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Reintrodução da ararinha-azul na natureza deve começar no ano que vem

A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), extinta na natureza desde 2000, deve voltar a voar nos céus brasileiros em breve. A ave, natural da Caatinga nordestina, ainda é criada em cativeiro. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ainda existem cerca de 150 ararinhas mantidas por criadores no Brasil e no exterior.

O processo de reintrodução deve começar em março do ano que vem, quando deverão chegar ao Brasil 50 ararinhas que serão trazidas da Alemanha, por meio de uma parceria do governo federal com criadores europeus.

Reprodução

Para receber as ararinhas-azuis, a União criou em junho deste ano um refúgio de vida silvestre de cerca de 30 mil hectares em Curaçá (BA), que será envolvido por uma área de proteção ambiental de mais cerca de 90 mil hectares.

O processo de reintrodução da ave envolve a readaptação dos indivíduos à natureza, o que leva algum tempo. De acordo com Pedro Develey, diretor executivo da Save Brasil, que colaborou com o projeto de criação da unidade de conservação de Curaçá, as aves deverão ser soltas entre 2020 e 2023.

“Tem todo um processo de treinamento, porque você tem que ensinar esses bichos. O ideal é que se soltem esses indivíduos jovens, que têm mais capacidade de aprendizado. Então tem que esperar já nascer uma outra geração. Sendo otimista, em 2020, já poderiam acontecer as primeiras solturas”, estima Develey.

De acordo com o pesquisador, a ararinha-azul desapareceu da natureza principalmente por causa da coleta para a venda como animal doméstico.

Aves extintas
Na semana passada, a organização internacional BirdLife anunciou a extinção de oito espécies de aves em todo o mundo, das quais cinco eram do Brasil, entre elas a ararinha-azul. Segundo Develey, a ararinha ainda pode ser recolocada na natureza, mas as outras quatro aves estão provavelmente perdidas para sempre, já que não foram encontrados mais indivíduos na natureza e não são criadas em cativeiro.

Duas delas, nativas da Mata Atlântica nordestina, foram consideradas extintas por causa da destruição de seu habitat: gritador-do-nordeste (Cichlocolaptes mazarbarnetti) e limpa-folha-do-nordeste (Philydor novaesi).

O caburé-de-pernambuco (Glaucidium mooreorum), uma espécie de coruja, foi classificada como possivelmente extinta, também devido à devastação da Mata Atlântica nordestina. “A Mata Atlântica do Nordeste é a mata atlântica mais deteriorada, a que mais sofreu perdas. Essa extinção nada mais é do que o resultado de anos de desmatamento”, disse Develey.

Outra espécie também possivelmente extinta, a arara-azul-pequena (Anodorhynchus glaucus), que vivia no Sul do país, chegou a essa situação pelo mesmo motivo que sua parente ararinha-azul: o tráfico ilegal de animais silvestres.

Há ainda espécies que correm grande risco de serem extintas nos próximos anos, como a rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis), que acreditava-se estar extinta há sete décadas até ser redescoberta em 2015 (hoje existem 12 indivíduos vivendo numa reserva florestal) e o entufado-baiano (Merulaxis stresemanni), que também resiste com poucos indivíduos em uma reserva privada em Minas Gerais. “Recentemente, infelizmente, teve um incêndio nessa reserva e provavelmente alguns desses poucos indivíduos foram perdidos”, afirma Develey.

Já o tietê-de-coroa (Caliptura cristata), que vive na região serrana do Rio de Janeiro, já não é avistado há mais de 20 anos. “Tem sido feitas várias buscas [por mais indivíduos] e ninguém tem achado. Provavelmente esse bicho está lá e ninguém está vendo. Mas, se for achado, deve ter poucos indivíduos”, disse.

Fonte: Agência Brasil

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Espécie de pássaro azul da animação ‘Rio’ está extinta na natureza

O desflorestamento continua a deixar marcas no planeta. Há oito novas espécies de aves a se juntar à lista de espécies que já não encontramos no seu estado selvagem.

Os números surgem num recente estudo publicado pela BirdLife International, da CNN.

Divulgação

Entre estas espécies que já só podem ser encontradas em cativeiro encontra-se a ararinha-azul, espécie de ave que ficou conhecida após ter sido protagonista no filme de animação com cunho brasileiro ‘Rio’.

