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Touro aterrorizado luta para se libertar enquanto é amarrado e tem seus chifres incendiados

Foto: EPA
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Um touro foi amarrado e incendiado antes de ser libertado para correr desesperado em torno da praça de uma cidade espanhola como parte de um festival tradicional naquele país.

O animal em pânico pode ser visto nas imagens preso a um poste, quando cerca de 20 homens o seguram e ateiam fogo aos chifres postiços presos a sua cabeça.

Duas enormes bolas de palha foram presas à cabeça do touro usando cordas, fios e madeira áspera para depois serem acesas. O espetáculo de crueldade sádica ocorre no festival anual “Fire Bull” (Touro de Fogo) em Medinaceli, que ocorre no nordeste de Madri.

Depois de coberto de lama e ter seus chifres incendiados, o touro é  então liberado, deixado para correr pela arena em óbvio sofrimento, fazendo com que os espectadores fujam.

Enquanto o touro se agitava ao redor do ringue improvisado montado para o evento, ele tentou apagar as chamas abaixando a cabeça repetidamente em direção ao chão e arrastando os chifres.

Fogos de artifício e rojões também foram acesos ao redor do animal, causando pânico no touro indefeso, com os espectadores cantando “Go Bull!” (Vai Touro!”) como incentivo.

Foto: EPA
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As filmagens do evento foram realizadas durante o festival anual Toro Jubilo, que acontece no segundo final de semana de novembro em Medinaceli, em Soira.

Ativistas pelos direitos animais revelaram as imagens após uma investigação secreta da ONG espanhola AnimaNaturalis e do grupo de direitos dos animais CAS International.

Durante o festival, que remonta ao século XVI, o touro é coberto de lama para evitar queimaduras e uma estrutura inflamável é colocada em sua cabeça, que é incendiada antes do animal ser libertado perto da meia-noite.

Foto: EPA
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O espetáculo anual, listado pelo governo espanhol como um evento tradicional a ser preservado, aconteceu no último sábado (16) e atraiu cerca de 1.500 espectadores.

As filmagens e a fotografia são estritamente proibidas, mas os ativistas do AnimaNaturalis conseguiram registrar a prática para descobrir e expor a extensão angustiante do sofrimento do animal durante o “show”.

Aïda Gascón, diretora da AnimaNaturalis, disse: “Queremos trazer à luz o abuso sistemático que milhares de aldeias escondem em suas festas e descobrir o enorme financiamento que recebem dos municípios”.

Foto: EPA
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Um porta-voz da CAS International disse ao Daily Mail: “As festividades populares com touros são uma forma de crueldade e violência contra os animais”.

“Durante as festividades locais na Espanha, os touros são imobilizados, amarrados e puxados com cordas, agredidos, forçados a correr, jogados no mar e queimados com tochas presas aos seus chifres”.

“Os animais caem, sangram, sofrem extrema angústia e, às vezes, morrem”.

“A forma mais cruel de comemoração é quando as bolas impregnadas com uma substância inflamável presa aos chifres são acesas com fogo, de modo que os touros correm desesperadamente sem destino”.

Foto: EPA
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“Divertir-se à custa dos touros coloca suas vidas em risco. Mortes por golpes brutais, ataques cardíacos, queimaduras nos olhos, angústia e medo ocorrem aos montes”.

“Além de causar lesões físicas e psicológicas, um grande número desses animais é enviado diretamente ao matadouro na mesma noite”.

A investigação também revelou que 2.500 touros são incendiados (chifres) todos os anos em um grande número de municípios espanhóis, concentrados nas províncias de Castellón, Alicante, Valência, Teruel e Zaragoza.

Foto: EPA
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ONGs pelos direitos animais têm realizado campanhas para banir o “esporte” sangrento.

No entanto, as autoridades espanholas designaram o festival como um evento cultural, o que lhe confere um status especial.

