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Parlamento europeu declara emergência climática e ambiental

Foto: Euronews
Foto: Euronews

O Parlamento Europeu declarou estado de “emergência climática e ambiental” na Europa e no mundo, na esteira da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas ou COP25, que se iniciou segunda-feira, 2 de dezembro, em Madri, na Espanha.

O encontro internacional sobre o clima também fez com que a EU (União Europeia) submetesse sua estratégia de combate à crise climática à Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas para alcançar a “neutralidade em relação ao clima” o mais rápido possível – com um prazo até 2050, o mais tardar.

“Posição ambiciosa”

A declaração de emergência climática e ambiental foi aprovada no parlamento com 429 votos a favor, 225 votos contra e 19 abstenções. Já na COP25, o Parlamento Europeu adotou a resolução com 430 votos a favor, 190 votos contra e 34 abstenções.

“O Parlamento Europeu acaba de adotar uma posição ambiciosa em vista da próxima COP 25 em Madri”, disse Pascal Canfin, presidente da Comissão de Meio Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar – durante o debate na semana passada.

“Uma mensagem forte”

“Dada a emergência climática e ambiental, é essencial reduzir nossas emissões de gases de efeito estufa em 55% até 2030”.

“Também envia uma mensagem clara e oportuna à Comissão algumas semanas antes da publicação da Comunicação sobre o Acordo Verde”.

Segundo o The Guardian, Pascal Canfin, o deputado que elaborou a resolução de emergência climática, disse: “O fato de a Europa ser o primeiro continente a declarar emergência climática e ambiental, pouco antes da COP25, quando a nova comissão toma posse, e três semanas depois Donald Trump ter confirmado que a retirada dos Estados Unidos do acordo de Paris é uma forte mensagem enviada aos cidadãos e ao resto do mundo”.

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Celebridades pedem à população que seja vegana por 24 horas

Apresentadora de televisão, Ferne Cotton pede ao público que abandone produtos de origem animal ao menos por um dia | Foto: PictureCapital
Apresentadora de televisão, Ferne Cotton pede ao público que abandone produtos de origem animal ao menos por um dia | Foto: PictureCapital

A apresentadora Fearne Cotton, a cantora e compositora Gabrielle Aplin e as bloggers fitness Zanna Van Dijk e Stephanie Moir estão apoiando uma iniciativa vegana criada pela ONG Viva!.

A Viva! criou o movimento #GoVegan24 em uma tentativa de atrair atenção para os danos ambientais causados pela pecuária, que a entidade diz estar “no centro da crise climática e da destruição da natureza”.

Pecuária

Segundo o Viva!, a natureza está “declinando globalmente a taxas sem precedentes na história da humanidade”, com um milhão de espécies de animais e plantas agora ameaçadas de extinção.

A ONG acrescenta: “Desde 1980, mais da metade do aumento da agricultura ocorre às custas de florestas intactas, com 70% da agricultura relacionada à produção de carne”.

“Os peixes estão sendo explorados como nunca antes, com cerca de 33% dos peixes colhidos em níveis insustentáveis desde 2015. O comércio global de carnes e laticínios é um dos principais impulsionadores da destruição de habitats em todo o mundo, com alguns de nossos habitats naturais mais preciosos sendo demolida para dar lugar a gado de corte”.

Numa tentativa de aumentar a conscientização, o Viva! colaborou com o co-fundador da PBN Robbie Lockie para fazer um vídeo sobre esse problema (abaixo), que foi visto quase meio milhão de vezes no YouTube.

Benefícios do veganismo

Falando sobre a iniciativa, Ferne Cotton disse: “Para muitas pessoas que acham difícil desistir de produtos de origem animal, o # GoVegan24 oferece a eles uma maneira perfeita de explorar os benefícios do veganismo”.

Gabrielle Aplin, cantora e compositora que dominou as paradas com hit “The Power of Love”(o poder do amor) acrescentou: “Eu fui vegana porque percebi que comer animais afeta tudo – animais de criação e selvagens, meio ambiente, saúde, pobreza. Cada um de nós pode cobrar do consumidor poder de fazer nossa parte pelo mundo, a campanha #GoVegan24 é seu primeiro passo nessa jornada”.

Ameaça da pecuária

“Nosso mundo natural, outrora primitivo, está desaparecendo diante de nossos olhos. A vida selvagem está sob a enorme ameaça que representa a pecuária e a pesca que devasta nossos oceanos”, disse a diretora da ONG, Juliet Gellatley.

