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Governo Trump volta atrás e revoga a decisão de usar bombas de cianeto de sódio para matar animais selvagens

Um urso pardo e seu filhote andam perto da angra do pelicano no parque nacional de Yellowstone, Wyoming. No ano passado, a Wildlife Services matou mais de 1,5 milhão de animais silvestres nativos em todo o país, incluindo os ursos | Foto: Karen Bleier/AFP/Getty Images
Um urso pardo e seu filhote andam no parque nacional de Yellowstone, Wyoming (EUA) | Foto: Karen Bleier/AFP/Getty Images

Após uma série de protestos públicos contínuos, a administração Trump anulou sua decisão de autorizar novamente as cruéis armadilhas (bombas) de cianeto para matar animais selvagens.

As armadilhas, conhecidas como M-44 e apelidadas de “bombas de cianureto”, são dispositivos carregados por uma mola que emitem um spray de cianeto de sódio para matar seus alvos. As armadilhas são usadas com mais frequência pela Wildlife Services, uma agência federal pouco conhecida dentro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, para matar coiotes, raposas e outros animais a mando de operadores agrícolas privados.

No ano passado, a Wildlife Services matou mais de 1,5 milhão de animais silvestres nativos em todo o país, incluindo ursos, lobos, pássaros e muito mais. Cerca de 6.500 dessas mortes foram causadas por armadilhas M-44.

“Estou anunciando a revogação da decisão de revisão de registro provisório da EPA sobre cianeto de sódio, o composto usado em dispositivos M-44 para controlar predadores selvagens”, Andrew Wheeler, administrador da Agência de Proteção Ambiental, anunciou em comunicado público. “Esta questão merece uma análise mais aprofundada e discussões adicionais pela EPA com os fabricantes deste material”.

Em um anúncio na semana passada, a EPA disse que autorizou funcionários do governo a continuar usando o M-44 de forma interina. A decisão provocou fúria entre os defensores da vida selvagem e outros, que condenaram a decisão como uma ameaça imprudente aos seres humanos e ao meio ambiente. M-44s, que são implantados em terras públicas e privadas em todo o país, levaram no passado a morte inadvertida de espécies ameaçadas de extinção e animais domésticos. Eles até prejudicaram seres humanos, incluindo um adolescente que foi envenenado por um M-44 em Pocatello, Idaho, em 2017.

Brooks Fahy, diretor executivo da Predator Defense, um grupo de defesa da vida selvagem que é um dos principais oponentes das armadilhas M-44, disse que o anúncio da EPA foi uma reversão bem-vinda.

“Obviamente, alguém na EPA está prestando atenção às preocupações do público sobre bombas de cianureto”, disse Fahy em um comunicado. “Parece que eles estão respondendo ao ultraje público sobre a decisão provisória da semana passada. O nosso telefone tem estado fora do gancho de tantas ligações de cidadãos preocupados em relação permissão para continuar usando esses dispositivos horríveis. Temos que ficar atentos a como isso vai se desenrolar daqui por diante”.

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Carrapaticidas e antipulgas terão que reformular rótulos

Carrapaticidas e antipulgas estão na mira de Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos
Foto: Flickr/CC

Devido ao grande número de registros de gatos e cães que sofreram convulsões ou morreram após seus tutores aplicarem produtos para eliminar pulgas e carrapatos, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos está exigindo que os rótulos dessas embalagens sejam reformulados.

De acordo com reportagem do The Wall Street Journal, a EPA quer que os fabricantes de antipulgas e carrapaticidas destaquem nas instruções de uso, que o produto não deve ser aplicado em excesso (deve-se respeitar o intervalo entre as aplicações), e que elas devem seguir a quantidade que está estampada no rótulo. Vale lembrar que as doses para cães e gatos são diferentes, e elas também variam de acordo com o peso e tamanho do animal, idade e até a saúde do pet (se ele estiver doente, ou passando por algum tipo de tratamento).

Todos os anos esses produtos são adquiridos para eliminar os insetos que podem transmitir doenças para os animais e também para os humanos. Agora, fabricantes como Bayer AG, Merck & Co. e Pfizer, terão que se adequar às normas exigidas pela EPA. Notícias sobre convulsões e mortes surgem ao mesmo tempo em que a Agência apresenta aumento do número de animais de estimação que tiveram reações após a aplicação do produto. A EPA informou que em 2008, recebeu 44 mil notificações de reações adversas de carrapaticidas e antipulgas, o que representa um crescimento de 53% em relação ao ano anterior.

Aumenta registro de animais que sofreram convulsões ou morreram, após aplicação de produtos para eliminar insetos
Foto: Flickr/CC

Há mais de um ano a Agência de Proteção Ambiental vem investigando o caso. Os fabricantes se defendem afirmando que as pessoas que aplicam o produto não estão seguindo as instruções corretamente. Já o assistente da diretoria do Escritório de Prevenção, Pesticidas e Substâncias Tóxicas da EPA, Steve Owens, disse em uma entrevista coletiva, que a culpa é do rótulo, e não do consumidor. “Eu não sei como é possível culpar a vítima quando a embalagem não está clara”.

Owen também informou que em muitos casos as pessoas não sabem que é preciso dosar a quantidade do produto de acordo com o peso do animal. É por isso que a EPA está exigindo dosagens mais precisas nos rótulos. Caso os fabricantes não façam as alterações necessárias, eles serão forçados a fazê-lo, afirmou o representante da EPA.


Fonte: UOL


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