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Queimadas aumentam 82% em relação ao ano de 2018

O Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou, por meio de dados gerados através de imagens de satélite, um aumento de 82% nas queimadas de janeiro a agosto, quando comparado ao mesmo período de 2018. Foram 71.497 focos de incêndio em 2019, contra 39.194 no ano passado.

Foto: Reprodução/Instagram/Araquém Alcântara

Na segunda-feira (19), uma forte névoa escura cobriu a capital de São Paulo e cidades do interior do estado, como Campinas, fazendo com que aparentasse ter anoitecido às 15 horas. O motivo do breu visto pela população no céu é, segundo especialistas, a junção entre uma frente fria com ventos marítimos originada no Sul do Brasil, que trouxe nuvens mais baixas e carregadas, com a fumaça das queimadas provocadas na Amazônia.

Os estados que tiveram aumento mais significativo no número de queimadas foram: Mato Grosso do Sul, com uma alta de 260% em relação a 2018; Rondônia, com 198%; Pará, com 188%; Acre, com 176%; e Rio de Janeiro, com 173%. Quando apenas o número de incêndios é levado em consideração, Mato Grosso fica no topo do ranking, com 13.641 focos – 19% do total nacional. As informações são do G1.

Até o dia 19 de agosto, 5.253 focos de queimadas foram detectados pelo sistema do Inpe no Brasil. Na Bolívia, no Peru e no Paraguai foram 1.618, 1.166 e 465, respectivamente. A fumaça fez, inclusive, com que o aeroporto internacional de Viru Viru, na Bolívia, fosse fechado no sábado (17) devido à baixa visibilidade.

De acordo com Alberto Setzer, pesquisador do Programa Queimadas do Inpe, a chegada da fumaça da região Norte ao Sudeste não é um fenômeno raro e um dos sinais é o pôr do sol mais avermelhado, porém em menor intensidade do que o registrado na segunda-feira. Ele explicou que o El Niño aumenta a estiagem, mas não gera queimadas, embora colabore para “espalhar o fogo”.

“Elas [queimadas] são todas de origem humana, umas propositais e outras acidentais, mas sempre pela ação humana. Para você ter queimada natural você precisa da existência de raios. Só que toda essa região do Brasil central, sul da Amazônia, está uma seca muito prolongada, tem lugares com quase três meses sem uma gota d’água”, disse Alberto Setzer.

“Não é a toa que o aeroporto lá na Bolívia fechou, que os hospitais estão lotados de gente com problemas de respiração”, explicou Setzer.

O Inpe registrou também um aumento de queimadas em Unidades de Conservação e Terras Indígenas, sendo 32 e 36, respectivamente.

O problema se estende a outros países. De acordo com a agência espacial americana (Nasa), mais de 2,7 milhões de hectares foram destruídos na Sibéria. Na Espanha, segundo o sistema de monitoramento Copernicus, apoiado pela agência espacial europeia (ESA), registrou-se a pior série de incêndios florestais em 20 anos.


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Mais de 30 animais são resgatados em rios durante estiagem este ano

Resgate de botos foi realizado no mês passado em Lagoa da Confusão (Foto: Naturatins/ Divulgação )
Resgate de botos foi realizado no mês passado em Lagoa da Confusão (Foto: Naturatins/ Divulgação )

Apenas este ano, pelo menos 36 animais foram resgatados em rios, lagos e lagoas do Tocantins, por causa da severa estiagem. O levantamento foi divulgado pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).

De acordo com Naturatins, o resgate mais recente ocorreu no município de Sandolândia, região sul do Estado. Na ocasião, 20 pirarucus foram recolhidos de uma propriedade rural.

Em agosto, um dos meses mais atingidos pela estiagem, nove botos foram salvos no Rio Formoso, localizado em Lagoa da Confusão, conforme o instituto. Ainda no mês passado, houve o resgate de outros dois pirarucus no município de Maurilândia do Tocantins, norte do estado, e de um filhote de jacaré-açu, em Sandolândia.

Segundo informações do Naturatins, o primeiro resgate teria acontecido há cerca de dois meses, quando quatro botos foram recuperados também no Rio Formoso.

Mais de 20 pirarucus foram resgatados em rios do TO este ano (Foto: Naturatins/ Divulgação)
Mais de 20 pirarucus foram resgatados em rios do TO este ano (Foto: Naturatins/ Divulgação)

Procedimentos

Segundo a supervisora de fauna e veterinária, Grasiela Pacheco, soltar o animal em local apropriado é fundamental para que não haja prejuízo maior.

