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Festivais promovem a matança de milhares de cobras e incentivam crianças a esfolar os animais

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

A fotojornalista Jo-Anne McArthur nunca esqueceu o som de uma cascavel presa dentro de um poço da morte em Sweetwater, Texas (EUA).

Era 2015, ela estava participando do festival anual de perseguição de cascavéis da cidade, onde milhares de cobras são mantidas em poços minúsculos dentro de uma arena e brutalmente mortas na frente do público. As pessoas comentavam e crianças gritavam diante do horror, mas as caudas das cobras pareciam fazer o som mais alto de todos.

“Quando elas estão nos boxes, uma em cima da outra, todas ficam se sacudindo. Isso não significa, ‘eu estou prestes a atacar’, mas ‘tenho medo, não se aproxime’. É o som de mil cobras gritando”, disse McArthur, criadora do projeto We Animals, ao The Dodo.

Cobras são vistas muitas vezes com pavor e indiferença e, às vezes, as pessoas acham difícil se relacionar com elas. No entanto, Melissa Amarello, co-fundadora e diretora de educação da organização Advocates for Snake Preservation (ASP) explica que elas são animais sociais que formam fortes laços familiares.

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

“É surpreendente como são semelhantes conosco. As cascavéis dão à luz e cuidam de seus bebês nas primeiras semanas de suas vidas, mantendo-os aquecidos e protegidos contra predadores. Algumas mães cascavéis se reúnem no final de suas gravidezes e dão à luz no mesmo lugar em que ajudam a cuidar dos bebês uma da outra”, revela.

Mas todos os anos, as famílias de cascavéis são desmembradas quando as pessoas capturam milhares de animais para matá-los em festivais no Texas, Oklahoma e outros Estados dos EUA. Após serem capturadas, as cobras têm gasolina despejada em suas bocas, o que torna impossível para as famílias respirarem no subsolo.

Esta prática terrível começou há 50 ou 60 anos sob a justificativa de controlar as populações de cascavéis e proteger vacas. Amarello ressalta que esses assassinatos são desnecessários.

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

O verdadeiro propósito disso parece ser um ganho financeiro, de acordo com Amarello, já que cada evento atrai um grande fluxo de turistas. O evento realizado em Sweetwater, Texas, que é a maior caça de cascavéis no país, atrai cerca de 30 mil pessoas.

Depois de passarem semanas – se não meses – em caixas sem receber alimento ou água, as cascavéis chegam famintas e desidratadas ao local.

Enquanto cada festival funciona de uma forma, Amarello explica que as cobras tendem a ser movidas por estações diferentes. A primeira estação é a área de processamento, onde as cobras são medidas e pesadas.

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

“Há prêmios para quem traz as cobras maiores e o maior número de libras por grupo de caça”, afirma Amarello.
Após a pesagem inicial, as cobras são lançadas em um poço comum.

“Enquanto ficam naquele buraco, os participantes constantemente as vigiam e as chutam. Eles afirmam que precisam fazer isso porque as cobras são ‘muito estúpidas’ e irão apenas sufocar as outras, o que é ridículo. Elas sufocam uma a outra porque há muitas ali e elas se esmagam “, disse Amarello.

É nesse momento em que as cobras realmente começam a sacudir suas caudas.

“O chocalho que todos nós associamos a um aviso é o sinal do medo. Quando elas pensam que a morte é iminente, sacodem, isso significa que estão com medo”, apontou Amarello.

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Este não é o único sinal que revela o terror dos animais. O outro é o odor.

“A cascavel emite um feromônio que é um indicador de medo. Esse cheiro foi esmagador para mim em Sweetwater, isso foi ainda mais perturbador do que vê-las mortas porque sei que o cheiro significa que elas estão apavoradas, tentando dizer às outras que há algo assustador acontecendo e algo extremamente forte”, declarou Amarello.

Algumas cobras são brevemente retiradas do poço para uma área educacional, embora Amarello refute o valor educacional do que é realizado ali.

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

“Muitos festivais realmente alegam que educam o público sobre cobras, mas isso parece mais um show. As serpentes mordem balões, eles estavam fazendo coisas em Sweetwater como cutucar as cobras com paus até que elas ficassem tão estressadas que escondiam a cabeça”, contou.

Depois disso, as cobras são levadas para a área de recolhimento de veneno, onde as pessoas forçam cobras a cuspir o veneno, que coletam em vasos. De acordo com Amarello, os organizadores afirmam que isso é necessário para pesquisas. No entanto, algumas empresas de pesquisa se recusam a receber venenos dessa forma devido à crueldade imposta aos animais.

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Em seguida, as cobras chegam ao seu destino final: o poço da morte. O método de matança é a decapitação, mas isso não as mata instantaneamente, segundo Amarello.

“Devido ao seu metabolismo muito lento, elas basicamente permanecem vivas e provavelmente podem sentir as coisas por minutos a horas após a decapitação. Quando você está lá, consegue ver isso – a boca ainda está ofegante para respirar, o corpo ainda se contorce”, esclarece.

Atualmente, alguns festivais exigem que as cobras sejam baleadas na cabeça com uma pistola de parafuso (uma ferramenta comumente usada em matadouros comerciais) antes da decapitação, para supostamente diminuir o sofrimento. Mas isso nem sempre funciona, destaca Amarello.

Independentemente do método como são mortas, McArthur acredita que todas as cobras têm uma coisa em comum: estão todas em pânico.

“Seus corpos estão lutando com todas as suas forças. Elas se contorcem e giram e se chocalham porque querem fugir”, disse.

