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MPMG lança guia com reflexões sobre a relação entre animais humanos e não humanos

 

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Por aqui a gente não cansa de falar: nós somos a natureza. Enxergar-se como natureza passa também por repensar a relação estabelecida com os animais não-humanos. São tempos urgentes, onde cuidar dos mais frágeis e vulneráveis – sejam eles da nossa espécie ou não – é uma questão ética, moral, política, econômica, social e ecológica. ⠀ ⠀ Nossa líder de sustentabilidade, Aleluia Heringer, a convite do Ministério Público de Minas Gerais, escreveu o Guia “Animal não humano: presente!”, que traz reflexões sobre a educação e a relação entre animais humanos e não humanos. ⠀ ⠀ Para marcar esse momento e ampliar o debate do tema, faremos uma live de lançamento no dia 22/09, às 19h. Faça sua inscrição em http://bit.ly/inscricao-animalnaohumano (link na bio) e garanta o download gratuito e antecipado do guia. ⠀ ⠀ Te esperamos! ⠀ #animalnãohumano #mpmg #ecologiaintegral #ilali

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O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) através da Coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna (CEDEF) e em parceria com o Sindicato das Escolas Particulares de MG (SINEPMG), lançará no próximo dia 22 de setembro o guia ‘Animal não humano: presente’. O guia é de autoria da professora e consultora de Educação da ANDA, Aleluia Heringer.

Voltado principalmente para os educadores, o material tem como principal objetivo provocar questionamentos sobre as condições de vida desses animais, sobre o uso e as representações que fazemos deles e o que estamos perpetuando de forma equivocada. O evento será realizado de forma virtual, sendo necessária uma inscrição prévia para poder acompanhar o lançamento.

Para a professora e doutora em Educação Aleluia Heringer, 58 anos, autora do guia, o objetivo é chamar a atenção para forma como a escola e suas práticas pedagógicas e a educação informal (família, sociedade e mídia), de uma forma em geral, abordam, representam e lidam com os animais não humanos.

“O animal é usado por nós como se fosse um objeto, como uma coisa para nos servir e com isso infligimos uma ética, só que na nossa cabeça os animais não são merecedores dessa ética, ou dessa moral”, ressaltou a autora em entrevista à ANDA.

O guia inicialmente será online, mas a intenção do Ministério Público em parceria com o Sindicato das Escolas Particulares- MG (SINEP) é que a partir de 2021, esteja disponível em todas as escolas particulares de Minas Gerais.

“Entramos em contato com o sindicato das escolas particulares de MG, explicamos o projeto e qual era a proposta, eles gostaram e entraram também como patrocinadores. Eles vão imprimir o guia e enviar para todas as escolas particulares conveniadas de Minas Gerais”, ponderou a diretora da escola Santo Agostinho.

Início

A ideia de lançar o guia “Animal não humano: presente”, surgiu através de um planejamento do Ministério Público-MG através da Coordenadoria Estadual de Defesa da fauna (CEDEF) que com a verba do Termo de Ajustamento de Conduta decidiu reverter esse dinheiro para uma ação de educação. Segundo Aleluia, o Ministério Público- MG recebia denuncias advindo de escolas, principalmente de escolas particulares.

“A forma como eles tinham ideias e projetos contanto equivocados dos animais fez com que a gente conversasse muito em conjunto com o MP e chegamos na convicção que a educação nas escolas, a formação de professores, diretores, estavam muito carentes de um reflexão um pouco mais profunda sobre as representações e o trato com os animais”, lembrou Heringer.

Para a promotora de Justiça e responsável pela coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna- (CEDEF), Luciana Imaculada de Paula, o principal objetivo e finalidade do guia é acabar com as praticas de abuso e maus-tratos aos animais.

MP-MG lança guia para reflexões sobre educação e relação entre animais humanos e animais não humanos
Foto: Reprodução/ Facebook/ Fred Costa

“O guia surgiu da necessidade que foi vivenciada pela coordenadoria da (CEDEF) de trabalhar as reflexões que a sociedade em seu trato com os animais. Nós recebemos de várias representações de todo Estado de Minas Gerais supostas situações de maus-tratos com os animais”, relembrou a promotora.

MP-MG lança guia para reflexões sobre educação e relação entre animais humanos e animais não humanos.
Foto: Reprodução/ Facebook/ Fred Costa

“A percepção que nós tínhamos, e eu como promotora de Justiça a frente da coordenadoria e que havia uma necessidade de discutir essas práticas antes de punir os envolvidos. Então, nesse sentindo, procuramos a professora Aleluia Heringer e outras entidades para que pudéssemos trazer essas discussões e reflexões, com o intuito de contribuir para uma nova visão da sociedade em relação aos animais”, complementou a coordenadora do CEDEF.

A promotora ainda ressalta que a data de lançamento do guia, 22 de setembro, foi justamente para celebrar o Dia em Defesa dos Animais, também conhecido como o Dia da Defesa da Fauna.

Lançamento

O lançamento do guia “Animal não humano: presente” ocorrerá dia 22 de setembro às 19 horas de forma virtual pela plataforma zoom us.

Para participar do evento de lançamento do guia, o candidato terá que fazer um cadastro no link: http://bit.ly/guiaanimalnaohumano. Após feito o cadastro o candidato receberá o link do e-mail. Basta acessá-lo no dia e horário informados para participar. Os inscritos também terão acesso, em primeira mão, à versão digital da publicação.

O evento terá a presença da autora do guia; Aleluia Heringer- autora do guia, doutora em educação, diretora do colégio Santo Agostinho que fica na cidade de Contagem- Região Metropolitana de Belo Horizonte- MG; Luciana Imaculada de Paula- promotora de Justiça e responsável pela coordenadoria Estadual de Defesa da Fauna- CEDEF; Júlio César Luciano- promotor de Justiça; Zuleica Reis Ávila- presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais- SINEP-MG; Capitão José Fernandes de Paula- Associação Regional de Proteção Ambiental- ARPA e Eliana Malta- diretora da ONG Rock Bicho.


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Imagem de duas crianças lendo livros em meio a uma floresta
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Nova Jersey (EUA) torna obrigatórias aulas sobre mudança climática nas escolas

Imagem de duas crianças lendo livros em meio a uma floresta
Pixabay

No próximo ano, os estudantes de todos os níveis de ensino em todas as escolas públicas de Nova Jersey (EUA) aprenderão sobre mudanças climáticas.

No começo de junho, o Conselho de Educação adotou “padrões científicos das novas gerações” a serem incorporados ao aprendizado dos alunos de Nova Jersey. Esta nova revisão inclui o ensino sobre mudanças climáticas em todas as matérias.