Esse status protegido por lei permite que ele continue, apesar da condenação de uma grande parcela do público e protestos de ativistas.

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Imagens de touros com os chifres em chamas causam revolta nas redes sociais

Foto: Pen News
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Imagens de um touro com os chifres em chamas causaram revolta e indignação nas redes sociais. O evento conhecido como “Fire Bull” (touro em chamas) ocorreu na cidade de La Vall d’Uixó, na Espanha.

As fotos e vídeos mostram a multidão atormentando os animais assustados e indefesos por diversão. O comediante Rick Gervais disse no Twitter que os participantes do evento eram “cruéis” e descerebrados” após ter visto as imagens nas redes sociais.

Ativistas das ONGs Animal Guardians e La Tortura No Es Cultura gravaram o vídeo em uma tentativa de denunciar e proibir a prática bárbara. Em suas filmagens, os animais são arrastados para um poste de modo que as “cintas metálicas” possam ser fixadas em seus chifres, então as cintas são colocadas em chamas e os touros são soltos para correr freneticamente ao redor. Enquanto correm, são assediados por espectadores que os agarram pelos rabos, jogam areia e garrafas neles e os chutam da segurança de gaiolas especialmente projetadas para que fiquem protegidos.

Veterinários dizem que os touros ficam aterrorizados pela presença de fogo, que eles ficam impotentes para escapar, e mais desesperados porque as brasas caindo em seus rostos e corpos.

José Enrique Zaldívar, presidente da Avatma – um grupo veterinário que faz campanha contra eventos como esses, disse que a “desorientação, ansiedade, medo e angústia” dos touros era grande, mesmo sem o fogo”.

“Mas uma vez que as chamas se instalam”, ele disse, “isso só piora”.

Foto: Pen News
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“Quando as bolas ou tochas que são colocadas nos chifres dos touros são acesas, a presença do fogo faz com que o animal fique aterrorizado”, disse ele.

“Como é instintivamente identificado como outro sinal de perigo, aumenta muito mais o estresse e a angústia dos animais.”

Agora eles estão preparando uma queixa oficial ao governo regional da cidade de Castellón, que, segundo eles, deu apoio promocional e financeiro ao evento.

Foto: Pen News
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A lei espanhola define as circunstâncias sob as quais um touro pode ser morto – infelizmente o homem ainda decide sobre a vida de outros seres – e ativistas dizem que esses touros só poderiam ser mortos depois do evento e não durante ele e apenas em um matadouro.

No entanto, o vídeo parece sugerir que, quando o espetáculo público termina e os touros são levados para um cercado de contenção, uma faca tradicionalmente usada para entregar o golpe de misericórdia está presente.

Marta Esteban, da Animal Guardians, disse: “Quando touros adultos como estes que nunca estiveram em uma tourada, são usados neste tipo de atividade cruel, os regulamentos dizem que eles devem ser levados para o matadouro vivos”.

“É considerada uma ‘infração muito grave’ contra a lei não fazê-lo”.

Foto: Pen News
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“Mas então vimos que eles tinham em mãos a faca típica que é usada em touradas tradicionais para dar ao touro o golpe de misericórdia.”

José Cubells, da La Tortura No Es Cultura, disse que o assassinato alegado constituiria apenas uma das várias violações que eles testemunharam.

“Temos observado inúmeras infrações, como o lançamento de areia, garrafas e roupas no rosto dos animais, o último dos quais poderia ter pegado fogo e queimado os touros”, disse ele.

“Também observamos pessoas chutando os animais de trás das grades e outros colocando os animais nas caixas de contenção com os chifres ainda em chamas, o que poderia ter incendiado toda a estrutura”.

“Estamos preparando uma queixa oficial para a Unidade Territorial de Castellón.”

Entre aqueles que assistem ao evento são crianças.

Em diferentes partes do vídeo, uma criança é ouvida perguntando em espanhol “eles vão matá-lo?” E “por que eles o matam?”

