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Cantora Dulce Maria participa de campanha contra as touradas: ‘não é cultura’

Reprodução/PETA

A cantora e atriz Dulce Maria se uniu à causa animal para conscientizar a sociedade sobre a crueldade das touradas. Em uma campanha da PETA, a artista aparece ensanguentada segurando uma espécie de lança usada para ferir os touros.

“Não se deixe enganar. A tourada é tortura, não cultura. Não a apoie”, diz o cartaz no qual Dulce Maria aparece. A frase foi repetida pela atriz na legenda de uma publicação em suas redes sociais.

A campanha conta ainda com um vídeo (confira abaixo) que mostra a cantora assistindo imagens de touradas e comentando-as. “Eu não queria ver [as imagens], mas é importante porque é uma realidade que me acompanha”, diz Dulce Maria no início do vídeo, que tem um minuto de duração.

“Como mexicana, digo a vocês, há belas tradições que valem a pena promover e que vão passando de geração em geração, mas há coisas que como seres humanos estamos evoluindo em consciência”, afirma a atriz.

“É muito triste que torturem um animal e que seja para o entretenimento de muita gente, que aplaudam e fiquem felizes enquanto torturam um ser vivo”, completa.

Nas redes sociais de Dulce Maria, internautas apoiaram a iniciativa de proteção aos animais. “Bravo por se juntar a esta causa. Mais vozes como a sua são necessárias para que as pessoas entendam que touradas são tortura e crueldade contra os animais”, escreveu uma internauta. “Na Espanha somos iguais, lutamos por isso. Os tempos mudaram e evoluíram, você deve entender!”, disse outra.

O vídeo idealizado pela PETA, entidade que defende os direitos animais, tem como lema a frase “os animais não são nossos para diversão”.

As touradas são eventos cruéis nos quais os touros são humilhados e torturados em uma arena. Tratados como objetos de entretenimento humano, esses animais são feridos e mortos para garantir uma diversão sádica ao público.

Embora sejam extremamente cruéis, as touradas ainda são realizadas em países como México, Peru, Colômbia e Espanha.

 

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Morre onça-pintada de 19 anos que vivia presa em zoo em Belém (PA)

Guma, uma onça-pintada de 19 anos que vivia aprisionada no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém (PA), morreu na terça-feira (7), mas a morte só foi confirmada no dia seguinte.

O animal era explorado para entretenimento humano pelo zoológico há 17 anos, após ter sido resgatado pelo Ibama após ser mantido em cativeiro em uma casa.

Museu Goeldi

Além de Guma, Luakã, uma fêmea, também vive no local. A onça-pintada também foi resgatada pelo Ibama e tem 6 anos.

“Antes de chegar ao Museu Goeldi, o Guma, desde os dois meses de idade era tido como animal doméstico, razão pela qual acumulou uma série de problemas comportamentais que culminaram em sua total humanização, evidenciada por hipersexualismo, não gasto das unhas e vocalização alterada, entre outros aspectos observados”, explicou o veterinário do zoo Messias Cost.

Guma foi submetida a uma cirurgia de emergência para a retirada do baço após um exame de ultrassonografia ser feito, há cerca de cinco meses, em parceria firmado pelo zoo com o Centro de Obstetrícia e Reprodução Animal (CORA), que forneceu especialistas, equipamentos e materiais.

Apesar da cirurgia ter sido bem-sucedida, Guma começou a perder peso durante a recuperação e passou a receber alimentos pastosos e nutritivos, protetores de mucosa, anti-eméticos e hidratantes.

“A retirada do órgão e a disfunção hepática, comum em animais senis sob cuidados humanos, nos fez considerar um prognóstico quanto a expectativa de vida do Guma. Ou seja, o pior a médio prazo poderia ocorrer”, previu o veterinário Messias.

De acordo com o profissional, apenas a necropsia será capaz de apontar todos os fatores que levaram à morte, como a possibilidade de um processo cancerígeno.