Isso inclui ciência, estudos sociais, artes, educação física, ciência da computação, carreiras profissionais e alfabetização. O novo currículo entra em vigor no ano escolar de 2021-22.

“Quase todas as escolas abordam o tema da mudança climática”, diz Glenn Branch, vice-diretor do Centro Nacional de Ciência e Educação, fundado em 1981. A organização sem fins lucrativos trabalha para garantir que os estudantes recebam uma educação precisa e efetiva acerca dos assuntos: evolução e mudanças climáticas.

Branch explica que o que Nova Jersey está fazendo é inovador. É o primeiro Estado na nação a incorporar a crise, integrando o assunto em todos os temas e em todos níveis de ensino. “Isso significa que praticamente todos os professores de escolas públicas de Nova Jersey estão sendo encorajados a debater o assunto com seus alunos num contexto apropriado e educacional”.

Educação sobre mudança climática em todas as matérias

Tammy Murphy, primeira-dama de Nova Jersey, esposa do governador Phil Murphy, liderou o esforço. Murphy é uma das membros-fundadores do Fundo de Ação da realidade climática do antigo vice-presidente Al Gore.

“Décadas de tomadas de decisões míopes levaram a esta crise e, agora, devemos fazer tudo o que pudermos para ajudar as nossas crianças a resolvê-la”, disse Murphy.

“Esta geração de estudantes irão sentir os efeitos da mudança climática, mais do que qualquer outra”, continua. “ É decisivo que seja provido a cada estudante a oportunidade de estudar e entender a crise climática através de uma lente compreensiva e interdisciplinar.”

Preparando professores para a educação sobre mudança climática

Uma pesquisa de 2016, publicada na Science, descobriu que os professores de ciência frequentemente omitiam ou dedicavam menos tempo a assuntos “socialmente controversos”, como mudança climática e evolução, por medo de repercussões negativas.

Esta mesma pesquisa descobriu que 30% dos docentes afirmam que a crise climática é “provavelmente devida a causas naturais”.

Para 31%, a ciência ainda não estabeleceu as causas das mudanças climáticas. Entretanto, 97% dos cientistas mais importante concordam que a atividade humana é a força motriz.

“Será positivo para os estudantes de Nova Jersey serem lembrados da realidade da mudança climática, por meio dos estudos, e estarem aptos a pensar sobre isso em diferentes ângulos disciplinares”, diz Branch. No entanto, a maior parte da educação sobre a mudança climática ainda vai acontecer nas aulas de ciência. Ele acrescenta que “Nova Jersey terá de desprender tempo e esforço – e dinheiro – equipando seus professores para que eles possam cumprir com os novos padrões exigidos.”


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Destaques

Escritora aborda a importância da literatura para o reconhecimento dos direitos animais

Escritora aborda a importância da literatura para o reconhecimento dos direitos animais
Foto: Arquivo Pessoal/ Sinara Foss

Em uma entrevista exclusiva à ANDA, a escritura Sinara Foss, que além de trabalhar como escritora, também dedica seu tempo a outras duas profissões: tradutora e professora de inglês, ressaltou a importância da literatura para uma melhor compreensão e conscientização da população sobre os direitos animais.

Sinara Foss nasceu em 1969 na cidade de Santo Antônio da Patrulha, Região Metropolitana de Porto Alegre. Em 1996 lançou seu primeiro livro “Memórias de um Cachorro Velho”. E desde essa época não parou mais de publicar seus livros, chegando a nove livros publicados. Sete deles são sobre a proteção animal como: “Sherlock Cat”, “Memórias de um Cachorro Velho” e a coleção “Em Busca de um Mundo Melhor”, que contém cinco livros.

ANDA: Qual o papel da literatura na conscientização sobre a proteção animal?

SINARA FOSS: A conscientização da proteção animal é relevante para uma vida mais justa. Os protetores de animais realizam sozinhos um trabalho árduo, sem ajuda de governantes. A própria Constituição Federal afirma que os “animais são tutelados pelo Estado”, mas infelizmente, na prática não é isso o que acontece. São os protetores que recolhem das ruas os animais que foram largados à própria sorte. São eles que realizam castrações (muitas vezes com dinheiro arrecadados de rifas, brechós e doações de terceiros).

São eles que dão lares temporários, que curam e socializam o animal para que possa ser inserido em um lar definitivo. No período de Lar temporário (LT) o animalzinho sofrido, com comportamento muitas vezes arredio ou arisco devido ao que sofreu nas ruas, se socializa, interagindo com pessoas e outros animais e se prepara para um lar. As casas dos protetores geralmente são cheias de animais que a sociedade jogou fora.

A literatura contribui no sentido de desenvolver o senso crítico e também para despertar o leitor para novas experiências e novas realidades. Com a leitura de livros onde os animais são narradores. O leitor entra na psique do animal, sentindo o que ele sente. O leitor passa a “calçar o sapato do animal” e vê onde aperta! O leitor passa a ver o animal com outros olhos, passa a vê-lo como um ser vivo, que como ele, sente dor, fome frio e medo.

Escritora aborda a importância da literatura para o reconhecimento dos direitos animais
Foto: Arquivo Pessoal/ Sinara Foss

A literatura que aborda a proteção animal ainda é pouco propagada ou já estamos avançando nessa questão?

SF: A literatura sobre proteção animal engatinha no nosso país. Acredito que o meu “Memórias de Um Cachorro Velho” publicado em 1996, foi um dos primeiros no Brasil neste sentido. Depois lancei a coleção “Em Busca de um Mundo Melhor” com a Sissi, cadelinha amarela como narradora. Ano passado, “Sherlock Cat” um livrinho bilíngue, que inicia com a mudança de residência de seis gatos, também apareceu no mercado.

Ao longo desse tempo, tenho observado aqui e ali surgirem escritores da literatura infantil e juvenil engajados com a causa, mas ainda é muito pouco, tendo em vista a relevância da questão. É preciso que surjam mais livros, mais filmes, mais peças de teatro abordando esse tema. É de suma importância que essa causa se espalhe, e brote em corações e mentes de pessoas de todos os cantos de nosso país…quanto mais histórias sobre animais e seu bem-estar, mais leitores, se engajarão nesta luta que hoje é de poucos.

Como a literatura pode incentivar políticas públicas e legislações em prol dos animais?

SF: A literatura pode ajudar na medida em que ela lança uma luz sobre o assunto. Com leituras, com personagens animais, a causa alcançará mais pessoas. Dessa forma, um número maior de pessoas vai ficar ciente do problema que muitas vezes passa despercebido, até que um dia a questão chegue nos ouvidos e nos olhos daqueles que podem efetivamente fazer alguma coisa. Na medida em que mais e mais pessoas se interessam por um assunto, os governantes terão que incorpora-lo em sua pauta.

