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PL que proíbe exploração de animais em testes para cosméticos é aprovado em SC

Pixabay

A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC) aprovou, em votação realizada na última quarta-feira (9), um projeto de lei que proíbe a exploração de animais em testes para cosméticos.

A proposta também proíbe que animais sejam explorados em experimentos voltados a produtos de perfumaria e higiene pessoal.

De autoria do deputado João Amin (PP), o Projeto de Lei 55/2017 tem como objetivo zelar pelo bem-estar animal e, para isso, proíbe a exploração de animais para o desenvolvimento, experimento e teste de produtos cosméticos, de higiene pessoal, perfumes e seus componentes.

Na votação, a proposta recebeu voto contrário do deputado Bruno Souza (Novo), mas foi aprovada graças aos votos dos demais parlamentares.

Embora especialistas alertem sobre a ineficiência dos experimentos com animais para formulação de medicamentos, que também são cruéis e condenam milhares de animais à morte, os testes para fabricação de remédios foram excluídos do projeto e continuarão a ser realizados legalmente.

“A pesquisa científica com animais é uma falácia”

O médico norte-americano Ray Greek milita há décadas pelo fim da exploração de animais em testes para medicamentos. O compromisso do especialista é convencer a comunidade científica sobre a ineficácia desses experimentos.

“A falácia nesse caso é de que devemos testar essas drogas primeiro em animais antes de testá-las em humanos. Testar em animais não nos dá informações sobre o que irá acontecer em humanos. Assim, você pode testar uma droga em um macaco, por exemplo, e talvez ele não sofra nenhum efeito colateral. Depois disso, o remédio é dado a seres humanos que podem morrer por causa dessa droga. Em alguns casos, macacos tomam um remédio que resultam em efeitos colaterais horríveis, mas são inofensivos em seres humanos. O meu argumento é que não interessa o que determinado remédio faz em camundongos, cães ou macacos, ele pode causar reações completamente diferentes em humanos. Então, os teste em animais não possuem valor preditivo. E se eles não têm valor preditivo, cientificamente falando, não faz sentido realizá-los”, explicou Ray Greek em entrevista à revista Veja.

De acordo com o médico, empresas farmacêuticas já admitiram que futuramente os remédios serão testados em computadores, depois em tecido humano e, por fim, em seres humanos. Para Ray Greek, a medicina estaria “no mesmo lugar em que ela está hoje” se nunca tivessem sido realizados experimentos envolvendo animais. “A maioria das drogas é descoberta utilizando computadores ou por meio da natureza. As drogas não são descobertas utilizando animais”, explicou.

A pesquisa, segundo o médico, deveria ser baseada em tecidos e genes humanos. “É daí que os grandes avanços da medicina estão vindo. Por exemplo, o Projeto Genoma, que foi concluído há 10 anos, possibilitou que muitos pesquisadores descobrissem o que genes específicos no corpo humano fazem. E agora, existem cerca de 10 drogas que não são receitadas antes que se saiba o perfil genético do paciente. É assim que a medicina deveria ser praticada. Nesse momento, tratamos todos os seres humanos como se fossem idênticos, mas eles não são. Uma droga que poderia me matar pode te ajudar. Desse modo, as diferenças não são grandes apenas entre espécies, mas também entre os humanos. Então, a única maneira de termos um suprimento seguro e eficiente de remédios é testar as drogas e desenvolvê-las baseados na composição genética de indivíduos humanos. Para se ter uma ideia, a modelagem animal corresponde a apenas 1% de todos os testes e métodos que existem. Ou seja, ela é um pedaço insignificante do todo. O estudo dos genes humanos é uma alternativa. Quando fazemos isso, estamos olhando para grandes populações de pessoas. Por exemplo, você analisa 10.000 pessoas e 100 delas sofreram de ataque cardíaco. A partir daí analisamos as diferenças entre os genes dos dois grupos e é assim que você descobre quais genes estão ligados às doenças do coração. E isso está sendo feito, porém, não o bastante. Há também a pesquisa in vitro com tecido humano. Virtualmente tudo que sabemos sobre HIV aprendemos estudando tecido de pessoas que tiveram a doença e por meio de autópsias de pacientes. A modelagem computacional de doenças e drogas é outra saída. Se quisermos saber quais efeitos uma droga terá, podemos desenvolvê-la no computador e simular a interação com a célula”, concluiu.


