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Dois rinocerontes ameaçados de extinção são mortos por caçadores em Botsuana

Caçados por seus chifres, valiosos no mercado negro devido a demanda criada pela medicina tradicional chinesa, os animais enfrentam risco de extinção enquanto sua população declina


 

Foto: Mirror/Reprodução
Foto: Mirror/Reprodução

Dois rinocerontes foram brutalmente mortos e mutilados por caçadores em Botsuana. Os criminosos usaram uma serra elétrica para cortar e roubar os chifres dos animais.

As fotos da cena foram tiradas no Delta do Okavango, norte de Botswana, e ilustram de forma real e cruel, o comércio ilegal abastecido pela caça furtiva e caça aos troféus.

Os corpos dos animais foram encontradas em Mombo, um santuário particular dentro da Reserva de Caça Moremi.

Eduardo Gonçalves da Campaign to Ban Trophy Hunting (Campanha para Proibir Caça aos Troféus) disse: “O chifre de rinoceronte vale mais que ouro e heroína no mercado negro”.

Foto: Mirror/Reprodução
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“Toda caça, tanto furtiva e como a caça aos troféus precisa ser interrompida se quisermos ter alguma chance de salvar esses magníficos animais”.

“Isso significa uma proibição global apoiada por punições duras”. Botsuana está passando pela pior crise de caça furtiva em anos, de acordo com o Mirror.

“O último presidente do país, Ian Khama, proibiu toda a caça a troféus em 2014 e adotou uma política de atirar para matar em caçadores ilegais”, diz Eduardo Gonçalves.

Mas o atual presidente, Mokgweetsi Masisi, eleito no ano passado, anulou a proibição de seu antecessor além de desarmar e desmantelar unidades de combate à caça furtiva.

Foto: Getty Images
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Relatos de caça furtiva de rinocerontes na África do Sul ressurgiram no mês passado, com a morte de um rinoceronte fora de uma parte protegida do Delta do Okavango.

Na semana passada, foram encontrados os corpos mostrados na foto acima, elevando o total de rinocerontes caçados recentemente para sete. Os incidentes acontecem apenas alguns dias após Botsuana ter permitido oficialmente o início (retorno) da caça aos troféus de elefantes, depois da atividade ter sido banida em 2014.

A Interpol classificou Botsuana como o “principal país de origem” de chifres de rinoceronte contrabandeados para a Europa, Oriente Médio e Ásia.

Um relatório enviado ao governo de Botsuana afirma que 25 elefantes foram caçados só nas últimas semanas.

Foto: Mirror/Reprodução
Foto: Mirror/Reprodução

Gonçalves disse: “Botsuana deu efetivamente luz verde para matar animais selvagens ameaçados, reiniciando a caça aos troféus de elefantes”.

No mês passado, a conferência internacional da CITES sobre comércio de animais silvestres aprovou a duplicação de licenças para caçar troféus de rinocerontes negros criticamente ameaçados.

Gonçalves respondeu à medida: “Os caçadores furtivos costumam usar licenças de caça de troféus para adquirir chifres de rinoceronte para vender no mercado negro”.

Kevin Pietersen, ativista e defensor dos rinocerontes sul-africano, disse: “Isso é assassinato, puro e simples. Essas fotos mostram mais uma vez que os rinocerontes são vítimas inocentes da brutalidade terrível desses caçadores”.

Foto: LightRocket via Getty Images
Foto: LightRocket via Getty Images

“Os rinocerontes estão com sérios problemas, suas populações estão vulneráveis ou criticamente ameaçadas. Fazer isso com um animal tão belo e perigosamente ameaçado é uma violência irracional do pior tipo”.

“Precisamos de uma ação imediata para proteger os rinocerontes e garantir que eles sobrevivam. Precisamos conscientizar, mudar o comportamento e reprimir as pessoas que fazem isso.

“Este é um alerta dramático”, concluiu ele.

Em 2018, Pietersen fundou a SORAI – Save our Rhinos Africa and India – para proteger a espécie cuidando de rinocerontes infantis abandonados, feridos e órfãos e liberando-os de volta à natureza.

