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Militares alegam falta de recursos para coibir desmatamento, mas usam dinheiro para pintar unidades

Foto: Victor R. Caivano/APsta

Após batalhões militares serem paralisados sob a alegação de falta de recursos para coibir o desmatamento durante a operação militar Verde Brasil 2, recursos destinados ao combate a crimes ambientais na Amazônia foram usados para pintar unidades da Marinha, inclusive em regiões que não têm relação com a floresta amazônica.

Uma investigação feita pelo jornal O Estado de S. Paulo descobriu que os recursos estão sendo usados em ações sem qualquer relação com o desmate da Amazônia. No dia 3 de julho, mais de R$ 244 mil destinados à operação Verde Brasil 2 foram usados na compra de 633 latas de 18 litros de tinta cada, nas cores branco neve e gelo. As compras foram feitas pelo Centro de Intendência da Marinha, em Ladário (MS). Tintas do tipo “premium”, compradas em um lote com 212 unidades, custaram R$ 566,03 cada. Além da pintura de prédios não integrar ações contra o desmatamento, o Mato Grosso do Sul não faz parte da Amazônia Legal. Em relação a essas compras, o Ministério da Defesa não se posicionou.

Dos R$ 4,927 milhões usados durante a operação, mais de R$ 2,741 milhões foram utilizados para a troca de peças e a contratação de serviços de manutenção de aeronaves da Defesa. Uma das contratações custou mais de R$ 818 mil. Segundo o Ministério, “boa parte das localidades atendidas é de difícil acesso, de forma que é imprescindível que todos os equipamentos estejam com a manutenção em dia para garantir a segurança integral de toda a equipe empregada”.

A pedido do Estadão, a empresa Rubrica, especializada em monitoramento de gastos públicos, compilou as informações disponibilizadas pelo Sistema Integrado de Administração Financeira (Siaf) do governo federal.

E embora o vice-presidente Hamilton Mourão alege que a operação militar não recebeu recursos e que, por isso, o governo quer aprovar um projeto de lei pedindo crédito extraordinário para a Verde Brasil 2, dados oficiais mostram orçamento aprovado, até a última semana, de R$ 8,622 milhões.

Há duas semanas, o Estado de S. Paulo revelou o desperdício de dinheiro público gerado pelo cancelamento de ações que permitiram a fuga de criminosos. Em campo no Pará, agentes do Ibama informaram ao jornal que o 51º Batalhão de Infantaria de Selva (51º BIS) do Exército “suspendeu o apoio às ações de desmontagem das serrarias do município de Uruará conforme programação das ações do GLO (Garantia da Lei e da Ordem) nesta região” por conta de falta de recursos.

Como confirma o próprio Ibama, a paralisação resultou não só em desperdício de recursos públicos – já que funcionários paralisados demandaram diárias de hotel e alimentação -, como também a possibilidade de madeireiras fugirem da fiscalização.

De acordo com o Ministério da Defesa, “até o presente momento, os recursos (R$ 60 milhões anunciados em maio por Bolsonaro para a Verde Brasil 2) ainda não foram repassados às Forças” e que, por isso, a pasta estaria “utilizando seus próprios recursos orçamentários, enquanto não há o repasse dos recursos específicos.” No entanto, segundo informações divulgadas pelo Estadão, a maior parte dos R$ 8,622 milhões destinados até agora para a Verde Brasil 2 são originários da emissão de títulos da dívida pública.

O jornal divulgou ainda que resultados da operação foram inflados com dados de outras ações não relacionadas ao Ministério da Defesa e realizadas até antes do início da Verde Brasil 2.


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Soldado colombiano arremessa cachorro e maus-tratos são registrados em vídeo

Reprodução/YouTube/Semana

Um soldado do 23º Batalhão de Engenheiros arremessou um cachorro no ar no último final de semana no departamento de Nariño, na cidade de Puerres, na Colômbia. Colegas do agressor registraram os maus-tratos em um vídeo, em meio a risos.

O autor do crime, que integra o Exército há sete meses, será expulso das Forças Militares e responderá por maus-tratos a animais, segundo o jornal local “Semana”.

O vídeo que registra a agressão foi divulgado nas redes sociais e gerou indignação. O ministro da Defesa da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, repudiou o ato do soldado.

