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Esquilo são encontrados com caudas amarradas em Connecticut

Os animais foram encontrados nos trilhos com as caudas amarradas.


Por Heloiza Dias


Foram encontrados quatro filhotes de esquilo em trilhos em Berlin, uma cidade que fica no condado de Hartford em Connecticut, nos Estados Unidos.

Os quatro filhotes estavam amarrados uns aos outros por suas caudas, veterinários estimam que os animais tinham seis semanas de vida, suas caudas foram trançadas em pares e depois foi dado um nó para prender umas às outras.

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Fonte: Kensignton Bird Animal Hospital

Todos os esquilos sofreram fraturas nos ossos da cauda, um deles precisou que ela fosse amputada devido a perda de fluxo sanguíneo.

O técnico veterinário responsável pelo caso, Anthony Dibella, disse a CNN que é normal que esquilos fiquem com os pelos emaranhados quando são filhotes caso a mãe não os limpe adequadamente, mas disse que não parece ser o caso.

“Esquilos voltam facilmente à natureza. O grande fator é o quão bem eles podem funcionar sem a cauda”, disse Dibella a CNN.
A cauda do esquilo é importante para regular a temperatura corporal e serve para dar equilíbrio ao animal para subir em árvores.

O caso está sendo investigado como abuso de animais pelo Departamento de Energia e Proteção Ambiental de Connecticut.


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Estudo revela que esquilos “escutam” a comunicação de pássaros para se proteger

Pesquisas mostram que a técnica de prestar atenção às informações trocadas entre outras espécies é mais difundida e ampla do que se pensava entre os animais


Por Nicola Davis*

Pesquisas mostram que a técnica de prestar atenção às informações trocadas entre outras espécies é mais difundida e ampla do que se pensava entre os animais

Uma recente pesquisa descobriu que os esquilos escutam as conversas dos pássaros canoros para descobrir se a aparência de um predador é motivo de alarme.

O estudo aponta que animais, incluindo esquilos, sintonizam “gritos” de alarme de outras criaturas, enquanto alguns observam sinais específicos de outra espécie com a qual eles coexistem para avaliar o perigo.

Mas os pesquisadores sugerem também prestar atenção na conversa cotidiana entre outras espécies, como uma maneira de avaliar se há problemas em andamento.

“Este estudo sugere que a ‘espionagem’ de informações públicas sobre segurança entre as espécies é mais difundida e mais ampla do que se pensava originalmente”, disse o professor Keith Tarvin, co-autor do estudo do Oberlin College, Ohio.

Escrevendo na revista Plos One, Tarvin e os colegas relataram como fizeram sua descoberta observando 67 esquilos cinzentos enquanto pesquisavam áreas diferentes nos parques e regiões residenciais de Oberlin.

Após 30 segundos de observação de um esquilo, os pesquisadores reproduziram uma gravação da vocalização de um falcão de cauda vermelha, que durou alguns segundos – e seu comportamento nos próximos 30 segundos foi monitorado.

Os resultados revelaram que, nos 30 segundos após ouvir o barulho do falcão, os esquilos aumentaram a porcentagem de seu tempo “vigilante” – mostrando comportamentos como congelamento, fuga ou em pé – em comparação com antes da vocalização, enquanto também procuravam com mais frequência vigiar o ambiente, segundo o The Gaurdian.

Os pesquisadores reproduziram então uma gravação de três minutos de várias espécies diferentes de pássaros cantando e tagarelando para os esquilos ouvirem.

A equipe observou que esses pássaros canoros costumavam desconfiar de falcões de cauda vermelha e eram conhecidos por enviar alarmes uns aos outros em resposta a esses falcões, bem como a predadores que os atacavam, além de esquilos. No entanto, eles conversam quando havia pouco sinal de ameaça.

Foram analisados os resultados de 28 esquilos que ouviram a tagarelice dos pássaros e 26 esquilos que ouviram barulho ambiente – os primeiros tinham escapado antes que os dados pudessem ser coletados.

Levando em conta as respostas dos animais ao barulho do falcão e se eles estavam em uma árvore ou no chão, a equipe descobriu que os esquilos que foram ouviram os pássaros “conversando” erguiam a cabeça com menos frequência durante a gravação do que aqueles que ouviam o ruído ambiente e o número dessas “olhadas pra cima” diminuíram mais rapidamente ao longo do tempo.