Esta ave já não existe em estado selvagem, apenas entre 60 a 80 exemplares em cativeiro em todo o mundo.

O desflorestamento é a principal causa para a extinção da ararinha-azul, uma vez que esse é o seu habitat.

O mesmo estudo realça que ao longo do tempo a maior parte das extinções de espécies deu-se em espécies que habitavam em ilhas, onde o seu habitat natural era naturalmente mais pequeno. Porém, em anos mais recentes temos assistido a uma cada vez maior diminuição da diversidade em zonas continentais.

Para voltar a encontrar em estado selvagem animais como o Blu do filme ‘Rio’ será necessário um esforço que envolva também os proprietários destes animais, para que no futuro alguns destes exemplares passem também a poder ser encontrados na natureza.

Fonte: Notícias ao Minuto

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Orangotango fêmea e seu filhote retornam à natureza após três anos em reabilitação

Especialistas em conservação da organização International Animal Rescue (IAR) em conjunto com funcionários florestais na ilha de Bornéu, no sudeste asiático, participaram da operação que libertou uma orangotango fêmea e seu filho na natureza. 

Maili e Osin foram transportados após serem liberados do centro de orangotangos da IAR na cidade de Ketapang. (Foto: IAR)

A fêmea chamada Maili foi resgatada do cativeiro em 2015, e desde então esteve em reabilitação no centro de orangotangos da IAR na cidade de Ketapang.

Durante a recuperação, os orangotangos ficam em grupo e são alocados em ilhas artificiais que simulam seu habitat. Eles são monitorados de perto para que, assim que terminem sua recuperação, não passem um dia sequer a mais longe da natureza.

Maili engravidou durante o processo, e após o nascimento do bebê, chamado Osin, ficou sob observação. Em pouco tempo a dupla foi liberada para retornar à floresta perto do Monte Tarak.

A equipe envolvida na libertação dos animais, levou quase dez horas – quatro horas e meia de carro e mais quatro horas a pé – até chegar ao local onde os orangotangos seriam soltos. Juntamente com os funcionários florestais e a equipe da IAR, doze moradores locais também ajudaram na liberação, transportando a gaiola para o local designado.

Especialistas da International Animal Rescue e funcionários florestais na ilha de Bornéu, libertaram uma orangotango fêmea e seu filho na natureza. 
Foto: IAR

Maili e Osin continuarão sendo monitorados por mais um ou dois anos. De acordo com o Gerente de Pesquisa, Liberação e Monitoramento do IAR Indonésia, Argitoe Ranting, “o monitoramento é feito para garantir que os orangotangos não apenas sobrevivam, mas prosperem na floresta. Se a condição de um dos animais for motivo de preocupação, a equipe médica é chamada para avaliar e ajudá-los ”.

Graças ao esforço dos envolvidos, esses dois orangotangos terão a chance de começar uma nova vida em seu habitat. Em sua liberdade, poderão colocar em prática tudo o que aprenderam na reabilitação, como escalar, procurar alimentos e construir um ninho.

O Diretor do Programa da IAR Indonésia, Dr. Llano Sanchez, declarou : “É tão inspirador testemunhar Maili e Osin subindo nas árvores em seu habitat natural. Estou muito feliz por ambos poderem regressar à sua legítima casa.” Sanchez comemorou que o feito ocorreu na data de seu aniversário.

A dupla poderá viver em liberdade com as experiências aprendidas no centro, como escalar, procurar alimentos e construir um ninho. (Foto: IAR)

Orangotangos estão classificados como criticamente ameaçados na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza. Em apenas 16 anos, 150 mil espécimes foram mortas no Bornéu. A espécie está ameaçada principalmente pela caça e destruição de seu habitat.

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Comemoração e conscientização no dia Mundial do Tigre

Por Loren Claire (da Redação)

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Dia 29 de Julho será celebrado em todo o mundo o Dia Internacional do Tigre. Em Barcelona, a ONG FAADA celebrou esta data antecipadamente, dia 19 de Julho. Um domingo inteiro foi dedicado a informar as pessoas sobre a necessidade de proteger os maiores felinos do mundo, que se encontram gravemente ameaçados de extinção. Durante os últimos 100 anos, cerca de 97% dos tigres selvagens que habitavam o planeta foram exterminados e a estimativa é que apenas 3.200 exemplares se encontrem em liberdade.