Quem dá cargos aos políticos somos nós. Temos que exigir deles que lutem pelos nossos interesses. A criança leitora de hoje, será o vereador, o prefeito, o governador, o policial, o profissional adulto de amanhã. A criança leitora de hoje será o legislador de amanhã. Temos que plantar a semente do bem, da empatia. A literatura pode, sem dúvidas, melhorar o nosso futuro. A literatura pode melhorar o futuro dos animais. Se o hoje não nos agrada, lutemos hoje pelo futuro, ele está logo ali, ao nosso alcance.

Agora me ocorreu um fato. Alguns anos atrás eu estava no supermercado aqui em minha cidade e um homem, conhecido, me abordou com um relato interessante. Seu filho tinha retirado da biblioteca da escola o meu livro “Memórias de um Cachorro Velho”. Ele, o pai
também leu. Contou que no dia anterior ao que falava comigo, um cachorro adulto, sem tutor, amanheceu deitado na área da sua casa. Contou-me que ia enxotar o cachorro, mas no momento em que ia fazê-lo, pensou no meu livro e nas palavras do Xôlo, o personagem
narrador. Resultado: ele estava ali no supermercado comprando ração e ia adota-lo.

A verdade é que não seria preciso leis, nem regras, nem multas se todos tivessem consciência. Acho que é aqui, na conscientização, na formação de personalidades empáticas que entra a literatura.

A literatura pode contribuir para a redução do abandono de animais? 

SF: A literatura engajada com a causa animal pode dar o exemplo. Os animais personagens, os animais narradores podem dar seu testemunho do que é bom e do que é ruim. Acredito que um leitor, quando lê uma narrativa que o coloca no lugar do animal, narrador ou personagem, jamais será indiferente a ele. A literatura é um portal imprescindível nesta causa pois é a forma mais fácil de alcançar a todos através da escola.

Escritora aborda a importância da literatura para o reconhecimento dos direitos animais
Foto: Reprodução/ Facebook/ Sinara Foss

É sobre a guarda responsável, o quanto a literatura pode contribuir?

SF: A literatura é fundamental na formação do ser humano. Uma pessoa consciente de seus direitos e deveres certamente será um ser responsável. Vou usar o verbo adotar, para responder essa pergunta. Sou radicalmente contra a compra e venda de animais. Vidas não tem preço. É preciso haver a abolição de compra e venda de animais… Tenho nojo de gigolôs de animais. Essas pessoas deveriam arrumar um emprego de verdade ao invés de explorar vidas.

Ninguém pode adotar sem antes responder mentalmente às perguntas. Vou castrar? Vou ter espaço adequado? Vou ter tempo para passarmos juntos? Onde vai dormir? Vou levá-lo ao veterinário para vacinas e vermífugos periódicos, banhos e anti-pulgas? Quando eu sair de férias, vai junto, vai ficar com quem? Vou cuidar dele como um membro da minha família até sua morte? essas são as perguntas a serem respondidas antes de adotar um animal.

A literatura também ajuda porque ela mostra a cena. O leitor visualiza dentro de sua cabeça. A cena pode ser ruim e triste, ou alegre e aprazível. Uma história, por exemplo, onde um cão sofre por irresponsabilidade, sem cuidados básicos, ou mesmo amarrado numa corrente curta, sem carinho e sem atenção… O leitor pode se compadecer e pensar algo como, “Nossa eu não quero que meu gato ou meu cão sofra assim.

Se por outro lado, a literatura abordar uma situação de felicidade, de alegrias, uma aventura divertida, o leitor também pode pensar: “É isso, é assim que eu quero criar os meus. É assim a vida que os meus vão ter.

Foto: Reprodução/ Facebook/ Sinara Foss

Após a pandemia tivemos um aumento de abandono de animais no Brasil. Ainda falta conscientização das pessoas sobre a proteção animal?

Abandono de animais no Brasil é um problema muito sério. Falta sim, muita conscientização. Falta empatia, o colocar se no lugar do outro. Falta fazer-se pergunta: Eu gostaria de ser tratado dessa maneira? Eu gostaria que me tratassem assim? Impossível destratar alguém se essa pergunta fosse feita. Ninguém gosta de ser maltratado, malquisto. Parece que as pessoas não pensam. O livro ajuda neste sentido. O livro faz pensar. Acredito que falte também interesse dos governantes sempre tão egoístas e centrados em seus umbigos em resolver esse problema.

Esse questão do abandono de animais nem seria um problema se cada um fizesse um pouquinho. Se cada um se responsabilizasse e cuidasse do seu animal não haveria animais nas ruas. Se cada um castrasse o seu próprio animal, não haveria crias indesejadas… Sem abandono não há dor. Sem abandono não há sofrimento.

Qual é a importância da educação ambiental e da literatura sobre os direitos animais nas escolas?

SF: As escolas têm papel fundamental. Infelizmente muitas escolas seguem burocracias e elas não tem autonomia para trabalhar o assunto. Direitos animais têm entrado nas escolas apenas através da literatura”. Temos que lutar para acrescentar ao currículo das escolas uma disciplina própria para animais e natureza. O mundo só vai melhorar quando a natureza e os animais forem respeitados.

Além de publicar livros sobre proteção animal, como você atua na causa?

SF: Eu ajudo compartilhando posts de amigos nas páginas do Facebook que eu administro. Doo muitos livros para rifas e brechós de amigos protetores que precisam. E ajudo mensalmente a ONG Animal Shelter, instituição que eu e alguns amigos criamos, que visa a proteção animal na cidade de Santo Antônio da Patrulha.

Foto: Reprodução/ Facebook/ Animais Shelter

Quanto o nosso país ainda precisa avançar na questão dos direitos animais?

SF: Infelizmente agora estamos passando um período de retrocesso em relação a fauna e a flora em nosso país. Animais de todos os tipos estão mais sujeitos a violência devido ao discurso do governo atual. Precisamos avançar muito. Primeiramente escolhendo governantes que tenham mais simpatia com a causa animal e com nossas florestas e menos com lucros.

Deixe uma mensagem sobre a importância proteção animal. 

SF: Minha mensagem é ainda a mesma do Xôlo e da Sissi nos meus livros. Vamos todos ajudar! Se cada um fizer a sua parte não vai ficar ruim para ninguém. Ao ver um animal precisando de ajuda, não ligue para outro, ajude você! Faça você mesmo! Não terceirize uma situação que é sua! Deixa-me terrivelmente triste alguém se deparar com uma situação, não fazer nada além de tirar uma foto e postar nas redes sociais.

