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Ativista que dedicou a vida contra o tráfico de marfim é assassinado

Divulgação

Defensor dos rinocerontes e elefantes no Quênia, o norte-americano Esmond Bradley Martin foi assassinado a facadas em sua casa em Nairóbi, nesta semana. Quatro suspeitos de envolvimento com o crime foram presos.

O ativista lutava pela preservação dos animais selvagens no país e investigava o tráfico de marfim e de chifres de rinocerontes. Para a amiga e companheira de trabalho de Martin, Kenyan Paula Kahumbu, toda a nação do Quênia está triste pela morte deste importante líder.

“Ele não era apenas um trunfo para o Quênia, ele era um trunfo para os elefantes e rinocerontes. Há esse sentimento real de perda para a nação e para toda a nossa vida selvagem”.

Coordenadora do grupo de preservação Wildlife Direct, Kenyan conta que Martin estava empenhado em investigar e denunciar o contrabando ilegal de marfim.

O especialista em tráfico de marfim – nome dado a matéria que forma os dentes dos elefantes, realizou expedições para diversos países, como China, Hong Kong, Angola e Congo. O intuito do ativista era buscar informações que o ajudassem a compreender como ocorria o comércio e os acordos internacionais sobre este tipo de contrabando.

A China é considerada o maior consumidor de marfim e com o encerramento do seu comércio legal de marfim, esperamos que isso reduza a chacina de elefantes africanos que estão atualmente à beira da extinção.

De acordo com Kenyan a busca incansável para romper com o ciclo de morte e destruição que cerca os elefantes africanos, foi o que levou a morte de Martin.

“Ele parava abertamente em lojas para fazer perguntas, tirar fotografias, reunir dados, pois acreditava que as pessoas estavam abertas para ele. Porque era sincero sobre o que estava fazendo”, lembra Kenyan.

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