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Pangolim corre risco de extinção em razão da caça

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O Vietnã, país sul asiático, está reforçando a luta contra o tráfico de pangolins, o animal mais caçado no mundo que, de acordo com um estudo publicado na revista “Nature” feito pela Universidade de Hong Kong, levanta suspeitas sobre ter tido um papel significativo na transmissão do novo coronavírus aos humanos.

Entre janeiro e junho deste ano, aumentaram consideravelmente o número de prisões de traficantes de animais silvestres, em especial de pangolins, segundo a ONG Educação para a Natureza no Vietnã (ENV).

Dentre os casos detectados pelas autoridades, pelo menos 97% resultaram em prisões, enquanto nos anos anteriores a média foi de 87%, uma ampliação expressiva.

“O Vietnã fez grandes avanços no combate a esse crime, fortalecendo seu arsenal legislativo”, afirmou a organização.

Em 2018, o país retificou uma lei que visa a proteção de espécies ameaçadas pela caça, que aumenta as penalidades. Atualmente, este crime pode chegar a penas de até 15 anos de prisão e a multas de mais de 550.000 euros (mais de 77 mil reais).

O Vietnã carrega um número extensivo de consumo e tráfico ilegal de animais selvagens na Ásia, tal como pangolins, elefantes, tigres e ursos.

Na medicina tradicional chinesa, acredita-se que as escamas do mamífero (compostas por queratina) atuam na cura de artrite, úlceras, tumores e dores menstruais, porém as propriedades curativas nunca foram comprovadas cientificamente.

Estima-se que, entre os anos 2000 e 2013, mais de 1 milhão de pangolins tenham sido caçados. Além disso, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime analisa que, entre 2014 e 2018, aproximadamente 370 mil pangolins foram apreendidos em todo o mundo e milhões traficados e mortos.

Apesar de o comércio internacional ter sido proibido em 2017, todas as oito espécies de pangolins estão sob ameaça de extinção, devido a caça com intuito gastronômico pelas populações das zonas onde habita, a crença em seus atributos medicinais e o comércio ilegal em outros países.


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Diminui o número de baleias-francas visitando o litoral sul do Brasil

Governo de Santa Catarina

O número de baleias-francas visitando o litoral sul do Brasil em 2020, durante o período de reprodução, diminuiu. A apuração é de um monitoramento aéreo realizado pelo Instituto Australis nos dias 17 e 18 de setembro entre Penha, no litoral norte de Santa Catarina, e Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul.

Foram identificadas 42 baleias-francas enquanto na temporada de 2019 foram registradas 10 a mais no mês de setembro, auge do período reprodutivo da espécie.

Segundo Karina Groch, diretora de Pesquisa do Projeto ProFranca, “O baixo número de baleias foi uma surpresa, pois este ano as baleias chegaram na região mais cedo, o que em geral é um indicativo de um número maior de baleias virem se reproduzir no litoral do Brasil. Além disso, estamos tendo um ano muito atípico em termos de distribuição das baleias, com ocorrência mais ao sul”.

Ela afirma que pesquisadores de outros locais onde ocorrem maior concentração dos cetáceos também notaram a diminuição em relação a 2019. Os pesquisadores que participaram do sobrevoo afirmam que diferentes fatores podem ter favorecido para a redução do número de baleias-francas no litoral nas áreas reprodutivas neste ano.

“A variação pode estar atrelada a fatores como a disponibilidade de alimento antes da migração e a reprodução desses animais na Argentina, que é uma área mais próxima às zonas de alimentação, localizadas na Antártica”, de acordo com Gilberto Ougo, oceanógrafo da empresa Acquaplan que integra a equipe de monitoramento.

Dentre as 42 baleias vistas durante o voo, duas eram adultas sozinhas e 20 eram mães acompanhadas por filhotes. Geralmente, as fêmeas ficam junto de seus filhos por cerca de três meses e são identificadas pelas calosidades na cabeça, únicas para cada baleia, que funcionam como impressão digital. Do total de baleias, 30 estavam em Santa Catarina. A maior concentração foi registrada em Laguna, com 24 indivíduos, seguido de Mostardas (RS), com 10 baleias, Jaguaruna, 6 baleias e Capão da Canoa (RS), 2 baleias. Grupos de toninhas, lobos e leões marinhos, e golfinhos nariz-de-garrafa também foram avistados no sobrevoo.

