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Vídeo mostra crueldade intrínseca à exportação de animais vivos em navios

Reprodução/YouTube

A Plataforma Anti-Transporte de Animais Vivos (PATAV) denunciou a crueldade da exportação de animais vivos através de um vídeo feito dentro de navios que transportam bois e ovelhas de Portugal para Israel.

“Sobrelotação, animais sujos, espumando — o que indica estresse e desidratação —, com chifres partidos, chão com fezes, bois deitados de lado — sintoma de doença, uma vez que não é habitual deitarem-se assim —, a arfar ou presos nas grades”, enumerou Constança Carvalho, da PATAV.

A entidade informou ao portal Público que as imagens foram obtidas em Portugal durante viagens feitas em 2019 por dois navios que saíram dos portos de Setúbal e Sines. Os brincos de identificação colocados nos animais comprovam que eles tinham origem portuguesa.

De acordo com Constança, o vídeo “alerta para um negócio que é inaceitável do ponto de vista ético e insustentável a nível ambiental”.

A PATAV anexou as imagens a relatórios que foram entregues à comissão do Parlamento Europeu recentemente criada para investigar violações à legislação que regulamenta a exportação de animais vivos. Uma denúncia também será feita à Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

A entidade reforça que “a responsabilidade do Estado português pelo cumprimento da legislação só termina no momento do desembarque”. Mas, segundo a PATAV, “não há ninguém para fiscalizar” o transporte marítimo de animais vivos. Constança lamentou ainda a ausência de veterinários nos navios – proposta que a instituição fez, em 2019, ao Parlamento, mas que foi negada.

Confira o vídeo divulgado pela PATAV:


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Presos em gaiolas, galos explorados em rinhas são resgatados no Paraná

Foto: Divulgação/PC-PR

A Polícia Civil resgatou 50 galos explorados em rinhas na última sexta-feira (2) em Campo Largo, no Paraná. As aves eram mantidas aprisionadas em gaiolas ou espaços pequenos.

Pelo menos dez galos apresentavam graves lesões pelo corpo, com características de exploração em rinhas. O caso passou a ser investigado por conta de uma denúncia anônima.

Policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) estiveram no local e constaram os maus-tratos. Na chácara onde os galos estavam foram encontradas estruturas para receber visitantes e para treinar as aves para as brigas.

De acordo com a polícia, o local era monitorado. O dono da chácara foi levado à delegacia para prestar depoimento. Ele responderá em liberdade pelo crime de maus-tratos a animais.

“Aqui nós encontramos galo agonizando, em condições extremamente precárias. Agora a gente vai tentar dar uma sobrevida a esses animais e dar uma qualidade de vida aos que têm condições, além de responsabilizar quem fez isso”, disse ao G1 o delegado Matheus Laiola.

As aves que estavam debilitadas foram encaminhadas para clínicas veterinárias. O restante foi levado para o abrigo da ONG Força Animal, que os submeterá a um processo de reabilitação.


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Dinamarca determina a matança de um milhão de visons por causa do coronavírus

(Getty/Reprodução)

Após o coronavírus ser detectado em mais de 40 fazendas de visons na Dinamarca, o governo do país determinou a matança em massa desses animais. Aproximadamente um milhão de visons perderão suas vidas sem sequer ter a chance de viver em liberdade, livre das gaiolas e do sofrimento.

O Ministério de Meio Ambiente e Alimentação da Dinarmarca informou que, além das 40 fazendas confirmadas, outras 20 podem ter sido contaminadas.

O ministro Mogens Jensen afirmou que a principal tarefa do ministério é impedir que a doença se propague a partir dos visons e, por isso, o governo decidiu matar esses animais.

A mesma decisão foi tomada na Holanda. Em meio à pandemia de coronavírus, mais de 1,6 milhão de visons foram mortos no país. Na Espanha, 90 mil animais perderam a vida.

Ativistas pelos direitos animais denunciam a crueldade da criação de visons, que passam a vida presos em pequenas gaiolas para que casacos de pele sejam fabricados. Durante a produção das peças de roupa, muitos animais são mortos – para cada quilo de pele fabricado, entre 11 e 14 visons perdem a vida.


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Santuário abriga mais de 300 animais que seriam mortos para consumo no RS

Divulgação Santuário Voz Animal

O Santuário Voz Animal, localizado em Eldorado do Sul (RS), já abriga mais de 300 animais vítimas de abandono, maus-tratos e/ou resgatados da indústria pecuária.

