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Mexicanos utilizam folhas de cacto para fabricar couro de origem vegetal

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Os empresários mexicanos Adrián López Velarde e Marte Cázarez são pioneiros na fabricação de couro com folhas de cacto. Livre de produtos químicos tóxicos, o produto é sustentável e vegano.

Denominado “Desserto“, o couro vegetal fabricado pela empresa garante a mesma estética do couro de origem animal, mas com a vantagem de não envolver o sofrimento de seres vivos e de não poluir a natureza.

O couro de origem animal passa por um processo no qual cerca de 250 substâncias são adicionadas ao produto, incluindo formaldeído, cianeto, arsênico e cromo. Ao entrar nos cursos de água, esses poluentes devastam a natureza e prejudicam os animais marinhos, além de aumentarem os riscos de doenças para as comunidades locais. As informações são do jornal El Universal.

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Outra questão a ser considerada é a emissão de grandes quantidades de gases de efeito estufa por bois explorados para a fabricação de produtos feitos de couro – indústria que também é responsável por causar grande sofrimento aos animais.

Contrários a esse cenário devastador, os empresários mexicanos decidiram desenvolver um produto sustentável, sem produtos químicos tóxicos, ftalatos e PVC, além de ser livre de crueldade.


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Tutores que fizeram desafio da farinha com cães se dizem arrependidos

(FOTO: REPRODUÇÃO/ RIC RECORD TV)

Os empresários Julia Claudenari Oguido e Guto Oguido afirmaram, em entrevista a uma equipe da RIC Record TV Londrina, que erraram ao submeter seus cães a maus-tratos durante o desafio da farinha e que estão arrependidos.

Julia afirmou que não imaginava que estava maltratando ou prejudicando os animais e que se tivesse dimensão disso, não faria o desafio envolvendo-os. O caso aconteceu em Londrina, no Paraná, e tomou repercussão nacional após o casal divulgar as imagens nas redes sociais. Inúmeras críticas foram feitas à dupla.

Na terça-feira (12), Julia, que aparece no vídeo forçando a cabeça dos cães em travesseiros repletos de farinha, prestou depoimento na delegacia e apresentou um laudo veterinário que atesta que os cachorros não tiveram a saúde prejudicada. O inquérito foi concluído pela Polícia Civil e encaminhado ao Ministério Público.

“Se eu soubesse que daria tanta repercussão negativa ou que fizesse mal para os cachorros, eu jamais faria. Não tenho motivo para fazer isso. Em nenhum momento pensamos em repercussão ou que estávamos fazendo mal para os cachorros. Em nenhum momento foi pensado isso. Até porque eu jamais deixaria ou maltrataria meus cachorros. Eu não tenho filhos, meus filhos são estes quatro cachorros”, disse Julia, durante a reportagem da Record.

“É uma febre esse vídeo na internet. No domingo a gente estava em casa vendo, e muitos pais, mães, que era dia das mães, postaram com crianças, conhecidos nossos, famosos, fizeram essa brincadeira da farinha. Aí o meu marido falou assim ‘vamos fazer com eles (cachorros)’, aí eu na hora topei ‘vamos, vamos fazer’. E fizemos um vídeo de 20 segundos no máximo e postamos”, contou a empresária.

As imagens revoltaram os internautas e levaram a polícia a investigar o caso, que foi classificado como maus-tratos pelas autoridades. A Diretoria de Bem Estar Animal Municipal também autuou Julia por maus-tratos e por impedir que os cachorros fossem resgatados. O valor da multa ainda será avaliado.

“Eu não consigo imaginar tirarem eles (cachorros), porque são totalmente amados, bem cuidados. Não tem porque tirarem. Foi uma brincadeira infeliz que a gente fez, eu me arrependo de ter feito isso, jamais passou pela minha cabeça estar maltratando o animal, mas meu medo é a retirada deles”, disse a tutora.

Guto Oguido também disse que está arrependido e triste e classificou o caso de maus-tratos como uma “brincadeira infeliz” promovida por ele e por sua esposa.