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Elefantes explorados são libertos de cadeiras de ferro usadas para transportar turistas

Foto: Pixabay

Dezenas de elefantes explorados foram libertos na manhã da última quarta-feira, 25, em Chiang Mai, no norte da Tailândia, das pesadas cadeiras de ferro que ficavam amarradas suas costas para transportar turistas. A decisão foi tomada devido à pandemia do coronavírus (Covid-19), que dizimou o turismo local.

Segundo Anchalee Kalampichit, diretora do acampamento que explora os animais, esta foi a primeira vez em 44 anos que os elefantes não usaram os assentos durante o dia. Ela ainda afirma que a empresa mudará sua forma de atuar e todos os 78 animais do local não voltarão a utilizar os pesados assentos de ferro.

“Desde que entramos no negócio em 1976, andar nos elefantes sempre foi a atividade favorita dos turistas. Mas como o coronavírus se espalhou, os turistas diminuíram e, eventualmente, o governo ordenou que fechássemos, e removêssemos as cadeiras para libertar os elefantes. Não estamos planejando colocar os apoios nas costas dos elefantes novamente, mesmo que possamos voltar a operar. Queremos mudar o estilo do local”, declarou Anchalee.

O governo da Tailândia impôs o fechamento do acampamento dos elefantes, juntamente com outros 28 tipos de negócios que não são essenciais. Dos 93 acampamentos de elefantes que existem em Chiang Mai, 85 deles haviam sido fechados pelas autoridades devido à falta de turistas.


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Incêndio mata animais explorados por zoológico na Alemanha

Mais de 30 animais morreram entre macacos grandes, vários macacos menores, pássaros tropicais e morcegos


Dezenas de animais foram mortos por um incêndio que atingiu um zoológico no oeste da Alemanha nesta quarta-feira (1º).

Foto: Alexander Forstreuter/dpa via AP

Todos os animais explorados para entretenimento humano pelo zoológico que viviam no recinto da “casa do macaco” morreram, segundo uma publicação da instituição em rede social. O zoológico fica na cidade de Krefeld, na fronteira com a Holanda.

O recinto que foi incendiado tinha 2 mil metros quadrados. Nele, viviam 10 macacos grandes, vários macacos menores, pássaros tropicais e morcegos. De acordo com a imprensa alemã, mais de 30 animais morreram.

Segundo informações da polícia divulgadas pelo jornal The Guardian, é provável que lanternas chinesas acionadas por conta das comemorações de Réveillon tenham causado o incêndio.

Foto: David Young/dpa via AP

“Uma tragédia insondável nos atingiu logo depois da meia-noite”, diz o comunicado. “Nosso prédio dos macacos foi incendiado até a fundação”, completa.

Mais cedo, a mídia local afirmou que o fogo se iniciou por conta de fogos de artifício. Na Alemanha, esses artefatos só podem ser soltos entre 31 de dezembro e 1º de janeiro. Debates sobre a proibição total dos explosivos, no entanto, têm sido frequentes. As lanternas chinesas, porém, já têm a venda proibida em todos os estados alemães, com exceção do estado oriental de Mecklenburg-Vorpommern.


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Animais explorados pelo turismo são condenados a intenso sofrimento

Os animais são torturados durante treinamentos cruéis e anti-naturais para que se comportem da maneira esperada diante dos turistas


A exploração de animais para entretenimento humano é uma prática antiética voltada exclusivamente para o lucro dos organizadores e para a diversão dos turistas, sem que os diretos dos animais sejam sequer cogitados.

Reprodução/Portal Elos

Tratados como objetos a serviço dos seres humanos, os animais são desrespeitados, explorados e submetidos a intenso sofrimento físico e psicológico.

Os turistas, muitas vezes, participam dos passeios acreditando que os animais são bem tratados. Devido a uma lógica exploratória enraizada na sociedade, eles não refletem sobre o equívoco que é usar animais para divertir pessoas, independentemente de haver ou não maus-tratos. As informações são do portal Elos.

