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Presos estariam comendo carne de cachorro no Paraguai

A maior e mais segura penitenciária do Paraguai, conhecida como Presídio de Tacumbu, pode estar servindo carne de cães para os três mil internos.

A denúncia foi feita pela senadora Ana Maria Mendoza de Acha, que recolheu pedaços do produto e os encaminhou para exames laboratoriais.

Neste local, estão presos o brasileiro Jarvis Pavão Gimenes e o líder do PCC no Paraguai, Carlos Caballero, o “Capillo”.

Fonte: Correio do Estado

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Tratar cães como gente pode provocar gastrite

Imagem: Revista Veja
Imagem: Revista Veja

Na correria do dia a dia, estresse e má alimentação podem se combinar em uma perigosa bomba para o estômago, inclusive para os animais domésticos. Submetidos a cuidados excessivos, capazes de gerar dependência e ansiedade, e alimentados com quitutes inadequados, cães e gatos vêm convivendo cada vez mais com a gastrite. “Não se deve humanizar os bichos, achando que eles podem ingerir as mesmas coisas que comemos”, diz o veterinário endoscopista Franz Yoshitoshi.

Além da “humanização”, que agrava a condição gástrica dos animais domésticos, outros fatores podem causar problemas, como a ingestão de medicamentos anti-inflamatórios e reações alérgicas. A boa notícia é que alguns sinais podem ajudar o tutor a perceber se seu cão ou gato está com gastrite, e atacá-la a tempo de evitar uma situação mais grave, com uma úlcera. “A gastrite é um processo inflamatório que pode estar relacionado a uma série de causas e que, se não tratado adequadamente, pode desencadear algo pior”, afirma Aparecido Camacho, professor da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Cães vegetarianos – Quando um cachorro investe sobre uma planta da casa, por exemplo, pode estar querendo mais do que fazer uma simples boquinha. “Esta é uma forma instintiva de comer algo para proteger a mucosa gástrica”, explica Mano. Mas nem todo cão que aprecia o verde tem problema no estômago. Ele pode mesmo ser fã do prato, já que cachorros não são estritamente carnívoros. Já um gato, carnívoro inequívoco, deve ser encaminhado para consulta se flagrado aderindo a um menu vegetariano.

Principais razões da gastrite em cães e gatos

Alimentação
* Dieta à base de pizza, bolacha e doce em geral – provenientes do prato do tutor
* Excesso de sal, gordura e condimentos
* Comida muito fria ou muito quente
* Volume excessivo de comida

Corpo estranho
* Ingestão de brinquedos e outros objetos que se alojam no estômago

Estresse
* Por ser mais dependente do homem, o cão se estressa quando fica só

Remédios
* Uso de anti-inflamatórios e corticoides
* Administração de medicamentos usados pelos tutores, sem aval veterinário

Outros
* Problemas no esôfago
* Insuficiência hepática e renal
* Alergia a tipos específicos de alimentos
* Infecção pela bactéria Helicobacter pylori ou por vírus

Outra maneira de perceber a gastrite é por meio do comportamento do animal. Bichos amuados, arqueados (pela dor abdominal) ou com distúrbio alimentar são suspeitos. “É muito frequente o animal com problema gástrico ter distúrbio alimentar. Ou ele não come ou come e depois vomita. Ou, ainda, passa a querer coisas que não costumava consumir, mesmo que não sejam alimentos”, afirma Mano. Sinais digestivos, como fezes escuras e com sangue, além de diarreia, também podem indicar avaria no estômago.

Diagnóstico – Os sintomas são os primeiros caracteres lidos pelo veterinário, durante o exame clínico. Um exame laboratorial, contudo, é quase sempre necessário para completar o diagnóstico. Nessa etapa, podem ser realizados um hemograma e um exame de imagem, como ultrassom, raios X ou endoscopia. O último é o mais indicado, especialmente porque, algumas vezes, o transtorno é causado por um objeto que o animal ingeriu e que se alojou no seu estômago. E que, dependendo do tamanho, pode ser retirado durante a endoscopia. Caso seja grande, exigirá uma intervenção cirúrgica.

O tratamento pode incluir remédios e uma dieta com alimentos pobres em gordura, que facilitem a digestão. “Quando se suspeita de que a gastrite é consequência de alergia a algum tipo de proteína, deve-se substituir o alimento”, diz Camacho, da Unesp. Segundo ele, é “relativamente comum” um animal doméstico desenvolver alergia à proteína da carne de vaca. Uma ração que não traga o ingrediente na receita pode ser uma boa alternativa. Só não se pode, como no caso dos humanos, adotar a automedicação – sempre arriscada. Até porque, se não devemos “humanizar” o animal, não podemos repetir com ele os erros que cometemos.

Com informações da Revista Veja

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