“Naturalmente, as crianças não entendem como os adultos acham divertido o sofrimento dos animais, muito menos que os matam pela mesma razão”, disse Marta.

“Esses shows distorcem a visão que as crianças têm dos animais, distorcendo a empatia inata que sentem em relação a eles e ensinando que a violência, neste caso, é divertida – o que pode ser muito perigoso para a educação de uma criança”.

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Gansos são pendurados pelas pernas têm as cabeças arrancadas em festival espanhol

Foto: Pen News
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Um festival espanhol, no qual homens montados em cavalos se lançam em direção a gansos pendurados e depois arrancam suas cabeças enquanto crianças assistem a tudo, tem sido ferozmente criticado e classificado como um espetáculo bárbaro e cruel.

Imagens da cidade de Carpio de Tajo, perto de Toledo, no centro da Espanha, mostram os animais suspensos de cabeça para baixo ao longo de uma trilha de fios.

Homens montados em cavalos se aproximam e agarram seus pescoços, puxando suas cabeças, enquanto uma multidão aplaude o ato cruel.

No passado, gansos vivos foram usados e, embora os gansos já tenham sido mortos de antemão, ativistas disseram que ainda é um desperdício grotesco de vida.

Um vídeo da aldeia perto de Toledo mostra dezenas de pessoas desfrutando de um dia nas festividades com bandeiras cobrindo sacadas e balançando no ar.

Um grupo de homens amarra um ganso em uma corda pendurada sobre uma estrada antes que um homem a cavalo se aproxime e tente arrancar sua cabeça.

O primeiro homem arranca a cabeça com sucesso e a entrega rapidamente a outra pessoa que está carregando uma bolsa azul para colocar as partes do corpo dos animais.

Foto: Pen News
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Outros concorrentes não conseguem arrancar as cabeças de uma só vez, fazendo as multidões suspirarem.

Dezenas de crianças pequenas são vistas assistindo ao evento com algumas delas muito próximas das aves decapitadas.

Marta Esteban, da Animal Guardians, disse: “Isso começou como uma maneira de treinar os militares com cavalos e dar-lhes a habilidade de usar suas mãos quando montados em cavalos”.

Foto: Pen News
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Agora, quando se trata de festividades de santo padroeiro, eles competem para ver quantas cabeças cada um deles pode obter.

Este tipo de tradição ensina aos nossos filhos que, para fins de diversão, a exploração de outros seres é totalmente justificada, anulando completamente sua empatia e responsabilidade em relação a outras espécies.

“Não se trata apenas da morte absurda desses pobres gansos, mas também de uma visão violenta e destrutiva da vida”.

Foto: Pen News
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“Então, estamos fazendo campanha e pedindo ao presidente desta região da Espanha para proibir isso por ser tão bárbaro”.

Carmen Ibarlucea, da ONG Tortura Não É Cultura, disse que dezenas de milhares de pessoas pediram às autoridades que acabem com o evento selvagem, e que mais se juntam a elas todos os anos.

“Em 2016, 80 mil pessoas pediram o fim desse espetáculo dantesco que ensina as crianças a usar a morte como meio de diversão”, disse ela.

Foto: Pen News
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“Em 2017, foram entregues 135 mil assinaturas, mas as autoridades ainda não fazem nada.

“Às vezes parece que ainda vivemos na Idade Média, mas, de nossa parte, continuaremos trazendo esses espetáculos à luz, convidando à reflexão e exigindo o fim deles”.

Aqueles que se opõem à tradição cruel são convidados a enviar uma mensagem ao presidente da região de Castela-Mancha e pedir-lhe para acabar com a violência por meio do seu site.

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Touros são perseguidos pela multidão e obrigados a pular no mar

Foto: AFP/Getty Images
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Fotos fortes e perturbadoras mostram multidões perseguindo touros até forçá-los a pular no mar próximo à cidade portuária de Alicante, uma estância turística espanhola popular.

