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O vegetarianismo e o veganismo ainda são tabus espíritas?

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Acredito que seja de opinião geral o fato de que estamos passando por um período de profundas e belíssimas mudanças, no que compete ao comportamento e postura do ser humano em relação ao próprio homem, e também em relação à questão da defesa dos animais e da natureza de modo geral.

Mudanças de hábitos alimentares e comportamentais vêm ocorrendo de maneira crescente nos dias atuais, o que nos faz refletir sobre essas questões de importância fundamental para todos, principalmente para o Espiritismo, considerando-o o cristianismo redivivo e seus adeptos os novos cristãos.

Assim sendo, acredito que caiba ao movimento espírita estudar com mais carinho e caridade a questão do consumo de cadáveres de nossos irmãos.

O termo cadáver desmistifica o termo carne que é utilizado para designar os pedaços de irmãos menores que colocamos em nossos pratos. Esta denominação tem por objetivo nos iludir e principalmente nos afastar do tão esperado raciocínio que nós, espíritas, devemos aplicar sobre infinitas questões do comportamento humano.

Carne, utilizada para designar alimento, afasta totalmente a ligação que existe entre o pedaço de carne no prato, do ser vivo pensante, senciente, com sentimentos e percepções muito próximos dos nossos, tais como: amor, ternura, compaixão pelos semelhantes, medo, anseio de liberdade, convívio social, dor, dentre dezenas de outros pontos de conexão entre nós e os animais que devoramos avidamente.
Já o termo cadáver representa o verdadeiro significado daquele pedaço de matéria em nosso prato.
Pesquisas científicas vêm demonstrando a realidade psíquica de várias espécies de animais, como a declaração de Cambridge sobre consciência animal, apontando para aspectos importantíssimos e que são ainda, infelizmente, ignorados por muitas pessoas.

Bois, galinhas e porcos, os três principais grupos dos quais o ser humano se alimenta, possuem alta capacidade cognitiva, sendo provado em diversas pesquisas as habilidades perceptivas e sentimentais supracitadas como medo, dor, compaixão e total noção do mal que está sendo cometido contra eles.

Além da gravíssima questão moral que envolve o ato de comermos animais com tais capacidades cognitivas, temos progressivamente tomado contato com pesquisas que revelam os males que o consumo de carne traz para o ser humano, bem como os benefícios de uma dieta vegetariana, ou de preferência vegana.

Emmanuel, na questão 129 do livro O Consolador, psicografado por Chico Xavier, traz a seguinte colocação:

“É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais?

“A ingestão de vísceras dos animais é um erro de enormes consequências do qual deriva numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.”

Acredito que as palavras de Emmanuel sejam bem claras a respeito do mal que causamos a nós mesmos com a ingestão de cadáveres e também fica claro o fato de não haver nenhuma necessidade de ingestão de carne pelo ser humano, pois tudo aquilo que o corpo físico necessita encontramos nas vastas classes de vegetais, fato esse que vem sendo confirmado repetidamente por diversos cientistas e médicos nos dias atuais.

Outro aspecto importante é que ao nos alimentarmos dos animais contribuímos para que estes seres tenham uma existência de escravidão, confinamento, sofrimento e morte.

Contribuímos também para perpetuar a fome de outros seres humanos no mundo todo. Consumir cadáver de animais é o meio mais elitista e menos sustentável de se alimentar, pois a quantidade de pessoas que podem ser alimentadas com os mais diversos vegetais, se esses fossem destinados a alimentar pessoas e não os animais nas fazendas, seria muito superior.

Cerca de 45% da área terrestre mundial está ocupada pela criação de animais. Para se produzir um hambúrguer são necessários 2.500 litros de água, o equivalente a dois meses de banhos. Podemos utilizar 1,5 acres de terra para produzir 18.650 quilogramas de alimentos vegetais, ou podemos utilizar a mesma área de terra para produzir apenas 170 quilogramas de carne.

Para alimentar uma pessoa com uma dieta vegetariana estrita (sem nenhum produto de origem animal), por um ano, faz-se necessário um sexto de acre de terra. Já a alimentação de uma pessoa com dieta carnívora demanda uma área de terra 18 vezes maior.

Atualmente somos pouco mais de sete bilhões de seres humanos encarnados no planeta. Assim sendo, para satisfazer a volúpia por carne que domina a maioria da população mundial, assassinamos todos os anos o número inacreditável de 56 bilhões de animais terrestres. Este número não inclui seres aquáticos, cuja mortandade é ainda maior.

Cinquenta e seis bilhões anuais! Este é o número do maior e mais oculto genocídio do planeta, ignorado pela maioria da população mundial.

Tomando por base esse número, podemos compreender melhor um dos fatores que tem impulsionado os seres humanos a matar uns aos outros em números cada vez maiores. Derramamento de sangue gera derramamento de sangue. Morte gera morte.

Seria duvidar da bondade de Deus a todos os seus filhos que o clamor desses bilhões de irmãozinhos não tenha chegado até o Criador. Os animais olham para o homem esperando encontrar anjos que os auxiliem, dando carinho e amor, entretanto, em vez de anjos, eles têm encontrado demônios.
Esperam encontrar mãos que tragam auxílio, amparo e direcionamento, mas encontram mãos empunhando o cutelo a rasgar suas gargantas, lâminas em brasa a cortarem seus bicos e armas de choque a guiá-los para a morte.

Como podemos esperar que as mulheres não cometam o infanticídio do aborto, se consumimos os ovos das galinhas e trituramos vivos diariamente milhões de pintinhos machos, simplesmente porque não são úteis à indústria dos ovos.

Como esperar que homens não estuprassem mulheres, se diariamente estupramos milhares de vacas, inseminando-as artificialmente para que engravidem, produzam leite e ao darem a luz, seus filhos sejam retirados de seus cuidados e trancados em baias minúsculas para que não se movimentem e assim, não criem músculos para que, dentro de alguns meses sejam assassinados para termos em nossos pratos o baby bife, a famosa carne de vitela.

Diante de tudo isso, como legítimos cristãos, não podemos continuar em nossa zona de conforto, porque os tempos são chegados.

Devemos começar a nos preocupar com essas questões e darmos a elas e aos nossos irmãos animais o devido respeito e importância que merecem.

Se nós espíritas, através do exemplo, não levantarmos a bandeira da defesa dos direitos animais – como faz o veganismo –, que é inseparável dos direitos do homem, quem fará? Qual instituição religiosa?

Se nós espíritas, através do exemplo, não levantarmos a bandeira de uma alimentação mais compassiva, neutra de crueldade, rica em compaixão e igualdade, como são as dietas vegetarianas, quem fará?

Se nós que pregamos a caridade como único meio de salvação, não tivermos caridade para com os seres inferiores da criação, colocados por Deus ao nosso lado para que os auxiliemos a progredir e não para explorarmos e devorarmos, quem terá?

Se nós, que possuímos vasto depósito das leis de Deus em nossas mãos, não conseguirmos enxergar essa gravíssima realidade que afeta massivamente humanos e não humanos, quem enxergará?

Corremos o risco de cair no mesmo erro que os antigos hebreus caíram, fechando-nos no exclusivismo, não mais de povo ou de raça, mas de espécie.

O vegetarianismo, e principalmente o veganismo, nada mais são do que a prática do amor ao próximo ensinado por Jesus. Próximo humano e não humano. Sendo assim, não consistem em agregar práticas alheias ao Espiritismo, pois estão implícitos nos postulados espíritas.

Que outro ensinamento aguardamos que os espíritos superiores nos tragam para finalmente derrubarmos as barreiras de uma caridade seletiva, e praticarmos a caridade completa, universal e divina, estendendo a todos os seres da criação o nosso amor e auxílio, lavando nossos olhos na piscina de Siloé, onde deixaremos que a lama material que encobre nossos olhos seja retirada, não mais enxergando esses nossos irmãos somente pelos olhos da matéria. Esta visão traz o desejo ávido de devorar seus corpos de carne com a desculpa em nossos lábios de que necessitamos deles para nossa nutrição. Na realidade, egoisticamente buscamos somente satisfazer nosso paladar.