“Rejeito com indignação a barbárie cometida contra um animal indefeso em Nariño e dei instruções ao comandante do Exército, general Eduardo Zapateiro, para que iniciasse as investigações e adotasse as medidas disciplinares correspondentes”, afirmou.

O Exército Nacional também se pronunciou, afirmando que “o soldado que aparece no vídeo realiza seu serviço militar no município de Puerres, departamento de Nariño, no Batalhão de Engenheiros nº 23, general Agustín Angarita Niño.”

De acordo com o comunicado do Exército, uma investigação foi iniciada a fim de decidir qual sanção será aplicada, além das ações criminais que serão realizadas. “Todas as evidências necessárias serão fornecidas para que todo o peso da lei para tal conduta repreensível seja aplicado a ela”, diz a nota.

“Este Comando rejeita categoricamente esse modo de agir, totalmente e absolutamente contrário ao trabalho do militar, cuja missão constitucional é defender o país”, conclui.

Não há informações que indiquem se o cachorro sobreviveu à agressão brutal que sofreu.


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Soldados usam dia de folga para dar mamadeira a coalas na Austrália

Seringas de leite foram usadas pelos militares da 9ª Brigada do Exército da Austrália, que seguraram os coalas no colo enquanto os alimentavam


Soldados da 9ª Brigada do Exército da Austrália decidiram usar seu dia de folga em prol de uma causa nobre: alimentar coalas resgatados dos incêndios florestais que atingiram o país.

Foto: Divulgação/Australian Army

Mais de um bilhão de animais morreram nas queimadas, outros tantos foram resgatados com vida, porém feridos. Ícones do país, os coalas foram uma das espécies mais dizimadas pelo fogo.

Para ajudar na recuperação dos animais resgatados, os militares realizaram a ação em um acampamento no Clelan Wildfire Park, próximo à Adelaide.

“Soldados estão usando seus períodos de descanso para ajudar no Cleland Wildlife Park, apoiando nossos amigos peludos durante o período de alimentação”, diz uma publicação que relata o caso e que viralizou nas redes sociais, comovendo internautas.


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Futuro soldado vegano critica o exército por falta de opções à base de vegetais no refeitório

Taehyun Jung está lutando por opções veganas nas forças armadas coreanas | Foto: Plant Based News
Taehyun Jung está lutando por opções veganas nas forças armadas coreanas | Foto: Plant Based News

O vegano e futuro soldado Taehyun Jung condenou os militares coreanos pela falta de opções alimentares baseadas em vegetais nos refeitórios da instituição.

Jung, que pretende se juntar às forças armadas no próximo ano, está entrando com uma queixa contra a Comissão de Defesa Nacional para oferecer ao menos uma opção vegana, argumentando que ao não fazê-lo o instituição estaria “violando a liberdade de consciência do indivíduo e o direito à saúde”.

“Estressado mental e fisicamente”

A Empathy, uma Fundação Pública de Direitos Humanos, está ajudando Jung com a denúncia, que agora está “quase completa”, segundo a entidade.

Jung entrevistou vegetarianos que estiveram nas forças armadas, afirmando que uma mulher havia perdido mais de 50 quilos e estava “mental e fisicamente estressada após fazer o treinamento enquanto passava fome” após apenas uma semana de alistamento.

“Uma questão de extrema importância”

“Na Coréia, quase todos os homens devem se juntar ao exército por cerca de dois anos, e não existe uma refeição vegana sequer no refeitório, de modo que os veganos (e vegetarianos) precisam comer animais para sobreviver”, escreveu Jung na página do Facebook Vegan Korea.

“Esta é uma questão muito importante para mim e para outros coreanos veganos. Por favor, compartilhe esta questão para que todos saibam!”.

Viagem vegana

Jung também foi entrevistado pelo canal de notícias local Gyeong-Hyang News, onde falou sobre o início de sua jornada vegana que iniciou-se depois que ele assistiu a um vídeo no YouTube de Gary Yourofsky.

“Embora eu gostasse de carne, não comia cães ou gatos (na Coréia alguns lugares tem esse costume). “Eu não achava que animais domésticos fossem alimento”, disse Jung. “Mas aprendi que animais de fazenda também sentem dor e têm emoções”.

