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Animais são envenenados em praça: ‘falta de empatia com o ser que passa fome na rua’

Gato morto por envenenamento (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Há dois anos, animais estão sendo envenenados em uma praça na quadra Arne 12 de Palmas, no Tocantins. Nos últimos meses, a situação tem piorado, com aumento no número de envenenamentos.

Uma gata que acabou de dar à luz oito filhotes foi a última vítima. Com a morte da mãe, os filhotes foram resgatados e serão cuidados até a adoção. Comovida com a história, Kamilla Rodrigues levou os gatinhos para sua casa.

“Meu irmão me marcou em uma publicação da página onde eles publicam sobre animais. Lá tinha que esses filhotes precisavam de um lar onde tivesse uma gatinha que estivesse amamentado. Eu entrei em contato com a página, dizendo que tinha e que poderia ficar com eles durante o período de amamentação”, disse ao G1.

A suspeita da médica veterinária Fernanda Luíza Rosa é que os animais estejam morrendo em decorrência de uma hemorragia causada pelo veneno.

“Está mais intenso nesses últimos dias, mas sempre aconteceu essa questão de envenenamento na quadra, isso vem de um a dois anos. A gente suspeita que é um veneno que causa hemorragia. É o que está causando a morte dos gatos em situação de rua e alguns cães. Inclusive de cães de tutores, de pessoas que vem passear na praça, o cão come o alimento envenenado e o tutor não vê e vai parar na emergência da veterinária”, contou.

Um desses tutores que perderam membros de sua família é a aposentada Neide Ozório. Ela perdeu o cachorro Salomão, que foi envenenado. “Tive um cachorro envenenado dentro da praça. Eu peço a todas as pessoas que, por favor, vamos preservar a vida dos nossos animais, dos nossos companheiros. Eles nos trazem grande saúde mental. Vamos lutar em prol da vida desses seres que nos trazem tanta alegria”, disse.

Filhotes de gata envenenada estão sendo cuidados por outro animal (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Moradores da região estão indignados com os envenenamentos e tentam proteger os animais abandonados da forma como podem. Para a veterinária

Os moradores da quadra não entendem porque tanta crueldade e tentam ajudar e proteger os animais de rua. “A gente está entrando no quarto mês. Justamente para que esses animais pararem de procriar, invadir a casa alheia para roubar comida e pular no telhado fazendo barulho à noite. Na verdade, é o ódio mesmo, a falta de empatia com o ser que está na rua passando fome”, afirmou a veterinária.

Envenenar animais é crime e os casos devem ser investigados à Polícia Civil para que sejam investigados.


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Após ameaças, um cão é esfaqueado e outros são envenenados em abrigo

Foto: Mônica Aquino/Arquivo pessoal

Um cachorro foi esfaqueado e quatro foram envenenados em um abrigo para animais abandonados em Goiânia (GO). A fundadora do local, Mônica Aquino, fez uma denúncia à polícia e relatou ameaças que antecederam os crimes.

A protetora mantém 300 animais no abrigo e teme pela vida deles. “Meu cansaço está ficando maior que a minha esperança. Não tenho mais como proteger os animais. Não há lei, não há justiça”, desabafou Mônica, em entrevista ao G1.

No dia 2 de julho, Mônica teria discutido com um vizinho. Segundo ela, o homem jogou lixo e ateou fogo no material dentro da chácara onde os animais vivem.

“Eu pedi que não fizesse isso. Ele me xingou e ameaçou me matar e matar todos os animais. No dia seguinte, cedo, o primeiro cachorro morreu. Passaram dois dias, outro cachorro amanheceu morto no canil. Mais dois dias, outro cachorro morto. Passados cinco dias, apareceu uma morta com perfuração”, contou.

Num primeiro momento, Mônica suspeitou que os cães tivessem morrido em decorrência de parvovirose, doença viral que pode ser fatal. No entanto, os envenenamentos foram constatados por veterinários que examinaram os corpos.