Os esquilos mostraram níveis semelhantes de comportamento vigilante durante os dois tipos de gravação, mas aqueles expostos à conversa de pássaros pareciam reduzir esse comportamento mais rapidamente do que aqueles expostos ao ruído ambiente.

“O reconhecimento da ‘conversa dos pássaros’ como um sinal de segurança provavelmente é adaptável, pois os esquilos que podem reduzir com segurança seu nível de vigilância na presença da ‘conversa de pássaros’ também podem, presumivelmente, aumentar o sucesso da busca por alimentação”, escreveram os autores.

Dr. Jakob Bro-Jorgensen, ecologista da Universidade de Liverpool que não participou do estudo, disse que a pesquisa mostra que os animais podem avaliar o risco de predação não apenas de ‘chamadas de alarme’, mas também de sinais sem alarme, mesmo de espécies que eles não costumo sair com.

“O estudo chama atenção para a forma como os animais podem coletar informações de seu ambiente, usando pistas que, à primeira vista, podem parecer irrelevantes”, disse ele. “E isso faz você se perguntar como o impacto cada vez mais difundido das atividades humanas nas paisagens sonoras naturais pode comprometer a sobrevivência da vida selvagem de maneiras que sequer imaginamos”.

*Traduzido por Eliane Arakaki

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Estudo revela que espécies maiores como rinocerontes e águias estarão extintos nos próximos 100 anos

Foto: Baz Ratner/Reuters
Foto: Baz Ratner/Reuters

Conforme os seres humanos continuam destruindo o habitat dos animais maiores, o tamanho médio dos animais está previsto a “encolher” em 25% no próximo século, de acordo com um novo estudo.

Espécies maiores, menos adaptáveis e de vida mais lenta, como águias-de-tawny e rinocerontes, serão extintas, enquanto criaturas menores e adaptáveis como roedores, gerbos-anões (esquilos) e pássaros provavelmente predominarão, disseram pesquisadores da Universidade de Southampton.

A menos que ações radicais sejam tomadas para proteger a vida selvagem e restaurar habitats, ecossistemas inteiros podem entrar em colapso.

“De longe, a maior ameaça para aves e mamíferos é a humanidade – com habitats sendo destruídos devido ao nosso impacto no planeta, como desmatamento, caça, agricultura intensiva, urbanização e os efeitos do aquecimento global”, disse Rob Cooke, principal autor do estudo que foi publicado na revista Nature Communications.

“O substancial ‘downsizing’ (encolhimento) de espécies que previmos poderia gerar impactos negativos adicionais para a sustentabilidade a longo prazo da ecologia e da evolução. Esse downsizing pode estar acontecendo devido aos efeitos da mudança ecológica, mas, ironicamente, com a perda de espécies que desempenham funções únicas dentro do nosso ecossistema global, também pode acabar como um impulsionador da mudança”.

Os declínios previstos são particularmente grandes quando comparados com a redução de 14% do tamanho corporal observada em espécies desde o último período interglacial há 130 mil anos.

A equipe de pesquisa concentrou-se em 15.484 mamíferos terrestres e aves e considerou como variáveis como a massa corporal, o tamanho da ninhada, a largura do habitat, a dieta e o tempo entre as gerações afetavam seu papel na natureza.

Eles também usaram a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) para determinar quais animais são mais propensos a se tornarem extintos no próximo século.

Os cientistas descobriram que animais pequenos e altamente férteis que comem insetos, podem prosperar em uma variedade de habitats e serão os mais resilientes.

“Nós demonstramos que a perda projetada de mamíferos e aves não será ecologicamente aleatória – e sim um processo seletivo em que certas criaturas serão filtradas, dependendo de suas características e vulnerabilidade à mudança ecológica”, disse Felix Eigenbrod, professor da Universidade de Southampton.

Amanda Bates, presidente de pesquisa da Universidade Memorial, no Canadá, acrescentou: “Extinções eram vistas anteriormente como inevitáveis determinidades trágicas, mas também podem ser vistas como oportunidades para ações de conservação direcionadas. Enquanto uma espécie que está projetada para extinção, persistir existindo, há tempo para ações de conservação e esperamos que pesquisas como a nossa possam ajudar a orientar e definir essas atitudes”.