Os animais são incitados ao mar por aqueles que celebram a chegada do festival de touros “Bous a la mar” (touros no mar), na costa mediterrânea da Espanha.

Uma das imagens divulgadas mostra um enorme touro marrom pulando de cabeça no mar, enquanto um folião acena com uma bandeira branca para o animal.

Foto: AFP/Getty Images
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Outra foto mostra um touro negro lutando para nadar enquanto seus cascos, chifres e cabeça podem ser vistos se debatendo na água.

As fotos, tiradas na costa de Denia, fazem parte do festival cruel e bárbaro que acontece no primeiro fim de semana do mês de julho anualmente.

Uma imagem mostra cinco homens tentando domar um touro na água para retirá-lo do mar e colocá-o em um barco.

Foto: AFP/Getty Images
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Dois homens seguram o touro por trás enquanto outro tenta amarrá-lo ao barco e um terceiro e um quarto empurram.

As imagens aparecem em seguida ao segundo dia de outro festival bárbaro em Pamplona, no norte da Espanha, que foi criticado e denunciado por ativistas dos direitos animais e causou pelo menos 10 vítimas entre pessoas com ferimentos graves e leves.

O festival, que acontece a 400 quilômetros ao norte de Alicante, causa a morte de dezenas de touros a cada ano.

A tradição ultrapassada e secular das touradas tem sido uma questão controversa na Espanha.

Foto: AFP/Getty Images
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As Ilhas Canárias se tornaram a primeira região espanhola a proibir a tradição “bárbara” em 1991. Vinte anos depois, a Catalunha seguiu o exemplo.

Enquanto os grupos pró-touradas lutaram contra as restrições, protegendo a tradição sob a lista do patrimônio cultural da Unesco, as touradas seguem em declínio.

Houve 810 lutas em 2008, mas esse número caiu mais da metade para apenas 369 no ano passado.

Esta semana em Pamplona, uma mulher de 19 anos foi ferida na região da coluna e quatro outras também ficaram feridas no segundo dia do festival de touros da cidade.

Foto: AFP/Getty Images
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Dois homens e uma mulher foram hospitalizados com ferimentos na cabeça e hematomas graves, enquanto milhares de pessoas tomaram as ruas na segunda edição no evento deste ano.

Um deles foi atingido nas costas pelos chifres de um touro e sofreu uma lesão na coluna, mas não precisou ir ao hospital.

Outro recebeu um golpe na cabeça e foi levado ao hospital ainda consciente.

Acredita-se que um terceiro tenha quebrado o ombro esquerdo e outro tenha sido chutado nas costas. Um quinto foi tratado por contusões.

Foto: AFP/Getty Images
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Acredita-se que nenhuma das lesões seja fatal.

Os seis touros da fazenda Cebada Gago, conhecida por criar touros ferozes (por meio de sofrimento e assédio), foram cercados por bois mansos durante a maior parte da rota de 850 metros até a praça de touros, enquanto corredores brigavam por um lugar no espaço limitado perto de seus chifres.

A corrida durou dois minutos e 23 segundos.

A notícia de mais feridos chega apenas um dia depois que mais cinco pessoas ficaram feridas no dia de abertura do festival.

Foto: AFP/Getty Images
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Um deles, um americano de 23 anos, esta em estado “grave” no hospital depois de ter sido ferido na perna esquerda.

As outras vítimas foram são californiana de 46 anos, que sofreu um ferimento superficial no pescoço, e um homem de 40 anos da província de La Rioja, no norte da Espanha, também ferido na perna esquerda.

Um jovem de 18 anos da cidade basca de San Sebastian e um atleta de 23 anos de Barcelona também foram levados para o hospital com ferimentos na cabeça.

Embora a condição deles não seja grave, a equipe do hospital disse que um deles saiu do local inconsciente e só recobrou os sentidos na ambulância.

