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Indiana se torna o quarto estado americano a aderir a lei anti-aluguel de animais

Famílias são enganadas por esquema cruel de financiamento animal, como se eles fossem algum tipo de propriedade.


No começo deste mês, legisladores de Indiana juntamente com o governador Eric Holcomb implementaram a H.B 1447, a lei que proíbe um dos mais cruéis e repugnantes esquemas de financiamento, conhecido como “aluguel de animais domésticos”.

O fato de que essa opção de tirar vantagem em cima de possíveis tutores compassivos, infelizmente mal informados, é incompreensível! Animais domésticos não são propriedades para serem alugadas, tampouco vendidas, como uma casa ou um carro. Sequer deveriam ser consideradas “propriedade” de companhias de aluguel. Estes animais deveriam ser adotados como membros de família e nunca ser tratado menos que isso.

Este tipo de acordo cruel permite que o adotante pague uma determinada quantia de dinheiro em uma data fixada, por um determinado período de tempo. Dependendo do acordo, a companhia pode cobrar taxas altíssimas nessa “mensalidade” e acabar lucrando muito mais “do valor monetário” de uma certa raça de cachorro ou gato. É um show de horror.

Ainda por cima, a família não tem direitos sobre o animal adotado/alugado. Tecnicamente, a companhia de aluguel que tem “o animal como propriedade”, o que já viola diversos direitos animais, por todo o tempo de contrato, o que pode durar por muitos anos. No final deste contrato, os guardiões podem obter seus direitos familiares sobre o animal por um pagamento adicional.

“Há muito tempo nós temos alertado os adotantes para serem céticos a respeito de pet shops e vendedores online que podem tentar enganá-los a respeito das condições de saúde dos cachorros à venda, e o aluguel de animais é apenas mais um exemplo do desprezo que as pessoas têm por estes indivíduos”, afirma Sana Azem, diretora de legislação estatal da American Society for Prevention of Cruelty to Animals (ASPCA).

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O que “Detetive Pikachu” encontraria se investigasse os animais explorados de Hollywood?

Há muito o que gostar do filme “Detetive Pikachu”, que entrou em cartaz na última quinta (9). O longa se passa em um universo onde criaturas fantásticas e seus treinadores vivem em harmonia – um universo onde Pokémons não são forçados a performar contra a sua vontade. Infelizmente, na prática, a relação de animais treinados com seus treinadores para filmes e séries de TV no nosso mundo não é tão pacífico assim.

Se Detetive Pikachu investigasse o que realmente acontece nos sets hollywoodianos, na indústria de treinamento animal, ele encontraria violência, negligência, e até mesmo mortes. A People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) produziu uma coletânea de ilustrações que exemplificam bem qual a realidade vivida por essas vítimas.

Cachorros não são Pokémons tipo água

Cães geralmente são forçados a enfrentar as mais terríveis situações para que os produtores possam conseguir aquilo que querem. No set de “Juntos para Sempre”, imagens mostram o treinador contratado pelo estúdio arremessando o cachorro na água turbulenta.

Pior que a Equipe Rocket

Treinadores de Hollywood também já foram pegos pelas câmeras em suas instalações privadas batendo em animais selvagens para forçar a sua submissão. Amedrontados por receberem mais golpes, estes animais performam apenas para poder ficar em paz, evitando mais sofrimentos. Essa técnica consiste em continuar os golpes no tigre, em frente ao elenco e equipe de produção, incluindo “A Vida de Pi”, filme o qual o treinador foi pego chicoteando pelo menos 20 vezes no pobre tigre.

Meowth sabe falar – estes gatos não

Alguns treinadores escolhem a privação de comida para atingir os requerimentos de um diretor, ou para coagir os animais a fazerem truques na frente das câmeras. Dois gatos de um dos maiores “fornecedores” de Hollywood sofreram de fome por muitos dias, pois o treinador do set dizia que eles estavam “gordos”.