Estes animais são torturados durante treinamentos cruéis e anti-naturais para que se comportem da maneira esperada diante dos turistas, fazendo truques ou posando para serem fotografados ao lado das pessoas.

Dados da Organização Mundial de Turismo indicam que o turismo com animais representa de 20% a 40% do valor anual gerado pela indústria turística, o que representa US$ 1,5 trilhão.

Um dos animais frequentemente explorados pelo turismo é o elefante. Em países como a Tailândia, eles são forçados a jogar futebol, pintar quadros e posar para fotos, executando comportamentos inadequados à espécie que comprometem seu psicológico e os condenam a viver situações desconfortáveis e cruéis em prol da diversão humana.

Reprodução/Portal Elos

É comum, também, que animais de outras espécies sejam explorados para fazer “selfies” como os turistas. Dentre eles, tigres, cobras, macacos e golfinhos.

Separados de suas famílias, esses animais costumam ser aprisionados, acorrentados e até mesmo drogados para que fiquem dopados durante as fotos.

Na Tailândia, elefantes de apenas dois meses de idade são separados das mães, presos e espancados. A agressão é denominada por parte dos treinadores como uma prática para quebrar o espírito do animal e controlá-lo através do medo, mantendo-o dócil para as fotos com os turistas.

Reprodução/Portal Elos

Ursos também estão entre as espécies exploradas pelo turismo. Forçados a ficar em pé, sobre as patas traseiras, por meio de um treinamento cruel executado com o uso de correntes, e ainda a sentar como seres humanos, esses animais são objetificados e vistos como atração. Muitos deles desenvolvem dificuldades de locomoção.

Para combater essas práticas, o caminho é o boicote a cada uma delas, já que o turismo que explora animais se sustenta com base no dinheiro dos visitantes.


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Tubarão-branco fica preso em gaiola de turistas e sangra até a morte

Nada foi feito para tentar salvar a vida do animal, que agonizou durante 25 minutos


Um tubarão-branco ficou preso em uma gaiola de turistas, usada para mergulho, e sangrou até a morte na Ilha de Guadalupe, no México. A região é considerada um santuário para os animais da espécie.

FOTO: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM @ARTUROISLASALLENDE

O caso aconteceu em outubro, mas só foi divulgado atualmente. O governo do México, porém, já estava ciente do ocorrido.

O tubarão nadou em direção à gaiola e prendeu o focinho entre as grades. Desesperado, ele começou a se debater, o que fez com que ele se ferisse e começasse a sangrar. O animal ficou preso na gaiola por 25 minutos, agonizando, até morrer. As informações são do portal RIC Mais.

O ativista ambiental Arturo Islas Allende criticou o caso. Segundo ele, “ninguém fez nada para ajudar” o tubarão.

“Nós temos uma grande responsabilidade pelo que acontece com a natureza. (…) Sou a primeira pessoa a divulgar essas imagens porque acredito que quem me acompanham aqui ama a natureza”, afirmou o ativista, que contou que o dono da embarcação que faz a atividade de mergulho com a gaiola é o canadense Mike Leve, proprietário da Nautílus Liveaboards.

A empresa divulgou uma nota lamentando a morte do tubarão. “Houve um incidente com um tubarão branco e uma das nossas gaiolas na ilha de Guadalupe em outubro. (…) Ficamos preocupados tanto com os nossos mergulhadores quanto com o tubarão. Nós realizamos cerca de 50 mil mergulhos de tubarão branco todos os anos, e fazemos estas viagens desde 2003. Nossas gaiolas cumprem todos os requisitos do governo mexicano, e nunca em toda a nossa experiência vimos um tubarão mostrar esse comportamento”, diz o comunicado.

“As nossas gaiolas estão sendo modificadas para que possamos evitar que isto volte acontecer, fazer o nosso melhor para evitar que isto volte a acontecer. Estamos também incentivando nossos colegas com outros barcos de tubarão a aprender com este terrível incidente, para que também modifiquem suas gaiolas”, completa.