Os pesquisadores fazem o censo e o registro da localização, além da fotografia das baleias. As imagens coletadas são registradas e catalogadas pelo Projeto ProFranca ao longo dos pontos fixos da Área de Preservação Ambiental (APA) da baleia-franca para monitorar e preservar a espécie.

A baleia-franca é uma espécie ameaçada de extinção no Brasil, e possui uma população estimada em 550 indivíduos e uma taxa de crescimento de 4,8% ao ano.
O próximo sobrevoo está previsto para novembro, no fim da temporada. A realização contínua do monitoramento a longo prazo é essencial para acompanhar a recuperação populacional da espécie no sul do país.


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Ameaçada de extinção, tartaruga-gigante retorna às praias durante quarentena

Filhotes de tartaruga em praia no distrito de Phanga, na Tailândia (Foto: Mongkhonsawat Leungvorapan/Reuters)

A tartaruga-gigante, espécie ameaçada de extinção, retornou a praias da Florida, nos Estados Unidos, e da Tailândia. A aparição do animal, que é considerado o maior entre as espécies de tartarugas marinhas, se deu por conta da quarentena imposta pelo coronavírus, que afastou os humanos da praia, tornando o ambiente mais convidativo para esses animais.

Onze novos ninhos da espécie foram encontrados em praias tailandesas. Segundo o diretor do Centro Phuket de Biologia Marinha, Kongkiat Kittiwatanawong, o número é o maior em 20 anos.

“Esse é um sinal muito bom para nós porque várias regiões de desova foram destruídas por humanos. Se compararmos com o ano passado, nós não tivemos esse tanto de ninhos porque as tartarugas sofrem com o risco de serem mortas por equipamentos de pesca e pela presença humana nas praias”, explicou à agência Reuters.

O número de ninhos de tartarugas-gigantes também aumentou no sul da Flórida. Na região, segundo dados do centro Loggerhead de Vida Marinha, 76 ninhos foram registrados.

“Estamos animados ao ver nossas tartarugas prosperando nesse ambiente”, afirmou Sarah Hirsch, gerente sênior e pesquisadora do Centro Loggerhead, em entrevista à emissora West Palm News Channel.

Em todo o ano de 2019, cerca de mil ninhos da espécie foram documentados por pesquisadores ao longo de 1.359 quilômetros da costa leste norte-americana.

Como poucas tartarugas-gigantes sobrevivem – estimativas indicam uma taxa de sobrevivência de uma para cada mil nascimentos -, o aumento dos ninhos representa uma probabilidade maior de mais animais da espécie chegarem à vida adulta.


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Pandas acasalam em cativeiro após 10 anos e caso reacende debate sobre fim dos zoológicos

Foto: Reprodução/Twitter

Um casal de pandas acasalou no zoológico de Ocean PArk, em Hong Kong, na China, após 10 anos sem praticar o acasalamento. A espécie é conhecida pela dificuldade em ter libido para realizar a reprodução.

O fato reacendeu o debate sobre o fim dos zoológicos, que exploram animais para entretenimento humano. Isso porque os pandas só acasalaram no momento em que Hong Kong, assim como cidades do mundo inteiro, está praticando a quarentena por conta do coronavírus. Sem visitantes no zoo, os animais aproveitaram o silêncio e acasalaram.

A dupla vive junto desde 2007 e, segundo os biólogos do Ocean Park, o macho Ying Ying e a fêmea Le Le têm idade para acasalar desde 2010. Não se sabe ainda, porém, se o acasalamento resultou em gravidez. Isso só será descoberto entre 14 e 17 dias antes do parto. A gestação pode durar entre 74 e 326 dias.

O caso reforça a necessidade de extinguir os zoológicos. Aprisionar animais, submetendo-os ao estresse gerado pela presença de visitantes em grandes grupos, e condenar filhotes a nascer em cativeiro, sendo forçados a viver uma vida no cárcere, sem nunca conhecer a natureza, é de extrema crueldade.

Maus-tratos e depressão são comuns em locais que aprisionam animais. Inclusive, em 2013, o fotógrafo canadense Gaston Lacombe viajou por nove países para mostrar a infelicidade de animais que vivem em cativeiro. A tristeza retratada nas imagens é comovente.