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Justiça proíbe Universidade de Maringá (PR) de explorar animais em experimentos

O magistrado estabeleceu multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento


A Justiça proibiu o Departamento de Odontologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), no Paraná, de explorar cachorros e outros animais em experimentos.

A decisão, proferida nesta quinta-feira (9) pelo juiz Fabiano Rodrigo de Souza, da 1ª Vara da Fazenda Pública, estabeleceu multa diária de R$ 1 mil caso a medida seja descumprida.

Foto: Somo_Photography/Pixabay

A proibição atende a um pedido do Ministério Público do Paranpa (MP-PR), feito em 2011. Cerca de 6 mil assinaturas contra os testes em animais foram colhidas na época. Na ocasião, a universidade foi proibida de continuar com os experimentos por uma liminar.

De acordo com o MP, os cães eram submetidos a sofrimento intenso antes e depois das cirurgias. Os procedimentos de morte induzida também eram feitos de maneira irregular e executados por um leigo. As informações são do portal GCM Online.

Em 2011, uma vistoria feita pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) identificou a presença de 14 cachorros no local, sendo dez cães da raça beagle e quatro de raça indefinida.

“Portanto, analisados todos pontos controvertidos e aplicando-se o princípio da proporcionalidade, temos que as pesquisas científicas em questão, além de não terem se mostrado adequadas, porque envolveram maus-tratos dos animais a elas submetidas, tampouco comprovação que a aplicação de suas conclusões em humanos apresente os mesmos efeitos do que nos cães […]”, afirmou o juiz.

Uma testemunha informou que beagles são explorados em testes pela UEM desde a década de 1980.

“Condeno-a na obrigação de não fazer de abster-se, por seu Departamento de Odontologia, de utilizar cães ou quaisquer outros animais em procedimentos experimentais que lhes causem lesões físicas, dor, sofrimento ou morte, ainda que anestesiados, bem como de criar cães de qualquer raça ou sem raça identificada ou de apanhá-los e mantê-los com a sua liberdade cerceada em seu biotério central […]”, concluiu o juiz.

Em setembro de 2019, a universidade foi multada em R$ 10 mil pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), do Ministério da Ciência e Tecnologia, após explorar cães em experimentos.

Em nota, a UEM afirmou que não explora cães em testes desde 2011. “Em resposta a notícia veiculada na imprensa acerca da determinação expedida pelo juiz Fabiano Rodrigo de Souza, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Maringá, proibindo a UEM de usar cachorros em seus experimentos no departamento de Odontologia, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) esclarece a comunidade que desde o ano de 2011 não utiliza cães em pesquisas”, diz a nota.

“Em julho de 2012, por determinação judicial, os animais foram transferidos para os cuidados de uma ONG e o canil foi definitivamente desativado”, completa.


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Lei da Califórnia que proíbe a venda de produtos testados em animais entra em vigor

Foto: PETA
Foto: PETA

A Califórnia é um estado que vem se mostrando progressivamente favorável aos animais, e o começo deste ano traz consigo início de uma nova lei que proíbe quaisquer produtos cosméticos que utilizem testes em animais.

O estado está liderando essa mudança, juntando-se a alguns outros países que adotaram o mesmo tipo de restrições, e agora o Congresso dos EUA está seguindo essas mesmas etapas. Democratas e republicanos da Califórnia estão avançando com um projeto de lei que também pode limitar produtos testados em animais em todo o país, mas grupos de ativistas dos direitos animais estão defendendo uma brecha no projeto de lei do Congresso.

A Dra. Alka Chandna, que trabalha para a PETA, passou metade da vida lutando pelos direitos animais. Sua missão começou há quatro décadas, quando ela se juntou à equipe de jornal do campus estudantil.

“Isso aconteceu há quase 40 anos, e eu nunca esquecerei”, disse Chandna.
Foi nessa época que ela leu pela primeira vez um artigo sobre experimentação animal, que levou à sua decisão de escrever sobre crueldade e libertação animal.