“Imensurável o tanto que está prejudicando, afeta a família toda […] Afeta todos por uma brincadeira infeliz, uma besteira que a gente fez, que jamais imaginamos que tomaria uma proporção assim. A gente não sabe o que vai acontecer no dia de amanhã, só esperamos coisas boas. A gente pede todos os dias a Deus para que coloque na cabeça dessas pessoas que falam muita maldade, que consigam enxergar este outro lado. Que nós não somos pessoas ruins”, concluiu.


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Investigações apontam que fazendeiros e empresários organizaram ‘Dia do Fogo’

As queimadas foram organizadas através de conversas feitas em grupos de WhatsApp


Investigações das polícias civil e federal concluíram que fazendeiros, madeireiros e empresários de Novo Progresso (PA) organizaram o “Dia do Fogo”, quando queimadas foram realizadas na Amazônia nos dias 10 e 11 de agosto.

Queimada na Amazônia no município de Altamira, no Pará (Foto: VICTOR MORIYAMA / AFP/Greenpeac)

Os organizadores do ato criminoso fizeram vaquinha para pagar o combustível e contrataram motoqueiros para espalhar o líquido inflamável. As informações são do portal Repórter Brasil.

A ação foi combinada através do WhatsApp. Dois grupos foram usados pelos criminosos, um denominado “Sertão”, e outro chamado “Jornal A Voz da Verdade”. Neste último grupo, que foi o primeiro a ser utilizado, haviam 256 pessoas, dentre elas autoridades como o delegado de Polícia Civil, Vicente Gomes, chefe da Superintendência da Polícia Civil do Tapajós, em Itaituba, a 400 quilômetros de distância de Novo Progresso.

O delegado chegou a determinar a outro delegado, de Novo Progresso, que depoimentos colhidos pela Polícia Civil na cidade não fossem repassados à Polícia Federal. Além disso, as investigações têm sido dificultadas pelos organizadores do “Dia do Fogo”, segundo um policial federal que participa da investigação.

Ouvido pelo portal Repórter Brasil na condição de anonimato, o policial afirmou que os fazendeiros da região têm boas relações com deputados e senadores do Pará, além de conhecerem pessoas do alto escalão do governo federal.

De acordo com o policial, o Sindicato dos Produtores Rurais de Novo Progresso tem influência na Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), que é bem articulada com a bancada ruralista do Congresso.

Para o procurador Paulo de Tarso Moreira de Oliveira, do Ministério Público Federal em Santarém, que investiga o caso, o objetivo do grupo que organizou o “Dia do Fogo” era prejudicar a fiscalização contra incêndios florestais.

“Investigamos se as lideranças locais se associaram para mascarar a identificação da autoria, pois não há fiscalização capaz de fiscalizar tantos focos de incêndio ao mesmo tempo”, disse. “Dizer que não aconteceu o Dia do Fogo é ignorar claramente as informações dos satélites”, concluiu.


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Prefeitura busca apoio de empresários para alimentar animais em Curitiba (PR)

A Prefeitura de Curitiba, no Paraná, lançou o edital da Campanha de Adoção Responsável Patrocinada de Cães, por meio do qual busca sensibilizar empresários para que, em troca de vincular o nome das empresas na publicidade de uma campanha de incentivo à adoção responsável de cães, eles doem 128,5 toneladas de ração para alimentar por um ano aproximadamente 1,2 mil animais.

Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo/Arquivo

As propostas encaminhadas pelas empresas serão abertas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) no próximo dia 27. O mínimo a ser doado é 128,5 toneladas, segundo o diretor do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna da SMMA, Edson Evaristo. Porém, a empresa que se dispuser a doar mais do que a quantidade mínima sairá na frente na avaliação das propostas. “A quantidade de ração doada será o grande diferencial na disputa”, explica Evaristo. As informações são da Gazeta do Povo.

A marca da empresa vencedora do edital será estampada na publicidade da campanha no espaço publicitário do mobiliário urbano, como placas de pontos de ônibus e táxi, além de outdoors, distribuição de panfletos em terminais de ônibus e publicações na conta oficial da prefeitura no Facebook. Campanhas de adoção realizadas em parques pela prefeitura também terão um estande representando a empresa.