“Animais em zoológicos sofrem tremendamente, tanto fisicamente quanto mentalmente. Eles muitas vezes demonstram comportamentos neuróticos. Não é surpreendente, afinal, a jaula de um urso polar é um milhão de vezes menor do que seu habitat natural”, afirmou Mimi Bekhechi, diretora da entidade de proteção animal PETA, em entrevista à National Geographic.

Will Travers, diretor de cinema e presidente da ONG Born Free, lembrou ainda que apenas 15% dos animais aprisionados em zoológicos estão ameaçados de extinção – dado que refuta o argumento dos zoos de que é necessário prender animais em jaulas para conservar espécies. Essa suposta conservação, aliás, não se adequada aos preceitos dos direitos animais nem mesmo quando se trata de animais sob ameaça de extinção. Isso porque não é ético preservar uma espécie aprisionando-a. O correto, conforme alertam ativistas, é que programas de conservação reintroduzam os animais à natureza.

Essa reintrodução, porém, não ocorre na maior parte das vezes. Travers lembra que “uma porção ainda menor [do que a porcentagem de animais ameaçados de extinção mantidos pelos zoos] faz parte de programas de reproduções e, destes, poucos foram devolvidos à natureza”. “Não há nada que justifique milhões de animais selvagens mantidos em zoos”, afirmou.


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Território de porcos selvagens diminui e espécie entra em declínio

A extinção dos queixadas colocaria não só fim à espécie, como ameaçaria a existência de outros animais e causaria desequilíbrio ambiental


O território dos queixadas, um tipo de porco selvagem, está ameaçado, assim como a espécie. Segundo um estudo publicado no periódico Biological Conservation, o habitat desses animais no México e na América Central diminuiu em até 90%.

Foto: Apolinar Basor

“É chocante a rapidez com que essa população está declinando”, disse Harald Beck, chefe do grupo de especialistas em queixadas da União Internacional para Conservação da Natureza, organização sem fins lucrativos. As informações são do jornal The New York Times.

Apesar de não ter integrado a equipe de pesquisadores que realizou o novo estudo, Beck conduziu uma pesquisa em 2012 que revelou, na época, uma redução de habitat de 21%.

O número de queixadas sobreviventes, no entanto, é um mistério. Vulneráveis à ação humana, eles precisam de extensa faixa territorial para viver. De acordo com Rony García-Anleu, pesquisador da Guatemala que participou do estudo, a exploração de terras, que antes eram reflorestadas, para criar bois e plantar óleo de palma e cana-de-açúcar limitou o habitat desses porcos.

A espécie também sofre com a caça. Os animais são mortos para que sua carne seja comercializada para consumo humano. E ao menos que a caça e o desmatamento sejam freados, acontecerá uma degradação substancial nas florestas que ainda restam entre México e Panamá.

Mas não são apenas os queixadas que correm risco. Isso porque esses porcos criam depressões no solo, que se achem de água, para que tomem banhos de lama. Sem que façam isso, espécies de sapos que vivem nesses locais criados pelos porcos podem morrer.

Beck lembrou ainda que os queixadas estão entre os únicos animais com mandíbula forte o suficiente para comer a maior parte das espécies de palmeiras, impedindo um crescimento descontrolado. Eles também dispersam sementes e são essenciais para a cadeia alimentar da floresta.

O porco selvagem é a espécie mais forte a habitar as cinco grandes florestas remanescentes da Mesoamérica: as florestas maias no México, Guatemala e Belize; a Mosquitia na Nicarágua e Honduras; a Indio Maíz-Tortuguero na Nicarágua e Costa Rica; a região de Talamanca na Costa Rica e Panamá; e a Darién no Panamá e Colômbia.

“Estamos no momento preciso para impedir tudo isso, porque sabemos que eles estão em perigo e ainda temos essas cinco grandes florestas”, concluiu García-Anleu.


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Fim de moratória de pesca ameaça sobrevivência do boto-rosa da Amazônia

Ambientalistas e pesquisadores pedem que a moratória seja renovada para que os botos sejam protegidos


O fim da moratória legal à pesca da piracatinga preocupa ambientalistas que devido à ameaça à sobrevivência do boto-rosa da Amazônia. O mamífero é morto por pescadores que usam seu corpo como isca para o peixe piracatinga.