Que nesses tempos de transição renovemos nosso conceito sobre quem é o nosso próximo e passemos a enxergar a verdadeira caridade que não distingue o irmão de humanidade do irmão que momentaneamente se encontra em estágios evolutivos anteriores, caminhando para o mesmo destino que nós, que é a comunhão plena com o Criador.

Despertemos a consciência adormecida do homem, para que os animais possam finalmente dormir em paz.

Fonte: O Clarim

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Você é o Repórter

Encontro debate espiritualidade e medicina veterinária em São Paulo

Giovana Campos
giovana@ccbeunet.br

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No dia 26 de junho, domingo, acontece na cidade de São Paulo, o III NUVET – Encontro do Núcleo de Medicina Veterinária da Associação Médico-Espírita de São Paulo. As palestras acontecem das 8h30 às 13h, no auditório Bezerra de Menezes, na Federação Espírita de São Paulo e terá como tema central “Os seres humanos e os animais na transição planetária”. A Dra Paula Bastos (FMU/Unimes) apresenta o tema “Como nos relacionamos com os animais?”, Dr. Edson Ramos de Siqueira (UNESP – Botucatu) explana sobre “Alimentação e evolução espiritual” e a Dra. Irvênia Santis Prada (USP) conclui as apresentações com “Em busca de harmonia na relação entre seres humanos e animais”. As inscrições devem ser feitas pelo site até o dia 18/06, por R$25,00. Após esta data, apenas no dia do evento, por R$ 40,00.

III NUVET AME São Paulo

26/06/2016

8h30 – 13h

FEESP – Federação Espírita de São Paulo

Rua Maria Paula, 140 – Bela Vista – São Paulo – SP

Inscrições aqui.

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A festa de Natal e os animais

Por Ana Talavera**

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As palavras do atual Papa na mídia: “Estamos perto do natal, haverá luzes, festas, árvores iluminadas e presépios, mas é tudo falso!” soaram tão verdadeiras que não pude deixar de fazer uma relação clara entre nossos irmãos menores e o período festivo em que estamos.

Sabemos bem que o período da Santa Inquisição deixou graves sequelas para a humanidade. Em nome de Jesus, sacerdotes católicos modificaram os ensinamentos do Mestre desvirtuando toda sua obra promovendo guerras e muitas desgraças condenando todos aqueles que eram contra os dogmas pregados pela Igreja Católica.

Após muitos anos, um manuscrito foi encontrado pelo reverendo inglês Gideon Ouseley no ano de 1880, chamado O Evangelho dos Doze Santos num monastério budista na índia, escrito em aramaico – a língua que Jesus falava – que teria sido levado para o Oriente por essênios refugiados. Nesta versão desconhecida do Novo Testamento se revela um Jesus que defendia a crença na reencarnação e era vegetariano, pois condenava o próprio morticínio dos animais. Um trecho deste manuscrito dentre vários, chama atenção: “Vim para abolir as festas sangrentas e os sacrifícios.” Afinal, há alguma dúvida, que Jesus permitiria compactuar com a dor? “Quando o Cristo veio anunciar a Boa Nova, não ordenou o sacrifício do sangue: ocupou-se unicamente do Espírito”, é o que está na Revista Espírita, no Ano de 1862, no item “Sobre a alimentação do homem”.

Em períodos festivos como o Natal é de praxe enchermos nossas casas com presentes, família e amigos e ainda sim nos deleitarmos em mesas repletas de cadáveres dos nossos irmãos menores, acreditando estarmos condizentes com Jesus nas festividades. Transformamos reuniões familiares em risadas, em meio ao sofrimento de seres indefesos que são representados humildemente nos presépios colocados ao lado das árvores iluminadas, como bem citou o Papa Francisco.

Nas casas espíritas, ainda promovemos eventos ditos fraternos acreditando realmente que o oferecimento de feijoadas, lasanhas e fricassés recheados de sofrimento, estaremos condizentes com o Evangelho. Contribuímos na perpetuação de uma tradição longe de ser coerente com o progresso. Qual a coerência em insistir em falarmos sobre caridade e reforma íntima e não nos preocuparmos em discutir sobre as mudanças diárias que interfere na vida de outros seres? Estamos mesmo refletindo e modificando nossos atos e hábitos milenares, ou apenas repetindo palavras daquilo que escutamos?

Precisamos muitas vezes “afirmar a verdade embora contra nós mesmos”, já nos deixou Alexandre, mentor de André Luiz no livro Missionários da Luz. A todos nós cristãos e espíritas, devemos o quanto antes abrir os olhos e tirar o véu da face. Podemos ser útil e fazer o bem, quando decidimos fazê-lo (O Livro dos Espíritos, 643). Sejamos portanto verdadeiros espíritas, direcionando nossos esforços pela nossa transformação moral dia após dia, como nos recomenda O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap XVII, Item 4, começando pelas palavras de Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida!”

** Ana Talavera é publicitária, ativista e vegana, atua com projetos sociais nos Criativos do Bem. Trabalhou na ONG Instituto Nina Rosa – projetos por amor à vida, produzindo materiais educativos sobre Direitos Animais e Educação Humanitária. É aluna do curso mediúnico no Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz, ASSEAMA (Associação Espírita Amigos dos Animais) e integrante da banda Sol de Outubro em São Paulo/SP.

Fonte: TV Mundo Maior

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Centro espírita para animais faz psicografia e cirurgias espirituais

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Quem tem um animal doméstico em casa, sabe: quando eles ficam doentes dá um aperto no coração! E se o animal morre as pessoas sofrem, bate uma tristeza, saudade. Em São Paulo, quem está passando por situações como essas encontrou um novo conforto.

“Noventa e nove por cento das vezes ele bate a cabeça. Você toca a campainha e ele vai fazer festa ele sai batendo em tudo que estiver no caminho”, conta a administradora Carla Souza Pereira.

O Tim Maia, um labrador de sete anos e meio, perdeu parte da visão depois de uma forte anemia e de problemas no fígado.

O Tim Maia é bonzinho, quietinho. Mas, quando ele ouve o barulho da comida ele fica desesperado. Só que como ele não está enxergando, ele tem dificuldade de chegar lá e vai se batendo até chegar ao lugar onde tem a comida.

Já o problema da Frida, uma fêmea da raça buldogue francês de dois anos, é enxergar coisas demais.

“Ela ficava tão transtornada com a sombra que ela acabou emagrecendo. Ela não comia direito. Está incomodada com o reflexo no chão da água”, diz o contador Rodrigo Bellan.

A Frida e o Tim Maia estão em tratamento veterinário. A buldogue toma remédios para problemas neurológicos e o labrador tem até uma caixa de medicamentos.

“Eu faço tudo o que for necessário para ele ter o melhor que a gente puder dar para ele”, afirma Carla Souza Pereira.

Os tutores buscaram novos tratamentos para os animais e chegaram até uma pequena casa, na Zona Norte de São Paulo.

O Tim Maia e a Frida se juntaram aos mais de 400 animais domésticos que lotam o lugar todos os domingos.

“A gente trouxe ela aqui porque ela estava com algumas dores cervicais, acordava de noite. A gente nem dormia de tanto que ela gritava”, lembra a estudante Thainá Colucci Alves.

“É como se fosse um filho pra mim. Tudo o que a gente não quer é ver ele continue a sofrer”, diz a advogada Miriam Oliveira, emocionada.

O lugar é um centro espírita que atende animais, todos eles.

“Nós já recebemos primatas, nós já recebemos cobras, nós já recebemos tartarugas e ratos”, afirma Sandra Denise Calado, presidente do centro espírita.

Primeiro, tutores e animais precisam assistir a uma palestra.

“Eu peço a todos que mantenham os animais próximos de vocês para que não ocorra nenhum desentendimento entre um focinho e outro”, explica uma médium.

Depois do pedido, acabam os latidos e miados. Quando o caso é mais simples, o animal toma um passe. “Que envolva nossos queridos irmãozinhos em muita luz. E vamos ao passe”, diz a médium.