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Após a decapitação, os corpos das cobras são esfolados. Os organizadores do evento encorajam o público a se envolver – incluindo crianças. Para McArthur, esta é uma das partes mais perturbadoras.

“As crianças podem pagar para esfolar o animal, mergulhar as mãos no sangue e colocar as impressões da mão na parede branca e assinar seus nomes ao lado”, conta McArthur.

Mais tarde, as peles das cobras são usadas para produzir botas, carteiras e uma tonelada de bugigangas, de acordo com Amarello. Já a carne dos animais é cozida e servida no bar.

Os festivais de cascavéis de Oklahoma, muitos dos quais ocorrem este mês, são executados de forma semelhante ao de Sweetwater, mas com algumas diferenças. Em primeiro lugar, os eventos de Oklahoma são muito menores do que de Sweetwater e menos pessoas participam.

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Muitos dos assassinatos ocorrem fora da vista do público. Porém, isso não faz com que os festivais de Oklahoma sejam menos cruéis, explicou Amarello. Na verdade, ela acha que o que ocorre na região é muito pior.

“Eles jogam as cobras em um freezer até que elas não consigam se mover. Então costuram suas bocas fechadas para que possam basicamente entregar essas cobras ao público e as pessoas posem para fotos com as cobras. É uma violação bem clara das leis de crueldade animal em Oklahoma”, observa.

Infelizmente, não há uma contagem oficial de animais em cada evento – em vez disso, os organizadores apenas os medem em libras. Mas Amarello acredita que milhares de cobras são mortas em cada festival e isso pode ter um efeito devastador sobre as populações de cascavéis.

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

De fato, as matanças foram consideradas uma causa do declínio de pelo menos um tipo de cascavel – a diamondback do leste.

Outras populações não foram pesquisadas tão extensivamente, mas David Steen, professor de ecologia e proteção da vida selvagem no Museu de História Natural da Universidade de Auburn, acredita que os assassinatos também impactaram essas espécies. Em vez de caçar cobras, McArthur acredita que os organizadores devem aprender a viver com a natureza.

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Você é o Repórter

A terrível realidade das fazendas de extração de pele

Ricardo Alves
ricardo.asilva83@hotmail.com

Ao entrarem disfarçados nas fazendas de peles chinesas, investigadores descobriram que muitos animais ainda estão vivos e lutando desesperadamente enquanto os funcionários os arremessam de costas no chão ou os penduram pelas pernas ou caudas para esfolá-los. Quando os trabalhadores dessas fazendas começam a cortar a pele e os pelos da perna de um animal, este se contorce e chuta com os membros. Os funcionários pisam nos pescoços e cabeças de animais que se debatem fortemente para permitir um corte limpo.

Quando a pele é finalmente arrancada por sobre as cabeças dos animais, seus corpos pelados e ensanguentados são descartados em uma pilha sobre aqueles que vieram antes deles. Alguns ainda estão vivos, respirando em difíceis suspiros e piscando lentamente. Os corações de alguns desses animais ainda batem por cinco a dez minutos depois que sua pele é arrancada. Um dos investigadores gravou, em um monte de carcaças, um guaxinim esfolado que teve força suficiente para erguer sua cabeça ensanguentada e olhar direto para a câmera.

Antes de serem esfolados vivos, os animais são retirados de suas gaiolas e arremessados ao chão; os funcionários os golpeiam com bastões de metal ou os lançam com força em superfícies duras, quebrando ossos e causando convulsões, mas nem sempre sobrevém a morte imediata. Os animais assistem, impotentes, enquanto a fila avança, os funcionários avançando sobre os próximos.

Bastidores

Os investigadores disfarçados da Swiss Animal Protection/EAST International viajaram por fazendas de peles da província chinesa de Hebei e rapidamente ficou claro por que a visita de forasteiros é proibida. Não há legislação regulamentando as fazendas de peles na China – os proprietários podem abrigar e abater tantos animais quantos quiserem. Os investigadores descobriram horrores que ultrapassam seus piores pensamentos, e concluíram: “As condições das fazendas de peles chinesas zombam dos mais elementares padrões de bem-estar animal. Em sua vida e em sua indescritível morte, foram negados até os mais simples atos de bondade a estes animais”.

Inferno em vida

Nessas fazendas, raposas, minks, coelhos e outros animais marcham e tremem em gaiolas, expostos a chuva, noites congelantes e, outras vezes, ao sol abrasador. As mães, que enlouquecem devido ao tratamento brutal e ao confinamento intenso e não têm onde se abrigar ao dar à luz, muitas vezes matam seus filhotes depois de ter suas ninhadas.

Há um esqueleto no seu guarda-roupa?

A globalização do mercado de peles tornou impossível saber de onde vêm produtos feitos com essa matéria-prima. A China provê mais da metade das peças de vestuário prontas feitas de peles que são importadas pelos Estados Unidos. Mesmo se a etiqueta de uma peça de pele informa que esta foi fabricada em um país europeu, os animais foram provavelmente criados e abatidos em outro lugar – possivelmente em uma fazenda de peles irregular na China.

A única maneira de evitar esta inimaginável crueldade é nunca usar pele alguma. Assine hoje o compromisso PETA de ser livre de peles!

NOTA: Nesta postagem faltam links, imagens e o principal, que é o vídeo. Para ter noção, acesse o link a seguir, onde o texto foi publicado:

http://planetavegetariano.blogspot.com/2009/09/uma-visao-chocante-do-interior-das.html

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