A moratória teve fim no mês passado. Ambientalistas e pesquisadores pedem que ela seja renovada, uma delas é a bióloga Vera da Silva, que trabalha no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e luta pela preservação dos botos há 25 anos.

Bióloga Vera da Silva examina um boto-rosa (Bruno Kelly/Reuters)

“Eu até hoje não canso, eu sou encantada cada dia por esses animais. São animais fascinantes”, disse Vera. As informações são da agência Reuters.

A equipe da bióloga captura esses animais para examiná-los, medi-los e marcá-los. Ao final desse processo, que visa protegê-los, eles são soltos novamente na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá.

“Hoje nós capturamos esses animais e a gente ficou ouvindo a mãe chamando o filhote e o filhote chamando pela mãe numa relação super forte que existe até que ele se torne independente, depois de 2 ou 3 anos de vida”, contou.

A reserva Mamirauá tem 11 mil quilômetros quadrados de floresta tropical e é administrada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas.

Após a captura, os botos são levados para um centro de pesquisa flutuante na reserva, onde são coletadas amostras de sangue desses animais e leite das mães para que testes sejam feitos.

Vera teme que esses animais sejam extintos, como aconteceu com o boto chinês de Yangtzé em 2006 por conta da pesca e da poluição.

“Não queremos que os botos se tornem só uma lenda aqui da Amazônia”, disse a bióloga.


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Mudança climática pode levar ornitorrincos à extinção

Os ornitorrincos são considerados “quase ameaçados” pela União Nacional para a Conservação da Natureza


Os ornitorrincos, espécie que está desaparecendo desde a colonização britânica da Austrália no fim do século XVIII, pode ser extinta graças às mudanças climáticas e à perda de habitat. A conclusão é de um estudo publicado na revista científica Biological Conservation nesta segunda-feira (20).

Reprodução/Flickr

Rios estão secando na Austrália por conta da seca severa. Sem eles, os ornitorrincos não conseguem sobreviver. As informações são do R7.

“Esses perigos expõem os ornitorrincos a uma pior situação de extinção local sem a capacidade de povoar novamente essas áreas”, disse Gilad Bino, líder da pesquisa no Centro de Estudos de Ecossistemas da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW).

De acordo com o estudo, com as atuais condições climáticas, taxas de desmatamento de árvores e fragmentação de diques, a população de ornitorrincos cairá entre 47% e 66% nos próximos 50 anos.

Considerados “quase ameaçados” pela União Nacional para a Conservação da Natureza, os ornitorrincos não integram listas de proteção em muitos estados da Austrália, com exceção da Austrália do Sul, onde são classificados como “espécie em perigo”.

De acordo com o diretor do Centro para a Ciência dos Ecossistemas da UNSW, Richard Kingsford, a expansão humana e urbana coloca a vida destes animais em risco.

“Isso inclui as barragens que freiam sua movimentação, a agricultura que destrói suas tocas, os equipamentos de pescar e as redes que podem fazer com que se afoguem, assim como raposas, que são espécies invasoras”, afirmou Kingsford.


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Leões podem estar extintos até 2031 com um declínio de 97% da espécie

Foto: Divulgação
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Não é segredo que as populações de leões estão em declínio. Apenas no século passado, a população da espécie na África diminuiu quase 97%, muitos relatórios sugeriram que os leões selvagens poderiam ser extintos até 2020.

Na realidade, os leões já estão extintos em 26 países africanos, mas enquanto as espécies podem ter sobrevivido até um prazo iminente, com apenas 20 mil representantes remanescentes na natureza, a ONG internacional de proteção à vida selvagem, Born Free, está pedindo ao público que ajude a mudar essas estatísticas. Se o declínio das populações dos felinos continuar na mesma proporção e velocidade, os leões poderão ser extintos até 2031, alerta a entidade.

Mas nem tudo é desgraça, como parte de sua Campanha Últimos Leões de Meru, a Born Free está destacando como o apoio aos esforços de conservação pode fazer a diferença e nos salvar de um mundo sem os reis da selva. Lar da famosa Elsa (a leoa cuja história foi contada no livro e filme originais da Born Free) o Parque Nacional Meru, onde ela morava, foi tragicamente dizimado por caçadores na década de 1980. Nos anos 2000, foram feitos esforços conjuntos para trazer novamente vida selvagem ao parque e tornar sua gestão efetiva. Em 2014, a Born Free, trabalhando ao lado do Kenya Wildlife Service (Serviço de Vida Selvagem do Quênia), lançou sua iniciativa “Pride of Meru” para revitalizar ainda mais o parque, agora não é apenas o lar de uma população estável de 60 a 80 leões, mas também uma série de outros animais selvagens, incluindo 35 mamíferos, 400 aves e 40 espécies de répteis.