“A contrapartida da prefeitura às empresas é de elas vincularem suas marcas a uma ação sensível à população, já que hoje a proteção animal é uma causa nobre”, lembra o diretor.

Com a iniciativa, os cofres da prefeitura serão poupados. Isso porque se estima que, atualmente, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, gaste cerca de R$ 1 milhão para comprar 128,5 toneladas de ração. São gastos R$ 42 mil por ano para tratar os 30 cachorros mantidos pelo Centro de Referência para Animais de Risco (Crar) na CIC, uma espécie de lar temporário onde os animais permanecem até que sejam adotados.

A prefeitura, porém, não deseja apenas poupar gastos, mas também beneficiar entidades, protetores de animais independentes e pessoas que adotaram animais. “A prefeitura não tem espaço para todos os animais em situação de risco. Por isso queremos que as pessoas tenham na ração um incentivo para tirar um animal da rua”, diz Evaristo.

A distribuição da ração aos beneficiários será feita através da secretaria. No caso de pessoas que adotarem animais das ONGs cadastradas para recebimento do alimento, a entrega de ração será feita por um período de seis meses.

“A ração será uma contrapartida da prefeitura para quem cuida desses animais”, conclui o diretor.

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Empresários querem inaugurar cemitério para animais em janeiro de 2016

(Foto: Leonardo de França)
(Foto: Leonardo de França)

Enquanto um cemitério para animais de pequeno porte não é construído em Campo Grande, famílias que perdem os bichos são obrigadas a “improvisar”. As opções são acionar a Solurb – concessionária responsável pela gestão da limpeza urbana e o manejo de resíduos do município – ou enterrar no próprio quintal, o que dependendo das circunstâncias pode causar danos ao meio ambiente.

Conforme o coordenador do Fórum de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Mato Grosso do Sul, Haroldo Boralho, “animais de pequenos porte sendo sepultados em áreas onde não há uma concentração muito grande de bichos não tem problema, mas mesmo assim é preciso tomar algumas precauções”.

As orientações neste caso são abrir uma cova de 1,5 metro de profundidade e despejar cal virgem no local. O objetivo, segundo o ambientalista é fazer com que a decomposição do animal ocorra de forma mais rápida. “Quando há uma grande concentração de animais aí é um problema, especialmente quando chove. É que se forma o necrochorume (líquido resultante da decomposição) – que pode contaminar o lençol freático”, informou.

Essa preocupação, aliada ao medo de que os animais fossem descartados como lixo, fez com que os irmãos David e André Bonatto, veterinário e engenheiro civil, respectivamente, idealizassem um projeto para criação de um cemitério para animais domésticos na Capital. “Nossa ideia é inaugurar até janeiro de 2016”, declarou André.

Segundo ele, o projeto está sob analise da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano). Eles querem que o município ceda terreno para a construção do espaço, tido como de utilidade pública. “É um cemitério privado, mas nós previmos também um local público”. Ainda de acordo com André, a vantagem do projeto é o controle em relação aos impactos ambientais.

“Depois que os animais morrem eles são esquecidos, mas a gente tem um certo amor por eles”, completou André ao se lembrar da morte da cachorra Luma que impulsionou essa ideia. “Na época, a gente entregou para a clínica veterinária, mas ficamos pensando o que seria feito com ela”.

A Solurb orienta que a população ligue no 0800 647 1005 ou solicite a coleta por meio do site www.solurb.eco.br para que os animais sejam encaminhados para incineração. Mesmo assim, há os que preferem enterrar os próprios animais.

Este é o caso do técnico em eletrônica, Jurandi Líbero da Silva, 59, que conta que quando os animais da família morrem, são levados para uma chácara e enterrados sob a sobra de uma árvore. Segundo ele, lá já foram sepultados ao menos quatro gatos, dois cachorros e um coelho. “Eu acho uma vergonha (jogar no lixo), depois de tanto prazer, de tanta alegria que eles dão pra gente”.

