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Corrida de ovelhas volta a ser realizada, apesar da pressão de ativistas

Em março deste ano, cerca de 50 mil pessoas assinaram uma petição para acabar com as clássicas “corridas de ovelhas” que são realizadas em uma fazenda chamada Hoo Farm, no condado de Shropshire, na Inglaterra.

Os donos da fazenda deram uma declaração pública e disseram que iam cancelar as próximas competições, a “Copa de Ouro das Ovelhas” e a “Grande Nacional das Ovelhas”, porque eles estavam sob investigação.

Reprodução | BBC

Os grupos de defesa dos direitos animais que encabeçaram a ação, alegam que as corridas são extremamente cruéis com esses animais, que são obrigados a agir de forma artificial, indo contra a sua natureza.

Em uma corrida, um grupo considerável de ovelhas é forçado a correr em uma pista enquanto uma multidão de espectadores, que fez sua aposta previamente, grita e esbraveja das arquibancadas. As ovelhas são animais mansos e assustados, e a adrenalina e o caos do evento como um todo é aterrorizante para elas. O resultado disso tudo são os níveis altíssimos de estresse ao qual elas são submetidas a cada uma das vezes que correm.

Para piorar, é costume nessas corridas adicionar bichos de pelúcia amarrados nas costas das ovelhas enquanto elas correm, para ajudar a atrair os olhares da multidão. Essa prática causa ainda mais desconforto aos animais, e aumenta as chances de lesão.

Reprodução | Petition Site

Esses eventos são tão estressantes e cruéis com os animais quanto apresentações circenses, performances em aquários, passeios em elefantes e tantos outros eventos que exploram animais para entretenimento humano.

Infelizmente, apesar de todo o esforço das organizações e indivíduos, nesta semana veterinários da agência de Saúde dos Animais e Plantas ignoraram as alegações e relataram estar “satisfeitos que o bem-estar das ovelhas não era comprometido por seu envolvimento com a corrida.”

O evento que acontece anualmente desde 1991, está previsto para ser realizado neste fim de semana. Em um post na página do Facebook, os organizadores do evento escreveram: “Estamos ansiosos para vê-los neste fim de semana com o início da temporada de corridas de ovelhas.”

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Leões são abandonados em jaulas após proibição de circos na Guatemala

Uma notícia que a princípio era boa acabou tendo desdobramentos negativos. Depois de anos de contínuo abuso e exploração, animais em apresentações circenses foram proibidos na Guatemala. Aos estabelecimentos foram dados 12 meses para realocar os animais, desde abril deste ano.  

O problema é que cinco leões foram deixados dentro das jaulas, abandonados à própria sorte. Ao terem conhecimento da situação em que eles se encontram, as organizações de defesa dos animais GreaterGood.org e Animal Defenders International (ADI) começaram uma campanha para conseguir resgatá-los.

Reprodução | One Green Planet

As ONGs, trabalhando em conjunto com o governo da Guatemala, querem providenciar aos animais primeiro o básico: segurança e espaço adequado, livre das celas cruéis. Assim que eles estiverem alimentados e bem cuidados, os animais serão levados para o santuário da ADI na África, para passarem o resto de suas vidas.

Para o portal One Green Planet, o presidente da ADI, Jan Creamer, disse: “Estes animais precisam urgentemente da nossa ajuda e, com o apoio da GreaterGood.org e do público, nós podemos fazer isso. Assim que eles estiverem a salvo, sob nossos cuidados, nós podemos oferecê-los uma maravilhosa vida nova.”

É de conhecimento público que circos são sinônimo de crueldade animal já que mesmo nos espetáculos mais bobos, algo pode dar muito errado e resultar em acidentes trágicos. Além disso, manter animais selvagens tão grandes quanto leões dentro de pequenas jaulas já é, sozinho, um problema gigantesco. Em conjunto com maus-tratos e acidentes, o problema dobra de tamanho.

Reprodução | One Green Planet

Leões precisam de espaço para correr, para caçar, enfim, para ter comportamentos naturais de sua espécie. Organizações como ADI e GreaterGood.org lutam para que cada vez mais animais selvagens explorados e mantidos em cativeiro para entretenimento de pessoas sejam resgatados, e levados para locais seguros para que possam viver suas vidas em paz – seja retornando para o local de onde foram tirados, seja conhecendo seus habitats naturais pela primeira vez.

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