As voluntárias, pessoas aptas a darem o passe, posicionam as mãos sobre os animais.

“Como se fossem energias boas, trabalhando os locais doentes. Eles têm sentimentos, eles têm emoções. Não são coisas, são seres”, explica Sandra Denise Calado.

Os mais doentes passam por outro tipo de tratamento. “São casos mais graves ou casos que seriam cirúrgicos no corpo físico. E a cirurgia é feita no corpo espiritual do animal”, diz Sandra Denise Calado.

No centro, todos os atendimentos são de graça. O local funciona com doações e com a renda de uma lanchonete.

Chegou a vez do Tim Maia. O Fantástico foi autorizado a acompanhar a sessão, que é fechada. “Junto ao nosso mestre Jesus, médico de todas as almas, e Francisco de Assis, médico das almas animais, solicitamos ao Senhor a oportunidade de servir ao nosso irmão”, reza Sandra Denise Calado.

Enquanto os tutores oram, a Sandra, presidente do centro, começa a cirurgia. Segundo a Sandra, um espírito vai operar através dela.

Não há cortes nem instrumentos cirúrgicos. As mãos simulam os movimentos de uma operação. Era a cirurgia da Frida. O procedimento dura um minuto e meio.

Sandra Denise Calado: Que assim seja, meu filho.
Rodrigo Bellan: Que assim seja.

Aos domingos, o centro abre as portas às 7h da manhã. Às 13h ainda tem gente por lá, mas por um outro motivo. “Eu vim receber notícia dele”, diz a escrevente Aracélis Espigado.

O Cacau, o cachorro da Aracélis, morreu há dois meses de um câncer no fígado.

O Fantástico acompanhou a psicografia, o momento em que os tutores dos animais ficam aguardando notícias dos animais que morreram.

A Sandra e outras duas médiuns dizem receber mensagens dos animais que já se foram. As notícias seriam ditadas pelos espíritos que cuidam desses animais no plano espiritual. Depois são passadas aos tutores.

“Acalma seu coração que ele está bem. Ele foi tão bem amparado, ele foi tão bem assistido. Ele está bem e vocês estão se encontrando”, diz uma médium à Aracélis.

Fantástico: Essa mensagem te deu algum conforto?
Aracélis Espigado: Eu fiquei muito feliz de saber que ele está amparado, porque essa é a maior preocupação que a gente tem.

“Desde que ele virou estrelinha eu não paro de chorar. 45 dias. Fiquei muito feliz de ele estar amparado porque essa é a maior preocupação que a gente tem”, conta Aracélis.

Esse tipo de psicografia não é consenso dentro da própria doutrina espírita. “Eu acho um pouco de exagero isso. Não acredito que haja esse tipo de comunicação”, diz Julia Nezu Oliveira, presidente da União das Sociedades Espíritas de São Paulo.

Os outros tratamentos, como o passe e a cirurgia espiritual, também são questionados.

“Eu acredito que o animal possa receber alguma vibração, algum efeito, que é resultado do nosso carinho, do nosso amor. Mas eu não acredito que o passe possa fazer o efeito que faria em um ser humano”, afirma Julia Nezu Oliveira.

“No Brasil, a única profissão, o único profissional que tem essa responsabilidade e a capacidade, habilidade e competência para poder tratar dos animais é o médico-veterinário”, explica Benedito Fortes de Arruda, presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária.

A Sandra também é veterinária. Por isso, orienta os tutores do animais. “O tratamento espiritual não dispensa o tratamento médico-veterinário”, diz ela.

Apesar das polêmicas, os tutores do Tim Maia e da Frida vão continuar indo ao centro.

Carla Souza Pereira: Ele tem excelentes médicos no plano físico e eu tenho certeza de que ele está com excelentes assistentes lá no plano espiritual.
Fantástico: Está tendo algum efeito?
Carla Souza Pereira: Eu acredito que sim.
Rui Reis, técnico de segurança do trabalho: Eu sou um pouco mais cético. Eu acho que pode ser que ajude, sim. É um recurso que a gente está usando. O que tiver de recurso a gente vai usar.

Fantástico: Você sentiu uma melhora?
Rodrigo Bellan: Senti. Ela acaba se acalmando quando ela retorna do centro. E, para mim, eu deixo todos problemas dentro do centro. Tanto angústias, nervosismo. E volto com paz, volto com amor, com alegria.

Fonte: G1

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Os animais sob a ótica do espiritismo

Eurípedes Kuhl com 0 gato Josué. Descrição: Eurípedes sentado numa mesa onde tem um jornal estendido. O gato Josué está deitado na mesma, ao lado do jornal e com a cabecinha repousada sobre a mão do escritor. Foto: arquivo pessoalFátima ChuEcco/Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

O médium e escritor espírita Eurípedes Kuhl, que tem mais de 30 obras publicadas, entre elas “Animais – Amor e Respeito” e “Animais, Nossos Irmãos”, conta como o Espiritismo retrata os animais não humanos, fala da sensibilidade felina e de possíveis encontros entre tutores e seus animais num outro plano espiritual. Nascido em uma família espírita, Eurípedes entrou para a evangelização aos seis anos de idade e quando adolescente fundou em sua cidade, Igarapava (Interior de SP), a Mocidade Espírita. Ele se diz um apaixonado por gatos e já teve 11 de uma só vez. Hoje divide seu lar com dois: a siamesa Pituca e o gato Josué.

ANDA: Como que o Espiritismo enxerga os animais?

Eurípedes: Como filhos de Deus e, portanto, nossos irmãos. Têm Espírito, mas em nível evolutivo inferior ao do homem. Evoluem, como nós, vindo a adentrarem no reino hominal.

ANDA: Então, os animais, um dia, reencarnarão como pessoas? Isso quer dizer que nós também já fomos animais em vidas passadas?

Eurípedes: Nem todos os animais seguem o roteiro evolutivo de serem promovidos ao reino humano. Notas a respeito são escassas no Espiritismo. No livro Evolução em Dois Mundos, do autor espiritual André Luiz, psicografia de F.C.Xavier/W.Vieira, há informações transcendentes sobre a evolução do animal ao reino hominal:

“À maneira de crianças tenras, internadas em jardim de infância para aprendizados rudimentares, animais nobres desencarnados, a se destacarem dos núcleos de evolução fisiopsíquica em que se agrupam por simbiose, acolhem a intervenção de instrutores celestes, em regiões especiais, exercitando os centros nervosos. Nomearemos o cão e o macaco, o gato e o elefante, o muar e o cavalo, como elementos de vossa experiência usual, mais amplamente dotados de riqueza mental, como introdução ao pensamento contínuo”. Vemos aqui, salvo melhor juízo, pista para entendimento sobre o chamado “elo perdido” dos biólogos e naturalistas: ele não se processa na Terra, e sim no mundo espiritual, por geneticistas celestes…

ANDA: Além dos livros “Animais Amor e Respeito” e “Animais Nossos Irmãos”, o senhor tem mais algum com esse tema?

Euripedes: Livro, não. Textos, inúmeros, já estão divulgados em vários sites espíritas. Aos interessados indico o link do meu blog.

ANDA: Por que o senhor acha importante falar de direitos animais?

Euripedes: Para conscientizar os que não os respeitam. Sendo criação divina, têm os mesmos direitos dos homens de serem inquilinos na Terra, onde Deus nos colocou. Sou da opinião que a educação, desde os primórdios dos bancos escolares, deve contemplar noções de respeito e deveres para com a Natureza, aí incluindo-se o convívio do homem com o animal trazido de diferentes habitats para o convívio humano. Ecologia global, em última análise.

ANDA: Ainda dentro da doutrina espírita, alguns males que os homens enfrentam em suas vidas pessoais, como doenças, acidentes, violência, devem-se a dívidas de vidas passadas, ou seja, uma espécie de resgate. Mas os animais também sofrem terríveis maus-tratos, adoecem de câncer e agonizam de fome, entre outras coisas. Se os animais não possuem dívidas de vidas passadas e nem precisam fazer resgates, por que é permitido que sofram tanto?