“Ah, mas eu não tinha dinheiro pra recolher” Não tinha? O protetor também não tem. Mas ele ajuda, ele resgata, ele cuida e depois sim, o protetor posta foto para pedir.

Vamos plantar árvores. Vamos criar praças! Vamos criar parques! O pássaro vem se tiver galhos para fazer ninhos. O beija flor aparece no meio das flores! Nascentes brotam em meio a raízes de muitas árvores! Vamos, cada um de nós, fazer a nossa parte! Não vamos esperar por prefeitos, governadores ou presidente! A vida não pode esperar.

Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho da escritora Sinara Foss, pode entrar em contato com ela acessando o site ou pelo e-mail: sinaragfoss@gmail.com.

Ou pela página oficial da escritora no Facebook.


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Livro conta histórias reais de abandono e adoção de cachorros

A professora Ana Laura Galone decidiu ir além em seu trabalho voluntário em prol dos animais e escreveu o livro “10 contos caninos – uma reflexão para humanos” para doar para a causa animal os recursos arrecadados com a venda da obra. Em entrevista exclusiva à Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA), Ana Laura falou sobre os contos e abordou sua atuação em prol dos animais. Confira abaixo na íntegra.

Divulgação

ANDA: Quais temas são abordados nas histórias retratadas no livro?

Ana Laura Galone: São 10 contos, criados com base em vivências do grupo “Corrente Peluda”. Esse grupo, idealizado por mim, há 5 anos dá suporte para protetores de animais de Sorocaba (SP). A gente mantém essa corrente com caixinha, rifas, tarde de prêmios. Como não podemos resgatar, oferecemos suporte a quem resgata. Durante esses 5 anos, a gente ajudou muitos casos. Então, nesse livro aparecem casos de adoção, de abandono, de adoção de animais especiais, que não andam, o que geralmente é visto como um problema, já que as pessoas não querem adotar animais com deficiência. Mas o livro mostra uma adoção desse tipo.

O abandono na velhice é uma coisa muito comum também e que é retratada no livro. Infelizmente, é bonitinho quando é filhote, depois de idoso vai dar muito trabalho, então é abandonado. Adoção de animal adulto, que também é uma coisa complicada, porque as pessoas querem sempre filhotinho, também aparece no livro. São esses aspectos que trato no livro.

Mas eu sempre falo que o diferencial é que cada história é contada pelo animal, então é a visão do animal contando as suas histórias. E todo o dinheiro arrecadado com a venda do livro é revertido para a causa animal, o que é uma das formas que a gente também tem de ter uma caixinha para ajudar os protetores.

ANDA: Todos os contos são baseados em histórias reais?

Ana Laura Galone: Todos. Inclusive, um deles aconteceu na rua da minha casa. Todos os contos vêm acompanhados de foto do animal que passou por aquela situação. Não é exatamente a história do animal, eu mudo às vezes características como o sexo, se é macho ou fêmea. Mas é para dar uma floreada na história. No entanto, a situação base do conto foi passada pelo animal. E todos os casos receberam algum tipo de ajuda da Corrente Peluda.

ANDA: Tem algum conto presente no livro que você poderia dizer que te marcou mais?

Ana Laura Galone: Sempre me fazem esta pergunta, inclusive quando vou às escolas com a Corrente Peluda para falar sobre o livro e conscientizar os alunos. É o caso do Tupi, que vivia na rua em que moro. Ele foi abandonado com 13 anos. A pessoa simplesmente mudou de casa e o deixou. A vizinha começou a observar que a mulher estava organizando a mudança e o cachorro rodeando. O Tupi começou a pular no carro, tentando entrar. A vizinha perguntou: “você vai deixá-lo aqui?”, e recebeu a resposta: “ah, ele está velho, está acostumado, ele se vira”. A vizinha retrucou, dizendo que isso não aconteceria, que ele precisaria da tutora, mas não adiantou, ela foi embora e o abandonou. A vizinha teve que segurá-lo porque ele queria correr atrás do carro.

Eu conheci o Tupi há uns três anos, ele já estava bem idoso. Uma vez, passou em frente a minha casa e eu o alimentei. Desse dia em diante, ele começou a aparecer todos os dias para comer. Vinha com dificuldade, por conta da idade avançada, mas vinha. A vizinha acabou abrigando-o em sua garagem, inclusive oferecendo uma caminha para ele. Em novembro do ano passado, ela veio me contar que ele tinha morrido dormindo. Me marcou muito essa história porque a vizinha que o abrigou me contou que ele ia todos os dias em frente à antiga casa dele e ficava deitado, olhando para dentro, esperando a família voltar. Foi uma coisa que me doeu por conta da frieza do ser humano.

ANDA: Você falou que faz um trabalho nas escolas. Qual a faixa etária dos alunos e como é esse contato com eles? Como eles reagem?

Ana Laura Galone: Fui professora durante 31 anos. Trabalhei sempre com Infantil e Fundamental I, crianças com idades entre 4 anos e 10 anos. A gente conversa com eles sobre temas como adoção responsável e denúncia de maus-tratos. Explicamos que a denúncia tem que ser feita mesmo quando as autoridades não investigam, para deixar registrado e ter mais força. A gente faz como uma roda da conversa e é muito gostoso, porque geralmente as professoras fazem a leitura dos contos antes e incentivam a curiosidade deles. Muitos ficam na expectativa para falar com a autora do livro, então me sinto uma “super star” quando chego lá. Todos trazem perguntas elaboradas previamente, algumas salas fazem cartinhas com desenhos a respeito de algum conto do livro.

Eu também faço a venda do livro, dou autógrafo, tiro fotos com eles. Eles também têm muitos casos para contar, relatam histórias envolvendo animais que eles e familiares fizeram parte. O objetivo é sensibilizar, na intenção de que a criança leve aquela situação para casa, converse com a família. Conversamos muito sobre se colocar no lugar do animal que sofre com fome, com sede, que sente medo.

É muito bacana, a gente sai de lá enriquecido e com certeza eles também. Teve uma escola que encerrou o projeto pedindo fotos de animais para adoção que foram usadas pelas crianças para confeccionar cartazes sobre esses animais. Eles também pediram doação de ração. Naquele mês nós fomos buscar os sacos de ração e tiveram animais que foram doados através dessa iniciativa deles.

ANDA: Você contou este episódio desta escola que se motivou a ajudar os animais, com os cartazes de animais para adoção e doação de ração. Essa situação foi inédita ou, através da publicação do livro, aconteceu alguma outra ação direta em benefício dos animais?