“Eu pensei que as vacas eram ordenhadas na natureza, mas então percebi que todos os mamíferos têm leite, e elas passam por processos dolorosos e infinitos de inseminação artificial, e seus filhotes são retirados delas assim que nascem. Quando a produção de leite delas cai, elas são mortas para produzir carne de hambúrguer. É muito triste e não posso fazer parte disso”.

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Pelo menos 900 toneladas de óleo são retiradas de praias no Nordeste

O óleo tem sido retirado das praias por equipes estaduais, voluntários e funcionários da Marinha, do Ibama e da Petrobras


Um levantamento da Marinha concluiu que pelo menos 900 toneladas de óleo foram retiradas de praias no Nordeste. O balanço, assinado em conjunto com o Ibama e a Agência Nacional de Petróleo (ANP), foi divulgado na segunda-feira (21).

De acordo com o Ibama, 200 locais em 9 estados já foram afetados pelo poluente. As informações são do G1.

Foto: Otton Veiga/TV Globo

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou, nesta segunda-feira, que o máximo que o governo pode fazer “é ter gente capacitada” para limpar o óleo, já que identificar o responsável pelo vazamento ainda não foi possível. Ele anunciou também o envio de 4 mil a 5 mil homens da 10ª Brigada do Exército, em Recife, para recolher os resíduos.

Atualmente, o óleo tem sido retirado das praias por equipes estaduais, voluntários e funcionários da Marinha, do Ibama e da Petrobras.

Até o momento, 1.583 militares já participaram das ações sob ordem da Marinha. Outras 500 pessoas foram mobilizadas pela Petrobras para limpar as praias e mais 30 para atuar na central de planejamento e logística da companhia no Rio de Janeiro. Foram acionados também 74 servidores do Ibama, que não só limpam as praias como auxiliam os animais marinhos atingidos – 17 animais já morreram.


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Ex-soldado do Exército aprende a pilotar avião para salvar animais que seriam sacrificados

Ex-soldado veterano do Exército dos Estados Unidos, Paul Steklenski, de 45 anos, decidiu aprender a pilotar avião para viagem pelo mundo salvando cachorros e gatos que seriam sacrificados. Em muitos países, tirar a vida de animais saudáveis como forma de controle populacional ainda é uma prática permitida.

Foto: Reprodução/CNN

Ao lado de Tessa, uma cadela que acompanha Steklenski nas viagens, o ex-soldado já salvou 742 animais. As informações são da CNN.

Inicialmente, Steklenski pensou em resgatar os cães e gatos usando um ônibus ou uma van.  No entanto, em 2013 decidiu iniciar os estudos em uma academia de pilotos. Após se formar, ele passou a usar um avião para salvar a vida dos animais.

Dois anos depois, o ex-soldado fundou a ONG “Flying Fur Animal Rescue”. Na época, ele também deixou de alugar aviões e comprou um especificamente para os resgates. A aeronave transporta até 23 animais por vez, mas Steklenski sonha mais alto e planeja, no futuro, comprar outro avião ainda maior.

Foto: Reprodução/CNN

“Ver os cães nos canis partia-me o coração. Era horrível pensar que havia tantos animais a sendo sacrificados”, afirmou o ex-soldado.

Steklenski gasta de 340 a 515 euros (R$ 1400-2200) por cada operação de resgate. Apesar de pedir doações, o piloto investe, do próprio bolso, mais de 8,5 mil euros por ano no projeto.

Além do auxílio que presta aos animais que resgata, Steklenski adotou, há um ano, sua segunda cadela, Layla. Desde então, ele tira um dia por mês para voar até canis e resgatar alguns cães e gatos, que depois são entregues a abrigos que não fazem sacrifício.

“É um trabalho extremamente emocional, mas muito recompensante”, disse. “Quando o motor começa a trabalhar, eles adormecem ou ficam acordados olhando pela janela. Tenho a sensação de que eles sabem que coisas melhores lhes vão acontecer”, completou.

