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Empreendedor planeja servir um bilhão de refeições veganas em escolas

Foto: Livekindly/Reprodução
Foto: Livekindly/Reprodução

Vince, fundador da empresa de energia vegana Ecotricity e presidente do clube de futebol livre de carbono, Forest Green Rovers (FGR) – tem como meta aumentar o número de refeições veganas servidas nas escolas do Reino Unido.

O empresário afirma que os produtos produzidos na nova fábrica – incluindo hambúrgueres e pratos prontos veganos – estarão sob o selo Little Green Devils, lançado inicialmente pela FGR (time de futebol) em 2018.

Vince declarou em um comunicado que gostaria que fossem servidas refeições veganas em todas escolas pelo menos uma vez por semana. “Trata-se de fazer as crianças comerem alimentos mais saudáveis, que podem ser veganos e sem glúten”, declarou ele.

Além de ser saudável, Vince lembra que há também o envolvimento do futebol, o que segundo ele, pode incentivar os jovens a se envolverem.

Todas as refeições serão livres de óleo de palma, glutamato monossódico e ingredientes artificiais, assim como os 14 principais alérgenos alimentares, de acordo com a Vegan Food and Living.

O novo empreendimento de Vince se baseia no sucessos anterior de outras organizações veganas, como a ProVeg. No ano passado, como parte do programa School Plates, a organização sem fins lucrativos trabalhou com escolas primárias em todo o Reino Unido para convencê-los a oferecer refeições sem carne.

Mais de cem escolas fizeram parceria com a ONG, implementando as “segundas-feiras sem carne”, além de opções vegetarianas diárias. “As escolas podem desempenhar um papel fundamental no incentivo aos seus alunos em criar hábitos alimentares saudáveis desde o início”, declarou a ProVeg.

A dra. Melanie Joy – autora de Why We Love Dogs, Eat Pigs e Wear Cows (Por que mamos cachorros, comemos porcos e usamos vacas, na tradução livre) e co-fundadora da ProVeg International – acrescentou: “Se pudéssemos melhorar a saúde dos alunos, ajudar a protegê-los de doenças fatais a longo prazo, reduzir nosso impacto no meio ambiente e economizar dinheiro ao mesmo tempo, por que não? ”

No mundo todo as escolas estão se tornando mais receptívas ao veganismo. Na Califórnia, um novo projeto de lei – co-patrocinado pelo PCRM (Comitê de Médicos pela Medicina Responsável) – se ofereceu para financiar refeições escolares veganass em todo o estado.

“Levar refeições veganas para as escolas ajudará os alunos a criar hábitos alimentares saudáveis que durarão a vida toda”, disse o Dr. Neal Barnard, presidente da PCRM.

O médico atesta que esses alimentos não só ajudam os alunos a manter o foco e a energia na sala de aula, mas também reduzem o risco a longo prazo de doenças cardíacas, diabetes tipo 2, obesidade e outras doenças crônicas.

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Pecuarista torna-se vegano após incentivo de esposa e filha

Wally Fry, fundador e CEO da marca de alimentos veganos The Fry Family Food Company, nem sempre foi um amante dos animais. Antes de tornar-se vegano, Fry trabalhou por anos com pecuária e afirma ter comprado e vendido milhares de animais para serem mortos e consumidos.

Ele diz ter sido motivado inteiramente pelos lucros que poderia obter, em uma época em que dietas sem carne eram relativamente desconhecidas.

Sua relação à respeito dos animais começou a mudar após casar-se com Debbie, vegetariana há anos, e juntos decidirem não adicionar carne à dieta de sua filha recém-nascida.

Wally Fry, fundador e CEO da marca de alimentos veganos The Fry Family Food Company, tornou-se vegano após anos trabalhando com a exploração de animais.
Hoje Fry é dono de uma das maiores empresas produtoras de carne vegana da indústria alimentícia. Foto: Reprodução

Em uma visita a sua fazenda industrial recém construída em 1987, Fry teve uma experiência que mudou sua vida para sempre. Todos os comentários e questionamentos sobre o bem-estar animal feitos por sua família o levaram a ter uma epifania. Ali ele decidiu tornar-se vegetariano, e posteriormente vegano – visando o bem animal.

“Algo dentro de mim quebrou [na indústria de criação de porcos que ele criou]”, disse Fry a Katrina Fox para a Forbes. “Debbie começou a dar nome às cabras e se apegar”, continuou.

“Estava longe de ser ideal, mas eu estava apenas tentando encontrar uma maneira de nos sustentar. Como um consumidor de carne, eu não conhecia nada melhor. Eu não percebi que os animais poderiam sofrer. Para mim, era só uma questão de ganhar dinheiro. Depois de ver o interior do local que eu construí, eu não consegui mais aguentar. Tudo o que Debbie e Tammy defendiam ficou claro: toda a vida era preciosa e eu poderia viver sem sacrificar a vida de outra. ”

Fry decidiu renunciar ao trabalho na área da pecuária. Ele começou a experimentar diversas receitas em sua casa para substituir a proteína. “Eu sabia que tinha que criar uma alternativa que eu gostasse, caso contrário, não teria sido bem sucedido em permanecer vegano”, observou Fry.

Sua comida caseira se transformou em hambúrgueres, cachorros-quentes e salsichas para pessoas além de seus familiares. Isso o levou a tornar-se um empreendedor, e iniciar um negócio vegano. Graças a isso, hoje Fry é um dos principais produtores de carne vegana conhecidos pela indústria alimentícia.

Fry disse que não foi um trajeto fácil, mas valeu a pena. “Como o veganismo não era muito conhecido naquela época, não havia pessoas batendo à minha porta para investir em meus negócios. Tivemos que começar do zero, com nada”.

Na fábrica de Fry em Durban, na África do Sul, mais de 400 funcionários bem remunerados e com “excelentes condições de trabalho” são encarregados da produção de 35 toneladas de alimentos por dia.

Fry acrescentou que o negócio viu as vendas aumentarem 25% anualmente, mas a medida real do sucesso é contada pelo número de animais salvos pela sua carne à base de plantas. Ele afirma que anualmente, “20 milhões de frangos, 18.000 vacas e 75.000 porcos” são salvos pela alternativa vegana que criou.

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