“Fiquei chocada ao saber que não apenas os animais eram usados em tais testes, mas quão horríveis eram esses experimentos”, disse Chandna.

Quando jovem, ela começou a tentar expandir as proteções para animais, o que incluía sua prioridade na luta que era a proibição de testes cosméticos em animais.

“Coelhos cegos, animais mutilados, cientistas esfregando cosméticos na pele depilada e raspada de porquinhos-da-índia”, disse Chandna.

Enquanto obtinha seus mestrados e doutorados em matemática, ela juntou-se a movimentos e dedicou seu tempo à luta pelos direitos animais. Ela também começou a evitar marcas de maquiagem populares que ainda usavam testes em animais como Clinique, Estee Lauder e Maybelline. Chandna agora usa marcas amigas dos animais como Elf e Urban Decay.

Alguns anos depois, Chandna se mudou para a Califórnia para trabalhar e acabou seguindo sua verdadeira paixão pelos direitos animais ao ingressar na PETA. Em 2018, ela ficou emocionada ao ver o governador da Califórnia, Jerry Brown, aprovar uma lei que proibia a crueldade animal em produtos cosméticos.

Apenas um ano depois, neste 116º Congresso, democratas e republicanos da Califórnia co-patrocinaram um projeto semelhante, chamado Humane Cosmetics Act. No entanto, a Dr. Chandna diz que há uma brecha nele.

“Como os produtos que estão sendo testados nos laboratórios do governo chinês podem ser rotulados como ‘livres de crueldade’, isso pode confundir os consumidores e permitir que as empresas continuem se apresentando como livres de crueldade, quando na verdade não estão”, disse Chandna.

Na lei estadual da Califórnia, Chandna disse: “Não vemos uma brecha no que o governador Jerry Brown assinou e, portanto, estamos muito felizes com isso”.

Chandna disse que espera que os legisladores fechem a brecha nos testes chineses antes de aprovar a lei.

“É errado sujeitar os animais a sofrimento, dano e morte, apenas por causa de um novo batom, sombra ou rímel”, disse Chandna.

Ela disse que um dia, os EUA e todos os outros países, incluindo a China, tornarão ilegal o uso de animais para testes cosméticos e disse que a China já tem planos para isso. Além disso, Chandna diz que poderia abrir a porta para outros produtos que se afastam de testes em animais, como xampus e produtos de limpeza de cozinha.

A lei do governador Brown de restringir produtos testados em animais entra em vigor em 2020. Até agora, o projeto da Lei de Cosméticos Humanos tem apoio bipartidário e há uma versão dele tramitando no Senado americano.

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Jornalismo cultural, Notícias

Novo filme sobre testes em animais está disponível online

“Espero que esse filme ajude a desafiar essa crença e lance luz sobre o fato de que testes em animais são ineficazes quando se trata da saúde humana”


O documentário “Test Subjects”, sobre a realidade dos testes em animais já está disponível no Vimeo para quem quiser assistir online. A obra é dirigida por Alex Lockwood, vencedor do BAFTA na categoria melhor curta-metragem com o filme “73 Cows”, que conta a história de um ex-pecuarista que decide se tornar vegetariano.

“Explorei histórias de cientistas que tiveram experiências de testes em animais em primeira mão e que agora querem falar e compartilhar suas histórias” (Imagens: Test Subjects/Reprodução)

O filme parte da realidade de três pesquisadoras que decidiram se dedicar à ciência, na busca por fazer uma real diferença na saúde humana. Frances, Emily e Amy acreditavam que os testes em animais eram uma parte necessária de suas pesquisas, até que lentamente começaram a questionar a validade da prática.

“Com o filme ‘Test Subjects’, explorei histórias de cientistas que tiveram experiências de testes em animais em primeira mão e que agora querem falar e compartilhar suas histórias”, informa Lockwood.

Segundo o cineasta, embora os testes em animais ainda sejam amplamente aceitos e reconhecidos como “um mal necessário”, isso pode estar bem distante da realidade.