“Quando nos chega uma solicitação de resgate e soltura, temos que priorizar a identificação da espécie e é fundamental saber para onde esse animal será translocado.”

Conforme Grasiela, mortes de jacarés-açu poderiam ter sido evitadas em Sandolândia, por exemplo, caso o dono de uma fazenda tivesse acionado mais cedo o órgão ambiental.

“Pelas fotos, vimos que alguns indivíduos estavam cobertos por barro, mas ainda havia um pouco de água. Eles são répteis resistentes, por isso alguns conseguiram fugir e provavelmente encontraram o rio. Mas outros não suportaram e morreram no local”, revelou.

Ainda de acordo com a veterinária, no caso dos botos de Lagoa da Confusão, foi realizado um monitoramento que detectou que os animais corriam risco com a estiagem. Além da falta de água para se locomoverem, também poderiam ficar sem alimentos.

“Os botos não podem ficar com o lombo fora da água. Não podem ficar um, dois dias sem água porque podem chegar a óbito. O perigo é eminente e o resgate e a soltura devem ser imediatos. Para nós os resgates e solturas transcorreram bem e as operações foram um sucesso”, considerou.

Fonte: G1

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Colunistas, Eco Animal

Contribuindo para a falta de água através da dieta

O período de seca e estiagem que afeta a região Sudeste, sobretudo o estado de São Paulo, tem causado enorme preocupação não somente entre a população afetada, como também entre as autoridades públicas e especialistas da área ambiental e climatológica. E também não é para menos, já que logo ali adiante situação similar pode ocorrer e se expandir para outras regiões do Brasil, afetadas diretamente por influência dos fenômenos climáticos ambientais da região amazônica, sobretudo dos impactos causados à floresta tropical, tão ameaçada pela ação humana.

A grande maioria dos habitantes não só da região Sudeste, mas de outras regiões do Brasil, desconhece a influência preponderante que a floresta Amazônia exerce sobre o clima brasileiro em seus aspectos diversos, característicos e típicos de cada região, embora ligados e dependentes, do ponto de vista de seu equilíbrio, desse macro clima continental. E o mais interessante disso tudo é que grande parte das mudanças climáticas decorrentes dos impactos ambientais que estão acelerando o processo de destruição da floresta amazônica está relacionada com demandas de consumo oriundas justamente (não exclusivamente) daqueles que estão temendo e sofrendo com a falta de água nos aglomerados urbanos, porém abarrotados de carne e produtos lácteos em seus estômagos e geladeiras.

Segundo o INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, 80% do desmatamento da Amazônia se deve à pecuária, que avança para cima da floresta criando novas áreas de pastagens e forragens, ocasionando queimadas que contabilizam 2/3 das emissões brasileiras dos gases estufa. Troca-se árvore e biodiversidade por boi e por soja e milho que vão alimentar este. Aliás, não só este, mas também os bois da Europa e da Ásia. As áreas de pasto triplicaram nos últimos 30 anos e a área desmatada acumulada atingiu, só no ano de 2007, 720 mil km2. A região amazônica responde por 41% dos abates bovinos no Brasil e um em cada três bifes consumidos vem de lá.

Mas, como se não bastasse contribuir com a destruição da floresta através do consumo de carne e laticínios e com isso sofrer com as mudanças climáticas que ocasionam o excesso ou a falta de água, o sujeito ainda desperdiça milhares de litros de água consumindo esses produtos. Todo o cuidado com a economia de água através das torneiras fechadas enquanto escova os dentes ou redução do tempo de banho escorrem esgoto afora com os 15 mil litros desta utilizados na produção de um quilo de carne bovina ou nos mil litros de água para a produção de um litro de leite. E ainda temos os 6.309 litros de água para 1 quilo de carne porco, 3.918 litros para 1 quilo de carne frango, 4.914 litros de água para 1quilo de queijo processado e 3.094 litros para 1 quilo de queijo fresco, 11.535 litros para 1 quilo de salsicha e 3.340 litros de água para a produção de 1 quilo de ovos.

A maior contribuição para evitar os impactos ambientais que afetam o clima e o desperdício de água passa pela mudança de hábitos que incluem a adoção de uma dieta realmente sustentável, que é a dieta vegetariana.