Foto: AFP/Getty Images
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Imagens divulgadas por um rede de televisão mostraram um homem sendo levantado no ar e atingido no traseiro depois de ser surpreendido por trás por um dos animais de meia tonelada enquanto corria ao longo do percurso de meia milha pelas ruas de Pamplona.

Um dos seis touros da corrida, que correu cercado por seis novilhos, caiu logo no começo.

Outro se separou do resto do bando no final e foi levado para a baia após completar a corrida, em dois minutos e 40 segundos e cerca de meio minuto depois dos outros animais.

Foto: AFP/Getty Images
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Um porta-voz do Hospital de Pamplona disse inicialmente que havia recebido apenas um homem com ferimentos na perna esquerda, confirmando depois que outros dois pacientes foram trazidos para o hospital com ferimentos na cabeça.

Uma das pessoas que foi levada para o hospital com ferimentos na cabeça foi retirada da cena inconsciente, mas o porta-voz do hospital disse que ele havia recobrado os sentidos na ambulância.

O porta-voz da Cruz Vermelha, José Aldaba, disse que os mais gravemente feridos foram tratados no domingo no principal hospital regional após a corrida, que durou 2 minutos e 41 segundos.

Os seis touros, acompanhados de touros mansos mais novos, correram juntos em grupo durante a maior parte do percurso até a praça de touros da cidade.

Foto: AFP/Getty Images
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A corrida que ocorreu sábado de manhã foi a primeira das oito corridas de touros que acontecem durante o festival anual de nove dias, conhecido na Espanha como San Fermin.

Todos os dias, touros são obrigados a correr todas as manhãs e mortos em touradas à tarde.

Dezesseis pessoas já fora mortas no festival anual, que termina em 14 de julho.

Foto: AFP/Getty Images
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A morte mais recente foi em 2009, quando Daniel Jimeno, de 27 anos, de Madri, foi ferido no pescoço por um touro chamado Capuchino.

Vários estrangeiros, de australianos a americanos, passando por britânicos e irlandeses, estão normalmente entre os feridos.

Entre 200 e 300 pessoas são feridas a cada ano no festival durante as corridas de touros.

Foto: AFP/Getty Images
Foto: AFP/Getty Images

A abertura das festividades no sábado foi cercada de polêmica após defensores dos direitos animais invadiram a arena de uma das primeiras lutas de touros quando um touro foi espetado até a morte.

A filmagem do incidente foi divulgada pela Peta UK no Twitter, que pode ser vista acima.

Mas são as oito corridas matinais, chamadas “encierros” em espanhol, que formam o destaque do festival, e que são os principais palcos de mortes de humanos e touros, cercadas de agonia, desespero e sofrimento dos animais.

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Touros têm tochas em chamas amarradas aos seus chifres em festival espanhol

O touro assustado tenta se livrar do fogo desesperadamente enquanto corre pelas ruas | Foto: Care2
Touro assustado tenta se livrar do fogo desesperadamente enquanto corre pelas ruas | Foto: Care2

Toros Embolados ou Correbous é um festival grotesco que ainda ocorre em algumas cidades do leste da Espanha. Na ocasião deste “evento”, distorcidamente chamado de tradição, tochas em chamas são amarradas aos chifres dos touros e os animais são soltos pelas ruas.

Obviamente os touros ficam transtornados ao ver e sentir as tochas acesas presas em seus chifres. Os animais extremamente estressados, quando soltos, correm de forma selvagem pelas ruas, fazendo de tudo para tentar se livrar do fogo e escapar da dor e do sofrimento que lhes foram infligidos.

Esta prática grotesca, como era de se esperar, já resultou na perda de vidas animais e humanas. Durante o festival de 2017, um dos touros correu em direção ao poste no qual estava amarrado, chocando-se de cabeça contra o objeto e morrendo instantaneamente. O pobre animal estava tentando se afastar das chamas que ardiam bem em frente aos seus olhos.