As 6 subespécies de tigres que existem atualmente estão incluídas na lista de espécies em perigo de extinção da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Mais uma razão para que a ONG FAADA – no marco da sua campanha sobre Turismo Responsável com os Animais – organizasse este evento para famílias no Parque da Ciutadella em Barcelona: para informar, educar e sensibilizar de maneira lúdica as novas gerações.

A Fundação realizou diversos workshops lúdicos – educativos, espetáculos teatrais, sessões com contadores de histórias e pinturas faciais onde os participantes puderam aprender sobre os tigres, seu habitat, seus hábitos, sua situação, como e onde vivem. Um dos workshops mais divertidos foi direcionado aos jovens, onde aprenderam a desenhar e a inventar histórias com tigres como protagonistas.

A caça é a maior ameaça para os tigres atualmente. Uma caça desenfreada causada principalmente pelo uso que é feito de determinadas partes do animal, como a pele e os ossos na medicina tradicional chinesa. Segundo este tipo de medicina, há diferentes partes do tigre que têm poderes de cura e contam com uma alta demanda na Ásia, onde também é consumida sua carne. Além disso, a inexorável extinção dos seus habitats e das suas presas – antílopes, javalis e cervos – também contribui para colocar em perigo estes maravilhosos felinos.

Além disso, as atrações turísticas com tigres em cativeiro estão crescendo no mundo inteiro (selfie com tigre, alimentar um filhote com mamadeira, passeio com tigre, tocar um tigre), o que fomenta o tráfico destes animais. Para realizarem as interações com os turistas, muitos destes tigres são mutilados (seus dedos são amputados para que percam as garras) e sedados.

Em todo o mundo existem numerosos centros que criam tigres descontroladamente , em muitos casos levando a acasalamentos endogâmicos e sem nenhum valor para os programas de conservação. Alguns deles, transmitem mensagens enganosas, se fazendo passar por centros de resgate e conservação. Na realidade, em muitas ocasiões e longe dos olhos do público, estão relacionados com o tráfico de animais.

A CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres) indica que de fato a criação de tigres em cativeiro deveria ser reduzida para que fosse fomentado somente os projetos de conservação em estado selvagem, pois estes representam a única possibilidade real de proteger a espécie.

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Novo reforço na missão de salvar as araras azuis

 

Arara-azul, espécie em extinção (Foto: Reprodução Internet)
Arara-azul, espécie em extinção (Foto: Reprodução Internet)

Há 24 anos começava a luta pela preservação da arara azul, espécie ameaçada de extinção. Eram apenas 1,5 mil aves no fim da década de 1980. Preocupada com este número, a bióloga Neiva Guedes começou o trabalho para salvá-las. Desde então, o Instituto Arara Azul vem desenvolvendo esta ação de preservação, que apresenta resultados bastante positivos: hoje a estimativa é de que existam 6,5 mil araras azuis no País, contando com parceiros focados na mesma batalha pela sobrevivência.

Além das conquistas obtidas nos últimos anos, novo passo foi dado para aprimorar os estudos sobre a espécie com a criação do Centro de Sustentabilidade do Instituto Arara Azul, em Campo Grande, inaugurado no último dia 11. Assim, estudantes do Estado e de outros lugares do mundo terão a oportunidade de estudar estas aves.

A expectativa é ainda maior: Neiva, fundadora do Instituto Arara Azul, acredita que a capital sul-mato-grossense se tornará, em breve, referência no estudo de Biologia, considerando que o bioma pantaneiro também poderá ser estudado no Aquário do Pantanal, que está em fase de construção. “Mato Grosso do Sul tem tudo para virar referência mundial, afinal o Pantanal e Bonito estão aqui e merecem atenção”, argumenta.

Fonte: Correio do Estado

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Pesquisadores monitoram passos de rara onça-negra em Goiás

(da Redação)

Onça-negra, animal raro que apareceu na ONG em Goiás. Foto: Globo
Onça-negra, animal raro que apareceu na ONG em Goiás (Foto: Globo)

No Planalto Central, no cerrado que cerca Brasília, um animal que corre o risco de extinção tem sido o centro das atenções de uma organização não governamental. As informações são de matéria do Jornal Nacional, por Marcos Losekann.