Treinadores não estão evoluindo

Elefantes não são explorados somente em circos. Imagens gravadas por testemunhas mostram treinadores batendo com varas e socando um elefante que apareceu na série da HBO, “Westworld”. Enquanto isso, filmes compassivos como “Mogli, o Menino Lobo” e “Dumbo” usaram a tecnologia tão bem conhecida que temos e recriaram as imagens de elefantes com a tecnologia de CGI, ou cromaqui. Não há desculpas para torturar um animal, muito menos em prol do entretenimento.

Enfermeira Joy ficaria furiosa

Quando falamos sobre animais sensíveis e nervosos, como os cavalos, grande parte de suas performances acabam em tragédia. Três cavalos morreram na produção da série “Luck” da HBO, e 27 cavalos morreram para o “The Hobbit” de Peter Jackson.

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Atriz de Game of Thrones se posiciona contra a exploração de elefantes

A atriz vegana Nathalie Emmanuel, conhecida por seu papel como Missandei na popular série da HBO “Game of Thrones”, se manifestou contra os maus-tratos aos elefantes explorados em passeios turísticos.

atriz nathalie em
Foto: Getty Images

Durante uma viagem ao sul da Tailândia, Emmanuel visitou o Phuket Elephant Sanctuary. Escrevendo sobre a experiência em sua conta no Instagram, a atriz britânica notou que o santuário é certificado como ético, com turistas apenas autorizados a observar de longe os animais que vagam livremente e alimentá-los de uma distância segura.

No entanto, isso não é típico de muitos “santuários” na Tailândia e em outros países da Ásia, que permitem que os turistas se aproximem e se familiarizem com os elefantes, usem anzóis para controlá-los e também passeiem montados nos elefantes.

O santuário de Phuket incentiva a compaixão a todos os animais, proporcionando aos seus visitantes refeições predominantemente veganas, de acordo com Emmanuel. “Porque aqui eles ‘comem o que os elefantes comem’”, explicou ela. Ela pediu aos turistas na Tailândia que considerassem o bem-estar dos animais quando viajassem pelo país, acrescentando hashtags como “#NOtoelephantriding” e “#Stopanimalabuse ” ao seu post.

A verdade sobre os ‘passeios de elefante’

Emmanuel não é a primeira celebridade a falar sobre o bem-estar dos elefantes na Ásia. No ano passado, a atriz de “Harry Potter” Evanna Lynch viajou para a Índia com o jornal The Sun. A atriz teve como objetivo conscientizar a população sobre o tratamento dos elefantes que são explorados para passeios turísticos no país.

Lynch testemunhou o abuso de elefantes morrendo de sede forçados a ficar no calor. Eles foram espancados, maltratados e enjaulados, e alguns tinham feridas abertas.

Segundo a organização de direitos animais PETA, os animais também são separados de suas famílias quando capturados e depois espancados “até que seus espíritos sejam destruídos”. Após esses eventos, os animais frequentemente sofrem de transtorno de estresse pós-traumático.

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o boi Bevo
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Ativistas pedem o fim da exploração de animais vivos como mascotes de times de futebol

Ativistas em defesa dos direitos animais estão tentando acabar com a exploração de animais como mascotes de times depois que um encontro entre um boi e um buldogue no Sugar Bowl teve grande repercussão nas mídias sociais.

o boi Bevo
Foto: Butch Dill

Enquanto os fotógrafos e outros espectadores se reuniam para tirar fotos do buldogue Uga X, mascote do time da Geórgia antes do jogo da noite de terça-feira (01/01), um boi chamado Bevo, mascote do time Texas Longhorns, empurrou uma barricada de metal e correu em direção ao cão.

Uga X, um buldogue inglês vestindo um suéter vermelho da Geórgia, foi rapidamente tirado do caminho do animal, mas a cabeça e os chifres de Bevo atingiram várias pessoas, incluindo alguns fotógrafos, que saíram do caminho ou foram derrubados. O acontecimento não deixou feridos e Bevo foi rapidamente contido.