Com a aparição de uma cadela morta por esfaqueamento, no dia 14 de julho, a protetora recorreu à polícia. “Eu tive notícia de que tinha sido aberto inquérito na Polícia Civil. Os corpos de alguns deles estão na Polícia Técnico-científica para investigação. Deve sair o laudo nos próximos dias”, disse.

Funcionários da chácara viram o vizinho que teria feito as ameaças saindo do abrigo no último domingo (2). Ele tentou invadir o local novamente depois de 40 minutos, mas foi impedido.

Preocupada, Mônica tem medo de novas mortes e teme pela própria vida. “A gente está vivendo uma situação muito difícil”, concluiu.


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Inquérito que investiga morte de 69 cães já chega a 180 páginas

WhatsApp/Bhaz/Reprodução

Um inquérito que investiga a morte de 69 cachorros em um lar temporário para animais em Minas Gerais já chega a 180 páginas. Vinte e uma pessoas já foram ouvidas pela polícia.

As investigações tiveram início na Delegacia de Polícia Civil em Ribeirão das Neves, cidade onde estava localizado o primeiro endereço do lar temporário para animais “Entre Latidos e Miados”, que depois foi transferido para a cidade de Contagem.

O crime bárbaro chocou os moradores de Contagem. Segundo informações do portal Bhaz, as investigações policiais foram iniciadas em 16 de março, quando o estabelecimento no qual os animais eram mantidos estava sendo transferido para Contagem.

Os responsáveis pelo “Entre Latidos e Miados” encontraram alguns cachorros mortos e outros agonizando quando chegaram ao novo endereço do lar temporário. A suspeita é de que os animais tenham sido envenenados.

O crime resultou na morte de 69 cães. Desses, 11 tinham sido socorridos com vida, em estado crítico, mas morreram logo depois. Apenas quatro animais sobreviveram.

Os corpos de 51 cães foram submetidos à necrópsia e cinco laudos técnicos foram produzidos. De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, alguns animais não puderam ser submetidos a exames porque seus corpos estavam em estado avançado de decomposição.

Não há previsão para a conclusão do inquérito, que está sendo mantido em sigilo para não prejudicar as investigações.


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Protetora denuncia envenenamento de cerca de 20 gatos em Vilhena (RO)

Vinte dois gatinhos foram envenenados em Vilhena, região sul do Estado de Roraima. A tutora Sheila Adriana Pompermayer, de 25 anos, registou boletim de ocorrência na Polícia Militar (PM).

O crime foi identificado pela cuidadora dos animais quando eles começaram a apresentar sintomas de intoxicação.

Foto: Arquivo pessoal

Segundo o veterinário José Luiz Timmermann, que atendeu os felinos, há suspeita de crime de envenenamento. “A gata estava com salivação excessiva, tremendo e tossindo. Começamos dar o medicamento para intoxicação junto com o de gripe para todos eles”, informou o médico para o G1.

Infelizmente, apesar do tratamento e do rápido diagnóstico, um dos gatinhos faleceu e ou outros três estão internados.

Para Sheila, que resgata animais abandonados e os mantêm saudáveis e felizes dentro de sua residência, que possui muros altos e espaço para todos, este fato deve ser divulgado e investigado.

Foto: Arquivo Pessoal

“Eu não tenho como acusar alguém, mas como protetora não posso moralmente me calar, principalmente porque meus gatos não saem para rua e não incomodam ninguém”, ressaltou.

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Cadáver de elefante envenenado
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Centenas de urubus são envenenados e mortos por caçadores

No Zimbábue, caçadores utilizaram cianeto para matar dezenas de elefantes por suas presas de marfim. Em Moçambique, três leões morreram depois de comerem uma isca com um pesticida.