A onça já dominou o reino animal da Argentina aos Estados Unidos, e só não desapareceu da face da terra porque passou a ser protegida em reservas ambientais e centros de preservação como essa ONG em Corumbá de Goiás, a 80 km de Brasília.

“Essa morre hoje só porque é onça. Mesmo que não esteja predando, faz parte da cultura do brasileiro, ele se acha mais macho porque matou uma onça”, diz Cristina Gianni, presidente da ONG.

Onça que vive no abrigo da ONG (Foto: Globo)
Onça que vive no abrigo da ONG (Foto: Globo)

As 28 onças mantidas nesse abrigo vieram de cativeiros, algumas mutiladas pelos antigos “tutores” que arrancaram garras e dentes. “Está fadada a ficar o resto da vida em cativeiro, porque não tem mais como viver mais em vida livre”, afirma Marcelo Farias Santos, veterinário presente no local.

Segundo a reportagem, uma imagem gravada no estacionamento do STJ em Brasília no ano passado mostrou uma sussuarana vagando próximo aos carros. O animal “desfilou pelo centro do poder e desapareceu no cerrado do mesmo jeito que surgiu”.

Mas a maior surpresa estava para acontecer na fazenda, sede da ONG. Os funcionários tinham acabado de construir uma rampa de concreto. No dia seguinte eles deram de cara com pegadas de uma onça adulta, que veio do mato, provavelmente atraída pelas que vivem no cativeiro, e o mais impressionante: a cor desta onça.

A princípio, as câmeras que filmam no escuro deram uma falsa idéia: seria uma onca-pintada comum. Mas quando o dia amanheceu deu pra ver claramente: uma onça-negra que tem pintas pretas sim, mas que não aparecem na pele que, ao invés de amarela, é escura também – “um raríssimo milagre da natureza”, acrescenta o repórter.

“A onça-preta é algo como 3% do total de onças pintadas que são animal em extinção, então olha o tamanho da surpresa: não só tinha uma onça aqui, uma Panthera onca, além de tudo é uma onça-preta”, explicou Silvano Gianni, da ONG.

Onça sendo observada pela câmera (Foto: Globo)

No começo deste ano o bicho foi atraído com iscas para uma armadilha, onde foi anestesiado e recebeu uma coleira eletrônica que é rastreada via satélite. Desde então, passou a ser mantido livre na natureza mas longe de seu maior predador: o homem.

“Toda vez que se aproxima de uma fazenda ou cidade, todos são alertados pela ONG para que o animal e as pessoas não se confrontem”, diz a reportagem.

 

Foto: Globo
Foto: Globo

Veja vídeo da matéria completa em:

http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-nacional/v/pesquisadores-monitoram-passos-de-onca-ameacada-de-extincao-em-go/2823554/

 

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Pantanal mato-grossense ganha campanha para salvar onça-pintada

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Conhecida por ser um santuário ecológico e habitat de milhares de espécies animais e vegetais, algumas exclusivas desta região do planeta, o Pantanal ganhou neste sábado (24/08) um projeto para preservar a onça-pintada, felino ameaçado de extinção.

A primeira atividade da campanha reuniu no coração do Pantanal, em Corumbá, no Mato Grosso, artistas e defensores do meio ambiente em diversos eventos culturais e lúdicos focados na espécie.

Com 250 mil quilômetros quadrados, o Pantanal tem uma área equivalente a Portugal, Suíça, Holanda e Bélgica juntos, e desde o ano 2000 é considerado pela Unesco como uma Reserva da Biosfera e Patrimônio Mundial da Humanidade.

A região também é um dos poucos refúgios que restam para a onça-pintada, animal típico das Américas que está na lista de espécies ameaçadas de extinção no Brasil e que já quase desapareceu totalmente em outros países, como nos Estados Unidos, onde existem apenas alguns exemplares no Arizona.

“O que se pretende é levar conhecimento e informação e, de alguma maneira, influenciar nas atitudes das pessoas, desde as crianças até os adultos”, disse a cientista Grasiela Porfirio, uma das responsáveis pela iniciativa.

A campanha começou com o “Sábado da Onça”, que atraiu centenas de moradores de Corumbá e turistas com peças de teatro, cinema, oficinas ecológicas e uma exposição fotográfica sobre o felino, que em sua fase adulta pode chegar a pesar cerca de 100 quilos.