Foto: Pinterest
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O parque Meru ainda tem um longo caminho a percorrer, mas a Born Free procura aumentar a proteção, o monitoramento e o rastreamento da população de leões, além de expandir seu trabalho de conservação em toda a área protegida de Meru e “reacender” todo o ecossistema para que outras espécies possam florescer mais uma vez.

Will Travers OBE, presidente e co-fundador da Born Free, disse em um comunicado: “Nosso trabalho no Parque Nacional Meru é um exemplo maravilhoso de quão resiliente nosso mundo pode ser e de como a natureza se recuperará se todos trabalharmos juntos. Uma vez que a caça no parque foi controlada, a vida selvagem foi capaz de se restabelecer nos diversos habitats encontrados nesta área protegida única. Ao implementar nosso projeto de monitoramento de leões, trabalhando com comunidades locais e escolas próximas ao parque, educando e capacitando as pessoas e destacando a importância da conservação da vida selvagem, fomos capazes de incentivar a coexistência e promover meios de subsistência mais sustentáveis, que funcionem para as comunidades locais que vivem em torno de Meru e sua vida selvagem”.

“Mas este é apenas o primeiro passo. Nosso plano, baseado no sucesso de nosso trabalho de proteção e na próspera vida selvagem de Meru, é expandir nossos esforços em toda a Área de Conservação de Meru, abrangendo mais de 4.000 km2, incluindo o Parque Nacional Kora e as reservas nacionais de Bisinadi e Mwingi”.

Foto: Pinterest
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“Começando com Meru, devemos redobrar nossos esforços para salvar e proteger os leões da África agora mais do que nunca – um mundo sem eles é simplesmente inimaginável”.

Virginia McKenna OBE, atriz e cofundadora de Born Free, acrescentou:

“É difícil acreditar que se passaram 56 anos desde que cheguei ao Quênia com meu marido Bill e nossa jovem família para filmar Born Free. Mal sabíamos que nossas vidas seriam mudadas para sempre pela história única e inspiradora de Elsa, a leoa, a incrível compaixão de George e Joy Adamson e os laços que formamos com alguns dos leões com quem trabalhamos no filme”.

“Naquela época, Meru era famoso por sua fauna abundante e, dizem alguns, até rivalizava com a famosa reserva de Maasai Mara. No entanto, tragicamente, na década de 1980, Meru foi invadida por caçadores e sua vida selvagem foi dizimada. Mas hoje Meru está revivendo”.

“Na Born Free, queremos um mundo em que os leões vaguem livremente, a salvo de caçadores e conflitos entre humanos e animais selvagens. Onde as pessoas ao redor do parque e a vida selvagem dentro dele possam coexistir pacificamente. Onde a natureza prospere”.

“Estou pedindo às pessoas que compartilham nossa visão que se juntem a nós e ajudem a garantir um futuro para os leões selvagens”.

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Extinção do peixe-espátula-chinês é confirmada por especialistas

Foto: Chutian Metropolis Daily
Foto: Chutian Metropolis Daily

O peixe-espátula-chinês ou peixe-espada-do-rio-amarelo (Psephurus gladius), rei de todos os peixes de água doce chineses e uma espécie rara endêmica do rio Yangtze, foi declarado extinto, segundo um relatório divulgado na sexta-feira (03).

Ele já pode ter sido extinto entre 2005 e 2010, de acordo com um estudo publicado na Science of The Total Environment por especialistas do Instituto de Pesquisa em Pesca do Rio Yangtze.

Wei Qiwei, autor do estudo, disse que em meados de setembro de 2019 a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) declarou extinto a espécie extinta após avaliação.

Os cientistas resgataram um peixe-espátula-chinês em 2003, liberando-o e rastreando-o para fins de observação. No entanto, o barco deles foi destruído depois de atingir um recife, com os sinais de rádio obtidos a partir do peixe desaparecendo.