O incidente, que aconteceu cerca de uma hora antes do começo do evento, teve grande e imediata repercussão nas mídias sociais.

Embora parecesse a muitos que Bevo estava avançando agressivamente em direção a Uga X, o treinador do boi contestou essa versão dos acontecimentos.

O diretor executivo da associação de ex-alunos da Silver Spur, Ricky Brennes, que é responsável pelo tratamento animal de 1700kg, disse que Bevo estava simplesmente agitado porque queria andar e estava sendo contido.

“Ele subiu e bateu na barricada algumas vezes antes”, disse Brennes. “Ele correu pelo portão e foi para a área onde Uga estava. Realmente foi um acontecimento infeliz e ele não sabia que o mascote de Georgia estava lá. Não tinha nada a ver com o cachorro.”

O porta-voz do time do Texas, John Bianco, disse que a equipe de segurança estava preparada com dois cabrões, duas correntes e seis manipuladores para segurá-lo.

Em um post no blog quarta-feira (03/01), a PETA pediu o fim da prática da exploração de animais vivos como mascotes. O post dizia que, mesmo que Bevo fosse tão “dócil quanto um cordeiro” como os tratadores do boi notaram, as coisas poderiam ter sido muito piores.

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O governo da Índia proibirá a exploração de animais para entretenimento

Em 24 de dezembro, a PETA apresentou uma petição ao Ministério do Meio Ambiente da Índia, apoiando a proposta do governo de proibir a exploração de animais em circos. A petição foi assinada por mais de 8 mil pessoas, incluindo estudantes, universitários e celebridades, informou a organização.

um tigre numa jaula
Foto: Getty Images

O governo central do país recentemente propôs a proibição da exploração de animais em apresentações para entretenimento, exibições em qualquer circo ou atrações itinerantes, um movimento que foi saudado por ativistas dos direitos animais como “progressista e louvável”.

“Os dias de forçar animais inteligentes e sensíveis a realizar truques confusos e muitas vezes dolorosos para diversão humana passageira estão contados”, disse Sachin Bangera, diretor-adjunto do Corpo de Direitos Animais na Índia.

“A Índia está pronta para dar um grande salto para a proteção dos animais, e todas as celebridades e jovens que se uniram à PETA Índia, para ajudar a impulsionar esta legislação revolucionária serão lembrados no lado certo da história”, disse Bangera.

A instituição disse em 2013 que a inspeção autorizada pelo governo de 16 circos em toda a Índia – bem como outras inspeções por equipes de especialistas de 2013 a 2016 – revelou abusos sistêmicos e generalizados de elefantes, cavalos, camelos, cachorros, pássaros e outros animais.

De acordo com a PETA Índia, a equipe de funcionários do circo constantemente embebedava-se e tratava os animais com grosseria, treinadores eram flagrados batendo em elefantes com ankuses (armas com um gancho de metal afiado em uma extremidade), e os animais eram mantidos continuamente acorrentados ou presos e privados de cuidados veterinários, alimentação apropriada, água e higiene.

A PETA Índia observou que, se essa proposta for aprovada, a Índia se unirá a muitos outros países, incluindo Holanda, Bolívia, Costa Rica, Grécia, México e Polônia, para proibir ou restringir a exploração de animais em circos.

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Programa de TV debate sobre veganismo.
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Programa de TV do Reino Unido faz comentário maldoso sobre veganismo

Um convidado do programa Good Morning Britain (em tradução livre: “Bom Dia Grã-Bretanha”) lançou um discurso anti-veganismo esta manhã, durante um quadro chamado “As Pessoas Odeiam Veganos?”. O discurso desmerecendo a causa, incentiva o consumo e a exploração de animais.