“Conhecendo mais sobre a onça e descobrindo sua importância para o Pantanal, é possível que as pessoas se preocupem mais por sua existência”, declarou Gustavo Gaertner, outro dos responsáveis pela campanha.

Segundo diversos estudos científicos, as principais ameaças para a onça-pintada são a caça e o avanço da fronteira agrícola no Mato Grosso do Sul.

A agropecuária, que cresceu muito na região nos últimos anos, leva a uma diminuição das florestas e reduz consideravelmente o habitat do animal e de muitas outras espécies, que se viram obrigadas a emigrar ou são caçadas pelos fazendeiros, não apenas por esporte mas também para proteger seu rebanho bovino.

“É necessário combater a caça, reduzir os índices de desmatamento e as queimadas” das terras que são preparadas para a agricultura, afirmou Gaertner. Para ele, se não forem atingidas pelo menos estas três metas a existência da onça-pintada e de outros animais do Pantanal seguirá ameaçada.

Embora não existam dados oficiais sobre a redução da população da onça-pintada no Pantanal, relatórios sobre a forte diminuição da espécie na região das Cataratas do Iguaçu são alarmantes.

Segundo um estudo divulgado em junho, nesta área de fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai havia até pouco mais de duas décadas cerca de 180 onças-pintadas e hoje esta população é de apenas 18 exemplares.

O estudo, realizado por cientistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, concluiu que, com esse ritmo, em 80 anos as onças-pintadas estarão totalmente extintas na região das cataratas.

Fonte: Terra

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Tubarões não são os vilões dos mares

O tubarão aparece na lista dos animais mais temidos do mundo, dentro e fora d’água. Acontece que o gigante não deve ser considerado como um vilão dos oceanos, pois cumpre importantes funções no habitat em que vive, além de ser ameaçado pela ação ilegal de muitos pescadores. No nordeste, é registrada a maior parte dos ataques contra banhistas – no entanto, os humanos nunca foram o alimento preferido na dieta dos tubarões.

Ocupando o topo da cadeia alimentar, o predador máximo dos oceanos tem a responsabilidade de regular as populações de outras espécies do habitat marinho. Assim, quanto mais rara a ocorrência de tubarões, mais fica fácil o ecossistema entrar em colapso com os desequilíbrios entre os seres vivos do local.

Também não poucas as espécies do gigante em extinção: o tubarão branco, por exemplo, é um dos mais ameaçados do mundo, principalmente pela prática do filling – atividade ilegal de retirar as barbatanas dos animais e comercializá-las. Um estudo publicado pela Folha mostra que 31 espécies do predador estão ameaçadas de extinção no Brasil.

Além de afetar diretamente o desenvolvimento do ecossistema marinho, a pesca também pode por em risco a segurança dos banhistas: isso porque, com a baixa oferta de alimentos na região em que vive, o animal parte para as áreas mais próximas das praias, em busca de presas – e, às vezes, se depara com humanos, que nunca os foram alvos preferidos dos gigantes do mar.

No Brasil, os ataques de tubarões são mais frequentes na região nordeste, sobretudo em Recife, por diversos fatores naturais e pela ação do homem no local. No entanto, no sul do país é registrada a maior ocorrência dos predadores: nesta parte da costa, vivem o tubarão branco, tubarão baleia, martelo, peregrino, tigre e touro, além das raias e cações.

Fonte: Terra

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Espécie de felino brasileiro imita o som de sua presa para caçar

(Foto: Bruno Calzavara)
(Foto: Bruno Calzavara)

Pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e da organização americana Wildlife Conservation Society (WCS) encontraram um exemplo extraordinário de imitação vocal entre animais selvagens aqui no Brasil. Trata-se do gato-maracajá (Leopardus wiedii), espécie felina encontrada nas Américas do Sul e Central. Na hora da caça, o animal imita o grito de sua vítima para atraí-la. O objeto da imitação é um pequeno macaco sagui, do tamanho de um esquilo, conhecido como soim de coleira (Saguinus bicolor). Este é o primeiro registro de uma espécie de gato selvagem nas Américas que imita o som emitido por suas presas.