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Jogador de basquete Lamar Patterson é pego tentando contrabandear esquilos para a Austrália

Funcionários aduaneiros da alfândega encontram os dois animais após seguirem o famoso jogador de basquete americano Lamar Patterson, que trazia seu buldogue francês, Kobe, como parte de sua bagagem de mão.

Foto: Daily Mail

Patterson foi detido junto com seu com o cão e mandado de volta para os EUA.

De acordo com o Courier Mail, os agentes de biossegurança e cães farejadores interceptaram quase 350.000 itens banidos dos postos de controle em todo o país durante o ano fiscal de 2017-18.

David Littleproud, o ministro federal da agricultura, disse que as pessoas precisam “acordar para si mesmas” quando se trata do que estão levando de viagens domésticas ou internacionais.

Foto: Pixabay

No Instagram, o caso envolvendo os dois esquilos, repercutiu de forma positiva. Mais da metade dos seguidores acharam uma “ótima ideia”.

Foto: Reprodução | Instagram

“Esses animais trazem pragas e doenças que podem realmente prejudicar muitos australianos, por isso é importante que não ignoremos a biossegurança”. Littleproud também pediu que as pessoas sejam vigilantes nos aeroportos durante o Natal.

“Peço a todos os australianos quando saem ou entram no país para pensarem em nossa biossegurança”, acrescentou ele. “Ajude nossos oficiais a trabalhar, não tenha medo de declarar, diga a esses oficiais e pergunte se está tudo bem.”

Littleproud disse também que as pessoas serão processadas se tentarem contrabandear itens proibidos para a Austrália.

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Centro de reabilitação pede ajuda para arrecadar nozes para os esquilos resgatados

O Carolina Wildlife Center, centro de reabilitação animal dos Estados Unidos, estava com o estoque de nozes quase esgotado. Sendo assim, os voluntários da instituição pediram ajuda de seus seguidores nas redes sociais.

“EMERGÊNCIA! Nós acabamos com os estoques de nozes”, dizia a publicação no Facebook. Eles pediam que o público ajudasse a instituição, coletando e enviando nozes até o abrigo. O Centro cuida de mais de mil esquilos, muitos que caíram do ninho durante tempestades.

Surpresa

O que os voluntários não esperavam era a quantidade de doações que receberiam. Em apenas quatro dias, eles receberam nozes o suficiente para alimentar os animais até a primavera e conseguiram encher uma piscina de criança. Os donativos vieram de todo o país.

Além da piscina lotada, o Centro congelou boa parte das doações. (Foto: Carolina Wildlife Center/Facebook)

Agora, o problema enfrentado pelo Carolina Wildlife Center é o que fazer com tantas nozes. “Nós somos um Centro pequeno e já temos o bastante para atender as nossas necessidades. Já começamos a congelar as nozes para a temporada de primavera e a enviar para outros centros de reabilitação nessa área”, disse Helen Dyar, representante da instituição, ao The Dodo.

 

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Esquilos bebês ficam presos pela cauda por pedaço de plástico

Wildlife Rehabilitation Center at Wisconsin Humane Society

Veterinários da ONG Wildlife Rehabilitation Center at Wisconsin Humane Society da cidade de Milwaukee, em Wisconsin (EUA), atenderam uma ocorrência inusitada recentemente. Cinco esquilos bebês foram encontrados presos pela cauda por pedaços de plástico e grama.

A principal teoria é que a peça plásticas faziam parte do ninho construído pela mãe dos filhotes. “Era impossível dizer qual cauda era de quem e nós estávamos cada vez mais preocupados porque todos os esquilos estavam sofrendo, em diferentes graus, de danos aos tecidos pelo bloqueio da circulação”, informou um representante da organização.

Wildlife Rehabilitation Center at Wisconsin Humane Society

Os esquilos em apuros foram encontrados por uma pessoa que passou próximo ao ninho dos animais. Rapidamente, este bom samaritano alertou a ONG que enviou uma equipe ao local para realizar o resgate. Como a situação era emergencial, os filhotes precisaram ser sedados para que fossem desatados cuidadosamente sem causar nenhum dano.