Fonte: O Estado

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Em Jataí (GO), empresários acolhem e cuidam de animais abandonados

Jerry Lewis Dias da Silva
jerrylewis@ibest.com.br

Foto: Divulgação

Num mundo predominantemente habitado por pessoas que acreditam que são deuses na terra, que tem a ganância e a ambição como norte em suas vidas, é difícil encontrar pessoas que se dedicam a aliviar um pouco o sofrimento dos seres inocentes que são abandonados, maltratados e que clamam por carinho, conforto e um pouco de amor.

Devido às leis brandas e falta de punição os animais tem sido vítimas de inúmeras agressões e desprezos, mas em Jataí, GO, cidade localizada à 327 km capital Goiânia, dois empresários tem demonstrado que respeito pela vida depende simplesmente das ações de cada um de nós e que para fazer o bem, não precisa de publicidade e sim de um bom coração no peito.

Os empresários Sérgio Januário e Cleóbulo Batista possuem e administram uma grande cerâmica nos arredores da cidade há 8 anos e esta empresa. Por estar localizada próxima à  um local onde era costume as pessoas soltarem e abandonarem animais, os empresários resolveram acolher os bichos.

No inicio, como relata Sérgio, um dos empresários, os cães ficavam soltos na Cerâmica, em meio aos funcionários, em uma grande área aberta  e nos galpões onde são feito os tijolos. Com o passar do tempo e o crescente numero  de “inquilinos”,  ele e seu cunhado, Cleóbulo, decidiram construir um local adequado para a convivência dos animais. Atualmente, os empresários dispõem de um grande canil de alvenaria, espaçoso, limpo  e arejado, que acolhe cerca de 80 cães atualmente.

Segundo os empresários, cerca de 3 a 4 mil reais mensais são gastos na manutenção do local que acolhe os animais. Ali são servidos rações diariamente, água fresca à disposição dos cães e um ambiente de humanidade que facilita a recuperação dos bichos doentes ou desgastados pelo abandono de seus tutores. Ainda no local, os animais contam com assistência veterinária, castração e o principal item, que pode ser notado por quem visita este oásis de atenção animais: amor e carinho com os bichos.

Foto: Divulgação
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Ativistas irão processar grupo de empresários que amarrou burro a paraquedas

Ativistas de proteção aos animais pretendem processar os empresários que penduraram um burro a um paraquedas na Rússia (clique aqui para ler a matéria publicada na ANDA). O grupo afirmou que a iniciativa era absolutamente inaceitável, brutal e ilegal, segundo a versão online do jornal Pravda.

“Isso é puro sadismo. Vamos considerar a possibilidade de apresentar uma ação judicial contra aqueles que organizaram (a ação publicitária)”, disse Elena Averyanova, da Fundação Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW). Ela afirmou ainda que vai encontrar testemunhas e entrar em contato com o governo e os responsáveis por aplicar as leis na região.

“O que eles estavam pensando quando mandaram o pobre animal para o céu? Isto é um choque para qualquer ser humano normal”, disse.

Burro foi pendurado em paraquedas para uma campanha publicitária organizada por empresários russos. Foto: AFPR

O burro foi lançado ao céu em um paraquedas na região de Krasnodar, no sul do país, Banhistas declararam que era possível ouvir os grunhidos do animal, a mais de 40 metros do chão. Crianças que estavam na praia teriam começado a chorar quando viram o animal no céu.

Ele foi arrastado pela água, até chegar à margem, em estado crítico, segundo disseram testemunhas à imprensa russa. Os responsáveis por amarrar o burro ao paraquedas e o tutor do animal já foram identificados, de acordo com a polícia, que ainda está investigando os fatos e não prendeu ninguém. Um investigador disse ao Pravda que o animal está em segurança e passa bem.

Fonte: Terra

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A qualidade de atendimento deve ser fiscalizada em pet shops

Eles estão na maioria das cidades brasileiras. As opções são inúmeras e atingem tanto o público A e B, quanto C e D. São tratamentos diferenciados, preços mais salgados, promoções, comodidade para os tutores. No entanto, o grande número de pet shops não garante qualidade no atendimento e o pior, muitas vezes desrespeita os preceitos básicos do bem-estar animal.