Outra morte desnecessária ocorreu poucos dias atrás durante o evento deste ano. Desta vez, na cidade de Castellón, um homem foi ferido até a morte por um touro com chifres flamejantes que corria pelas ruas em pânico, desesperadamente tentando fugir do fogo que ardia em sua cabeça.

Incidentes infelizes como esses ocorreram repetidamente durante os festivais espanhóis, mas a população parece finalmente ter começado a perceber que esse costume cruel e perigoso não tem mais lugar em nossa sociedade. Por sua vez, cidades como Valência mudaram suas leis e proibiram definitivamente a prática descabida. Contudo, os “embolados de toros” continuam a ser uma tradição celebrada em várias regiões da Espanha, incluindo as Comunidades Autônomas de Valência e Catalunha.

Sorrir e se divertir perante o sofrimento desesperador de um animal é um comportamento típico da doença do nosso tempo e da nossa raça. Infelizmente o adormecimento dos sentidos humanos, só desperta perante a crueldade e a dor alheia, ainda que isto lhe custe a vida muitas vezes.

 

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Notícias

Comediante espanhol atrai a antipatia do público após postar fotos com animais mortos em caça‏

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: CEN/Twitter

O famoso comediante espanhol Cesar Cadaval vem causando indignação por ter postado nas redes sociais fotos em que aparece sorridente ao lado de animais mortos por ele em uma caçada.

Ele pode ser visto com equipamentos de caça e segurando um rifle, agachado diante de um leopardo que ele havia acabado de matar em Botsuana, no sul da África.

Foto: CEN/Twitter

Além de diversas fotos com o leopardo, ele também postou a foto de um antílope, e todas foram muito compartilhadas na Internet, até serem removidas do site da empresa Mebenca Safaris devido às críticas recebidas pelo público.

Foto: CEN/Twitter

No entanto, após terem tirado as fotos do ar, eles rapidamente descobriram que era tarde, pois as imagens já haviam se espalhado pelas plataformas de mídias sociais, tais como o Twitter. As imagens foram visualizadas centenas de milhares de vezes, e provocaram revolta nos usuários.

Segundo a reportagem do Daily Mail, o site chegou a entrar em colapso devido à quantidade de acessos,, com pessoas tentando encontrar as fotos que estavam em um álbum intitulado “Hunting with Spaniards in a Spanish Ranch” (“Caçando com espanhóis em um rancho espanhol”) . A razão do título se deve ao fato da empresa Mebenca Safaris ser baseada na Espanha.

Em seu site, a companhia orgulhosamente oferece aos seus clientes a chance de caçar “os cinco grandes” – como são conhecidos os animais típicos da paisagem africana: leopardos, leões, elefantes, búfalos e rinocerontes.

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Notícias

Projeto “Ética Animal” lança site em espanhol

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Acaba de ser lançada, em Língua Espanhola, o Ética Animal, um projeto internacional que visa trabalhar pelo fim do especismo e pelo respeito por todos os seres sencientes e que, até ao momento, funcionava apenas em inglês.

O objetivo da organização é difundir informação sobre a senciência animal e os interesses dos animais não humanos, assim como promover o debate sobre a consideração moral dos animais e o especismo. Entre as tarefas que se propõem levar a cabo encontram-se a investigação sobre a realidade em que se encontram os animais, assim como os argumentos a favor da sua plena consideração e contra a sua discriminação. A finalidade é, depois, disponibilizá-los num formato facilmente acessível a todos e todas.

A Ética Animal procura chegar a um público geral, mas também servir de apoio às diferentes pessoas e organizações que fazem ativismo em defesa dos animais, proporcionando recursos informativos que possam ser de utilidade. Por outro lado, trabalha no sentido de levar o debate em torno do especismo ao âmbito acadêmico que, pelo seu potencial de influência educativa e de configuração de novas ideias, é extremamente importante.