A operação foi bem sucedida, mas os bebês ficarão sob observação, pois o bloqueio de circulação das caudas causado pelos plásticos causou necrose. Segundo representantes da ONG, se os esquilinhos não tivessem sido salvos, poderiam ter perdido as caudas e não sobreviveriam, pois dependem dela para se aquecerem e se equilibrarem.

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Golfinhos, esquilos e lagartos são explorados em programas de espionagem militar

Isso é o que o conselheiro militar iraniano, Hassan Firuzabadi, disse à imprensa recentemente. Seus comentários de Firuzabadi ocorreram após ser questionado sobre um grupo de ambientalistas presos desde o final de janeiro.

Foto: Michael Nichols, National Geographic Creative

De acordo com o Times de Israel, uma agência de notícias iraniana local divulgou que Firuzabadi disse que lagartos e camaleões foram encontrados com o grupo. Eles supostamente foram implantados para descobrir onde o Irã desenvolvia urânio

Firuzabadi diz que a pele dos lagartos pode atrair ondas atômicas e que  a espionagem falhou.  Esta não a primeira vez em que os animais são explorados em programas espionagem.

Em 2007, 14 esquilos foram encontrados com equipamentos de espionagem no Irã. Eles tinham algum tipo de gravação ou dispositivo de rádio utilizado para espionagem.

A polícia nacional confirmou saber sobre o caso, mas não divulgou mais dados sobre a origem dos esquilos vieram ou o que ocorreu com eles. A NPR entrevistou um ex-agente da CIA e o professor de animais selvagens John Koprowski, ambos estavam céticos quanto ao treinamento dos esquilos para esse objetivo.

Foto: Petty Officer First Class Brian Aho, Marinha dos EUA

Em 2015, o Hamas  afirmou ter encontrado um golfinho que espionava as forças israelenses. O Times of Israel informou que o animal tinha equipamentos de espionagem, incluindo câmeras e outros dispositivos.

Os detalhes do caso permanecem obscuros, mas a exploração dos golfinhos por militares ao longo dos anos é inegável.

Em 2014, quando a Rússia se apossou da Criméia e infiltrou uma unidade militar ucraniana, foram descobertos inúmeros “golfinhos de combate”. Acredita-se que os mamíferos marinhos sejam obrigados a encontrar alvos subaquáticos como minas ou a interromper a entrada de intrusos em locais restritos.

Na década de 1960, a Marinha dos EUA colocou em prática um programa semelhante. Em entrevista à National Geographic em 2014, um representante do programa de pesquisa de mamíferos marinhos da University of Hawaiidisse que os EUA não usaram golfinhos apenas como guardas, mas também para detectar minas subaquáticas. A ecolocalização de golfinhos é tão precisa que eles foram usados para substituir máquinas.

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Cadáveres de esquilos ao lado de rifles
Destaques, Notícias

Caçadores se vangloriam de assassinar centenas de esquilos em rede social

 

Caçador com cadáveres de esquilos
Foto: Reprodução, Facebook

O grupo online Gray Squirrel Hunters UK exibiu centenas de fotos de corpos de animais mutilados e detalhes de como eles foram “despachados”.

Os assassinos defendem as mortes dizendo que estão fazendo um “favor” aos esquilos vermelhos ameaçados. Uma mãe contou ter baleado um casal de esquilos na presença de seus filhos.

Julie Bailey fotografou as crianças com um esquilo ensanguentado e seus polegares para cima: “Muito satisfeita com o silêncio desses dois enquanto este foi baleado”, escreveu.

Outros caçadores se vangloriaram perante os 1.800 membros do grupo dizendo que comeriam os animais.

Quase todos os membros do grupo são do Reino Unido e muitos deles possuem rifles de calibre com extremamente alto. Há imagens e um vídeo que os mostram provocando os animais antes de matá-los.

Caçador com esquilos
Foto: Reprodução, Facebook

O vídeo perturbador mostra os animais se retorcendo no chão depois de serem atingidos na cabeça com tanta força que seus olhos saem para fora.