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Destaques

Urso escala muro de 4 m e passa por três cercas elétricas para fugir de cativeiro

Foto: Province of Trento Press Office
Foto: Province of Trento Press Office

Um urso escapou de um cativeiro para animais selvagens onde era mantido e fugiu dos guardas florestais italianos após escalar três cercas elétricas e uma parede de quatro metros de altura.

O urso pardo, que foi apelidado de “gênio”, havia sido capturado anteriormente pelas autoridades, que usaram uma armadilha para ursos para prendê-lo, na região italiana de Trentino, no domingo.

O animal de 140 kg, fugiu de seu recinto em Val Rendena poucas horas depois de ser pego, e está em fuga desde então.

Foto: Province of Trento Press Office
Foto: Province of Trento Press Office

O presidente de Trentino, desde então, deu permissão às autoridades para matar o urso, provocando indignação de grupos de direitos animais, bem como a oposição pública do Ministério do Meio Ambiente.

O presidente de Trentino, Maurizio Fugatti, emitiu uma ordem para que o animal fosse preso há mais de um mês, depois do urso ter sido visto perto de áreas habitadas e consideradas perigosa para humanos e animais selvagens.

Fugatti deu aos guardas do parque a ordem de matar o animal, depois que ele escapou de seu cercado na segunda-feira. Guardas florestais com cães farejadores estão caçando o animal.

Foto: Province of Trento Press Office
Foto: Province of Trento Press Office

“Se o urso se aproximar de áreas habitadas, os guardas florestais têm permissão para matá-la”, disse Fugatti.

“O fato de o urso ter conseguido escalar uma cerca elétrica com sete fios a 7 mil volts demonstra que esse espécime é perigoso e um problema de segurança pública”, disse o presidente, claramente desconsiderando toda e qualquer ótica do ponto de vista do animal, que provavelmente desesperado e aflito por estar preso após uma vida inteira livre, apostou tudo em sua fuga, arriscando a própria vida.

O desprezo pelo animal é tão notável que ele ganhou um número e uma letra como idetificação: M49

A ordem para matar o animal provocou indignação de grupos de direitos animais no país, incluindo a WWF Itália.

Foto: Province of Trento Press Office
Foto: Province of Trento Press Office

O ministro do Meio Ambiente, Sérgio Costa, não se mostrou impressionado com a forma como a perseguição ao animal foi tratada, criticando os envolvidos. Ele acrescentou que a ordem para matar o urso era “absurda”.

Fotos divulgadas pela assessoria de imprensa da província de Trento confirmaram que o urso está vivo e circula pelos bosques perto da cidade de Trento, na região de Trentino-Alto Adige, no norte da Itália.

Uma foto tirada às 22:54 da noite passada por uma câmera de vigilância armada na natureza e mostra o urso vivo e bem, espreitando em uma área não muito distante de onde foi capturado.

Foto: Province of Trento Press Office
Foto: Province of Trento Press Office

Outra foto mostrou o urso às 09:29 desta manhã.

Muitos usaram as mídias sociais para mostrar seu apoio ao animal, sob a hashtag #fugaperlaliberta, significando #escapeforlreedom.

“Vamos lá M49”, uma pessoa twittou.

Foto: Province of Trento Press Office
Foto: Province of Trento Press Office

“M49 é meu herói”, disse outro.

A Liga da Itália para a Abolição da Caça (LAC) descreveu o urso, que desafiou 7 mil volts elétricos, como se realmente possuísse superpoderes.

“Evidentemente, o urso é um gênio da fuga, dotado de superpoderes parecido com um herói da Marvel Comics”, disse em um comunicado.

Foto: Province of Trento Press Office
Foto: Province of Trento Press Office

Life for Urses, um grupo de vida selvagem local para a preservação de ursos em Trentino, comparou a situação ao filme King Kong.

Todos sabemos como King Kong termina: o gorila se defende, mas no final sucumbe. O mesmo roteiro já foi escrito para este urso corajoso”, disse o grupo em um comunicado.

A WWF Itália twittou seu apoio ao animal, dizendo: “Viva M49 e com ele todos os ursos”.

