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Bruxelas propõe legislação contra ameaça das espécies exóticas

Espécies exóticas consideradas "ameaças crescentes" (Foto: Divulgação)
Espécies exóticas consideradas “ameaças crescentes” (Foto: Divulgação)

Bruxelas quer elaborar, em conjunto com os Estados-membros e com base em avaliações de risco e provas científicas, uma lista de espécies exóticas invasoras preocupantes para a União, que será elaborada, com base na qual as espécies selecionadas serão banidas da União Europeia, deixando de ser possível importá-las, comprá-las, utilizá-las, libertá-las ou vendê-las.

De acordo com o executivo comunitário, existem atualmente na Europa mais de 12 mil espécies que não pertencem ao habitat natural, sendo que cerca de 15% destas espécies são invasoras e o seu número não para de crescer, colocando problemas de ordem econômica, ecológica e política.

Vespa asiática (Foto: Reprodução Google)
Vespa asiática (Foto: Reprodução Google)

Bruxelas aponta que, ao nível econômico, as espécies exóticas invasoras causam anualmente na Europa prejuízos estimados em 12 milhões de euros (cercade 36 milhões de reais), implicando riscos para a saúde humana (por exemplo, a vespa asiática e o mosquito-tigre cujos efeitos podem ser mortais), danos nas infraestruturas (é o caso da poligonácea japonesa que danifica os edifícios) e perdas na agricultura (por exemplo, a nútria, que danifica as colheitas).

A nível ecológico, indica a Comissão, as espécies exóticas invasoras podem

Mosquito tigre,picada pode ser mortal (Foto: Reprodução Google)
Mosquito tigre (Foto: Reprodução Google)

danificar gravemente os ecossistemas e causar a extinção de espécies necessárias para manter o equilíbrio do ambiente natural, dando como exemplos a cerejeira-negra, muito nociva para os ecossistemas florestais, e os esquilos cinzentos, que estão a suplantar os esquilos vermelhos.

Por fim, a Comissão sustenta que há também um problema político, já que, “embora muitos Estados-membros já sejam obrigados a gastar recursos consideráveis para fazer frente a este problema, os seus esforços de nada servirão se se limitarem exclusivamente ao plano nacional”, apontando, por exemplo, que se a campanha de erradicação da sempre-noiva gigante levada a cabo na Bélgica ficará comprometida se a espécie for reintroduzida a partir da França.

A proposta de regulamento vai agora ser examinada pelo Conselho e o Parlamento, indicando a Comissão que os Estados-membros serão plenamente envolvidos na elaboração da lista e poderão propor a inclusão de espécies.

Fonte: Notícias ao Minuto

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Autoridades americanas têm em mãos dez casos de mortandade de aves ainda sem explicação

Em apenas um mês foram encontrados 2750 fulmares mortos na Califórnia. Foto: Bruce McAdam

Mais de 2700 fulmares, aves marinhas parecidas com gaivotas-argênteas, apareceram mortos em novembro passado nos estados norte-americanos da Califórnia e Oregon e ainda não se sabe porquê. Ao todo, as autoridades têm em mãos dez casos de mortalidade de aves com o diagnóstico em aberto.

Segundo um mapa do Centro de Vida Selvagem do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, sigla em inglês), 2750 fulmares (Fulmarus glacialis) mortos foram recolhidos de 01 de novembro a 01 de dezembro em Monterey, Santa Cruz, San Luis Obispo e Catsop. As razões ainda são desconhecidas.

Durante 2010, aquela região dos Estados Unidos tem registrados cem casos de mortalidade de morcegos, anfíbios e, na sua maioria, aves. O mais recente é o de Arkansas, com os seus mais de cinco mil tordos-sargentos.

Por explicar está ainda a morte de cerca de 800 pelicanos, corvos-marinhos e gaivotas no Lago dos Bosques, no Minnesota. Os animais foram encontrados entre 29 de julho e 06 de agosto do ano passado.

Em Prairie, no Arkansas – estado onde foram encontrados os tordos-sargentos -, está ainda por esclarecer a morte de 50 patos-reais, patos-trombeteiros e piadeiras-americanas, em 9 de dezembro último.

Apesar de não existirem respostas oficiais, investigadores denunciam o impacto das espécies exóticas invasoras como possível causa para algumas mortalidades de aves. Em novembro, investigadores sugeriram que uma espécie exótica, o mexilhão-zebra – introduzido no local há dez anos – estaria causando a morte a muitas aves no Lago Michigan. Segundo o jornal “Chicago Tribune”, este mexilhão seria o transmissor de doenças mortais para as aves. “Ainda há muito que não sabemos. Mas uma coisa é certa: estão morrendo muitas aves que são importantes para nós”, comentou ao jornal Joe Kaplan, da organização Common Coast Research & Conservation.