Foto: Reprodução/CNN

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Quartel do Exército abandona cães que viviam na unidade em Pouso Alegre (MG)

O 14º Grupo de Artilharia de Campanha de Pouso Alegre, em Minas Gerais, abandonou cães em uma estrada e revoltou moradores e protetores de animais da cidade. O abandono foi realizado há quase um mês, mas o caso foi divulgado apenas na noite de segunda-feira (1), quando o protetor Hélio Carlos de Oliveira denunciou a situação. De acordo com ele, dois dos cães abandonados foram encontrados mortos e outros dois estão desaparecidos.

Cachorro abandonado pelo quartel está desaparecido (Foto: Reprodução / Portal Pouso Alegre.net)

Os animais, que viviam em situação de rua, encontraram abrigo no quartel. No local, eles recebiam cuidados dos militares. Um militar do 14º GAC, que preferiu não se identificar, e o próprio comando do quartel, confirmaram o abandono. As informações são do portal Pouso Alegre.Net.

O militar disse ainda que esta é a segunda vez que um comando ordena que cachorros sejam retirados do quartel. Na primeira vez, quatro cachorros teriam sido abandonados em uma estrada – a testemunha não soube precisar se o abandono foi realizado em 2016 ou 2017.

Ainda de acordo com o militar, uma mobilização foi feita no quartel para buscar adotantes para os cães assim que a hipótese de abandono foi descoberta. Com a ação, três dos cachorros conseguiram lares, o restante tira sido retirado do quartel à noite. O militar afirma que os profissionais do quartel teriam saído do local no fim da tarde e que, ao retornarem no dia seguinte, só encontraram um cachorro na unidade – trata-se do cão Sorriso, que está no quartel há cerca de cinco anos.

Cães foram encontrados mortos após o abandono (Foto: Reprodução / Portal Pouso Alegre.net)

O militar disse também que os cachorros eram bem tratados pela maior parte dos militares, inclusive pelo comandante Mauro Fernando Rego de Mello Júnior, que confirmou o abandono dos cachorros. Segundo ele, desde que chegou a Pouso Alegre, há 18 meses, vários animais entravam no quartel e alguns ficavam no local, sendo alimentados por uma colaboradora civil, responsável pela cantina, e por soldados.

De acordo com Mello Júnior, o fácil acesso ao local fez com que, com o tempo, entre 15 e 20 cães estivessem no quartel. Quando as fêmeas entravam no cio, os animais causavam alvoroço na unidade, ainda segundo o comandante que completou dizendo que reclamações sobre os animais teriam sido levadas em consideração no momento de decidir abandoná-los.

Cães viviam no quartel em Pouso Alegre (Foto: Reprodução / Portal Pouso Alegre.net)

O comandante afirmou que pessoas que passavam pela calçada do quartel reclamaram que alguns cães avançaram nelas. Além disso, o início das aulas do Programa Forças no Esporte (Profesp), com 200 alunos da rede municipal de ensino, que participam de atividades nas dependências do 14º GAC, levou à decisão, segundo Mello Júnior, de retirar os cachorros do local para evitar que eles mordessem as crianças, em um instinto de defesa.

Mello Júnior afirmou que acionou a Prefeitura de Pouso Alegre, mas que recebeu a resposta de que a administração municipal não teria um local para levar os cachorros. Questionada, a prefeitura não confirmou o pedido que o comandante alega ter feito, mas afirmou que o Centro de Bem-Estar Animal realmente não abriga animais, apenas provê tratamento veterinário a eles e, em caso de necessidade, os encaminha para ONGs.

Quartel do Exército em Pouso Alegre (Foto: Google Street View)

Diante disso, continuou o comandante, foi dada a ordem para que pouco mais de 10 cachorros fossem colocados em um veículo e abandonados em uma área rural da cidade. Outros cães permaneceram na unidade. Mello Júnior disse que tentou adotar dois deles, mas que os animais não se adaptaram ao ambiente fechado e que, por isso, os levou de volta ao quartel.

Adoção e busca pelos cães

O protetor Hélio Carlos está à procura de pessoas que estejam dispostas a adotar, de maneira responsável, algum dos cachorros abandonados pelo quartel. Ele pediu ainda que a população o ajude a localizar os cães que desapareceram.

Cão desapareceu após ser abandonado pelo quartel (Foto: Reprodução / Portal Pouso Alegre.net)

“Quem mora próximo ao local do abandono e tiver qualquer informação sobre os dois desparecidos favor segurá-los e entrar em contato comigo pelo 9 9938 8187”, afirmou o protetor.