“Estamos chamando as pessoas que talvez não achem que podem se comprometer a se tornar veganas em período integral para experimentar a alimentação à base de vegetais por 24 horas no Dia Mundial do Vegano, em 1º de novembro. Tenho certeza de elas que não ficarão desapontadas”.

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Governo alemão pretende aumentar imposto sobre a carne para ajudar a salvar o planeta

Foto: World Animal News
Foto: World Animal News

Deputados alemães propuseram o aumento dos impostos sobre a carne no país para ajudar a salvar o planeta.

A carne é atualmente relativamente barata em toda a Alemanha e utilizada uma série de pratos tradicionais. O prato característico nacional, sauerbraten, é um assado de carne, e o país também é conhecido por seu gosto por alimentos como bratwurst (salsicha grelhada) e schnitzel (carne de porco ou frango à milanesa).

No entanto, o apetite alemão por carne tem um custo ambiental e, por causa disso, esses pratos podem ficar mais caros.

Políticos do partido Social-democratas e dos partido Verde propuseram aumentar o imposto sobre valor agregado (IVA) sobre a carne no início desta semana. Atualmente o produto é tributado a uma taxa reduzida de 7%, no entanto, alguns políticos querem ver esse valor elevado para 19%.

O bem-estar animal também é uma preocupação para alguns, que gostariam de ver o dinheiro extra de seus impostos devolvido aos animais. “Sou a favor de abolir a redução do IVA para a carne e de direcionar mais para o bem-estar animal”, disse Friedrich Ostendorf – porta-voz da política agrícola para o partido Verde – em um comunicado, informa o DW (Deutsh Welle).

Albert Stegemann – porta-voz do setor de agricultura da União Democrata Cristã (CDU) – também apoiou o imposto, mas quer ver o dinheiro devolvido aos agricultores. Ele disse, “a receita fiscal adicional deve ser usada para apoiar os pecuaristas para ajudá-los a se reestruturar”.

Impostos cobre a carne no mundo

A Alemanha não é o único país a considerar um imposto maior sobre a carne. No início deste ano, a parlamentar britânica Caroline Lucas pediu ao governo do Reino Unido que “considere seriamente” taxar a carne por razões ambientais.

Segundo ela, “melhor manejo do esterco e cuidadosa seleção de ração podem ajudar a reduzir as emissões de gases do efeito estufa, mas – mesmo correndo o risco de ser alvo da ira do secretário de energia, que disse recentemente que incentivar as pessoas a comer menos carne seria o pior tipo de atitude – reafirmo que precisamos de uma séria consideração sobre medidas como por exemplo um imposto sobre a carne”.

Algumas organizações são a favor de um imposto sobre a carne, mas por razões de saúde. Uma pesquisa publicada em 2018 revelou que um imposto global sobre carnes vermelhas e processadas poderia salvar mais de 200 mil vidas até 2020. Também poderia reduzir o custo dos cuidados de saúde em £ 30,7 bilhões (142 bilhões de reais).

Louis Meincke, do World Cancer Fund, disse que a pesquisa “poderia ajudar a reduzir o nível de consumo de carne, semelhante ao funcionamento de um imposto sobre bebidas açucaradas, além de compensar os custos do sistema de saúde e melhorar a sustentabilidade ambiental”.

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Reino Unido pretende cortar o consumo de carne e laticínios de 50% até 2030

Foto: Adobe
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O Reino Unido deve reduzir seu consumo de carne e laticínios em 50% até 2030, conforme informações divulgadas por membros do parlamento do bloco de países no início desta semana.

A Aliança Eating Better (Comendo melhor, na tradução livre), formada por mais de 60 organizações, incluindo a Compassion in World Farming e a WWF, apresentou um relatório aos políticos, empresas e ONGs em Westminster, Inglaterra.

Segundo o lema da Aliança, “Melhor pela metade: um roteiro para menos e melhor carne e laticínios”, a iniciativa fornece “ações para ajudar a criar o ambiente certo para as pessoas se alimentarem melhor, de forma que elas façam bem para elas mesmas e para o planeta”.

Mudando hábitos alimentares

A Aliança Eating Better diz que o momento para agirmos e passarmos a comer “menos carne e laticínios e melhorar a qualidade da alimentação com vegetais” é bem evidenciado, citando o impacto nocivo que a criação de animais tem no planeta.