Este foi considerado o último contato com um peixe-espátula-chinês, na ausência de outros indivíduos selvagens ou cultivados.

A IUCN disse que atualmente não há evidências da existência de peixes-espátula-chinês, mas que se um for capturado ou gravado, seu status de “ameaçado de extinção” será reconsiderado.

Um dos 10 maiores peixes de água doce do mundo, o peixe-espátula-chinês cresce até oito metros de comprimento. Foi um dos poucos peixes antigos que sobreviveram ao período cretáceo mesozóico.

Os esturjões chineses e do rio Yangtze, ambos endêmicos da bacia do Yangtze, são classificados em risco crítico de extinção pela IUCN.

Na quarta-feira (01), o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China anunciou uma proibição de pesca de 10 anos em áreas-chave do rio Yangtze para proteger a biodiversidade na hidrovia mais longa do país.

A partir deste ano, a proibição será observada em 332 áreas de conservação na bacia do rio Yangtze, incluindo cursos de água naturais de grandes lagos conectados ao rio.As informações são do China News Service (CNS).

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Após quase desaparecer, população de onças-pintadas aumenta no Parque do Iguaçu

A população da espécie voltou a crescer após ações contra a caça e um trabalho de engajamento com as comunidades locais serem executados


A população da onças-pintadas no Parque Nacional do Iguaçu alcançou seu maior volume nos últimos dez anos, depois de quase desaparecer por causa da caça.

Um censo feito pelo Brasil e pela Argentina desde 2009 estimou a existência de 105 onças-pintadas no corredor verde entre os países. A sobrevivência da espécie está sendo garantida por medidas de proteção. As informações são da Folha de S. Paulo.

Projeto Onças do Iguaçu

Yara Barros, coordenadora-executiva do projeto Onças do Iguaçu, lembra que há dois anos existiam 90 onças na região. Do número atual, 28 vivem no lado brasileiro, ante 22 registradas em 2016.

Em 2009, caçadores reduziram o número de onças para 11. A população da espécie voltou a crescer após ações contra a caça e um trabalho de engajamento com as comunidades locais serem executados.

“Hoje na mata atlântica há em torno de 300 onças; um terço delas está aqui e é a única que tem população comprovadamente crescendo. Se querem salvar a onça, esse é o bioma. É uma luta de todo mundo, envolve combater desmatamento e ativamente a caça”, afirmou a coordenadora.

Além da onça-pintada, outras espécies vulneráveis ou ameaçadas de extinção, como o jacaré-de-papo-amarelo e o puma, vivem no parque que, somando as áreas brasileira e argentina, forma a maior região protegida contínua no centro-sul do continente.

O censo cobre cerca de 6.000 km², dos quais 1.850 mil são do Brasil, e é feito durante três a quatro meses por meio de câmeras de monitoramento e colares eletrônicos colocados nos animais para acompanhar seu deslocamento.

Para proteger as onças, 14 municípios do entorno do parque promoveram um trabalho para ajustar a coexistência sobre as melhores práticas de manejo e ações de fiscalização foram realizadas por órgãos como a polícia e o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

O solo da região, antes usado para criação de bois explorados para consumo humano, também foi transformado em área de plantio de soja, evitando conflitos com pecuaristas.

“O trabalho com a comunidade é superimportante. Não vamos salvar onças só ficando no parque; é preciso engajar os municípios e hoje fazemos isso ativamente com a comunidade, trabalhando segurança e conflito com técnicas, entre outras medidas”, explicou.

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De acordo com a coordenadora, estudar as onças é necessário porque a espécie é o topo da cadeia, o que significa que se o total de indivíduos em uma região cresce é poque outras espécies também estão aumentando.

O estudo revelou ainda a presença de outros animais no parque, como antas, cotias, catetos, queixadas —que no passado foram consideradas extintas na região— e veados.

“A intenção é, além de conhecermos a população de onças, saber também quais animais existem no parque e como se dá essa diversidade”, disse.

Segundo Barros, projetos de lei que visam liberar a caça não devem ser aprovados. “Se isso acontecer é muito grave, não só para as onças, mas para uma série de espécies. É urgente uma campanha ativa para combater a caça, o consumo de carne de caça e a legislação que prevê liberar isso”, concluiu.

Novos levantamentos sobre a população de onças devem ser iniciados neste ano. O resultado deve ser divulgado no final de 2021.