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Três elefantes são encontrados mortos por envenenamento

Foto: AFP
Foto: AFP

Acuados e espremidos pela invasão humana em seus habitats naturais os elefantes acabam entrando nas plantações de alimentos cultivados que encontram por seu caminho, inocentes e herbívoros os animais querem apenas se alimentar.

Suspeitas apontam que esse pode ter sido o caso dos três elefantes que foram mortos por envenenamento nos arredores de uma plantação de óleo de palma na Malásia, conforme informações das autoridades do país divulgadas na sexta-feira (7).

Este é o último caso de que se tem notícias envolvendo esses belos animais, que estão ameaçados de extinção, sendo mortos perto de assentamentos humanos.

A polícia local do estado de Johor, no sul do país, encontrou os cadáveres dos animais e alertou os oficiais da vida selvagem na terça-feira, disse à AFP o diretor-geral do Departamento de Vida Selvagem e Parques Nacionais, Abdul Kadir Abu Hashim.

Acredita-se que os animais mortos façam parte de um grupo de 30 elefantes que vivem na reserva florestal próxima.

“Fizemos um exame ‘post mortem’ nos três elefantes do sexo feminino com idade entre 18 e 22 anos, e o resultado revelou que eles foram envenenados”, disse Abdul Kadir.

“Estou chocado e triste com este incidente. Se esta tendência continuar, todos os nossos elefantes selvagens serão exterminados.”

“As cercas elétricas usadas para manter os elefantes longe das plantações da aldeia não estavam funcionando e permitiam que os animais invadissem a área”, disse Abdul Kadir.

As amostras de fígado e rim dos elefantes estavam sendo examinadas para determinar o tipo de veneno usado, disse o ministro do departamento de Recursos Naturais, Xavier Jayakumar Arulanandam.

A Malásia tem sido palco de uma série de mortes de elefantes como consequência de assentamentos humanos ou plantações agrícolas se expandindo para os habitats das criaturas.

Ano passado, seis elefantes pigmeus foram encontrados envenenados em plantações de óleo de palma no leste do estado de Sabah.

Conservacionistas estimam que há apenas cerca de 1.500 elefantes selvagens na Malásia.

A Malásia abriga vastas áreas de floresta tropical e uma variedade de espécies exóticas da vida selvagem, que vão desde elefantes a orangotangos e tigres, mas o número de representantes de muitas espécies raras caiu drasticamente nas últimas décadas.

Muitos animais em extinção também são covardemente caçados pelas partes de seus corpos que são vendidas por valores elevados para o uso na medicina tradicional chinesa e em outros lugares da Ásia.

Abdul Kadir disse que o último incidente foi um ato criminoso de crueldade.

“Culpados neste incidente de envenenamento, cuidado. Vamos ‘caçar’ você”, avisou Kadir.

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Cavalo morre eletrocutado após caminhão derrubar fiação elétrica

Um cavalo morreu eletrocutado, na noite desta sexta-feira (29), após um caminhão derrubar cabos de fiação elétrica. O fato aconteceu em Piratininga (13 quilômetros de Bauru), por volta das 19h.

Segundo a Polícia Militar (PM), o caminhão trafegava pela via quando, na entrada da cidade, por motivos a serem apurados, enroscou e derrubou parte da fiação elétrica. Porém, devido a queda, um cavalo, que estava em uma propriedade particular próxima do local, foi atingido pela fiação e morreu eletrocutado.

Uma equipe policial foi acionada para o atendimento da ocorrência. O caminhoneiro não sofreu ferimentos e o caso foi registrado.

Fonte: JCNET

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Poste de rede de energia elétrica cai e mata vaca em RO

Foto: reprodução: Rondoniaaovivo
Foto: reprodução: Rondoniaaovivo

Um poste da rede de energia elétrica caiu e acabou matando uma vaca  na zona rural do município de Castanheiras em Rondônia. De acordo com informações, o poste caiu após um vento muito forte que passou pela região e que deixou vários estragos. A vaca se encontrava próxima ao poste no momento da queda e morreu na hora.

*Com informações de Rondoniaaovivo.com

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