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Ex-modelo dona de chácara onde pit bulls foram resgatados presta depoimento à polícia

A empresária nega envolvimento em rinhas e afirma que não submetia os cães a maus-tratos


A ex-modelo e empresária Paula Roberta Sacchi, proprietária da chácara em Itu (SP) onde pit bulls foram resgatados, prestou depoimento à polícia na quinta-feira (9).

A polícia suspeita que os cachorros eram explorados em rinhas. As informações são do portal de notícias G1.

Foto: Ariane Flores/TV TEM – Reprodução/Facebook

“Sofro ameaças, as pessoas falam absurdo e é um absurdo o que está acontecendo”, disse Paula Roberta Sacchi.

A empresária disse à TV TEM que alugava a chácara onde os cães eram mantidos e negou os crimes de maus-tratos.

“Não tinha nenhuma rinha. De jeito nenhum que eu aceitaria um negócio desse. Os cachorros estavam em correntes de quatro metros cada um, tinham sim a casinha deles e em cima da casinha ainda tinha uma parte coberta, sempre com água e comida. Inclusive, no dia da invasão tinham sacos de ração e também dos outros animais, tinham acompanhamento dos veterinários”, explicou a empresária.

O caso está em segredo de Justiça. Segundo o delegado, outras pessoas que estavam na chácara no dia em que os cães foram resgatados irão prestar depoimento e o local será periciado.

O advogado de Paula defende também o peruano Brayan Luis Canavang Escobar, preso em uma rinha de pit bulls em Mairiporã (SP) e solto após audiência de custódia.

“Ele foi para lá [rinha] para ver uma competição. Esses cachorros pulam em altura. Você joga uma bolinha no alto e eles pulam para pegar e trazem”, contou o advogado de defesa. Bryan se apresentou à polícia, para dar mais informações sobre o que fazia na rinha, há quatro dias em São Paulo.

Após a prisão do peruano, a polícia foi informada sobre a chácara em Itu onde, segundo a denúncia, o homem criava cães para rinha. No local, 33 pit bulls foram resgatados.


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Dona de chácara onde pit bulls foram resgatados nega maus-tratos

Paula Roberta Sacchi, proprietária da chácara, afirmou que abomina a prática de rinhas e que não fazia parte do esquema que explorava cães para forçá-los a brigar


A ex-modelo e empresária Paula Roberta Sacchi, proprietária da chácara onde 33 pit bulls foram resgatados, em Itu (SP), nega que os cachorros sofriam maus-tratos e afirma que os visitava constantemente. Ela tinha depoimento marcado nesta quinta-feira (19), mas passou mal e não compareceu à delegacia.

Foto: Ariane Flores/TV TEM – Reprodução/Facebook

Paula afirmou à TV TEM que alugou a chácara para um peruano que é seu amigo há anos. “Eu trouxe meus cachorros de São Paulo e ele trouxe os dele. Então, ele morava na chácara e ficava com os cachorros. Dos 33, 14 eram meus”, conta.

“Nós fazíamos um rodízio. Eu sempre ia para chácara e trazia um ou dois dos cachorros para ficar comigo aqui em casa. Isso porque nós ainda estávamos construindo os espaços para eles ficarem lá, os pequenos canis”, explica.

Ela disse que é contra rinhas e que ficou chocada ao saber da prisão do amigo. “Parecia uma bomba. Parecia que tinha caído uma bomba atômica. Eu não podia acreditar naquilo. Eu abomino esse tipo de prática”, ressalta.

Ela afirma que desconhece o paradeiro do peruano, que foi liberado pela Justiça após audiência de custódia. “Se antes nós tínhamos uma longa amizade, hoje o que nós temos é nada. Se ele participou da rinha ou não, eu não quero mais saber. Eu não aceito esse tipo de coisa”, afirma.

Foto: Reprodução/TV TEM

Na chácara foram encontrados anabolizantes, medicamentos e uma piscina e uma esteira para treinar os cães. A esteira, segundo Paula, foi recomendada por um veterinário para tratar um cão com sobrepeso.

“A esteira nós compramos e usamos uma vez. Depois disso, não mais. Já os anabolizantes eu desconheço. Nunca apliquei anabolizantes nos meus animais e, como eu não morava na casa da chácara, não sabia o que ele mantinha lá dentro”, explica.

Os cães eram mantidos acorrentados em espaços separados. Eles foram encontrados magros, doentes e com fome. Além disso, algumas casinhas estavam vazias, o que levantou a suspeita de que os animais estavam sendo retirados do local.

Foto: Fernando Belon/TV TEM

“Eu não gosto de acorrentar animais. Mas, era preciso porque os canis que estávamos construindo não tinham ficado prontos. Aquilo que acharam que era um ringue, era na verdade um canil em construção”, afirma Paula.

Os policiais que participaram da operação afirmam que não há dúvidas de que os cães sofriam maus-tratos e eram explorados em rinhas, segundo o investigador Bruno Ceccolini.

“Observamos que havia animais trancafiados no fundo, muito doentes, animais com cicatrizes recentes, que são sinais de que eles haviam brigado. Observamos uma estrutura de alvenaria, que é uma rinha”, explica.


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Chácara onde pit bulls maltratados foram encontrados pertence a ex-modelo

Paula Sacchi alegou, através de seu advogado, que alugou a chácara e não sabia que os cães estavam sofrendo maus-tratos


A chácara em Itu (SP) onde 33 pit bulls com sinais de maus-tratos foram encontrados é de propriedade da ex-modelo e empresária da cidade Paula Sacchi. Os cães também são tutelados por ela, conforme foi confirmado à TV TEM pelo advogado dela, Wilson Muscari.

Foto: Ariane Flores/TV TEM – Reprodução/Facebook

Muscari afirma que a empresária alugou o local para um peruano preso por envolvimento em rinha de cães em Mairiporã (SP). Ela, no entanto, alega que não sabia que os cães sofriam maus-tratos. Segundo ele, a intenção de Paula é recuperar os cachorros e transformar a chácara em um abrigo.

A Polícia Civil informou que a empresária prestará depoimento nos próximos dias. As informações são do portal G1.

Uma força-tarefa levou 17 horas para retirar os 33 cachorros do local. Foram resgatados também bodes, cabritos, cavalos e galinhas.

Os cachorros serão vermifugados, vacinados e castrados. Os que estão debilitados serão submetidos a exames. Quando estiverem recuperados, eles serão observados para que seja discutida a possibilidade de disponibilizá-los para adoção.

Os pit bulls foram resgatados pela ONG Associação Vida Animal e encaminhados para lares temporários nas cidades de São Roque, Campinas, Mairinque, Mairiporã, Peruíbe, Itu e São Paulo.

Na chácara, foram encontrados medicamentos, anabolizantes, uma esteira e uma piscina usada para treinar os cães, que eram mantidos acorrentados em ambientes separados. Eles foram encontrados magros, doentes e com fome.

Há indícios, segundo a polícia, de que os cães eram alimentados com restos de outros animais criados no local, como bodes e gambás.

Ao chegar na propriedade, a polícia encontrou casinhas vazias, o que levantou a suspeita de que os animais estavam sendo retirados da chácara.

“Observamos que havia animais trancafiados no fundo, muito doentes, animais com cicatrizes recentes, que são sinais de que eles haviam brigado. Observamos uma estrutura de alvenaria, que é uma rinha”, explicou o investigador Bruno Ceccolini.

O peruano que teria alugado a chácara foi um dos 41 presos na operação policial que desmantelou a rinha em Mairiporã. A Justiça, no entanto, liberou 40 deles sob fiança e manteve preso apenas o organizador das rinhas.


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