 

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Seca e queimadas obrigam animais a buscar socorro e refúgio nas áreas urbanas

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A estiagem de meio de ano não chega a constituir novidade para os mineiros, que até conseguiram se adaptar a ela e aos incômodos que causa. Evitando fazer atividades que provocam maior desgaste físico entre as 10 horas da manhã e as três da tarde e nos lembrando de tomar água regularmente para hidratar o organismo, até dá pra encarar o tempo seco numa boa.

O problema é que este ano a falta de chuvas está se prolongando muito além do esperado e as consequências começam a se refletir em nosso dia a dia. A falta de água nas torneiras, cada vez mais constante, é um alerta de que, se não aprendermos a usar racionalmente este recurso natural, podemos ser forçados a fazer a economia diária por um programa governamental de racionamento, algo que ninguém deseja.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Se falta água em nossas torneiras é porque ela também anda escassa nos rios, fontes e nascentes e os animais, por não encontrá-la em seu habitat, invadem a área urbana das cidades na ânsia de matar a sede. Outro fator que provoca a migração forçada de animais é a incidência de incêndios, que aumentou assustadoramente nos últimos dias.

A informação é do comandante do Terceiro Pelotão do Corpo de Bombeiros (com sede em Conselheiro Lafaiete), tenente Ronaldo Rosa de Lima. “O corpo de Bombeiros atendeu mais de 85 ocorrências e houve um agravamento do quadro durante o mês de setembro. Se não ocorrer um volume considerável de chuva nos próximos dias e persistir o período de estiagem, a tendência é de aumento das ocorrências de incêndios”, declarou o militar.

Recentemente, uma siriema, ave que emite um dos mais melodiosos cantos a povoar nossas matas , foi flagrada em pleno centro de Conselheiro Lafaiete. A ave foi capturada na rua Assis Andrade, próximo à Câmara Municipal, e entregue aos cuidados da equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

O tenente Ronaldo comentou o episódio, até pouco tempo inusitado, que já está começando a ficar corriqueiro: “Infelizmente, quem sente de maneira direta os efeitos nocivos das queimadas são nossa fauna e flora, mas o ser humano também é afetado. Às vezes o dano ambiental é irreparável. Quando se faz uma queimada assume-se o risco de eliminar diversas espécies animais, desequilibrar o sistema ecológico. Os mais prejudicados são serpentes, animais peçonhentos, macacos, pássaros e outros animais silvestres que, em busca de alimentos, acabam indo para a cidade”.

É crime

O tenente Ronaldo reafirmou que provocar queimada é crime inafiançável. Se você vir alguém ateando fogo à vegetação, acione a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros para que sejam tomadas providências.

Fonte: Fator Real

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Estiagem ‘seca’ vertedouro e castiga peixes em Rio Preto (SP)

Foto: Edvaldo Santos
Foto: Edvaldo Santos

Peixes agonizando em uma pequena lagoa com apenas um metro de profundidade. Esse é o retrato da seca que assola Rio Preto. O pouco de água avistado ontem no vertedouro da Represa Municipal, praticamente seco, se acumulava entre a parede da barragem (no lago 1) e o rio Preto, no início da avenida Philadelpho Gouveia Neto. O nível é tão baixo que os peixes não conseguem descer o rio.

Os três lagos da Represa abrigam pelo menos 33 espécies de peixes, como traíra, tuvira, cascudo e taguara. Os mais comuns são tilápia e lambari. Exemplares dessas duas espécies foram as que mais ficaram presas próximo ao vertedouro. As tilápias foram as mais castigadas por, normalmente, viver em profundidades maiores. No caso dos lambaris, dezenas se aglomeraram embaixo da única queda d’água (com cerca de dois metros de largura) que liga o lago 1 ao rio Preto. Essas quedas d’água oxigenam a água, por isso são muito procuradas pelos cardumes.

Essa é a segunda vez no ano que o vertedouro da Represa Municipal seca, de acordo o Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (Semae). A primeira vez foi em fevereiro. Naquele mês também foi registrada a morte de pelo menos 2 mil peixes no rio Preto, na altura da avenida Philadelpho. A mortandade teria sido provocada pelo baixo nível da represa e pela falta de oxigênio na água.

Atualmente, os peixes presos no vertedouro estão ameaçados porque a única queda d’água no local corre o risco de secar. Ao longo do rio Preto a situação também é crítica. Em alguns trechos, ao longo do canal que divide a avenida Philadelpho, nem os lambaris conseguem passar e seguir o curso.