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Destaques

Quase 50 mil animais foram mortos pelo governo britânico em 7 anos de pesquisa militar

Animais são explorados e mortos covardemente em experimentos militares | Foto: Pixabay/ Annette Meyer
Animais são explorados e mortos covardemente em experimentos militares | Foto: Pixabay/ Annette Meyer

De acordo com informações do jornal Daily Mirror, os experimentos, que fazem parte do programa de pesquisa do Ministério da Defesa, envolviam injetar armas biológicas em macacos, atirar e explodir porcos e forçar outros animais a respirarem gases que afetam o sistema nervoso.

Esses experimentos levaram 48.400 animais à morte no Laboratório Militar de Ciência e Tecnologia de Defesa, em Wiltshire (Inglaterra), entre 2010 e 2017.

Em um teste, os macacos foram injetados com antraz, enquanto os pesquisadores monitoraram o nível de dor dos animais e a quantidade de tempo que eles levavam para morrer, segundo o relatório.

Em outro experimento, os animais explorados como cobaias tiveram o agente nervoso VX aplicado às suas costas, a fim de determinar como outro químico, bionecrófago, mudaria os efeitos da droga.

Os animais que sobreviveram ao teste foram mortos de qualquer maneira e dissecados, afirma o relatório.

Alguns animais eram forçados a respirar gás de mostarda, um carcinógeno que queima os pulmões, causando inchaço e formação de bolhas ao fechar as vias aéreas.

Para testar a eficácia da armaduras corporais, os porcos eram envolvidos em armaduras-teste antes que os explosivos fossem ativados.

Após as explosões, os cientistas avaliariam os porcos para ver quais partes do corpo estavam protegidas e quais estavam danificadas.

Animais são privados e sua liberdade e forçados a ingerir componentes químicos nocivos | Foto: White Coat Waste Project
Animais são privados de sua liberdade e forçados a ingerir componentes químicos nocivos | Foto: White Coat Waste Project

Na Dinamarca, o exército britânico também utilizou experimentos com “tecidos vivos”, em que porcos são baleados em diferentes partes do corpo com rifles, acompanhados por médicos do Exército que lutam para manter os animais vivos.

Questionado sobre esses testes pelo Daily Mirror, o Ministério da Defesa disse: “O DSTL é responsável por desenvolver e criar tecnologia indispensável para proteger o Reino Unido e suas forças armadas”.

“Isso não poderia, atualmente, ser alcançado sem o uso de animais em pesquisa. O DSTL está comprometido em reduzir o número de experimentos com animais”

No entanto, as organizações de direitos animais discordam e chamam esses tipos de testes desnecessários e absolutamente cruéis

“Os animais sofrem e morrem em tantos tipos diferentes de experiências, mas há algo especialmente obscuro e perturbador nas experiências de guerra”, disse a gerente da Campanha Anti-viviseccção de Animais, Jessamy Korotoga.

“Expor deliberadamente animais vivos a compostos químicos nocivos, explosões simuladas e patógenos biológicos que são conhecidos, e de fato desenvolvidos para causar sofrimento extremo e morte, é moralmente inconcebível”.

“Uma sociedade civilizada, no século 21, não deve se envolver em práticas tão macabras e terríveis”, concluiu a ativista.

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Notícias

Novo simulador pode pôr fim aos testes navais que envolvem explosão de porcos

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um novo simulador pode pôr fim aos testes militares e navais realizados pela marinha real em porcos e outros animais.

Desenvolvido por um cientista do Reino Unido, o simulador foi projetado para substituir a necessidade de testes “lentos e caros” para tratamentos de lesões pulmonares. Os testes geralmente se concentram em lesões causadas pela exposição às ondas de choque supersônicas que se irradiam de explosões.

Os animais são expostos a essa violência absurda constantemente para que os pesquisadores possam analisar o resultado do impacto em seus tecidos e órgãos.

O Dr. Mainul Haque, da Escola de Matemática e Física da Universidade de Portsmouth, desenvolveu o simulador em colaboração com o consultor Timothy Scott, da Royal Navy Intensive Care.