“Espero que esse filme ajude a desafiar essa crença e lance luz sobre o fato de que testes em animais são predominantemente ineficazes quando se trata da saúde humana”, frisa.

No ano passado, um estudo divulgado por um grupo de análise formado pela Elsevier, maior editora de literatura médica e científica do mundo, e pela Bayer, gigante do ramo farmacêutico, reconheceu que testes em animais podem ser ineficazes.

O trabalho, intitulado “A big data approach to the concordance of the toxicity of pharmaceuticals in animals and humans”, que avaliou 1,6 milhão de reações adversas reportadas aos reguladores da União Europeia e dos Estados Unidos, foi publicado no Journal of Regulatory Toxicology and Pharmacology.

O estudo revelou que algumas das reações em animais após os testes nunca haviam sido observadas em um ser humano, e vice-versa. “Todas as empresas de ciências da vida desejam diminuir os testes em animais, e com a pressão contínua dos governos, sociedades e grupos de bem-estar animal, as organizações farmacêuticas estão explorando maneiras de fazer isso”, disse o diretor de serviços científicos da Elsevier, Matthew Clark a PharmaTimes.

No mundo todo, organizações, estados e países estão adotando medidas para reduzir os testes em animais. Alguns estão indo além, lutando pelo banimento da prática, que já tem sido substituída por novas tecnologias que envolvem triagem de alta produtividade, modelos computacionais e chips baseados em cultura de células e tecido humano.


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Avon anuncia fim de testes em animais em seus produtos em todo o mundo

A empresa afirmou que deixará de vender produtos testados em animais até julho de 2020


A Avon anunciou na quarta-feira (18) o fim dos testes em animais em seus produtos em todo o mundo, inclusive na China, onde leis exigem que os experimentos sejam feitos.

(Germano Lüders/EXAME)

O presidente da empresa, José Vicente Marino, afirmou em nota que “não acreditamos que os testes em animais sejam necessários para garantir a segurança de um produto”.

Para que possa continuar atuando no mercado chinês sem executar testes em animais, a Avon informou ao portal Exame que “fará algumas reformulações nas linhas de produtos e abertura de novos canais de e-commerce que não exijam o cumprimento dos requisitos legais do país para testes em animais”.

Categorias que exigem testes na China, como produtos como protetor solar e desodorantes, serão descartadas pela empresa. No entanto, a exigência de experimentação animal não vale para vendas feitas pela internet, meio pelo qual os chineses podem comprar os produtos sem que tenham sido testados em animais.

A diretora de assuntos corporativos e sustentabilidade, Natalie Deacon, explicou ao jornal Valor Econômico que a Avon deixará de vender produtos testados em animais até julho de 2020.

“Estamos trabalhando com pequenos volumes no estoque [de produtos testados em animais] nos próximos meses. Temos um negócio em crescimento na China, com clientes que queremos continuar atendendo”, afirmou Natalie.

“A Avon apoia o desenvolvimento de alternativas, trabalhando em parceria com organizações científicas que estão desenvolvendo novas abordagens para a avaliação de segurança de produtos que não usam animais”, completou. Segundo ela, a empresa está comprometida no apoio para por fim a essa exigência na China.

A companhia afirmou que não faz testes em animais no Brasil há 30 anos e que é parceira de organizações como Ciências In Vitro, FRAME e a Humane Society International.

A partir de agora, segundo a Avon, novas certificações “cruelty-free” serão procuradas pela empresa para comprovar que nenhum teste em animal está sendo feito em todas as marcas e em todos os países que ela opera.

Projetos para por fim aos testes já vinham sendo promovidos pela Avon antes dela ter sido comprada pela Natura, conhecida por políticas mais sustentáveis. Com a fusão das empresas, formou-se a companhia global Natura&Co – a quarta maior empresa de cosméticos do mundo, avaliada em mais de 10 bilhões de dólares.


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Paraná tem 1º laboratório de saúde pública do país livre de experimentação animal

O fim da exploração de animais beneficiou os seres vivos que sofriam com os experimentos e garantiu ao Laboratório Central do Paraná economia e maior capacidade produtiva


O Laboratório Central do Paraná (Lacen/PR), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), é o primeiro laboratório de saúde pública do país que não explora animais em experimentos.