A Ética Animal está atualmente disponível em espanhol e inglês. Proximamente, também em português.

Conheça o site:

Em espanhol:

Em inglês:

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Ativistas protestam sem roupa contra morte de animais em evento espanhol

Por Rafaela Pietra (da Redação)

Foto: Rafa Rivas/AFP
Foto: Rafa Rivas/AFP

Ativistas pelos direitos animais se uniram em protesto nesta última sexta-feira, na cidade de Pamplona, na Espanha. Os manifestantes protestaram dentro de caixões, representando os 48 touros que serão mortos no tradicional Festival de São Firmino, realizado na cidade.

Com organização da Peta, os manifestantes pedem o fim das touradas e corridas de touros, por serem práticas cruéis e brutais com os animais.

O Festival de São Firmino é somente mais uma festa abusiva e cruel contra os animais, praticada na Espanha. O evento atrai milhares de turistas todo ano para ver as corridas de touro e é um símbolo da brutalidade com que esses animais são tratados.

Foto: Rafa Rivas/AFP
Foto: Rafa Rivas/AFP

A festa é realizada na cidade espanhola de Pamplona desde 1591, em homenagem ao padroeiro da cidade. O evento dura nove dias e conta com procissões, touradas e “encierros”, quando homens correm pelas ruas acompanhados de touros, que depois são massacrados e assassinados na frente dos participantes.

Eventos como a “Rapa das Bestas”, que se traduz num combate entre o homem e o animal, no caso, também o cavalo; o “Bull Toro Jubilo”, que tem como atração principal a queima de um touro vivo; as tradicionais touradas e tantos outros, são símbolos da crueldade travestida de expressão cultural que revoltam ativistas dos direitos animais por todo o mundo.

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Estudo europeu revela a complexa comunicação dos golfinhos


Foto: Bruno Díaz López

Um cientista espanhol e outro paraguaio apresentaram o estudo europeu mais completo e detalhado sobre o repertório de sons usados pelos golfinhos (Tursiops truncatus) para se comunicarem, revelando a complexidade de comunicação destes mamíferos marinhos.

Bruno Díaz López, autor do estudo, também faz parte do Instituto de Investigação de Golfinhos de Bottlenose (BDRI, nas siglas em inglês), com base da Sardenha, Itália, que na sua última investigação prova que os zumbidos são “vitais para a vida dos animais sociais e espelham o seu comportamento”.

A comunidade científica acreditava que os assobios eram os principais sons produzidos pelos golfinhos, sem dar a devida importância aos zumbidos emitidos.
A estudar a importância da acústica nos comportamentos desde 2004, Díaz López explica que, graças à comunicação, “os golfinhos interagem e mantêm a hierarquia social, a fim de evitar confronto físico e um consequente gasto energético desnecessário”.

Segundo o estudo, os sons mais melodiosos permitem que os golfinhos se mantenham em contato, especialmente as mães e as crias, e coordenem as estratégias de capturar uma presa. Por sua vez, os zumbidos, mais complexos e variados do que simples assobios, são utilizados pelo líder “para evitar confrontos entre a população e diminuir a competição”, explica o investigador do BDRI.

Assobios e zumbidos ilustram comportamento

Bruno Díaz López garante que “os diferentes tipos de sons podem ser relacionados com diferentes tipos de comportamento”.

Mais do que os assobios, são outros sons vocais, que se ouvem melhor, que são utilizados durante a caça ou em alturas de confronto, em que é necessário realçar a posição social ou hierárquica dos animais.

Por exemplo, quando os golfinhos estão na presença de outros que se deslocam para a mesma presa, os menos dominantes afastam-se a fim de evitarem confrontos.

O investigador espanhol explica ainda que, “ao contrário dos sons humanos, estes sons têm um elevado nível de unidirecionalidade. Um golfinho pode emitir um som para um concorrente e este sabe claramente que está sendo chamado”.