Hoje, patos, galinhas, cães, gatos, vacas, porquinhos, cavalos e muitos outros, incluindo uma ovelhinha, possuem um lar onde são livres para manifestarem suas necessidades e muito mais do que isso, são tratados como indivíduos, dignos de direitos.

Fundado em setembro de 2017, com o apoio de voluntários, a iniciativa começou quando a fundadora, Fernanda Ellwanger assumiu a tutela de três porcos resgatador de um abatedouro clandestino em Porto Alegre, no ano anterior.

“Eles chegaram pequeninos, mas logo cresceram muito, e os gastos para dar um mínimo de estrutura aos animais ditos de produção são imensos. Ali eu percebi que precisava de ajuda”, conta ela.

Há mais de dez anos, Fernanda recebe os animais no sítio da família, onde eles recebem carinho e todos os cuidados. Além de abrigo, o Voz Animal desenvolveu inúmeras sistemáticas para resgate, tutela, proteção e processos de adoção, contando com o apoio de amigos e estudantes de comunicação.

Divulgação Santuário Voz Animal

Ao todo, o projeto movimenta mais de 15 mil reais por mês, voltados para a alimentação dos bichos, manutenção dos espaços, limpeza, tratamentos veterinários e pagamento dos funcionários que trabalham no local.

Enquanto busca a independência financeira, a ONG arca com as despesas com a ajuda de campanhas de arrecadação, no entanto Fernanda ainda contribui com grande parte da verba.

O projeto aceita contribuições, como o apadrinhamento de animais ou doações de roupas para os cães, gatos, além de cobertas, caminhas, casinhas, rações e medicamentos.

“Temos cerca de 20 voluntários envolvidos na parte administrativa, de adoções, arrecadações, comunicação e campanhas. Há também voluntários envolvidos nas visitas dos padrinhos e madrinhas que ajudam a manter o projeto. No entanto, vale lembrar que o espaço não é aberto a visitações no geral”, reforça a fundadora.

Em 2019, o santuário ganhou projeção nacional após o resgate de um porquinho, o Pingo, que em julho daquele ano foi encontrado às margens da BR-290, em Eldorado do Sul (RS).


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ONG resgata 40 cães explorados para a venda em canil clandestino no PR

Foto: ONG Salvando Vidas/Divulgação

Uma operação conjunta entre a Guarda Municipal, a Prefeitura de Sarandi, no Paraná, e a ONG Salvando Vidas promoveu o resgate de 40 cachorros de raça explorados para venda. Os animais foram encontrados na terça-feira (29) nos fundos de uma casa, em um canil clandestino.

A força-tarefa criada para o resgate dos cães levou mais de quatro horas para retirar todos os animais do local. Seis veículos foram usados no transporte dos cachorros.

Apesar de não terem sido constatados maus-tratos, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou ao G1 que o local não tinha alvará de funcionamento e, portanto, funcionava na clandestinidade.

Tratados como objetos lucrativos, as fêmeas eram exploradas para dar à luz filhotes objetificados e vistos como mercadorias. O canil clandestino, que funcionava em um imóvel no bairro Jardim Novo Panorama, foi descoberto após denúncias anônimas.

De acordo com a prefeitura, um casal e uma idosa de 82 anos moram na residência, onde também vivia um papagaio, aprisionado ilegalmente em cativeiro. A idosa era a responsável pelos cuidados dos animais na maior parte do tempo.

Resgatados, os cachorros foram levados para o abrigo da entidade de proteção animal, onde permanecerão até que a Justiça decida o destino deles. Enquanto a decisão judicial não for expedida, a ONG não poderá disponibilizar os cães para adoção. O destino do papagaio não foi informado.

Atualmente, a Salvando Vidas abriga 105 cachorros. Para mantê-los, a associação pede a colaboração da sociedade. Para doar ração, remédio, dinheiro ou outros itens necessários aos animais basta entrar em contato com os voluntários através do telefone (44) 99954- 6950 ou pelas redes sociais.


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Presos em gaiolas, 200 galos explorados para rinhas são resgatados após maus-tratos

Foto: Divulgação/PCPR

A Polícia Civil resgatou cerca de 200 galos explorados em rinhas durante uma operação de combate aos maus-tratos a animais. Mandados foram executados na terça-feira (29) no Paraná, em Santa Catarina e em São Paulo.

