Cachorra estava extremamente magra antes de ser adotada
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Cadela abandonada explora o mundo ao lado de nova família

Eles sempre encontravam muitos cães abandonados nessas ocasiões, mas, por algum motivo, a cadela Kala parecia especial para eles.

Cachorra estava extremamente magra antes de ser adotada
Foto: Rochelle Lucas

“Havia alguns cães abandonados perto do escritório, mas ela se destacou. Ela era muito magra e tinha enormes olhos castanhos. Seus olhos são cativantes e têm uma maneira de conquistar você”, contou ela.

“Depois de algumas semanas, Sonal e eu começamos a alimentá-la. Guardamos um pouco do nosso jantar, o colocamos em um recipiente de plástico e o levamos para ela quando a notamos em nossa caminhada”, acrescentou.

Dia após dia, Lucas continuou alimentando Kala nos passeios depois do jantar e lentamente começou a se apaixonar por ela. Ela até começou a vê-la pela manhã antes de trabalhar para passar algum tempo brincando com ela e conhecendo-a.

Ela perguntou sobre Kala na vizinhança e encontrou algumas pessoas no trabalho que se lembraram quando a cadela ainda era um filhote. Elas disseram que Kala nasceu perto do escritório e tinha aproximadamente dois anos.

Momento de cumplicidade entre cachorra e tutor
Foto: Rochelle Lucas

Finalmente, cinco meses depois de encontrá-la, Lucas e seu marido decidiram adotar Kala. Eles estavam muito felizes por receber Kala como o mais novo membro da família, mas infelizmente tiveram que aguardar alguns meses, pois tinham várias viagens planejadas e não queriam adotar Kala e depois colocá-la no canil imediatamente.

Eles planejaram acolhê-la quando voltassem para casa – mas tudo mudou quando perceberam que Kala estava grávida.

“Ela teve uma ninhada de cinco cãezinhos no jardim fora do escritório. As autoridades locais iam pegá-la e induzir tanto a morte dela quanto de seus filhotes. Nesse momento, todos os nossos planos mudaram e decidimos adotá-la cedo. Nós a transportamos por 45 minutos para um abrigo que poderia cuidar dela e dos filhotes até eles terem idade o suficiente para se separar. Nós lhes demos dinheiro para cuidar de todos eles”, disse Lucas.

Quando os cachorros atingiram a idade suficiente para serem adotados e Kala ficou pronta para se juntar à sua nova família, o casal foi até o abrigo para buscá-la e percebeu que Kala tinha ficado extremamente magra. A pobre cadela parecia ter contraído algum tipo de doença enquanto estava no local e perdeu 40% do peso corporal. Eles imediatamente levaram-na a um veterinário.

“Quando finalmente a trouxemos para casa, demorou cerca de dois meses antes de ela recuperar o peso corporal e voltar a ser saudável. No total, todo o processo desde começar a alimentá-la para finalmente trazê-la para casa levou aproximadamente oito meses”, relatou Lucas ao The Dodo.

Cachorra e tutora em uma de suas aventuras
Foto: Rochelle Lucas

Desde quando Lucas conheceu Kala, ela sabia que a cadela era especial e, mesmo com todos os obstáculos que surgiram, ela nunca deixou de ter esperança de que, eventualmente, ficasse com ela.

Mesmo que o casal tivesse que adotá-la um pouco mais cedo, eles evitaram deixá-la em um canil levando-a com eles em todos os lugares que visitaram. Agora, sete anos depois, Kala está amando sua nova vida e vai a todos os lugares com seus tutores. Ela viveu em quatro países e viajou para outros 21.

Ela passou de uma cachorra abandonada para uma viajante do mundo e não desvaloriza nenhum momento. Ela ama caminhar, visitar pontos históricos, ir a cafés e cumprimentar todas as pessoas que cruzam seu caminho.

“Ela ama as pessoas. Acredito que foi assim que ela sobreviveu na rua. Quando nós a levamos para os lugares, ela sabe quais pessoas gostam de cães e se aproximar delas e pede um carinho. Nós a levamos a todos os lugares conosco e ela pede carinho aonde quer que vá”, observou a tutora.

Kala em Paris, França
Foto: Rochelle Lucas

Depois que foi resgatada, Kala escalou montanhas, andou em pontes suspensas e teve inúmeras outras aventuras incríveis que comprovam o quão longe ela chegou.

Ela adora viajar e parece querer conhecer o mundo tanto quanto seus tutores. Enquanto eles estiverem ao seu lado, não há nada que ela não possa fazer.

“Assim que começarmos a fazer as malas, ela se deita na frente da nossa porta para se certificar de que não nos esqueçamos de levá-la conosco. Ela também fica chateada quando voltamos de férias. Quando começamos a descarregar o carro, ela geralmente se recusa a voltar para a casa até explicarmos que as férias acabaram e que devemos voltar a trabalhar para pagar pelas próximas”, concluiu Lucas.