Pixabay/auenleben

A mudança na técnica utilizada pelo laboratório foi oficializada na 16ª edição da Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi). O laboratório ficou em primeiro lugar no quesito “Melhor experiência na área: enfrentamento das doenças negligenciadas ou em eliminação como problema da Saúde Pública” com o trabalho “QPCR em substituição à Prova Biológica para o diagnóstico da raiva animal: uma contribuição à Saúde Pública, à Saúde do trabalhador e ao bem-estar animal”.

Ao invés de explorar camundongos, como fazia no passado, o laboratório passou a usar uma técnica in vitro por meio da qual o material genético da raiva é pesquisado diretamente do tecido. Essa mudança não só beneficiou os animais, como também gerou uma economia de mais de R$235 mil por ano. As informações são do portal oficial da Secretaria da Saúde do Paraná.

“É a primeira vez que o Lacen/PR é contemplado com a primeira colocação neste evento realizado pelo Ministério da Saúde. É o reflexo do constante trabalho desenvolvido pelos profissionais da área em inovarem e avançarem em tecnologias que beneficiem a população paranaense e sirva de modelo para os demais Estados. O Paraná, com isso, reafirma a proposta do governador Ratinho Júnior, de aliar a inovação à gestão”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

O trabalho foi desenvolvido pela chefe da Divisão dos Laboratórios de Epidemiologia e Controle de Doenças (DVLCD), Irina Riediger. “Utilizamos essa nova técnica e reduzimos os custos em 60% e o tempo em 80% para liberação de resultados de cada amostra, baixando agora de 26 dias para em média quatro dias, e dependendo da situação é possível resultados em menos de 24 horas. Com a prova biológica não é possível fazer isso porque depende do desenvolvimento da doença pelo animal de experimentação, que é de pelo menos uma semana”, comentou.

Com o novo método, os profissionais de saúde ficam menos tempo expostos ao material potencialmente contaminado e, com isso, correm menos riscos. “Diminuímos significativamente os riscos para a saúde do trabalhador que precisava ter um contato mais direto com as amostras suspeitas de raiva manipuladas no laboratório. Isso é um ganho muito grande para a saúde dos colaboradores, saúde pública e bem-estar animal”, completou a pesquisadora.

Ao passar a utilizar a técnica in vitro, o laboratório conseguiu aumentar o número de amostras realizadas. Antes, com animais sendo explorados, eram processadas no máximo dez amostras por dia, gerando uma média de 200 por mês. Com o novo método, foi registrado um aumento de cerca de nove vezes, permitindo que o laboratório processe, se necessário, até 90 amostras por dia, num total de aproximadamente 1.800 mensais.


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Universidade de Maringá (PR) é multada por submeter cães a experimentos cruéis

Os cachorros viviam em condições precárias de higiene e eram explorados em experimentos odontológicos dolorosos sem receber anestesia adequada


O Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), do Ministério da Ciência e Tecnologia, multou nesta segunda-feira (2) a Universidade Estadual de Maringá (UEM) em R$ 10 mil por submeter cachorros a experimentos cruéis.

Foto: Reprodução/RPC

A multa veio após o caso ser denunciado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) em 2011 através de uma petição que reuniu aproximadamente seis mil adesões. O MP declarou, na ocasião, que os cachorros, da raça beagle, viviam em condições precárias de higiene e eram explorados em experimentos odontológicos dolorosos sem receber anestesia adequada.

Ainda segundo a promotoria, os maus-tratos aos animais eram visíveis e no ambiente no qual eles eram mantidos havia medicamentos vencidos e agulhas e seringas contaminadas eram reutilizadas.

Explorados por uma ciência perversa, os cachorros eram mortos com overdose de anestésico e seus corpos eram incinerados. Os testes cruéis foram suspensos pela Justiça no mesmo mês. E em julho de 2012 seis beagles e três cães sem raça definida foram resgatados do canil da universidade em atendimento a uma decisão judicial.