 

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Nota da Redação: a ANDA repudia o mergulho com gaiolas para observação de tubarões por entender que, além de casos terríveis como o registrado no México, essa atividade também pode estressar os tubarões. Inserir humanos em um ambiente do qual eles não fazem parte é invasivo para os animais e deve ser sempre evitado. Animais não são objetos em exposição para serem tratados como entretenimento.


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Laudo indica que tigres do zoo de Brasília morreram por perda de sangue e estresse

O laudo foi encaminhado ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT)


O laudo técnico sobre as mortes de Maya e Dandy, tigres-brancos-de-bengala que eram explorados para entretenimento humano pelo Zoológico de Brasília, aponta como prováveis causas das mortes perda de sangue e estresse agudo.

Zoológico de Brasília/Divulgação

Os tigres, que eram irmãos, morreram no intervalo de uma semana, entre o final de setembro e o início de outubro, após passarem por intervenções feitas por veterinários. O laudo afirma que a idade avançada dos animais, que tinham 10 anos, contribuiu para que eles não resistissem a sucessivos tratamentos.

O zoológico disse que Maya sofria de uma infecção uterina e que foi submetida a cirurgias para solucionar o problema. Ela teria morrido no dia 6 de outubro durante o último procedimento. As informações são do Correio Braziliense.

No laudo, consta que “complicações pós-operatórias desde a primeira cirurgia culminaram na retirada de parte do intestino” da tigresa e, como consequência, “o animal desenvolveu a síndrome do intestino curto, sendo esta uma das causas do óbito”.

Fragmentos de órgãos de Dandy foram analisados por técnicos do Laboratório de Diagnóstico Patológico Veterinário do Hospital Veterinário de Grandes Animais, da Universidade de Brasília (UnB).

Dandy foi submetido a exames para descobrir se ele poderia fazer uma transfusão de sangue para Maya, que havia sido operada. Com o resultado, descobriu-se que ele estava doente e, então, o animal passou a ser tratado. No dia 29 de setembro, o tigre teria acordado apático e sem reagir a estímulos.

O relatório aponta que “alterações significativas foram encontradas nos pulmões, fígado e na musculatura” de Dandy e que essas alterações são compatíveis com “insuficiência respiratória” causada por “estresse agudo”. “Considerando que se trata de um animal selvagem, esta parece ser a causa mais provável do óbito”, diz o laudo.

Zoológico de Brasília/Divulgação

O resultado da necrópsia indicou que o tigre participava de “atividades constantes de condicionamento para administrar o seu “temperamento mais agressivo” e que, durante essas atividades, profissionais tentavam coletar sangue de Dandy sem usar contenção. Porém, o tigre sempre teria precisado de contenção física ou de sedativos para ser submetido a exames.

Segundo o laudo, o tigre apresentava lesões nos órgãos compatíveis com lesões nas fibras musculares, que “podem ser encontradas em qualquer espécie, principalmente em animais selvagens”.

Para os técnicos que elaboraram o laudo, a idade dos tigres pode ter agravado o quadro de saúde deles. O documento foi encaminhado ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).


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Bolsonaro institui ‘Dia Nacional do Rodeio’ na mesma data do ‘Dia Mundial dos Animais’

A legislação beneficia os rodeios e prejudica os animais, que são explorados nestes eventos, sendo submetidos a intenso sofrimento físico e psicológico


O presidente Jair Bolsonaro sancionou uma lei que institui o “Dia Nacional do Rodeio” a partir de 2020. A data será celebrada em 4 de outubro, quando é comemorado o “Dia Mundial dos Animais”. A nova legislação foi publicada nesta quinta-feira (5) no Diário Oficial da União.

Foto: Sergio Lima/AFP

A medida é um verdadeiro retrocesso na luta pelos direitos animais, já que institui um dia para que seja celebrada uma atividade cruel que condena inúmeros animais a intenso sofrimento.

O projeto teve como relator o senador Wellington Fagundes (PL-MT). De acordo com informações do portal UOL, o parlamentar defendeu, em outubro, a legislação sob o argumento de que “a iniciativa reconhece o significado da atividade que acontece em quase todo território nacional”.