Programa de TV debate sobre veganismo.
Foto: Good Morning Britain

O debate seguiu em torno de William Sitwell, editor da Waitrose Food que renunciou após o e-mail que enviou a um jornalista vegano, dizendo que veganos “matam um por um” foi compartilhada publicamente.

O desrespeito por parte de algumas pessoas que ainda se alimentam de carne é preocupante, não por estarem apenas desrespeitando as pessoas que optaram por este estilo de vida, mas também a morte de milhares de animais inocentes, explorados para o consumo.

O apresentador de TV, Adrian Chiles, recentemente convertido ao veganismo, e o apresentador irlandês, Niall Boylan, debateram se veganos são ou não são ‘irritantes’.

Boylan insistiu com seu discurso de ódio contra veganos tentando reforçar estereótipos errôneos de que o veganismo seria apenas uma tendência alimentar.

“Eu acho que este homem escreveu este e-mail pessoal para alguém, foi um pouco de humor negro e, ele estava procurando por uma reação e então ele conseguiu uma”, disse Boylan. “Mas acho que a reação que teve foi exagerada, por parte dessas pessoas irritantes”.

“Você não pode convidá-los para sair, você não pode ir a qualquer lugar com eles que estão sempre enchendo o garçom e isso é só uma tendência.”

Após os comentários sem fundamentos do apresentador de rádio, Adrian Chiles comove ao contar sobre sua experiência com a causa, deixando claro que não se trata de uma preferência alimentar, mas sim de um compromisso ético com os animais.

“Eu estava fazendo um documentário sobre religião, em Istambul e eu sempre fui um comedor de carne fanático, em toda minha vida, amei cozinhar e comer.”, explicou Adrian Chiles.

“Então eu tive que levar um cordeiro para ser abatido e, eu estava com este cordeiro e, eu vi o olhar nos seus olhos, até que ele entrou na fila e eu vi o momento em que ele morreu. Ao presenciar este momento, após a sua morte, eu pensei: “Não acho que qualquer animal deva morrer para me alimentar”.

Quando se zomba de uma filosofia de vida que tem como objetivo a libertação de todos os seres vivos, entende-se que esta pessoa compactua com todas os abusos e métodos de tortura utilizados em animais, para que algumas pessoas possam ter o prazer de comer um pedaço de carne.

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Foto de tigre drogado revela crueldade por trás da exploração de animais para entretenimento

O fotógrafo da vida selvagem Paul Hilton compartilhou na semana passada em sua conta do Instagram uma imagem que levou muitas pessoas à reflexão. Nela, um tigre aparecia completamente dopado, enquanto várias pessoas se debruçavam sobre ele. O momento capturado não é algo tão incomum na China; ele era apenas um dos inúmeros animais usados para atrair multidões (e lucros) em uma feira.

Reprodução | One Green Planet

Nos dias de hoje, os grandes felinos, fortes e majestosos, estão sendo cada vez mais reduzidos a meras mercadorias ou a animais domésticos. De acordo com o portal One Green Planet, há mais tigres nos quintais dos EUA ou em ‘fazendas de tigres’ do que livres na natureza. Acredita-se que cerca de 3.200 tigres ainda vivam a vida selvagem – como todos deveriam ter a possibilidade de viver.

Só na China, há cerca de 200 fazendas de tigres de reprodução. Muitas delas possuem vinícolas para convenientemente fazer “vinho de osso de tigre”. É uma crença popular da região que a bebida feita a partir dos ossos do tigre é um “afrodisíaco natural”. Além disso, as peles são vendidas para empresários ou simplesmente para bilionários.

A existência destas fazendas cria e perpetua a noção de que matar tigres e vender partes de seus cadáveres em troca de dinheiro é aceitável. Desta forma, os caçadores e o comércio ilegal de animais silvestres como um todo têm uma lucrativa parte no mercado – especialmente porque as partes do tigre tendem a ser as mais caras.