Explorados desde o nascimento para as cruéis competições, os galos eram mantidos em pequenas gaiolas. Sem acesso ao sol, eles viviam em ambientes escuros, sem alimentação. Parte deles apresentava ferimentos.

Resgatados, os animais foram encaminhados para uma ONG de Campo Largo. “A gente tá arrumando um local para colocar, porque a gente não pode, num primeiro momento colocá-los juntos, a gente tem que ir adaptando e que eles se acostumem que eles não foram criados para brigar”, afirmou ao G1 a voluntária Mariane Mazzon.

A operação policial culminou na prisão de 12 pessoas. Uma delas, presa em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, é apontada como líder da quadrilha. O grupo responderá por maus-tratos a animais, associação criminosa e promoção de jogo de azar.

“Essas rinhas são movimentadas mediante apostas, e elas podem pegar até seis anos de prisão”, afirmou o delegado Matheus Laiola. Outras quatro pessoas procuradas pela polícia não foram presas.

Foto: Divulgação/PCPR

Durante a ação, a polícia apreendeu medicamentos usados nas aves, além de armas. Certificados entregues aos participantes das rinhas também foram apreendidos.

Galos maltratados foram encontrados em Campo Magro e Ivaiporã, no Paraná, em Piraju, no interior de São Paulo, e em São Francisco do Sul, no litoral de Santa Catarina. Transportados por várias cidades para serem forçados a participar de rinhas, eles eram submetidos a condição degradantes.

“Eles viajavam com bicos amarrados e eram obrigados a ingerir anabolizantes em uma rotina torturante”, afirmou Laiola. Parte das aves era comercializada e os compradores eram participantes das rinhas.


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ONG divulga estatísticas de crueldade animal no turismo

Pixabay

Na última quinta-feira (24), a ONG Proteção Animal Mundial divulgou o ranking atualizado da crueldade animal presente no turismo. Junto a ele também foi divulgado o relatório “De Olho na Indústria de Turismo” que expõe quais empresas de turismo promovem a crueldade contra os animais e aquelas que protegem a vida silvestre.

Entre a grande quantidade de atividades são destacadas as excursões, apresentações, shows com golfinhos e até mesmo passeios com elefantes e filhotes de tigres.

A ONG destaca que esse é um grande negócio para as empresas de turismo que lucram com o interesse dos turistas e eles nem sempre imaginam a exploração de animais por trás desse entretenimento.

“Arrancados da natureza ou criados em cativeiro, os animais silvestres são separados de suas mães muito cedo e obrigados a viver em condições inaceitáveis, em uma prisão perpétua de miséria e sofrimento”, destaca a ONG.

A empresa Airbnb obteve a melhor pontuação entre as empresas avaliadas, seguida por The Travel Corporation, Tripadvisor, Booking,com e Viator. Já as empresas Tui e Der Touristik alcançaram uma pontuação considerada razoável, enquanto o comprometimento da Expedir em evitar esse tipo de crueldade animal foi classificado como ruim, ainda sim superior aos da Flight Centre e AttractionTickets.com. Das quatro avaliações consideradas péssimas estiveram Trip.com, GetYourGuide, Look e Musement.

O desempenho da melhor para a pior empresa envolvendo o turismo com animais vai de 68% a 3% o que afirma que há um longo caminho a ser percorrido.

Os critérios avaliados no relatório mencionam a disponibilidade e qualidade de políticas de bem-estar animal; cumprimento dos compromissos de bem-estar dos animais; implementação de mudanças favoráveis à vida silvestre e ferramentas para capacitar os turistas a fazerem escolhas de viagens que respeitem os animais.

“As pessoas desejam ter uma experiência com animais silvestres, contudo, há uma mudança no perfil dos turistas, que não toleram mais a crueldade nessas atrações. Em Manaus, nados em aglomeração com botos cor-de-rosa e abraços e selfies com bichos-preguiça e jacaretingas. No exterior, passeios em elefantes, selfies com tigres e leões e golfinhos sendo utilizados como prancha. Todas essas atrações, vendidas pela indústria como não danosas, são extremamente prejudiciais aos animais. Ter empresas globais reforçando a luta contra a crueldade animal é uma chance única de mudar o setor e acabar de vez com a crueldade e exploração das espécies silvestres”, reforça o gerente de Vida Silvestres da ONG, João Almeida.