Em agosto, Bolsonaro esteve na Festa do Peão de Barretos e assinou um decreto a respeito de protocolos sobre bem-estar animal em rodeios. Na prática, no entanto, a promoção do bem-estar não é possível de ser praticada nesses eventos.

Conforme explicou a veterinária e zootecnista Julia Maria Matera, “a utilização de sedém, peiteiras, choques elétricos ou mecânicos e esporas gera estímulos que produzem dor física nos animais. Esses estímulos causam também sofrimento mental aos animais uma vez que eles têm capacidade neuropsíquica de avaliar que esses estímulos lhes são agressivos, ou seja, perigosos a sua integridade”.

Além do sofrimento provocado pelos apetrechos usados no rodeio, a música alta, os choques dados nos animais no brete, para que saiam do local e pulem o máximo possível, causam estresse e dor física.


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Incêndio atinge safári e mata animais explorados para entretenimento humano

Pelo menos três girafas, três porcos-vermelhos-africanos, três bongos e uma cabra-de-leque morreram no incêndio


Um incêndio atingiu o African Safari Wildlife Park, em Port Clinton, Ohio, nos Estados Unidos, e matou pelo menos dez animais que eram explorados para entretenimento humano. A tragédia aconteceu nesta quinta-feira (28).

Foto: Pixabay/Alexas_Fotos/Ilustrativa

De acordo com o The Toledo Blade, nenhuma pessoa ficou ferida. O parque recebe visitantes que frequentam o local para ver os animais, tratados como atrações.

“Nos sentimos gratos porque os nossos funcionários estão bem, mas a perda dos animais de quem tratamos todos os dias é trágica para os membros da nossa equipe que amam estes animais. Ainda estamos verificando a perda de animais que estavam no celeiro para serem observados durante a noite e por uma questão de segurança”, afirma o safári em uma publicação feita em rede social. As informações são do portal Notícias ao Minuto.

Até o momento, foram confirmadas as mortes de três girafas, três porcos-vermelhos-africanos, três bongos e uma cabra-de-leque.

Uma zebra e uma girafa conseguiram fugir do incêndio e foram resgatadas por funcionários do parque.

O safári está fechado ao público e as causas do incêndio estão sendo investigadas pelas autoridades.

 

Nota da Redação: animais não são objetos para entreter seres humanos e, portanto, não devem ser tratados como atração para gerar lucro aos seus tutores, que os expõe em troca dos ingressos pagos pelos visitantes. O caso registrado nos Estados Unidos é trágico não só pelas mortes geradas, mas pela perpetuação da exploração animal.


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Ator Jason Momoa posta vídeo com urso mantido em cativeiro e recebe críticas

Domesticado e forçado a viver aprisionado em cativeiro, o urso que interagiu com Momoa foi explorado para entretenimento humano na série “See”


O ator Jason Momoa publicou um vídeo em que interage com um urso explorado para entretenimento humano na série “See”, na qual o artista contracena com o animal.

Reprodução/Instagram/Jason Momoa

Nas imagens, o urso pega um biscoito na boca de Momoa, que foi criticado pela publicação.

“Ursos não deveriam estar presos ou associados com humanos. Essa é a verdade, cara”, disse um seguidor do ator. “Estou desapontado, vocês não deveriam estar usando animais de verdade”, comentou outro. As informações são do UOL.

“Estou curiosa sobre por que estamos aprovando a domesticação de animais selvagens? Isso é para quê? Por que este urso foi colocado em uma posição em que precisa ir contra o seu instinto? Este vídeo é super-adorável, mas até que ponto o urso sofreu para ser domado?”, questionou uma internauta.

“Eu estou chocado que isto é permitido. Animais não deveriam ser usados para o entretenimento. Eu me recusaria a estar em um filme como este se fosse você… o pobre animal deveria estar solto. Eu espero que um dia ele surte e ataque todo mundo”, criticou outro.