Pet shops são, de acordo com o Decreto Estadual paulista nº 40.400, “lojas destinadas ao comércio de animais, produtos de uso veterinários (exceto medicamentos), podendo ser praticada a tosa e banho de animais de estimação”. Os maus-tratos geralmente acontecem quando os chamados tosadores e banhistas, sem qualificação, trabalham diretamente com os animais. Você confia em quem cuida do seu animal?

Atraídos pela promessa de um mercado promissor muitos entram na área em busca do “eldorado pet”, visando altos lucros sem a necessidade de um grande investimento financeiro e pessoal. Mas a busca pelo dinheiro “fácil” acaba atraindo empreendedores de todo gênero, até os que não sabem lidar com os animais.

“Infelizmente qualquer pessoa pode ter uma pet shop, mas ela deve ter consciência de que é um negócio que envolve conhecimento técnico, administrativo, disposição para aprender e para crescer como profissional e como gestor de uma equipe que, muitas vezes, apresenta sérios problemas de formação técnica inicial”, pontua o médico veterinário e consultor em negócios veterinários, Dr. Sergio Lobato.

A oferta de mão de obra e interessados em ingressar na área é grande, mas encontrar pessoas realmente capacitadas é um grande desafio, já que a profissão não é regulamentada. “Não cabe ao CRMV fiscalizar essa questão. Mas toda e qualquer escola que ofereça esses cursos deve ser registrada neste conselho e possuir um médico veterinário como responsável técnico”, esclarece a assessora de imprensa do Conselho de Medicina Veterinária de SP, Thais Cardoso.

“Não existe nenhuma formação técnica com um programa qualificado realmente focado nas necessidades do mercado voltado para os animais de estimação, assim como não existe motivação e preocupação do empreendedor em qualificar seus funcionários, muitos até consideram perda de tempo. Essa miopia gerencial os coloca em limites perigosos, onde a negligência, imprudência e imperícia passam a reinar”, alerta o experiente consultor Sergio Lobato, que há 10 anos estuda o setor.

Os paulistas podem fazer denúncias ao CRMV-SP. “Deve ser por escrito, com identificação do denunciante e algum tipo de comprovação de maus-tratos. Se o denunciado for médico veterinário, o Conselho instaura um processo ético profissional. Caso seja um tosador, ajudante ou mesmo o proprietário da pet shop, o caso é enviado ao Ministério Público e à Polícia Civil”, explica a assessora do órgão.

Os moradores de Santos, cidade litorânea de São Paulo, também podem recorrer à Coordenadoria de Proteção Animal. “Geralmente a reclamação diz respeito a funcionários que não sabem tosar corretamente e acomodação em gaiolas  inadequadas”, afirmou o fiscal de proteção animal, Andre Leandro da Silva Nascimento, que há dois anos assumiu o cargo.

Antes de escolher a pet shop você pode consultar se o estabelecimento possui registro no CRMV-SP. A consulta pode ser com o nome, número ou cidade no próprio site do Conselho. “Os estabelecimentos registrados devem exibir o certificado de regularidade emitido pelo Conselho sempre à mostra. Qualquer consumidor tem o direito de exigir esse certificado”, completa Thaís Cardoso. Caso a pet shop que você frequenta não possua o registro, faça a denúncia.

Mesmo assim Sergio Lobato é categórico: “A pretensa fiscalização existente, ou é falha ou é antiquada, desconforme com a realidade e infelizmente  torna-se porta para atitudes não tão éticas por parte de fiscais e de lojistas”, e completa: “faltam treinamentos multidisciplinares que abordem temas que façam realmente parte do dia a dia dos profissionais”.