Ana Laura Galone: A Corrente Peluda participa de eventos, por exemplo, a semana de medicina veterinária de determinada faculdade. Levamos livros e ficamos no local, com um banner, vendendo. Com isso, a gente acaba conhecendo pessoas e conversando. Esse contato levou a um aumento no número de voluntários da Corrente, que começou com cerca de 15 pessoas e hoje tem mais de 30. Todo início de mês, a maior parte dos voluntários doa ração para algum protetor de Sorocaba. A gente consegue cerca de 12 sacos mensais, de 15 kg cada. Já aconteceu também de uma pessoa ficar sabendo do livro e, ao comprar, decidir doar um saco de ração. Uma vez, estávamos vendendo o livro em uma loja e uma pessoa trouxe ração para a gente. Em relação à adoção, a única vez que aconteceu foi na ação feita pelos alunos da escola mesmo. Este ano, a instituição já decidiu que quer incentivar outras salas a fazerem o mesmo.

ANDA: Como surgiu a Corrente Peluda? 

Ana Laura Galone: Há cinco anos, vi uma ONG pedir doação de ração no Facebook e decidi ajudar. Depois, contei para pessoas que trabalhavam comigo em uma escola e elas disseram que gostariam de ser avisadas em uma próxima oportunidade para que pudessem colaborar também. Então, montei um grupo para que pudéssemos nos comunicar. Assim nasceu a Corrente Peluda, nome que eu escolhi. A gente divulga os casos e faz doações de itens necessários aos animais. Além disso, criamos produtos com a marca, como canecas e camisetas, que têm a estampa do grupo, e vendemos para arrecadar fundos.

Divulgação

ANDA: Quantos exemplares do livro já foram comercializados? Interessados em comprá-lo, conseguem fazer isso pela internet? Como funciona a venda?

Ana Laura Galone: Comecei lançando 200 exemplares. Vendi 137 no lançamento e o restante em seguida. Agora estamos caminhando para 500 exemplares vendidos. Devo ter cerca de 50 livros para vender ainda, e aí bateremos o número de 500 vendidos. Quem mora em Sorocaba (SP), consegue comprar comigo através do WhatsApp – 15 991110664 – ou pelo meu Facebook. Vendo para pessoas de outras cidades, desde que paguem o frete. Também já enviei livros para São Bernardo do Campo (SP) e Mairinque (SP).

Não coloquei o livro em livrarias para poder vendê-lo por um preço acessível – R$ 25. É possível comprar também pela Amazon e pelo site Autografia. Já foram enviados livros para o Japão e para os Estados Unidos através da Amazon. Eu prefiro, porém, que os livros sejam comprados diretamente comigo, quando possível, porque pelos sites recebo apenas uma porcentagem do lucro, e quando faço a venda direta, consigo o valor total e destino à causa animal.

ANDA: E os produtos da Corrente Peluda, interessados conseguem comprar de que maneira?

Ana Laura Galone: A sacola e o adesivo temos à pronta entrega. A camiseta e a caneca são vendidas sob encomenda. Basta entrar em contato comigo. Tenho todas as medidas da camiseta para a pessoa ver e escolher. Tem baby look e tradicional.

ANDA: Você disse, no começo da entrevista, que as histórias são contadas pelo animal. Qual foi seu objetivo ao escrever os contos dessa forma?

Ana Laura Galone: Na realidade, comecei a escrever o livro pela necessidade de ter mais dinheiro em caixa para ajudar os protetores. Nunca tinha escrito um livro, embora sempre tivesse gostado de escrever. Eu não queria simplesmente contar histórias, então decidi, para sensibilizar, colocar o animal contando sua própria história. Tem as histórias tristes e as felizes. Coloquei o animal como narrador para fazer as pessoas se colocarem no lugar dele.

Em uma das escolas que estive para falar do livro, uma criança perguntou: “como você sabe que o cachorro estava pensando isso?”. Eu respondi que não sei, mas que me coloquei no lugar dele e imaginei o que ele sentiu. Viver em um abrigo e, de repente, alguém o adota, leva para casa, oferece um lugar quentinho e toda atenção é voltada para ele. Embora o abrigo cuide bem, não é a mesma coisa que ter uma família. Perguntei para a criança: “como você acha que esse cachorro se sente?”. Ela respondeu: “ah, eu acho que ele ficou feliz, que ele gostou”. “Por exemplo, se você ver um animal na rua, revirando o lixo, o que você acha que ele sente?”, perguntei. Eles responderam que o animal sentia medo, vontade de chorar e tinha vontade de ir para perto da mãe dele. Com isso, as crianças conseguiram se colocar no lugar do animal.

E eu achei que escrever os contos assim ficou bem legal e diferente, porque realmente você lê a história e passa um filme na cabeça, até como se você fosse o animal da história. O objetivo foi sensibilizar o máximo possível.


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Universidade indiana vai servir quase um milhão de refeições veganas por ano no campus

Foto: Universidade Gautam Buddha (GBU)
Foto: Universidade Gautam Buddha (GBU)

A Universidade Gautam Buddha (GBU), com sede no norte da Índia, assinou recentemente um compromisso de parar de servir carne no campus e servir 960 mil refeições veganas por ano. A universidade aderiu ao compromisso da Green Tuesday Initiative (Iniciativa da Terça-Feira Verde), uma campanha organizada pelo grupo vegano Vegan Outreach, baseado no Estados Unidos, para ajudar instituições a adotarem práticas mais favoráveis ao clima e aos animais.

“Assumimos o compromisso da Iniciativa da Terça-feira Verde porque queremos reduzir nosso impacto no meio ambiente”, disse Shri Bachchu Singh, secretário da GBU. “Uma das maneiras mais fáceis de fazer isso é fazer pequenas alterações na comida servida no campus. Esperamos que outras universidades sigam nosso exemplo e se tornem mais ecologicamente corretas. ”

No início deste ano, a ONG Vegan Outreach trabalhou com a Lovely Professional University – uma das maiores universidades particulares da Índia, com mais de 30 mil estudantes – para ajudar a escola a reduzir o uso de laticínios em 14%. Além da universidades Lovely e GBU, dez outras instituições de ensino assumiram o compromisso da Terça-feira Verde.

“De indivíduos a grandes instituições, todos estão começando a fazer a conexão entre criação de animais para consumo e a mudança climática”, disse Aneeha Patwardhan, diretora de programas da ONG Vegan Outreach India. “Aplaudimos essa crescente conscientização e estamos aqui para apoiar qualquer pessoa que queira agir sobre essas questões”.

Fora da Índia, várias das principais universidades se comprometeram a parar de servir carne bovina este ano, incluindo a Universidade de Helsinque e a Universidade de Coimbra – as universidades mais antigas da Finlândia e de Portugal, respectivamente.