Cadáver de elefante envenenado
Foto: AP/Tsvangirayi Mukwazhi

Envenenar animais selvagens africanos é uma prática antiga, mas os ativistas temem que isso esteja aumentando em algumas áreas, principalmente com o acesso relativamente fácil aos produtos químicos agrícolas e  com o crescente mercado de partes de animais, que aumenta a pressão sobre diversas espécies.

A ameaça é agravada pela natureza indiscriminada dos assassinatos por envenenamento, em que um único cadáver contaminado pode matar vários animais, especialmente urubus. Neste mês, um banco de dados foi lançado em todo o continente para coletar informações sobre o envenenamento da vida selvagem e compreender melhor um fenômeno muito documentado no Sul da África, onde 70 leões foram fatalmente envenenados nos últimos 18 meses.

Embora a African Wildlife Poisoning Database não possua registros de áreas subdeclaradas, incluindo a África Central, ela existe desde 1961 e lista quase 300 incidentes de envenenamento em 15 países africanos que mataram mais de 8 mil animais de dezenas de espécies, incluindo leopardos, hienas, impalas e cegonhas.

“Ainda é um grande trabalho em progresso”, ressaltou Darcy Ogada coordenadora do banco de dados sediado no Quênia e diretora-assistente de programas da África do The Peregrine Fund, um grupo de proteção.

O objetivo, segundo ela, é conseguir que os governos prestem mais atenção ao “mundo subterrâneo” do envenenamento da vida selvagem que também ameaça bois, vacas, fontes de água e as pessoas que consomem carne.

Caçadores armados já mataram centenas de milhares de elefantes e milhares de rinocerontes na África nos últimos anos, mas cada vez mais traficantes de animais selvagens têm envenenado cadáveres para matar urubus.

Anteriormente, os venenos, como a estricnina, eram usados principalmente por fazendeiros para matar chacais, cães selvagens e outros predadores que atacam bois e vacas embora algumas  comunidades tenham respondido positivamente a campanhas contra a prática cruel.

Em 2013, entre 400 e 600 urubus morreram depois de comerem um elefante que foi morto por seu marfim na área do Zambezi, na Namíbia, disse Andre Botha, gerente do banco de dados de envenenamento e gerente de projetos especiais da Endangered Wildlife Trust, um grupo sul-africano. “Este é o maior número de urubus mortos em um único incidente de envenenamento que temos no banco de dados até o momento”, ressaltou.

Algumas das espécies de urubus da África, cujas partes também são consideradas valiosas pela medicina tradicional, estão listadas como criticamente ameaçadas de extinção. As populações do Sul da Ásia são uma parcela do que eram principalmente devido à alimentação de bois e vacas contaminados com diclofenaco, uma droga veterinária que é tóxica para urubus. As proibições do governo em relação à droga, no entanto, ajudaram a controlar um pouco as perdas.

Os leões africanos estão em perigo em parte devido à invasão de seus habitats pelos humanos e à caça que os priva de suas presas. A morte de leões por envenenamento, muito praticada por fazendeiros, parece refletir a crescente demanda local e asiática pelas garras, ossos e outras partes dos leões usados na medicina tradicional, de acordo com Botha.

Cerca de 70  leões foram envenenados no Sul da África desde o ano passado. A base de dados informa um total de 51 leões mortos dessa maneira entre 1980 e 2015.

Em Julho, funcionários do Mozambique’s Limpopo National Park, em Moçambique e na fronteira com a África do Sul, encontraram pistas de caçadores, iscas com veneno e cadáveres de três leões e uma hiena, de acordo com a Peace Parks Foundation.

As autoridades acreditam que os caçadores utilizaram uma substância contendo o pesticida aldicarb, proibido pela África do Sul devido à ameaça ao meio ambiente, revelou a VOA News.

Outro pesticida, o carbofurano, é usado em países como o Botswana, a Tanzânia e o Quênia, disse Tim Snow, um ativista sul-africano que ajuda a treinar guardas-florestais do sul da África para atuar em regiões de envenenamento.