Até agora, testes militares usaram porcos e outros animais para simular como essas ondas de choque afetam o corpo e qual a melhor maneira de tratar lesões subsequentes. No entanto, como foi apontado pela organização de direitos dos animais PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), os porcos e os seres humanos são muito diferentes.

O Dr. Mainul Haque, da Escola de Matemática e Física da Universidade de Portsmouth, desenvolveu o simulador em colaboração com o consultor Timothy Scott, da Royal Navy Intensive Care.

Até agora, testes militares tem usado porcos e outros animais para simular como essas ondas de choque afetam o corpo e qual a melhor forma de tratar as lesões subsequentes à agressão. No entanto, como foi apontado pela organização de direitos dos animais PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais), os porcos e os seres humanos são muito diferentes.

A PETA relatou no passado que até mesmo oficiais do exército dos EUA admitiram que “ainda não há evidências de que a utilização e o impacto em tecidos vivos de animais salva vidas”.

Dr. Haque explicou os benefícios de usar um simulador em vez de animais vivos para a Medical Device Network, (Rede de Dispositivos édicos, na tradução livre). Ele explicou: “Um modelo computadorizado pode nos permitir executar o maior número de testes de tratamentos possíveis que precisamos para qualquer tipo de cenário”.

O médico passou a informação crucial de que os experimentos podem ser realizados “sem a necessidade de pesquisas com animais vivos”.

Scott apontou em um estudo separado que um simulador não é apenas mais barato, mas também “requer aprovação ética menos rigorosa”.

Ele acrescentou que também poderia “alcançar cenários que são inatingíveis em pesquisas com animais vivos ou humanos, como por exemplo várias vítimas com vários eventos de lesão”.

A nova tecnologia se estende além da simulação de vítimas. Também pode prever como os corpos humanos reagem ao acúmulo interno de fluidos, o que muitas vezes é fatal, já que não é detectado.

Os militares às vezes usam porcos para simular ferimentos humanos

Testes militares com animais ao redor do mundo

A ideia de usar simuladores em experimentos militares não é nova.

Em 2017, os deputados Hank Johnson, do partido Democratas, e Tom Marino, dos Republicanos., Apresentaram um projeto de lei contra testes com animais. O Washington Examiner informou que o projeto de lei “exigiria que os militares usassem apenas“ métodos baseados em humanos ”para treinar membros do serviço”.

Johnson abraça o entendimento de que as simulações são absolutamente melhores em custo-benefício. Ele disse: “Pode custar mais para um simulador do que para um animal vivo em termos de desembolso inicial”.

Johnson acrescentou: “você só pode usar esse animal uma vez, mas o simulador pode ser usado repetidamente. Então, em longo prazo, é melhor. ”

Em 2014, a Agência Norueguesa de Pesquisa Animal (NARA) rejeitou um pedido do exército norueguês para usar animais em exercícios de treinamento. Foi a primeira vez na história da agência que tal rejeição foi feita.

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Jornalismo cultural

Veteranos do Exército dos EUA criam grupo para combater caçadores na África

Veteranos do Exército dos EUA criaram um grupo para combater caçadores na África Oriental. O objetivo do Empowered to Protect African Wildlife (VETPAW), uma organização sem fins lucrativos, é garantir a proteção de espécies de animais selvagens vítimas da caça furtiva – como elefantes, rinocerontes, hipopótamos, etc.

(Foto: VETPAW)

Atualmente o grupo está treinando guardas florestais, visando garantir resultados mais eficazes que possam coibir a caça. Um dos fundadores do grupo, Ryan Tate conta que eles não poderiam ficar de braços cruzados enquanto animais selvagens morrem em decorrência da ganância humana e pessoas são assassinadas tentando proteger a vida selvagem.

“Percebi que tenho as habilidades necessárias para ajudar a salvar os animais e as pessoas que arriscam suas vidas diariamente”, publicou Ryan Tate no site da VETPAW. Uma veterana do Exército que atuou como instrutora de armas por quatro anos, Kinessa Johnson relatou ao 11 Alive que eles estão trabalhando lado a lado com os guardas florestais.