Euripedes: O Espiritismo tipifica a dor em três nuances, ou em três hipóteses: dor-expiação, dor-evolução e dor-auxílio. Os animais não sofrem a dor-expiação, posto que não têm consciência e agem por instinto. Neles não há “culpa”. Agem pela sobrevivência. Não obstante, passam pelas dolorosas experiências da vida — dor-evolução —, a fim de registrarem em seu espírito rudimentar como evitar a dor. Não sofressem dor e certamente cedo morreriam. Esse aprendizado se incorporará neles para sempre, inclusive, quando forem promovidos para o reino da inteligência contínua.

Quanto à dor-auxílio é o que ocorre, por exemplo, com as cobaias: ajudam expressivamente Medicina, quanto a reações, experimentações e desenvolvimento de novos procedimentos médicos, além de comprovarem a eficácia e resultado de novos fármacos. A Medicina veterinária, ela própria, se beneficia dessas ocorrências. Não sou favorável ao emprego de animais como cobaias. Penso que com o avanço tecnológico já alcançado, a Medicina já poderia dispensar, se não todos os procedimentos com cobaias, ao menos reduzir drasticamente tais ocorrências, das quais sempre resulta a morte dos modelos utilizados.

Eurípedes Kuhl com a gata Pituca. Descrição: Eurípedes sentado na mesa com jornal aberto na frente dele. A gata siamesa está deitada em cima do jornal e recebe afagos do escritor. Foto: arquivo pessoal
Eurípedes Kuhl com a gata Pituca. Descrição: Eurípedes sentado na mesa com jornal aberto na frente dele. A gata siamesa está deitada em cima do jornal e recebe afagos do escritor. Foto: arquivo pessoal

ANDA: O que acontece com o espírito dos animais quando eles morrem? Eles também reencarnam?

Euripedes: São acolhidos por Espíritos encarregados de mantê-los agrupados por espécie. E reencarnam a breve tempo do seu desencarne. Alguns, raros, permanecem mais algum tempo, acompanhando equipes assistenciais em suas tarefas.

ANDA: Eles podem reencarnar dentro ou próximos da família que tiveram? Por exemplo: voltar para uma mesma família nascendo numa nova ninhada ou de alguma forma indo parar na casa que um dia ele morou?

Euripedes: Essa resposta só a tem Deus e os Espíritos elevadíssimos, denominados “Construtores da Vida”. Não obstante, pessoalmente sou dos que creem firmemente que isso acontece. Não posso afirmar nem comprovar, mas posso, isso sim, trazer essa alegria na alma e gratidão a Deus, quando para mim isso aconteceu, porém, raramente.

ANDA: Os gatos parecem bastante sensitivos. Eles podem ver espíritos? Podem identificar pessoas de má índole assim que as veem, como se tivessem acesso à alma delas?

Euripedes: Gatos são animais admiráveis neste quesito de sensibilidade espiritual, que lhes possibilita de fato identificar de pronto alguma atitude negativa nas pessoas. Quando fisicamente fico doente, sempre um dos nossos gatos “grudam” no meu pé, na cama, ficando horas e horas em silêncio e imobilidade… Sempre sinto reconforto espiritual nisso. Penso que isso acontece com todos que têm gatos.

ANDA: Os animais, depois que morrem, podem nos visitar em espírito? Ou em sonhos?

Euripedes: Quem afirma que isso é possível é o saudoso Chico Xavier, ele próprio amigo e protetor dos animais, com uma fabulosa fieira de casos relativos de amor aos animais.

ANDA: Podemos reencontrar nossos animais depois que morremos?

Euripedes: Eu até já aventei essa possibilidade, num dos meus livros, registrando que se nós morrermos em data não distante da morte de um dos nossos animais, há grande probabilidade de nos reencontrarmos no Plano Espiritual. Cumpre assinalar que isso está condicionado à nossa condição de chegada “no outro mundo” e, como sempre, considerado nosso merecimento… Assim, a hipótese é bem provável…

ANDA: Seu blog é fruto de quanto tempo de trabalho dentro do espiritismo? Resuma um pouco sua trajetória.

Eurípedes: Meu blog contém os trabalhos que produzi em 41 anos, nos quais caminho como humilde andarilho na luminosa estrada da literatura espírita. Dediquei-me e dedico-me integralmente ao estudo do Espiritismo desde há uns 50 anos. Em 1974 eclodiu-me a mediunidade da psicografia. Psicografei mensagens de vários Espíritos, por 13 anos, como simples treinamento dos amigos invisíveis. Em 1989, extremamente feliz, iniciei a psicografar um livro. Então, a seguir, psicografei mais 14. Sou imensamente grato a Jesus e aos protetores invisíveis que permitiram que todos fossem publicados, maioria reeditados várias vezes. Paralelamente, escrevi outros 13 livros, espíritas também, fruto de pesquisas, análises e reflexões.

Minha forma de escrever contempla a extração de novas análises, reflexões e ideias. Na seção de “Estudos”, o título “Amizade&Companheirismo S.A.” é um trabalho que elaborei em defesa dos animais. São dez historinhas em quadrinhos do famoso cartunista Márcio Baraldi (Baraldão) para esse meu CD. Ele também ama aos animais.

É permitida a reprodução total ou parcial desta matéria desde que citada a fonte ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais com o link. Assim você valoriza o trabalho da equipe ANDA formada por jornalistas e profissionais de diversas áreas engajados na causa animal e contribui para um mundo melhor e mais justo.

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Centro espírita de SP que dá passe em animais faz 2.500 atendimentos mensais

A aposentada Neusa Guerra com o cão maltês Myky
A aposentada Neusa Guerra com o cão maltês Myky

“Eu entrego o caso dele nas mãos de Deus, não quero que ele sofra. Se for para ser assim, que ele tenha ao menos uma passagem tranquila”, diz a aposentada Neusa Gerra, 64 anos, em lágrimas, sobre o câncer em metástase que debilita Myky, um cachorro maltês de 10 anos.

Como alternativa (ou auxílio) para sanar ou pelo menos diminuir o sofrimento do “filho caçula”, Neusa procurou pela primeira vez a Associação Espírita Amigos dos Animais (Asseama), na Vila Gustavo, zona norte de São Paulo, o primeiro e único especializado em dar passes e tratamento espirituais para animais.

Fundada em 2009, a associação tem sua sede em um pequeno imóvel com paredes verdes e descascadas. Por semana, são atendidos em média 500 animais em nove sessões – às quintas, sextas-feiras e aos domingos.

A procura é maior aos domingos, quando a rua residencial e as adjacências ficam cheias de carros, com até fila de espera na calçada: os cães e gatos são a maioria.

A veterinária Sandra Denise Calado, de 43 anos, uma das fundadoras e atual presidente do Asseama, diz tratar mais de 18 mil animais a distância por meio de orações nominais e mentalizações.

No colo da tutora e enrolado em um lençol, Myky, que já perdeu até uma das patas por causa do câncer agressivo, apura o focinho e observa em passivo silêncio todo o local antes de começar a sessão de passes e orações.

A doença foi descoberta em novembro do ano passado. O cachorro começou a mancar e a tutora procurou um veterinário, que o diagnosticou com um problema ortopédico decorrente de uma torção na pata. Apesar de tomar os anti-inflamatórios, o cão não melhorou e Neusa procurou um veterinário oncologista. Myky foi diagnosticado com tumor de Askins. “É gravíssimo. O mesmo que teve o Leandro, explica a tutora, referindo-se ao irmão do cantor Leonardo que morreu em 1998.

Por causa do tumor alojado no meio do osso, o cão teve a pata esquerda dianteira amputada. Outro tumor foi retirado da boca do animal. Agora a suspeita é que a doença tenha alcançado o pulmão. “Estou fazendo tudo que estiver ao meu alcance. Já me aconselharam até a autorizar a morte induzida, porque se tiver chegado ao pulmão não tem mais jeito”.