Instalações responsáveis pela criação de animais explorados no comércio ilegal, geralmente se escondem como safáris ou santuários – e na verdade são pouco diferentes das operações de criação de gado, onde os filhotes são levados imediatamente de suas mães após o nascimento. Os filhotes então podem ser explorados como ‘adereços’ em ‘selfies’, e as mães podem engravidar novamente o mais rápido possível.

No caso de tigres adultos, eles também podem ser usados como adornos e enfeites, mas para isso eles precisam ser severamente abusados ​​e drogados – como é o caso do tigre que aparece na foto divulgada por Hilton.

Uma maneira de impedir que este tipo de mercado continue em alta, é parar de compartilhar ou publicar imagens nas redes sociais que envolvam animais selvagens, sejam elas ‘selfies’ ou não. Esta é uma das indicações dadas pelas organizações Save Wild Tigers e Panthera, que estão lutando diariamente para proteger e preservar os tigres do mundo.

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Time de futebol feminino dos EUA une veganismo à luta LGBTQ em um único evento

Em período de Copa do Mundo, são muitas as notícias que surgem comprovando o quanto a festa de uns pode ser a tortura de outros – e também o quanto o preconceito ainda é latente na sociedade.

Reprodução

Animais são explorados para entreter público em comemorações, como o urso que foi obrigado a soprar uma vuvuzela enquanto andava em um jeep na Rússia. Fogos de artifício assustam e machucam animais, tanto é que diversos portais e veículos divulgam maneiras de protegê-los nos dias de evento – aqui no Brasil e no resto do mundo.

Alguns casos são mais absurdos: na Tailândia, elefantes foram obrigados a jogar futebol com estudantes da região, como parte de uma campanha contra apostas durante Copa do Mundo 2018.

Essa violência não se restringe apenas aos animais. Casos dos mais variados, de machismo a agressões, até mesmo homofobia, têm saído constantemente na mídia desde que o campeonato se aproximou.

Reprodução | LIVEKINDLY

Aproveitando esse panorama extremamente negativo, e também o mês da visibilidade LGBTQ, as mulheres do time de futebol Orlando Pride – projeto do clube Orlando City -, dos EUA, resolveram fazer um evento para mostrar que a popularidade do futebol pode (e deve) ser usada por uma boa causa.

Elas se uniram a uma organização local, a Orlando Vegans, que promove encontros entre veganos na cidade, e organizaram um jantar livre de crueldade. Foi a primeira “noite vegana” da cidade, e inúmeros restaurantes e produtores locais participaram.

“Junte-se aos Orlando Vegans e mostre seu apoio ao Orlando Pride e às atletas veganas Toni Pressley, Alex Morgan e muito mais. Aqui está sua chance de comer uma deliciosa comida vegana no estádio!”, publicou a Orlando Vegans no perfil do Instagram.

Alex Morgan, medalhista de ouro, campeã da Copa do Mundo da FIFA e atacante do Orlando Pride, se tornou vegana em janeiro e relatou melhora nos níveis de energia. Ela também usa as redes sociais para espalhar mensagens de compaixão pelos animais. Em março, ela apareceu em um anúncio da organização PETA para promover a adoção de animais.

Morgan não é a única que mantém uma dieta à base de vegetais no time. A zagueira do Orlando Pride, Toni Pressley, em entrevista ao jornal Orlando Sentinel em maio de 2017, creditou à sua dieta vegana os seus níveis de energia renovados.

Alex Morgan em campanha para a PETA (Reprodução | PETA)

O evento aconteceu um pouco depois das integrantes do time participarem de um jogo contra outro time da região, a North Carolina Courage. A jogadora brasileira Marta, craque da seleção na Copa do Mundo, foi contratada ano passado pelo Orlando City e está escalada para jogar nesta temporada.