As fêmeas adultas também são assassinadas, o que faz com que os bebês esquilos morram de desnutrição, já que os animais têm ninhadas nos meses de Agosto e Setembro.

As organizações de proteção animal condenaram os crimes bárbarados. O assassinato nunca deve ser uma solução e, além disso, é altamente improvável que as mortes de esquilos-cinzentos tenham algum impacto sobre o número de esquilos vermelhos que vivem em apenas algumas regiões de British Isles.

Cadáveres de esquilos ao lado de rifles
Foto: Reprodução, Facebook

Uma porta-voz da RSPCA disse que o grupo de assassinos de esquilos era “angustiante” e que o vídeo feito pelos caçadores mostrava que os animais não morriam imediatamente.

“A RSPCA está preocupada com o bem-estar de todas as espécies de animais”, declarou.

Elisa Allen, diretora da PETA, acrescentou: “Os esquilos são animais sociais, inteligentes que não pedem nada, mas somente chance de viver. Eles não devem ser mortos por uma risada ou uma postagem na mídia social”.

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Esquilos após resgate
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Bebês esquilos têm reencontro tocante com a mãe graças à bondade humana

Michael Keida verificava os danos a sua fazenda perto de Tóquio, no Japão, quando notou algo estranho em meio às cadeiras derrubadas e aos galhos e folhas espalhados.

Esquilos caídos da árvore
Foto: Michael Keida

“Eu vi o que parecia um grande ninho de pássaros em cima de um tanque de coleta de chuva. Imaginei que poderia pertencer a um papagaio, mas quando procurei pelas folhas e cascas de palmeira, vi um animal que me surpreendeu. Rapidamente, percebi que era um bebê esquilo e que havia três no total”, contou ao The Dodo.

Keida nunca tinha visto esquilos tão pequenos antes. “Eles pareciam ter nascido nos últimos dias. Seus olhos ainda não estavam abertos e seus pelos eram muito curtos”, observou.

Como amante dos animais, Keida compreendeu que os filhotes adoráveis poderiam sofrer graves consequências se não agisse rapidamente. Os esquilos nascem cegos e indefesos – eles dependem completamente da mãe por um período que varia de dois a três meses após o nascimento. Separados dela pela tempestade, a chance de sobrevivência dos filhotes era pequena, especialmente em uma idade tão jovem.

Incerto sobre a melhor maneira de ajudá-los, ele procurou ajuda na internet e publicou uma foto dos esquilos pedindo conselhos. “De todos os sites que li, a informação mais comum era mantê-los aquecidos e levá-los a sua mãe o mais rápido possível”, explicou.

Enquanto ele considerava criar os filhotes sozinho, Michael sabia que eles teriam uma chance melhor de sobrevivência se ele pudesse reuni-los com a mãe.

A possibilidade de a mãe retornar era pequena mesmo que Keida conseguisse consertar o ninho, mas ele sabia que era preciso tentar.

“Coloquei o material seco restante de seu ninho em uma pequena caixa. Adicionei um tecido de algodão suave para adicionar calor e, em seguida, fechei a caixa para que a mãe pudesse entrar facilmente, mas para que o ninho ficasse seguro”, esclareceu.

Levar o ninho de volta para a árvore provou ser um desafio. Keida viu uma série de galhos onde o ninho fora colocado, a cerca de oito a 10 metros do chão.

Esquilos após resgate
Foto: Michael Keida

Embora a pior parte do tufão estivesse acabando, as árvores ainda balançavam nos fortes ventos. Keida subiu a árvore tremendo e colocou o ninho onde ele fora construído originalmente.

Após completar a tarefa, ele desceu da árvore. “Presumi que a mãe não voltaria se estivesse por perto, então deixei a área e fui surfar para relaxar minha mente. Estava tão preocupado com eles e estava rezando para a mãe retornar e salvá-los”, disse.

Quando ele voltou algumas horas depois, percebeu que houve um pequeno movimento no ninho. Examinando a floresta, Keida viu um esquilo adulto nas proximidades e, enquanto se distanciava lentamente, ficou surpreso.