Como é de praxe no primeiro atendimento no centro, cão e tutora acompanharam uma palestra que durou cerca de 15 minutos. Os frequentadores também são convidados a cantar a oração de São Francisco de Assis, padroeiro dos animais. Além da dupla, cerca de 20 pessoas aguardavam atendimento. Ao contrário do que é de se esperar em um ambiente com tantos cães, o silêncio é quase absoluto, sendo rompido apenas por poucos latidos, que não encontram respostas entre os outros animais e cessam rapidamente.

Após a espera, cão e tutora foram encaminhados para o chamado plantão fraterno, onde o animal recebeu o passe – prática de troca de energias espirituais praticado na filosofia kardecista. Ao todo, o procedimento durou menos de 30 minutos.

“Ele ficou muito tranquilo durante todo o tempo, como se estivesse anestesiado. Chegou a ficar de olho fechado. Desde que entramos aqui, sinto que ele ficou mais relaxado”, contou Neusa, garantindo que voltará outras vezes.

O retorno semanal é parte importante do tratamento espiritual, segundo Sandra. Além disso, tutores e animais recebem água fluídica para continuar o tratamento em casa. Outra orientação importante para os frequentadores é fazer orações diárias com os seus animais de estimação.

Cura?

“A doutrina espirita não prega a cura por meio do passe. É um auxiliar para os tratamentos da terra. Nenhum tratamento espiritual, seja em humanos ou animais, visa à cura ou a substitui o tratamento físico. O passe trata o corpo espiritual e pode auxiliar a questão física, mas não pode ser o único”, afirma Sandra.

“Com esse tratamento, a gente vê melhora nos sintomas porque o animal se sente mais energizado. O tratamento ajuda a diminuir o efeito colateral dos remédios, ajuda o animal a sentir menos dor e promove o bem estar geral do animal”, complemente a presidente.

Em busca desse bem estar relatado por Sandra é que a aposentada Clea Gomes, de 66 anos, leva, há seis meses, o gato vira-lata Chico Guerreiro, de quase dois anos, para receber o passe semanal. Quando ainda era um filhote, ele foi atropelado por uma moto. Muito ferido, o animal procurou abrigo na loja onde Clea trabalhava e foi adotado por ela.

“A moto acertou o canal do ânus. Ele ficou sem defecar por três meses e a veterinária chegou a desengana-lo”, disse Clea. Outra especialista conseguiu o curar após oito meses de convivência diária com as dores. “Ele ficou esse tempo todo doentinho, ficava num cantinho. Depois que comecei a trazê-lo, ele ficou mais animado, sei que ele se sente muito bem aqui”, relata a tutora. “Agora, ele já está até subindo no telhado. Antes não conseguia”, completa.

A advogada Ana Paula Barros, 31 anos, também não tem esperança de cura para a cadela pinscher de 16 anos. “Ela tem vários problemas de saúde por causa da idade e sente bastante desconforto. Tem alergia, sopro no coração e um tumor nas mamas. Mas quando eu trago ela aqui, sinto que ela fica mais tranquila e dorme melhor”, relata a tutora em sua segunda visita ao local. Ela estava acompanhada da professora Carolina Pinheiro, 30 anos, que buscava ajuda para o yorkshire Juan, de 4 anos, que sofreu traumatismo craniano ao cair da escada da casa onde moram há três semanas.

“Vou fazer o tratamento espiritual para que ele não fique com sequelas”, explica a professora. Segundo ela, o cão esteve em coma por três dias. As medicações afetaram o rim de Juan. Ela diz que durante a sessão o animal ficou calmo. “Até eu me senti em paz, porque a gente nota que eles realmente gostam de animais”.

Veganismo

Além dos passes, o Asseama prega o veganismo (filosofia que não utiliza nenhum produto de origem animal) para todos os 30 voluntários e orienta que frequentadores a não comerem carne ao menos nos dias das sessões. Até uma lanchonete com produtos veganos foi instalada no local. O Asseama ainda mantém uma pizzaria vegana no mesmo bairro. Doações dos frequentadores, cursos de culinária vegana e venda de produtos, como livros, completam a renda do centro.

“O veganismo é uma filosofia de vida que prega a não violência aos animais. O objetivo do Asseama não é só ajudar os animais que são trazidos aqui. Queremos auxiliar todos os animais do planeta em todos os âmbitos. Todos os animais têm alma, sentimento. Se tratamos cães e gatos assim porque vamos tratar os outros diferentes?”, questiona Sandra.

Resistência do meio espírita

Apesar de encontrar solo fértil entre os tutores de animais adoentados, a ideia de dar passes em animais encontra resistência no meio espírita. Segundo Marta Antunes, vice-presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB), os animais não têm “razão” e “livre-arbítrio”, não estando aptos a receber os benefícios do passe.

“Quando doamos nossas energias vitais, transmitimos para uma pessoa dotada de razão e livre- arbítrio, que entra em sintonia com o doador e se coloca em posição de aceitação para receber essa energia. Diferente do homem, o animal tem uma inteligência primária e não pode decidir se quer ou não receber o passe”, explica Marta.

Sandra discorda e diz que, de acordo com os preceitos do kardecismo, a fase animal é apenas um dos degraus para a evolução do espírito e que eles têm consciência.

“A ciência já declara que os animais têm consciência. O que a gente vê é a ciência comprovando o que há anos vem sendo desdobrado na doutrina. Nosso trabalho é embasado dentro da literatura da doutrina espírita. Nada do que a gente fala é coisa da nossa cabeça”, diz.

Já a veterinária Tatiana Pelucio, assessora técnica do Conselho de Medicina Veterinária de São Paulo, diz que não existe comprovação cientifica de que os passes podem curar os animais, mas não descarta os benefícios da prática.

“Existem estatísticas que demonstram que animais submetidos ao passe somado ao tratamento veterinário tiveram uma melhora frente àqueles que só fizeram tratamento físico. Mas não sabemos se a causa da melhora foi a fé dos donos ou se há de fato a questão da energia. O que a gente frisa é que nenhum tratamento espiritual pode substituir o físico”, diz.

Fonte: Último Segundo

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Mortes de animais em laboratórios é uma parvoíce “cientifica”

Recentemente, ativistas invadiram o Instituto Royal localizado no estado de São Paulo e resgataram centenas de cachorros da raça Beagle e vários coelhos mantidos em gaiolas do instituto. O protesto foi contra o uso dos animais em testes feitos para empresas farmacêuticas. Embora o Instituto Royal tenha permissão legal para o uso de animais em estudos “científicos”, é evidente que os animais eram também alvo de mutilações.

Para a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) os ativistas desconhecem a “importância” do uso de animais para o desenvolvimento de novos medicamentos e tratamentos para o ser humano e para outras espécies. Mas, segundo a Anvisa, há dois anos houve um acordo de cooperação com o Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (BRACVAM), ligado ao Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS-Fiocruz), para que sejam utilizados métodos alternativos à pesquisa que dispensem o uso de animais.

Será que uma pessoa sensata tem alguma dúvida de que os testes em laboratórios causam sofrimento, ferimentos e transtornos psicológicos aos animais? Não é justo os animais sofrerem com os testes para a obtenção de medicamentos e produtos que supostamente “beneficiarão” o homem. A estupidez atinge o seu grau máximo quando os defensores dessa prática “científica” dizem que os experimentos com animais beneficiam os próprios animais, pois são usados no desenvolvimento de rações, vacinas e medicamentos veterinários.

Desde a antiguidade, pesquisadores valem-se de animais (cobaias) para testes “científicos” e ensaios das mais diversas espécies. O coelho foi uma das primeiras espécies utilizadas em pesquisas e atualmente camundongos e rãs são os preferidos para experiências de laboratório. Será que esses “cientistas” desconhecem que o organismo de um animal não é o mesmo que o nosso? Será que esqueceram o grande fracasso do século XX – A TALIDOMIDA, que foi testada em animais e depois colocada no mercado?
O experimento em animais é um método bestial, e por isso mesmo antiético e completamente destituído de validade científica. Sabemos que aproximadamente um terço dos doentes com problemas renais crônicos destruíram sua função renal tomando analgésicos considerados seguros depois de aplicados em animais. Todos os medicamentos tóxicos retirados do mercado por exigência dos órgãos de saúde foram testados antes em experiências com animais.