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Golfinhos explorados por militares (Foto: GettyImages/iStock)
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Ucrânia diz que golfinhos explorados por militares morreram após ‘greve de fome’

A Ucrânia tem um programa militar secreto que explora golfinhos para realizar tarefas militares. E, após captura desses animais pela Rússia, um representante ucraniano alegou que os mamíferos teriam morrido após uma ‘greve de fome’ que teriam feito em respeito à Ucrânia. O absurdo gerou repercussão na mídia internacional.

A Ucrânia tem um ‘exército de golfinhos’ no seu centro militar da Crimeia, e os animais são treinados e colocados em situações arriscadas de combate militar.

Golfinhos explorados por militares (Foto: GettyImages/iStock)
Golfinho explorado por militares (Foto: GettyImages/iStock)

Após uma anexação russa da Crimeia em 2014, os animais marinhos foram capturados. A Ucrânia exigiu seu retorno, mas as forças russas se recusaram. Alguns acreditavam que os russos estavam planejando retreinar os golfinhos como soldados russos.

Uma fonte disse à agência de notícias estatal russa RIA Novosti que os engenheiros estão “desenvolvendo novas tecnologias de aquário para novos programas que usem espécies marinhas de forma mais eficiente debaixo d’água”.

Quatro anos depois, parece que pouco veio desses supostos planos russos e a maioria dos golfinhos morreu. Um dos representantes ucranianos na Crimeia, Borys Babin, comentou que os animais morreram “de forma patriótica e nacionalista”, recusando-se a seguir ordens ou comer alimentos fornecidos pelos “invasores russos”, ou seja, os animais teriam morrido em decorrências de uma greve de fome.

Exploração perigosa 

Os golfinhos foram cruelmente treinados para realizar missões marinhas de alta periculosidade, e já foram até obrigados a plantar bombas em navios e atacar mergulhadores com armas amarradas à cabeça.

As forças armadas ucranianas vinham desenvolvendo a unidade secreta baseada em Sevastapol, na Península da Crimeia, desde os anos 1970, informa a Newsweek.

Após a alegação de Borys Babin de que os golfinhos teriam morrido por se recusar serem treinados ou alimentados por russos, o deputado russo Dmitry Belik afirmou que todos os golfinhos de combate que serviram nas forças navais da Ucrânia foram vendidos a entidades comerciais ou morreram de causas naturais.

(Foto: US Navy)

“Não se pode falar sobre qualquer patriotismo ucraniano com relação aos golfinhos de combate porque, sob a Ucrânia, os golfinhos das forças especiais … estavam envolvidos inteiramente em atividades comerciais, e não em operações submarinas”, disse Dmitry em comunicado.

De acordo com o The Guardian, o centro militar que explora golfinhos na Crimeia é apenas um de dois existentes no mundo – o outro local que mantém animais em cativeiro para treinamentos militares cruéis é San Diego, nos EUA.

Nota da redação: a exploração de animais marinhos para fins comerciais, militares ou entretenimento é prática cruel, que aprisiona, maltrata, adoece e coloca em situações de risco inúmeras vidas marinhas, todos os anos e em todos os lugares do mundo. Treinar golfinhos para missões de alta periculosidade, além de aprisioná-los em vida cativa, é atitude desumana, cruel e desnecessária. Toda e qualquer prática de aprisionamento, abuso, maus-tratos e exploração animal deve ser abominada e denunciada.

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Um canguru foi morto e outro ferido em zoo na China após visitantes atirarem tijolos nos animais. (Foto: Twycross Zoo)
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Canguru morre após ser atingido com tijolos em zoo na China

Um canguru de 12 anos de idade foi morto e outro de cinco anos ficou ferido após visitantes de um zoológico no sudeste da China atirarem tijolos contra os animais, em tentativa de fazer os animais reagirem.

Conforme informações da mídia local, pedaços de concreto foram jogados em direção aos animais no fim de fevereiro deste ano, no Zoológico de Fuzhou, província de Fujian.