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Modelo de sapo artificial ultrarrealista é lançado para substituir animais em dissecações

SynFrog da empresa de modelos sintéticos SynDave | Foto: SynDave
SynFrog da empresa de modelos sintéticos SynDave | Foto: SynDave

Esta semana, cerca de 100 estudantes em J.W. A Mitchell High School, na Flórida, Estados Unidos, foram os primeiros a usar a ferramenta educacional de dissecação SynFrog, um substituto hiper-realista para sapos vivos. O modelo possui órgãos internos removíveis e anatomicamente corretos.

A ferramenta educacional foi desenvolvida pela empresa de modelos sintéticos SynDaver em parceria com a ONG People for the Ethical Treatment of Animals (PETA).

SynFrog da empresa de modelos sintéticos SynDave | Foto: SynDave
SynFrog da empresa de modelos sintéticos SynDave | Foto: SynDave

Pelo menos três milhões de sapos são mortos anualmente para aulas de dissecação escolar, uma prática que muitas vezes afasta as crianças das carreiras científicas, ensina-as a ser apáticas em relação aos seres vivos e esgota as populações de sapos selvagens.

SynFrog da empresa de modelos sintéticos SynDave | Foto: SynDave
SynFrog da empresa de modelos sintéticos SynDave | Foto: SynDave

Além de ser uma abordagem mais humana para a dissecção, o SynFrog está livre de produtos químicos como formaldeído e formalina e permite que os alunos interajam com órgãos que não são monocromáticos devido aos banhos químicos usados para preservar sapos mortos.

“A PETA promove a dissecação virtual há anos, mas alguns professores ainda solicitam ferramentas práticas de ensino – e é aí que o SynFrog entra”, disse Shalin Gala, vice-presidente de métodos laboratoriais internacionais da PETA.

SynFrog da empresa de modelos sintéticos SynDave | Foto: SynDave
SynFrog da empresa de modelos sintéticos SynDave | Foto: SynDave

“É mais seguro, mais eficaz e mais humano do que cortar animais mortos – uma prática que agora é destinada à lixeira destinada aos métodos de educação arcaica”, disse Gala.

Professores interessados em substituir sapos mortos por SynFrog podem entrar em contato com a PETA ou SynDaver para obter assistência. As informações são da ABC News.

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Promotora defende cardápio vegano implementado em escolas na Bahia

O Programa Escola Sustentável oferece aos alunos opções éticas, sustentáveis e saudáveis


A promotora Leticia Baird defendeu o cardápio vegano nas escolas públicas da Bahia. Instituições de quatro municípios – Serrinha, Teofilândia, Biritinga e Barrocas – foram contempladas com a alimentação livre de origem animal graças a importante atuação da promotora.

Foto: Terrence McCoy – Washington Post

A iniciativa é uma diretriz do Ministério Público da Bahia, estabelecida em 2018 em prol da sustentabilidade. Após os municípios serem convidados a assinar um termo de ajustamento de conduta, carnes, ovos e leite estão sendo progressivamente retirados da merenda escolar. Pasta de amendoim, pão vegano, carne de soja e outros alimentos vegetais estão sendo inseridos na alimentação dos alunos.

Atualmente, 40% do cardápio é de origem vegetal. O objetivo é que, no futuro, seja 100%. O projeto é apoiado pela ONG Humane Society International, que defende causas ambientais. As informações são da Gazeta do Povo.

No YouTube, a promotora aparece em vídeos nos quais defende os animais e alerta para o “perigo quase irreversível” dos dejetos de matadouros que contaminam a água e o solo. Ao jornal Washington Post, Letícia afirmou que, na Bahia, “encontrou uma culinária baseada em raízes, e que todos os nutrientes que ela precisa estão nos vegetais, além de estar tentando cortar o glúten”.

“Se uma alimentação à base de vegetais é mais barata financeiramente, custa menos para o meio ambiente e fornece igual suporte nutricional, por que o governo vai ter que comprar carne?”, defende. “Aquecimento global tá aí, emissão de gases do efeito estufa está aí, e qual é hoje a maior fonte de degradação ambiental atrelada a aquecimento global e gases poluentes? Sistema de produção alimentar”, completa.

O Programa Escola Sustentável foi idealizado pelo Ministério Público não só para garantir mais sustentabilidade, mas também para combater doenças causadas por produtos de origem animal, como a obesidade, o colesterol e a pressão alta. O órgão pretende, também, fomentar a agricultura familiar na região através do projeto.

“Modernamente, as entidades de pesquisa mais renomadas, inclusive The Lancet, que é a maior revista de publicação de medicina hoje no mundo, é muito antiga, Harvard, Stanford, Oxford, promovem esse tipo de alimentação”, diz a promotora. Segundo ela, o cardápio vegano garante melhorias na “qualidade da alimentação escolar, prevenção de doenças e melhor gestão de recursos públicos financeiros”.

“Não há na nossa legislação nenhuma norma que obrigue que a fonte seja de origem animal (…) os únicos itens obrigatórios são frutas e hortaliças. Não existe obrigatoriedade, não fala que é obrigatório usar ovo, leite, queijo, não existe”, continua.

Sobre a determinação feita em 2018 pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a respeito da necessidade de haver proteína animal no cardápio escolar, Letícia disse que “isso foi já em 2018, quando o programa já tinha sido lançado, então não há norma, não há lei”.

Sobre as pessoas que insistem em criticar o programa, a promotora afirmou que “talvez, exista um desajuste de informação quanto ao que hoje diz a ciência com relação à eficiência nutricional de uma alimentação à base de vegetais”. “É um descompasso desses críticos no que, modernamente, se sustenta sobre viabilidade nutricional, numa alimentação a base de vegetais”, reforçou.

De acordo com a coordenadora do projeto na região de Biritinga, Valdiceia Leão, inicialmente o programa encontrou resistência de algumas famílias. “Realmente, houve um impacto, até pela questão da cultura, houve um choque, teve reação”, explica. “Nós dissemos aos pais que seria gradativo e que, ao passo que a criança ia comendo, ia se adaptando”. Orgulhosa, Valdiceia conta que a filha, de 9 anos, não come carne. “Ela não come nada de doce, eu não dou, não deixo de jeito nenhum. E ama verdura. Não come carne, eu não dou carne, nem frango”, diz.

Em entrevista à Gazeta do Povo, a promotora defendeu a manutenção do programa, que oferece aos alunos opções éticas, sustentáveis e saudáveis. Confira abaixo.

Quando vocês substituírem 100%, e as pessoas que não… de repente vai ter alguém que não vai concordar com isso. Como é que fica essa questão?

Primeiro que a gente não chegou lá no 100% ainda, a gente está teorizando.

Mas pode ter gente que hoje mesmo, com 40%, não concorde, não é?