“Isso é abuso animal. O urso deveria estar livre. Por favor, se eduque. Prender a vida selvagem em gaiolas não é fofo, é ignorante a abusivo”, disse mais um.


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Transferência da elefanta Lady para santuário deve ser feita em até 45 dias

Antes de chegar ao zoológico de João Pessoa (PB), Lady foi explorada em espetáculos circenses por quase 40 anos


Uma audiência de conciliação entre membros de ONGs, da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), do Ibama e do Santuário de Elefantes Brasil (SEB), realizada na quarta-feira (30) na sede da Justiça Federal na Paraíba, estabeleceu um prazo de até 45 dias para a execução da transferência da elefanta Lady para o santuário.

O chefe do Parque Zoobotânico Arruda Câmara, conhecido como Bica, Thiago Nery afirmou que o santuário tem as condições necessárias para cuidar da elefanta.

Foto: Alessandro Potter/Secom-JP

“Não podíamos em hipótese nenhuma enviar um animal para outro local sem atestar a qualidade do outro recinto. Lady é um animal que vai poder se socializar com outros animais”, explicou.

Lady vive na Bica, em João Pessoa (PB), onde é explorada para entretenimento humano ao ser exposta para os visitantes. A história dela começou a mudar quando o Ministério Público Federal abriu um inquérito, em junho, para investigar a situação dela após serem feitas denúncias de maus-tratos e também por conta de Lady ter derrubado a cerca de seu recinto e fugido da área protegida do zoológico.

Emitido em julho, um laudo entregue ao MPF concluiu que Lady estava com a doença que mais mata elefantes em cativeiro no mundo e que corria risco de morte. Além disso, o documento atestou que a elefanta está sofrendo maus-tratos no zoológico por conta da falta de estrutura adequada, da ausência de capacitação dos funcionários e de negligência veterinária e administrativa. O laudo relata ainda que Lady passou por violência psicológica por parte de um tratador.

O diretor da Bica, Jair Azevedo, negou as denúncias e disse que a elefanta recebe os cuidados necessários, inclusive tratamento para a doença nas patas – chamada pododermatite.

Em outubro, o santuário afirmou, por meio de nota, que estava “profundamente preocupado” com a “grave situação” da elefanta e que se responsabilizaria pela transferência do animal, sem cobrar pelas despesas.

Lady chegou ao zoológico em 2014. Antes disso, ela foi explorada por circos durante quase 40 anos. Nascida em cativeiro, sem qualquer chance de viver a vida em liberdade, a elefanta foi doada à Prefeitura de João Pessoa (PB) após ser vítima do Circo Europeu Internacional.


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90% dos turistas brasileiros que visitam aquários prefere ver os golfinhos livres na natureza

No mundo todo, o sofrimento de mais de três mil golfinhos em cativeiro movimenta até 5,5 bilhões de dólares pela indústria do entretenimento


Apesar de representarem uma considerável fatia do público que visita aquários no mundo, 90% dos brasileiros que estiveram em atrações com golfinhos preferiria observá-los livres na natureza. Os dados são da pesquisa “Por trás do sorriso”, realizada em 2018 e 2019 pela Proteção Animal Mundial, organização não-governamental que trabalha em prol do bem-estar animal.

A pesquisa motivou a campanha global “Não se engane com um sorriso”, pela qual a organização pede que o Grupo Expedia se junte a outras empresas de turismo e deixe de oferecer e comercializar passeios para aquários, não incentivando uma indústria de bilhões de dólares baseada no sofrimento de animais silvestres vivendo em cativeiro.

Foto: Pixabay

Ao investigar 336 instalações com golfinhos em confinamento, distribuídas em 54 países, a Proteção Animal Mundial contabilizou mais de três mil animais presos em cativeiro para servir ao entretenimento humano. “Se estão em cativeiro, os golfinhos sofrem. Estes tanques são minúsculos e monótonos, não oferecem a complexidade do ambiente natural, ou seja, não atendem as necessidades destes animais. Além disso, estes animais são separados das mães, expostos a cloro 100% do tempo. Os níveis de estresse e agressividade são altos, apenas para divertir turistas”, afirma João Almeida, gerente de vida silvestre na Proteção Animal Mundial, lembrando que, desde 1987, o Brasil possui uma legislação que proíbe qualquer tipo de atração que mantenha cetáceos em cativeiro.