Entre esse fogo cruzado o que não pode é o animal ficar à mercê de maus profissionais e empresários inescrupulosos. “Uma saída para diminuir suspeitas e atitudes antiprofissionais é incentivar uma política no estilo ‘visite a nossa cozinha’. Ser transparente é a melhor maneira de atestar ao tutor  que o atendimento segue à risca os preceitos do bem-estar animal”, sugere o presidente da ARCA Brasil, Marco Ciampi.

Atitude que a revisora de textos Aleidis de Beltran tomou após reclamar sobre uma tosa mal feita com o proprietário da pet shop. “Ele não se abalou. Disse simplesmente que fosse a outra loja, onde outro funcionário era responsável pela tosa”. Hoje ela adota um novo critério na hora da escolha. “Só levo onde posso assistir ao banho. Não saio de perto e espero terminar”, finaliza Aleidis, tutora do yorkshire Kiko.

O que diz a lei:

O Decreto Estadual nº 40.400 determina que as instalações mínimas para o funcionamento de pet shops são:

I) Loja com piso impermeável;
II) Sala para tosa;
III) Sala para banho com piso impermeável;
IV) Sala para secagem e penteado;
V) Abrigo para resíduos sólidos

No caso das gaiolas, o decreto determina que ela “deve ser construída em metal inoxidável ou com pintura antiferruginosa; não pode ser superposta a outra gaiola nem o escoamento das águas servidas pode comunicar-se diretamente com outra gaiola”.

Fonte: Arca Brasil

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Empresários pedem suspensão da puxada de cavalos em Pomerode, SC

A Associação Visite Pomerode,  que reúne cerca de 30 empresários do setor turístico do município, pediu à prefeitura a proibição temporária da puxada de cavalos, evento que terminou em confronto entre os defensores da prática e protetores dos animais, no domingo passado. A entidade está preocupada com a repercussão negativa do fato e possíveis reflexos na economia de Pomerode.

Foto: Rafaela Martins

“Pedimos para que não ocorra outra edição da puxada sem antes haver uma nova discussão. É o momento de tentar a contenção de danos à imagem do município”, entende o presidente da associação, Ivan Blumenschein.

O pedido foi apresentado ao prefeito Paulo Pizzolatti (PP) no final da manhã desta terça-feira, durante reunião com representes da classe empresarial, industrial e comercial da cidade.

Embora organizada por entidades privadas, a puxada de cavalos integra o calendário de eventos de Pomerode. A reunião na prefeitura, que começou às 11h e se estendeu por cerca de uma hora e meia, buscou discutir ações para amenizar os efeitos da violência de domingo no turismo local.

Fonte: Jornal de Santa Catarina

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Megaoperação prende caçadores em Santa Tereza, ES

Uma megaoperação envolvendo cerca de 150 homens das polícias Federal, Militar e Civil com participação da Promotoria de Justiça de Santa Teresa e do Ibama, foi deflagrada às 4h desta sexta-feira (12) em Santa Teresa, região Serrana do Espírito Santo. O alvo da operação são pessoas envolvidas em crimes ambientais. Dez mandados de prisão e 30 de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça.

O grupo de policiais foi dividido em 31 equipes com mandados de busca e apreensão. Até agora sete pessoas foram detidas e apreendidos animais silvestres e armamentos utilizados durante a práticas ilegais. Entre os detidos estão empresários da cidade.

Segundo o delegado Fernando Amorim da Polícia Federal, os detidos se reuniam em um “clube de caça” para matar animais silvestres. Entre os acusados, estavam empresários da região com alto poder econômico, o que reforçou aos crimes o caráter do simples prazer em matar animais. Eles chegavam a fazer “excursões” para outros estados para matar. “Durante as nossas investigações, a equipe chegou a fazer uma viagem com o grupo para a Bahia para flagrar a caça, mas existem provas de que eles viajavam para diversos estados”, revela.

O trabalho de investigação começou há 3 meses, quando a Delegacia de Combate a Crimes Ambientais da Polícia Federal passou a observar as ações do grupo que se reunia à noite para marcar os “eventos”. Ainda de acordo com o delegado Amorim, o que mais chama atenção é a cultura da região. A tradição de caçar animais silvestres é passada de pai para filho. “Eles não percebem que é um crime ambiental e que isso destrói o meio ambiente”, lamenta.