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Crocodilo é caçado, sedado e arrastado vivo pelas ruas do México

Reprodução

Um crocodilo com cerca de 2,5 metros foi arrastado em uma moto por um traficante de animais em Navolato (Sinaloa, México). Em um vídeo que está circulando nas redes sociais, é possível ver o animal sendo carregado com sua cauda no asfalto.

No início do vídeo, vemos dois homens usando cordas para prender o animal enquanto um dos rapazes diz: “Puxa! Puxa! Ele é muito pesado!”. Depois, o animal é sedado e colocado na moto. O crocodilo é tão grande que é preciso sentar sobre ele para pilotar a moto.

A polícia local está investigando o caso, mas até agora, o paradeiro do animal é desconhecido. No México, o tráfico de animais é um negocio milionário e em crescimento.

Muitas araras, tucanos, macacos, jaguatiricas, tarântulas e répteis, são traficados todos os dias.


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Cães explorados para venda são encontrados em porta-malas de carro

Foto: PRF/SE

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encontrou 24 cachorros da raça shih-tzu no porta-malas e no banco traseiro de um carro no km 94 da BR-101, em Nossa Senhora do Socorro (SE).

Os animais estavam em oito caixas plásticas. Parte deles demonstrava exaustão e tinha ferimentos. Dos 24 cães, 21 são filhotes e três são adultos.

Dentre as irregularidades apontadas pela polícia, estão: o confinamento aglomerado, que prejudicava a respiração, a mobilidade e o descaso dos cachorros; a higienização precária; a ausência de objetos que pudessem suavizar o impacto das caixas plásticas; além da ausência de alimentação adequada.

Submetidos a maus-tratos, os filhotes seriam vendidos em pet shops de Aracaju e Maceió, em Alagoas, mas antes passariam pela cidade de Arapiraca. O motorista do veículo, que estava acompanhado de um passageiro, revelou ter recebido R$ 17 mil para transportar os cães, que saíram de Anápolis, em Goiás.

O condutor do carro assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e se comprometeu a comparecer em juízo. Os cães foram encaminhados para uma ONG e só poderão ser doados após decisão judicial.

O crime expõe os bastidores cruéis do comércio de animais, que é repleto de casos de maus-tratos. Por essa razão, ativistas incentivam a adoção e pedem que a sociedade deixe de tratar seres vivos como mercadorias.


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Elefantes explorados em circos serão transferidos para centro de conservação

Elefante circense | Foto: Reprodução Pixabay

Alguns elefantes aposentados e que foram submetidos a anos de exploração nos circos de Ringling Bros. e Barnum & Bailey Circus se mudarão para uma nova casa, espaçosa, em um centro de conservação na Flórida no próximo ano, concluindo uma jornada que começou em 2015, quando a empresa controladora do circo, Feld Entertainment, anunciou pela primeira vez após anos de pressões de grupos ambientais que deixaria de usar elefantes para as performances circenses.

A compra de 35 elefantes asiáticos da Feld Entertainment pela White Oak Conservation, foi anunciada no dia 23 de setembro e criará o que será a maior comunidade de elefantes asiáticos fora de seu continente, de acordo com a empresa. A construção começou em um habitat de 2.500 acres (equivalente a mais de 1.000 hectares) que está programado para ser concluída em 2021.

O novo refúgio permitirá que os animais escolham entre diferentes paisagens – incluindo pântanos, pastagens e bosques – e possuirá 11 lagos, cada um grande o suficiente para os elefantes entrarem.

“É uma chance para deixá-los voltar a ser simplesmente elefantes em uma situação que é o mais selvagem que podemos chegar”, comenta Michelle Gadd, que lidera os esforços globais de conservação da Walter Conservation. A White Oak é uma propriedade do empresário e proprietário do Los Angeles Dodgers, Mark Walter e sua esposa Kimbra, e faz parte da Walter Conservation, uma divisão do trabalho filantrópico da família dedicada à conservação da vida selvagem.

Os elefantes asiáticos – uma espécie cuja média de vida em cativeiro é de cerca de 45 anos – variam em idade, mas alguns chegam até 70 anos. Entretanto, tendo vivido principalmente em cativeiro, os elefantes não podem ser devolvidos à natureza. Mas segundo Ed Stewart, presidente e cofundador da Performing Animal Welfare Society (PAWS), uma organização sem fins lucrativos com sede na Califórnia que acolhe animais performáticos abandonados, abusados ​​e aposentados, esse movimento trará bem-estar aos animais com um local mais amplo onde possam viver.