Existem importantes movimentos de proteção animal que resistem para findar com a vivissecção (ato de dissecar um animal vivo com o propósito de realizar estudos de natureza anatomo-fisiológica). Os avanços em biotecnologia já permitiram substituir os animais por computadores ou tubos de ensaio. Em diversos campos estão sendo utilizados processos alternativos, como in-vitro, com culturas celulares. As células tronco já são uma alternativa e vão ser decisivas na substituição das cobaias. Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um programa de computador que pode substituir o sacrifício de animais durante as aulas de fisiologia. O programa pode substituir o uso de animais nas aulas práticas de Fisiologia e Biofísica ministradas nos cursos de Medicina, Ciências Biológicas, Enfermagem e Educação Física.

Apesar de milhões de animais torturados e mortos, a dissecação anatômica não conseguiu obter um resultado frente às epidemias do nosso tempo. Ante a falácia de que os animais são utilizados em benefício da saúde humana, devemos nos lembrar que eles são seres vivos que sentem dor e que sofrem, por isso somos responsáveis por eles. Como é que experiências toxicológicas – durante as quais os animais são envenenados de forma mais ou menos rápida – podem ocorrer sem tortura e dor, sem sofrimento terrível para o animal infligido? São muitas as experiências que representam para o animal um sofrimento atroz, que normalmente culmina com a morte.

A ética na experimentação com animais é uma preocupação muito antiga, fundamentando-se na necessidade de conscientização de que o animal é um ser vivo, que possui hábitos próprios de sua espécie, inclusive o natural instinto de sobrevivência, sendo sensível à dor e à angústia. Ora, o que o Espiritismo explica sobre os animais? Eles têm alma? Progridem? Ou serão sempre animais? Eles sofrem? Os Benfeitores do Além afirmam que os animais não têm alma como nós humanos, mas têm um princípio espiritual que “sobrevive ao corpo físico após a morte” (1), ou seja, a alma dos animais “conserva, após a desencarnação, sua individualidade; porém, não a consciência de si mesma, apenas a vida inteligente permanece em estado latente” (2).

É bem verdade que o instinto domina a maioria dos animais; “mas há os que agem por uma vontade determinada, ou seja, percebemos que há uma certa inteligência animal, ainda que limitada” (3). Rememoremos que os bichos “não são simples máquinas, embora sua liberdade de ação seja limitada pelas suas necessidades, e, logicamente, não pode ser comparada ao livre-arbítrio humano. Os animais, sendo inferiores ao homem, não têm os mesmos deveres, mas eles têm liberdade sim, “ainda que restrita aos atos da vida material” (4).

Os animais pensam, mas não raciocinam; os animais têm memória, e recorrem a ela; aprendem com o acerto e com o erro, e não com o raciocínio. Evidentemente, não conseguem teorizar, abstrair, prever eventos, solucionar problemas, mas são, de fato, mais inteligentes do que imaginamos. Estão em processo de evolução e, nesse sentido, devemos considerar que possuem, diante do tempo, um porvir de fecundas realizações, e através de numerosas experiências chegarão um dia ao chamado reino hominal, como, por nossa vez, alcançaremos, no escoar dos milênios, a situação de espíritos puros.

Referências bibliográficas:

(1) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, perg 597-a
(2) idem perg. 598
(3) idem perg. 592
(4) idem perg. 595

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Você é o Repórter

Proteção animal, ecologia e espiritismo

Sandra Leoni
smsonata@hotmail.com

Na qualidade de Protetora de Animais, Espírita e Vegana, sempre questiono o fato de Protetores Ambientais enfatizarem o discurso quanto à realidade dos animais em extinção e dos danos (às vezes irreversíveis) causados à Mãe Natureza com a poluição das águas e da atmosfera, enfim destruindo o próprio lar de todos nós chamado Terra.

Enquanto isso, porém, vão sendo extintos, nos matadouros, os animais considerados “não importantes para viver”. Assassinados de forma impiedosa e estarrecedora, abatidos e afogados no mar do próprio sangue, animais puros, inocentes e doces são exterminados sem perdão para que humanos possam usufruir de fontes proteicas, plena e satisfatoriamente substituíveis por outras fontes quiçá mais nutritivas, saborosas e saudáveis.

Bebês de 4 patas são arrancados, aos berros, de suas mães enlouquecidas, para que não falte ao bicho-homem o precioso leite e a carne tenra do pequenino retalhado para consumo de humanos, solenemente indiferentes a este drama. Prática milenar, arbitrária e anti-cristã é esta, a de desconsiderarmos o direito de existência de seres mais fracos sob o descabido pretexto de mascaradas convicções nutricionais.O importante mandamento “não matarás”, certamente não os excluiu, quando decretado pelo Criador dos seres e das coisas.

Particularmente, com referencia aos seguidores de nossa Amada Doutrina Espírita, meu DEUS, quantos equívocos! Entidades Beneficentes centenárias convocam para um rodízio de churrasco em benefício das criancinhas asiladas sob seu teto. Na tribuna espírita, o palestrante emociona e leva às lágrimas os seus ouvintes com exortações à caridade, ao amor e à compaixão mas, logo após, locupleta-se em seu almoço caseiro com os despojos fumegantes e sangrentos de pedaços de seres que precisaríamos proteger, orientar e sobretudo amar, concorde estivéssemos com as convicções que nos caracterizam: criados à imagem e semelhança de nosso Pai para respeitar todas as vidas, todas!

Há bem poucos anos (cerca de 125), sob o beneplácito da legislação humana, submetíamos homens de pele negra ao martírio da escravidão, às mais abjetas condições de confinamento, tortura, selvageria e exploração do trabalho sob o pretexto de serem inferiores (!?). Bebês, único tesouro de suas mães escravas, eram arrancados violentamente de seus braços entre urros de lamentação e pranto, à vista de seus companheiros, subjugados de horror e medo. Mulheres negras, jovens e bonitas eram violentadas por patrões sem escrúpulos porque consideradas propriedade, enquanto na casa Grande, o pároco benzia com água benta e sob o símbolo sagrado da Cruz, sua família tranquila e feliz.

Hoje escravizamos animais porque são animais, do mesmo modo que ontem escravizamos negros porque eram negros. Achamos natural e lógico (porque sempre foi assim) a prática de desconsiderarmos a dor de um animal no matadouro, seu extremo pavor ante o cutelo e sua luta improfícua para salvar a própria vida, porque precisamos continuar o vício milenar de enterrar despojos na sepultura do próprio estômago, a despeito de existirem opções alimentares, nutritivas e saudáveis.

Principalmente nós, Espíritas Cristãos, já deveríamos ter despertado desta hipnose que nos remete aos primórdios da civilização, no tocante às primeiras condições humanas, ou então, não discursássemos tão veementemente em favor da Vida, contra a Eutanásia, o Aborto e a Pena de Morte.

Um minuto de silencio para a necessária e urgente despoluição mental e posterior coerência de atitudes e propósitos, é imperioso, porque na dor somos todos iguais; e no medo e no amor, na sede, no frio e na fome – também! Mães dos animais sentem o mesmo carinho por seus filhos que nossas mães sentiram por nós, seus bebês. Roubamos o leite, o mel, a carne, a lã, as barbatanas, o marfim dos animais mas lá está, para ser vivido o “Não furtarás!” Esse território inviolável deveria ser sagrado, mais do que florestas, oceanos, lagos, rios e atmosfera – mas não o é.

Seremos irracionais sempre que, sob qualquer pretexto, excluamos da vida seres que a ela tem direito – como nós. Seremos incoerentes quando enfatizamos a necessidade de sermos fraternos e bons, compactuando com o cutelo que nos propiciou as garfadas de restos que, um dia foram um ser, pleno de vida que lutou, até o fim, para respirar o mesmo ar, poluído ainda pelas misérias humanas, do Planeta Terra.