Quando você chega no hospital, para ser atendida, você pergunta se a marca da aspirina que ele vai te dar é x ou y ou você quer saber se a aspirina vai ter o mesmo efeito? É o que eu estou tentando dizer, e que a sociedade brasileira tem uma dificuldade para entender, porque nós ainda vemos o poder público de uma forma pessoalizada. Dinheiro público, recurso público não pode ser visto de acordo com as minhas preferências, meu gosto. Não, dinheiro público é escasso, não tem dinheiro para todas as coisas, então tem que fazer o máximo com o mínimo.

Se isso se mostra producente, sobre todas as perspectivas quando comparado a uma outra opção, o poder público nem pode ter escolha, porque é regido pelo princípio da eficiência. Infelizmente, a eficiência não é um princípio muito observado na prática da administração pública, e talvez por isso haja tanta divergência e essas ponderações das pessoas.

Hoje, por exemplo, se uma criança quisesse uma alimentação dessa [vegana], como é que isso seria? Pense o inverso, uma criança que por razões, não de saúde, até porque o acordo do MP, o TAC, tem uma cláusula muito expressa, se houver uma recomendação médica, de que a criança objetivamente precisa fazer uso, o governo vai ter que dar, se aquilo faz parte da saúde, uma prescrição médica fundamentada. Mas e uma criança que seja vegetariana, se ela for comer hoje na escola, vai ter arroz com charque. E aí? Ninguém pensa o outro lado?

Mas então não seria justo equilibrar o cardápio? E quando chegar em 100%? E essas crianças que querem comer carne?

É aquilo que eu acabei de falar, que talvez você ainda não compreendeu, a gente está falando de recurso público.

Tá, mas o recurso…

Mas o que?! Você vai escolher se o governo vai comprar ambulância branca que custa 100 mil?

Mas quando chegar a 100% vai tender a um lado, ao veganismo. E o outro lado?

Não, a questão não é veganismo. É utilização de recurso público, é isso que eu sempre tento deixar claro.

Mas vão continuar existindo pessoas que querem se alimentar com carne, não é?

Que comam em casa com o seu dinheiro, porque aqui a gente está falando de recurso público.


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De olho no planeta, Notícias

Itália é o primeiro país a tornar obrigatório o estudo das mudanças climáticas nas escolas

Incêndio na Floresta Amazônica, setembro de 2019 | Foto: The Telegraph
Incêndio na Floresta Amazônica, setembro de 2019 | Foto: The Telegraph

O ministro da Educação da Itália anunciou na terça-feira última (05), que uma nova legislação faz do país o primeiro do mundo a tornar obrigatório o estudo das mudanças climáticas nas escolas.

Segundo uma nova lei, todas as escolas estaduais dedicarão cerca de uma hora por semana às questões de sustentabilidade e mudança climática a partir do início do próximo ano acadêmico, disse o ministro Lorenzo Fioramonti. Isso equivaleria a cerca de 33 horas por ano.

“Este é um novo modelo de educação cívica centrado no desenvolvimento sustentável e nas mudanças climáticas”, disse o ministro ao jornal The Telegraph.

“É uma nova matéria que será ensinada do primeiro ao 13º ano, dos seis aos 19 anos”.

O plano de estudos será baseado nas 17 metas de desenvolvimento sustentável da ONU, incluindo como viver de forma mais sustentável, como combater a poluição dos oceanos e como lidar com a pobreza e a injustiça social.

“A Itália será o primeiro país do mundo a adotar esse quadro de disciplinas”, disse Fioramonti.

“Existem países como o Butão que se concentram na felicidade e no bem-estar, e não no PIB, mas é a primeira vez que um país toma a agenda da ONU e a transforma em modelo de ensino”, disse o ministro, membro do Movimento Cinco Estrelas, que está em coalizão com o Partido Democrata, de centro-esquerda.

Ele foi nomeado ministro da Educação há dois meses, quando a nova coalizão foi formada após o colapso do governo anterior, precipitado por Matteo Salvini, da Liga, ao retirar seu apoio.

Em setembro, quando milhões de crianças em todo o mundo participaram das marchas da Fridays for Future (Sextas-feiras para o Futuro), ele condenou os críticos dizendo que as crianças italianas deveriam ter permissão de faltar à escola por um dia.

A coalizão tem apenas dois meses, mas os dois partidos já estão em desacordo com o orçamento de 2020 e tiveram uma derrota humilhante em uma eleição regional na Umbria.

A Liga da Direita, apesar de estar em oposição, continua sendo de longe o partido mais popular da Itália, com mais de 30% de apoio dos eleitores.

Fioramonti disse estar confiante de que a coalizão durará o resto da legislatura, mas que, mesmo que não o faça, sua iniciativa sobreviverá.

“A lei foi aprovada. Portanto, a menos que exista um novo governo que realmente odeie a lei e a destrua, ela será implementada. Isso envolve questões muto além deste governo”.

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Almoços escolares veganos têm três vezes mais fibras que as refeições baseadas em carne

Foto: Stock image
Foto: Stock image

Os almoços escolares veganos fornecem três vezes mais fibras que os almoços escolares comuns, de acordo com um novo estudo publicado no periódico The Journal of Child Nutrition & Management.

O estudo piloto foi realizado depois que seis opções baseadas em vegetais foram introduzidas para aproximadamente 500 crianças de cinco a 14 anos nas escolas em Washington, DC. O grupo médico Physicians Committee for Responsible Medicine ou Comitê de Médicos para Medicina Responsável (PCRM) lançou a iniciativa nas escolas em parceria com a DC Central Kitchen, organização sem fins lucrativos.

“Muitas crianças americanas estão com falta de frutas, vegetais e fibras no corpo – o que as deixa vulneráveis a doenças cardíacas, diabetes e outros problemas de saúde graves”, disse Susan Levin, diretora de educação nutricional do PCRM. “Nosso programa piloto mostrou que servir opções à base de vegetais na hora do almoço pode ajudar as crianças a obter mais nutrientes importantes de que precisam para se manter saudáveis”.

O PCRM descobriu que as refeições veganas, que apresentam pratos contendo gergelim, tofu, chili de três feijões e churrasco de hambúrgueres vegetarianos, continham uma média de 9,5 gramas de fibra, enquanto as refeições escolares comuns em média apenas 2,8 gramas de fibra.

Além da fibra (que 9 em cada 10 crianças não consome em quantidades adequadas), o PCRM constatou que as refeições veganas continham mais ferro, cálcio e vitaminas A e C e menos gordura saturada do que as de origem animal.

Os pesquisadores também rastrearam o desperdício durante o estudo piloto e descobriram que os resíduos das entradas veganas não excederam a média nacional de resíduos alimentares, o que significa que as crianças estavam escolhendo e consumindo as refeições à base de plantas.