Tradição exploratória

A população de elefantes asiáticos é uma espécie em extinção que diminuiu em menos metade nos últimos 75 anos. Cerca de 20.000 a 40.000 permanecem na natureza. Este declínio é em grande parte devido à destruição do habitat, onde apenas 15% das áreas destes animais no sul e sudeste da Ásia permanece até hoje por causa do desmatamento. A causa principal é conhecida: desenvolvimento agrícola e expansão industrial. A população também é afetada por ameaças em menor escala, como a caça ilegal para extração de pele e presas.

Cerca de um terço de todos os elefantes asiáticos vivem em cativeiro. Eles são explorados ​​para fins agrícolas, extração de madeira e atrações turísticas, principalmente na Índia, Tailândia e Mianmar. O processo de treinamento de elefantes jovens em cativeiro pode ser brutal e frequentemente envolve métodos baseados no medo que enfatizam a punição, infligem dor e às vezes extraem sangue.

Várias centenas de elefantes asiáticos vivem nos Estados Unidos, a maioria deles em zoológicos. A maior parte do restante vive em santuários ou refúgios e outra parte ainda pertence a circos, atuando em estados e comunidades onde o uso de animais selvagens ainda é legal.

Ringling Bros. e Barnum & Bailey Circus | Foto: Reprodução Pixabay

Como os elefantes asiáticos são menores do que seus primos africanos e, em geral, por isso mais fáceis de serem transportados, por volta de meados de 1800 eles se tornaram muito populares em shows de circo itinerante. A tendência começou com o autoproclamado “Maior Espetáculo da Terra” de Barnum.

Uma investigação da revista Mother Jones de 2011 relatou que os elefantes sofreram maus-tratos e maus cuidados desde o início. Um animal da primeira expedição de captura de elefantes de Barnum morreu no trânsito do que agora é o Sri Lanka para os EUA, relatou a revista, e técnicas de treinamento com bastões elétricos se tornaram uma prática padrão que continuou depois que a Feld Entertainment comprou o circo de Barnum em 1967. A investigação revelou que, mesmo em pleno século 21, muitos dos animais sob o comando de Feld estavam sobrecarregados e vários morreram de complicações de saúde relacionadas às suas condições de vida.

Em 2016, pressionado por ativistas dos direitos dos animais, Feld aposentou o último de seus elefantes performáticos. Todos eles – 40 na época – foram transferidos para um terreno de aproximadamente 80 hectares chamado Ringling’s Center for Elephant Conservation (CEC). Um ano depois, a empresa fechou o circo para sempre.

Mesmo no CEC, a polêmica continuou. Vários grupos de direitos dos animais e bem-estar, incluindo People for the Ethical Treatment of Animals – PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, tradução livre) e o Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, criticaram o tamanho dos recintos dos elefantes. A Reuters relatou em 2016 que os elefantes foram mantidos acorrentados à noite.

Apesar das pressões dos grupos de proteção os animais continuaram no CEC. Atualmente, há 34 elefantes e um emprestado ao Zoológico de Fort Worth. Quase todos eles estão prestes a serem transferidos novamente.

Mais próximo da natureza

A transferência para o novo habitat na White Oak apresenta uma série de desafios. A maioria desses elefantes está acostumada a viver em quase isolamento e nenhum deles procurou comida antes, comenta Michelle Gadd. Por este motivo, segundo informações alguns animais permanecerão no CEC, embora a responsabilidade por seu bem-estar agora seja da White Oak Conservation. Alguns dos elefantes, afirma Gadd, simplesmente não se dariam bem no novo ambiente ou estão em idade muito avançada para se mudar.

Segundo Michelle, os animais não estão familiarizados com a dinâmica do rebanho e os laços familiares que geralmente existem entre os elefantes asiáticos selvagens, por isso seria muito danoso os reintroduzirem no ambiente selvagem.

Nick Newby, membro da Associação de Zoos e Aquários (AZA), contratado pela White Oak para conhecer os elefantes e prepará-los para a vida em sua nova casa, explica que o trabalho já foi iniciado, e que inclui lentamente permitir que os animais desenvolvam por meio de interações em grupo monitoradas e encorajar comportamentos autossuficientes. “Estamos orgulhosos de nossa parceria com a White Oak para transferir os elefantes sob nossos cuidados, afim de expandir ainda mais seus esforços de conservação de espécies ameaçadas”, disse Kenneth Feld, presidente da Feld Entertainment.