“É realmente uma experiência de aprendizado não apenas para os guardas do parque, mas também para nossa equipe. Nossa intenção não é prejudicar ninguém; estamos aqui para treinar guardas florestais para que possam rastrear e deter caçadores e, finalmente, impedir a caça furtiva”, justificou Kinessa, acrescentando que o trabalho do grupo é mais estratégico.

Por David Arioch – jornalista, historiador e especialista em jornalismo cultural, histórico e literário.

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Notícias

Mangustos: mamíferos são explorados para farejar explosivos no Sri Lanka

Mangustos, mamíferos pequenos e ágeis, estão sendo explorados pelo Exército do Sri Lanka. Submetidos a treinamentos que lhes forçam a ter comportamentos anti-naturais, esses animais estão sendo vítimas de exploração no combate a bombas e outros explosivos – o que coloca a vida deles em risco.

(Foto: Reprodução/BBC)

Conforme divulgado pelo G1, a espécie é conhecida pelo grande alcance do faro. Isso fez com que ela fosse vista pelo exército do país como algo que pode ser usado em benefício humano, o que, por si só, configura exploração, já que reduz seres vivos à objetos passíveis de serem utilizados da forma como convir às pessoas, sem levar em consideração a premissa de que animais existem por propósitos próprios e não para servir aos humanos e ignorando a necessidade de respeitar o fato de que animais silvestres devem ser mantidos no habitat, em liberdade.

A exploração, no entanto, não é o único problema. Isso porque ao treinar os mangustos, o Exército do Sri Lanka interfere no comportamento da espécie e força os animais a agir de forma anti-natural. Além disso, ao obrigar esses animais a farejar minas e outros artefatos similares, os militares colocam a vida dos mangustos em risco, já que as bombas podem explodir no momento em que esses animais estiverem próximos a elas.

Atualmente, dois mangustos estão sendo submetidos à treinamento para que detectem objetos enterrados a até um metro abaixo da superfície. De acordo com os militares, os animais são treinados por seis meses.

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Notícias

Tropas inglesas ajudarão no combate contra a caça em Malaui

O Secretário de Defesa inglês, Gavin Williamson, elogiou as tropas prestes a embarcar para o Malaui, na África Oriental. O exército britânico treinará guardas florestais do país na operação contra a caça de elefantes africanos e rinocerontes negros.

Williamson se encontrou com alguns soldados no West Midlands Safari Park, no Reino Unido, na terça-feira (29). Eles se preparam para iniciar as atividades no continente africano no próximo mês.

Secretário da defesa do reino unido e soldados em safári do país
Secretário de Defesa, Gavin Williamson, encontrou-se com alguns soldados no West Midlands Safari Park. Foto: reprodução

Os combatentes conheceram especialistas em zoologia no parque, que trabalham com órgãos de conservação para ajudar a proteger espécies ameaçadas.

A Grã-Bretanha tem tomado partido contra a bárbara caça de animais selvagens. Este comércio criminoso gera até £ 17 bilhões e representa uma ameaça existencial aos mamíferos mais majestosos do planeta.

O governo britânico também está introduzindo uma das proibições mais restritivas do mundo sobre o marfim.

Uma equipe especializada passará semanas trabalhando ao lado de guardas florestais. Formada por vinte tropas de várias unidades do Exército britânico, os soldados passarão experiência, como táticas de rastreamento e contra-rebeliões.

Em 2017, o Exército Britânico trabalhou no leste e oeste da África auxiliando os guardas florestais no rastreamento de caçadores. Seu treinamento permite a cobertura de longas distâncias enquanto buscam assassinos de elefantes e rinocerontes, que vendem ilegalmente o marfim.

No início deste mês, a primeira-ministra Theresa May confirmou que a Grã-Bretanha proibiria as vendas de marfim. A medida faz parte de um plano de proteção para os elefantes das gerações futuras. A pena máxima por violar a proibição será de até cinco anos de prisão.

O major James Cowen irá liderar a ação no Malaui e comentou seu entusiasmo e dos colegas. “Essa será uma oportunidade real de transmitir nossos conhecimentos e construir parcerias com pessoas que trabalham dia e noite para ajudar a proteger esses animais. Isso mostra que o exército britânico é flexível e comprometido com uma perspectiva internacional”.

A operação é financiada com a ajuda do Departamento de Alimentos, Assuntos Rurais.

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