De acordo com ele,  os caçadores do Zimbábue mataram mais de 90 elefantes desde 2015 ao envenenarem fontes de água com cianeto, um produto químico usado para extrair o ouro do minério. As autoridades encontraram cianeto dentro de veículos em bloqueios policiais e em um armazém na cidade de Bulawayo, disse Snow.

Educar as comunidades sobre as consequências dos envenamentos da vida selvagem é fundamental, disse Mark Anderson, CEO da BirdLife África do Sul. Proibir venenos possui um impacto restrito porque “há um suprimento ilimitado e uma variedade de venenos que podem ser utilizados”, enfatizou.

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Animais são vítimas de envenenamento no interior de Concórdia (SC)

veneno

Alguns animais tutelados pelo senhor Evandro Angelo Poletto, localizada na comunidade de Linha Poletto, interior de Concórdia, estão sendo envenenados. A denúncia parte do próprio Evandro, que registrou um Boletim de Ocorrência Segundo ele, alguns animais até já morreram.

De acordo com Evandro, o fato vem ocorrendo há cerca de dez dias. Os gatos e os cachorros tutelados por dele têm sido os alvos. Pelo menos um filhote de cachorro, da raça rottweiler, e quatro gatos já morreram em decorrência do envenenamento. Ele ainda conseguiu salvar um outro cachorro que também havia sido envenenado.

Evandro tem ainda outros animais e teme que eles também sejam atacados. O tutor já tem algumas suspeitas quanto aos responsáveis do crime, mas não tem provas. De acordo com o homem, esses suspeitos teriam dito aos filhos dele que envenenariam os animais.

Fonte: Rádio Rural

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ONG Ame Bicho fala sobre envenenamento de animais em Maravilha (SC) durante sessão na Câmara

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Divulgação

A ONG Ame Bicho de Maravilha (SC) participou da sessão da Câmara de Vereadores desta segunda-feira (2). Na oportunidade, um dos membros da ONG, Bruno Lauar Scofield, falou sobre os casos de envenenamento de animais que vêm acontecendo no município. Ele alertou sobre o perigo dos venenos, pois, além de matar o animal pode causar danos à saúde humana também.

Scofield questionou de onde vêm esses produtos e que pode estar ocorrendo venda clandestina. Para isso ele pediu, em nome da ONG, mais fiscalização no município. Também pediu o apoio dos vereadores no trabalho de conscientização da sociedade sobre os casos de envenenamento que está acontecendo.

Fonte: WH

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Sociedade Protetora denuncia matança de gatos em Votuporanga (SP)

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O presidente da SPAVO (Sociedade Protetora dos Animais de Votuporanga) Leonardo Brigagão denunciou o envenenamento de seis gatos em Votuporanga na manhã desta quarta-feira (19).

Os animais foram encontrados na avenida João Gonçalves Leite, e já foi registrado um B.O. para o caso.

Leia a postagem em sua rede social:

“Seis gatos foram envenenados, ontem, na Avenida João Gonçalves Leite. Uma crueldade que não para de crescer em nossa cidade. Infelizmente, dificilmente chegaremos até o autor do crime, mas, será realizado um B.O para que o caso seja investigado pela polícia. O que mais me chama atenção é que esses tipos de venenos são facilmente encontrados em vários estabelecimentos de nossa cidade. Quem fez isso, se soubesse como um animal sofre co consumir veneno, não faria isso jamais. Além de ser um crime previsto por lei também é muito diabólico, anti-cristão. Pessoas assim são frias, calculistas, hipócritas e podre moralmente. NÃO DEVERIAM FAZER PARTE DA NOSSO SOCIEDADE. Nem deveria existir… PENSE BEM ANTES DE QUERER SOLUCIONAR UM PROBLEMA DANDO VENENO A ANIMAIS”.

Fonte: Região Noroeste

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Envenenamento de animais causa revolta no interior da BA

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O deputado estadual Marcell Moraes (PV) encaminhou denúncias ao Ministério Público Federal sobre os casos de envenenamento de animais nas cidades de Cansanção e Jacaraci, no interior da Bahia.