O objetivo é que no próximo ano, quando os elefantes deixarem o CEC, eles se acomodem mais facilmente em sua nova casa e, como disse Gadd, “vivam como elefantes normais”. A longo prazo, a White Oak pretende reintroduzir os elefantes nascidos na natureza, diz ela.

Para Ed. Stewart do PAWS isso seria mais complexo, segundo conta, nenhum elefante asiático foi reintroduzido com sucesso na natureza, principalmente por causa de seu habitat em rápida redução e da dinâmica complicada da “cultura humana e da cultura do elefante, e onde eles se encontram”.

Segundo as instituições de proteção animal, muito mais precisa ser feito para conservar e proteger os elefantes asiáticos, tanto nos Estados Unidos, como ao redor do mundo. Mas, enquanto isso, Stewart salienta que vale a pena comemorar essa mudança: “Não há situação perfeita em cativeiro, mas isso parece uma grande melhoria para esses elefantes. E eles merecem”, finaliza.


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Áreas desmatadas no Pantanal pela agropecuária triplicaram em três décadas

Foto: Gustavo Figueiroa

O número de áreas desmatadas no Pantanal pela agropecuária triplicou em 34 anos, segundo dados do MapBiomas. Entre 1985 e 2019, registrou-se um aumento de 259% no desmate do bioma promovido pelo setor.

A maior parte das áreas destruídas foram convertidas em pasto para criação de bois explorados para consumo humano. Atualmente, 2.338,860 hectares são usados para esse fim. Apenas 21,271 foram ocupados pela agricultura – vale lembrar, porém, que a maior parte dos produtos produzidos por esse setor, como a soja, são destinados à alimentação dos animais explorados para consumo humano.

Patrimônio Natural da Humanidade, o Pantanal só poderia ser desmatado com autorização do Ibama. Isso, no entanto, não acontece, e a destruição segue pelos caminhos da ilegalidade. Uma operação da Polícia Federal, deflagrada na última semana, tenta coibir esses crimes.

À frente da investigação, o delegado Alan Givigi afirmou que os incêndios florestais não surgiram “do nada” e que não podem ser considerados acidentes. Imagens de satélite mostram que o fogo começou em fazendas. Segundo Givigi, são locais “inóspitos, dentro das fazendas, onde não há nada perto, que nos faz entender que não pode ser acidente. Teoricamente alguém foi lá pra isso [para colocar fogo]”.

“O fogo nesse caso seria para queima da mata nativa para fazer pasto. Já que não pode desmatar, porque é área protegida, coloca fogo e o pasto aumenta, sem levantar suspeita”, completou.

Marcos Rosa, coordenador técnico do MapBiomas, disse ao jornal O Globo que no passado os pecuaristas levavam os bois para pastos naturais durante o período de seca e que atualmente “o fogo é ateado na vegetação retirada e, nas áreas limpas, planta-se braquiária”.

“Houve um aumento substancial desse tipo de pastagem nos últimos anos”, disse.


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Polícia resgata 197 animais explorados para venda após maus-tratos

Reprodução

A Polícia Civil resgatou 197 animais explorados para venda em um criadouro clandestino e os encaminhou para ONGs de proteção animal em Curitiba, no Paraná. A operação foi realizada pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) na segunda-feira (14).

O caso foi descoberto graças a uma denúncia da Secretaria do Meio Ambiente de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

No local, foram encontrados cachorros, aves e roedores, todos em condições de maus-tratos. Em entrevista ao portal Banda B, o delegado Matheus Laiola contou que um homem foi preso por maus-tratos e por vender animais clandestinamente.

“Nós fomos ao local com a ONG SOS 4 Patas – Campo Largo e com Instituto Fique Comigo. Lá, vimos as condições totalmente inadequadas que aqueles animais, comprovadamente em condições de maus-tratos, viviam”, disse o delegado.

“A pessoa responsável pelo local foi questionada sobre estes documentos e não mostrou. Em razão disto, ela foi presa pela prática do crime de maus tratos e conduzida a delegacia”, completou.

Mari Mazon, membro da ONG SOS 4 Patas falou sobre o destino do animais. “A gente vai fazer a recuperação destes animais. Depois, eles serão encaminhados para o lar temporário e, futuramente, serão disponibilizados para doação”, comentou.

O Instituto Fique Comigo também ficará responsável por parte dos animais. “O mais importante é que os animais, antes em condições de maus tratos, agora foram recuperados”, concluiu Laiola.


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