Reprodução ameaçada

De acordo com o biólogo Arif Cais, a situação é preocupante. “Essa seca é a pior dos últimos tempos. A pouca água nos rios diminui a reprodução dos peixes, as espécies migratórias não encontram fluxo grande para se reproduzir. No município, isso é um agravante porque não temos um poder público atuante, principalmente a Secretaria de Meio Ambiente.”

A reportagem procurou o secretário de Meio Ambiente, Clinger Gagliardi, porém ele não foi encontrado e não retornou às ligações até o fechamento desta edição para falar sobre a estiagem. Já o Semae informou que sua única função é a de fornecer água e que o “abastecimento está garantido”.

O capitão da Polícia Ambiental Alessandro Daleck afirmou que vai até o vertedouro para verificar a situação e, se for necessário, pedir a remoção dos peixes para outro ponto do rio. “Não podemos deixar esses peixes agonizando. Isso tem de ser resolvido e temos de fazer um planejamento a longo prazo para que esses peixes não fiquem mais presos”, afirmou.

Fonte: Diário Web

 

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Estiagem prolongada provoca morte de animais no Ceará

 

animais-estiagem
(Foto: Divulgação)

Os animais do Ceará sofrem com os efeitos da estiagem prolongada. No Estado, 178 dos 184 municípios decretaram situação de emergência. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Agrário, mais de cem mil animais morreram de fome em todo o Estado em apenas um ano.

Os pequenos reservatórios de algumas localidades, que ainda não secaram, estão com água barrenta. De acordo com a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos, os açudes não armazenam nem 40% do total. O reservatório, que deveria abastecer o município de Chorozinho, está apenas com 26% da capacidade com água e a área do sangradouro ficou completamente seca.

A saída para escapar da seca vem com os carros-pipa. Essa tem sido a única forma dos moradores receberem água potável. Cada caminhão transporta 14 mil litros. Os quase 200 moradores do distrito de Choró Nova Vila já recebem a água que vem da operação. Os carros-pipa atendem apenas a 56% dos municípios em estado de emergência.

Fonte: Alagoas 24 Horas

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Moradores plantam palma para matar a sede dos animais no Sul do Piauí

Foto: Divulgação/ Cidade Verde
Foto: Divulgação/ Cidade Verde

Produtores dos municípios de Padre Marcos, Paulistana e Jaicós, no Sul do Piauí, fizeram plantações de palma forrageira adensada. A planta espinhosa e rica em água é usada para matar a sede dos animais durante o período de estiagem.

Tutores de cabras, bodes, cavalos e bois trabalham para garantir essa reserva energética até 2015. A iniciativa do programa Brasil sem Miséria, do Governo Federal beneficia mais de 20 mil pequenos produtores no vale do rio Guaribas.

Para tanto, foram treinados 25 técnicos na região. Eles trabalham no cultivo, trato cultural, controle de pragas e manejo alimentar da planta. A ideia é fazer com que 90% dos moradores da região tenham como reproduzir a palma até 2015, com irrigação por gotejamento de água.
Foto: Divulgação/ Cidade Verde
Foto: Divulgação/ Cidade Verde

O veterinário Anísio Ferreira explica que a Nopalea, conhecida como Miúda, é a melhor variedade de palma a ser utilizada. “Ela possui 90 por cento de água, o que permite alimentar e garantir a plena dieta hídrica dos animais nos períodos críticos de seca”.

Com nove quilos de palma, animais estarão consumindo 7,2 litros de água. Um animal de 40 quilos vivo precisa de 12 quilos de forragem verde e oito litros de água diários, segundo o veterinário.

Fonte: Cidade Verde

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Aumenta a incidência de recolhimento de animais silvestres por Instituto Ambiental do PR

A falta de alimentos faz com que os animais saiam da mata e invadam a área urbana

(Foto: Reprodução/Hoje Centro Sul)

Nos últimos dois meses o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) – Regional de Irati, registrou um aumento no número de animais silvestres que são recolhidos fora do seu habitat natural. Em dez dias, foram capturados dois macacos bugios na região do bairro Riozinho.

De acordo com o responsável pelo recolhimento de animais silvestres, Divo Martins, houve um aumento expressivo no número de bichos recolhidos pelo IAP de Irati. “Nós acreditamos que a falta de alimentação tem causado a saída desses animais da mata”, afirma Martins.