O comportamento excepcional foi registrado pelos pesquisadores na Reserva Florestal Adolpho Duckena, área de preservação ambiental da floresta amazônica em Manaus, Amazonas. As observações confirmaram o que até então tinha sido relatado apenas por habitantes da Amazônia: espécies de gatos selvagens – incluindo onças-pintadas e onças-pardas (pumas), segundo os nativos – são capazes de imitar o som de primatas, cutias e outras espécies, a fim de atrair as presas mesmo se elas estiverem muito distantes do predador.

“Os felinos são conhecidos por sua agilidade física, mas essa habilidade vocal típica de espécies de rapina indica que precisamos de um estudo mais aprofundado sobre a astúcia psicológica deles”, conta o pesquisador da WCS, Fabio Rohe. Os cientistas registraram o primeiro incidente em 2005, quando um grupo de oito saguis estava se alimentando em uma figueira. Os pesquisadores observaram que, perto dali, um gato-maracajá emitia sons semelhantes aos feitos por saguis bebês. Isso atraiu a atenção de um soim de coleira adulto, que desceu da árvore para investigar os sons vindos de outra árvore próxima.

Quando o macaco percebeu que era uma emboscada e começou a vocalizar para avisar o resto do grupo sobre o perigo, os saguis restantes ficaram claramente confusos com os gritos familiares e optaram por descer da árvore também, a fim de investigar, em vez de fugir. Resultado: outros quatro saguis desceram para avaliar a natureza dos sons. Naquele momento, o gato-maracajá emergiu da folhagem descendo o tronco da árvore vizinha e avançando sobre os macacos. Os primatas, no entanto, conseguiram fugir. Embora nesse exemplo específico a imitação vocal não tenha sido bem sucedida, os pesquisadores ficaram surpresos com a ingenuidade da estratégia de caça.

“Essa observação comprova ainda mais a confiabilidade das informações obtidas a partir de habitantes da Amazônia”, avalia o diretor do Programa para a América Latina da Wildlife Conservation Society, Avecita Chicchón. “Isso significa que as histórias de que onças-pintadas e onças-pardas usam a mesma técnica vocal de imitação para atrair presas – apesar de ainda não registradas pelos cientistas – também merecem investigação”.

A WCS atualmente monitora populações dos saguis da espécie soim de coleira – classificados como “Em Perigo” na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, em inglês) – e busca apoio financeiro para continuar o estudo, que visa proteger essa e outras espécies ameaçadas de extinção. Junto da ilha de Madagascar, a Amazônia tem a maior diversidade de primatas na Terra.

Fonte: Hype Science

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Extinção de aves prejudica sementes do palmito juçara

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Um grupo de cientistas estudou detalhadamente a ecologia da palmeira conhecida como palmito juçara (Euterpe edulis) em 22 áreas na Mata Atlântica. Os pesquisadores notaram que em locais onde os tucanos haviam sido extintos há mais de 50 anos pela caça ou desmatamento, as palmeiras juçaras produziam frutos pequenos, enquanto em florestas conservadas, ainda com as aves, as palmeiras possuíam frutos de tamanhos mais variados, pequenos e grandes.

O professor Pedro Henrique Santin Brancalion, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba, integrou a equipe da pesquisa, liderada por Mauro Galetti Rodrigues, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro. O resultado do trabalho foi publicado na última edição de maio da revista Science.

“Como consequência da redução da cobertura florestal e da caça, perdemos dispersores de sementes de maior porte, sejam eles aves ou mamíferos, por serem mais sensíveis à degradação e também mais caçados pelo homem”, comenta Brancalion. Se os grandes dispersores somem das matas, sobram as aves e animais de menor porte, que não conseguem dispersar plantas com sementes grandes. “Na falta desses animais, as sementes das plantas que dependem de animais dispersores se concentram próximas à planta mãe, prejudicando a regeneração da espécie”.

O palmito juçara é bem conhecido por produzir o palmito, muito consumido na culinária brasileira e por isso hoje ameaçado de extinção. Na Mata Atlântica, o juçara é uma importante fonte alimentar para mais de 50 espécies de aves, como papagaios, sabiás, jacús, arapongas e tucanos. “Muitas aves grandes que consomem frutos são caçadas ou não sobrevivem ao desmatamento e a redução da floresta” relata Mauro Galetti.