Um canguru foi morto e outro ferido em zoo na China após visitantes atirarem tijolos nos animais. (Foto: Twycross Zoo)
Um canguru foi morto e outro ferido em zoo na China após visitantes atirarem tijolos nos animais. (Foto: Twycross Zoo)

Os grandes mamíferos marsupiais, após a agressão, receberam atendimento veterinário, de acordo com o New Straits Times. O canguru mais velho, fêmea, morreu dias depois, e a causa da morte, de acordo com o relatório veterinário, foi o rim rompido do animal devido a um projétil – no caso, o tijolo atirado. No relatório, constavam também fotos de um dos pés do animal esmagado pelos tijolos.

O marsupial mais jovem foi ferido de forma semelhante, mas sobreviveu após tratamento.

No zoológico de Fuzhou, é comum que os visitantes provoquem os marsupiais australianos em busca de entretenimento, para que os cangurus exibam seus saltos realizados por suas fortes pernas traseiras.

Não foi divulgado pelo zoológico se os culpados pela morte e agressão dos animais foram localizados, identificados ou punidos. O zoo apenas divulgou que procuraria instalar câmeras de segurança para evitar que os visitantes voltassem a machucar os animais cativos.

Locais que mantém animais em cativeiro na China são conhecidos por regulamentação e segurança precários, comumente noticiados, tanto por condições de maus-tratos e crueldade dos animais cativos quanto por violências realizadas por visitantes de zoológicos ou parques que exploram animais.

A noção dos direitos animais na China não é praticada e exaltada pela sociedade, já que o país oriental acumula exemplos de maldades – além das tradicionais – cometidas por vários estabelecimentos de exploração animal.

Recentemente, tigres mataram um jumento em Jiangsu, em um zoológico cujos investidores liberaram os animais em consequência de uma disputa comercial relacionada ao estabelecimento. Meses antes, um visitante de um zoo em Ningbo foi morto por tigres após ter invadido o recinto dos animais.

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Elefantes são explorados em famoso circo nos EUA. (Foto: Instagram/thesewingpiglet)
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Vídeo mostra elefantes amedrontados antes de apresentação em circo

Duas elefantes, nomeadas Isa e Viola, são exploradas pelo circo Garden Bros, em Broomall, Pensilvânia (EUA). Uma filmagem de 23 de março de 2018, feita pela Animal Defenders International (ADI) (Defensores Internacionais dos Animais, em tradução literal) mostra o desespero das elefantes enquanto o ‘show’ se inicia, com a música e o som dos alto-falantes altos e luzes piscando. Estima-se que os animais são explorados, ao menos, há 50 anos.

Isa e Viola foram levadas da natureza ainda quando bebês, e já tentaram escapar de seus cercados de circo várias vezes. Isa nasceu em 1970 e foi capturada um ano depois, já a data de captura de Viola não é clara.

Quando obrigadas a se apresentar para as multidões barulhentas que financiam o circo, as elefantes são obrigadas a fazer movimentos treinados e vestir fantasias chamativas. Além disso, são colocadas para carregar turistas e crianças nas costas.

Porém, enquanto não estão no palco, são levadas para trás da cortina, onde apresentam comportamentos estereotípicos de animais cativos, o que demonstra extremo estresse devido às situações precárias em que vivem.

O comportamento que aparece nas imagens é conhecido comportamento estereotípico, que são claros sinais de exaustão extrema, e é frequentemente visto em animais cativos. Em busca de reagir aos espaços limitados e a falta de enriquecimento que eles promovem, os animais que vivem em cativeiro costumam ser vistos realizando movimentos repetitivos, andando em círculos e se esfregando em paredes e ambientes de seus recintos, visando diminuir o estresse e ansiedade que o cativeiro lhes causa.

Jan Creamer, presidente da ADI, em entrevista ao The Dodo, explicou: “O espaço restrito que esses elefantes têm para se movimentar está causando sofrimento mental e físico, resultando no comportamento anormal visto nas filmagens”.