A falta de alimentos tem como causas o desmatamento e até mesmo o período de estiagem registrado nos últimos 40 dias. “Nesses dois meses fizemos o recolhimento de várias espécies como ouriço, macaco, coruja, raposa e também registramos o atropelamento de um veado”, completa o responsável.

Outro aspecto que chamou a atenção neste período foi o aparecimento de dois macacos bugios em menos de dez dias no bairro Riozinho. Segundo Martins, os animais foram encontrados num raio de dois quilômetros um do outro, o que leva à dedução de que poderiam pertencer ao mesmo grupo.

“O primeiro macaco encontrado é um macho que já tem uma certa idade, e que pode ter sido excluído do bando por um animal mais novo. Depois localizamos uma fêmea que estava com o olho machucado e que também pode ter sido afastada do grupo. Esse é um processo natural que acontece com os bandos desses animais”, acrescenta.

O recolhimento de macacos também levanta a preocupação em torno da febre amarela, visto que são transmissores da doença. De acordo com o responsável já foram realizados exames preliminares nos dois animais recolhidos e em nenhum deles foi detectada a doença.

Para onde vão os animais?

Quando uma pessoa localiza um animal silvestre é necessário ligar para o IAP que vai até o local e faz o recolhimento do mesmo. Martins explica que depois da captura o bicho pode ter dois destinos, dependendo do seu estado.

Os animais doentes são encaminhados para o Serviço de Atendimento a Animais Selvagens (SAAS), que funciona no Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) – Campus Cedeteg em Guarapuava. Neste local os animais recebem tratamento e só depois de curados são recolocados na natureza.

Se o animal não estiver doente é conduzido até o Centro de Triagem de Animais Silvestres em Tijucas do Sul. Lá eles passam por um processo de readaptação antes de voltaram ao seu habitat. “Muitos animais são domesticados, porque são criados em cativeiros e se não forem readaptados não conseguem sobreviver na natureza. Este Centro de Triagem recebe principalmente pássaros que são apreendidos”, conclui Martins.

Fonte: Hoje Centro Sul

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Fepam prevê alta na mortandade dos peixes em todo o Rio Grande do Sul

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) prevê aumento nos casos de mortandade de peixes em todo o Rio Grande do Sul, com a volta do período de estiagem. De acordo com o assessor da presidência da Fepam, a falta de tratamento do esgoto despejado nos rios e arroios do Estado é a principal causa das ocorrências. Mauro Moura reforçou que a combinação de calor, falta de chuva, acúmulo de lixo e não tratamento dos resíduos é fatal para a fauna dos rios. Moura alertou, ainda, que o Rio Grande do Sul tem um dos piores sistemas de drenagem de esgoto do Brasil.

As águas localizadas no entorno de regiões com alta industrialização são os principais pontos de preocupação da Fepam. Desde agosto, foram registrados pelo menos cinco casos de mortandade de peixes em função da grande quantidade de esgoto e lixo  acumulado em sangas que deságuam em rios gaúchos.

Fonte: Rádio Fandango

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Filhote de peixe-boi é resgatado da seca no Amazonas

 

O filhote foi recebido na sede do Aeroclube de Manaus (Foto: Raphael Alves/A Crítica/AE)

Um filhote de peixe-boi foi resgatado em Beruri, a 173 km de distância de Manaus, pelo Grupamento de Rádio e Patrulhamento Aéreo da Polícia Militar do Amazonas (Graer). O filhote, vítima da seca, foi levado de helicóptero para o Aeroclube de Manaus, na capital do Amazonas, onde uma estrutura foi montada para recebê-lo.

O animal, que pesa cerca de 30 quilos, estava amarrado a um flutuante em um rio. Ele chegou com vida, mas bastante ferido, e foi entregue aos cuidados do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).

O município de Beruri, onde on animal foi encontrado, é uma das cidades que está em situação de emergência por causa da estiagem que atinge a região.

Fonte: e-Band

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Com a seca na Amazônia, a matança de tartarugas e peixes-boi se intensifica

Agentes ambientais voluntários carregam peixe-boi morto por caçadores no município de Silves (AM).Foto:Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas/Divulgação

Com a seca dos rios do Amazonas, a matança de animais como peixes-boi, botos e tartarugas se intensificou. Só nas duas últimas semanas, aos menos 13 peixes-boi foram mortos na região de Manacapuru (80 km do centro de Manaus), segundo reportagem de Kátia Brasil.O dado foi confirmado à Folha pelo comandante do Batalhão Ambiental, major Miguel Mouzinho Marinho. A situação é mais grave com o peixe-boi, pois ele é considerado pelo Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) o mamífero aquático mais ameaçado de extinção do Brasil.

