew Sheargold/AP)

O navio que causou a morte das milhares de ovelhas havia deixado Fremantle, litoral australiano, carregando 63.804 animais, mas a alta taxa de mortalidade devido ao calor desencadeou uma investigação departamental. A Emanuel Exports está atualmente se preparando para exportar novamente cerca de 65 mil ovinos e 250 bovinos para o Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Omã e Catar.

Se quiserem deixar a Austrália com os animais, as exportações devem diminuir a densidade populacional em pelo menos 15% e ter um observador independente a bordo que enviará fotos e vídeos diários de volta. Uma carta da secretária assistente do departamento, Narelle Clegg, vista pela Guardian Australia dizia que a Emanuel Exports “também devem limpar o interior do navio”.

Maus-tratos intrínsecos 

Não é a primeira vez que um evento de mortalidade em massa acontece nesse navio de exportação devido ao estresse por calor. Além disso, um relatório sobre o envio disse que as ovelhas australianas mortas eram tantas que era difícil administrar os corpos. De acordo com a investigação sobre o embarque de agosto de 2017, as temperaturas no golfo atingiram 36ºC, observando que, sob essas condições, um “grande número de animais começaria a morrer”.

O navio Emmanuel Exports pretende sair com uma nova carga viva de ovelhas, da Austrália rumo ao Oriente Médio, mas foi impedido de partir devido às péssimas condições do translado.
O navio Emmanuel Exports pretende sair com uma nova carga viva de ovelhas, da Austrália rumo ao Oriente Médio, mas foi impedido de partir devido às péssimas condições do translado. (Foto: ABC News: Mary Lloyd)

O Brasil também já foi palco de crueldade contra animais no transporte de carga viva para outros países. O embarque de mais de 26 mil bois no porto de Santos, litoral de São Paulo, gerou polêmica. O navio partiu rumo à Turquia, mesmo após exaustivas tentativas de comissões, entidades e ativistas da causa animal de interromper o embarque. A Minerva Foods, exportadora e responsável pelo embarque desses animais em Santos, foi multada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam) de Santos, em um valor que ultrapassa R$3,4 milhões.

“A prática de transporte marítimo de animais por longas distâncias está intrínseca e inerentemente relacionada à causação de crueldade, sofrimento, dor, indignidade e corrupção do bem-estar animal sob diversas formas”, alegou a médica veterinária Magda Regina, que realizou a inspeção técnica no navio que partiu de Santos para o Oriente Médio.

Um novo projeto de lei aprovado em segunda votação na Câmara Municipal de Santos proíbe o transporte de carga viva na área urbana do município. A proposta tem o objetivo de impedir que embarques de animais sejam realizados no porto de Santos, visando acabar com esse tipo de translado cruel, insalubre e mortal.

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Fotos de ovelhas confinadas expõem a crueldade da exportação de animais vivos

Foto: Suffering Souls

Fotógrafos australianos capturaram imagens de ovelhas aprisionadas enquanto elas eram colocadas em aviões de carga. Embora o destino dos animais seja desconhecido, Kelly Dinham, porta-voz de Suffering Souls, o grupo de proteção animal que publicou as fotos, não acredita que seja algo bom, pois elas são algumas das inúmeras vítimas da exportação de animais vivos na Austrália.

“Este voo específico da MASkargo [parte da Malásia Airlines] não colocou sua localização de destino no aplicativo de rastreamento de voos, como os aviões normalmente fazem. . Porém, é provável que elas tenham ido direto para a Malásia enquanto nós [Austrália] estamos enviando mais ovelhas até lá”, diz Dinham ao The Dodo.

Quando as ovelhas chegarem ao destino, elas serão mortas, provavelmente de um modo extremamente cruel.

Isso não é incomum. Todos os anos, a Austrália exporta milhões de ovelhas, vacas e cabras para a Ásia e o Oriente Médio. Quando os animais chegam a esses locais, muitas vezes em países que não possuem os mesmos padrões de bem-estar que a Austrália, eles são brutalmente mortos em matadouros ou, às vezes, sacrificados em cerimônias e rituais.

A maioria dos animais deixa a Austrália em navios de “exportação de seres vivos”, grandes embarcações em que milhares de vidas inocentes  são mantidas em espaços estreitos.