Comum nos anos 80 no Brasil, a proibição se deu pelo sofrimento vivido pelos animais em cativeiro. Enquanto na natureza os golfinhos ocupam uma área superior a 100 quilômetros quadrados, ao serem aprisionados vivem em tanques de concreto até 200 mil vezes menor que o seu habitat natural. Em cativeiro, os animais são expostos aos riscos de infecção, drogados para enfrentarem o confinamento e privados a poucos metros de deslocamento diário.

De acordo com a pesquisa, 76% dos brasileiros que visitaram aquários o fizeram nos Estados Unidos – o país abriga três das principais atrações do setor: o Discovery Cove, o Miami Seaquarium e o principal player da indústria, o SeaWorld. O México foi o segundo destino de preferência dos brasileiros que visitaram aquários, onde normalmente os turistas estão mais propensos a atividades de interação direta com os golfinhos – como nadar, alimentar e tirar selfies.

Indústria multibilionária – A pesquisa calculou que, anualmente, até 5,5 bilhões de dólares é o valor movimentado pelo mercado de entretenimento com golfinhos. “Por ser altamente lucrativo, a indústria engana seu público, contando mentiras sobre seu papel educacional e para a conservação, e sobre a forma que estes animais são tratados e de como reagem ao cativeiro. Apesar de parecerem sorrir – na verdade eles não manifestam outra expressão –, golfinhos são extremamente inteligentes e sofrem ao extremo por conta do entretenimento”, aponta Almeida.

Operadoras e agências de turismo desempenham um papel fundamental no setor. De acordo com a pesquisa, um em cada quatro turistas visitou aquários como parte de seus pacotes turísticos. A influência dessas empresas foi alta entre os turistas brasileiros. “Este dado revela a força e a responsabilidade da indústria de turismo brasileira. Vamos trazer conhecimento e faremos reuniões com as grandes empresas do setor para entenderem o problema e a solução e não mais oferecerem nos roteiros qualquer atração relacionada a golfinhos em cativeiro. Isso é crueldade, há inclusive riscos para as marcas”, pontua Almeida.

Para tanto, a Proteção Animal Mundial lançou a campanha global “Não se engane com um sorriso”, com a qual espera que o Grupo Expedia pare de estimular e comercializar passeios e ingressos para atrações com golfinhos em aquários. Entre todas as empresas de viagens avaliadas, as empresas do Grupo Expedia são as únicas a oferecer ingressos para nove das dez principais atrações com golfinhos no mundo, além de vender ingressos para outros 32 parques que mantém este grupo em cativeiro. No Brasil, empresas como Latam Travel e CVC comercializam pacotes de viagens que incluem visitas à aquários.

Almeida explica que, apesar de ser um mercado lucrativo, com o suporte da Proteção Animal Mundial algumas empresas gigantes do setor já deram passos recentes importantes para a transição e para acabar com a crueldade com golfinhos. O Tripadvisor se comprometeu a não mais oferecer ingressos para atrações que explorem golfinhos ou baleias como entretenimento, decisões corporativas que também foram adotadas pela Booking.com, British Airways Holidays e Virgin Holidays. Além disso, o Airbnb lançou uma rigorosa política de bem-estar animal para as experiências oferecidas por seus anfitriões.

“Estamos trabalhando para que esta seja a última geração de golfinhos em cativeiro. Este tipo de entretenimento significa sofrimento e crueldade para estes animais, disfarçada de diversão familiar. Quando mantidos em tanques do tamanho de uma tela de cinema, estes animais extremamente inteligentes são forçados a realizar truques em troca de comida, é uma sentença de prisão perpétua”, finaliza Almeida.


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