A mãe resiliente voltou e carregava seus filhotes para ficarem em segurança. “Eu tinha aprendido que os esquilos muitas vezes mantêm mais de um ninho e ela estava levando cada bebê para o outro ninho do outro lado da minha fazenda. Enquanto eu assistia de uma distância segura, suspirei aliviado”, afirmou

Ele identificou os bebês como esquilos de Pallas, uma espécie nativa de Taiwan. Muitos fazendeiros vizinhos consideram que esses animais são pragas, explicou Keida, e até o ano passado houve uma campanha para exterminá-los.

Esquilo em árvore
Foto: Thomas Brown/Wikimedia Commons

Outra pessoa poderia ter hesitado em ajudar ou até ignorado as criaturas indefesas, mas Keida sentiu uma ligação com os bebês e não podia deixar que eles fossem prejudicados.

Esta não é a primeira vez em que atuou como um salvador para animais grandes e pequenos. Desde que começou a morar no Japão, ele ajudou a libertar um animal capturado por uma linha de pesca, resgatou um tanuki (cão de guaxinim japonês) com uma perna quebrada e até mesmo devolveu  pepinos-do-mar ao oceano.

“Estamos todos juntos nesta vida. Nenhuma criatura é mais ou menos importante do que outra. Estou convencido de que cada vida é consciente de alguma forma de sua própria existência e, portanto, devemos valorizar e respeitar nossos semelhantes. Neste local de abundância, preciso tentar o máximo possível ajudar aqueles que estão ao meu redor”, concluiu.

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Coelho
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Coelhos e esquilos são esfaqueados em universidade

O oficial da Game Commission Wildlife Conservation Mike Steingraber, disse que quatro dos assassinatos foram cometidos por pelo menos uma pessoa.

Coelho
Foto: Animals Spot

As mutilações de animais no campus provavelmente foram feitas por outros animais selvagens, segundo ele.

As autoridades acreditam que, em todos os casos, os animais foram esfaqueados.

Os crimes no campus foram denunciados pela primeira vez em 10 de Agosto. Dois esquilos e dois coelhos morreram devido à gravidade dos ferimentos, informou o Centre Daily News.

 Raio-X de coelho esfaqueado e morto
Raio-X de coelho esfaqueado e morto/ Foto: Centre Wildlife Care

“É extremamente triste que alguém esteja fazendo isso. Não há motivo para isso”, disse Steingraber.

Além disso, foram feitas denúncias de outro esquilo com uma faca encravada em seu corpo no campus, embora as autoridades não tenham sido capazes de localizar o animal para socorrê-lo.

As acusações podem incluir a posse e a crueldade contra a vida selvagem.

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Notícias

Milhares de pessoas assinam petição que exige fim do extermínio de esquilos no Reino Unido

O documento – entregue ao The Wildlife Trusts, que facilitará as mortes – foi iniciado por Courtney Scattergood depois que ela soube sobre os planos da matança em massa por meio da imprensa.Os assassinatos dos esquilos ocorreriam em regiões centrais e do Norte do País de Gales, no Norte da Inglaterra e da Irlanda do Norte.

Foto: Reprodução, Plant Based News

A organização de proteção animal Animal Aid, os reabilitadores de esquilo cinzentos Urban Squirrels e o site Care2 também se juntaram para defender os animais.

Scattergood iniciou a petição para protestar contra a decisão da The Wildlife Confiance de matar esquilos cinzentos devido à diminuição da população de esquilos vermelhos, informa o Plant Based News.

Ela acredita que a decisão “não resultará em nenhum efeito sobre a população de esquilos vermelhos enquanto esquilos cinzentos inocentes têm sido mortos”.

“O extermínio em massa de esquilos cinzentos não é apenas cruel, mas uma maneira ineficaz de proteger esquilos vermelhos. A pesquisa mostra que a maior razão do declínio do esquilo vermelho é a atividade humana, especialmente o desmatamento, a perda de habitat e a perseguição anterior”, diz a petição.

A ativista do Care2, Beth Granter, completou: “Os Trusts são muito amados na Grã-Bretanha, muitos membros do Care2 ficaram chocados ao descobrir que são responsáveis pela morte desnecessária de potencialmente milhares de animais”.