Foto: Suffering Souls

Muitos animais morrem devido ao estresse, a doenças ou à exposição ao calor. Ativistas e críticos  descrevem as embarcações como “fornos flutuantes” ou “caixões flutuantes”. Em 2016, o caso de vaca foi noticiado pela imprensa internacional quando ela pulou de uma embarcação no oceano para tentar fugir.

A viagem de avião é mais rápida, mas os animais ainda sofrem durante este processo de transporte, esclarece Jed Goodfellow, diretor de política da RSPCA australiana.

“Todas as formas de exportação de animais vivos representam riscos significativos para o bem-estar dos animais. Ainda que o transporte aéreo seja geralmente melhor para o bem-estar dos animais do que a exportação por via marítima, qualquer problema técnico com ventilação ou com os caixotes pode resultar em sofrimento severo e morte”, afirma.

As mortes em aviões são muito comuns. “Há uma taxa de mortalidade padrão permitida para cada viagem. Quarenta e nove vacas morreram em um voo de Melbourne para o Cazaquistão em 2013, 18 vacas faleceram em um voo de Melbourne no último ano e, há alguns anos, 174 de duas mil ovelhas morreram de estresse devido ao calor a caminho de Perth para Cingapura. Não é apenas sobre morte. Você consegue imaginar o medo de um animal decolando em um avião e voando pelo oceano?”, questiona.

As ovelhas das fotos também foram colocadas em caixotes cheios. A maioria delas não foi tosada, o que agrava a situação, explicou Dinham. Isso não apenas provoca o superaquecimento, como aumenta o calor que elas sentem em um país com um clima quente, seja na Ásia ou no Oriente Médio.  Além disso, as ovelhas podem ficar na pista durante horas antes de serem transportadas, de acordo com Dinham.

Foto: Suffering Souls

Não se sabe quantas ovelhas foram colocadas em cada avião Maskargo, mas voos anteriores de exportação de animais vivos continham até mil animais, aponta Dinham. Isso pode parecer muito, mas é pouco em comparação com os 70 mil animais amontados em embarcações.

Embora possa ser tarde demais para ajudar as ovelhas, Dinham espera que as imagens pressionem o governo australiano a acabar com a exportação de animais vivos. A preocupação pública com a prática também tem crescido.

Dinham, que também trabalha na Edgar’s Mission, um santuário de animais em Victoria, na Austrália, também espera que mais pessoas reconheçam o como as ovelhas são incríveis.

“O que surpreende a maioria das pessoas quando conhecem as ovelhas em um ambiente de santuário é como elas são amigáveis. Muitas gostam de correr para cumprimentar pessoas, abraçar, como cães e gatos. As ovelhas são muito inteligentes, elas são melhores amigas, podem memorizar rostos e solucionar problemas”, observa.

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Exportação de animais vivos é tema de debate na Austrália

(da Redação)

Foto: Animals Australia
Foto: Animals Australia

Ativistas de direitos animais da Austrália têm elevado o tom contra a chocante prática de exportação de animais vivos pelo país, chamando os eleitores a considerar as experiências cruéis sofridas por esses animais e pedindo que os mesmos exijam posicionamento claro de seus candidatos quanto a este tema. As informações são do IB Times.

Os direitos animais são um assunto pungente na Austrália e uma questão delicada para os partidos políticos. Mesmo que eles declarem preocupação com a crueldade impingida, por outro lado agem de maneira reticente e evitam assumir posições contra a exportação de animais.

A chamada “exportação de carga viva” é uma atividade comercial majoritária na Austrália e importante para sustentar negócios e empregos em diversas partes do país.

Nesta eleição, no entanto, os ativistas estão conseguindo criar grande impacto. O ABC’s Vote Compass, site que mede intenções de voto, identificou que a questão da exportação de animais vivos está no topo da lista entre trinta questões determinantes da escolha de voto nas eleições.

“Se o lucro fosse a única medida para validar negócios, então o comércio de armas, o tráfico de drogas e a prostituição poderiam exigir status legítimo”, argumenta Roslyn Wells, ativista de direitos animais, em um artigo.

“Considerações éticas também devem ser levadas em conta, especialmente quando vêm desses vulneráveis animais, e a exportação de animais vivos claramente falha em um teste ético”, explicou Roslyn.