Nesta época do ano, o animal busca refúgio nos lagos, que são braços de rios. Com o baixo nível das águas, os peixes-boi, que atingem 3 m de comprimento e pesam até 450 kg, viram presas fáceis. “Os animais ficaram confinados [nos lagos] e vulneráveis aos ataques dos caçadores”, afirmou Marinho.

A região central da bacia amazônica enfrenta uma estiagem atípica desde agosto. No Amazonas, os rios Negro e Solimões bateram recordes históricos de vazantes (baixa das águas). A população sofre ainda com a falta de água potável e de alimentos.

Fonte: Folha de S Paulo

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Estiagem histórica pode causar extinção de animais da Amazônia

Seca nos rios causou a morte de milhares de peixes da região. (Foto: Jair Araújo)

A vazante histórica que castiga o Amazonas prejudica muitos animai, que são afetados pela redução do nível das bacias hidrográficas no Estado. Com a baixa quantidade de água, a temperatura nos rios aumenta, o que resulta na diminuição de oxigênio e, consequentemente, a morte de peixes.

O efeito dominó continua e chega a atingir aves e mamíferos aquáticos.

De acordo com o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Dr. Renato Cimpra, a falta de alimentos nos rios aliada ao abatimento da vegetação podem causar a extinção local de algumas espécies, que significa o desaparecimento de animais em regiões onde antes eles eram abundantes.

Peixe-boi

A Associação Amigos do Peixe-boi (AMPA) alerta que a espécie está ainda mais vulnerável à caça devido a vazante.

Segundo a AMPA, durante esta época, o peixe-boi procura habitar lagos mais profundos. Como as porções d’água têm secado severamente, o maior mamífero aquático da Amazônia está exposto ao abate facilmente.

O diretor da Ampa, Jone César Silva, denuncia que, com a seca de um lago próximo à colônia dos pescadores do município de Autazes (a 108km de Manaus), os peixes-bois estavam sendo vítimas de caça.

“Historicamente, o peixe-boi amazônico é alvo de caça, por ter um grande interesse comercial, devido a sua carne, gordura e principalmente seu couro muito resistente. Hoje, mesmo protegido por lei, ele ainda é vítima de caça ilegal e esse fator se agrava nessas épocas do ano”, comenta Silva.

Aves aquáticas

Segundo Roberto Cimpra, algumas aves procuram viver em locais com vegetação aquática. O jaçanã, por exemplo, põe os ovos sobre esse tipo de plantas. Sem esta proteção natural, as aves são obrigadas a mudarem de lugar.

Cimpra relata que algumas espécies já abandonam seus habitats à procura de refúgio.

“Alguns animais chegam a se beneficiar com a vazante, mas muitas aves aquáticas passam por riscos. Observamos bandos voando para outras regiões. Muitas espécies buscam o norte do rio Negro, onde o nível volta a subir”, explica.

Impactos negativos

Roberto Cimpra alerta que o aumento da incidência de secas graves pode causar impactos permanentes na vida das aves aquáticas do Amazonas.

O especialista integrou um grupo de pesquisa que acompanhou os efeitos da seca dos rios no ano de 2005 em 50 lagos da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus, no Amazonas. A análise dos efeitos da estiagem foram prolongados até o ano seguinte, em 2006.

Segundo Cimpra, durante a seca, muitas das aves que deixaram a área para fugir da vazante retornaram ao local na época da cheia dos rios, mas foi possível diagnosticar que a população do bando sofreu uma mudança significativa.

Viagem de risco

Roberto Cimpra afirma que a migração traz riscos à vida dos animais. Segundo o pesquisador, ao dispersar para outras regiões, as aves encontrarão um ambiente diferente e estarão sujeitas a predadores e novas doenças. Além disso, os longos voos podem prejudicar as aves mais jovens. Cimpra destaca que muitos não estão preparados para as viagens e acabam morrendo.

O pesquisador estima que metade das espécies de aves de uma região gravemente afetada pela vazante fogem da área e migram para terrenos de várzea ou até mesmo bacias hidrográficas vizinhas.

Fonte: D24am

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