No mês de junho, em Jacaraci, segundo moradores, centenas de animais foram mortos. O assassinato em massa já está sendo investigado pela polícia, e o Ministério Público Estadual instaurou um inquérito civil e criminal para investigar o caso. Em Cansanção, a situação não é muito diferente.

“Recebi inúmeras informações de que o prefeito da cidade, Ranulfo da Silva Gomes, tem um abatedouro clandestino e que, além de já ter matado milhares de animais, os que mantêm vivos estão sem água, comida ou assistência veterinária. Se esse senhor não sabe, violência contra animal é crime, e se depender de mim ele vai pagar por isso. Fui eleito para defender esta causa”, disse Marcell.

Fonte: Verdinho Itabuna

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Moradores reclamam de envenenamento de animais em Jaboticabal (SP)

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Segundo os moradores o caso já vem acontecendo há algum tempo, e ontem mais animais foram encontrados mortos:

Veja relato:

“Morei na João maricato durante um ano próximo ao posto de gasolina. Sempre tive gatos e nenhum lugar tive problemas. Mais ali perdi quatro gatos envenenados. Agora mora meu filho ontem morreu mais um. Estou publicando isso porque preciso de ajuda. Assim não pode continuar alguém pode me ajudar???”.

Na semana passada uma outra denúncia envolvia o distrito de Luzitânia, também por envenenamento de animais.

Fonte: Jornal Cidades

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Polícia investiga envenenamento de dezenas de cães no Sul de Minas

Com faixas, população cobra providências na apuração das mortes (Foto: Diego Leitte)
Com faixas, população cobra providências na apuração das mortes (Foto: Diego Leitte)

A Polícia Civil de Nazareno (MG) investiga a morte e suposto envenenamento de dezenas de cães na cidade. Moradores ficaram revoltados após vários animais serem encontrados mortos, na última semana, na Avenida Presidente Tancredo Neves, no Centro da cidade. A população afirma que cerca de 30 cães teriam sido envenenados. Uma passeata foi organizada e os participantes cobram um posicionamento das autoridades, e até mesmo da prefeitura, sobre o caso. Em Ouro Fino (MG), moradores também questionam o suposto desaparecimento de animais na cidade.

De acordo com o morador Miguel Dias Batista, entre os dias 23 e 26 de julho, a população de pouco mais de 8 mil habitantes foi surpreendida com a morte de cerca de 30 cães. “Os cães começaram a aparecer mortos na avenida na véspera da 24ª Exposição Agropecuária que ocorre na cidade. Muitos cães tinham tutor, outros viviam nas ruas, mas eram tratados por moradores”, relatou.

Ainda segundo os moradores, parte dos animais encontrados mortos foram enterrados pela Prefeitura de Nazareno. Já outros cães ficaram expostos em diferentes locais. Com isso, os moradores resolveram fazer uma manifestação no sábado (1º), que reuniu cerca de 100 pessoas, algumas levando seus animais. Durante a caminhada, os moradores ergueram cartazes com os dizeres “Crueldade nunca mais, vamos proteger nossos animais” e ofereceram água para os cães nas ruas.

Questionada sobre o caso, a responsável pelo setor de Meio Ambiente da prefeitura, Joyce Jennyfer de Andrade Nascimento, explicou que já registrou um boletim de ocorrência sobre o caso e que já procurou a Polícia Civil para tentar solucionar o suposto envenenamento.

“Os moradores estão revoltados e até entendemos, mas o que compete à prefeitura já foi feito. Nós demos a destinação correta aos corpos dos animais que foram recolhidos da avenida. O que eu sei e pude ver, eram oito. Eu me informei com a Polícia de São João del-Rei (MG) o que eu poderia fazer e fui informada que deveria enterrar os animais e registrar a ocorrência, o que foi o procedimento adotado”, explicou.