Ela foi acompanhada pela fundadora dos Urban Squirrels, Natalia Doran: “Os cinzentos são inocentes. O caso contra eles é baseado em uma abordagem conceitual defeituosa e desatualizada de estrangeiros versus nativos. Ela trata de meias verdades, mentiras absurdas e grandes exageros. A perseguição de esquilos cinzentos não possui valor de proteção e baseia-se na ciência mal informada. Isso precisa parar”.

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Animal salvo de incêndio
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Mochos, águias e esquilos estão entre 120 animais resgatados após incêndio em Portugal

Ele vinha “directamente de uma zona de incêndio” em Pedrógão Grande, em Portugal, e parecia “desnorteado”, “desidratado” e “magro”. Depois de algum tempo em tratamento, se recuperou e foi libertado.

Animal salvo de incêndio
Foto: CERAS

Como este alcaravão, mais de uma centena de animais chegou ao CERAS. “Desde o dia em que se deu o grande incêndio de Pedrógão, entraram 120 animais. Este é um número completamente anormal para a época do ano em que estamos”. Foi assim que Ana Filipa Lopes, responsável clínica do CERAS, descreveu a situação que se vive actualmente no Centro.

Neste momento, estão internados 53 animais. Mas, no final de Junho, chegaram a estar cerca de “100 em recuperação”, destaca a médica veterinária, acrescentando que a média habitual para esta época é de 30 a 40 internados.

A responsável clínica acredita que, na maioria dos casos, há uma relação com os incêndios que deflagraram na região desde meados de Junho. No entanto, a profissional afirma que não é possível dar garantias sem um estudo “mais a fundo”.

Alcaravão que esteve em recuperação no CERAS e foi libertado no dia 18 de Julho
Alcaravão que esteve em recuperação no CERAS e foi libertado no dia 18 de Julho. Foto: CERAS – Quercus

“Estão muitos a entrar desidratados e mal nutridos, sem outra alteração. São, portanto, animais que não estão a conseguir ter alimento suficiente na natureza”, explica.

Quanto às espécies, a variedade é grande: “Neste momento temos uma águia imperial ibérica em recuperação. Temos também uma abetarda [ave de pernas altas]”, descreve Ana Filipa Lopes.

Além destes animais, têm chegado ao centro andorinhas, mochos galegos, cegonhas, esquilos, abutres, entre outros.

Dos 120 animais resgatados nas últimas semanas, muitos já foram devolvidos à natureza. Contudo, outros não resistiram e morreram no internamento.

CERAS: Um hospital para a fauna selvagem

O Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens é uma estrutura da Quercus e tem como missão a “recepção de animais selvagens debilitados, sua recuperação e devolução ao meio natural”, segundo o site da associação.

A grande maioria dos animais chega ao CERAS através do Serviço de Equipa de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), da GNR.

No entanto, a médica veterinária conta que há muitas pessoas que, nas últimas semanas, entregam os animais pessoalmente, “por perceberem que neste momento as equipas do ambiente da GNR estão muito ocupadas, no combate aos incêndios”.

No CERAS, o tratamento envolve medicação, análises, alimentação ou intervenções mais profundas, consoante cada caso. Uma vez recuperados, os animais são libertados na natureza novamente.

Ser padrinho de um animal selvagem

Quem quiser pode contribuir para a recuperação dos animais resgatados, através do apadrinhamento – apoio financeiro para o tratamento de um animal – ou de voluntariado – realização de tarefas no centro. A informação está disponível no site do CERAS.

O CERAS tem reforçado as campanhas de apelo à participação nestes programas de apoio e, desde Junho, o número de pessoas que se oferecem para ajudar tem aumentado significativamente.

“Recebemos muitos pedidos de voluntariado e estamos com vários voluntários a ajudar-nos”, diz Ana Filipa Lopes. Neste momento, colaboram com o Centro, pelo menos, dez voluntários.

Também os pedidos de apadrinhamento aumentaram, “sobretudo nos dias logo a seguir aos incêndios”. As “espécies ameaçadas” são aquelas que as pessoas mais procuram apadrinhar, conta a médica veterinária.

Os incêndios florestais consumiram este ano mais de 128 mil hectares até 31 de Julho. É a maior área ardida no mesmo período na última década e quase cinco vezes mais do que a média anual dos últimos dez anos.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: Renascença

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