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Gata viveu em porão durante 20 anos
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Gata explora o mundo após viver na escuridão durante 20 anos

Gata viveu em porão durante 20 anos
Foto: Anita Diamantopoulou

A gata idosa passou duas décadas vivendo sozinha no porão do prédio sem acesso à luz solar ou ao ar fresco. 

Recentemente, Anita Diamantopoulou, editora de vídeo do The Dodo, mudou-se para o prédio e soube sobre a gata que vivia no porão. “Eu lhe dava alimento e a acariciava. Ela é muito amigável e adora massagem na cabeça”, disse Diamantopoulou.

Ela estava determinada a tirar a gata, a quem chama de Granny, do prédio. Granny foi levada a um veterinário, que lhe vacinou e fez exames de sangue.

A gata é extremamente magra e também tem perdido a maioria de seus dentes. Porém, ainda ama comer, beber água e receber carinho. Embora tenha ficado sozinha há duas décadas, ela é extremamente afetuosa. Não havia como esta doce gatinha voltar ao porão.

Gata se alimentando
Foto: Anita Diamantopoulou

Mas Diamantopoulou já tem um gato e não tinha condições de adotar outro. Por isso, ela se empenhou para encontrar uma solução para Granny.

Felizmente, um amigo concordou em lhe oferecer um lar temporário – e possivelmente adotá-la. Diamantopoulou levou Granny para o que provavelmente era a primeira casa que a gata tinha visto em duas décadas.

Granny saiu de seu portador de gatos cautelosamente e olhou em volta. A luz do sol parecia incomodá-la um pouco, pois ela estava habituada à escuridão.

“No primeiro dia, ela ficou no banheiro, onde e escuro e mais frio. Acho que o sol a incomoda, já que ela não fica ao ar livre desde sempre”, destacou Diamantopoulou ao The Dodo.

Gata recebeu uma nova chance
Foto: Anita Diamantopoulou

A editora tentou fazer Granny se sentir segura e em casa neste mundo completamente novo para ela. “Eu a limpei com toalhas para bebês, a alimentei e passei o tempo com ela”, contou.

Diamantopoulou voltou no dia seguinte para ver como Granny estava se adaptando e parecia que ela já estava se sentindo mais em casa. “Eu a encontrei sentada no banheiro e ela me recebeu”, completou.

Nada pode apagar todos os anos que a gata passou sozinha na escuridão, mas sua vida teve uma mudança incrível.

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BH proíbe circo que explora animais

Foto: Reprodução/Uai
Foto: Reprodução/Uai

A exemplo de capitais e municípios em todo o país que proibiram o uso de animais em espetáculos circenses, a Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou lei que impede, a partir do ano que vem, a emissão de alvará de funcionamento a circos que incluam em seus números a exploração de animais. Para Franklin Oliveira, presidente da ONG Núcleo Fauna e assessor para assuntos de fauna urbana da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a medida é uma vitória e põe a cidade na vanguarda, seguindo exemplo de outras capitais que baniram a exploração de animais, sobretudo para entretenimento.

De acordo com o projeto de lei, será proibida a apresentação, manutenção e uso de animais selvagens ou domésticos, nativos ou exóticos em espetáculos ou qualquer tipo de atividade circense. Quem desrespeitar a norma poderá sofrer graves sanções. Além do cancelamento da licença de funcionamento e interdição do local, a multa pode chegar a R$ 5 mil por dia de apresentação em território belo-horizontino. No caso de reincidência, os animais e equipamentos serão apreendidos.

A arrecadação será destinada, integralmente, ao Fundo Municipal de Meio Ambiente. Outra iniciativa municipal com o objetivo de proteger os animais foi a recente assinatura da declaração universal de bem-estar animal junto à World Society for the Protection of Animals, que funciona como consultoria da Organização das Nações Unidas (ONU) para assuntos de fauna em todo o mundo. BH, aliás, foi a primeira capital no Brasil a assinar.

Tanta movimentação não é em vão. Para desempenhar números como aquele em que um elefante senta em um banco pequeno em relação a seu tamanho ou em que leões saltem círculos de fogos, os animais são submetidos a atos de crueldade desde filhotes, como forma de condicionamento. Na tentativa de minimizar os riscos do convívio de funcionários com animais selvagens, presas são arrancadas ou cerradas. Os treinos são feitos à base de sucessivos choques e pauladas. Em consequência, os bichos circenses, mesmo quando libertados, sofrem de distúrbios comportamentais e traumas repetitivos, não conseguem sobreviver em seu hábitat, pois desaprendem a caçar e a viver em grupo. “Ninguém quer mais saber, em pleno século 21, de frequentar espetáculos em que animais são submetidos à crueldade. Isso não é arte. Isso é crime”, afirma Oliveira.

Fonte: Uai

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