O pró-reitor de Pesquisa da universidade, Clóvis Jobim, alegou que a UEM analisa se a decisão da Justiça cabe recurso ou não. Ele disse ainda que cães não são mais explorados em testes científicos pelo curso de odontologia, mas que experimentos são feitos com esses animais pelo departamento de Zootecnia. Os cães explorados são cedidos por instituições parceiras da universidade.


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Mais de 3 milhões de testes são realizados em animais no Reino Unido

Por Rafaela Damasceno

Estatísticas publicadas recentemente mostram que uma quantidade enorme de animais – incluindo cachorros, gatos, camundongos, coelhos e outras espécies – continuam sofrendo com experiências cruéis e muitas vezes letais em laboratórios do Reino Unido.

Uma seringa sendo injetada em um coelho
Foto: World Animal News

Um total de 3,52 milhões de experimentos foram realizados em 2018, com 87.557 animais sendo submetidos a testes dolorosos, mais de uma vez. Os mais explorados são os camundongos, que foram utilizados cerca de 1,1 milhão de vezes.

“Como cientista, eu sei os problemas de confiar nos animais para estudar e tratar doenças humanas. Esse tipo de modelo fracassa muito mais do que obtém sucesso, então é frustrante e preocupante ver o Reino Unido mantendo os experimentos em animais”, disse Lindsay Marshall, cientista da Sociedade Humana Internacional, que gerenciou um laboratório livre de pesquisas com animais por 12 anos.

“É hora do Reino Unido parar de desperdiçar dinheiro em pesquisas sem saída e fazer um investimento em sistemas computadorizados e outras tecnologias avançadas que são o verdadeiro futuro da pesquisa médica moderna”, afirmou.

Em 2010, o governo prometeu diminuir o número de animais explorados em testes de laboratório, mas quase dez anos depois o Reino Unido continua sendo um dos maiores exploradores de animais em pesquisas. Nesse mesmo período, as tecnologias que produzem resultados mais rápidos, baratos e relevantes avançaram muito.

A Dr. Marshall não é a única com a opinião de que a exploração é desnecessária e antiquada. Análises acadêmicas chegam à mesma conclusão, afirmando que a melhor opção para reproduzir os efeitos humanos nos testes são as tecnologias.

Apesar do aumento nos procedimentos realizados em animais, não há crescimento correspondente no número de medicamentos que chegam às clínicas. Isso acontece porque a maioria dos produtos criados a partir dos testes em animais não são eficazes nos seres humanos: 55% não conseguem tratar as condições que são destinados a curar e 30% apresentam toxinas que não foram detectadas nos experimentos.

Brasil

Apesar de algumas regiões brasileiras estarem avançando na proibição da exploração dos animais em testes, ainda não há uma lei federal que proíba a prática.

O Projeto de Lei (PL) 948/2019, recentemente apensado ao PL 6325/2009, defende a proibição em todo o Brasil do uso de animais em testes de produtos cosméticos, de higiene pessoal, perfume e limpeza.


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Nasa testou solo lunar em animais e levou parte deles à morte

A chegada do homem à lua teve um custo muito grande para os animais, que sofreram em experimentos. Devido a dúvidas sobre a saúde dos tripulantes do Apollo 11, cientistas da Nasa realizaram testes em animais para garantir as amostras lunares trazidas à Terra não eram perigosas. Alguns desses animais, no entanto, não sobreviveram.

Crédito: Shutterstock

Os astronautas Neil Armstrong e Buzz Aldrin foram os responsáveis por coletar amostras do solo lunar. Sob a alegação de que era preciso verificar se o material não geraria danos ao ecossistema, a Nasa escolheu diversos animais para representar as espécies que habitam o planeta e os condenou à exploração de uma ciência cruel que coloca vidas em risco e as submete a testes antiéticos em nome de seus próprios interesses.

Codornas japonesas foram escolhidas para representar as aves, camundongos representaram os roedores, o camarão marrom e o rosa, além das ostras, foram explorados nos testes representando os moluscos. Moscas, baratas e traças eram as representantes dos insetos. Peixes também foram vítimas do estudo. As informações são do portal Edition.