Mais difícil do que despoluir ambientes contaminados é higienizar mentes arraigadas aos hábitos arcaicos e prejudiciais. Desintoxicar estômagos empanturrados do que não deveria estar ali é mais trabalhoso do que apagar incêndios florestais ou descontaminar afluentes de rios. Enquanto o lixo estiver em nós, estará fora de nós também. A natureza é o reflexo do que temos sido ou não e, enquanto não soubermos administrar respeito e proteção à vida de todos, o caos em nós será o caos do planeta.

A VIDA É VALOR ABSOLUTO…

Muita Paz.

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Isso é religião?

Eu nasci espírita kardecista, por causa da minha família. Desde muito criança já frequentava a “mesa branca” de minha tia Aparecida. Lá ganhei a base da  minha formação espiritual. Com palavras, diálogos, orações e conselhos.

Com o tempo a gente aprende a compreender todas as religiões, a buscar em cada uma delas o que ela tem de melhor, de mais construtivo.  Mas algumas atitudes tomadas  em nome delas são completamente inaceitáveis. É o caso do abuso sexual na igreja católica. E da opressão e do terrorismo praticados em nome do fanatismo muçulmano.

E é inaceitável o que se faz com animais em nome de práticas religiosas. Não admito a tortura de animais em nome dos chamados “cultos afro-brasileiros”. Nem o massacre de carneiros em datas festivas muçulmanas, nem a matança de perus no dia de Ação de Graças nos EUA. Não admito os horrores praticados na Semana Santa na famigerada Farra do Boi, em Santa Catarina. Nem o sacrifício de bovinos praticados por um dos ramos do budismo no Nepal e na Índia.

São tradições religiosas? “Religião” quer dizer “religar”, que é a reconexão com Deus. Cada um interpreta essa palavra como quiser, mas não vejo como esse processo de redenção pode passar pela crueldade contra seres indefesos e pelos rios de sangue derramados em sacrifícios. Todas as religiões devem ser respeitadas. E todas as religiões devem respeitar todas as criaturas.

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Animais, humanos e anjos

O filme sobre a vida de Chico Xavier emociona, encanta, envolve mesmo quem não tem nada a ver com o espiritismo.  Cheguei a comentar com uma amiga que a obra está acima desta ou daquela religião – é ecumênica, porque conta uma história de um homem especial, com certeza, mas também da luta que enfrenta uma pessoa que pretende viver de acordo com suas convicções. E nisso Chico é um vencedor.

Apesar desses importantes aspectos, o que me chamou especial atenção na obra foi um momento particular em que Chico fala algo sobre os animais, chamando-os de nossos irmãos menores – ou algo equivalente. Nesse momento fiz um mergulho no tempo e voltei ao momento crucial que me fez parar de comer carne, em que questionei: ‘será que os animais têm alma?’. A pergunta, tão insignificante para tantos, era de crucial importância para mim que saí em uma busca, que teve início na Bíblia Sagrada, passou por livros de reiki, material do meu estudo Rosacruz e culminou com um livro, presente de uma grande amiga espírita, Todos os animais são nossos irmãos, de Marcel Benedeti.

Na minha viagem pelo tempo durante o filme lembrei de um momento ímpar, uma entrevista especial que fiz com o mestre de yoga Hermógenes, que me disse ao ser indagado dos motivos de ser vegetariano: “Nós estamos para os animais como os anjos estão para nós. Oramos pedindo aos anjos que nos curem, nos conduzam, nos inspirem. Ficaríamos muito abalados e decepcionados se os anjos fizessem de nós bifes saborosos para comer”.

Na saída do cinema a dúvida era automática: seria Chico Xavier vegetariano? Em pesquisas na internet descobri que ele não era, como também descobri textos psicografados por ele pelo espírito Emmanuel, que no filme o acompanha por boa parte de sua história, e pelo espírito André Luiz, defendendo o vegetarianismo. Tentando obter essas informações vi depoimentos de pessoas defendendo o vegetarianismo com base nessas obras, psicografadas, e outras defendendo a alimentação com carne, com base em textos do Kardec.

Acho interessantes as pessoas que ficam buscando motivações e justificativas em outras para o que fazem ou deixam de fazer. Pelo menos até onde sei, de Kardec a Emmanuel e a grande maioria das religiões defende o livre-arbítrio: escolheu, vai assumir o que fez. Independente se esse ou aquele dizem ser certo. Depois de pesquisas e estudos, eu creio que Cristo é vegetariano – mas de que adiantaria deixar de comer carne por isso – por esse ou aquele? Importante, creio, é cada um buscar o que sente dentro de si, de fato.

Não matarás – diz o mandamento. Esse “não matarás” é dirigido somente aos homens? Ou implicará também os animais? Há quem acuse os vegetarianos de “matar” as plantas, como se um pé de alface sentisse dor quando o mordemos. Olhe para uma alface, uma cenoura, uma maçã. Como você se sente pensando em mordê-la até engolir inteira? Isso lhe incomoda a consciência? Olhe para um animal – pode ser qualquer um: coelho, porco, cachorro… Imagine-se agora mordendo-o até engoli-lo inteiro. Sente-se bem?

Essa deveria ser, a princípio, a medida de cada um.

Para os mais religiosos, um bom início é buscar resposta para a questão: “Teriam os animais alma?” Para mim é estranho pensar em comer um corpo do qual precisei tirar a alma para me alimentar. Mas para quem não se incomoda…

Seguindo a linha do grande mestre Hermógenes, eu prefiro continuar contando com a ajuda dos anjos do que virar comida deles – e, na mesma medida, tento fazer o que posso pelos animais que encontro pelo caminho, para que possamos seguir em paz: animais, humanos e anjos.

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Você é o Repórter

Tratamento espiritual para os animais

Juliana, da Equipe Anjos de Luz
anjosdeluz_tuca@hotmail.com / (11)3906-0727 H/C / (11)8072-5201

Para conhecimento de todos, divulgo um pouco sobre o trabalho realizado pelo grupo umbandista Anjos de Luz, que trabalha pela evolução espiritual de todos os seres, inclusive os animais.

1. TRABALHOS ESPIRITUAIS:
• Dia: Segunda-feira – 1 vez por mês, conforme calendário, mediante agendamento.
• Horário: 20h

2. OBJETIVOS:
TRATAMENTO ESPIRITUAL EM ANIMAIS: doentes ou com problemas espirituais, CONSCIENTIZAÇÃO AOS TUTORES: referente cuidado material e espiritual dos bichinhos, PROTEÇÃO CONTRA MAUS-TRATOS, RESPEITO E VALORIZAÇÃO À VIDA ANIMAL.