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Leões-marinhos que pegaram carona em veleiro quase afundam o barco com seu peso

Foto: Twitter
Foto: Twitter

Com o mar de inverno californiano, nos Estados Unidos, ficando mais frio a cada dia, a chance de pegar uma carona era muito tentadora para esses leões-marinhos “preguiçosos”.

Os mamíferos gigantescos dominaram este pequeno barco a vela no noroeste do Pacífico americano – e provaram ser tão pesados que a proa da embarcação estava quase submersa.

O audacioso “sequestro” do barco foi capturado em vídeo e postado no Twitter.

Outro vídeo postado mais tarde mostrou um terceiro leão-marinho tentando subir a bordo da embarcação na enseada de Puget Sound perto de Olympia, no estado de Washington, apenas para descobrir que não havia espaço no convés.

Os leões-marinhos californianos pesam em média 300 kg e podem crescer até oito pés (cerca de 2,5 metros).

O proprietário do barco, que é desconhecido, só terá que avaliar o estrago e ver se o transporte sobreviveu à visita dos animais.

Foto: Twiter
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Soldados britânicos ajudam a salvar 17 rinocerontes negros ameaçados de extinção

Foto: African Parks
Foto: African Parks

Tropas britânicas numa missão conservacionista ajudaram a realocar rinocerontes negros ameaçados em uma ação recente contra a caça.

De acordo com a Sky News, o segundo batalhão “Royal Gurkha Rifles” passou três meses no Malawi, na África. As tropas treinaram guardas florestais antigos e novos em patrulhas mais eficazes. Enquanto estiveram lá, eles ajudaram o African Parks – uma organização sem fins lucrativos de conservação que trabalha com governos e comunidades locais – a transferir 17 rinocerontes negros da África do Sul para o Malawi.

O Departamento de Parques Nacionais e Vida Selvagem Ezemvelo KZN Wildlife também trabalhou no projeto.

Rinocerontes negros em perigo

Foi uma das maiores realocações internacionais de rinocerontes até agora, atendendo aos animais transportados por terra e ar. As populações de rinocerontes negros caíram drasticamente no século 20 por ação de caçadores e colonizadores europeus.

Entre 1960 e 1995, o número de rinocerontes negros caiu 98%, para apenas 2.500, segundo o WWF (World Wildlife Fund). Suas populações fizeram uma recuperação dramática. Hoje, existem cerca de 5.500 desses animais vivendo em estado selvagem. Mas a espécie ainda está criticamente ameaçada. Eles ainda são alvo de caçadores, que matam o animal para vender seus chifres no mercado negro.

A missão de transporte teve “um enorme sucesso”, de acordo com o major Jez England, oficial que comandava a equipe de combate à caça do exército britânico em Liwonde.

Ele disse à Sky News: “Não apenas compartilhamos habilidades com os guardas florestais, melhorando sua eficiência e capacidade de patrulhar áreas maiores, mas também oferecemos uma oportunidade única para nossos soldados treinarem em um ambiente desafiador. Ajudar com a mudança dos rinocerontes foi um encerramento adequado para o nosso tempo no Malauí, aproximar-se dos animais que estamos aqui para ajudar a proteger foi uma experiência que os soldados não esquecerão”.

Até agora, as tropas britânicas ajudaram a treinar 200 guardas florestais no Malawi. Não há caça ilegal de “espécies de alto valor” (cujas partes do corpo alcançam alto valor no mercado negro) desde 2017.

O secretário de Defesa Ben Wallace disse à Sky News: “Trabalhar com comunidades locais, governos anfitriões e grupos de defesa de animais selvagens é essencial para nossa abordagem. Queremos ver soluções sustentáveis lideradas pela comunidade que ajudem a promover a segurança e a estabilidade para as pessoas e a vida selvagem da África”.

No Parque Nacional Kruger, na África do Sul, as autoridades estão considerando tomar medidas exclusivas para proteger a vida selvagem. O Times relata que selfies de turistas estão atraindo a atenção dos caçadores, involuntariamente, revelando a localização de animais em extinção. O parque está considerando obstruir os sinais do telefone como resultado.

O governo do Reino Unido comprometeu cerca de 192 milhões de reais entre 2014 e 2021 para  um programa de guarda florestal contra a caça, financiado pelo Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais.

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