“O valor de diversificar a alimentação incluindo mais vegetais, grãos integrais, nozes, sementes e leguminosas é claro. Mas nem sempre é fácil para as pessoas fazerem boas escolhas alimentares. A aliança Eating Better entende que este é um desafio complexo que ninguém consegue por conta própria”, acrescenta.

A iniciativa identificou 24 ações voltadas para o governo, serviços alimentares, varejo, produtores de alimentos e investidores, dizendo que “fornecer o ambiente certo” será mais eficaz para fazer as pessoas mudarem a maneira de comer, do que “dizer às pessoas o que podem e não pode comer “.

Opções alimentares

“Sabemos que, onde vivemos, o trabalho desempenha um grande papel em nossa saúde e bem-estar. As crianças das áreas mais pobres, com os ambientes alimentares menos saudáveis, têm duas vezes mais chances de serem obesas do que suas contrapartes mais ricas”, disse Shirley Cramer da Royal Society for Public Health (Sociedade Real para Saúde Pública) disse em um comunicado.

“É vital que tenhamos políticas nacionais e locais robustas para melhorar o meio ambiente, para que a opção alimentar padrão seja saudável. Somente então começaremos a enfrentar nossas crescentes desigualdades em saúde.”

Comer de forma mais sustentável

“A Aliança Eating Better tem sido encorajada e apoiada por recentes anúncios do governo do Reino Unido. Eles estabeleceram uma legislação para o bloco de países com o objetivo de contribuir com zero emissões de gases de efeito estufa até 2050 e anunciaram uma revisão independente para informar uma Estratégia Nacional de Alimentos”, disse Simon Billing, executivo Diretor do Eating Better.

“Nós da Aliança estamos ansiosos para ver esses compromissos se tornarem ações, pois há um sentimento de que o governo ficou para trás dos consumidores, produtores e empresas de alimentos por muito tempo. Eles precisam estar à mesa para criar o ambiente certo para as pessoas comerem de forma mais sustentável”.

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Relatório aponta o impacto benéfico do veganismo no meio ambiente

Foto: Adobe
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Um novo estudo divulgado, intitulado Veganism Impact Report (Relatório de Impacto do Veganismo, na tradução livre) revela o enorme impacto na saúde, economia e emissões de gases se apenas a população de grupo de países, no caso o Reino Unido, se tornasse vegana. Segundo o relatório haveria uma diminuição de 70% nas emissões de CO2 relacionadas com alimentos e um bilhão de hectares da superfície terrestre do mundo atualmente usada para criação de animais seria liberada.

O Relatório de Impacto do Veganismo usa estatísticas sobre o consumo anual de produtos animais, emprego, comércio, saúde, meio ambiente e economia do Reino Unido, da União Europeia e do mundo. As estatísticas do Reino Unido baseiam-se em 1,16% da população sendo vegana e não levam em consideração a população vegetariana ou pescatariana. As estatísticas da UE baseiam-se em 5,9% da população sendo vegana e vegetariana

Impacto na economia, emissões de gases e saúde

As estatísticas mostram o enorme impacto que uma população totalmente vegana e não-vegana teria na economia da UE e nas taxas de agricultura e emissões do mundo. O relatório interativo demonstra que se 100% da população global que consome carne fosse vegetariana, um número impressionante de 9,6 bilhões toneladas a menos de emissões de CO2 equivalentes a alimentos seria liberado anualmente (as emissões de gases causadores do efeito estufa equivalem a 13,7 bilhões de toneladas métricas de dióxido de carbono em 2018, mas uma população vegana reduziria essas emissões em uma taxa enorme de 70% em 4,1 bilhões).

Foto: thespruce.com
Foto: thespruce.com

O relatório também revela que um bilhão de hectares da superfície terrestre do mundo usado para criação de animais (carne) seria disponibilizado se ninguém consumisse produtos de origem animal. Cálculos baseados em números de 2018 que apontam que 1,5 bilhão de hectares da superfície terrestre total do mundo foram usados para a agricultura.

As doenças cardíacas e as taxas de câncer também seriam extremamente afetadas, com 130 mil mortes a menos só no bloco de países (Reino Unido) a cada ano se sua população se tornasse vegana (152.405 pessoas no Reino Unido morreram de doenças cardíacas em 2017, mas isso cairia de maciços 129.544 para apenas 22.861 mortes por ano se a população seguisse uma dieta vegana).