Ainda de acordo com Joyce, a cidade não possui canil. Os moradores cobraram ainda a construção de um espaço para os animais, já que esta foi uma promessa de campanha.

“Ainda não temos canil. É um município muito pequeno, não temos como construir um e arcar com estes custos, infelizmente”, justificou.

Câmeras de monitoramento não funcionam

Os moradores afirmam que na avenida em que os cães foram encontrados mortos há câmeras de monitoramento instaladas, no entanto, não foi possível acessar as imagens. Segundo Miguel Dias Batista, os moradores procuraram a Polícia Militar, a Civil e a prefeitura, tentando obter as imagens, mas não conseguiram. “Nos mandaram de um lugar para o outro e nada foi resolvido. Com as imagens poderíamos identificar o responsável por isso”, disse.

Já de acordo com a responsável pelo setor de Meio Ambiente, ela só foi informada que as câmeras estão desligadas depois do ocorrido. “Eu fui atrás das imagens e soube que a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) ainda não fez a ligação das que estão naquela avenida. Até então eu acreditava que elas estavam funcionando”, relatou Joyce.
Polícia Civil investiga o caso

Procurada, a Polícia Civil informou que já investiga o caso. De acordo com o investigador Richarlyson Miranda, foram registradas duas ocorrências, no entanto, a polícia ainda não tem um número certo de quantos animais foram mortos. “Nós registramos os casos. A população afirma que são muitos cachorros, mas ainda não sabemos ao certo quantos foram. O que temos certeza são os que foram recolhidos pela prefeitura e enterrados”, disse.

Ainda segundo Miranda, o objetivo agora é descobrir a autoria do crime. “Foi num horário de madrugada e provavelmente ninguém viu. O que observo é que o pessoal está muito chateado com a perda dos animais”, acrescentou.

Moradores se unem pelos animais

Para tentar reduzir a procriação de animais nas ruas de Nazareno, Batista se reuniu com amigos e juntos encabeçam uma campanha para arrecadar dinheiro e castrar as fêmeas. “Eu e algumas amigas nos reunimos com comerciantes e já arrecadamos a quantia suficiente para castrar 11 cadelas”, comentou.

De acordo com ele, a intenção é castrar todos os animais que ficam pelas ruas da cidade. As 11 cadelas que passarão pelo procedimento cirúrgico vivem nas ruas também. “Tem um veterinário da cidade que topou fazer por um preço ‘camarada’, então vamos fazer isso”, completou Batista.

As moradoras de Nazareno Júlia Barbosa Ribeiro e Malena Careli Andrade também participam da campanha. De acordo com elas, nesta sexta-feira (7) as duas primeiras cadelas já serão castradas. “Vamos ajudar os animais com o dinheiro do povo. Conseguimos o necessário para castrar 11, mas queremos esterilizar mais animais”, comentou Julia.

Desaparecimentos em Ouro Fino

Na cidade de Ouro Fino (MG), um problema semelhante tem ocorrido com os animais. Segundo o professor Dier Silva, pelo menos 10 cães desapareceram em pouco mais de duas semanas. A prefeitura da cidade não tem informações sobre os animais.

“Em duas semanas, tivemos notícias de pelo menos 10 cães que desapareceram. Os tutores simplesmente não sabem onde estão os cachorros. Alguns gatos também sumiram, sem deixar rastros. Sem falar que tem alguns cães que ficavam nas ruas e também sumiram”, comentou.

Os moradores, segundo Silva, não imaginam o que pode ter acontecido com os animais. Eles já buscaram informações junto à administração pública, porém, nada foi feito. “Aqui nós gostamos muito de animais e estamos sem saber o que ocorreu. Ninguém toma nenhuma providência. Eu tenho um comércio e deixo água na porta para os cães, outras pessoas fazem isso também e estamos incrédulos com esses desaparecimentos”, disse.