No Oregon, os Lagos Varner registram um crescimento em excesso da alga hidrila, espécie exótica encontrada na região há cinco anos. A situação poderá provocar a morte a várias aves, como a águia-pesqueira, o galeirão e o ganso do Canadá. Susan Wilde, da Universidade de Geórgia, tem monitorado a situação e acredita que a causa da morte são as cianobactérias presentes nas algas, noticiou o site local “Newton Citizen” em setembro.

Fonte: Publico/Ecosfera

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Espécies exóticas ainda sofrem com a indústria de importação de animais

Por Vanessa Perez  (da Redação)

Oficial segura uma cobra vítima do tráfico (Foto: Mike Stocker/SUN SENTINEL)

Eles chegam da floresta amazônica central e sul, savanas africanas e selvas asiáticas. Os passageiros viajam nos porões de carga dos aviões.

Serpentes, lagartixas anãs Zanzibar, iguanas verdes, chinchilas, escorpiões imperador e centenas de outras espécies não nativas entram nos Estados Unidos a cada ano para atender à cruel demanda por animais incomuns.

Muito tempo se passou após uma campanha malsucedida para retirar do Everglades as pítons birmanesas, apenas uma das espécies não nativas a encontrar um lar agradável, na Flórida. Mas o governo federal continua a permitir a importação escancarada de uma vasta gama de animais selvagens.

A Sun Sentinel avaliou os registros da importação da vida selvagem de abril de 2004 a abril de 2010 e concluiu que os Estados Unidos importaram os seguintes animais:

• Mais de 739 mil roedores;

• Cerca de 20 mil cobras venenosas, incluindo 632 víboras, 113 mambas negras e 357 cobras rei;

• Mais de 1,2 milhões de iguanas verdes, bem como 39.673 lagartos monitor do Nilo e 20.806 pítons birmanesas;

Um projeto de lei no Congresso teria limitado as importações das espécies que tinham sido identificadas como inofensivas, mas um protesto de “tutores” de animais selvagens e da indústria “pet” derrotou-o.  A Fish and Wildlife Service EUA está concluindo o processo para declarar a píton birmanesa e outras oito espécies de cobras grandes como prejudiciais, o que acabaria com as importações, exceto para os zoos e algumas outras finalidades.

“Se o Governo Federal tivesse listado a píton birmanesa como prejudicial há 20 anos, nós não teríamos este problema”, disse Beth Preiss, diretor da Humane Society para animais de estimação e exóticos nos EUA. “Pode ser tarde demais para impedir a invasão dos Everglades, mas não é tarde demais para pará-lo no resto os EUA”.

Mas grupos amadores têm lutado para parar isso. Eles observam que uma onda de frio no ano passado matou um monte de pítons nos Everglades. Eles dizem que os limites de importação representam uma resposta extrema para os problemas causados por algumas espécies. E dizem que restrições severas custariam empregos e prejudicariam um passatempo benéfico que estimula nas crianças uma valorização da ciência e da natureza.

“Muitas crianças passam horas na frente da TV e do computador e têm muito pouco contato com a natureza”, disse Jamie Reaser, vice-presidente do conselho executivo de um grupo comercial de política ambiental para a indústria “pet”. “Então, eu acho que é muito importante as crianças terem a oportunidade de aprender sobre os animais e o meio ambiente.”

Inspeção de animais

O oficial da Fish and Wildlife Service - EUA, Carlos Pages, abre uma caixa de répteis para inspeção. (Foto: Mike Stocker/SUN SENTINEL)

No ano passado, o Aeroporto Internacional de Miami recebeu 4.786 embarques de animais selvagens vivos.

O inspetor da EUA Fish and Wildlife Service, Carlos Pages, veste luvas e arromba um longo caixote vindo do Suriname, um país com florestas tropicais que se estendem para a bacia amazônica.

A caixa contém uma fileira de sacos amarelos. Quando ele pega um, ele começa a se mover. Então ele insere um tubo de plástico do tamanho de uma embalagem de Pringles que lhe permite olhar para dentro de forma segura, e vê a pele reluzente de uma jibóia esmeralda. Embora esta serpente não seja venenosa, ele é cuidadoso. “Estas serpentes estão em uma disposição desagradável”, diz ele. “Elas vão morder.”

DJ Schubert, biólogo do Instituto de Bem-Estar Animal, disse que o negócio de importação está repleto de oportunidades para o sofrimento animal.

“Eles podem ser mantidos por um longo tempo sem água ou comida”, disse ele. “Frequentemente eles são mantidos em caixas ou sacos de aniagem. A indústria como um todo facilita a crueldade, não porque as pessoas estão tentando fazê-lo, mas porque eles não conhecem nada melhor.”

Uma inspeção feita pela US Fish and Wildlife, no ano passado, encontrou animais selvagens em condições horríveis na US Global Exotics em Arlington. Mais de 26 mil cobras, hamsters, wallabies, preguiças e outros animais amontoados em gaiolas sujas, sem comida ou água, muitos mortos ou moribundos.

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