Foto: hipcamp
Foto: hipcamp

Além disso, como exemplo há 8.800 casos de câncer ligados ao consumo de carne processada ou vermelha a cada ano no bloco de países, sugerindo que a opção por uma dieta sem carne reduziria significativamente as chances de desenvolver câncer de estômago e intestino.

Indústria vegana

O relatório não considera, no entanto, o aumento de empregos que ocorreriam na indústria vegana se o veganismo fosse adotado pelo público como um todo. Quando mais e mais pessoas criam demanda por produtos veganos, isso significa, naturalmente, que mais produtos são criados e que uma nova economia, mais sustentável, é reforçada.

Foi criada recentemente a primeira empresa de recrutamento vegana, e mais e mais empregos estão sendo criados a cada semana com o crescente comércio vegano global.

Foto: PETA Kids
Foto: PETA Kids

Um ano atrás, a investidora vegan Heather Mills criou centenas de empregos ao converter uma fábrica de batatas Walkers em uma instalação de carne vegana. Em abril deste ano, a Mills comprou uma fábrica da Proctor and Gamble para criar um “Silicone Plant Valley”.

Também é desnecessário dizer que, quando as pessoas optam por alternativas de couro, isso também cria empregos em materiais à base de plantas, que já vemos acontecerem na moda, design de interiores, beleza e cosméticos e até na indústria automotiva.

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Polícia britânica já prendeu 750 ativistas ambientais

Mais de 750 ativistas contra mudanças climáticas que bloquearam as vias em torno de alguns dos principais pontos turísticos de Londres, na Inglaterra, foram presos nos últimos seis dias, disse a polícia no último sábado (20), número maior que os 682 divulgados na sexta-feira (19).

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Os protestos, organizados pelo grupo de combate às mudanças climáticas Extinction Rebellion, vêm há dias interrompendo o tráfego na região central de Londres, incluindo em torno do Arco de Mármore e da Ponte de Waterloo.

Os ativistas também bloquearam o bairro comercial de Oxford Circus, mas as vias foram depois liberadas pela polícia.

O Extinction Rebellion convocou uma onda de desobediência civil não violenta para forçar o governo britânico a reduzir para zero, até 2025, a taxa de emissão de gases do efeito estufa, para enfrentar o que chama de crise climática global.

Vinte e oito dos presos foram processados, disse a polícia de Londres em comunicado.

A comissária de polícia Cressida Dick disse ao canal BBC News que os protestos provocaram “péssimas interrupções”. Ela disse haver agora 1.500 policiais ativos na liberação de vias, ante os mil mobilizados anteriormente.

Na Ponte de Waterloo, que liga o sul ao centro de Londres, a polícia retirou cartazes e outros objetos que obstruíam a via. Mas a área continua repleta de ativistas. A polícia reiterou que os protestos podem continuar somente no Arco de Mármore.

Fonte: Simon Dawson / Reuters

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Uma em cada seis espécies pode ser extinta por causa das mudanças climáticas

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Uma em cada seis espécies do planeta estará ameaçada de extinção caso os seres humanos não reduzam as emissões de carbono, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (30) pela revista Science. “A biodiversidade global é a fundação para a economia, cultura, comida e saúde dos seres humanos. Mas se continuarmos nossa trajetória atual de emissão de gases do efeito estufa, iremos encarar a perda de uma em cada seis espécies”, afirma Mark Urban, ecologista da universidade de Connecticut e autor do estudo.

Na pesquisa, Urban reuniu resultados de vários estudos sobre o tema para produzir uma análise abrangente dos riscos de extinção biológica gerados pelas mudanças climáticas. A principal conclusão de Urban é que à medida que as temperaturas do planeta continuam a aumentar, a biodiversidade diminui.

Segundo o estudo, as espécies que mais sofrem com o risco de se extinguirem estão na América do Sul, Austrália e Nova Zelândia. De acordo com o modelo criado por Urban, o aumento de quatro graus na temperatura do planeta pode colocar 16% das espécies animais da Terra sob risco de extinção.

Para chegar a esse número, Urban considerou uma série de fatores como as características e distribuição das espécies, temperaturas globais e peculiaridades de cada região. “Como um planeta, temos a oportunidade de decidir o destino da biodiversidade em dezembro, na Conferência de Paris”, afirma Urban. “Podemos adotar medidas que limitem esse risco.”

Fonte: Info

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Você é o Repórter

Prova do ENEM apresenta questão contra a pecuária

Daniela
witchdany@yahoo.com

Foto: Divulgação

O ENEM 2011, realizado no último sábado (23), trouxe à luz um dos problemas associados à exploração pecuária no país: a emissão de gás metano.