As ações dos ativistas receberam um impulso em Maio de 2011, quando a ABC levou ao ar o programa “A Bloody Business” (que significa “Um negócio sangrento”). O programa exibiu a crueldade para com os animais que são exportados vivos para abatedouros na Indonésia. A reação do público foi instantânea. O então governante temporário Gillard suspendeu a prática da exportação para a Indonésia e ordenou que as alegações fossem investigadas.

Diversos esforços pela mídia, mais tarde, revelaram o suplício dos animais exportados pela Austrália, após extenuantes viagens marítimas, no Paquistão e no Oriente Médio, que são os maiores mercados para “gado” vivo.

A intensidade do debate também pode ser mensurada em resultados de pesquisas pré-eleitorais contraditórias e conflitantes que grupos rivais usam para argumentar de que lado os eleitores deverão pender.

Em uma dessas pesquisas, a World Society for the Protection of Animals (WSPA) concluiu que 86% dos australianos estavam mais propensos a votar em um candidato que apoie o fim da exportação de animais vivos. Entre o eleitorado de uma classe econômica inferior, a pesquisa apontou que 61% dos eleitores teriam preferência por um candidato que defenda o fim imediato desse comércio.

Nesse meio tempo, o Conselho de Exportadores de Gado Vivo da Austrália disse que as pesquisas de 2012 conduzidas pela Federação Nacional de Fazendeiros encontraram apoio esmagador para este comércio. Afirmou-se que entre 65 e 70% das pessoas concordavam com a exportação dos animais.

A gravidade do tema

O assunto já foi tratado em matérias publicadas pela ANDA em 2011 e 2012, em que se anunciavam informações estarrecedoras , tais como:

“As viagens de transporte desses animais chegam a durar, muitas vezes, quase um mês. Eles viajam em gaiolas apertadas e sujas, nas quais são obrigados a ficar em contato direto com os seus dejetos. Há uma taxa alta de mortalidade a bordo, mas considerada dentro das expectativas da indústria. Cerca de metade das mortes a bordo são causadas por inanição pois as ovelhas, acostumadas a comer grama, são incapazes de digerir a dieta pastosa que lhes é forçada. Outras causas de morte são: infecção, calor, stress, problemas de ventilação, e as lesões resultantes do manuseio abusivo e do mar agitado.”

Ativistas dizem que os animais vendidos para estes mercados têm suas gargantas cortadas enquanto estão plenamente conscientes, para serem mortos com fins de servir à alimentação humana. Esse é um método de abate prescrito pela religião muçulmana.

Ovelhas exportadas da Austrália, amarradas e amontoadas em um porta-malas no Kuwait. Foto: Animals Australia
Ovelhas exportadas da Austrália, amarradas e amontoadas em um porta-malas no Kuwait. Foto: Animals Australia

Como se não bastasse, parte desses animais que chegam aos países muitas vezes é rejeitada quando há cismas de que estejam com alguma doença.

Em 2012, segundo informações da Animals Australia em matéria publicada pela ANDA , 21 mil ovelhas com suspeitas de estarem doentes foram rejeitadas em Bahrain e despejadas no Paquistão, onde o governo ordenou que fossem exterminadas. Passaram-se duas semanas e os animais provaram estar saudáveis, mas metade deles ou foi morta, ou “desapareceu”.

A ONG também relata que ovelhas consideradas suspeitas de portarem doenças são enterradas vivas:

“Como uma massa gigante de lã, sujos e cheios de sangue, elas jazem em covas – com cortes abertos, esfaqueadas ou mortas a paulada, muitas ainda se remexendo com alguma vida nelas, antes de serem enterradas vivas.”

Atualmente a Austrália exporta mais de 3 milhões de animais vivos para serem abatidos a cada ano – principalmente bovinos, ovelhas e cabras – para mercados do Oriente Médio, da Ásia, da África do Norte e das Filipinas, pois nestes países não existem as chamadas “leis de bem-estar animal”, que são aquelas leis falaciosas criadas para enganar as pessoas de que os animais criados para consumo humano são tratados dentro de normas consideradas aceitáveis e são mortos de maneira “menos agressiva”.

Se os animais já são absurdamente maltratados e explorados mesmo onde existem tais leis, nos países onde sequer elas existem pode-se pressupor o absoluto “vale tudo” no tratamento aos animais. Mas a conclusão é que morte é morte, exploração é exploração, o ser humano não pode considerar-se capacitado para estabelecer gradação para a dor alheia – no caso, dos animais não-humanos.