Questionada, a prefeitura não soube dizer o que pode ter acontecido com os animais. De acordo com a administração, não há o que fazer referente ao caso. A Polícia Militar não registrou nenhuma ocorrência referente aos sumiços. Já a Polícia Civil informou que só haverá investigação se alguma ocorrência referente ao caso for registrada.

Fonte: G1

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Cresce nº de casos de envenenamento de animais em SP

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Há uma semana, o envenenamento de animais voltou à tona entre tutores e protetores com o caso do miolo de pão recheado com chumbinho que poderia ter levado à morte o cachorro da jornalista Barbara Gancia, que comeu o veneno durante um passeio no Itaim-Bibi, na zona sul da capital.

Ziggy, um dachshund pelo duro, já está em casa, segundo relatos da jornalista nas redes sociais, mas viveu momentos de desespero. “Ele começou a se retorcer, babar, vomitar, muita diarreia e uivava alto, aparentemente com dor intensa”, contou Barbara na rede.

Os casos de envenenamento de animais em casa ou na rua não são apenas comuns, mas crescentes. Levantamento das duas unidades do Hospital Veterinário Público de São Paulo aponta que o número de casos saltou de 43, em 2013, para 67 em 2014. Neste ano, foram 12. Porém, os dados não refletem a real situação na capital, segundo Daniel Jarrouge, diretor da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa), que gerencia as unidades. “O número de envenenamentos é muito maior. A intoxicação é uma emergência, e o animal pode morrer em duas ou três horas. O índice de atendimento é baixo porque o animal morre antes de chegar ao hospital.”

Jarrouge afirma que o chumbinho, usado para matar ratos, e a warfarina, medicamento anticoagulante que causa hemorragia quando consumido em altas doses, são os principais produtos usados no envenenamento de cães e gatos.Foi após uma luta contra o tempo que o arquiteto Amaury Cauê, de 27 anos, perdeu, em janeiro, o gato Ônix, de 1 ano e meio. “Ele e outro filhote que eu tenho foram envenenados. Cheguei em casa e vi um bolo de carne crua, mas o Ônix comeu e saiu. Quando eu o encontrei, ele já estava muito mal”, afirma.

Cauê conta que conseguiu salvar apenas Hipster, o animal mais novo. Como os casos estavam frequentes na região onde ele mora, em Pinheiros, na zona oeste, o arquiteto e os vizinhos resolveram agir. “Meu gato era preto, e já tinha acontecido de sumirem com um outro animal da mesma cor. Quando outro gato morreu envenenado, a gente contratou um segurança que fica observando a rua.”

No mês passado, a psicóloga Graziele da Silva de Andrade, de 32 anos, perdeu o sexto gato desde que começou a ter animais de estimação, há 20 anos. “Foram seis que morreram por envenenamento no meu quintal, isso sem contar os que sumiram e que podem ter sido envenenados. O último que morreu foi o Branco. Ele tinha 2 anos.”

Graziele diz que o animal foi encontrado na casa de uma vizinha, em Itaquera, na zona leste, foi socorrido, mas não resistiu. “As pessoas que não gostam de animal têm de respeitar. Deixar o animal morrer nos braços da gente é horrível. É a mesma dor de perder um ente querido.”

UTI. O gato da representante comercial Idely Florence Lelot, de 64 anos, quase morreu há dois anos após dar mais uma de suas escapadas para um passeio. “Ele voltou para casa arrebentado e nós o levamos para o veterinário. Ele chegou lá quase sem os sinais vitais e ficou cinco dias internado na UTI. Não tenho ideia de quem pode ter feito isso.” Idely mora no Brooklin, na zona sul.

Apesar da gravidade do quadro, A-breu, que recebeu esse nome por ser preto e por ter sido encontrado em um local escuro quando era um filhote, não ficou com sequelas. “Ele continua ótimo e arteiro. Todo mundo se surpreendeu com a recuperação dele”, comemora a representante comercial.

Fonte: Região Noroeste

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