3. IMPORTANTE:
“O TRATAMENTO ESPIRITUAL NÃO DISPENSA USO VETERINÁRIO”.

4. NORMAS INTERNAS / REGULAMENTO:
• O Anjos de Luz do Templo de Umbanda Caridade é Amor, é uma Casa de Caridade, onde nada é cobrado da Assistência. Todas as despesas são rateadas entre os médiuns, assim como: aluguel, água, luz, materiais de limpeza, velas, etc;
• Para o bom andamento do tratamento, fazer uma prece logo pela manhã ao acordar, de agradecimento no dia do tratamento espiritual;
• Procure não estressar o animal  e também não se estressar. Jamais bater no animal, ou brigar com ele, para que fique mais tranqüilo para receber o tratamento;
• Manter o silêncio durante e depois do trabalho, pois o Silêncio é uma Prece;
• Durante os trabalhos pedir mentalmente, fazer oração, pois as entidades da corrente mediúnica já estão presentes e trabalhando para os animais e tutores… Manter o silêncio;
• Não comer carnes (bichinhos e tutores) ; a energia da carne tem vibração de sofrimento, portanto densa;
• Não fumar nem ingerir bebidas alcoólicas no dia do trabalho;
• Fazer uma oração sempre que puder, que eleve a Oxalá (Jesus Cristo);
• Chegar 15 minutos antes para que o animal se acalme e adapte-se ao novo local;
• Ter calma com os animais mais agitados, pois todos necessitam de ajuda, independente de raça, cor e idade;
• Cada tutor receberá uma ficha de cadastro, onde o tutor deverá relatar seus dados e todos os dados do animalzinho, para que possamos fazer um acompanhamento em cada trabalho;
• O tutor receberá também um termo de responsabilidade, onde relatarão estarem trazendo de livre e espontânea vontade seus bichinhos para o tratamento no Templo de Umbanda Caridade é Amor – Anjos de Luz, sendo que estarão cientes que o tratamento espiritual não dispensa uso do médico veterinário;
• Os trabalhos de segunda-feira são somente de tratamento para animais, para os seres humanos os trabalhos são as sextas-feiras;
• As Entidades ajudarão os animais na medida que Deus permitir;
• Muito importante: na Umbanda PURA e correta, não existe matança de animais, os mesmos são respeitados como espíritos de luz em evolução;
• Ter Fé no tratamento espiritual;
• Levar um saquinho para recolhimento das necessidades dos bichinhos;
• Recebemos doação de velas brancas, materiais de higiene: desinfetante e papel higiênico (mantemos sempre o local limpo para recebermos todos os freqüentadores do Templo), copos descartáveis, remédios e rações;
• Todos os animais devem estar de coleiras, sobre o manuseio e cuidado dos seus respectivos tutores, assim cada tutor deve cuidar do seu animal;
• Cada tutor deverá trazer 1 vela branca (para acender aqui no Templo) e uma garrafa de água (será benzida pro seu bichinho, para que o mesmo tome em casa);
• Procure colocar seu animalzinho para fazer as necessidades antes de chegar no Anjos de Luz do Templo de Umbanda Caridade é Amor;
• Os tutores deverão ligar ou enviar via e-mail para o Anjos de Luz, antes de cada trabalho, informando o(s) nome(s) do(s) bichinho(s), para que possamos confirmar sua presença para que tenhamos controle dos animais que estarão participando do tratamento;

5. PALESTRAS/CONSCIENTIZAÇÃO:
Em cada Trabalho/Tratamento será abordado um tema referente diversos assuntos relacionados aos nossos amigos animais, tais como: Espiritismo Animal, Maus Tratos, Adoção um Ato de Amor, entre outros temas que nos ajudarão crescer espiritualmente e nos conscientizar cada vez mais o quanto nossos amiguinhos merecem todo nosso respeito e consideração.

*Maus tratos é CRIME conforme art. 3º do Decreto Federal 24.645/34 e no art. 32 da Lei Federal 9.605/98.

VOCÊ SABE O QUE É MALTRATAR UM ANIMAL?

• Manter animais em locais pequenos ou acorrentados;
• Expor o animal a situações de pânico e stress;
• Abandonar um animal, não querendo mais a companhia do mesmo, soltando nas ruas onde passará sede e fome;
• Deixar seu animal sem abrigo, água e comida;
• Não procurar um veterinário ou não cuidar quando ele adoecer;
• Não dar atenção, amor, carinho e não respeitar à vida.

Nós Amigos Anjos de Luz do Templo de Umbanda Caridade é Amor, ficaremos muito felizes e honrados de receber cada amigo animal em nossa Casa, com respeito e dedicação, para que possamos unir cada vez mais corações na luta em defesa e valorização à vida espiritual e material animal, assim podendo ajudar aqueles irmãos que ainda não possuem consciência da importância que os animais de todo o planeta têm em nossas vidas.

Agradecemos nosso Pai Oxalá (Jesus Cristo), São Francisco de Assis, Nosso Chefe Espiritual Sete Pedreiras que nos auxilia em cada trabalho a sermos seres humanos melhores, e a linda corrente de Pretos Velhos que estará presente em cada trabalho com nossos amigos animais.

Abraços Fraternos.

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Evolução da alma dos animais

Há diversos estudos feitos por universidades conceituadas dos Estados Unidos e Índia que comprovam, ainda que a ciência acadêmica, por vezes, não aceite, a existência do espírito e a sua imortalidade. A ciência prova que há algo, que se conhece como espírito.

O catolicismo, por exemplo, aceita a sobrevivência do espírito, mas não crê na comunicabilidade deste.

O judaísmo aceita a imortalidade do espírito e aceita a possibilidade da reencarnação. Mas, não aceita, que as almas dos animais reencarnem ou que seus espíritos cheguem a fase de humanidade.

O Budismo e o Hinduismo aceitam a existência do espírito e aceitam sua reencarnação, mas crêem, ao contrário do Espiritismo, que um espírito possa reencarnar em um corpo de animal inferior ou em um vegetal.

As religiões aceitam, quase que com unanimidade a existência do espírito e sua imortalidade, mas cada religião tem suas particularidades sobre o assunto, pois a verdade não esta concentrada em apenas uma religião, mas dispersas em diversas.

O fato é que o princípio espiritual (ou Espírito) existe, se individualiza incessantemente e evolui constantemente. O princípio inteligente teve início, mas não terá fim, pois desde que este é criado, passa a ser eterno.

Há pessoas que não acreditam que os animais tenham alma. Ora, crer que Deus tenha criado algo sem uma finalidade útil, seria descrer em sua infinita bondade e justiça. Crer que Deus tenha criado seres privilegiados, como os seres humanos, por exemplo, seria crer que Deus seja parcial e injusto. Crer que Deus dê privilégios a algumas de suas criaturas em detrimento de outras é irreal, pois todas as suas criações são sujeitas à pelo menos duas (entre outras) Leis Universais: a Lei de Igualdade e de Progresso. Ambas dão oportunidades idênticas a todas as suas criações a evoluírem e progredirem sem privilégios a nenhuma delas, até atingirem o grau de perfeição relativa. Para evoluírem, as almas dos animais, antes de se tornarem almas de animais, passam por diversas fases de aprendizado nos mais variados reinos da natureza.

O princípio Espiritual ou o Espírito, que nasceu simples e ignorante evoluem e segundo a codificação espírita, do “átomo ao arcanjo”.
Mas o que há antes do átomo?

A ciência vem procurando partículas cada vez menores e parece ter se aproximado da descoberta da menor delas, mas o Espiritismo já tem um nome para ela: Elemento Cósmico Universal. Esta partícula daria origem as coisas do mundo físico, onde o espírito estagiará, desde o momento em que seja introduzido neste mundo.

Não podemos confundir o corpo, com o espírito, pois este último comandará o outro. O espírito evolui infinitamente e chegará a condição de espírito elevado, mas o corpo físico, não. Os corpos se destroem e nunca evoluirão.
Já disse Lavoisier, que nada se cria, nada se perde, mas tudo se transforma Ao longo destas transformações é que o princípio espiritual aprende e evolui.
No início, corpos simples serviam de instrumento ao espírito, mas a medida em que evolui, ele ingressa em outro patamar e conhece como é viver em corpos mais complexos.

O principio espiritual primitivo, passa ao reino vegetal simples. Depois passam a vegetais complexos.

A medida em que o Espírito, evolui e adquire conhecimentos, ele ultrapassará a fase de humanidade e se servirá de corpos, que continuam a ser, apenas, seus instrumentos de manifestação no mundo físicos, eles se tornam cada vez mais sutis e eterizados. Assim continuam evoluir e se tornarão aptos em algum dia, a estagiarem nos “arcanjos”.

Concluímos que o espírito, passará pela fase humana e chegará a de arcanjo a fim de alcançar outras fases que o levarão a perfeição.

Marcel Benedeti é veterinário e homeopata. Autor de diversos livros como “Todos os Animais Merecem o Céu” e “Errar é Humano, perdoar é canino”, entre outros. Radialista e apresentador do Programa “Nossos Irmãos Animais”, que vai ao ar pela Radio Boa-Nova AM 1450 todas as segundas-feiras das 10h às 11h da manhã. É Fundador-Presidente da Associação Espírita Amigos dos Animais, Fundador-Presidente da AVE-Brasil (Associação dos Veterinários Espíritas do Brasil) e do Instituto Irmão Animal.

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