Segundo Brancalion, se a mata não tem mais esse tipo de animal perde-se o principal dispersor dos frutos maiores, o que pode comprometer a perpetuação da espécie. “Isso resultou numa mudança genética dessas populações ao longo dos mais de cem anos de fragmentação e defaunação da Mata Atlântica, fazendo com que hoje populações de juçara em matas sem tucanos produzam sementes menores”, observa.

Coleta

O professor contribuiu com a coleta de sementes em campo e, além disso, buscou entender quais as consequências da redução do tamanho da semente para a planta. “Foram avaliadas as consequências ecológicas associadas à variação do tamanho da semente na espécie”, conta. “Então observou-se que, com a redução do tamanho, a semente fica mais vulnerável à perda d´água e corre mais riscos de morrer”.

A semente do juçara tem naturalmente alto teor de água e, se perder muito o líquido, morre rapidamente. “Da mesma forma como muitas outras espécies de florestas tropicais úmidas, as sementes de juçara não toleram a perda intensa de água, pois são adaptadas a ambientes com solo úmido o ano todo ou, pelo menos, na época de dispersão das sementes”, afirma Brancalion. “Sementes menores apresentam maior superfície de exposição, o que aumenta a intensidade de perda d´água em ambientes secos. Como as sementes de juçara são dispersas principalmente entre os meses de março a junho, período em que se inicia a estação seca, as sementes menores ficam mais vulneráveis”.

De acordo com o professor, “no cenário atual das mudanças climáticas globais, no qual tem-se observado um aumento na intensidade e duração de períodos secos em florestas tropicais úmidas, as sementes menores de juçara tendem a ficar ainda mais vulneráveis, prejudicando a perpetuação da espécie em matas sem grandes dispersores como os tucanos”.

Fonte: Agrosoft

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ONGs se unem contra a matança do cormorán grande nas Astúrias

Por Danielle Bohnen (da Redação – Argentina)

Organizações ambientais unem forças em oposição à nova resolução do Conselho de Meio Ambiente que permite a matança de 230 cormorans grandes, uma ave aquática presente em águas tropicais e temperadas, no Principado das Astúrias, uma província espanhola. A campanha está separada por quantidade de indivíduos a serem mortos por rios:

– Rio Nalón: até 90 exemplares

– Rio Caudal: até 40 exemplares

– Rio Narcea: até 40 exemplares

– Rio Sella: até 30 exemplares

– Rio Cares: até 20 exemplares

– Rio Esva: até 5 exemplares

– Rio Navia: até 5 exemplares

Foto: Asturias Verde/ Divulgação

Segundo as organizações, “não é aceitável que se pretenda matar mais 230 cormorans em águas continentais, somente para agradar os pescadores, que são os únicos que reclamam insistentemente pela matança de uma espécie selvagem, para que pesquem mais”. Isso acontece porque eles acreditam que com o número de cormorans reduzido, a oferta de peixes irá aumentar. Eles pretendem alcançar a meta da campanha passada em capturas, que foi a pior de toda a história.

“Temos que recordar que o Cormorán Grande não é uma espécie cinegética e não tem plano de manejo, apesar de ser obrigatório. Não foram publicados os critérios utilizados para determinar a quantidade de exemplares mortos em nenhum dos organismos de participação sobre a fauna e rios nos quais nós, organizações ambientais, estamos e desconhecemos suas contas e como são realizadas. Não foi levada nenhuma proposta ao Conselho de Ecossistemas Aquáticos e desconhecemos de onde saem os números propostos”.

De acordo com site Astúrias Verde, a prática de permitir a caça de espécies por pressão é uma demonstração de falta de políticas e preservação da fauna selvagem por parte do Principado, mais preocupada em satisfazer interesses particulares em lugar de defender os valores naturais. Atendem às reclamações dos pescadores sem levar em conta outros setores da sociedade que também desfrutam dos ecossistemas fluviais asturianos e que não pedem pela morte de espécies que habitam a região.

“É importante recordar que todas as experiências de controles de cormorans grandes não significou um aumento na pesca e não houve diminuição no númeo de aves a médio prazo, que permanece estável nas Astúrias nos últimos 13 anos, como o próprio Principado reconhece”.

Foto: Asturias Verde/ Divulgação

Além de número de comorans não ter aumentado na última década, os salmonídios somente representam um a pequena porcentagem na dieta do cormorán grande, como avaliou estudos realizados pelo próprio Principado, o que mostra a incoerência dos argumentos utilizados para permitir a matança desses animais. Porque a diminuição da oferta de peixes nos rios não tem nada a ver com população de cormorans.