Fonte: Ciência Hoje

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AnimaNaturalis organiza protesto contra presença de toureiro em Festival de artes

Por Carol Keppler (da Redação)

Coincidindo com a projeção do filme Man on Wire e a posterior mesa redonda ‘Jugarse la vida con el arte’ (Arriscando a vida com arte), a AnimaNaturalis realizará, neste sábado, um ato de protesto contra o Festival que, organizado para artistas, terá a presença de um toureiro.

A associação informou hoje que não considera “que um toureiro leve a vida com arte, nem que seu objetivo seja a beleza”. “Afinal o que faz é tirar a vida de um animal e para isto põe em perigo sua própria vida”.

Por meio de um comunicado, a AnimaNaturalis questionou: “o que isto tem de arte se é um desprezo total pela vida, tanto alheia quanto própria, em um espetáculo em que sempre se derrama sangue?”. A associação considera que, desta maneira, o evento estará unindo arte à tauromaquia.

O protesto começará às 18 horas, em frente à Sala Gonzalo de Berceo, enquanto será exibido Man on Wire, ganhador do Oscar de melhor longa documental de 2009 – narrativa de uma das façanhas do equilibrista frances Philippe Petit, que em 1974 cruzou por um cabo os 60 metros que separavam as Torres Gêmeas do World Trade Center.

A exibição do longa no Festival ‘Actual’ é parte do programa ‘En la cuerda floja’ (Na corda bamba), que pretende ser um espaço de debate e exibição sobre quem ganha a vida colocando-a em risco (ou “jogando com ela”).

Depois do filme será realizada a mesa redonda ‘Jugarse la vida con el arte’, coordenada pelo curador do Festival, Jesús Rocandio. A mesa contará com a participação do agente do sádico torturador de touros José Tomás, Salvador Boix, do escalador Simón Elías, do fotógrafo Jean Louis Blondeau, do escritor Bernardo Sánchez e do assassino de touros Diego Urdiales. A presença do toureiro na mesa é o que faz com que a Animaturalis organize o protesto.

Fonte: 20 minutos.es

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Operação resgata tucanos e gavião mantidos em cativeiro

Foto: Marcello Medeiros O Diário de Teresópolis
Foto: Marcello Medeiros. O Diário de Teresópolis
Retomada no início do ano, a campanha “Pássaro Legal é Pássaro Solto”, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Parque Nacional da Serra dos Órgãos e Parque Estadual dos Três Picos, ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira. Em fiscalização nos bairros do Caleme, Espanhol e Quebra-Frascos, agentes dos três órgãos aprenderam 38 aves que eram mantidas em cativeiros. Entre curiós, pichanchões, sabiás e trinca-ferros estavam um gavião e dois tucanos da espécie Toco, aves encontradas no Brasil somente no Pantanal, no Cerrado e na Amazônia.
A operação aconteceu na parte da manhã e as equipes do PETP, PARNASO e Secretaria de Meio Ambiente se dividiram nos três bairros. O resultado do trabalho só não foi melhor por causa da chuva, que aumentou e interrompeu a fiscalização.
As aves encontradas em cativeiros foram apreendidas e levadas para o Parque Nacional. Os responsáveis foram notificados de acordo com cada espécie encontrada. A multa varia entre R$ 500 e R$ 5 mil por ave (o valor mais alto é cobrado pelas aves em extinção). O total das multas chegou a aproximadamente R$ 80 mil. Em uma das residências, foram encontrados 24 pássaros.
Entre as espécies de pequeno porte encontradas nesta quinta-feira estão pichanchões, sabiás, azulão, canários e trinca-ferros, que estavam no Caleme e Espanhol. Em Quebra-Frascos, foram encontrados o gavião e os tucanos da espécie Toco, o maior dos tucanos. Onívoro, sua dieta consiste basicamente em frutas, insetos, lagartos, ovos, filhotes de outros pássaros e artrópodes.
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