Agora, a ADI está solicitando ajuda aos defensores animais, e está pedindo manifestações de apoio a uma lei federal que consiste em proibir o uso de animais selvagens em circos, o que visa ajudar animais como as elefantes Isa e Viola.

Elefantes são explorados em famoso circo nos EUA. (Foto: Instagram/thesewingpiglet)
Elefantes são explorados em famoso circo nos EUA. (Foto: Instagram/thesewingpiglet)

O circo Garden Bros, que percorre o Estados Unidos ao longo dos anos, é conhecido por espancar elefantes com ganchos de metal durante as sessões de treinamento. Em 2014, a ADI estava no local para testemunhar Isa, extremamente estressada, atacar outro elefante durante o treinamento em Utah (EUA).

“Os circos simplesmente não conseguem atender às necessidades dos animais”, acrescentou o presidente da ADI. “Balançando para frente e para trás em um espaço minúsculo, os movimentos repetitivos e indefesos dos animais mostram que estão perdendo a cabeça.”

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Último domador de animais (sendo dois leões e um tigre) em circo no Reino Unido teve a renovação de sua licença recusada. (Foto: Anthony Beckwith)
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Domador de leões do Reino Unido é proibido de continuar explorando animais em circo

Thomas Chipperfield é conhecido por ser o último doador de leões do Reino Unido. Recentemente, Chipperfield foi proibido de continuar explorando animais – dois leões e um tigre – em suas apresentações em circos.

Com apenas 28 anos, Thomas alegou que vai lutar contra a decisão judicial e tentará um segundo recurso.

Thomas Chipperfield era domador de leões e outros animais em circo do Reino Unido e teve sua renovação de licença negada. (Foto: Bruce Adams/Daily Mail/REX/Shutterstock )
Thomas Chipperfield era domador de leões e outros animais em circo do Reino Unido e teve sua renovação de licença negada. (Foto: Bruce Adams/Daily Mail/REX/Shutterstock )

Informação da BBC diz que o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (Defra) do Reino Unido rejeitou o pedido de seu circo em Staffordshire, em julho do ano passado.

Thomas recorreu da decisão, mas continuou com pedido negado pela Corte de Magistrados de Staffordshire em janeiro, por ‘preocupações de que a condição de licenciamento não tenha sido cumprida’.

O Defra explicou que o recurso foi recusado porque o departamento não estava satisfeito com as condições de licenciamento, com base na conduta anterior de Chipperfield como operador de um circo itinerante e em outras circunstâncias. O tribunal também alegou que Thomas não seria capaz de fornecer os cuidados adequados para seus animais.

O tribunal do Reino Unido alegou que Chipperfield não seria capaz de fornecer os cuidados adequados para seus animais, dentre eles dois leões e um tigre.
O tribunal do Reino Unido alegou que Chipperfield não seria capaz de fornecer os cuidados adequados para seus animais, dentre eles dois leões e um tigre.
(Foto: Bruce Adams/Daily Mail/REX/Shutterstock)

Em entrevista à BBC, um porta-voz da Defra acrescentou que o governo continua “absoluto no compromisso de proibir animais selvagens em circos, e até conseguirmos isso, vamos impor os padrões mais rigorosos possíveis para garantir que as necessidades de bem-estar desses animais sejam atendidas”.

O governo informou publicamente que não renovará regulamentações que permitem que os animais sejam explorados em circos – tais regulamentações terminam em 2020. O One Green Planet reforçou que essa é uma notícia fantástica para os direitos dos animais selvagens, que sofrem sendo explorados nesses espetáculos e vivem em condições completamente inadequadas.

A maneira mais efetiva de não concordarmos com esse tratamento dos animais explorados em entretenimento é não incentivar tais situações, como, por exemplo, não pagar por atrações circenses, zoológicos, filmes e quaisquer outras situações em que animais sejam abusados em prol de um entretenimento cruel.

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