Os detidos foram transferidos para a sede da Polícia Federal, em Vila Velha, ainda na manhã desta sexta. Uma pessoa que está presa por porte ilegal de arma deve permanecer detida na carceragem da Polícia Civil em Santa Teresa à disposição da Justiça. Os animais serão levados para a sede do Ibama, em Vitória.

Com informações do Gazeta Online

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Banco Mundial pede fechamento de fazendas de tigres na Ásia

O Banco Mundial afirmou nesta quinta-feira que a China e outras nações asiáticas deveriam fechar as fazendas de tigres por serem uma prática desumana e alimentarem a demanda por ossos e pele dos animais.

O chamado veio depois que governos de 13 países, onde ainda existem tigres selvagens, se reuniram na Tailândia para discutir a conservação e aumento desta população.

As fazendas de tigres são encontradas principalmente na China, Laos, Vietnã e Tailândia. Seus donos alegam que a criação dos animais em cativeiro ajuda a reduzir o comércio ilegal de órgãos de tigre, usados na medicina tradicional asiática. Mas, para os ambientalistas, a prática estimula ainda mais o contrabando.

O número de tigres na natureza despencou por causa da atividade humana, perda de seu habitat natural e caça ilegal. A estimativa é que, dos 100 mil do começo do século 20, o número de animais na natureza hoje não passe de 3.600.

A China acredita que existam 5 mil tigres domésticos no país e que as fazendas estejam em crescimento, apesar da proibição do comércio de seus órgãos em 1993. O governo impôs sentenças severas e ordenou que as farmácias dispusessem dos remédios que usassem órgãos de tigre. Acredita-se que esses medicamentos curem desde convulsões a doenças de pele e aumentem a potência sexual.

As primeiras fazendas de tigres surgiram antes da proibição, mas outras surgiram porque especuladores acreditavam que o veto seria temporário. O governo chinês afirma que as fazendas foram desenvolvidas para atrair turistas, mas os críticos dizem que elas são usadas para retirar partes dos animais.

Apesar do lobbying de empresários influentes para a proibição ser retirada, a China anunciou no último mês que iria fortalecer o cumprimento da lei do comércio de partes dos tigres e produtos. O governo também prometeu regulamentações rigorosas sobre criações em cativeiro.

Fonte: IG

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Indonésia autoriza adoção de tigres como animais de estimação

A Indonésia autorizará a particulares ter como animais de estimação os tigres de Sumatra nascidos em cativeiro. A justificativa é a preservação da espécie.

Para criar em casa um casal de tigres será necessário pagar um bilhão de rúpias (100 mil dólares) e dar aos animais um espaço mínimo de 60 metros quadrados, explicou uma fonte do ministério Florestal indonésio.

“Não vendemos nem alugamos os tigres, que continuarão pertencendo ao Estado. Autorizaremos somente que as pessoas cuidem deles. Elas deverão, para isso, respeitar um certo número de condições”, afirmou a fonte.

Foto divulgada pela WWF mostra tigre de Sumatra. (Foto: AFP/G1)
Foto divulgada pela WWF mostra tigre de Sumatra. (Foto: AFP/G1)

Segundo o ministério, muitos empresários ricos estão interessados em adotar os tigres.

Esta iniciativa surpreendeu as associações de defesa dos animais, que acham que o Estado deveria cuidar da preservação do habitat natural dos quase 200 tigres que ainda vivem em estado selvagem em Sumatra, uma ilha submetida a um importante desmatamento.

“Esta não é uma solução para salvar os tigres. Melhor seria salvar as selvas onde vivem”, declarou Bustar Maitar, do Greenpeace da Ásia sul-oriental.

Na Indonésia há cerca de trinta tigres de Sumatra nascidos em cativeiro disponíveis para a adoção.

Os defensores dos animais também temem que os felinos sejam caçados ilegalmente nos próximos meses devido à celebração do Ano do Tigre, que, segundo a astrologia, começa no dia 14 de fevereiro.

Fonte: G1

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