“O estudo mostrou que as refeições não são apenas saudáveis, mas também são populares entre os alunos”, disse Levin. “Já se foram os dias da carne misteriosa, quando as crianças não sabiam o que havia por trás da carne em seus pratos – os estudantes de Washington DC agora optam por encher as bandejas do almoço com refeições como tofu de gergelim com arroz integral, brócolis e melancia cultivados localmente”

“Espereamos que nosso programa piloto incentive as escolas de todo o país a adicionar refeições à base de vegetais que promovem a saúde em seus próprios menus. Atualmente, uma legislação está sendo considerada em Nova York e na Califórnia para promover refeições à base de vegetais nas lanchonetes das escolas”.

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Conselho escocês introduz refeições à base de vegetais em todas as escolas

Foto: Adobe
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Um conselho escocês no distrito de West Dunbartonshire introduzirá alimentos à base de vegetais em todos os berçários, escolas primárias e escolas secundárias sob a sua jurisdição.

A decisão vem na esteira dos desafios encontrados por uma mãe moradora de Glasgow, Alexis Kasravi, que lutou para que sua filha de cinco anos, Mia, pudesse ter uma opção vegana no berçário.

É relatado que Mia não podia levar comida de casa por causa de problemas de saúde e contaminação cruzada (alimentos em transporte).

Promoção da inclusão

Segundo o jornal The Scotish, Kasravi disse: “Estou muito feliz que minha filha possa desfrutar das refeições que ela merece e que outras crianças veganas receberão automaticamente essa opção também”.

“É importante que instituições públicas como escolas atendam aos alunos veganos, mas a maioria das pessoas pode se beneficiar de alimentos à base de vegetais, por isso esse tipo de decisão promove não só a inclusão, mas a sustentabilidade e a boa nutrição”.

Kasravi também acrescentou que Mia, que agora está na escola primária, está gostando de sua comida e não precisa mais se preocupar com “novas batalhas na escola secundária” para conseguir alimentos adequados, mais tarde em sua vida.

The Vegan Society (A Sociedade Vegana)

A Dra. Jeanette Rowley, consultora jurídica da The Vegan Society, disse: “Estamos muito satisfeitos por termos conseguido ajudar Alexis e Mia”.

“Todas as crianças, independentemente de suas convicções éticas, devem poder se beneficiar de programas financiadas pelo governo. Aplaudimos a escola e o conselho por reconhecer isso”.

“O veganismo é protegido pelas leis de direitos humanos e igualdade, o que significa que, se uma criança é elegível para uma refeição escolar gratuita, o dever do estado é não é discriminar e oferecer uma opção vegana a ela”.

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Cientistas pressionam autoridades a cortar carne e laticínios dos cardápios escolares

Foto: Adobe
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Cientistas de várias nacionalidades publicaram uma carta aberta – enviada a prefeitos de todo o mundo – pedindo menos carne e mais alimentos à base de vegetais para serem servidos em cantinas públicas como as disponíveis em escolas e hospitais.

Os 65 cientistas, que vêm de vários países, afirmam que a implementação dessas medidas é necessária “para manter um clima e um planeta seguros para o futuro da humanidade” devido à alta pegada dos produtos de origem animal.

Além disso, eles dizem que colocar mais alimentos à base de vegetais no cardápio pode ajudar a evitar mortes globais por desnutrição.

“Soluções inovadoras”

“Para criar um futuro saudável para os cidadãos e o planeta, hoje pedimos aos prefeitos que reduzam a carne nas refeições servidas nas cantinas públicas e aumentem os alimentos à base de vegetais”, diz a carta, que também destaca o impacto dos danos que a produção de laticínios tem no planeta.

“Os líderes da cidade desempenham um papel crucial no avanço de soluções inovadoras que melhoram o bem-estar dos cidadãos e contribuem para manter um clima e um planeta seguros para as gerações futuras”, diz o texto da carta.

“Uma das formas dessas soluções inovadoras está relacionada às políticas alimentares urbanas, que oferecem opções em que todos saem ganhando para melhorar a saúde pública nos centros urbanos e, ao mesmo tempo, contribuem bastante para reduzir as emissões climáticas, tanto nas áreas rurais quanto nas urbanas”.

“Políticas alimentares”

Os cientistas citam exemplos de prefeitos de cidades que já adotaram esse tipo de política, incluindo o prefeito de Nova York Bill de Blasio e o presidente do bairro do Brooklyn, Eric Adams.

A dupla anunciou recentemente que mais de 1,1 milhão de estudantes terão uma refeição vegetariana toda semana, pois todas as 1.700 escolas públicas de Nova York servirão refeições sem carne toda segunda-feira.

Usando estratégias semelhantes em Lille na França e Veracruz no México, as crianças recebem refeições à base de vegetais e sem carne pelo menos um dia por semana.

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Escolas francesas vão servir um almoço sem carne por semana aos alunos

Foto: Friends of the Earth
Foto: Friends of the Earth

As escolas francesas vão passar a oferecer aos alunos pelo menos um almoço totalmente sem carne por semana, a partir de 1º de novembro.

O anúncio segue uma lei (“loi Egalim”) que foi aprovada em 2018 – e determina que todas as escolas devem oferecer aos estudantes pelo menos um almoço por semana que não contenha carne ou peixe.

Lei em vigor

Segundo o jornal Local France, o porta-voz do Greenpeace, Laure Ducos, disse: “Houve muito pouca informação divulgada pelo ministério responsável e não houve publicação de decreto.

“Existem, portanto, algumas cidades que acreditam que essa medida não é obrigatória, porque não houve um decreto, mas isso não é verdade: a lei foi aprovada e é, portanto, importante recordar e cumprir essas obrigações”.

Rodrigo Arenas, presidente da Federação do Conselho dos Pais de Elèves – que trabalhou em parceria com o Greenpeace – acrescentou: “Também é papel da escola ensinar os alunos a comer menos carne em prol de sua saúde”.

“Ideia brilhante”

No início deste ano, o chef Jamie Oliver disse que seria “brilhante” se as escolas se tornassem vegetarianas durante uma entrevista ao The Herald Scotland, na qual ele promoveu seu novo programa de culinária Meat-Free Meals.

“Geralmente, o que uma criança e uma família precisam para ter uma alimentação saudável são os mesmos alimentos cujo consumo vai ajudar o planeta – mais vegetais, mais nozes, mais sementes, mais legumes”, acrescentou a estrela.

“Se eu tivesse uma varinha mágica,  David Attenborough e dizer: “Podemos fazer um programa chamado My Health, My Planet (Minha Saúde, Meu Planeta)?”. “Porque acredito de verdade que essa é a conversa mais necessária agora” concluiu o chef.

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