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Dez gatos são mortos por envenenamento em condomínio de Brasília

Dez gatos foram encontrados mortos com sinais de envenenamento no condomínio Ville de Montagne, em Brasília. De acordo com moradores do local, não é a primeira vez que o caso acontece. Nos últimos meses, cachorros e galinhas também foram mortos.

(Foto: Divulgação / Imagem Ilustrativa)

Tutora dos gatos, a jornalista Catia Abreu foi quem os encontrou mortos. De todos o animais tutelados por ela, restaram apenas dois gatos vivos. “Eles dormiam dentro da uma cozinha gourmet no jardim. Tinham coleiras de identificação e eram vacinados”, conta. “Eles não costumavam sair de casa. No máximo, às vezes, iam até a área de proteção ambiental que fica na frente da minha casa e voltavam”, completa a jornalista, que não desconfia de quem possa ter envenenado os animais.

Catia afirma ter descoberto, após conversar com outros moradores, que “na semana passada, quatro cachorros foram mortos da mesma forma”. A jornalista denuncia também o desaparecimento de alguns animais silvestres, como quatis. As informações são do Correio Braziliense.

Uma ocorrência foi registrada pela tutora dos gatos na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá). Catia, que espera que a associação do condomínio a ajude a desvendar o caso, também acionou organizações como o Greenpeace e a Associação Protetora dos Animais do DF (ProAnima).

Envenenar animais é crime previsto no Artigo 32 da Lei 9.605, de 1998, que define penalidade de três meses a um ano de detenção, além de multa, para quem “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”. Em caso de morte do animal, a pena pode ser elevada de um sexto a um terço.

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Micos continuam sendo mortos na Gávea, no Rio

Mico encontrado na Gávea é levado para o veterinário, mas não sobrevive (Fotos/Divulgação)
Mico encontrado na Gávea é levado para o veterinário, mas não sobrevive (Fotos/Divulgação)

Na calçada da pacata rua dos Oitis, na Gávea, Zona Sul do Rio, o professor de Educação Física Joaquim Ferrari, de 47 anos, estranhou quando viu dois micos caídos, em convulsão. Intrigado, notou que outros saguis se alimentavam de um recipiente de plástico instalado em uma árvore e, em seguida, caíam, babando, e decidiu levá-los a uma clínica veterinária nas redondezas. Em minutos, os saguis definhavam, e a suspeita de envenenamento se confirmava.

“Não acreditei, num primeiro momento, que fosse envenenamento, mas quando vi que eles estavam comendo, comecei a desconfiar. Envolvi um deles no meu casaco e depois fomos pegando outros, mas não deu tempo de salvá-los. Fiquei muito triste com o sofrimento que vi e a preocupação é que crianças tenham acesso a essas substâncias”, disse o professor, visivelmente emocionado em vídeo gravado por um amigo que o acompanhava. Joaquim tentou registrar boletim de ocorrência na 15ª DP na Gávea, mas, segundo ele, agentes informaram que não poderiam receber a denúncia. Confira, no fim da página, a resposta da Polícia Civil.

Baldes com ração e veneno do qual os animais se alimentavam (Fotos/Divulgação)
Baldes com ração e veneno do qual os animais se alimentavam (Fotos/Divulgação)

Na clínica Intergavea, a minutos do ponto de envenenamento, a veterinária Lara Ferreira tentou, sem sucesso, reanimar uma família inteira de micos. Ao todo, oito animais morreram “envenenados por substâncias da classe dos organofosforados e carbamatos”, como escreveu a profissional no laudo.

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No dia 2 de agosto, dois dias depois do primeiro incidente, a assessora de imprensa Patricia Bromirsky Leal se depararia com cena parecida: seis micos agonizavam, na mesma rua. Percebendo sinais de envenenamento, a jornalista partiu em busca de pontos onde as substâncias tóxicas pudessem ter sido colocadas para evitar novas mortes.

“Recolhi um dos animais, mas ele morreu antes de chegarmos ao veterinário”, lamenta Patrícia, e continua: “Depois dos micos, soube de três gatos e dois cachorros domésticos, além de um tucano” destacou Patricia.

Segundo a jornalista, há alguns anos moradores do bairro vêm se queixando da grande presença de micos na região.

“Entendo que existe um desequilíbrio, mas não é assim que devemos resolver as coisas. Além dos outros riscos que existem com o envenenamento, o sofrimento é enorme e desnecessário. Precisamos acionar as autoridades” conclui Patricia.

A denúncia de crimes ambientais pode ser feita em qualquer delegacia de polícia ou pelo Linha Verde do Disque-Denúncia 2253-1177 (capital do rio) ou 0300-253-1177 (estado do Rio, com custo de ligação local) ou para a Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais: (21) 2334-5906.

Leia, na íntegra, nota da Polícia Civil:

De acordo com o Delegado de Polícia José Alberto Pires Lage, titular da 15ª Delegacia de Polícia – Gávea, a unidade vai apurar a conduta do servidor e averiguar possível infração administrativa. Procedimento será instaurado para apurar o crime ambiental. A Corregedoria Interna da Polícia Civil já foi comunicada e também irá apurar o fato.

O cidadão que tiver qualquer dificuldade no atendimento em uma unidade pode entrar em contato com a Central de Atendimento ao Cidadão (CAC). O órgão foi criado para ampliar canal de comunicação entre a Polícia Civil e a sociedade. O serviço está disponível através dos telefones (21) 2334-8823, (21) 2334-8835 e pelo chat https://cacpcerj.pcivil.rj.gov.br/. A CAC irá entrar em contato com a vítima para prestar todo o apoio necessário e demais medidas que se fizeram cabíveis.

Fonte: Extra

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