As codornas e os camundongos receberam injeções com amostras lunares. No caso das espécies aquáticas, poeira lunar foi colocada na água. Os insetos receberam o material através dos alimentos. Após os testes, as ostras não suportaram e morreram. As mortes, segundo os cientistas, pode ter relação com o fato de que o experimento foi feito durante o período de acasalamento.

“Nós tínhamos que provar que não iríamos contaminar os seres humanos, peixes, pássaros animais e plantas”, disse Charles Berry, chefe de operações médicas durante a Apollo 11, ignorando que nenhuma necessidade de comprovação justifica submeter animais a testes, tratando-os como objetos sem importância.

Plantas também foram submetidas a testes, em um trabalho realizado pela Nasa em parceria com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Sementes de tomate, cebola, samambaia, repolho e tabaco foram cultivadas em um solo com adição de material retirado do espaço.

Na época em que os testes foram feitos, Judith Hayes, chefe da divisão de Pesquisa Biomédica e Ciências Ambientais da Nasa, comentou os resultados. “Eles não encontraram nenhum crescimento microbiano nas amostras lunares, e não havia nenhum microorganismo que fosse atribuído a qualquer fonte extraterrestre ou lunar”, afirmou. Segundo ela, a tripulação que foi enviada à lua não apresentou sinais de doença infecciosa e quase todos os animais sobreviveram aos experimentos.

No entanto, mesmo tendo concluído que os resultados necessários haviam sido obtidos, a Nasa continuou a explorar animais em testes até 1971, quando foi realizada a missão Apollo 14.


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Testes em animais caem para o nível mais baixo em 12 anos

Foto: PCRM
Foto: PCRM

Os testes em animais no Reino Unido atingiram seu nível mais baixo desde 2007.

O número de procedimentos concluídos em animais vivos em 2018 foi 7% menor do que em 2017, de acordo com dados do Ministério do Interior.

A maioria dos procedimentos envolveu camundongos, peixes e ratos –assim como na última década – no entanto, o uso de ratos em experimentos diminuiu em 27%.

O número de experimentos com gatos também diminuiu, caindo em 20%.

Cerca de 56% dos procedimentos foram realizados para pesquisa, tipicamente estudos envolvendo o sistema imunológico, o sistema nervoso e o câncer.

Os procedimentos para criação e reprodução caíram 10% e os procedimentos experimentais caíram 4%.

De acordo com a Understanding Animal Research, dez organizações são responsáveis por quase metade de todas as pesquisas com animais no Reino Unido.

O Medical Research Council, o Francis Crick Institute, a University of Oxford, a University of Edinburgh, a University College London, a University of Cambridge, a University of Glasgow, o King’s College London, a University of Manchester e o Imperial College London são as organizações realizando uma grande quantidade de pesquisas em animais.

O problema com testes em animais

Embora o número de procedimentos em animais no Reino Unido tenha caído nos últimos 12 anos, 3,52 milhões de procedimentos ainda foram conduzidos em animais vivos na Inglaterra, na Escócia e no País de Gales no ano passado.

Enquanto algumas taxas de uso de animais diminuíram em testes, outras aumentaram. O número de experimentos com aves aumentou de 130 mil para 147 mil, o número de testes em cães aumentou 16% e o número de testes em primatas cresceu 8%.

O teste em animais é amplamente impopular entre o público, particularmente por razões de crueldade contra os animais. Cerca de 72% dos consumidores acreditam que os testes em animais são “desumanos ou antiéticos”, segundo pesquisas.

Foto: Istock
Foto: Istock

Experimentos com animais também podem não ser confiáveis. A organização de bem-estar animal PETA afirma que mais de 90% das experiências realizadas em animais pelos Institutos Nacionais de Saúde – a principal agência governamental responsável pelo financiamento da pesquisa científica – não levam a tratamentos humanos eficazes, o que significa que os testes são “inúteis”. Ele acrescenta que mais de 95% dos testes de drogas farmacêuticas são tão seguros e eficazes em animais, mas falham em testes em humanos.

As dez organizações responsáveis por cerca de metade dos testes em animais do Reino Unido estão comprometidas com os “3Rs” – substituição, redução e refinamento. Isso significa que eles trabalham para substituir o uso de animais quando possível, reduzindo o número de animais explorados e refinando a experiência dos animais usados nos testes.