As populações de salmões, trutas e enguias estão diminuindo, mas não por culpa do Cormorán e sim, pela contaminação das águas, pesca marinha e falta de preservação dos habitats. “Soltam alevinos, que apenas aumentam o número de peixes por período muito curto de tempo, até que morrem por serem mal-adaptados, portanto matando cormorans não se pode solucionar o problema”.

Tal medida foi aprovada e será executada sem qualquer estudo científico prévio, que demonstre claramente a necessidade de exercer um controle sobre a espécie. Tais estudos devem tornar-se públicos e devem ser submetidos à debate social, a fim de solucionar o problema de forma alternativa que a matança desenfreada de uma espécie como medida de controle.

“Todo e qualquer controle deve ser realizado após evidências científicas e tomando como base a legislação vigente. Os predadores são uma das principais fontes de seleção natural e elimina-los somente contribui para aproximar o funcionamento do ecossistema natural ao de uma fazenda. Quando existe um problema de superpopulação de predadores, deve-se à alterações do habitat ou superpopulação de presas”.

O cormorán grande é uma espécie que até 2004 estava incluída no Anexo I da Diretiva Aves e como espécie “de interesse especial” dentro do Catálogo Nacional de Espécies Ameaçadas. Em poucos anos passou de espécie protegida à exterminável nas Astúrias, somente por pressões de pescadores, que veem na ave um rival, como se o rio lhes pertencesse. Também não é de conhecimento público, os resultados dos controles que foram feitos em 2004/05.

O que está claro, por experiência em outros lugares, é que a caça de cormorans grandes não é efetiva como forma de controle populacional. Por isso, as organizações continuam reclamando  para obtenção de dados confiáveis sobre a alimentação do cormorán nos rios da região e avaliar de maneira mais precisa seu impacto sobre as populações de peixes e, se realmente forem necessárias medidas de controle, que sejam sempre fundamentadas no diálogo e com argumentos científicos e não por pressões de interesse um determinado grupo comercial, como os pescadores.

As Organizacões que aderem ao projeto são:

– Coordinadora Ecoloxista d’Asturies

– Coordinadora Ornitoloxica d’Asturies

– Grupu d’Ornitoloxia Mavea

– Asociación para la Defensa Jurídica del Medio Ambiente “Ulex”

– Plataforma para la Defensa de la Coordillera Cantábrica

– Asociación para la Conservación y estudio del lobo

– Ascel- Ecoloxistes n’Aición d’Asturies

– Grupo Ecologista el Carbayu de Valdes

– Asociación Molín de Adela de Güeria

-Ayer

– Asociación Salvemos los territorios del Bajo Navia

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Notícias

Águas de São Pedro (SP) investe na preservação dos pássaros

A Secretaria de Meio Ambiente de Águas de São Pedro lançou esta semana um projeto inédito: toda a fauna existente na estância será objeto de estudo na intenção de constatar quantas espécies de pássaros habitam a cidade. O trabalho será coordenado pelo biólogo do Centro Universitário Anhanguera de Leme, José Eduardo Peixoto. Além disso, o município já possui a autorização do IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente).

Serão feitas quatro visitas no período de um ano, sendo cada uma em uma estação diferente. A primeira pesquisa a campo aconteceu no último final de semana com a coleta de dados e elaboração de material impresso que identifica e apresenta as espécies encontradas.

Ameaçado de extinção do Brasil, um pássaro denominado de Soldadinho (Antilophia galeata) também foi encontrado durante a primeira etapa do projeto.

O mapeamento das espécies conta com o apoio da prefeitura de Águas de São Pedro. Para o prefeito Paulo Ronan, esta é uma oportunidade ímpar para que a cidade e os moradores saibam como preservar as espécies que aqui habitam.

“Além de estarmos identificando as espécies de pássaros que vivem aqui, vamos poder conscientizar a população sobre como manter lugares e o próprio meio ambiente em ordem para que elas não precisem migrar para outros espaços”, afirmou.
Ronan disse ainda que o estudo poderá ser contemplado pelos alunos das escolas municipais depois de concluído. “Vamos apresentar este material impresso aos alunos”, afirmou.

Fonte: Folha de São Pedro

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