O ENEM contou com mais 6 milhões inscritos, isso quer dizer que milhares de pessoas receberam essa informação, talvez pela primeira vez, e passarão adiante o problema causado à natureza e aos animais com tal prática exploratória e abusiva.

A questão que abordou o assunto, foi a 89a (veja a resolução), que dizia:

“De acordo com o relatório “A grande sombra da pecuária” (Livestock’s Long Shadow), feito pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, o gado é responsável por cerca de 18% do aquecimento global, uma contribuição maior que a do setor de transportes. Disponível em: www.conpet.gov.br. Acesso em: 22 jun. 2010.

A criação de gado em larga escala contribui para o aquecimento global por meio da emissão de:

a) metano durante o processo de digestão.
b) óxido nitroso durante o processo de ruminação.
c) clorofluorcabono durante o transporte de carne.
d) óxido nitroso durante o processo respiratório.
e) dióxido de enxofre durante o consumo de pastagens.

Divulgação
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Estudo confirma que pecuária emite metade do carbono do país

A pecuária é responsável por metade das emissões de gases do efeito estufa no Brasil, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira (10) por pesquisadores brasileiros. Os resultados destacam o setor como o que mais contribui para o aquecimento global na economia do País e, consequentemente, como a peça mais importante em uma estratégia nacional de redução de emissões. “Mais do que apontar um grande vilão, o estudo apresenta uma grande oportunidade”, disse à reportagem uma das coordenadoras do trabalho, Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília.

“É um prato cheio para reduzir emissões”, afirmou o diretor da organização Amigos da Terra, Roberto Smeraldi, também responsável pela pesquisa, que será apresentada no sábado na Conferência do Clima de Copenhague. Segundo os cientistas, a pecuária emitiu cerca de 1 bilhão de toneladas de gases do efeito estufa (GEEs) em 2005. Isso equivale a metade das emissões totais do País naquele ano (2 bilhões de toneladas), segundo estimativas do pesquisador Carlos Cerri, da Universidade de São Paulo, ou um pouco menos da metade (2,2 bilhões de toneladas), segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia.

A outra metade refere-se a emissões do setor energético, industrial, e de outras atividades do setor agropecuário. O estudo leva em conta três grandes fontes de emissão relacionadas diretamente à pecuária: o desmatamento para abertura de pastagens (tanto no Cerrado quanto na Amazônia), as queimadas para manejo de pastagens e o metano exalado pela fermentação de biomassa no estômago dos animais. O fator que mais pesa no bolo é o desmatamento da Amazônia, responsável por 65% das emissões do setor em 2005.

A pesquisa também confirma a percepção de que a pecuária é responsável pela maior parte (75%) da área derrubada de floresta no bioma. “É algo que já se sabia qualitativamente, mas que agora temos os números para provar quantitativamente”, disse Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), terceiro coordenador do estudo. Outros sete cientistas ligados ao Inpe, Embrapa, Amigos da Terra e Universidade Federal de Goiás assinam o trabalho.

No caso do Cerrado, a abertura de pastagens foi responsável por 56% do desmatamento do bioma e 13% das emissões do setor em 2005. O cálculo considera apenas o carbono emitido imediatamente pela queima da vegetação superficial e das respectivas raízes. Não inclui outra grande fonte de emissão, que é a decomposição da matéria orgânica misturada ao solo – uma emissão lenta e gradual, mas que, com o tempo, pode chegar ao dobro do que é emitido pelo desmatamento. “No Cerrado, o maior estoque de carbono está no solo, não na vegetação”, explica Mercedes.

Os cálculos de emissão do solo, segundo ela, serão incluídos numa próxima versão do estudo. Também não foi contabilizado o carbono emitido pelo transporte de animais e por atividades industriais ligadas ao setor. A prioridade era divulgar os números principais em tempo para Copenhague. O período total avaliado no estudo foi de 2003 a 2008. O pico de emissões da pecuária foi registrado nos três primeiros anos, quando o desmatamento da Amazônia estava em alta. De lá para cá, com a queda nas taxas anuais de desmate, as emissões do setor também caíram, chegando a 813 milhões de toneladas de GEEs em 2008.

O dado mais atual sobre as emissões totais do País é de 2005, por isso não é possível fazer uma comparação direta com os números do setor em 2008. “Seja como for, a pecuária certamente continua a ser uma fonte de emissão importante”, avalia Mercedes

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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