Em outras palavras, não se pode ousar falar em leis de bem-estar animal se estes animais são criados para serem mortos e para servirem ao homem, e aí reside a grande contradição esquizofrênica da expressão “leis de bem-estar animal” criada pelos humanos.

Nota da redação: A respeito do assunto, é importante citar que o Brasil também participa desse mercado, exportando bovinos da região Amazônica para serem mortos no Oriente Médio, e vale repetir trechos da matéria publicada na ANDA em 2011 e citada acima:

“Para o gado, a agonia pode durar até 90 segundos. Animais aterrorizados escorregam no chão coberto de sangue enquanto são forçados a assistir os seus companheiros serem abatidos. Não há instalações de contenção para controlar os animais em pânico que estão desesperados para fugir. As vítimas são arrastadas para a área de abate por uma perna, e ao baterem a outra perna no chão em resistência, muitas vezes fraturam os ossos. O vídeo também mostra funcionários dos matadouros lutando para controlar os animais assustados, cortando-lhes os tendões das pernas, quebrando-lhes os joelhos com martelos, quebrando as suas caudas, ​​e ferindo os seus olhos. Um animal com uma perna quebrada foi torturado por 26 minutos antes de ser morto.”

“Uma filmagem secreta mostra ovelhas sendo enforcadas com fios e colocadas à força em porta-malas de carros, sem espaço para se moverem e em um calor sufocante, para a viagem para a casa do comprador. Uma vez no seu destino, são carregadas pelas pernas amarradas que frequentemente se quebram, e caem no chão. Elas estão totalmente conscientes enquanto suas gargantas são cortadas, contorcendo-se em seu próprio sangue por mais de um minuto antes de perder a consciência.”

E por último mas não menos importante: embora seja legítima a luta desses ativistas, nunca é demais lembrar que os animais, quando não são exportados vivos e em tais condições cruéis, são exportados mortos em forma de carne e suas mortes já ocorreram antes de serem “exportados” – mortes por sua vez sempre injustas, sempre violentas, pois qualquer matança arbitrária é por si só dolorosa e constitui uma violência contra o direito básico à vida. E a maioria dos países exporta, se não animais vivos para serem mortos em outros países, animais já mortos em pedaços para servir ao questionável paladar humano.

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Notícias

China vai importar 300 mil jegues nordestinos por ano

Chineses pretendem importar 300 mil jumentos por ano do Nordeste (Foto: Qilai Shen/ Bloomberg)

Países tradicionalmente envolvidos com exploração animal e também com crueldades, Brasil e China fecharam um novo acordo que envolve mais exploração: acertaram a exportação de jumentos do Nordeste brasileiro para o mercado chinês, para uso de seus corpos na indústria nacional de alimentos e de cosméticos. Os chineses pretendem importar 300 mil jumentos por ano.

Em junho do ano passado, um grupo de empresários chineses conversou, da Bahia ao Rio Grande do Norte, com fazendeiros e políticos. Aos políticos locais, o grupo propôs um programa de garantia de compra a preços de mercado, envolvendo até linhas de crédito, por meio de um sistema batizado de Projegue. Mas o projeto ainda não deslanchou.

A China já mata 1,5 milhão de burros ao ano, criados no país, na Índia e na Zâmbia. O processo envolve tecnologia de ponta, com melhoria genética, cuidados na produção de alimentos específicos e assistência técnica.

É de se relevar que o transporte de jegues do Nordeste para a China envolverá, além da morte desses animais, um transporte altamente insalubre e estressante por navios. Os animais passarão semanas em alto-mar, sob tensão constante e confinados em espaço minúsculo, correndo inclusive o risco de morrerem em massa.  Além disso, esse verdadeiro transporte de escravos remete à época da vinda de navios negreiros ao Brasil, nos quais os africanos escravizados eram transportados como se fossem objetos – sendo que atualmente os escravos serão seres não humanos e o Brasil estará exportando-os, não mais importando-os.

O passado escravocrata do Brasil, que se orgulha hoje de transportar escravos não humanos por navios a outros países para que sejam mortos lá fora, se faz mais vivo do que nunca.

Com informações de O Globo

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