Outros grupos estão trabalhando para desenvolver métodos de experimentação livres de animais, como o modelo organ-on-a-chip (órgãos em chips) que simula as respostas fisiológicas de órgãos humanos.

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Paul McCartney pede o fim dos testes com cães em universidade americana

Foto: Livekindly
Foto: Livekindly

Paul McCartney escreveu uma carta em nome da ONG PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), expressando surpresa ao ficar sabendo sobre os experimentos com cães da TAMU durante uma turnê.

A universidade cria cães da raça golden retriever para desenvolver distrofia muscular, dificultando sua locomoção, a deglutição e a respiração. De acordo com a PETA, esse tipo de experimento foi usado por quase 40 anos e não resultou em nenhum tratamento capaz de reverter a doença.

O co-fundador da Meat Free Monday descreveu o vídeo divulgado pela organização como “devastador”, e implorou ao TAMU para parar os experimentos e colocar os cães para adoção. McCartney acrescentou: “Eu convivo com cachorros desde que era menino e amei e tratei todos eles com carinho, incluindo Martha, que foi minha companheira por cerca de 15 anos e sobre quem escrevi a música‘Martha My Dear’”.

“Por favor, façam a coisa certa, acabando com o sofrimento dos cães no laboratório de pesquisas de distrofia muscular da TAMU e mudando para métodos modernos de pesquisa”, concluiu.

O ativismo de Paul McCartney

Vegetariano, desde 1975 o músico virou vegano, McCartney apareceu em várias campanhas de direitos animais, incluindo a participação como narrador do documentário produzido peka PETA “Glass Walls”, que fala sobre os horrores das fazendas de criação de animais. Ele também trabalhou com a Humane Society dos Estados Unidos e a Sociedade Mundial de Proteção aos Animais.

Em 2009, ele e suas filhas, a estilista vegana ética Stella e a fotógrafa Mary, lançaram a campanha Meat Free Monday no Reino Unido para incentivar as pessoas a comer mais alimentos à base de vegetais. O décimo aniversário da campanha foi comemrado por celebridades como Tom Hanks, Orlando Bloom e Alicia Silverstone.

Experiências com cães da TAMU

Esta não é a primeira vez que a TAMU está sendp acusada por seus experimentos. Falando à Fox News em novembro de 2017, a Dra. Alka Chandna, especialista sênior em supervisão laboratorial da PETA, disse que os testes são financiados com dinheiro público.

Um representante da TAMU defendeu os experimentos, observando que o FDA (Food and Drugs Administration/órgão regulador de vigilância sanitária dos EUA) exige que os medicamentos sejam testados em pelo menos duas espécies de animais antes de serem usados por seres humanos.

No entanto, Chandna explicou que o vídeo, obtido em 2013, mostra condições cruéis: “Eu vejo claramente que que não há amor ali. Também não há cuidado. Isto não é um tratamento humano”.

O New York Post notou que pelo menos uma outra universidade dos EUA conduz testes semelhantes em cães.

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Notícias

Paul McCartney cita Martha, cachorra que inspirou músicas dos Beatles, em pedido à universidade

Na última quarta, 26, Paul McCartney criticou a Texas A&M University por praticar experimento com cães.

(Foto:The Yomiuri Shimbun/AP Images)

Ele se posicionou depois que a PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) divulgou algumas filmagens que revelam testes de distrofia muscular em cachorros.

O ex-Beatle, então, escreveu uma carta ao presidente da instituição, Michael K. Young, na qual suplica pelo fim dos experimentos científicos com animais.

“As imagens de golden retrievers no laboratório de cães da sua universidade são de partir o coração. Eu tenho cachorros desde que era um menino e amei muito a todos eles, incluindo a Martha, que foi a minha companheira por quase 15 anos e sobre quem eu escrevi a canção ‘Martha My Dear’. Por favor, faça a coisa certa e acabe com o sofrimento dos cachorrinhos no laboratório de distrofia muscular da Texas A&M University, mudando para métodos de pesquisa modernos”, suplicou o músico.

Fonte: Rolling Stone


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